Você acha que é só palhaçada e propaganda?

Diga isso para quem “vive” na Síria

Vários players: todos inocentes, defensores armados do seus interesses nacionais, ou criminosos de guerra?

Você decide, mas decida-se rápido. Porque o mundo não vai parar sua marcha, nem eles.

Esta técnica, de trabalhar com os medos e sentimentos primários para empurrar uma determinada alternativa como se fosse uma livre escolha é uma das formas de manipulação de massas mais usadas em eleições, e uma das razões para decadência da democracia representativa não só nos EUA, mas no mundo.

A ilusão da liberdade de escolha. Essa técnica é ainda mais perigosa quando aplicada não a escolha das representações, mas a realidade: vai fechando alternativas de mundos possíveis para afirmar a supremacia de uma determinada ideologia insustentável que não tem limites para se perpetuar no poder.

O problema desta politica de bombas no lugar de liberdade como meios vitais e ambientais garantidos para todos, é que ela é de fato uma fábrica de loucos; uma industria de oportunistas e genocidas que fábrica mais problemas e inimigos de todos os lados das fronteiras numa escalada sempre crescente de violência.

Quem diria que depois de ver a surpresa do libertário de direita Ron Paul sair e ser abortado nas plenárias do Partido Republicano de 2012 veríamos uma contra-reação destas? Se Trump era para ser mesmo só o coelho desta corrida a Casa Branca, essa é a aposta de risco mais cara da história e possivelmente se perdida a mais sem volta.

Mas se você pensar melhor pouco importa quem será o líder, Obama mal conseguiu ainda fechar Guantanamo- se é que vai conseguir. A verdade é que pouco importa os “Fuhers”, porque com ou sem essas figuras arquetípicas do controle de massas dos estados totalitários do passado, a Síria já está sendo transformada agora na guerra espanhola do seculo XXI. O campo de batalha onde as superpotências testam suas armas e forças mirando disputas e conflitos maiores. Guerra Fria?

Guerra Fria?

Fria? Onde?

A crise humanitária e econômica mundial, principalmente na extensão atual dos crimes contra a humanidade, não é mais indício de uma guerra fria, mas de um confronto muito mais amplo e generalizado- especialmente em danos .

E não é só nos centros do mundo que as coisas estão chegando próximo do intolerável, nas periferias elas já ultrapassaram faz tempo; e agora o único caminho é explodir para o resto do mundo:

Don´t Folow the money, follow the gold

Não, não adianta enterrar a cabeça na terra e se esconder do seu mundo e seu tempo.

Não. Não adianta me chamar de pessimista, porque não sento aqui no computador e fico caçando noticias terríveis sobre o mundo quando “tem tanta gente fazendo coisas maravilhosas que ninguém fala”. Eu não me contento em reclamar, faço o que posso, e sei que minhas possibilidades sobretudo materiais estão bilhões de dólares aquém dos inimigos da humanidade. Aliás, mesmo as possibilidades das pessoas mais ricas do mundo estão aquém dos orçamentos de bilhões de dólares destas corporações estatais e privadas em eterna guerra contra a vida.

Não estou pedindo para ninguém olhar de frente para a realidade para desistir dos sonhos. Estou pedindo para que sejamos realista se quisermos ser verdadeiros utopistas. O mundo sempre precisa de gente com espirito revolucionário, mas há momentos da história que se elas fogem ou faltam não há o que pague nossa covardia:

Ou nos unimos ou seremos mais vez segregados como humanidade antes que consigamos enfim nos realizar.

Ninguém pode impedi-los de odiar ou pregar seu ódio, não sem já cair na sua armadilha. Só podemos impedir que eles obriguem os outros a morrerem por suas causas.

Infantarias não se chamam assim por acaso. No dia que os supremacistas não tiverem mais gente para escravizar e tiverem que lutar suas próprias lutas veremos o quanto estarão ainda dispostos mesmo a pregar e lutar por sua supremacia.

A hora da decisão está chegando…

E não adianta se esconder atrás de muros ou debaixo da cama

E se você acha que são só eles pense de novo. Outros estão saindo do armário…

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https://www.washingtonpost.com/blogs/the-fix/post/mitt-romneys-losing-gamble-on-donald-trump/2012/05/29/gJQADBO1yU_blog.html

Minha pergunta portanto é simples:

De que lado você está dos povos que carecem de liberdade real, da humanidade, ou dos senhores da guerra e dos monopólios da violência?

Definitivamente, meu amigo nós precisamos de você, Governe-se já é pouco. Reinvente-se, Revolucione-se.

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Não se engane, quando peço por Quatinga Velho estou olhando pelas pessoas que moram lá, mas vendo cada ser humano que poderia ser beneficiado no mundo se a renda básica vingasse de forma sustentável e livre… deles:

Basic Income precisa ser uma política de ajuda humanitária internacional

E a Startup é um sistema que serve nada menos para que possamos bancar isso

Estados e estadistas não inventam aviões nem decretam que se faça a luz, são pessoas livres e seu senso comum que tiram as inovações do papel e lutam solidariamente para que eles cheguem a todos.

Fecho este texto (de novo) com Thomas Paine, o revolucionário das duas revoluções do seu tempo e não por acaso visionário da Renda Básica como “justiça agrária”…

“Grande parte da ordem que reina na humanidade não é efeito do governo. Tem sua origem nos princípios da sociedade e na constituição natural do homem. Existia antes do governo e continuaria existindo se a formalidade do governo fosse abolida. A dependência mútua e o interesse recíproco da cada homem com respeito aos outros e que todas as partes de uma comunidade civilizada tem umas em relações às outras criam um grande encadeamento que a mantém unida. (…) O interesse comum regula suas preocupações e forma a sua lei, e as leis ordenadas pelo uso comum tem maior influencia do que as leis do governo. Em síntese, a sociedade executa por si mesma quase tudo o que é atribuído ao governo.”

“Quanto mais perfeita for a civilização, menos necessitará de governo, porque regulará melhor seus próprios assuntos e governará melhor a si mesma; mas tão contraria à razão é a prática dos governos antigos que seus gastos crescem na proporção em que deveriam diminuir. São apenas umas poucas leis gerais que a vida civilizada exige, e são leis de utilidade tão comum que, quer sejam impostas pelas formas de governo quer não, o efeito será quase o mesmo. Se examinarmos quais os princípios que primeiramente concentram os homens na sociedade e quais são posteriormente os motivos que regulam suas relações mútuas, descobriremos, quando chegarmos ao que é chamado governo, que quase todo o processo é realizado pelo funcionamento natural das partes umas sobre as outras.”

“O governo formal constitui apenas uma pequena parte da vida civilizada, e mesmo quando se estabelece melhor que a sabedoria humana pode conceber, é uma coisa mais ideal do que factual. É dos grandes e fundamentais princípios da sociedade e da civilização — do uso comum consentido universalmente e mútua e reciprocamente preservado, do incessante fluxo do interesse que passando através de um milhão de canais, fortalece a massa total de homens civilizados — é de todas as coisas, infinitamente mais que de qualquer coisa que possa fazer mesmo o melhor dos governos instituídos, que dependem a segurança e prosperidade do indivíduo e do todo.”

A afirmação de que a abolição do governo formal signifique a dissolução da sociedade está tão longe da verdade pretendida quanto a de que o governo promova um impulso contrário, produzindo uma união ainda maior da sociedade. Toda aquela parte de sua organização que a sociedade havia confiado ao governo é outra vez a ela incumbida e age por seu intermédio. Quando os homens tanto por força do instinto natural quanto pelos benefícios recíprocos, se habituam â vida social e civilizada, na prática sempre há o bastante dos princípios dessa vida para ajudá-los enquanto realizam as transformações que julgam necessárias ou convenientes fazer em seus governos. Em suma, o homem é tão naturalmente uma criatura da sociedade que é quase impossível colocá-lo fora dela.”

“Com relação a todas estas questões, o homem é uma criatura mais consistente do que ele mesmo sabe ou do que os governos desejariam que ele acreditasse. Todas as grandes leis da sociedade são leis da natureza. As do intercambio e do comercio, das relações entre indivíduos ou nações são leis de interesses mútuos e recíprocos. São seguidas e obedecidas porque agir assim é do interesse das partes, e não porque seus governos possam impor ou interpor alguma lei formal.”

Thomas Paine, os Direitos do Homem 1792.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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