Viva a independência dos povos. Viva a Catalulha livre. Todo respeito as decisões soberanas e as decisões democráticas.

Todas as nações livres do mundo tem a obrigação moral de reconhecer a republica da Catalunha. Mas as nações que se constituiram por meio de proclamação de independência tem obrigação muito maior. E as que lutaram ainda por cima estiveram sob o jugo de um mesmo poder central, ainda que não deixem de ser poderes centralizadores, tem mais obrigação ainda.

Brasil e Portugal não tem portanto obrigação dupla de reconhecer a Catalunha. Se não bastasse e basta a primeira que é o apoio a autodeterminação dos povos. Soma-se essa a segunda o quanto nos nos beneficiamos nem tão indiretamente assim das suas lutas históricas catalãs para construir nossa independência de Espanha isso quando ainda sequer o Brasil havia ele próprio crescido e se emancipado de Portugal!

De certa forma lutar contra a independência dos povos e pessoas é como lutar contra o próprio instinto natural de desenvolvimento, as pessoas e os povos crescem, e demandam sua emancipação e independência frente aos pátrio-poderes. Em geral o paternalismo natural isto é dos verdadeiros genitores, quando não acometido por nenhuma patologia cultural ou psicológica não só aceita essa levante e autoafirmação como a estimula. Esse é no fundo o papel educativo da tutela legitima de um dependente, nada menos que ajuda-lo a crescer e se libertar, inclusive da sua ajuda e tutela. O que não significa que se cria pessoas para viverem sozinhas feito bichos, mas para que elas se tornem livre para estabelecer suas próprias comunhões e relações de amizade não mais paternais, mas fraternais, incluso com seus antigos mestres agora amigos.

O Estado tenta emular artificial essa relação de dependência simulando a figura do provedor e protetor paternal, mas não só sua tutela não tem nenhuma intenção de ser emancipatória e libertária, como sua relação nada tem de fraternal, paternal. É no máximo uma relação de compadrio para poucos e de tirania e parasitismo para muitos. Seu intuito é a permanente infantilização das pessoas sob sua tutela de modo a preservar senão seu obdiência e dependencia, as suas pretensões de submissão e domínio sobre outro inclusive com o uso de “reprimindas e castigos físicos”

Logo governos não possuem nenhuma solidariedade para com seus povos, que dirá então entre os povos. Eles possuem interesses parasitários. E movidos por esses interesses que apoiam ou se opõem as independências quando não estão estupidamente perdidos em suas próprias guerras como governos. Vide o rei da França que apoio a revolução burguesa americana, apenas para ter sua cabeça cortada pelos burgueses revolucionários franceses. Naturalmente que depois que dessas revoluções os governantes ficaram mais espertos e dificilmente apoiam uma revolução que se não for um golpe ou um projeto de tirania a de virar um com o devido apoio e subsidio.

A solidariedade governamental é entre os governos. São como nobre de outrora, amor e ódio reservam uns para os outros, para os povos, sua consideração é como a de empregado ou menos que isso, como de um mero animal de carga, não amam nem odeiam, desprezam ou usam como piolhos ou abelhas. Esse é o sentimento que constitui a vocação para governar, para tiranizar com soberba e desprezo a vida alheia, e mesmo quando não se nasce com essa vocação mas se tem berço não tem problema esse sentimento para com o outro se ensina.

Mas mesmo os governantes e governos que exceção a regra assim não são, mesmo esses ou não se dão a minima para nada que acontece no horizonte além das suas montanhas; ou pior: mesmo que quisessem simplesmente não podem reconhecer nenhuma independência porque eles mesmo de fato não são independentes, nem como políticos nem como governos. Estados-Nações refém de interesses de mercado transnacionais, e políticos lacaios e vendidos a serviços destes desses interesses como feitores da exploração da sua própria população e sua riqueza nacional.

Mas se eles estão como diria Jorge Amado do suvaco ao fiofó com tudo arrombado e vendido, você que não está nada lhe impede de reconher a revelia deles de pessoa para pessoa. de povo para povo, reciprocamente os nossos direitos de autodeterminação e consequentemente as declaração de sua independencia. Porque nada mais ridiculo que defender o direito de dos povos decidir, mas se não for da forma que queremos ou concordamos então não vale. Nada impede que a Catalunha amanhã mude de ideia, e faça um outro referendo pedindo para fazer parte da Espanha e se essa concordar, notem pedindo porque assim como eles tem o direito absoluto de separar, os povos que formam a Espanha, não o governo espanhol ou o rei, tem o direito de decidir se querem se unir novamente.

E se o governo espanhol tivesse plena certeza do que aquilo que faz não é pilhagem nem um roubo de liberdade e dignidade, ou se ainda tivesse confiança no seu poder para sabotar qualquer tentativa da Catalunha tentar dar certo livre dele, ele permitiria apenas para ver capitular ou forçar sua capitulação articulando com aliados para fechar todas as portas e isolar até sufocar a Catalunha. Nem sempre funciona. Seja porque o povo tem dignidade, seja porque governos tendem a transferir os custos todos os custos para a população que menos tem como os derrubar. De modo que o prejuízo político de pressões econômicos podem produzir o efeito reverso, derruba-se a democracia, mas ao invés de realinhamento com o poder centralizador, ocorre o oposto a ascensão ou recrudescimento de um regime mais autoritário e belicosos que o do próprio sabotador.

É por isso que a independencia não for esmagada nas próximas semanas a Catalunha precisará de todo apoio internacional possivel da sociedade civil. Porque se o levante foi uma grande conquista para a soberanias populares, a sua queda será um golpe quase tão poderoso as causas libertárias e populares quanto o primeiro, franquista.

Nada absolutamente nada impede que uma pessoa livre reconheça a Catalunha como um nação livre com direito a território e governos, a república independente que foi proclamada.

Que a Catalunha seja independente ela e todos as regiões não para se isolar, mas para se unirem numa Espanha, numa Europa ou até mesmo numa federação ainda mais abrangente do tamanho das i entidade cosmopolita, que se for tão grande quanto a própria humanidade, porque não? Porque não podemos nos separar de relações forçadas em que somos mantidos tanto unidos a uns quanto apartados de outros, mas em condição submissa e servil a quem detém a força para enfim celebrar uniões legítimas mantidas por pessoas livres e independentes podem fazer sem violência e em relações consensuais?

Nada impede que como pessoas livres formem grandes uniões do tamanho do entendimento e solidariedade de todas as partes, mas desde que todas as partes que celebram os acordam que concordam com os contratos sejam livres. Aqueles que não são obrigados a manter relações forçados política social ou pessoalmente, não estão unidos, estão prisioneiros a ser violados. União política e como casamento não é legítimo se for forçado. Para poder formar genuínas comunhões e uniões livres, o homem carece que todas as partes não apenas sejam livres, mas igualmente livres. Para que a união seja legitima cada uma das partes igualmente legitima precisa consentir precisa ser permanente igual em seu direito fundamentais.

Na verdade não importa qual seja o tamanho da união em números de pessoas dessas sociedades, ou unidades da federação dos Estados que forma essa república, se cada instancia governamental não estiver submetida a sua população, mas ao contrário a população submetida a cada instancia governamental, assim como cada instancia governamental e todos a população a um poder central, então de fato não temos democracia, mas grande ditadura com várias ditaduras subordinadas dispostas em hierarquia nas varias instancias governamentais inferiores. E isso é tudo menos uma federação, república.

O ponto fundamental é o seguinte só há uma coisa que impede as pessoas no mundo se unirem livremente em condições iguais de liberdade e dignidade, as uniões forçadas. É preciso uma pessoa se livrar da sua servidão, se livrar da sua relação ou união forçada para celebrar uma comunhão de paz até mesmo com a outra parte que esteja unida por uma força que não é aquele que forma a genuína união e a legitima: a livre vontade soberana das pessoas de paz. E se nessa união as pessoas querem se manter unidas mesmo discordando uma das outras, ou querem se separar mesmo que concordem em tudo, ninguém se não elas tem o direito de decidir isso, assim como ninguém entre elas tem qualquer direito de impor a força sua concordância ou discordância a ninguém mais.

É mais do que fundamental que todas os povos nas mais diferentes tenham o direito de estabelecer sua independencia principalmente quando a reclamam sem recorrer a violência. Por duas razões simples:

Primeiro que a injustiça e privação da liberdade e dignidade fundamental irá provocar revolta e até reações violentas. Essa sim justificáveis por que Madri se não é um parasita violento pode viver perfeitamente sem a soberania sobre a Catalunha, mas a Catalunha assim como Madri não podem viver como sociedades livres e em concórdia juntas ou separadas sem a soberania sobre si mesmas.

Hoje comemora a declaração de independencia da Catalunha. Esperando que ela respeite as menores o mesmo respeito que reclama aos maiores.

E que cada unidade da maior a menor seja livre, até chegarmos a unica unidade fundamental verdadeiramente natural e indivisível de toda humanidade, a pessoa humana. Para a partir daí reconstruir as uniões como se devem do principio fundamental a pessoa humana e sua liberdade até as uniões pessoais, sociais, regionais, nacionais, continentais e quiça de toda a humanidade. Porque não? Quando cada unidade for livre e igual em direitos fundamentais para exercer plenamente a sua liberdade de associação não haverá mais impedimentos totalitários só para se separar, mas também para se unir ao infinito.

Sei que muita gente na Catalunha não pensa assim, é como o padeiro de Adam Smith apenas está interessada em fazer seu pão. Mas não é preciso muito mais do que isso. Pessoas interessadas em tocar a sua vida ao invés de controlar a dos outros, podem não ajudar muito, mas já não atrapalham. O que vamos e convenhamos dentro da nossa cultura e ordem mundial: é uma grande ajuda.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.