Vem aí o “Renda Brasil”: o bolsa-família do Bolsonaro. E não espante se os cara-de-pau ainda disserem que é “renda básica” (afinal, se o PT pode porque eles não?). The shadows.

E tem gente cantando que o neoliberalismo já morreu… só que não só esqueceram de enterrar quando estavam no poder, como sua sanha de se eternizar nele entregaram o curral e o cabresto prontinho para ser todo aparelhado agora pela sua sombra…

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Bozo foi criado por Alan Livisgston, em 1946. Em 1956 Larry Harmon, um dos muitos atores a interpretarem Bozo, contratados pela Capitol, comprou os direitos do personagem(…) Williard Scott, um dos palhaços treinados por Harmon, (…) começou a fazer publicidade, como Bozo, para o McDonalds. Ele foi demitido, e a empresa processada, e assim Scott passou a interpretar Ronald McDonalds(…).[foto]

Sobre esse evento que vai acontecer escrevi algo em May 24, 2016, )

Antes de mais nada um esclarecimento :

“Foi correto em tese, mas deu errado na prática”

EXATAMENTE.

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Dito isto vamos ao que interessa…

Em todos esses anos nessa indústria vital…

Assim sendo o escrito não foi feito só com base em deduções, mas felizmente também foi construído com base na experiência adquirida com meu trabalho com a renda básica e infelizmente em tudo que ela cruza em caminhos com o bolsa-família. Digo isso para deixar claro que falo, portanto, com conhecimento de causa, de mais de 10 anos (papo de véio) trabalhando não só com a defesa e teoria da renda básica universal, mas como ativista de base social e ex-ativista de campo da renda básica aplicada. Um dos poucos do mundo já que são poucos os projetos sociais de renda básica em atividade no Planeta, e Quatinga Velho é gostem ou não, o mais longevo e antigo projeto não só em andamento, mas que já foi realizado com a intenção de não parar.

Não é ufanismo. Nem grito de guerra. Porque gato escaldado tem medo até de água fria que dirá então quando a chapa anda quente. Então nem aviso é. É só recado aos butucão mesmo:

Deixem em paz, quem em paz está, e na santa paz quer ficar.

Porque é sabido que a gente não nega ajuda, nem conhecimento para ninguém; ninguém mesmo, e de mão beijada… pobre, rico, conhecido ou desconhecido, próximo ou estranho, gringo ou nacional; mas, meu amigo, meu mui amigo, em guerrinha de partido, ou guerrona de poder, a gente não toma partido nem a pau. E quando falo que é “sabido”, e “todo mundo sabe” não é força de expressão, não. Porque as vezes chega pedido de lugares, que eu nem sabia que a gente existia, e nem temos ou sabemos exatamente em quê ajudar; e nem por isso deixamos de (ao contrário do que a prudencia manda) nos oferecer para saber mais sobre qual é o problema.

Ou pelo menos quem tentar descobrir quem foi o fdp que falou para a moça na Ucrânia, que os pé-de-barro do ReCivitas tinha como ajudar ela se nem dinheiro para ir para congresso para congresso a gente tem. Porque nós é que não fomos não tio. E como é que ela ficou sabendo e achando isso: mistério… já que fora os amigos de sempre ninguém sabe ou fala, pelo menos não bem da gente, e o restante nem ouviu falar aqui ou acolá de Quatinga Velho ou quer ouvir falar dessa porra de renda básica universal. Vamos ver agora se o mito coloca mesmo a palavra Renda no lugar de Bolsa os doida pira. Então é desse naipe de mistério que nós vivemos aqui, nós que não temos ninguém que fale por nós nem pago nem de graça nem aqui nem lá fora nem 5 segundos. Minto, é muita ingratidão, de graça tem sim, mas até gente que não sabemos, e possivelmente na Ucrânia, mas para vender esse tipo de ilusão, essa se não foi golpe baixo é como se fosse. Um abração pro pessoal do GLS Bank…

Mas novamente se abro o jogo, é porque me adianto, para caso, venha mesmo essa guerrinha de marcas por essas tal “rendas”, se espirrar merda do nosso lado, que não nos acusem de sermos doidos, e inventar coisas. Outra, coisa maluca que pouca gente sabe é que se a loucura adentrar os portões do nosso trabalho, para que ninguém nos acuse de sermos agentes de governo francês. Sim, com muito orgulho e amizade já palestrei no Fórum Social Mundial no Canadá, até porque, junto à convite do movimento francês da renda básica, até porque, crítico ao PT a convite daqui que eu não seria, nem morto (ou só). Também com muito prazer recebemos a visita do ex-assessor de Lagarde próximo de Macron, Gaspard Koenig, ao projeto em Quatinga Velho que colocou nosso projeto em seu livro, um abraço porque não pensem que é assim. Tem São Tomé que só crê vendo, e não os culpo, porque com tanto picareta no Brasil e mundo, fazer o quê? Mas tem muita gente que se finge de santo que nem depois de vendo e ouvindo continua fingindo que não viu nem ouviu… básico.

Então fica o recado. Deixa o bicho em paz que em guerra de corno eu tô fora principalmente dos que não são manso.

Deixa a gente quieto porque acreditem, o que não falta é gente providenciando outras formas de desqualificar o projeto.

Mas se não, sem problemas. Obramos e andamos sem eles e continuaremos a obrar e andar para eles. Porque ao contrário das expectativas e tentativas como os brasileiros continuamos vivos e na luta e não fomos apagados do mapa… Bem por enquanto.

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Agora também não precisam se fazer de preocupados também não. Dispensamos. Não estamos nos vitimizando não. Como dizia Diógenes tudo o que estamos pedindo é não roube nosso lugar ao Sol. E agora trocando de publico leitor, porque é inútil pedir para quem é surdo, tradução:

E aproveito o recado aos amigos dos brasis e do mundo inteiro um abraço bem grande, aos inimigos um foda-se bem pequeno, fofinho e muito carinhoso. Bem no old style.

Fazer o quê? A gente não tem culpa se começamos a trabalhar cedo nessa vida, da renda básica aplicada. E se eles tem como apagar, esconder e até devorar nossa história de vida. Eu não tenho… e nem quero. Nem estou disposto a deixar que apaguem a nossa.

Porque agora com Bolsonaro e sua trupe no comando da aparelhagem desse toma lá da cá, desse programa de fidelização politico-ideológico partidária contrabandeado dentro do maior programa de combate à pobreza do mundo o que vai ter de político pseudo-intelectual fazendo manobra acadêmica na corda banda de desonestidade ideológica para se desvencilhar do embaraço das suas teses sem pé nem cabeça, ou tentando passar a borracha corretivo nas suas antigas posições, não é piada não. Mas isso é o de menos, porque eles trocam as regras do jogo e pronto. E quem dera o problema fosse esse. Quem dera todos os mundo, se todos os problemas do mundo fossem assim, intrigas e briguinhas escolares de geriatria, e não estou sendo irônico, o mundo de fato não seria nenhuma maravilha, “quanta viadagem” diria o filosofo Clodovil Hernandes porque todo mundo é mil pontos melhor estilista (“estilista não, esteta, sua bicha rancorosa”) que o outro, mas seria definitivamente bem menos violento.

Mas não vamos generalizar por quem tem cara, que é foda dentro e fora dessas redes de renda básica, alguns deles não só acadêmicos, mas libertários e anarquistas. Cito quatro: Dois mestres ou melhor sanseis, Toru Yamamori e Tadashi Okanouchi que não me ensinaram só coisas da renda básica da práxis dessa arte, mas sobre humanidades pessoalmente; e outros dois libertários que não conheço pessoalmente, mas que gostaria de conhecer pessoalmente um dia porque sou fã e me inspiro descaradamente: Kevin Carson Ⓐ e Fabiana Cecin, a quem já tenho por amiga por sinal, embora amigo presencial eu já não consiga mais ser de ninguém. E se não cito tantos outros não é para não faltar com o devido respeito, é para não fazer deste texto, um final de luta do Maguila.

Mas se o leitor amigo do ReCivitas está preocupado com este tom um tanto quanto não só testemunhal, mas testamental deste escrito, e o inimigo já está comemorando. Ao primeiro quero tranquilizá-lo, vamos muito bem, obrigado. Ao segundo, pode tirando seu cavalinho da chuva, porque se no meio do caminho havia uma pedra antes, no meio do caminho uma pedra vai continuar havendo, sejam os falsários ideológicos a serviço do “bolsonazis” no troninho ou dos “bolchevéios” decaídos, todos loucos novamente para trocar as bolas… de novo.

Por isso, é até bom que continuem nos ignorando e desqualificando. Porque se vão proceder com a bolsa família do Bozo como fizeram com a do Barba, se vão dizer que isso é um passo… ou pior! Se vão também dizer que isso, é um tipo de renda básica, ou se vão se fazer de desentendidos, fingindo que uma não é a outra… enfim, se vão continuar praticando os mesmo expedientes de sempre; seja para atacar ou defender seus interesses outros; seja desta ou daquela parte; SE FOR ISSO… então desqualificar a gente nesse processo de definição de termos é, foi e continua sendo um favor que nos prestam.

Podem se chamar do que quiser, e nos chamar do que quiser. Porque desde a desqualificação deixa bem claro o que é de fato absolutamente verdadeiro: o que de fato praticamos e defendemos não tem nada a ver com o que eles pregam e não praticam, e praticam o contrário do que pregam então por nós está perfeito. Nomes feios ou bonitos, vindos de quem vem a direita ou esquerda são por definição distinção, e eis sim um verdadeiro reconhecimento de honra ao mérito. Melhor que esse isso só o silêncio constrangedor porque não há melhor definição de verdade do que neles.

Assim sendo, se não houver um protesto veemente, se houver silêncio constrangedores, se não houver a necessária autocritica, se não houver enfim a necessária correção urgente urgentíssima dos erros do passado que permitiram desse tipo aberração que vai matar a renda básica, digo a governamental, porque a libertária, vai muito bem obrigado, que vocês se explodam de vez, mas sozinhos. Por que se isso não for outra cortina de fumaça, se por um acaso eu não estiver redondamente errado na minhas previsões como espero que esteja, como poucas vezes não estive tanto ou mais, se o ReCivitas de novo, ficar isolado na crítica, ou a critica vier hipócrita e condescendente com os erros do passado que produziram essa teratologia que vocês lidem com o problema que engendraram.

Porque se isso é uma renda básica, e esses são os critérios da verdade desta tal comunidade para uma “GENUÍNA” renda básica, pode então nos incluir fora de vez dos seus mapas e definições. Porque onde projetos totalitários e advogados deles adentram não só saímos e paramos na vanguarda do fronte oposto. E com muito mais firmeza do que já fizemos com o extremo oposto, porque mesmo não sendo pessoal, a questão é ainda séria, porque a conjuntura mundial é mais grave. Então podem ter certeza que não é para nos isentar, mas para abrir frontes contras às duas frentes se preciso for. Um passo para eles. E peço desculpas ao leitor que não está entendo nada, do que eu estou falando, mas quem está lendo sabe, porque internet é um buraco de fechadura que você acha que está espiando alguém quando é o buraco que está espiando você, então foda-se. E eu nem preciso de hacker, caso tenha pulado introdução.

Enfim podem nos desqualificar, nos excluir, nos ignorar, nos diminuir, só não precisa sabotar nem ameaçar até porque isso é do departamento da política. Aliás não precisam nem uns nem outros fazerem nada. Porque se isso for virar mesmo o que está perigando virar, aliás perigando não, porque já estão anunciando, como disse nós mesmos fazemos questão de cair fora dessa guerra de propaganda e marketing, dessa guerra de marcas para por o nome nesse negócio da China, perdão, da miséria do Brasil. Porque na era das guerra da desinformação o negócio desses demagogos ideológicos domésticos ou internacionais é só esse mesmo: sair pilhando e devorando não só a propriedades e faculdades intelectuais, mas até a memória, história e obra de vida dos cadáveres alheios alienados, emporcalhando tudo e todos.

Não se isso aí, vai ser a renda básica que vocês querem, podem ficar com ela. Porque de fato não é isso o que nós já fazíamos a 10 anos atrás nem o que pretendemos continuar fazendo. Ok, Desisto, vocês venceram, vocês estão certos, definitivamente tem razão. O ReCivitas não é um renda básica de nada, o que inventamos é outra coisa completamente diferente disso tudo, é de fato algo completamento novo, não-governamental, independente, libertário, sem fronteiras… para um outro lugar, um outro tempo, um outro mundo, é algo que de fato nem existe ainda.

Vocês tem razão, esquece, nosso modelo. Se matem. E quem embalou o bolsa-família que agora vá se embalar o filhote da sua ditadura: o bozo-família. Vocês que são brancos que se entendam. E reinventam suas definições neoliberais de novo, porque dessa nau da hipocrisia eu estou fora faz tempo, e quem ficou preso no porão da desonestidade intelectual que afunde agora que o capitão tomou de assalto com seus piratas ensandecidos ultra-direitistas o tal próximo passo governamental.

Pois é, quem avisava amigo… um dia era.

E em nome das velhas ini-amizades mais uma dica de graça mesmo: a preservação do interesse do próprio estado vigilante noturno proto-fascistoide subdesenvolvido não é nem um décimo da monstruosidade hobbesiana dos estados social democratas nem o mínimo neoliberal nem muito o socialista-cristão. Perto deste os anteriores parecem o que de fato sempre foram: um mero carro abre alas do eles querem passar. Mas, esse aviso é mero desencargo de consciência porque se tem uma coisa que politico e burocratas e tecnocratas de qualquer espectro político concordam é com contrapartidas. Redistribuição de renda, não, já condicionalidades e contrapartidas…

E aqui encerro minha conversa com meus inimigos que tenho a mais absoluta certeza são fruto de meus surtos de delírio paranoide. Não existem. Ninguém vai nem falar de Quatinga Velho e tudo vai seguir na maior paz. Tanto tenho certeza disso que vou sem o menor receio explicar como funciona esse golpe estatal agora para o leitor não versado sobre os meandros mais engraxados e sujos das disputas intestinas sobre o combate à pobreza e o usucapião da propriedade intelectual da ignorância dos pobres e de quanta falsidade ideológica se faz a canoa da miséria humana.

Entenda o golpe.

A Industria das Contrapartidas

Burocratas e tecnocratas amam é as condicionalidades e contrapartidas e estão pouco ligando para transferência de renda. Pelo contrário a essência da solução, o remédio, a injeção, no caso literalmente de dinheiro, é vendido como um mal necessário, quase como um pecado, já o pirulito, o engana trouxa, o desperdício, que aumenta a conta do médico, é vendida como se fosse a solução! A diferença é que o pirulito é dado para agradar o moralismo infantiloide de quem paga e não de quem recebe a injeção de dinheiro, aliás para os dois: o burocrata e o beneficiário. Uma injeção bem grande e gorda de grana para a burocracia quanto mais contrapartidas, e uma cada vez menor, para o miserável. Ou talvez a conta sai mais caro para o contribuinte. Mas o pirulito que o sucker ganha também é maior.

Mas é logico que os charlatões vão vender esse negócio dessa forma. E como poderia ser diferente, é o emprego deles. E é onde essa industria da miséria se reproduz às custas do dinheiro do contribuinte. E é por isso que o ReCivitas não usa dinheiro de doadores para cobrir custos administrativos e operacionais, nem recebe dinheiro fruto de constrição mesmo que legalizada, ou seja governamental. Até poderíamos receber… mas num outro mundo, onde esse recurso não fosse produto da expropriação do trabalho ou propriedades, mas pelo contrário fosse a sua restituição ou garantia de participação como dividendo social sobre o patrimônio nacional. Ou seja, um direito de propriedade cujo usufruto não poderia estar sendo roubado, como está, mas sendo pago como é devido na forma de uma renda básica nacional. Mas aí nossa missão já estaria cumprida, e a instituição poderia enfim descansar em paz. Porque pessoas jurídicas com verdadeira razão social também devem morrer e não tentar se perpetuar fazendo dos problemas nacionais seu sustento.

E aqui começo a explicar alguma coisa que vale a pena e espero que a leitura. Quando um contribuinte transfere um recurso que não vai diretamente de A para B, e logo portanto tem um C no meio, um C que no caso não é um intermediador profissional, um banco por exemplo, que cobra uma taxa por tal serviço, ele precisa ao menos que seja apenas um ladrão descarado e mostrar algum serviço: e lá vai o burocrata prestar seus serviços, cobrar contrapartidas, medir resultados, entre outras coisas que só as classes médias e intermediadoras se prestam a fazer com as mais pobres em troca de não viver como elas: ou seja basicamente na miséria com um palhaço fingindo que sabe melhor do elas mesmas onde seu calo aperta. Fingindo que sabe ensinar a pescar, sem nunca ter pego um único peixe com suas próprias mãos, muito pelo contrário, afinal por definição seu trabalho não é só justamente o oposto, mas não é um serviço prestado em contraposição ao declarado a saber: não em favor do beneficiário, mas do governo. Ou o quê em pleno século XXI, você acredita que apenas na relação com pessoas miseráveis ocorre um milagre da transmutação da personalidade e comportamento da função do funcionalismo e funcionário público? Que quando o assunto é gente de “outra espécie” ele trabalha para os interesses mágicos da sociedade, ou do bem-estar e desenvolvimento de quem é atendido? E também você acredita em papai noel, quanto ele está vestido de quê? De Bozo ou de Barba?

Como todo mundo neste neste planeta, salvo os idealistas e os malucos fora da curva que estão destinados a morrer crucificados ou em manicômios desde que o mercado é mercado ele trabalha como diria o apostolo nas epístolas para quem a mão que o alimenta ou pistola que aponta para sua cabeça, a base da lógica dos salários, ou qualquer pagamento que exija uma contraparte, aqui ou em Marte: ele serve a seu mestre ou patrão, no caso o governo.

E caso você não tenha percebido o interesse do governo não é alimentar pobre nem rico. É como todo organismo encher seu próprio bucho, prestando serviços, assim como o tecnocrata a quem lhe pagar mais. E não é o contribuinte, porque muita gente desorganizada dando pouco, é cliente. Um ou poucos, bancando mais, esses sim são os verdadeiras patrões, ou organismos patronais. De tal modo que nem a quem banca, nem ao governo, nem a tecnocracia, nem ao crime, ou sequer a igreja interessa gente com o bucho cheio, mas vazio, disposta a fazer o que eles mandam pelo menor preço possível. Porque gente de barriga cheia não é gente desesperada que pega qualquer trabalho que os outros querem que eles peguem, pega só o trabalho que eles querem fazer, e pior até tem tempo e dinheiro para inventar seu próprio negócio. Não é escravo, não é mão de obra barata, mas concorrência em potencial, incluso para seus filhos debeis mentais que sem a proteção da desigualdade hereditária e o emprego de burocrata jamais conseguiriam vencer na vida, aquele moleque esperto. E se você não entendeu porque sempre tem um imbecil de chefe que não faz absolutamente nada, está aí a explicação. O cargo só existe por causa deles. Ou mais precisamente para que eles continuem existindo. Ou você acha mesmo que um tecnocrata sabe pescar? Meninos eu vi.

Ao contrário do nosso povo, essa gente não consegue sobreviver um dia, se não fosse a miséria das pessoas. Não são as pessoas miseráveis as que mais precisam de uma renda básica, essas conseguem sobreviver mesmo sem sobreviver as custas da exploração da miséria alheia, quem mais precisa de uma renda básica quando a injustiça no mundo acabar são os burocratas, políticos e ladrões em geral, sobretudo os legalizados, porque sem o subsidio do monopólio da violência não conseguem sobreviver num mundo sem violência legalizada ou não.

Em outras palavras, quem produz a mudança micro e macro econômica é o dinheiro do contribuinte: o burocrata come introduzindo instancias de controle, na qual infla a máquina. De tal modo que quando você vai ver o programa já tem mais contrapartidas e condicionalidades e amigos do rei pendurados no cabide de emprego controlando e chantageando a povo do que gente recebendo a única coisa que todo mundo sabe que não é louco ou um fariseu precisa para viver: a porra do dinheiro. Porque como já dizia o filosofo ultradireitista por sinal Dalborga: louco que é louco come cocô e rasga dinheiro. E é por isso que todo mundo, só manda os outros a merda, não vai. O mesmo com contrapartidas e dinheiro. Dinheiro para mim, contrapartidas para você. Especialmente se for eu que estou ganhando para cobrar as contrapartidas. E portanto otário do cidadão que aceita que se cobre tributos dele enquanto cidadão para cobrar contrapartidas de outro cidadão, hoje é seus tributos, amanhã também serão os seus direitos de cobrar que virão as prerrogativas da autoridade de cobra-lo e obrigação dele de prestar contas se não quiser perder seus direitos.

E o brasileiro que é um otário, um trouxa que vive caindo em golpes caiu em mais um. Um monte de vagabundo se sustentando às custas do dinheiro que precisa chegar na mão de quem precisa, com canalhas literalmente obstruindo com sua politica e burocrática aristocrática os trocados de pão de criança, enquanto eles com salários gordos ficam controlando das suas planilhas quem vive e morre não só na bala mas na base das canetadas. Isso é a tal meritocracia, burocracia de fidalgo, filhinho de papai, praticada não só burgues de direita, mas de esquerda que precisa inventar emprego inútil controlando a vida de pobre, ou o que é a mesma coisa, roubando o que não se nega nem a vagabundo, a menos que se viva numa sociedade onde se ache no direito de condenar uma pessoa a morte por vagabundice.

Porque de duas uma, ou criamos uma reserva natural para gente que quer viver feito índio de acordo com as leis de deus e não dos homens, e se vira porque é selva;

ou dentro da sociedade há duas opções : uma é como viver num zoológico, seja o da sociedade nazi-escravagista ou stalin-comunista: onde quem não trabalha para um patrão ou o estado não come.

E a outra é o da sociedade cristã ou humanista: onde quem não trabalha não morre de fome, mas também só não enriquece, nem muito menos governa. Não se redistribui nada além disso. Porque não é redistribuição é centralização de poder. E quando um ou muitos acumula orçamentos fantásticos ele ou faz obras faraônicas ou guerras. A riqueza das nações quem produz é a sociedade, não como um todo monolítico, mas em sua diversidade e seguridade de cada cidadão uns mais outros menos, mas todos em suas relações consensuais.

É por isso que qualquer renda, bolsa, chame do que quiser dada por um governo, e não por uma sociedade através de uma garantia constitucional inalienável e incondicional jamais será, nem poderá, não importa se vinda da mão de socialistas de araque ou ultraliberais fãs do estado vigilante noturno nem tão fajutos, mas jamais libertários genuínos. Uma renda básica incondicional é emancipatória a projetos de poder. E projetos de poder, no máximo entregam os anéis para não perder os dedos, como bem ensinou o pai fascista dos pobres, Getulião, nunca o cabresto.

Sinto muito. Sabe como se combate pobreza. É matemática: gerando riqueza. Mas não com a falácia do colocando dinheiro na mão de bandido de politico. Nem muito menos desperdiçando dinheiro na mão e sustentando tecnocracias e burocracia. Mas com capitalismo. Fazendo o dinheiro chegar na mão dos pessoas sem desperdiçar um centavo. Ou melhor com a sociedade deixando de ser um bando de idiotas doutrinados para financiar vagabundo e passando a investir na própria formação da sociedade. Aprendendo a pensar como gente rica. E não como trouxe que vive caindo em golpes. Acabar com a pobreza é a coisa mais fácil do mundo. Difícil é se livrar de quem ganha em cima dela cultivando não só a burrice do povo miserável, mas principalmente do cidadão contribuinte que além de ser roubado a bater palmas para quem o rouba e manda matar quem foi roubado, e nos dois casos pagando dobrado e cada vez mais caro, incluso com sua vida, ou até mesmo com sua pobreza. Meritocracia? Que mérito há viver como um idiota insolidário idolatra e racista trancado com o cu na mão e ainda pagando e caro para viver assim?

Cada centavo que o contribuinte destina e que não chega na mão de quem precisa, mas se perde com qualquer invencionice que o aparelho estatal inventa para encarecer o processo não é só um desperdício, é um centavo a menos. E quantas revoltas por centavos mais será preciso acontecer para entender que cada centavo conta. E que de centavos e centavos os verdadeiros vagabundos vão enchendo o bucho cada vez mais inchado incluso com subsídios e salários caríssimos? Quanta diferença que faz 10 reais para uma pessoa que não tem nada é de vida e morte, e para o canalha que rouba e se locupleta é dinheiro de pinga, ou melhor uísque.

Acordem. Austeridade fiscal, não é fiscalização da vida de criança miserável, quem precisa ser cobrado e ter sua vida fiscalizado e cada centavo do recebe condicionado a prestação de contrapartidas são esses velhos canalhas, essa classe politica, incontinente que vive de impor e cagar sobre migalhas enquanto devora fortunas, incluso inventando regras.

Não é preciso colocar contrapartidas para se garantir uma renda básica incondicional. Uma renda básica incondicional é um investimento com um retorno tão garantido que faço aqui uma profecia: no futuro investidores privados lucrarão investindo em fundos de renda básica de comunidades e cidades e nações, porque a verdadeira riqueza das nações são as pessoas. Quando elas enriquecem o investidor enriquece. Não é preciso de nenhuma engenharia tecnocrática, o capitalismo já tem a solução, a questão é que ela está monopolizada e por subsidio estatal ao mercado: a especulação. Sim, especular é apostar. Porque não apostar nas pessoas? E ganhar. Porque a sociedade o cidadão contribuinte não pode apostar diretamente numa pessoa pobre e se tornar sócio do seu sucesso? Porque as pessoas não podem apostar uma nos sucesso das outras, se tornar uma sócias das outras, financiar umas outras mutuamente? Porque não podemos nos unir e apostar no sucesso do maior numero de pessoas carentes não só do Brasil, mas do mundo? Tantas pessoas quanto tivermos dinheiro, tantas pessoas quanto precisarem de capital, de uma chance para ter sucesso na vida?

Quantas falharão? Muitas. Quantas outras terão sucesso, outras tantas, mas no final das contas literalmente uma sociedade que aposta nas pessoas, quanto ela precisa para ter um retorno do seu investimento? Aliás, a riqueza difusa em todos os campos que essas pessoas produzem já não geram um patrimônio muito maior do que qualquer taxa financeira que for imposta como retorno?

Contrapartidas para quê então? Se uma pessoa ou comunidade se desenvolve ela capta mais recursos, se não. É por essas e por outras que o Brasil não sai da merda. Não tem nada de liberal, é sempre destinado o mesmo rosário, a mesma doutrinação: burocracia. É uma maldita pais provinciano onde todo mundo quer controlar a vida de todo mundo, uma maldita igrejinha. Capitalismo ninguém não tá nem aí se a mina tava no puteiro. ninguém perde tempo nem dinheiro fiscalizando a vida de ninguém, principalmente a privada, tudo se mede por resultado. Coloca-se money, nem se perde tempo cobrando resultado, o resultado tem que vir até o investidor com dinheiro, se não voltou, o cara não quer nem saber se tem culpa, desculpa, tempo é dinheiro, investe mais em outra ou em uma nova comunidade, até porque quanto mais necessidade de oportunidades maior é o potencial de enriquecimento. Algo óbvio, quanto se trata de biocapitalismo e não necrocapitalismo ou locupletação.

OK. É Lógico que eu estou mentindo. Se fosse tão fácil assim existiram mais projetos de renda básica. E tantos gringos não teriam desistido ou enfiado os pés pelas mãos. Sim, não é tão fácil quanto parece. Já disse isso antes. Mas não se engane o trabalho que é feito é justamente o oposto de tudo o que constitui o pensamento, mentalidade, tratamento, visão e paradigma de um tecnocrata, burocrata ou mesmo pesquisador desse velhos paradigmas negacionistas da ciência do saber popular não só como novo saber, mas como a fonte de conhecimento de causa da transformação e ação social.

Mas isso é assunto para um outro texto. O próximo.

Por aqui fica então a reafirmação do que já fizemos faz tempo nosso testemunho e manifesto: renda básica não é nada se não for abolição da escravidão contemporânea. Não é renda básica a prática que não é libertária, e se for, então tal não é nossa prática, porque nosso compromisso não é com grupos, bandeiras, teses, marcas, ideólogos nem ideologias, mas com a prática, libertação, gente: tanto faz o nome, que quiserem dar ao que fizemos, seja para qualificar ou novamente desqualificar. Estamos ai, incluso para ajudar a fazer frente e, modéstia a parte, ensinar como se faz.

Sim. Isto mesmo. Porque construir uma frente democrática não será o bastante. Será preciso muito mais. Será preciso fazer uma coisa, que sinto muito, podem ficar com raiva, mas ninguém tem a menor ideia como se faz senão o ReCivitas:

Renda Básicas Genuinamente incondicionais, sem apelar para nenhum tipo de condicionalidade ou contrapartida nem mesmo as disfarçadas ou contrabandeadas. E claro urgentemente aplicadas, porque eles vão vir com a carga toda já em 2020 para tomar prefeituras e grotões Brasil adentro e afora.

E se digo isso, não é para encher a bola do ReCivitas, mas porque realmente estou preocupado. É preciso saber construir rendas básicas aplicadas sustentáveis e com os recursos disponíveis coisas que ninguém no mundo ainda aprendeu como replicar, não com essas bases e premissas absolutamente libertárias e essenciais justamente para fazer frente a projetos totalitários. É preciso fazer e não errar. Porque nem o Brasil nem o mundo tem mais 10 anos para esperar ninguém aprender a copiar ou reinventar outra roda.

A máquina do bolsa família tem uma capilaridade poderosíssima nas municipalidades, uma vez aliada ao ativismo político das igrejas evangélicas de base, e com o apoio das forças armadas tanto policiais quanto militares, essa é uma base de sustentação para um projeto de poder seja qual for a sua natureza que nenhuma força política jamais teve nesse país.

Isso sem falar dos setores da economia e finanças interna e externa que bancam, mas nunca são base e embora fatores determinantes são variáveis que podem tanto aumentar a estabilidade deste arranjo ou periculosidade explosiva conforme ele responde a seus interesses de forma inteligente ou não.

Pois é, como se não bastasse os projetos de poder, também tem isso.

Porque se você acha coincidência que essa historinha de projetos neoliberais tecnocráticos e econometristas de combate a pobreza agora voltarem com toda a força no Brasil e o Primeiro Mundo afora, não ache. Inclusive com éticas muito mais dúvidas cuja terminologia “experiencia” também fizemos questão de nos desvencilhar faz tempo… mas como disse isso é história para o próximo escrito.

Até porque dizem que quem não sabe faz, e quem não sabe ensina. No nosso caso, ou mais especificamente no meu é outro, quem ainda tem saúde vai a campo, e quem já não, pendura a chuteira, e passa a bastão.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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