Tsedacá: A Igreja, o Trabalho e a Renda Básica

“Não reclamem trabalhem” assim disse o grande líder. O satanista Temer? Não, o santo-padre Francisco em coro com ele

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Ele que o abismo viu: Epopeia de Gilgámesh

O papa Francisco criticou a adoção de políticas assistencialistas e afirmou que apenas um emprego pode dar a “esperança de um futuro” para famílias pobres, durante uma audiência com a Federação Mestres do Trabalho da Itália, no Vaticano, nesta sexta-feira (15).

O discurso chega no momento em que a política italiana discute a adoção de uma “renda de cidadania” de até 780 euros por mês para pessoas pobres, proposta pelo antissistema Movimento 5 Estrelas (M5S).

“A esperança de um futuro melhor passa sempre pela própria atividade, ou seja, pelo próprio trabalho, e nunca apenas pelos meios materiais dos quais se dispõe. Não há nenhuma segurança econômica, nem alguma forma de assistencialismo, que possa garantir a plenitude da vida e a realização pessoal”, declarou o Papa.

Segundo Francisco, é impossível ser feliz “sem a possibilidade de oferecer a própria contribuição, pequena ou grande que seja, para a construção do bem comum”. Ele ainda defendeu que o contexto social seja “mais inclusivo e digno” para todos e pediu para o trabalho ser colocado no “centro” das preocupações”- Papa critica assistencialismo e pede mais ‘trabalho’

Assim falou o lobo, em pele de pastor, para suas ovelhas. O homem que não planta, nem colhe, e vive de tributos e dízimos, e claro do capital acumulado em séculos de pilhagens e holocausto dos outros povos e culturas.

Assim falou o monarca absolutista sentado no trono do seu Estado Teocrático, o líder-mor da casta dos sacerdotes, herdeiro da rapinagem e pilhagem de terras, o ouro, e sobretudo trabalho escravo devidamente guardados nos cofres do banco do Vaticano. O representante do templo dos todo-poderosos construído ainda mais a imagem e semelhança do despotismo sumério e sua mitologia do que o próprio judaísmo.

Evangélicos? vendas de meia abençoadas? Perseguição de umbandistas e espíritas? Crentes e fanáticos? Ah, meu amigo, eles estão na infância das falsificações e totalitarismo religiosos; são meros aprendizes de feiticeiro perto desses templo milenar de idolatria da domesticação e escravização do homem, e principalmente a mulher, pelo homem. Até porque não há pior barbaridade do que aquela que se civiliza e se banaliza como norma e costume. E pior que um déspota que se diz esclarecido só mesmo o disfarçado de monge mendicante.

Sim, o jesuíta que se apropriou do nome de Francisco, o monge que se despiu de todas as riquezas e as compartiu com os pobres, prega é claro que os outros trabalhem, porque os verdadeiros e legítimos beneficiários da solidariedade e responsabilidade social e humanitária entre as pessoas são evidentemente eles e não os pobres e carentes. São eles, os atravessadores da responsabilidade e justiça social; eles, os usufrutuários da caridade e solidariedade entre homens, os monopolizadores dos dízimos, os donos do negócio milionários da industria da mendicância; eles, os ociosos semeadores e fazendeiros da cultura da corrupção, estupro e servidão aos todos poderosos; eles, os profetas da exploração e alienação e impotência dos povos como servos e empregados a sustentar, por um acaso eles sacerdotes e oligarcas; são eles as únicas classe mendicante que podem viver da caridade alheia ainda que podre de rica. São eles e não os filhos dos filhos dos sobreviventes da escravidão e holocaustos que eles não só apoiaram e abençoaram, mas ativamente participaram. E por partícipes desse crime contra a humanidade levaram a sua parte do butim; levaram e continuam levando o produto do seu roubo, na forma de lucros, dividendos e rendimentos sobre o butim dos escravizados e exterminados. Butim, mas pode chamar de capital.

Não, meu amigo não há senhor nem pastor que nessa fazenda milenar orwelliana não seja a favor do trabalho, o trabalho dos outros e em favor deles é claro do qual literalmente vivem as custas, eles e seus tronos e riquezas. Porque não há pecado que se cometa na segunda e sexta que não se possa expiar no culto de domingo, basta confessar e pedir perdão. Quanto a restituir o que roubaram, aí já é outro evangelho. Porém…

Basta barcos cheio de refugiados não-brancos baterem a porta destes estados-burgos; basta uma crise diplomática-humanitária nos centros do mundo; basta um governo propondo uma renda básica (que nem renda básica de verdade) para as máscaras dos lobos em pele de pastor caírem, e seus discurso se alinharem rapidinho como seus verdadeiros credos mandamentos e práticas:

“Não reclamem, trabalhem!” eis o grito de ordem do santo-padre esquerdista ao presidente satanistas da direita. O grito em coro, frente ao desespero dos excluídos: “não reclamem, trabalhem!”, o mantra milenar de todos que adoram o mesmo deus-diabo e demiurgo das mil faces, nomes e legiões, o deus do ócio dos todo-poderosos, e senhor do trabalho e servidão eterna dos fiéis. O deus totalitário, assassino e genocida de tudo que é verdadeiramente sagrado a vida e liberdade, vida de cada ser vivo, senciente, inteligente e consciente, cada ser nascido a imagem e semelhança da verdadeira criação e a criador: livre dotado de livre vontade pela força criadora e criativa, a liberdade.

“Não reclamem trabalhem” ordena o déspota teocrata disfarçado com o nome de monge pedinte que veste as sandálias do pescador. Pescador que largou suas redes para seguir o carpinteiro que também abandonou seu ofício para seguir sua vocação e que não tinha onde recostar a cabeça. Tecnicamente dois vagabundos barbudos e cabeludos que andavam com putas, dormiam como mendigos que se ouvissem as palavras dos papas e déspotas, e conservadores da sua época talvez não tivessem sido assassinados por representantes de Estados e templos e seus fanáticos, ou talvez até tivessem se tornado um deles. Feito carreira eclesiástica ou até mesmo estatal. Jesus o fariseu, o serve fiel dos Césares e Papas, o messias cobrador de dízimos e impostos, profeta do escravagismo, colonialismo e imperialismo. E não o Senhor do Sábado.

Naquela ocasião, Jesus passou pelas lavouras de cereal no sábado. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las.

Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: “Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado”.

Ele respondeu: “Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome?

Ele entrou na casa de Deus e, junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes.

Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa?

Eu digo a vocês que aqui está o que é maior do que o templo.

Se vocês soubessem o que significam estas palavras: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’, não teriam condenado inocentes.

Pois o Filho do homem é Senhor do sábado”.

A quem pertence, o ar, a água, a terra, a luz que gera vida, o mais ínfimo inseto que poliniza os campos sem cobrar nada? A quem pertence o ar senão quem respira, a água a quem tem sede, e a terra a quem tem fome. E o direito de viver e lutar por sua vida a tudo que é vivo. A quem pertence essas dádivas senão aquele que também tem por dádiva e não pena e condenação ou maldição de sua gene ou dos gêneses dos todo-poderosos ou simplesmente estar vivo?

Ai daquele que toma ou priva o igual direito de simplesmente ter como viver porque não é só um ladrão, mas um assassino.

Ai daquele que faz da privação do outro seu sustento, porque não é só um aproveitador, mas um escravagista.

Ai de quem vive de vender o pão e roubou a noite dos pais para os nascidos como se fossem órfãos toda vez que amanhece o dia em troca do trabalho servil, porque dos assassinos e escravagistas ele é o pior: é o pastor e tirano.

E ai de quem faz da sua profissão de fé (e ganha-pão) a defesa dessa ética e ideologia do demônio um servo fiel dele que é o seu verdadeiro senhor. Se Cristo ou o cristianismo vivesse, esses pastores fariseus seriam expulsos do templo a chibatas e não pregaria culpa e sacrifícios, mas proclamaria novamente o que é maior que os templos e quem é o verdadeiro senhor dos sábados.

E isso no tempo em que pegar o que precisa para comer dos campos semeados. No tempo que ainda era trabalho e não roubo saciar a fome com o que é semeado nos campos ou dado aos templos e reis.

Pois é. Dai ao papa o que é dos papas e aos povo o que é dos povos. Se esses pregadores da servidão são cristãos, eu prefiro então ser um judeu. Não o racista e nacionalista que repete o que sofreu nas mãos dos outros Estados Nações quando era um sem-terra com os palestinos, mas o praticante do mitsvá de Tsedacá.

Muitas pessoas escrevem para nosso site perguntando sobre o “dízimo” ou o “maasser” e como nos comportamos em relação a nos tornarmos “sócios” de D’us durante o maior empreendimento econômico de nossa vida e na aplicação de nossas ações futuras como judeus neste mundo.

Só que antes de mais nada é preciso explicar um conceito judaico básico que faz parte da Torá, um dos preceitos primordiais de nosso dia-a-dia, o qual jamais perdemos de vista e o qual inspira outras pessoas a seguir nosso exemplo: a tsedacá, ou ato de justiça.

(…)

Ela difere da caridade pois esta é definida como “um ato de generosidade ou de auxílio a um pobre”. A Tsedacá não é meramente um ato de caridade: toda vez que alguém proporciona satisfação a outros — mesmo aos ricos — com dinheiro, comida ou palavras reconfortantes ele cumpre esta mitsvá. Existem muitas mitsvót englobadas dentro da mitsvá de Tsedacá, que por sua vez está englobada dentro do mandamento mais amplo de imitarmos as características do Todo-Poderoso. Da mesma forma que D’us cuida de nós, devemos nos esforçar para ajudar o restante da humanidade.

(…)

A idéia de dar o dízimo não apenas existe no judaísmo, como é uma prática genuinamente judaica, conforme estabelecido na Torá, que orienta que todo judeu separe um décimo, maasser, de seus lucros para a caridade e a fonte da lei que apóia a idéia de doar até um quinto de nossa renda é o Talmud, Tratado de Ketubot 50a.

Tudo o que possuímos é um empréstimo de D’us. Na realidade, tanto a colheita, como a renda monetária de cada indivíduo é um presente Divino. A Torá não quer que nos esqueçamos disto. Por isso, instituiu que um décimo da colheita, ou da renda, fosse doada. Este é um lembrete de que na realidade nenhum bem material é nossa propriedade eterna, e temos de usar o que temos agora para o bem. A Torá nos ordena dar um décimo de nossa renda líquida. É meritório dar 20% (Shulchán Aruch Yore Dea 249:1).

Muitas vezes é difícil para as pessoas se separarem de seu dinheiro. No primeiro parágrafo da oração ‘Shemá Israel’ está escrito: “Você deve amar seu D’us com todo seu coração, toda sua alma e todas suas posses”. Os Sábios do Talmud perguntam: “Por que está escrito ‘Todas suas posses’? A resposta: para algumas pessoas é mais difícil separar-se de seu dinheiro que se separar da própria vida”.

(…)

O judeu deve destinar no primeiro ano de seu prolabore 1/10 do valor bruto para tsedacá, descontando apenas os impostos. Nos demais anos (ou meses, como queira se programar) deverá dar 1/10 de seu lucro líquido, para cumprir o preceito.

A subsistência de uma pessoa deve preceder a subsistência de seu próximo. Ela só deverá doar aquilo que excede seus ganhos após ter usado o necessário para sua casa, seu próprio sustento. Se a pessoa desejar aprimorar esta ação, poderá destinar até 1/5 de seu ganho, se este valor estiver dentro de sua capacidade e não significar que terá que pedir ajuda a outras e depender de caridade, ela própria.

-Maasser

Mas sabe quando isso vai acontecer se depender desses homens santos? No dia que vampiro doar sangue, e os senhores do ócio e donos das terras e do mundo ao invés de cobrar dizimo e tributo começarem a pagarem renda básica. No dia que a ovelha se sentar a mesa do lobo, sem ser o prato principal. Ou seja, no dia de São Nunca, no dia do julgamento final, porque paraíso é igual promessa de político e alegria de pobre, uma promessa feita para ser eternamente adiada só para depois que o mundo acabar, ou melhor depois que eles devorem ele completamente.

Por isso numa coisa o Papa tem razão: não esperem nada deles, trabalhem, mas não para eles. Trabalhem para se libertar deles. Porque deles só a esmola e a milenar maldição do gêneses do seu mundo: “vai trabalhar vagabundo…” “para me sustentar”. Não. Eles jamais devolverão o que roubaram e pilharam. Que dirá doar então, doar qualquer coisa que por milagre lhe pertença por direito e justiça. Maior milagre nesse mundo só mesmo o da propriedade legitima, aquela que é igual enterro de anão, existir existe mas ninguém nunca viu, a propriedade constituída pela descoberta, ocupação pacífica, que se mantém e produz sem o subsídio do outro monopólio pseudo-legítimo o da violência, trabalho alienado e tributação do alheio.

Não. Eles não podem distribuir nada, senão as esmolas do que pilham e rapinam. Esmolas do produto do roubo para os próprios roubados! Porque Igreja e Estado não produzem nada, e sem o emprego e subsidio do monopólio jurídico da violência, do roubo, da fraude, da falsidade ideológica, sem o crime legalizado e não raro também o ilegal, máfias e crime organizado, simplesmente iriam a falência. E faliriam ainda mais rápido do que conseguem quebrar as sociedades e povos que parasitam.

E ainda que estivessem dispostos a fazer o que não podem sem quebrar; se por um milagre do espirito santo resolvessem distribuir dízimos das riquezas acumuladas por séculos de roubo e fraude, ao invés de continuar a cobrar e tomar, ainda sim não estariam fazendo nenhum bem, caridade nem muito menos justiça. Porque distribuir o que se rouba dos outros não é benesse, não é assistência nem muito menos justiça social, é tirania bancada por monopólio da violência, privação e enganação; o cúmulo da hipocrisia: a esmola dada ao filho de quem ele roubou, matou e escravizou tirada das migalhas do rendimento das propriedades desse roubou assassinato e escravidão. Esses aí se dão bem fazendo negócio até no inferno. Podem vender consultoria de propaganda e administração até para o próprio Satanás.

Não. Eles não podem pagar uma renda básica nem admitir um outro mundo, uma outra ética, um outro sistema socioeconômico. O único sistema onde o parasita que vive da pobreza alheia pode prosperar é este: o mundo onde os que não tem como sobreviver precisam se vender ou alistar nos exércitos dos fanáticos de Estados e Igrejas para subsistir. O medo deles não é só perder o exercito de servos e empregados. O medo deles é ter que competir com gente que poderá trabalhar para construir sua própria riqueza, ao invés da deles.

Um sistema socioeconômico em que todos possuem o básico e precisam trabalhar se quiserem ganhar mais, mas não se quiserem sobreviver, quebra o grilhão do seu poder e riqueza: quebra a industria da pobreza material e espiritual que se alimenta e enriquece do trabalho servil dos exércitos de excluídos aliciados e alistados como soldados e peões nos frontes de guerras santas ou nacionais e fábricas em troca de pão e um mínimo de dignidade e respeito.

Assim, se por um milagre renunciassem as mentiras, hipocrisia e exploração dos servos e fieis, e fizessem como prega jesus e francisco e não os jesuitas e fariseus, ainda sim não estariam fazendo nada de bom, justo ou sequer legítimo. Porque não se pode fazer bondade nem justiça com o que não lhe pertence, e se toma dos outros, mas somente como o que de fato é seu. Não estariam distribuindo nem redistribuindo nada. Porque legitimamente não se pode distribuir nem redistribuir nada que não lhes pertença, nem como esmola nem benesse, nem caridade, nem muito menos justiça, porque nada do que lhes arrogam como seu por lei, jurisdição, poder, propriedade ou autoridade lhes pertence nem por direito nem por justiça, seja ela natural, divina ou social. Nada disso é deles de fato para dar como benesse ou caridade, quanto mais para negar ou renegar como ordem ou moral.

Não há absolutamente nada que lhes pertença que não seja produto de fraude, roubo e servidão criminosamente institucionalizada como lei, decreto, mandamento e doutrina. Minto, há. Eles são detentores exatamente dos mesmos direitos que todos os demais, tem o mesmo direito a vida, liberdade e e logo aos meios necessários para mantê-la e viver em paz, a parte necessária do bem comum para preservar vida, liberdade e paz que roubaram dos demais.

A única coisa que eles com justiça podem fazer portanto é restituir o que pilharam aos filhos dos que roubaram. Porque sob o produto do roubo não se distribui dez por cento do foi roubado, se restitui na integralidade a propriedade a quem de direito pertence. E isso sem falar no pagamento pelos danos e prejuízos causados, até porque são impagáveis. Mas o fato de serem impagáveis não anula o crime nem a dívida.

Sequer podem negar esse direito de participação no bem comum quanto mais fazer benesse, caridade, nem assistência com o que não é seu para dar nem sequer renegar a restituição. Não se faz assistência social nem muito menos caridade com o produto roubo do bem comum, se faz justiça, se restitui como coisa pública. E é como coisa pública, como usufruto do rendimento de uma propriedade que é pública, que pertence a sociedade e ao cidadão e não ao tirano e burocracia laica ou eclesiástica que a renda básica se realiza. É como direito dos povos e não favor de criminosos e fraudadores entronados como reis e profetas.

Uma propriedade natural que não é deles nem de ninguém para pilhar nem muito menos consumir até sua completa destruição e extinção, não é direito de posse, mas de acesso e usufruto tanto desta quanto das próximas gerações e portanto não também um dever de preservação. Porque a arvore da vida não é dádiva que não foi dada para se derrubar o tronco, mas para se usar os frutos. Uma dádiva e uma lei que inspira a renda básica e não foi criada nem por homens, nem seus deuses, mas pela natureza.

É impossível aos Estados e igrejas pagarem uma renda básica, porque somente o homem natural que produz pode pagar uma renda básica ao outro. Assim como é impossível pagá-la e impossível ao Estado e Igreja recebê-las em nome ou no lugar delas. Porque Estados e Igrejas, não tem alma, não tem vida, não tem necessidades vitais que legitimam o direito natural a propriedade e sua defesa, mas apenas corpo artificial que deveria servir as pessoas naturais e não servir do sacrifício para se sustentar suas fronteiras imaginárias e loucuras as custas da vida e sanidade e desnaturação da humanidade e do mundo.

Estados, Igrejas, governantes e empresas, organizações, nada disso é capaz de pagar nem tem direito de receber uma renda básica. Eles não respiram, não sofrem, não carecem. São aparelhos, máquinas, corporações corpos artificiais, feitos de gentes e que vivem e se alimentam de gente, do seu trabalho, da sua alma, das suas idéias, invenções e pensamentos. Não tem direitos, nem deveres. Só obrigações. São os verdadeiros servos e escravos dos seres vivos e não nós os deles e de quem toma as cabeças desses leviatãs.

Porém, para apoiar e praticar a renda básica não basta ter corpo e alma, carne e osso e sentimentos, não basta saber que tem direitos, há que se saber que se ter solidariedade, há que se ter consciência que para cada direito natural há um dever social, que não se institui por milagre da cagação de mandamentos e transferência de obrigações para os outros, mas por outro milagre, milagre da assunção da responsabilidade social e humanitária como vocação humana e o dever de ser simplesmente gente, nem mais nem menos do que gente que não está disposta a assistir seu semelhante perecer estupidamente por falta do mínimo para sobreviver, sem fazer julgamento, sem exigir nada.

Uma tarefa que só pobres pecadores solidários com seus semelhantes e não de homens santos e sua infalibilidade papal.

Pois é, na senzala mundi onde “Guerra é Paz, Liberdade é Escravidão, Ignorância é Força” o guardião da chave do paraíso perdido só podia chamar mesmo Francisco e pregar a maldição do gêneses e a via crúcis do Tripalium.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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