Teoria do Louco: As loucuras dos reis Georges

E a Democracia de Renda Básica

Image for post
Image for post

Nada desperta mais o meu interesse e compaixão do que a insanidade, um tanto por cada dia meus pinos também ficam um pouco mais soltos, outro porque grande parte da idiotia, desinteligência e desgraça humana derivam dos seus mais variados delírios, especialmente os coletivos. Não que eu sinta pena dos loucos perigosos com bombas e exércitos armados, deles enquanto ainda poderosos e armados eu tenho medo, mas dos povos, que pela sensação de impotência, pela completa falta de chão continua e se vê obrigado a deixar se levar pelo terror deles, dessas pessoas eu sinto pena. Muito mais triste do que a condição patológica de um rei correndo nu com sua loucura, corrupção ou belicosidade pelo mundo, é a condição dos seus súditos a tentar cobri-lo com os mantos das suas dissonância cognitiva, correndo atrás de seu líder e ídolo, a imagem do seu poder supremo com suas teses e ideologias da sua cegueira seletiva.

Na verdade pouco importa se o louco, principalmente o sociopata, se finge ou é. O perigo e o terrorismo é o mesmo. Porque como bem coloca Thomas Sashs o louco antes de tudo “interpreta” sua loucura. Mas a parte boa dessa história recente é que muita gente tem despertado desse alienismo, desse delírio coletivo milenar. E sou testemunha ainda viva disto. Quando iniciei o ativismo social, defendendo e fazendo a experimentação com democracia direta há 10 anos atrás, isso era a loucura, tamanha liberdade para os povo, para o cidadão dito comum era uma utopia, um sonho maluco. Hoje muito mais gente enxerga, até com clareza até porque a atualidade é a própria prova empírica, que a loucura está justamente no credo e crença contraposta, em deixar que uma ou poucas pessoas acumulem tamanha desigualdade de poder para se impor não apenas seus privilégios mais criminosos, mas suas taras, manias e desejos de grandeza mais estúpidos a revelia do bem e interesses mais evidentes e comuns. Como a paz.

Ao longo destes 10 anos já fui chamado de comunista por liberais, de liberal por comunistas, de anarquistas por reacionários, de conservador por anarquistas e até de contrarrevolucionário por revolucionários que acreditam que a única solução é a armada. Mas hoje como nunca ao longo deste curto período de transformação do mundo que estamos vivenciando que, mais do nunca, precisamos reduzir drasticamente as prerrogativas e privilégios de quem detém o poder e aumentar o controle da sociedade, dos cidadãos comuns que financiam os estados seja com capital ou trabalho o que será feito com esse orçamento. Está claro como o dia que enquanto aqueles que de fato produzem as riqueza não controlarem e definirem clara e diretamente o que deve e será feito com esses recursos, eles serão roubados ou pior usados para fazer guerras contra outros povos, ou até mesmo contra o próprio povo, justamente para preservar a força essa pilhagem e desigualdade de direitos, privilégios e poderes que apartam aqueles que governam como insanos, e os povos que buscam soluções sociais e pacificas para conviver em paz e liberdade.

Difícil não encontrar no mundo pessoa em sã estado de consciência que não defende que é preciso restringir com urgência urgentíssima os poderes de mando e desmando daqueles que os centralizam. Embora ainda muitos não percebam que isso não se faz criando ou concedendo poderes ainda mais centralizadores e supremos para tiranos ainda piores, mas justamente distribuindo com mais igualdade os poderes entre a sociedade, aumentando o poder igual de decisão de cada cidadão. Ou seja ampliando a democracia e não cedendo e amplificando o câncer da falácia autoritária das tiranias e ditaduras.

Reacionariamente retrocedemos a condição da guerra fria, onde um erro de uma retórica belicista destituída de inteligência que por definição produz diálogo, negociação e acordos, ou seja destituída literalmente de todo o saber da diplomacia e que pode custar milhares ou até milhões de vidas. E isso não só nos planos internacionais, mas também dos conflitos domésticos. Por medo das soluções do futuro, romantizamos e retrocedemos as soluções autoritárias do passado, apagando seletivamente da memória onde elas nos levaram e levam. A saber guerras e ditaduras.

Notem, observem, não tenham medo de olhar para o que nós plantamos toda vez que renunciamos a nossos direitos políticos como cidadãos e, os cedemos a qualquer espécie de representação nessa ficção de que um particular irá representar o interesse da população ou da coletividade, e não o seu. Ou que tipo de classe governante liberal ou populista emerge desta insanidade coletiva nas costas de seus crentes e fundamentalistas, de que eles são a representação do seu bem identidade ou interesses comuns. Olhe para o mundo e para o Brasil e veja o que acontece onde a democracia é apenas uma fachada, um bunker para maníacos e criminosos fazerem o que querem contra você em seu nome.

Existe a falacia gigantesca que governar é a mesma coisa que administrar a coisa pública. Aquele que é o dono ou usufrutuário de uma propriedade nem sempre administra, pelo contrário, os homens mais ricos do mundo, rentistas, que controlam não apenas seu patrimônio privado mas os públicos, não perdem a grande parte do seu tempo, administrando nem uma nem outra coisa, mas colocando empregados e servidores para obedecer suas ordens. Governar não é pilotar o avião. É ser o dono dele. Para contratar e despedir os pilotos e definir onde se quer chegar. Mesmo que seja o navegador que defina a rota, e o piloto que a execute, no final das contas quem governa é quem de fato define onde essa nau tem que chegar. E ai do piloto e do navegador se não levar o avião para onde os seus donos querem. Numa democracia, os passageiros, não precisam ser os donos do avião desde que tenham capital não só para voar, mas para montar suas próprias companhias de avião caso as existentes não queiram atender sua demanda por novos destinos. Porque pouco importa se os ditadores são os pilotos ou seus verdadeiros empregadores os dono dos aviões, a impor os mesmos destinos. Quem não tem recursos ou sequer direito para demandar para onde quer ir ou se necessário formar sociedades para construir seu próprio aparelho e voar para os destinos futuros que quer chegar, não é livre nem política nem economicamente. Mas cliente do clientelismo tanto governamental quanto de mercado no capitalismo ou socialismo de Estado.

Há portanto uma falácia que vende casada governo e governança, politica e administração pública, venda casada de serviços públicos e sociais com a renuncia a soberania e submissão politica e econômica. Como se para ser soberano preciso fosse ser mais que um vagabundo ou idiota dotado de desejos ou necessidades. Como prova a política brasileira para governar, mandar e desmandar não é necessário nenhum trabalho, consciência, inteligencia ou competência. Basta ter o poder e exigir, porque fora o impossível que se anula a si mesmo, até o injusto, o ilegitimo se realiza. Logo, da mesma forma para realizar o que é justo e legítimo e perfeitamente possível o que impede é justamente essa desigualdade de poderes, ou mais precisamente a que falta dessa igualdade de poder entre os cidadão, de modo que nenhuma pessoa ou grupo seja como ditadura da maioria ou minoria tenha poderes tirânicos para impor a força do monopólio da violência seus mando e desmando contra os demais. Ou seja falta democracia de verdade, de direito e de fato como igualdade de direitos e não desigualdade de foruns ou foros privilégiados. Porque repito os políticos são a prova, não há pessoa adulta por mais limitrófe ou canalha e egoísta que seja, que não saiba defender seus interesses tanto particulares quanto comuns. A questão é portanto que ninguém pode estar excluído deste direito, nem a sociedade apartada em classes políticas de servos e governantes onde esses interesses estão em permanente contradição, em guerra aberta ou mal disfarçada entre Estado e Sociedade.

É impressionante- e ao mesmo tempo assustador por um lado, e alentador por outro- que haja setores dentro das próprias forças armadas brasileiras que entendem que o poder de fato não constitui o poder de direito; enquanto dentro da sociedade civil está compreensão esteja deteriorando a velocidade crescente- enquanto entres os representantes políticos essa percepção nem sequer mais existe. De tal modo que entre eles, a ideia que suas excelentíssimas pessoas não importa quão criminosas sejam, são acima de tudo e todos a própria encarnação das instituição da democracia e sua legitimidade. E já não importa se esses loucos acreditam ou só estão interpretando que são Reis Sóis, pois mais uma vez o resultado é o mesmo: caos, com subsequente levante armado e se não for o militar o popular ou vice-versa. Quero dizer vice-versa na ordem e não nas consequências. Porque apenas nas fantasias dos cegos seletivos e dissonantes cognitivos levantes armados (populares ou militares) são idênticos a revoluções sociais e culturais: tecnológicas econômicas, políticas e pacíficas por definição. Ou como disse um general alemão, o que seria a política senão a guerra feita com outras armas? Não é, mas que seja. Porque ainda sim a diferença seria brutal entre esse campo de batalha e outro primeiro e primitivo.

Porém o ponto de divergência de nós que defendemos as soluções negociadas pelos debates e os que defendem a soluções pela força de fato. Não está num mimado não pode, ou eu não quero. A paz e a liberdade não é produto de vontade política de paz passiva e socialmente irresponsável. Porque depois que a agressão rebenta, depois que o conflito explode, pouco importa quem começou primeiro. No final resta apenas dois lados tentando se defender se matar ao invés de não.

E aqui está a pior das armadilhas do crime e terrorismo principalmente quando ele vem daqueles que supostamente deveriam resguardar para que o estado de direito e democracia fosse preservada. A armadilha das falsas democracias e seus falsos representantes e suas farsas representativas. Do autoritarismo supremacismo e belicismo disfarçado de regimes de proteção da paz liberdade e igualdade das pessoas e povos nacionais e internacional.

O poder sustentado por superiorida ou supremacismo. É por definição não apenas um poder violador que se estabelece por relações que desprezam o consentimento dos submetidos a força, é um poder covarde que se sustenta pelo medo e violência que não só promove, mas instiga o levante armado popular ou militar com a sua tirania pusilâmime mas sobretudo com a sua covardia. Esqueça essa bobagem ideológica de direita e esquerda você acha que a população se importa se será um golpista ou revolucionário se será um general ou Chê que colocará para fora o canalha corrupto descarada que o tiraniza, mesmo sabendo que o há poderá ser pior? A tirania dos criminosos e terroristas de Estado funciona como os caçadores pré-históricos que empurram as massas como se fossem as mandadas para os precipícios com suas tochas.

Olhe para o Brasil ou Catalunha e seus governos autoritários disfarçados de democracias. Que alternativas resta a população quando todas as portas democráticas e legais são fechadas por poderes centrais? Para onde são empurradas os povos quando até o direito de escolher por quem será governado lhe é renegado? Que democracia e liberdades são essas que quando se diz não a manipulação são imediatamente suprimidas? Que democracia é essa que as pessoas tem a soberania desde que seja para renunciar e renunciar exclusivamente em favor deles?

O que há de mais corruptor das culturas e monopólios da violência é que eles são acima de tudo covardes que só abaixam a cabeça para a própria violência. Na Espanha o único Estado Autônomo que tem liberdade para definir sua política fiscal é o Basco. Não por acaso a casa do grupo terrorista ETA.

“Por que os bascos sim e os catalães não?”

Com sua capacidade de arrecadar impostos e dispor deles livremente, o País Basco é uma referência para a Catalunha. Mas a negativa de Madri de lhe conceder este privilégio alimenta o separatismo nos últimos anos nesta região.

“Por que os bascos sim e os catalães não?”, resumiu recentemente o jornal barcelonês La Vanguardia.

Na Espanha, o Estado central arrecada a maior parte dos impostos e depois compartilha o recebido entre as 17 regiões que o compõe. As únicas exceções são o País Basco e a vizinha Navarra, que arrecadam diretamente os tributos dos contribuintes e decidem por conta própria em que gastam o dinheiro.

A participação das duas regiões nos gastos do Estado central são mínimas e se limitam essencialmente à Defesa e a um fundo de solidariedade entre regiões. Igualmente, têm reembolsada parte do arrecadado com o IVA.

O resultado de tudo isto é que “o gasto público no País Basco é o dobro em comparação com o resto da Espanha. É uma desigualdade insuportável e tem algo a ver com o problema catalão”, explica Alain Cuenca, especialista em financiamento regional da Universidade de Zaragoza.

Bascos e navarros podem passar como ricos, já que juntamente com a região de Madri ocupam os três primeiros postos da renda per capita da Espanha.

Nos últimos meses parou de aumentar a tensão na Catalunha, onde o governo separatista convocou para 1º de outubro um referendo de autodeterminação proibido pela Justiça espanhola.

Os privilégios fiscais do País Basco, instaurados no século XIX e parcialmente abolidos durante a ditadura franquista, foram restabelecidos pela Constituição democrática de 1978.

Uma decisão que, segundo vários especialistas consultados pela AFP, foi tomada em parte sob a pressão dos atentados da organização separatista armada ETA, que por então matava a cada ano dezenas de pessoas.

Diante deste sistema tão vantajoso, “há uma percepção de injustiça de parte de muitos cidadãos na Catalunha”, diz Joan Botella, professor de ciência política da Universidade Autônoma de Barcelona. -O sonho catalão: arrecadar impostos e geri-los, como os bascos — ISTOÉ Independente

No plano doméstico, já há uma distorção enorme das democracias representativas que é o principio de quem não “chora não mama”, ou quem grita menos paga mais. Mas isto nessas democracias quando não completamente corrompidas ainda sim, a sociedade tem esse poder de pressão, o da opinião pública o da manifestação, protestos, greve e desobediência civil para interver nos destinos da nação, mas em ditaduras explicitas ou disfarçadas de democracias, até esse resto de poder residual popular vai se nulificando até se tornar completamente marginal e enfim ser abertamente reprimido. Porque em democracias de fachada essas manifestações e protestos passam a ser irrelevantes na exata medida que esse direito e soberania vão sendo ignorados e o poder central vai se fechando em si mesmo e na sua autoridade mantida apenas na força de fato. De tal modo que o fator determinante do poder de decisão que já não é a concordia e relações consensuais entre maioria e minorias, e deixa de ser quem fala ou grita mais, para passar a ser quem tem armas manda quem não tem obedece. E se quiser valer sua opinião que pegue armas. De tal modo que os polos do radicalismo ideológico se tornam o polo do extremismo do terror tanto estadismo quanto revolucionário. As faces do fundamentalismos autoritário agora disputando o poder com outras armas mais afeitas a natureza a covardia desinteligência das suas ideologias autoritárias.

E no plano internacional? Basta olhar para EUA e Coréia do Norte? Quem dúvida que o tirano de lá já não teria sido bombardeado se não tivesse armas nucleares, como a Siria de Assad? Quem duvida que ele não estaria numa forca com outros genocidas se não fosse um terrorista nuclear negociando contra terroristas nucleares de Estado. Criminosos e covardes que só “respeitam” o próprio principio que sustenta a sua estatopatia, a dissuasão pela ameaça da violência. É por isso que Trump e Kim se acusam mutuamente se serem loucos, como diria Clodovil boi preto conhece boi preto, enquanto os crentes continuam a crer que eles são vacas sagradas. Será que o Brasil estaria no conselho de segurança da ONU se fosse uma potencia chantagista nuclear?

A covardia da supremacia força de fato, daqueles que marcham e bombardeiam e mandam bala sem cerimônia sobre pessoas desarmadas, e ficam todo diplomáticos todos cheios de diálogo quando um pisco coloca uma arma na sua cara só alimenta esse ciclo maldito do terror, empurrando com suas lições de terrorismo de estado e diplomacia estatal os povos para as revoltas insurgências e revolução armadas de tal modo que após marginalizar seus direitos a autodeterminação pacifica, usam as revoltas e levantes para autojustificam sua repressão e manutenção das suas ditaduras (ou falsas democracias) quando essas pessoas sem saída pegam em armas. É uma armadilha, a covardia e corrupção desses estatopatas não tem limite, agem como um estuprador armados esperando apenas que a vítima acuada e currada dia após dia, enfim tente reagir, apenas para enfim executá-la em “legitima defesa”. E se ela jamais cometer esse “erro” de tentar se defender contra seus violador, nada que a estratégia do ataque de falsa bandeira ou do agente sabotador não consiga produzir o mesmo efeitos sobre sociedades civis alienadas. E assim vai se produzindo a seleção artificial homem selvagem como a gado domesticado, cruzando e reproduzindo os mansos e abatendo e exterminando os mais arredios. Eis o verdadeiro ministérios das fazendas.

O poblema do uso da força de fato não está nela em si. Porque não se pode negar a nenhum ser o direito a reagir proporcionalmente a uma violência ou privação que esteja sofrendo. Não se pode pedir exigir que as pessoas se entreguem a violência de criminosos sejam eles comuns ou fardados, estejam eles nas ruas ou nos gabinetes assinando as ordem de execução. O uso legitimo da força não é o problema, mas também está longe de ser a solução. Pelo contrário quando apregoada como se fosse, quando a reação ou pior a ameaça é vendida como fosse tudo que um sociedade precisa para ter um estado de paz, ela deixa de ser o último recurso inevital a legitima defesa, para fazer parte como ameaça das causas geradores do conflitos.

Logo basta apenas recriminar a violência e o belicismo como também nao basta apenas cantar a paz e liberdade. É preciso se mover, é preciso agir como o estado de insegurança social, que é tanto de extrema desigualdade política e econômica, desigualdade extrema não só de posses ms de poderes entre o cidadão comum e a classe política e seus donos, corruptos e corruptores que roubam o patrimômio público que é de toda sociedade. Porque a renda e os fundos que faltam milagrosamente aparecem quando a coisa aperta. É preciso literalmente reocupar os espaços públicos tomados por esses jagunços políticos a mando de seus grileiros e posseiros. Porque se nós não o fizermos outros o farão. Porque como está não fica, nem volta, por mais que esses velhos e múmias malditos queiram.

O futuro não é pertence necessariamente de quem apela para violência, mas pertence necessariamente daqueles que param de assistir e esperar e passam a atuar e construir. Se os cultuadores do poder, supremacia e belicismo vão tomar a frente e as práticas enquanto aqueles que pregam a paz e responsabilidade social vão continuar comodamente confundindo pacifismo com passividade então é a eles que o futuro pertence.

Não basta dizer-se contra a violência contra seus ideólogos e cultuadores dessa supremacia e radicalismo antissocial. É preciso trabalhar em favor da paz e do social. Porque a uso da força de fato enquanto reação, enquanto legitima defesa é uma direito inalienável de quem sobre violências e violações, mas sabidamente não é a solução do problema. A suposição que o poder de reação, ou que o poder de ameça ou dissuasão pode neutralizar, não é só um engano, é uma armadilha. Nem a supremacia da violência, nem a pregação da paz como discurso resolve coisa alguma. A paz é um estado social, construído por garantia de liberdades positivas mutuas que quanto mais universais mais seguras e universais é essa condição social que corresponde de fato ao estado de paz.

E já não sou nem mais eu, ou outros malucos beleza que estão dizendo é o comandante das forças armadas brasileiras as intervenções armadas ou militares não tem outro efeito de colocar fim a conflitos já deflagrados. O que muda o estado de guerra, instaura e preserva a paz, é o estado civil o estado social, não este que estamos vivendo que é um estado de guerra do Estado contra a sociedade, um falso estado de direito democrático, caracterizado pela desigualdade de poderes como privilégios dos que detém o poder político-econômico, mas sim o verdadeiro estado democrático de direito que não é outro senão onde todos são cidadãos, todos são iguais em direitos fundamentais para definir economicamente os destinos da sua privada quanto politica e democraticamente os destinos da sua vida pública. Ou seja como cidadão livres de uma republica e não refém de uma ditadura da governantes tiranos, que quer estejam fingindo que são maniacos ou sejam de fato, quer sejam vendidos ou apenas pareçam no final das contas produzem o mesma desgraça.

Porque digo e repito louco não são eles que mandam, loucos são que entre nós mesmo podendo desobedecer ainda sim seguem e obedecem.

Não. Não basta dizer não. Dizer não a violência ou só dizer sim ao social. É preciso trabalhar pelo social é preciso bancar o social. Porque os radicais e adeptos violência não dizem eles agem. E enquanto nos contentarmos apenas em falar ou reagir, ficaremos eternamente presos a suas agendas e disputas de poder.

Em suma quanto de tempo e dinheiro você investe na paz e democracia, na renda básica ou democracia direta ou seja lá qual for a sua causa social? Sei lá , a sua. Porque querendo ou não, sabendo ou não, você já está trabalhando e pagando pela deles, está para financiar tanto as guerras quanto as tiranos nacionais e internacionais. Talvez você diga que não tem tempo nem dinheiro, para isso, e que não veio a esse mundo para mudar nada, mas para viver. E nos dois casos esteja absolutamente certo. Mas é justamente por isso mesmo que deveríamos lutar por isso que é certo, mas não está certo, para que se as possamos ter mais tempo, dinheiro e cidadania, para que de fato podermos viver livres em comunhão de paz como temos o direito ao invés de obrigados a financiar as aventuras fantasias e taras de tiranos e criminosos no poder.

O que se paga de impostos seria mais do que suficiente para bancar uma renda básica capaz de sustentar diretamente serviços públicos e sociais competitivos sem esses pilhadores políticos, seus roubos e suas guerras. Seus mandos e desmandos. Loucura? Não, loucura é financiar trabalhar para financiar fundos partidários, programas armamentistas, ou guerras contra o terror, tráfico ou crimes que seriam substancialmente menores se não houvessem tanto pilhagem e roubo institucionalizada legal ou ilegalmente. Em democracia de renda básica onde o cidadão é de fato o dono que decide sobre o patrimônio nacional, o governo é no fundo não dono da soberania, mas de fato o administrador e o Estado seu servidor. Ambos submetidos a vontade soberana não dos políticos que tomem o poder. A questão é o controle do orçamento. E numa sociedade onde a sociedade é de fato a soberana ela não só via iniciativa popular propõe os projetos de nação a serem plebiscitados e formulados, mas é ela que no final literalmente das contas aprova a destinação do orçamento, que precisará sempre ser aprovado como contribuição ao orçamento. De modo que para fazer um fundo eleitoral, construir uma usina, ou ir a guerra é preciso aprovar o orçamento não junto aos políticos comprados por empresas que ganharam com essas empreitadas, mas diretamente com a população que irá financiar esse orçamento. Ou que as empresas façam suas empreitadas e guerras com suas carnes e dinheiro.

Mas isso não vai acontecer, alguém pode objetar. Não temos controle nem força para mudar essa contabilidade dos males da humanidade. Estamos impotentes. Estamos alienados (a força) dessa liberdade pessoal e posse do bem comum. Concordo. Não podemos mudar a contabilidade do mal do mundo, mas certamente podemos mudar nossa contribuição nessa contabilidade. Não só se negando a pagar e servir até onde pudermos governos criminosos e antissociais. Mas sobretudo servindo e financiando ações sociais que cumpram o papel que ele não só cumpre como obstrui. Porque mesmo sendo obrigados a fazer e contribuir com muitas coisas que não queremos por falta de opção ou ameça, há uma infinidade de outras ações construtivas que podemos fazer e bancar que esses poderes centrais não tem como impedir, mesmo querendo, e que são muitos mais efetivas e que fazem essa contabilidade pender em favor da liberdade e sociedade. Porque se eles tem a guerra e o terrorismo estatal e criminal. Nós temos a guerrilha e solidariedade cidadã e social. E se uma escola ou local de votação fechado pelo tráfico ou pelo polícia mata a democracia um projeto social por livre iniciativas cidadã que se abre amplia por mil a resistência, consciência e força da democracia e soberania popular.

O que não adianta nada é a hipocrisia do “socialismo” que quer a socialização dos seus custos e riqueza alheia. Ou do “libertarianismo” que só quer se livrar dos impostos sem assumir voluntariamente suas responsabilidades sociais e humanitárias. Porque o destino tanto desse militante de esquerda ou direita é o mesmo é ser governado por tiranos de estimação, por salvadores da pátria que crescem como parasitas graças ao mesmo vazio de inteligência solidária e social, o primeiro distribuindo pão o segundo chumbo em troca de adoração.

A cidadania não é dada, nem é um dado, ela carece de um mínimo de exercício, de um mínimo de livre iniciativa, respeito e proteção mútua, de modo que mudança que precisamos tanto no mundo, não é feita de cima para baixo, nem da formação de grande massas por lideranças. Porque essas ideias de lideranças, massas e totalidades são abstrações que servem a projetos e fantasias de poder e centralização e não de concretute e emancipação. Porque o todo é uma abstração, o verdadeiro o real, é a pessoa natural o ser humano, cada pessoa em particular. E não é na contabilidade de quem faz mais ou menos pelo mundo, mas na contabilidade pessoal de cada pessoa de quanto ela faz ou deixa de fazer, de bom ou ruim que se produz a continuidade ou transformação da realidade. A somatória de tudo isso é muito mais uma consequência, uma onda provocada pelo fato de estarmos intrinsicamente conectados por sermos entes inerentemente conexos em nossos inconsciências coletivos do que qualquer delírio de ideologia ou entidades coletivas. Porém, onde essa ligação não ocorre mais estamos perdidos. Ou recuperamos essa capacidade de nos solidarizar ou seremos literalmente predados. E por profissionais do ramo. Cães de aluguel. Políticos.

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store