Temer se “arrependeu” de ter apoiado o golpe? O que ele está querendo dizer com isso? Não está dizendo, está chamando: I-DI-O-TAS

E uma elegia à Giordano Bruno à filosofia e ciências modernas

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Gian Maria Volonté no papel de Giordano Bruno no filme de 1973

Capítulo 7640 da novela a Idiocracia brasiliana: A volta dos mortos vivos. “Entre mortos e feridos, salvaram-se todos”.

Dê um blog sobre língua portuguesa…

Um usuário pergunta:

Estou com dificuldade em entender o ditado

Entre mortos e feridos, salvaram-se todos. (…)

Outro (Jacinto) responde como propriedade:

Literalmente, «entre mortos e feridos, salvaram-se todos» não tem sentido. Trata-se na verdade de uma modificação brincalhona do ditado:

Entre mortos e feridos, alguém há de escapar.

Este compreende-se facilmente. Pelo que eu vi pela net, a variante brincalhona é usada, como seria de esperar, sempre jocosamente, e é aplicada a situações potencialmente perigosas ou em que alguém previa perigo, mas em que no fim tudo corre mais ou menos bem.

Por exemplo, neste artigo (2012) o ‘ditado’ refere-se a um debate entre candidatos a prefeito de Curitiba, em que todos os participantes se declararam vencedores. Neste outro artigo (2014) refere-se ao facto de, depois de previsões catastróficas, os jogos do Mundial de 2014 em Porto Alegre terem decorrido sem incidentes. Este outro caso (Rabecão capota: entre mortos e feridos salvaram-se todos!) até envolveu mortos: o rabecão transportava cadáveres, mas a tripulação sofreu apenas alguns ferimentos.

Diz a Wikipédia que foi Washington Rodrigues (1936-), jornalista desportivo, treinador de futebol e dirigente desportivo brasileiro, quem cunhou esta variante brincalhona. Mas não, ela já existia em 1906, vinte anos antes de Washington Rodrigues nascer (negrito meu):

A policia prohibiu a representação de tal drama historico, que transformou o Theatro Nacional em campo de batalha de dois partidos politicos encarniçadamente inimigos.
Entre mortos e feridos todos escaparam, como sempre se dá […]
Francisco Mascarenhas, Do Brazil ao Chile através dos Andes, 1906.

A versão original — entre mortos e feridos alguém há de escapar — já existia em 1878 (Manuel Pereira Lobato, Agua de Lourdes: comedia em um acto).- “Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.” Como entender este ditado?

Há, porém uma outro sentido que apenas o da ironia. A múmia explica:

Perdão. A verdadeira:

Para logo, depois fazer da carta magna sua Geni, e jogar a merda nela…

… é claro, a culpa é dela, porque como já disse antes, nada como um constitucionalista para rasgar o seu livro sagrado…

Por isso atenção, não são só os “nazis” e “fascistas”, que saíram do armário que depois de cumprir sua missão suja, estão agora lavando as mãos do sangue do povo, para tirar o uniforme e guardar suas bandeiras e seu higienizar da sua higienização. Atenção para os “bolcheviques”, os quinta colunas que nunca saem do armário. Porque totalitários toda a classe política é, e troca posição como troca de roupa. mas a verdadeira posição de onde aliás nunca sairiam por trás do teatro da representação política a de aliados dos seus (supostos) arqui-inimigos, ou se preferir cúmplices dos mesmos crimes e golpes sobre golpes na eterna fraude espetacular da nossa idiocratização. Uma posição real eles só revelam se expostos, e só saem se derrubados.

A proposito, cadê aqueles que marcavam a testa dos bastardos inglórios? Esquece, eles como todo agressor são covardes gente indefesa. Até porque se atacassem gente capaz de se defender, além de covardes seriam burros. As duas espécies de agressor, os covardes burros e os covardes mais covardes ainda. Porque covardes todos são. Bom vamos deixar claro, antes que um doido, ache que é para (im)pichar a cara do Temer. Não precisa. Não há nada que alguém, (nem mesmo ele) seja capaz de dizer (ou desdizer) sobre sua pessoa que ele próprio já não tenha sido capaz de provar quem é e não é em atos.

Eis o sentido da expressão que não por acaso nasce da contradição da farsa política: entre mortos e feridos todos se salvaram. Todos eles… a classe política: juntos, unidos e descaradamente como os únicos sujeitos que contam contra os que literalmente não contam: os que não se salvaram, e não vão se salvar: os excluídos e marginalizados; ou seja, literalmente, ninguém ou popularmente o próprio: o(s) zé(s) ninguém, mas pode chamar de povão mesmo. Uma não-classe ou melhor estado de espírito e condição de vida e sentença de morte que se define justamente pela exclusão do poder. Tal que quanto mais distante destes núcleos de poder, mais gente do povão que simplesmente não contam, não são mais ninguém são mortos e apagados. Vão apodrecer esquecidos na cadeia, no hospital. Isso se tiver “sorte” de não morrer com uma bala que, de perdida não tem mais nada.

Dito isso, voltemos a questão que enuncia este escrito. Um mal começo, mas necessário já que somos sempre obrigados a responder as perguntas que nos são impostas, e pior nos termos que são impingidos. Sem problema. A gente corta o mal, pela raiz, ou melhor, esse nó cego a fio de espada, a saber: renegando as pressuposições de questões e preconcepções de termos para desconstruir a farsa e desvelar a trama desse novelo, ou novela. Vamos lá.

Temer disse que se “arrependeu” de ter apoiado o golpe, e depois ainda por cima completou: “mas só se a constituição for golpista”! O que ele está querendo dizer com tudo isso? Pergunta errada. A questão não é o que ele está querendo dizer, mas o que ele está querendo com o que disse. Pergunta errada. Pressupostos errados. A começar da comunicação e entendimento. Não pressuponha que outro como você está querendo só passar ou transmitir alguma coisa inocentemente quando diz algo, especial raposas velhas e cobras criadas.

Temer não é uma criança movida aquela curiosidade que no sentido inverso se manifesta como aquele desejo difícil de segurar de contar, confessar ou simplesmente compartilhar algo que se viu, se sente ou sabe com alguém mesmo que seja um desconhecido. Um desejo que gera tanto os males da fofoca e indiscrição quanto o da comunidade de um campo de saber ou conhecimento. Muito embora tendo a inteligencia emocional de uma criança mimada suas falas não raro são tão patéticas que acabam se comportando como os criminosos mais limítrofes que ao negar e renegar acabam por se entregar sem querer o que fizerem quando dizem: “não fui eu que fiz aquilo viu?”. É tanta negação do real e verdadeiro em suas falas, que quando nos deparamos com elas, é como uma placa de sinal trocado: do que realmente aconteceu, não aconteceu e no que depender deles nunca vai acontecer. No fundo suas falas são tão cheia dos cacoetes mentirosos que muitos deles nem conseguem dizer a palavra verdade: preferem o neologismo “inverdades”. Aliás só costumam falar a verdade quando é para denunciar uns aos outros. Nisto pode ter certeza, estão todos certos uns em relação aos outros.

Não. Sua comunicação, assim como aos que usam espaço e tempo para usar e repercutir o que diz, não é regida por pulsões inocentes, não é feita para meramente passar ou transmitir informações; mas ao contrário para plantar (des)informação, incluso como falsas posições na cabeça do seu (público) alvo: a opinião pública, ou simplesmente o povo reduzido a massa de manobra acrítica de (tele)espectadores. A manobra diversionista que é a constante da política e que a caracteriza não apenas como mero discurso vazio, mas contraditório e acobertador das suas práticas e movimentos de fato: a demagogia- a lição número 1 da estratégia da arte da guerra política.

Assim quando atores políticos, especialmente os que não são aprendizes de feiticeiro, mas necromantes reputados dizem algo, podem ter certeza de uma coisa: é cortina de fumaça para alguma movimentação e articular estrategicamente nas sombras ou nas alcovas palacianas para continuar praticando o oposto- até porque são verdadeiras plantas carnívoras, não se movem um dedo, não dão um sinal de anima sem um interesse envolvido.

Não importa que você não seja um predador; saber como seus predadores pensam é mais importante para sobreviver nessa selva da vida em sociedade com uma classe política sempre a vigiá-la e devorá-la. Importante saber como o animal político pensa e quais os sinais elas passam, especialmente as cobras porque quem se deixa hipnotizar por ela ou seus hipnotizadores já era.

Logo, quando Temer diz algo, o que menos importa é o que ela está dizendo. A pergunta não é o que ele passa ou quer transmitir com suas ideias; a pergunta é o que ele está querendo tirar ou levar com as ideias que eles estão plantando nas mentes e corações desatentas. Porque rigorosamente ele quer transferir é absolutamente nada, e se ele planta alguma coisa e alguém, pode ter certeza é para em contrapartida colher e arrancar do que é dele, muito mais do que colocou. Lei de Gerson, meu amigo, as leis tácitas que governam o jogo também o mercado da política, porque “o negócio é levar vantagem em tudo, tá ok?” Ou se preferir na versão mais temerosa: “tem que manter isso aí, viu?”

É por isso que no jogo das representações de poder o que eles estão querendo dizer é via de regra sempre o oposto do que eles de fato estão querendo com o que dizem.

É também por isso que aquilo que o politico diz querer não só é o oposto do que ele quer dizer, mas o oposto de tudo aquilo que se denomina por verdade e por consequência real e realização. Porque todos seus atos são sempre a negação do que falam, e o que falam a negação do que realmente fazem. De modo que com a fala não só não poderia deixar de ser diferente, mas a fala é dos seus instrumento de falsificação, negação e desconstrução, dissuasão e perversão da prática o primeiro.

Seu ato de falar tomado só como discursos e palavra é só o conjunto de negações, renegações e falsificação de tudo que é real e verdadeiro. Porém tomado enquanto ato, gesto da sua prática, é a manifestação do próprio corpo da sua profissão: A personificação da encenação e representação da falsidade, corrupção e usurpação como imposição e impostura da mentira e manipulação dos fatos, como ator político. O especialistas na “arte” de governar e explorar a vida alheia através desse espetáculo de ilusionismo prestidigitação e imbecilização da opinião dos ouvintes e telespectadores como o representante verdadeiro, real e legitimo das suas vejam só vontades. Notem bem, não as dele, as deles do respeitável público.

-Por isso lembre-se antes de reclamar do que fez um policial, juiz, parlamentar ou presidente, foi você que colocou ele lá, autorizou sua autoridade e ainda por cima pagou, e pagou caro?

-Sério? Quando? Quando foi que eu concordei com tudo isso?

-Antes de nascer? Otário.

É a Idiocracia, mas pode chamar de estadismo, o primeiro “contrato social” de escravidão hereditária, por onde uma pessoa alguém nasce já obrigado a trabalhar para sustentar outra. E o pior nem sequer por dívidas e obrigações que seus ancestrais contraíram, mas justamente pelo contrário, pela perpetuação da impunidade e falta de reparação dos crimes que foram vítimas, mas pela descarada reiterada continuidade muito mal disfarçada do mesmo crime de expropriação em taxas e parcelas tanto do aluguel do seu tempo de trabalho quanto do produto dele como tributo.

Um crime que não por acaso persiste hoje, seja disfarçado de trabalhismo ou tributarismo até porque sustenta todas as demais formas de servidão, quanto de roubo, latrocínio, locupletação e até genocídio devidamente legalizados pelo monopólio da violência.. que se legitima pela supremacia da violência. E claro sua cultura domesticadora de idolatria aos todos poderosos violentadores. O que diminui seus custos de produção e reprodução, maximizando ganhos e facilitando a realização dos desejos e taras, manias e compulsões, dos donos do poder na manutenção da base do seu sistema de rapinagem: as relações mantidas à força, sem consentimento manifesto dos marginalizados e em caso de manifestação no silenciamento de preferência dos insubmissos, irreverentes e subversivos.

Golpe? É sempre bom especificar bem qual 171 a narrativa ou interpretação dela se refere. Qual 171? É narrativa para mais um um novo golpe dentro do esquema? Ou para perpetuar o esquema dentro do mais perfeito regramento da falsidade ideológica estelionatária que processa e institucionaliza o próprio sistema como lei? Ou como diria aqueles que se julgam deuses todo poderosos a jugar a si mesmos e os meros mortais intocáveis no olimpo tribunal vitalício desse supremacismo distópico: a mais perfeita normalidade funcional das nossas instituições.

Logo, importante atentar que o discurso político enquanto narrativa sobre fatos e verdades é a negação e falsificação, enquanto o narrativa sobre suas próprias mentiras nunca é admissão de fatos e verdades, ou a revelação sincera do que pensa e sente ou deseja, até porque isso seria a confissão de outra coisa justamente o contrário do que procura aparentar e acobertar. É portanto sempre a construção de novas estratégias de manipulação ideológica, visando manter o controle dos alvos. E qualquer semelhança com a personalidade psicopática (como cansei de apontar em vários textos) não, não é mera coincidência, é a reincidência desses crime em série onde os psicopatas ao invés de fugir e esconder da lei e da ordem, não apenas se infiltram nela, mas a tomam para escreve-la e prescreve-la para si e os outros, não só dando a si mesmo a licença para violar, violentar e até matar sem responder por seus atos, e obrigar que as vitimas se submetam, mas para atingir o máximo que a perversão: a inversão dos papeis, criminalizar e culpar a vitima não só pelos crimes que comete contra ela, mas se ousa resistir a seus “corretivos”.

A idiocracia, um o arcabouço jurisdicional-manicomial, uma fabrica panóptica alucinada de domesticação do gente pelo gente, arquetipicamente gerenciada por estatopatas para criar servo-idiotas psicóticos e neuróticos, como se a normose fosse a ordem mais normal, banal e natural do mundo. O do estado de insanidade administrado e regulado e produzido pela violência, violação, agressão, privação, negação, renegação, corrupção da vida e liberdade dos excluídos, onde os sujeitos que governam a vida dos coitados devidamente domesticados, torturam, matam ensandecem, adoecem, e depois descartam essas pessoas que outrora fora seus objetos de desejo, consumo, produção e reprodução como lixo como se nunca tivessem existido, sempre o mesmo proposito: perpetuar seu adorado eu eternamente no poder.

Uma forma tão perversa e monstruosa de alienação que ainda exige que o violentado se dê por “felizes” por um dia ter sido ao menos discriminados, apartado e como objetos de uso ou troca por esse sujeitos, porque quem não foi, os ninguém, os invisíveis, estes foram excluídos sem sequer terem a chance de sobreviver ou serem considerados como úteis, ou inúteis, empregáveis, ou desprezáveis, qualificáveis ou desqualificados. Nem sequer foram notados, como seres dotados de uma alma, ou vontade própria dignos de sequer de existir, de modo que foram exterminados extintos e apagados piores do que se fazem com as pragas ou aqueles que se odeia ou despreza. Foram mortos como índios e indigentes em completa negação da humanidade deles e da nossa, como se não fossem ou importassem absolutamente nada.

Logo eu quero é mais que se foda o que Temer quer dizer. E a proposito o que quer dizer, o que quer dizer o riso ou o choro ou a gritaria em cima do que ele disse. Porque ele querendo ou não dizer já disse tudo o que tinha para dizer. Ou melhor disse não chamou, e na maior cara dura de sempre: somos todos um bando de I-DI-O-TAS. Afinal de contas que tipo de imbecil comemora o que um sujeito como esse diz? Eu sei. O mesmo que tem ele, Renan e Crivela, e miss MotoSerra como aliado e membro do seus governos, cria cobra para ser picado e depois se dizerem traídas quando sofrem mais um “golpe”. Politico não sofre golpe. Dizer que politico sofre golpe é a mesma coisa dizer que ladrão é roubado, ou ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão. Ladrão que rouba ladrão, golpista que aplica golpe em golpista, falsário que engana estelionatário, mafioso que trai mafioso, traficante que briga com a miliciano, ou se alia de novo. Isso não é golpe meu amigo, o nome disso é política. O jogo onde os arqui-inimigos se aliam para acabar contra um inimigo maior e objetivo comum e depois se voltam a se esfaquear pelas costas para que ver quem fica com o trono e o butim.

E caso depois de tudo que estamos vivenciado algum leitor ainda não tenham percebido, ou tenha nascido ontem, permita-me contar o obvio gritante dos alvos ou inimigos maiores que os une a todos em torno de um interesse e objetivo sempre em comum: o objetivo e alvo são a pilhagem da população- por sinal o fator determinante tanto do seu corporativismo quanto denominador do que são enquanto classe política de pais subdesenvolvido. Até porque também digno de nota é a diferença básica entre uma potencia e uma província, assim como uma região metropolitana mais desenvolvida de outra menos, é não pilhar nem jogar seu lixo do que consome e produz onde vive, mas transferir custos para os pessoas e territórios, enquanto se concentra os ganhos encastelado entre cercas embandeiradas, e claros se precisar muros e outros cositas mas. E se você está se perguntando como o povo de país se presta a esse papel se latrina e senzala de outros. A resposta ele nenhum povo se presta a esse papel. Quem se presta é a classe dos governantes e aristocratas corruptos e provincianos que o traficam sua terra e população no escambo das propinas em troca não só de money, mas cargos e títulos de um outro pedigree. Macaquitos aos olhos do gringo, é claro, mas nada mais barato do que levar toda uma massa manobrada comprando só as lideranças. Ou parafraseando aquele filme antigo deixando os lideres proletariados sonhar que chegaram para ficar ao paraíso, e que sonho seja eterno enquanto dure, e o santo caído seja expulso desse clube de campo privé do céu na terra feito para só para quem os eleitos por berço- que o diga Lula.

Golpe portanto quem sofre por definição o único e legitimo detentor da soberania e logo do direito natural a revolução contra a tirania: o povo. Que por sinal paga sempre a conta, enquanto os canalhas continuam não só a fazer seus projetos perpétuos de poder, mas a pagar a conta com na carne, para que eles encham as burras na calada da noite com seus fundos eleitorais.

Um golpe que se repete como script de novela que por sinal a direita bizarra e improvisada agora está seguindo a risca como cópia xerox, invertida só nas cores, mal feita dessa esquerda podre e senil. Não só mais reacionária, mas tão mais autoritária quanto alucinada e retardada mesmo. Pois mudam os personagens e o núcleo, trocam um ou outro ator, mas a trama é sempre a mesma. E a burguesia não importa de esquerda ou direita, tem sempre como carta na manga, a “perplexidade”: o eu não sabia de nada, quando até as portas e postes sabem de tudo. Todos nasceram ontem, velhos e velhacos. Todos pegando e interpretando seus papeis como cópias da velha esquerda. E isso vale uma (falsa) charada: quanto tempo, mesmo você não sendo traficante, usuário, ou miliciano você precisa para se tocar quando entrou numa boca de fumo, para saber não só o que está acontecendo, mas quem é quem?

E se digo que é a copia da copia, ou a perversão ao quadrado, é porque as ideias que copia com sinal invertido para existir no vazio da disputa polarizada como projeto de poder, é o projeto de poder inverso, o da esquerda autoritária, que historicamente é das apropriação e perversão distópicas das utopias, a primeira das apologias escatológicas ao autoritarismo da sua burocracia como representante das liberdade e propriedades dos excluídos a carregar nas costas deste núcleo de poder parasitário, o povo.

É a hegemonia e supremacia da miséria, pobreza e indigência cultural tomada como poder da ignorância, violência e ditadura da realidade por privação, carência, carestia e corrupção de tudo o que é vital e essencial; a começar da própria liberdade como propriedade de fato de tudo que é essencial, tanto como condições necessárias para saber a verdade dos fatos quanto o próprio saber das condições necessárias de fato que compõe a verdade.

E se falo pouco o nome desses indivíduos que estão no poder. Não é por acaso. Estatopatas e estados baseados no terror e terrorismo, não só buscam a notoriedade e visibilidade através dos seus atos monstruosos, toda a lógica está baseada na dissimulação tanto do seu nome quanto do terror do seus atos, a lei da visibilização das celebridades e celebração não importa do que incluso os holocausto. A lei Caubi que rege a idiocracia e imbecilização: falem bem ou mal mas falem de mim, e se preciso for enfiar um melancia no pescoço, ou enforcar alguém para criar um “evento” mesmo que falso ou freakshow que seja. Desde que todos estejam com atenção presa, distraída, mas paralisados e literalmente perplexos de joelhos assombrados, as condições para erguer o seu Fanos estão dadas.

Então não posso dizer que sei em quem ou no quê Skylab estava pensando quando compôs essa música, ou melhor até acho que sei (Você é feia, feia pra caralho”: um ensaio sobre gênero, beleza e feiura. Coacci; Cardoso dos Santos) mas quando escuto, não consigo deixar de pensar nelas, nelas essa direita e esquerda autoritária. Ou melhor neles… os políticos que vivem de sugar a vida e liberdade e identidade do outro e projetar seus vícios, e impor sua condição doentia e miserável e perversa no alheio:

Copias da copia. E mal feitas e pioradas. E como seria diferente? Me mostre um pensador da direita autoritária, parece um pleonasmo, mas não é, que seja capaz de redigir suas próprias monografias originais e não se apropriar e copiar o alheio, que evidentemente não seja um paranoico ou um charlatão descarado. Gente que não consegue redigir uma monografia mas ataca Paulo Freire, o autor mais celebrado… e menos lido e aplicado pela esquerda autoritária, mais chegada ao cabresto e doutrinação e fidelização do trabalhismo das comunidades eclesiásticas de base escatológica-messiânica tanto católica quanto leninista-stalinista , do que no empoderamento do emancipacionismo autogestionário e libertário. A Esquerda #LulaLivre, e os Amarildo e Manuel que se foda, porque Renan e Sarney e Gilmar é meu amigo, irmão, companheiro, irmão e camarada. Ai, tô até comovido. Parece até especial de Natal da Globo. Vem vamos cantar juntos, quem sabe amanhã a gente não estará dando religiosamente bom dia pra múmia, e saldando estátua, mas no estará dando, no gerúndio é claro, porque esse é o eterno tempo da verbal da conjugação da nossa emancipação deste procrastinar, o Verbo da nassa gêneses e apocalipse, desse presente sempre ultrapassado a esperar sentado pedindo e rezando porque de pé cansa e importuna, um futuro que nunca chega and have a nice day.

Aliás. Quem é mesmo esse tal de Amarildo? E esse outro… como é mesmo o nome? Lembrei! Manuel da Conceição.

Eis uma carta que parece falar do petismo, mas fala também do sarneysismo, bolsonarismo, e tudo que vier a se vender como tal, a história de como se as lutas por populares e sociais por liberdade são apropriadas por falsos ídolos e idolatrias populistas até se tornarem na própria contradição e a própria reprodução não só da tirania em si, mas no polo oposto que irá se vender como a novo salvador da pátria de novo, de novo, e de novo…. Mais do que uma história que se repete com farsa, a farsa que se repete como a própria história:

Nobre companheiro presidente Lula.

É com a ternura, o carinho e o amor de um irmão, a confiança, o respeito e o compromisso de um companheiro de classe, das organizações e lutas históricas dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país e do mundo que me sinto com a liberdade e o direito de lhe enviar esta segunda carta, tratando de questões que compreendo ter muito a ver com a responsabilidade do companheiro tanto como agente político das lutas em prol da justiça social para a classe trabalhadora como também na qualidade de um primeiro presidente da república legitimamente forjado nas organizações e lutas desse povo excluído, sofrido, mas que é capaz de realizar o impossível enquanto força social e política organizada e consciente do seu projeto de libertação classista.

Dirijo-me ao companheiro com a minha identidade de trabalhador rural, de sindicalista, de ambientalista, de humanista e de militante e fundador do Partido dos Trabalhadores, o qual comecei a sonhar e trabalhar na sua criação quando ainda me encontrava no exílio, juntamente com honrados e honradas companheiros e companheiras que havíamos sido banidos do nosso país pela intolerância de um governo totalitário e de regime militar.

Porém, minha identidade social, política e classista se origina bem antes da criação do PT e da CUT, instrumentos classistas dos quais me orgulho de ter sido cofundador, juntamente com o companheiro e um conjunto de honrado(a)s e legítimo(a)s militantes e intelectuais orgânicos da classe trabalhadora.

Na realidade companheiro Lula minha história de luta social e política se originou aqui mesmo no Maranhão, estado do qual sou filho natural com minha matriz étnica negra e indígena.

Agora em julho de 2010 completarei 75 anos de idade. Quando eu era ainda jovem vi meu pai e muitas famílias agricultoras serem massacradas e enxotadas de suas posses por latifundiários, coronéis e jagunços, acobertados e protegidos por um governo oligárquico. Certa vez presenciei um grande massacre de companheiros meus quando estávamos reunidos em uma pequena comunidade rural do interior do Maranhão. Neste dia fomos atacados de forma covarde por um grupo de soldados e jagunços, que sem a menor chance de defesa assassinaram cinco pessoas, dentre elas uma criança que correu para abraçar o pai caído no chão e foi pego pelas pernas e arremessado contra a parede que a cabeça abriu espalhando os seus miolos, também uma velhinha, que tentou impedir a morte do filho foi cravada de punhal em suas costas, ficando rodando no chão espetada. Eu escapei por puro milagre com um tiro na perna, mas me tornei mais revoltado ainda com a classe latifundiária e jurei perante a comunidade lutar o resto de minha vida contra os latifundiários e suas injustiças.

Presenciei um segundo massacre em 1959 quando estávamos novamente reunidos em uma comunidade por nome Pirapemas para preparar a defesa de uns companheiros que estavam sendo acusados de ter invadido uma propriedade e roubado umas frutas do sítio. Neste dia chegou um grupo de uns 20 policiais, soldados, tenente, cabos e um sargento. Ao chegarem ao local da reunião o sargento perguntou quem era o presidente da associação, e como foi respondido que não havia presidente o sargento falou: pois então todos são presidentes e vão levar bala. Neste dia foram assassinados sete companheiros e três outros ficaram gravemente feridos.

Minha primeira motivação para a luta era sustentada em pura revolta, ódio dos exploradores da minha família e das famílias camponesas da mesma região que habitávamos. Sem a menor consciência política e dominado pelo ódio eu cheguei a acreditar que a libertação dos trabalhadores de tal estado de sujeição dependeria de um salvador da pátria, de um homem corajoso, de um herói que com o apoio eleitoral dos oprimidos iria por fim a tal dominação. A partir desse entendimento extremamente limitado e de um profundo sentimento de revolta pela violência testemunhada e sofrida, vi surgir na minha ingenuidade uma esperança para salvar a massa camponesa do jugo dos latifundiários apadrinhados pelo poder da oligarquia viturinista que comandava o estado do Maranhão. O nome dessa esperança era José Sarney.

Com um discurso muito bem elaborado e com a radicalidade de um revolucionário Sarney prometia exatamente o que nós camponeses queríamos ouvir: um Maranhão novo e livre de oligarquia, reforma agrária, punição dos crimes cometidos contra as famílias camponesas e indenização dos prejuízos a elas causados pelo gado dos fazendeiros. Eu acreditei no discurso do cidadão e me tornei um aguerrido cabo eleitoral, andando a cavalo em todas as comunidades da região fazendo sua campanha. Resultado: com uma grande adesão popular, elegemos o José Sarney em 1965 para ser o governador do Maranhão.

Nessa época eu já era presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Pindaré-Mirim, que congregava trabalhadores rurais de toda a grande região do Pindaré. Mesmo sem ainda ter uma sólida consciência de classe eu já havia sido preso e espancado severamente pela polícia da ditadura militar. Foi por conta dessa perseguição que eu passei a acreditar nas promessas do Sarney que caso fosse eleito iria ser uma força aliada dos trabalhadores contra a repressão da ditadura militar.

No dia 13 de julho de 1968 o Sindicato de Trabalhadores Rurais de Pindaré Mirim havia convocado uma reunião da categoria para receber a visita de um médico para tratar questões relacionadas à saúde dos associados e associadas. O prefeito do município na época mandou informar que iria fazer uma visita ao sindicato neste mesmo dia. Por volta das 10 horas da manhã chegou um pessoal dizendo que queria falar com o presidente do sindicato. Quando eu apontei na porta fui recebido por tiro de fuzil que estraçalhou minha perna. A ação e os disparos foram efetuados pela polícia militar. Outros companheiros também foram atingidos por bala, mas felizmente não houve morte. Eu fui levado aprisionado e jogado na cadeia sem receber nenhum tratamento no ferimento, o que levou minha perna a gangrenar e ter de ser amputada.

Sarney se encontrava em viagem para o Japão e quando retornou manifestou desconhecimento da questão e mandou seus assessores manterem contato comigo, oferecendo apoio para a minha família, uma perna mecânica, uma casa e outras ofertas, desde que eu me tornasse um defensor do seu governo. Eu respondi que não estava preso por ser bandido, que minha perna tinha sido arrancada por bala da própria Polícia Militar do estado sob seu governo. Portanto, minha perna era responsabilidade da classe que eu representava, minha perna era a minha classe.

Desde então eu passei a ser considerado um inimigo do Estado militar, passando a ser alvo de permanente perseguição. Fui preso nove vezes e submetido às piores torturas que um ser humano é capaz de suportar.

Vi muitos de meus companheiros e companheiras serem torturados e morto(a)s por ordem do governo militar do qual Sarney se tornou parte num primeiro momento como governador do Maranhão e posteriormente como senador biônico. Vale ressaltar que foi no primeiro governo da nascente oligarquia Sarney, que foi promulgada a Lei Estadual 2.979, regulamentada pelo Decreto 4.028 de 28 de novembro de 1969, a qual facultava a venda de terras devolutas sem licitação a grupos organizados em sociedade anônima. Essa lei foi o maior instrumento de legalização da grilagem das terras do Maranhão, particularmente na região do Pindaré (Asselin, 1982, p. 129). Essa grilagem promoveu a expulsão das famílias agricultoras de suas posses e a migração de milhares de famílias camponesas maranhenses para outros estados.

Eu escapei com vida, embora mutilado e com sequelas físicas e psicológicas profundas, por conta da solidariedade da Anistia Internacional, das igrejas católicas e evangélicas, da AP como principal mobilizadora dos apoios e até do Partido Comunista do Brasil, que na ocasião fez uma ampla campanha internacional pela preservação da minha vida.

Finalmente, fui exilado na Suíça, de onde continuei denunciando as atrocidades da ditadura militar nas oportunidades que tive de viajar por vários países europeus. Foi também no exílio, juntamente com companheiros refugiados, que começamos a discutir a ideia já em discussão no Brasil de criação do Partido dos Trabalhadores e também de uma central sindical.

Meu companheiro Lula, hoje vivemos um novo momento na história do Brasil; aquelas lutas dos anos 50, 60, 70, 80 e 90 não foram em vão; tivemos prejuízos enormes, pois muitas vidas foram ceifadas pela virulência dos detentores do poder do capital; porém, temos um saldo expressivo de vitórias; hoje temos um partido que se tornou a maior expressão política da classe trabalhadora na América Latina; temos o melhor presidente da história desse gigantesco país, que ironicamente é um trabalhador operário e nordestino, que assim como eu quase não teve acesso a estudos escolares. Eu confesso a você que sinto um imenso orgulho de ter participado desde os primeiros momentos da construção dessa grandiosa e ousada empreitada.

Porém, companheiro presidente, ultimamente eu tenho vivido as maiores angustias que um homem com minha trajetória de vida é capaz de imaginar e suportar. Receber a imposição de uma tese defendida pela Direção Nacional do meu partido e até onde me foi informado pelo próprio companheiro presidente de que o nosso projeto político e social passa agora pelo fortalecimento da hegemonia da oligarquia sarneysista no Maranhão. Eu sei do malabarismo que o companheiro presidente tem precisado fazer para garantir alguma condição de governabilidade; porém, sei do alto custo que é cobrado por esses apoios conjunturais, e que nosso governo vem pagando a todos esses ônus. Companheiro, tudo precisa ter algum limite e tal limite é a nossa dignidade.

O que está sendo imposto a nós petistas do Maranhão extrapola todos os limites da tolerância e fere de morte a nossa honra e a nossa história. Eu pessoalmente, há mais de 50 anos venho travando uma luta contra os poderes oligárquicos e contra os exploradores da classe trabalhadora neste país. Por conta disso perdi dezenas de companheiros e companheiras que foram barbaramente trucidados por essas forças reacionárias. Como é que agora meus próprios companheiros de partido querem me obrigar a fazer a defesa dessas figuras que me torturaram e mataram meus mais fiéis companheiros e companheiras?

Vocês podem ter certeza que essa é a pior de todas as torturas que se pode impor a um homem. Uma tortura que parte dos próprios companheiros que ajudamos a fortalecer e projetar como nossos representantes no partido e na esfera de poder do Estado, na perspectiva de um projeto estratégico da classe trabalhadora. Estou falando do fundo de minha alma em honra à minha história e à de meus companheiros e companheiras que foram assassinadas pelas forças oligárquicas e de extrema direita neste país.

Estou animado para fazer a campanha da companheira Dilma, assim como para fazer uma aguerrida campanha política em prol do fortalecimento do PT no Maranhão e para construir um projeto político alternativo à oligarquia sarneysta, juntamente com os partido do campo democrático e popular na coligação PT, PCdoB e PSB. Esta foi a tática vitoriosa em nosso encontro estadual realizado nos dias 26 e 27 de março, que aprovou por maioria de votos, da forma mais transparente possível e cumprindo todos os preceitos legais o nome do companheiro Flávio Dino para candidato dessa aliança legitimamente de esquerda e respaldada pelas mais expressivas organizações da classe trabalhadora deste estado que publicamente se manifestaram, a exemplo da Federação dos Trabalhadores na Agricultura — Fetaema e a CUT. Assim, penso que estamos sendo coerentes com a nossa história e identidade classista.

Portanto, estou fazendo este apelo ao mais ilustre companheiro de partido e confessando em alto e bom som que não aceitarei sob nenhuma hipótese a tese de que nestas alturas de minha vida eu tenha que negar minha identidade e desonrar a memória de meus companheiros e companheiras que foram caçados e exterminados pela oligarquia e os detentores do capital no Maranhão, no Brasil e mundo inteiro.

Lamento e peço desculpas se este meu posicionamento desagrada o companheiro e a Direção Nacional do PT, mas não posso me omitir diante de uma tese destruidora de nossa identidade coletiva e que representa a negação de tudo que temos afirmado nas nossas palavras e ações. Espero poder contar com a solidariedade e compreensão do meu histórico companheiro de utopias e lutas.

Atenciosamente,

Manoel da Conceição Santos, membro fundador do PT e primeiro-secretário agrário nacional.” -Artigo — “Minha perna é minha classe”

Dizem que quanto mais passa o tempo melhor pode se escrever a história. Só mesmo se for a falsificada. Porque sendo a história uma sucessão não só de golpes, mas de crimes contra a humanidade, bem sabe o cientista forense que quanto mais tempo passa, quanto mais se adultera a cena do crime, quanto mais as testemunhas morrem com o tempo, mais o que sobre como relato é são as palavras dos próprios criminosos, seus advogados, escribas e apologistas, que vencendo não só escrevem a história como bem entendem, mas buscam apagar rastros e memórias. De tal modo que o estudo dos fatos e eventos que se passam naquilo que chamamos atualidade ou um passado próximo ou distante, não é diferente da analise científica e epistemológica da própria realidade presente, uma busca arqueológica da verdade tanto dos fatos, mas da lógica da construção dos fatos e verdade como narrativas ao longo do espaço e do tempo.

Uma investigação que longe de tomar o olhar dos sujeitos que discriminaram ou preconceberam o mundo e os outros como seus objetos, olha para o mundo desfazendo essas discriminações e preconcepções ideológicas para encontrar nos rastros deixados tanto pelas vítimas quanto os predadores, incluso como narrativas, que não passam de pistas ou evidencias, que dizem mais sobre os olhos e desejos (e taras) do narrador, do que sobre o mundo, até chegar de fato ocorreu na cena histórica não necessariamente do crime, mas que deve ser tratada com o mesmo rigor e justiça. Um processo de dedução, do fundo de verdade do qual se compõe não só toda mentira, mesmo as verossímeis, mas toda representação do real, por mais sincera, sã e fidedigna que seja a percepção da realidade sensível do contador de histórias. Seja ele um jornalista ou um historiador honesto, ou um mentiroso profissional cuja profissão é a de produzir fantasias e ficções.

Evidentemente não a fantasia e ficção das genuínas belas artes, que não tem a pretensão medíocre de passar pelo embuste de mera reprodução do real ou pior ser já seu simulacro, logo não se prestam a finalidade de imbecilizar crianças e infantilizar adultos. E sim a fantasia das taras patológicas e teratológicas das manias psicopáticas e psicóticas que produzem e são produto desse dessas relações como falseamento e manipulação dos fatos e verdades, ou o que a mesma coisa dos seres e fenômenos como se fossem meras abstrações e entidades imagéticas subjetivas a satisfações de medos e desejos e não o que são entes dotados de vida e liberdade como anima, potencial, vontade e vocação, criatividade própria autogerada e autodeterminada.

Então eu sou a favor do golpe? Qual golpe? Qual 171 você está falando? O do Estado? Igreja? Imposto? Dizimo? De qual salvação e salvador você está falando os da pátria ou das almas? Ou dos dois juntos? De qual gurus, mitos, líder e ídolo sagrado todo poderoso encarnado, de qual santo ou deus estamos falando da dos socialistas ou liberais, da dos progressistas, reformistas, conservadores ou reacionários ou do esquema de pirâmide deles juntos de uma forma generalizada? De qual falsários ideológicos e estelionatários golpe e pilhagem e trairagem estamos falando, a que eles vivem de aplicar uns nos outros, para depois armar outro golpe sobre golpe, ou do farsa maior, o maior golpe aquele que sempre se repete como farsa para se perpetuar como poder, o golpe da própria história do poder, tanto como a história dos fatos desnaturados e falsificados, quanto a própria história dessa história da desnaturação, expropriação, alienação, corrupção, da qual a própria produção da história e memória faz parte? Qual desses golpes? É só uma pergunta retórica. Sou contra todos, eles porque como dizia o outro não se pode servir a dois senhores. E quando não se quer servir a senhor nenhum, mas se assenhorar e se asseverar da sua liberdade como senhora da sua consciência e destino então, não se pode vir em verdade nenhuma senão a própria liberdade.

Não querido, não sou de golpes, sou a favor de um meteoro gigante que exploda todos eles. Minto não sou. Porque meteoros não separam joio do trigo. E mesmo se separassem não adiantariam nada porque esse cataclisma é apenas o simbolismo de uma revolução violenta. E o que precisamos é justamente o contraposto: uma revolução pacifica. Onde a pessoa humana, incluso a deles, é respeita como pessoa humana e não como ídolos ou autoridades com suposto poder ou licença para matar ou prender e roubar desde que decretem isso como lei e ordem. Um poder que não pertence a todos, mas rigorosamente a ninguém. Porque o que existe não é o direito ao monopólio da violência, mas justamente o oposto ao direito de livre associação das pessoas de paz para se livrar e defender de toda pessoa acometidade desses psicopatas ególatras, esses maniacos compulsivos tarados por controlar a vida dos outros e manter relações forçadas a revelia do consentimento explicito dos que só querem viver em livres e em paz, incluso da violência e autoritarismo deles. Vê-se portanto que o problema mais do que esse ou aquele poder e violência que corrompem é a vulnerabilidade à estas cooptação que degenera e alimenta e reproduz esse poder violento.

A evolução e revolução do paradigma do monopólio da própria supremacia da violência, ou a revolução da própria instituição do estado de paz pela abolição de todas formas de agressão, privação, violação e violência, algo que não se faz pela dissuasão da potência agressiva, mas justamente pela ciência e consciência da liberdade que produz as tecnologias da invulnerabilidade, a começar pelas mais básicas: as ambientais e sociais. Um processo que não se impõe pela força de fato ou decretos, mas pela busca e descoberta e observâncias das leis naturais do universo e claro pelo entendimento do que é essencial tanto para a sua formulação como saber, quanto autogeração e autodeterminação como fenômenos. O conhecimento e método absolutamente imprescindível não só necessário para prever o futuro mas transformá-lo de forma sustentável. Ou para não sair da metáfora do tratamento não basta apenas só livrar da mal ou doença ou vicio, mas como o dito remédio não pode ser feito ser feito do mesmo mal, ou seu efeito colateral vicio ainda pior.

Logo a pergunta também não é do que eu ou você como pessoas livres somos a favor ou contra? Porque pessoas livres por definição são a favor da sua liberdade e contra todos que querem subtrai-la e tiranizá-los, incluso aqueles que vendem o medo de um tirania maior, para impor uma menor. A base desse jogo maldito, onde o bosta e o merda, o coisa ruim, e o pior ainda ficam se alternando no poder, apontando um para o outro como o problema, o mal e a doença e a jurando que eles são a cura, a salvação, o bem quando ambos são o mal desse circulo vicioso da insanidade de terra de cegos, a guiar cegos, pois é furando os olhos dos outros que se reina e se faz rei.

Estado e igreja, imposto e dizimo, liberais, socialistas, progressistas, reformistas, socialistas são tudo a mesma bosta, enquanto projeto de poder, pequeno ou grande, porque o dia que surgir uma corporação que invés recolher dízimos e impostos de pobres e miseráveis para encher a burra dos seus lideres, mas distribuir essas grana sem tocar em um centavo das doações então não teremos, mas pobreza, nem miseráveis, mas aí acabou a boquinha deles, o dos vendedores de promessas de salvação do povo, porque não teremos mais charlatanismo, mas de fato sociedades, onde o que uma pessoa destina como o bem comum de todos, chega na mão dos demais, e não é roubado por esses ladrões que se legitimam e legalizam uns aos outros graças a miséria e ignorância, insolidariedade e claro a divisões e discórdia que plantam para colher como a idolatria a sua tirania, esperança de salvação, como falsa solução, ou seja sempre promessa que nunca se cumpre, dos problemas que eles mesmos criam e cultivam!

Ou seja um outro mundo onde não é a sociedade que está a servir inclusive compulsoriamente corporações, estados, igrejas ou empresas, mas são estas personas jurídicas que estão a serviço da sociedade e sua suposta razão e responsabilidade social, ambiental humanitária, de fato e não como propaganda de banco ou refrigerante para otário.

Ontem, mesmo assistindo Ciro Gomes vestindo seu chapéu, perdão papel favorito de eterno corno, nunca manso. Mais esclarecido, o que hoje já não é mais um elogio dada a qualidade do animal político em exibição do nosso zoológico manicomial, me chamou a atenção das análises do golpe de que o golpe foi um erro. Deu inclusive o exemplo do PSDB, e seus caciques Aécio, Alckmin, Serra que não foram dizimados, porque como disse entre mortos e feridos, todos se salvaram graças a glória do todo poderoso poder supremo, mas perderam as plumas. De modo que se eles não tivessem embarcado na aventura do do golpe agora estariam ainda dando as cartas. Uma analise portanto perfeitamente correta… de político para politico. Do ponto de vista da sociedade para sociedade o erro é outro. Não é ter começado, mas ter parado. Que pena, portanto, que só foi o PSDB. Ou como disse Gilmar Mendes “se ousarem abrir e investigar o supremo, eu mando fechar”.

Porque quando se trata da classe política é como o tratamento de um câncer ou uso de antibiótico: a pior coisa é parar o remédio no meio, não ir até o final. O mal não só permanece mas a cepa dos parasitas não só se adapta mas se forma toda uma nova geração ainda mais forte, agressiva e resistente ao mesmo remédio. Fora outro detalhe ainda mais importante importante: ao longo do tempo, desde o inicio lá atrás das manifestações de junho não só tratamento foi e o remédio e tratamento que foi abandonado, mas os médicos, a medicina e até a própria noção de sanidade. E o que eram eram manifestações populares se tornaram massa de manobra populista. De modo que rigorosamente se trocou um mal e um vicio por outro ainda pior. E já tem gente arrependida de ter um dia reclamado de um regime, já que outra pior surgiu.

Em outras palavras: o que eles chamam de erro deles. Eu chamo de nossos acertos.

Eles lamentam os compadres caídos. Eu lamento os que ficaram de pé, para continuar nos atormentando assombrando.

Eles clamam para o povo não faça mais impeachment nem sonhe com recall. Eu mando eles pararem de me fuder, e irem se fuder se quiserem até se matar, não importa se de verde-amarelo, ou vermelho, juntos ou se separados, mas no diabo que os carreguem.

Eles jogam a culpa nas pessoas que afirmam sua liberdade de credo, consciência, de identidade, de união, separação… porque esse é seu jogo. Eu nos oportunistas que tomam e usam e montam nas bandeiras, mas nas pessoas em causa própria para depois

Fazer não só das causas e ideias seu cavalo, mas das pessoas que dizem defender suas bestas de carga e bucha de canhão na linha de frente, seja das infantarias seja das manifestações para na hora que o bicho pega e o pau come, se mandarem. Tacam fogo no circo, e vazam torcendo para que um inocente se torne um cadáver de um mártir para que esses necrófagos possam voltar e fazer a única que sabem, se apropriar do corpo morto e da desgraça para capitalizar como discurso para seu projeto de poder.

E nisto os lados não só precisam um do outro como inimigos, mas de inocentes úteis para jogar aos leões, mas dos leões do outro lado da trincheira a se matar no lugar deles, até mesmo para que eles possam usar a massa tanto de manobra, moeda de troca e lastro das mesmas na negociação do butim dos mortos e paralisados nessa terra arrasada dividida e apartada e enfim expropriada dos seus donos em sua guerra. E quem tiver escrúpulos mais precários prevaleça e seu psico-phatos dite a dureza e concretude dos fatos.

Não, não se deixe ditar, não deixe a sua pisque nem seus fatos a mercê da psicose alheia, falta empatia, senso e noção a realidade que se não for a sensível ao outro e ao mundo é por definição a alucinação ideológica. A discórdia não está em quem clama, proclama ou reclama sua liberdade em ser e fazer, dizer ou acreditar o que bem entender consensualmente, mesmo que isso seja exatamente o contrário de tudo que outro acreditam, quer ser ou quer ouvir. O problema não está e nunca estará nas pessoas que querem se relacionar consensualmente e determinar quem são e seu destino livres do que os outros acham. O problema está em qualquer forma predeterminada ou predestinada de ser a bandeira e grito de guerra para impor forma de viver não só como impedimento da liberdade, mas liberdade que se impõe como regra. Algo que a esquerda autoritária não entendeu e não conseguiu respeitar como direito dos direita autoritários, e vice-versa. E nem nunca vão. Porque o seu negócio é monopolizar a autoridade, a burocracia das licenças e autorizações, liberar e proibir, transferir custos, impor obrigações e demandar privilégios como direitos de tutela e autoridade via subsidio do poder de fato, o aparelho estatal. Com eles nunca haverá fim de privilégios, nem das desigualdades de liberdades fundamentais, porque fim de privilégios implica em igualdade de autoridade sobre o bem comum e igualdade de autoridade sobre o bem comum não existe sem democracia direta e participação no patrimônio da coisa publica não só como obrigações contributivas, tributos, mas como ganhos tanto como serviços mas como dividendos sociais para bancar tal produção sem interesses outros como o endividamento perpetuo. De boa, mais fácil tirar um osso de um pitbull hidrofóbico do que eles largarem esse file.

De tal modo onde eles erram pode até ser que não ser onde acertamos, ou podermos a oportunidade de acertar, mas definitivamente seus erros e acertos assim como interesses, angustias e felicidades, passam longe dos da população.

Seus direitos são falsificações grotescas: são privilégios. E até seu choro mimado, suas reclamações sem senso e noção, denunciam o grave estado patológico de perda de conexão com a realidade sensível do outro e do mundo, denunciam o grave estado de perda da sensibilidade necessária a ligação empatia e inteligência solidaria que caracterizam os traços de personalidade marcados por uma inconsciência coletiva arquetipicamente psicopática que afeta não só os reis, mas até os membros menores dessa aristocracia que mama nas tetas, apenas para chupar o saco e lamber a bunda suja de quem quer que seja ou esteja entronado a falar ou fazer merda.

E ai daquele funcionário público que fugir da normalidade do papel higiênico e higienistas, duas funções governamentais. Hão de se entender com os supremos e poderosos chefões que lhe farão propostas irrecusáveis.

Estou então a acusar e fazer insinuações maliciosas ao Supremo Tribunal ao governo e ao poder legislativo enfim a todo tipo de autoridade que tem justamente a prerrogativa de me processar e prender justamente para que eu aprenda a saber com quem eu estou falando? Eu, imagina? Não tenho imunidade parlamentar e portanto os mesmo privilégios de classe para manifestar o que penso como reles cidadão. Como poderia fazer isso? Então em respeito a lei ao invés de dizer o que penso, lembro a todos que cada dia está mais proibido dizer o que realmente se pensa, porque a censura e perseguição está cada dia menos velada. Ademais não tenho realmente nada para dizer sobre eles que sua censura possa esconder ou minhas palavras revelar. A censura mesmo a velada é sempre a forma mais patética de tentar esconder se expondo, porque sempre acaba por expor em contraditório o que se pretendente esconder. Afinal a lógica do público é absolutamente a inversa da privada, acesso e transparência são fundamentais a credibilidade e fidedignidade e legitimidade.

Logo, há quem ouça Temer falando e ouça só o que quer ouvir, ou que não quer ouvir. Mas se olhar para ele não como quer, mas naquilo que ele significa, poderá perceber tanto o que está acontecendo quanto o que está por vir. Temer no poder antes de ser um maldito vampiro, foi e sempre será cobra criada, pronta para picar o tonto que entra na dele. E portanto quanto sibila é uma ave de mau agouro, que só traz maus presságios, especialmente para aqueles que acreditam que os contratos sociais não são entre governantes e populações que geram direitos e deveres entre as partes. Mas contratos entre pessoas livres que deixam de ser só populações para serem membros, as partes como direitos e deveres de uma sociedade onde o Estado e governo não é parte do contrato social mas seu instrumento ou mais precisamente os empregados e servidores desses cidadãos, os verdadeiros donos do nação, seu patrimônio e bem público, e o evidentemente contrário da nossa idiocracia cuja unica verdade é que somos um bando de imbecis. Imbecis não por nos submeter a violência de uma maioria. Mas por alimentar esse crendice ignorante e infantiloide quando disseminamos ela!!!

Oligarcas, Burocratas tecnocratas puxas-sacos, crentes do poder, descrentes da liberdade, ou só impotentes da sua força de vontade mesmo, pregam que o povo por ser muito ignorante não tem condições de decidir por conta própria. Solução? Que esse povo ignorante incapaz de decidir, decida quem vai decidir no lugar dele(???) Genial! Nisto os monarquistas que não sendo membros de monarcas nem membros da família real, mas plebeus “sem sangue azul” os idiotas clássicos, equivalente a um negro nazista, são até mais coerentes em sua contraditória subserviência. Porque é preciso se decidir. Ou se é um a favor de ditadores, ou de democracias mesmo que contra seus próprios interesses. Porque o meio termo dá no que dá… isto é, na merda das ditaduras de loucos e retardados mentais. Porém antes que apressadamente alguém opte ou que advogo por ditaduras não se esquece de um detalhe: quem dita quem são os ditadores?

E eis que voltamos ao problema original:

Num país de cegos idiotas alienados e ignorantes os guias e governantes serão cegos idiotas, e mesmo que fossem (ou existissem) “gênios da raça” seriam tomados por loucos possessos ou hereges… seriam queimados ou crucificados já que ninguém entenderia uma palavra do que falam nesse mundo das cavernas onde tudo é mistico,sobrenatural e causa de medo, estranheza e terror. Precipício.

Porém, num país de pessoas lúcidas conscientes e esclarecidas, os guias e governantes logicamente sejam eles eleitos pelo povo ou ditadores que se escolhem entre eles-desde que não pratiquem o que as casas reais adoram para ficar para evitar se miscigenar com gentalha, a preço do sua degeneração genética e retardamento mental. Então tanto faria, como tanto faz se o regime de governo, exceto por um pequeno detalhe: sendo, pessoas lucidas, conscientes, esclarecidas, adultas emancipadas, e não crianças e nem portadores de necessidades especiais, em respeito as pessoas delas, não sendo portanto cegos não precisam mais serem guiadas nem tuteladas e pior pilhadas por idiotas e idiocratizadores, sabendo o que querem, para onde querem, (como se já não soubessem) não precisam mais de quem os diga o que fazer ou aprovar o que farão, precisam apenas decidir o que querem fazer e mandar seus servidores pagos pelo preço justo que o façam. Não precisam de tiranos, ditadores em governantes, mas só de serviços e servidores públicos. Assim como esses também sabendo do seu serviço não precisam de um palhaço de intermediário para mandar fazer o que ele não sabe fazer, e sim ele.

Em outras palavras o cidadão não precisa ser nenhum gênio, nem a sociedade precisa de gênios, nem muito menos de gurus ensandecidos ou salvadores da pátria retardados, só não precisam ser um ligeiramente menos crente no alheio ou idiotas para não idolatrar quem se diz mais esperto que todo mundo e um pouco mais fiel em si a mesma, ou o que a mesma ter um pouco mais fé solidária na sua próprio potencial, livre-arbítrio, ou simplesmente liberdade e espirito gregário.

Porque gente mais inteligente, mais estudada, mais sabia, que sabe fazer tudo gente melhor que a gente em fazer alguma coisas ou muitas sempre vai existir. Aliás se não existe quiça hão de se formar. Artistas,Cientistas, Engenheiros, arquitetos, assistentes sociais, biológicos, historiadores, professores, médicos, bombeiros, atletas, programadores, escritores, enfim… melhores não só em uma coisa, mas em todas. E mesmo que não sejam, não importa desde que a pessoa aprenda 2 coisas na vida social: a respeitar o saber e trabalho alheio e fazer respeitar o seus direitos como cidadã, isto é, como dona não só do seu nariz do seu pais. Ou seja das propriedades particulares quanto patrimônio público. Precisam parar de pensar como pobre e pensar como rico.

Quando rico diz para você que é rico porque sabe fazer alguma coisa, ele está mentido. Rico não é rico por saber alguma coisa, ele até sabe e faz muitas coisas, mas não são elas que fazem dele uma pessoa rica. Rico é rico porque não obedece: manda. Ou mais precisamente demanda até porque se não é um ladrão ou tirano não pode senão negociar. Ou mais precisamente sabe mandar e se fazer obedecer. Mesmo aquele que não não vive de se locupletar isto é, não enriquece de plantar miséria para colher tirania, este também sabe se fazer respeitar em suas demandas. Ou seja mesmo o rico que não é o ladrão e corrupto que vive de explorar a vida e privação da liberdade alheia não raro pelo subsidio do monopólio da violência estatal, mas sim aquele que de fato produz riqueza, sabe que para produzir esta riqueza e ficar com ela precisa se impor justamente contra quem vive de roubar e impor o roubo como sua lei e ordem do contrário empobrece. Não precisa se aliar ou virar o ladrão e estelionatários que vive do roubo e golpe dentro ou a margem da lei e da ordem, mas precisa necessariamente não se submeter a nenhum deles. Precisa mais do que fazer valer e respeitar seus direitos, especialmente quando delega funções aqueles que não tem direitos sobre eles, mas são pagos não como escravos mas como pessoas livres para fazer respeitá-los, protegê-los e garanti-los. Se não souber fazer isso será sequestrado,roubado e escravizado governado e violado como a sociedade o é por seus supostos servidores, os governantes que são donos de fato seu patrimônio e para o qual o legitimo dono agora trabalha para sustentar seus caprichos.

Uma sociedade que não só permite a formação de uma casta acima dos seus servidores públicos, mas impunemente acima de toda a sociedade não é uma sociedade livre, mas um domínio de servo-idiota e tão mais idiota quanto mais conformada e idolatra desses usurpadores como os senhores da sua lei, ordem e unica condição possível quando essa casta sequer precisava ou deveria existir. Porque ela não é o serviço público, mas os parasitas que os obstruem comendo o dinheiro e pior realizando suas taras de posse e poder contra a população mais vulnerável excluída dessa sociedade que não existe enquanto verdadeiro pacto social, mas só como alta ou baixa society conforme mais ou menos puxadora de saco do rei.

É tão obvio que se alienação que não fosse mais hipocrisia do que ignorância daria até pena e vergonha alheia e não repulsa à tamanha pusilanimidade quando vindo de gente mais do que ilustrada. Dois pesos e duas medidas. Ninguém é rico porque o gestor de fundos é altamente qualificado deixa ele dizer o que deve fazer com seu dinheiro, nem sequer aventa a possibilidade de discutir se é ele ou o piloto do seu avião particular que vai decidir onde ele vai ir, qual aeronave vai comprar, se vai vendê-la, quanto vai receber, quem quantos vão contratar, despedir, quanto vai pagar. E vá trabalhar vagabundo senão o piloto te manda prender. Enfim, é simples ele é o dono do patrimônio, e o dono não precisa saber nada, exceto como o que quer e demandar e seja o piloto ou administrador que detém o saber entrega projeções e resultados.

O proprietário, ou sócios enfim a sociedade pode colocar quantas pessoas ele quiser para fazer as coisas para ele, podem delegar tantas funções e tarefas quanto tiver capital e estiver disposta a pagar, e sequer nem sequer precisa ou deve ficar vigiando, ao contrário do que muita gente prega o que essa administração está fazendo, não é a função da sociedade ficar de auditoria governos até porque nem precisa, quando o cliente é o dono, a prestação do serviço é todo o controle devido e necessário. E para tanto só é preciso manter duas prerrogativas sobre sua posse: a primeira e a ultima palavra sobre tudo que interessa: gasto. O resto se é verde, amarelo, que se dane. O resultado é juiz da obra. Assim como o orçamento o é do projeto. E os interessados que que se unem banquem e os que não tem nada a ver com isso que não atrapalhem.

Mas isso é um governo para ricos?

Não isso é um governo onde rico paga o que que quer fazer com o seu bolso e não o locupletador transfere o custo para a sociedade com a conversa mole que o enriquecimento subsidiada pelo tributo dos miseráveis vai ajudá-los a sair da merda, e não afundá-los mais.

Mas e os mais pobres? Meu amigos só como o dinheiro roubado dos cofres públicos que não vai para serviços públicos, mas para bancar a classe política e seu constante pilhagem e endividamente tributação e subsídio a locupletação, só com os dividendos sociais distribuídos igualmente para todo cidadão, ninguém vai ficar rico, mas não só os serviços públicos vão poder começar a funcionar, como as finalmente as pessoas mais pobres terão capital para bancar seus próprios negócios e interesses em sociedade não só de interesse privado, mas público poderão começar a resolver seus problemas com sociais como fazem qualquer burguês com servições de educação, saúde, seguridade, previdência, e até vigilância local e mutual. Aliás pobres, ricos, remediados, enfim com uma vantagem adicional já não pagando além deste custo mutual, o tributário da maldita classe política. Tem tanto advogado no Brasil que o menos precisamos é de analfabeto em lei. As pessoas não deveriam ter políticos mas só advogados para defender seus direitos por procuração, até para quem não sabem são eles que fazem as leis só para quem os paga, os políticos e não a sociedade.

Por isso, mané direitos do governante. Governante deveria é ter direito trabalhista até para parar escravizar trabalhador. Aí sim você ia ver como a classe política estaria sintonizada e solidaria com quem sofre as agruras de ser empregados, tanto servidores públicos quanto particulares e não fodendo com eles para sustentar seus fundos partidários-eleitorais.

Porém sem a primeira e ultima palavra nas decisões sabe o que acontece? A primeira palavra de quem perde a soberania é nunca mais não só ter a palavra sobre nenhuma decisão, mas nunca mais ver a cor do dinheiro do rendimento de nenhum patrimônio público. Pelo contrário, vai é pagar cada vez mais para engorda a quadrilha que se apoderou da sua casa e agora fez dos antigos donos seus empregados.

Logo antes de ser um questão de democracia direta e renda básica é uma questão de parar abandonar o fetiche estatal por despostas e governos. Pois enquanto a população acreditar na potencia do estado e continuar renunciando a sua liberdade como responsabilidade solidária, vai continuar presa na armadilha e arcabouço do subdesenvolvimento e desigualdade social mantida pela cultura da enriquecimento via locupletação, ou seja disseminação da miséria para perpetuação da tirania politico-econômica.

Assim não me interessa o que Temer quer dizer, porque o quê as múmias parasitárias como ele querem eu sei de cor e salteado. O problema é saber o que é que eles estão querem agora? O que eles querem de nós com mais essa palhaçada assassina já pensando só naquilo: tomar e se perpetuar no poder, ou seja: as próximas eleições, quando essa farsa e loucura atinge seu ápice do insuportável.

Essa é a pergunta que essa balburdia enseja: O que eles querem agora com tudo isso? Com a ascensão do Bolsonarismo? Como o Lulismo que nunca morre? Com essa guerra de fanáticos e ideólogos alucinados que nunca acaba, e novamente se alinha na calada da noite? Talvez você pensa que eles querem voltar a tudo com era antes. A normalidade conforme Gilmar Mendes se referiu. Mas acho que até os neófitos na arte de roubar o erário público sabem que isso é impossível.

Belchior morreu. Mas enfim os ídolos já não são mais os mesmos e mesmo que os coloquemos de volta para tentar continuar vivendo como nossos pais, o mal-estar de viver como um corno conformado um idiota voluntário não irá se dissipar tão fácil com copas do mundo, novela, nem compras. Podemos não ter conseguido nos curar ainda, podemos relutar ainda em nos tratar e tomar os remédios amargos mas sabemos que estamos doentes, e quão fraco está o fraco sistema de defesa da sociedade e infectado.

Não sei em quanto tempo esse dinossauro vai demorar para cair, ou quanta gente ele ainda vai esmagar, mas a cabeça foi ferida de morte. Pode andar muito tempo como uma galinha sem cabeça, pode passar por retrocessos desumanos inimagináveis como contrarreação deste sistema, mas vai tombar. Os ídolos podem até permanecer no pedestal, mas o culto, o mito se quebrou, o brasileiro médio não acredita mais em papai noel. Demorou mas enfim estamos voltamos a crescer como gente, estamos deixando de ser um povo infantilizado, para nos tornar uma nação adulta. E quando essa hora da emancipação enfim chegar, e pode chegar mais rápido do que os patriarcas imaginam, a revolução estará completa.

O que está acontecendo historicamente no Brasil não tem preço. Finalmente o fatalismo e conformismo do povo e agentes públicos!!!! brasileiros estão se estão descobrindo que a barragem quebrada, o acidente ambiental, o crime organizado, a revolta e o massacre no presidio, a falência dos serviços públicos, a pobreza a doença não são uma conjuntura “metafisica” macroeconomia, não são acidentes naturais fortuitos, mas crimes com vítimas mandantes, executores, beneficiários. Com organizações e uma industria monopolista que vive da eterna promessa de tirar bode na sala. E eis que descobrimos que o bode na sala é deles!!! Uma coisa é você deduzir logicamente isto e escrever, outra é você ter a prova empírica desta lógica perversa cagada e esfregada na sua cara.

Se é alarmante a formação de uma falta de ética malufista (do rouba mas faz) entre as velhas “esquerdas” e de o renascimento do fascismo entre a “nova” direita. Esse retorno perigoso e patético das pessoas que não querem lidar com a nova sociedade e seu mar de novas informações. Por outro lado, temos finalmente a formação no brasil de um pensamento próprio, original e livre. A formação de um pensamento brasileiro social mais critico e menos ideológico que consequentemente começa a se desinstitucionalizar não só da lógica autoritária partidária mas da logica totalitária do nosso Estado Arcaico.

Somente os mais fanáticos querem e permanecem cegamente fieis a suas instituições sejam elas partidos, sejam ela o próprio Estado corrupto. A velhas falácias “tem gente boa no meio”. Não podemos condenar as instituições e corporações pelo que seus membros e lideranças fazem” começa finalmente a ser exposta. Esse mito de que um instituição bandida, regida por bandidos e comente crimes precisa ser preservada a todo e qualquer custo social econômico e humano, está completamente desnudado. E as pessoas começam a entender que o fato de precisarem de uma ponte para atravessar um rio, não quer dizer que precise ser apenas a ponte que esses criminosos impõe a ela como seus pedágios. Começam enfim entender se querer chegar ao outro lado, vão ter que construir suas próprias pontes suas próprias infraestruturas políticas e sociais e se quiserem se livrar e libertar destes conchavos de monopolistas.

Estamos tendo uma aula prática e intensiva de história do Brasil: uma classe bandida que toma ou já instalada no poder se apropriando do que é o bem comum e privado das pessoas que formam o restante da nação. Ampliando a a expropriação e exploração para sustentar seus domínios políticos e econômicos sobre um território e seu povo. E tudo isso claro pelas grandes metrópoles e impérios a quem servem ainda como feitoria colonial.

Mas a batalha ainda continua. Novas farsas e farsantes não param de ser fabricados. E quando não a novos farsantes para inventar, recicla-se o que há de velho. Não importa. O importante para a manutenção da democracia como farsa eleitoral é que todas as opções aparentemente mais a esquerda ou mais a direita estejam devidamente alinhadas por trás das cortinas de ferro ao centro de poder. E se para tanto precisarem de novo usar o populismo para falsificar ideologicamente qualquer aspiração popular, não exitarão de novo em flertar com o perigo, afinal na pior das hipóteses repetem a história: derrubam o antigo aliado e colocam um biônico.

Seja o velho populismo de esquerda representado por Lula, ou o novo populismo de direita representado por aquele que faz de tudo para ocupar a vaga de anti-Lula, Doria Jr. O importante é que os dois continuem a ser uma farsa tanto para seus apoiadores quanto opositores. Ademais, se considerarmos que a nova farsa em cartaz é do populismo de direita, ter um Lula como vilão, e não nenhum elemento verdadeiramente de esquerda ou novo. É o ideal para consolidar a impostura da nova direita como mero antilulismo. E ela não é só isso. Mesmo não sendo de direita sei que o conteúdo da sua critica não é meramente o fascistoide soft do higienista Dória, ou o hardcore do fascista (na definição mais clássica da palavra) de um Bolsonaro.

Entretanto é evidente que a estratégia de apropriação empregada a esquerda serve igualmente a direita. E o mesmo processo de apropriação e concessão dos bens e posições materiais, também pode ser aplicado no que concerne o monopólio de novas correntes de pensamento: tomando e atribuindo a velhos aliados travestidos como se fossem o novo, os novos ideais.

Na industria da produção de ídolos políticos ocorre a mesma “apropriação”que na industrial cultural e musical. Para cada nova estilo revolucionário inventados pelos negros do mundo, há um branco da casa com berço para assumir e ser projetado em seu lugar perante o grande público. Depois de morto as distorções são corrigidas, e a obra do morto enfim devorada até porque morto não reclama.

Evidente que não é o arrempedimento confissão nem redenção da direita a seu credo. E não estou aqui mais falando da disputa ideológica pela narrativa se foi golpe ou não, ambas parte da da falsificação ideológica maior da historia para boi dormir dos autoritários que ainda prevalecem como paradigma de ambas narrativas onde a única perpectiva que como a dos entre os mortos feridos nunca se salvam, execto como (falsa) promessa, os povos famílias e pessoas marginalizados e sacrificados e apagadas da história em holocausto nessas guerras. (…)

O que está acontecendo historicamente no Brasil não tem preço. Finalmente o fatalismo e conformismo do povo e agentes públicos!!!! brasileiros estão se estão descobrindo que a barragem quebrada, o acidente ambiental, o crime organizado, a revolta e o massacre no presidio, a falência dos serviços públicos, a pobreza a doença não são uma conjuntura “metafisica” macroeconomia, não são acidentes naturais fortuitos, mas crimes com vítimas mandantes, executores, beneficiários. Com organizações e uma industria monopolista que vive da eterna promessa de tirar bode na sala. E eis que descobrimos que o bode na sala é deles!!! Uma coisa é você deduzir logicamente isto e escrever, outra é você ter a prova empírica desta lógica perversa cagada e esfregada na sua cara.

Se é alarmante a formação de uma falta de ética malufista (do rouba mas faz) entre as velhas “esquerdas” e de o renascimento do fascismo entre a “nova” direita. Esse retorno perigoso e patético das pessoas que não querem lidar com a nova sociedade e seu mar de novas informações. Por outro lado, temos finalmente a formação no brasil de um pensamento próprio, original e livre. A formação de um pensamento brasileiro social mais critico e menos ideológico que consequentemente começa a se desinstitucionalizar não só da lógica autoritária partidária mas da logica totalitária do nosso Estado Arcaico.

Somente os mais fanáticos querem e permanecem cegamente fieis a suas instituições sejam elas partidos, sejam ela o próprio Estado corrupto. A velhas falácias “tem gente boa no meio”. Não podemos condenar as instituições e corporações pelo que seus membros e lideranças fazem” começa finalmente a ser exposta. Esse mito de que um instituição bandida, regida por bandidos e comente crimes precisa ser preservada a todo e qualquer custo social econômico e humano, está completamente desnudado. E as pessoas começam a entender que o fato de precisarem de uma ponte para atravessar um rio, não quer dizer que precise ser apenas a ponte que esses criminosos impõe a ela como seus pedágios. Começam enfim entender se querer chegar ao outro lado, vão ter que construir suas próprias pontes suas próprias infraestruturas políticas e sociais e se quiserem se livrar e libertar destes conchavos de monopolistas.

Estamos tendo uma aula prática e intensiva de história do Brasil: uma classe bandida que toma ou já instalada no poder se apropriando do que é o bem comum e privado das pessoas que formam o restante da nação. Ampliando a a expropriação e exploração para sustentar seus domínios políticos e econômicos sobre um território e seu povo. E tudo isso claro pelas grandes metrópoles e impérios a quem servem ainda como feitoria colonial.

Mas a batalha ainda continua. Novas farsas e farsantes não param de ser fabricados. E quando não a novos farsantes para inventar, recicla-se o que há de velho. Não importa. O importante para a manutenção da democracia como farsa eleitoral é que todas as opções aparentemente mais a esquerda ou mais a direita estejam devidamente alinhadas por trás das cortinas de ferro ao centro de poder. E se para tanto precisarem de novo usar o populismo para falsificar ideologicamente qualquer aspiração popular, não exitarão de novo em flertar com o perigo, afinal na pior das hipóteses repetem a história: derrubam o antigo aliado e colocam um biônico.

Seja o velho populismo de esquerda representado por Lula, ou o novo populismo de direita representado por aquele que faz de tudo para ocupar a vaga de anti-Lula, Doria Jr. O importante é que os dois continuem a ser uma farsa tanto para seus apoiadores quanto opositores. Ademais, se considerarmos que a nova farsa em cartaz é do populismo de direita, ter um Lula como vilão, e não nenhum elemento verdadeiramente de esquerda ou novo. É o ideal para consolidar a impostura da nova direita como mero antilulismo. E ela não é só isso. Mesmo não sendo de direita sei que o conteúdo da sua critica não é meramente o fascistoide soft do higienista Dória, ou o hardcore do fascista (na definição mais clássica da palavra) de um Bolsonaro.

Entretanto é evidente que a estratégia de apropriação empregada a esquerda serve igualmente a direita. E o mesmo processo de apropriação e concessão dos bens e posições materiais, também pode ser aplicado no que concerne o monopólio de novas correntes de pensamento: tomando e atribuindo a velhos aliados travestidos como se fossem o novo, os novos ideais.

Na industria da produção de ídolos políticos ocorre a mesma “apropriação”que na industrial cultural e musical. Para cada nova estilo revolucionário inventados pelos negros do mundo, há um branco da casa com berço para assumir e ser projetado em seu lugar perante o grande público. Depois de morto as distorções são corrigidas, e a obra do morto enfim devorada até porque morto não reclama.(…)- Lula e o PT: “a esquerda que a direita gosta”

Aliás para provar que o inverso também é verdadeiro, onde a industria de apropriação cultural, nada se cria tudo se copia, incluso dos branquelos vamos de Beggin (1967) dos Four Seasons que não é daquele grupo…

Trilha sonora para dizer o que eles querem. E por “eles” não estou mais falando da esquerda nem direita, nem sequer mesmo da classe politica corporativamente unida como um todo por trás das cortinas do teatro da farsa burlesca da representação dos interesses populistas. Mas quem de fato banca essa farsa tanto como encenação como sua própria administração dos seus interesses na maquina de redistribuição de títulos, subsídios e dividas e dividendos sobre o tributação (lei-se pilhagem) do patrimônio, trabalho e produção alheia, as vezes ganhando só apostando nesta nação, mas também especulando contra ela, não raro recebendo informações privilegiadas que obtêm diretamente dos seus lacaios governamentais, mas plantando mais do que só informação mas eventos. Enfim, aqueles que como disse dominam tão bem mandar para ter e poder seus desejos que não precisam nem dar a cara a bater para para fazê-lo. O que comumente chamamos da mão invisível do mercado que longe de não chega a ser a cabala de conspiradores do protocolo dos sábios de Sião como querem fazer crer os paranoicos, e não é feita de interesses monolíticos, mas de vários interesses que se fagocitam incluso já na forma punho de ferro das disputas de guerras hibridas entre superpotências Venezuela, ou já guerras de fato ainda que não declarada e feita na terra e carne dos outros, mas guerras totais como na Síria.

Logo não estou aqui mais falando da disputa ideológica pela narrativa se foi golpe ou não. Não Estou falando portanto não só de Brasil, mas de Mundo. E embora ainda esteja falando do maior golpe ou falsificação ideológica da historia de uma forma geral, não estou falando dele mais de uma forma generalizada ao longo do tempo ou da história, mas dele exatamente agora. como agenda ou roteiro e esquema especifico para a atualidade urgente. O que eles querem da população agora que essa loucura reacionária que começa a se revelar de forma evidente até para seus adeptos em todos seus contornos fascistoides, salvo é claro para os fanáticos mais fiéis e claro seus pregadores e lideranças por motivos óbvios.

Há 3 hipóteses. Todas as 3 péssimas. Não só porque em todos os casos o que importa são os interesses de quem está prevalecendo e conseguindo ditar essa agenda, mas porque em todos os casos o resultado é e dá no mesma desgraça para a população.

Isto porque o grupo que soube ler e ouvir o descontentamento com a hipocrisia com o status quo, e soube mais uma vez se apropriar demagogicamente desse sentimento e movimento para se reinventar como nova ordem como falsificação representativa-governamental autoritárias agora populista desses anseios populares. Ou seja a mais nova velha roupagem da idiocracia: reacionária, escravagista, conservadora enfim, esse freakshow fascistoide pornográfico obscurantista surreal que vai dar merda que estamos vendo aí. Neste caso, o velho estatamento oferece resistência enquanto vai tentando se atualizar imitando a agenda dessa ordem. No outro caso, o oposto acontece, é falso discurso anti-sistema que vai entrando nos velhos esquemas e reproduzindo a velha ordem enquanto mantém a nova roupagem demagógica. E enfim o mais provável, os dois grupos que tem interesses ou denominador comum o privilégio da pilhagem legalizada, entram em acordo, de modo que o elemento principal da agenda permanece: privilégio, pilhagem e manutenção do principio fundamental a toda especie de governo onde a população não tem o direito a formar uma sociedade de fato com a primeira e ultima palavra sobre cada nova lei, regime, governo, politica enfim ou seja poder democrático de fato sobre a coisa publica, nenhum poder de decisão real sobre o que interessa os negócios do estados, ou melhor sobre o estado como sócio-proprietário do negócio: o tesouro, erário, o orçamento: tanto como custos a pagar quanto dividendo a receber- a mamata que sustenta todos os parasitas e predadores dos povo e suas riquezas enquanto nações. Minto, tem um poder escolher: escolher que vai roubá-lo e ainda mandar prendê-lo se resistir ou se rebelar contra a tirania.

Enfim, parece que enrolei para dizer o que eles querem afinal, mas não. Tudo isso é muito, muito importante, porque toda essa mentira é como aquela boneca russa, feita de varias camadas, e embora não tenha nada dentro senão vazio da própria falsificação senão desvelamos, nada faz sentido, exceto as pressuposições dessa panaceia, cujo interessa já não é só manter o gado dentro do cercado. É mais do que isso.

Em tempos de crise e agitação, portanto reclamação por liberdade não basta só trazer a repressão de volta. Não, isso não é suficiente. É preciso mais. Eles querem mais de você. Não basta apenas reprimir. A coerção, a repressão, a constrição, a mera imposição da força não é bastante, porque a violência bruta tortura, mata, quebra, mas não domestica, não amestra, não divide, não aparta, não desintegra, não extingue esperanças, nem o anseio por liberdade.

Não, é preciso que aquele que ousou falar, que ousou levantar os olhos e olhar para o futuro, ousou desobedecer, se manifestar, não só se arrependa do dia que se expressou, se afirmou, é preciso que ele se humilhe, se odeie, e seja odiado por se afirmar como livre, é preciso mais, eles querem que aquele ousou se levantar e gritar nas ruas implore; implore não só por perdão, implore por misericórdia, implore para que as ditabrandas voltem como remédio amargo e o protejam contra o mal maior do terror do caos das ditaduras que eles causaram ao pedir.

Eles não querem só seu arrependimento por querer liberdade. Eles querem mais: eles que você implore. Sonhe, fantasie, estime, idolatra, mas sobretudo e todas as coisas implore, pela volta da ditaduras e tiranos de estimação, não importa qual. Não basta apenas lulistas e bolsonaristas alucinados e fanáticos clamando abandonando toda ideia de futuro, para se refugir no seu de volta ao passado onde tudo era menos pior. Eles querem todos presso nesse alucinação amargurada e terrorista contra a liberdade, onde qualquer ditadura menor é melhor do que aquela que pode vir se alguém ousar sonhar em se reclamar sua identidade, emancipação e liberdade. Todos se culpando e amaldiçoando como pretos da casa o dia em que os negros fizeram seu levante e todos foram punidos. Cedendo a lógica de estuprador dos autoritários e reacionários que dizem que a culpa é sempre de quem não se submete calado a sua violação e tirania, provocando sua ira, quando tudo que é preciso fazer é calar e deixar-se ser currado calado.

A pedagogia do medo e terrorismo estatal. Pedra para quem pede pão. Soco na cara para quem quer beijar seu amor na rua. Fome e desemprego para quem quer escolher seu trabalho segundo sua vocação e não privações. Veneno e queimadas para quem pede rios e florestas limpas. Estupro para mulher que pede para sair liberdade do seu corpo. Morte a pessoa que pede liberdade para escolher seu sexo. Chibatada e sniper para o negro que pede igualdade. Trabalho até a velhice para a juventude que ousa se levantar contra a ditadura dos velhos malditos que vivem de sugar a vida das novas gerações. Uma lição dada pelo donos da casa grande e repetida pelos pretos da casa, para a senzala-mundi: odeie e renegue quem é, se divida, odeie e culpe quem se ama livremente; odeie e renegue quem não se curva ajoelha e implora não só pelos seus pecados mas pelos pecados que até não cometeu; cuspa e apedreje quem não se arrepende de ter se levantado, quem não pede perdão por não se ajoelhar, que implora para ser ser amado e cuidado e salvo pelos senhores todo poderosos que o violam violentam e tiranizam. Fodam com o fodido que mais fodido, coitem o coitado quem coitado, e currem o currado que não quer mais ser currado, porque é por causa da desobediência deles que hoje todos sofrem e são punidos ainda mais.

A estratégia de domesticação de lavagem cerebral norte coreana onde quem não só é proibido fugir, mas até se matar, porque quem vai é punido é a família do coitado. Um mundo da disseminação da discórdia culpa e renegação da liberdade onde quem se levanta por solidariedade irá se arrepender se culpar e ser culpado por tamanho “egoismo”, irá se odiar e odiar por ter lutado pela liberdade, se torturar e ser torturado até confessar que a liberdade é o maior erro é a servidão ao menor dos males é o bem maior, até implorar pela volta de algum salvador, não importa qual desde que romancie, fantasia e adore o passado, presente e futuro como sua servidão “voluntária”.

Não. Não me levantei nas manifestações por 50 centavos. Já estava acordado e de pé, antes. Mas apoie. Não não pedi a cabeça da presidenta, pedi a dela, a do Temer, Cunha, e de todos, e continuo reclamando a mesma coisa antes: democracia verdadeira, direta e popular, porque o resto não é só golpe que se perpetua como farsa histórica mas a farsa que se perpetua como história não da humanidade, mas da apologia da insanidade e culto aos crimes a mesma. Crimes banalizados e legalizados contra a humanidade nessa cultura perversa propagadora do mal da supremacia da violência como monopólio preconcepcional sobre o bem.

De modo que o erro desta geração, e não me refiro a que embarcou no mitologia messiânica, mas a libertária, será justamente se arrepender e de deixar se convencer que melhor uma ditadura de merda qualquer, melhor viver sem saber dos males, acreditando que o que os olhos não vem o coração não sente, e morrer vivendo como um perfeito servo-idiota “feliz” numa matriz mentirosa, do buscar a matriz da liberdade da verdade, e a verdade da liberdade. Morrer se esquecendo que vida é liberdade. Caindo de novo na armadilha cognitiva do poder.

De tal modo que se há alguma verdade em nossa constituição é tão somente na sua premissa: todo poder emana do povo e para o povo, e logo a ele cabe dizer não só quem fica ou sai, mas como deve se governar e portanto se rebelar contra toda forma de tirania. E quando digo ele o povo, não digo os mortos, digo os vivos, cada nova geração que tem o direito de fazer e refazer seus governos e constituições de acordo com as necessidades do seu tempo e lugar e não dos desejos e vontades de quem não está nem aqui nem agora. Governar-se em tempo real, não retrogrado, ultrapassado ou num futuro imaginário programado logicamente para nunca chegar.

Se há erro portanto este é acreditar que seja melhor viver na tirania de uma senzala paternalista do que na tirania de outra mais explicita. Dizer que a liberdade matou o paciente, é a mesma coisa que dizer o tratamento do câncer e não o câncer matou o paciente. Dizer que é melhor viver numa tirania menor do que ir até o fim enfrentar a tirania sem suas mascara, é o mesmo coisa que dizer que é melhor viver sofrendo na merda até morrer com um enorme parasita na sua, do que se tratar e viver ou morrer com dignidade por todo o tempo que durar sua vida senão lutando contra essa doença pelo menos não a alimentando como se fosse seu bichinho de estimação. ou pior você o dele.

Quem caiu no conto do sebastianismo. Ok. Pode chorar que faz bem para alma. Mas quem não comprou golpe, que não entre no pior de todos. Principalmente se ainda tiver toda uma vida pela frente. Não, em hipótese alguma jamais deixem que te vendam a ideia que se deve ter vergonha de manifestar, expressar exigir a liberdade que sempre pertencem a sua geração. Não deixem que os erros, fracassos, frustrações e sobretudo as taras e perversões de uma velha, matem o que é de uma nova geração: o direito de pedir passagem. Pedir não. exigir. Porque não é futuro que pertence ao novo é a todos que estão aqui agora presentes como iguais. A voz, a decisão, o direito de decidir emancipadamente no seu tempo e lugar sem tutores. Tem é que botar o bloco na rua mesmo…

Nunca se arrependam nem jamais implore por que é seu por direito: Liberdade. Porque quem pede libertação para quem vive e ganha das suas privações vai ganhar só uma coisa: só mais privações até voltar a implorar por tiranias. Liberdades não são benesses são conquistas, e mesmo quando dadas de solidariamente são sempre responsabilidades sociais que se assumem e nunca obrigações que se impõe ao custo da contrapartida de nada, sobretudo da obediência de quem recebe. Por isso que das tiranias a mais perigosa não é nem aquela que aponta a arma para sua cara e diz abertamente que de despreza e vai te matar. Essa você ao menos sabe quem enfrenta. A mais perigosa nunca é a que atira no peito e na cara, mas a traíra que atira na nuca ou nas costas não raro no campo de batalha. Especialidade dos alpinistas de hierarquia que sempre eliminam os outros para se perpetuar no poder, mas pode chamar pelo nome clássico: lideranças que nunca estão na linha frente. Mas sempre na velhaguarda montados na nova.

Porque nesta vida só uma coisa é motivo de arrependimento as liberdades que não manifestam para concretizar as relações consensuais e comunhões de paz que ficam morrem em sonho. Já perdão quem deve pedir são aqueles que se vitimizam, os tiranos que sentem de fato lesados como se seus privilégios fossem mesmo direitos.

Fodam-se. eles e seus adoradores e advogados do diabo. Tem é mais é que botar o bloco na rua mesmo…

Não, jamais se deixe constranger por afirmar liberdade, mas esteja preparado por os idolatras do poder total fazem sempre o oposto do que pregam: dão pedras a quem pede pão, ódio a quem pede amor, discórdia.E a quem pede concórdia, muros para quem pede abrigo. Guerras a quem pede paz. Segregação e discriminação a quem pede igualdade. Mais ignorância e marginalização a quem pede um minimo de consideração e respeito. Mais obrigações a quem pede mais direitos. Mais escravidão assalariada e desemprego a quem pede renda básica. E mais ditadura, a quem pede mais democracia. Mas sobretudo mais mitos, mentira e autoritarismo e quem pede a verdade da liberdade real. Ou como diria mais pátria acima de tudo (incluso a liberdade) e deus acima de todos (incluso a vida de todos).

Basta olhar para história tanto das farsa ideológicas estatistas em reação aos movimentos de matiz libertária, social e popular. A relação nítida entre esses movimentos, as crises econômicos, ditaduras totalitárias e guerras para entender como a demanda por liberdade não é um reclamação mas um batalha e conquista. Onde o patrio-poder nem o institucionalizado nem o culturalmente difuso fica assistindo de braços cruzados só assistindo.

De modo que se erra ou induz a um erro fatal quando se diz que a tradução dos anseios populares em discurso anti-sistêmico que resultou no autoritarismo. É pelo contrário a reação do pátrio-poder como apropriação a esse anseio popular legitimo contra o estatamento e sua perversão mais uma vez como falsificação populista destinada como projeto de não só de tomada mas de rearranjamento do poder para frustar e reprimir levantes libertários e solidários que produz os autoproclamados chamados falsos remédios ou mal(ditos) necessários. E que se impõe até as ultimas consequências por todos os meios que julga autoritariamente necessários para preservar as suas instituições, posições e relações de poder, incluso a perversa e insana discórdia das guerras genocidas e fraticidas- porque toda guerra é sempre mal insano fraticida e genocidade e tão mais cumpridora da sua função de domesticadora dos que se restam amputados e empobrecidos quanto mais estatopática o for seus perpetuadores que sempre se salvam ilesos e mais ricos em relativamente aos miserabilizados é claro. A diferença entre a produção de poder econômico via desigualdade social e humanitárias que sempre antes de tudo políticas, e a produção de fato de riquezas tanto as mais particulares quanto as difusas inclusive até como bem comum.

O problema da leitura das demandas anti-sistema como uma solução que possa ser resolvida por solução dentro do sistema, isto é da transferência de responsabilidades sociais mais básicas pela delegação da soberania a representantes, é um só: não é só impossível, mas uma falácia. Delega-se funções não poderes como posse controle e poder de decisão sobre a preservação do patrimônio, incluso o ambiental, seja sobre seu usufruto como como dividendos serviços sociais. A transferência de responsabilidade ou delegação de poderes é o equivalente a renuncia a liberdades fundamentais tanto como a participação na propriedades sobre o bem comum como coisa publica, a republica, quanto a participação no regime de tomada de decisões coletivas por igualdade de autoridade sobre a da republica: a democracia. A renuncia da soberania de um povo em favor não só da kracia que vai governa-la.

E nisto esta o maior erro das esquerdas em especial as burguesias de viés senão autoritário sempre tutelador e capacitador, até porque esse é o ganha pão da maioria: desqualificar ou continuar a se fazer de cegas e surdas ao grito de inclusão excluído quando empurra um mito populista qualquer. Porque acha que qualquer tirania mesmo a populista é melhor que a democracia popular.

E aqui talvez nisto venha a se consumar o maior erro da história do Brasil. porque a classe política e a degenerescência desse estado falido é incorrigível e vai prosseguir sem senso nem noção. De modo que vai causar a ruptura do tecido social, e se não matar o burro de tanto fustigá-lo, vai matá-lo na hora que ele empacar ou resolver desembestar contra essa canalhada em ordem unida no poder, salvo é claro a remota possibilidade que ela enfim sobre ela. Solução, que não é solução já que o vai emergir seja via governo ou da força popular será mai autoritarismo e violência da nova do grupo que irá tomar o poder. De um minimo de tomada de consciência da população para finalmente sair desse estado embabado de idolatria dependerá a formação ainda que tardia de uma sociedade minimamente independente e solidária que portanto mereça ser chamada por tal sociedade civil, a base de qualquer coisa parecida com uma nação livre. Um processo que portanto longe de ser passar pela arrependimento negação e renegação da liberdade para se converter no conformismo hipócrita, servil, idolatria do salvacionismo e patrimonialista autoritário e truculento que caracteriza paradigmaticamente nosso sistema governamental, é, e precisa ser, nada mais nada que a adesão a mentalidade, cultura oposta, o paradigma libertário e revolucionário e pacifico e praticante da solidariedade que não só passa longe desse velho sistema, mas é antes manifestamente a sua recusa e negação.

Em outras palavras ou a própria sociedade entente que não é coadjuvante, nem serva, mas é a protagonista daquilo que a população mais vulnerável clama e tem se chamado por anti sistema ou anti estatamento, ou vai amargar mais governos populistas e autoritários, até porque faz por merecer já que mais surdo que esses oportunistas ao grito dos excluídos que caso não tenham percebido num pais de desigualdades monstruosas são a maioria, que na dúvida entre o desgraça e qualquer esperança apostam como todo ser humano que ainda tem vive e quer sobreviver: na liberdade ainda que seja mais a história ou sina da sua vida, mais uma farsa.

Esperança? Podem ser ilusões ou de fato liberdades que se constroem pela força gregária da liberdade quando essa se torna o própria cola e catalizador da realidade e realização do espirito libertário: a solidariedade.

Arrependimento? Claro. Muitos e gigantes. Mas só de tudo aquilo que não consegui fazer por não poder fazer mais.

E para não dizer que a critica é de última hora…

Ou pior que a proposição ainda que tardia seja póstuma:

Bem sabe quem vive fora da bolha: o Brasil não é caso de reforma, é caso de revolução. Não quero dizer violenta, nem jamais autoritária, mas necessariamente revolução.

Não prego nenhum levante armado, mas não há lei ou moral que possa demandar com justiça a renúncia a legítima defesa. Ninguém pode exigir que o violentado evite o confronto se não pode fugir da sua própria vida como sina, nem deixar de viver senão lutando pela subsistência. Ninguém consegue escapar do enfrentamento se sua vida foi reduzida a mera luta pela sobrevivência e a sua terra foi pervertida em campo de violação dos seus direitos fundamentais.

Não. Não se pode exigir que o violentado peça “por favor” para que seus violentadores parem de currá-lo, ou que o faminto espere o dia do julgamento para que se ponha um fim as suas privações. Com ou sem vereditos, simplesmente é nula qualquer proibição ou sentença contra a vida e liberdade; é simplesmente nulo todo juízo contra a autopreservação alheia.

Não há justiça sem proteção igual dos direitos naturais, e a estatização e privatização da natureza contra a pessoa natural, o estado de privação dos meios vitais e segregação dos direitos fundamentais não é apenas ilegítimo, é criminoso. Não há lei ou tribunal capaz de legitimar nenhum monopólio, quanto mais o da violência sobre o bem comum. Nada é capaz de legitimar a obediência e trabalho forçado pela ameaça de privação da liberdade e necessidades básicas.

Nenhum poder supremo pode legitimar o roubo das propriedades naturais, particulares e comuns, nem descriminalizar a servidão dos expropriados pela grilagem legal e ilegal. Simplesmente, não há lei capaz de legalizar os crimes contra humanidade do Estado e suas corporações privadas, ou criminalizar a legítima defesa das pessoas e sociedades contra violação da sua vida, natureza e liberdade, seus direitos fundamentais.

As leis e decretos, títulos e concessões, contra o direito natural não tem outra validade senão de prova dos crimes cometidos por quem se esconde atrás destas personas jurídicas, estatais e privadas, e suas hierarquias. As constituições dos estados de supremacia da violência para monopólio dos meios vitais; o sistema de segregação dos bens comuns para a submissão dos expropriados; todo absurdo imposto como legal e real contra o direito natural e humano, é em verdade apenas a prova por escrito dos crimes de estado contra o povo e a humanidade; a prova do atentado contra a vida e liberdade de cada pessoa natural. É a prova do estado criminoso instaurado contra os habitantes dos territórios estatizados, forçados ao trabalho alienado pela privação dos meios vitais e expropriação sistemática das suas propriedades naturais particulares comuns por tributação.

Não se deixe enganar: se as pessoas não se levantam ou manifestam contra seus usurpadores não é por respeito ou consideração, mas por temor e até esperança. Ou como diz a sabedoria popular: não se deve contrariar maníacos e fanáticos, principalmente se armados- não sem uma boa chance de rendê-los. Eu que nunca fui muito esperto, nem paciente, mesmo indefeso, prefiro me arriscar, e viver e falar o quê penso; até porque se for para ter minha vida e liberdade negadas, que este crime seja descarado e se acobertada que não com meu silêncio.

Não, não será com meu silêncio que os supremacistas fabricarão nenhum falso consentimento tácito para violentar a mim ou aos outros. Não tenho como impedi-los, mas terão que cometer seus crimes na qualidade do que são de fato: criminosos e não autoridades. Não, eu não dou nenhum consentimento a nenhuma forma de violência, quanto mais ao monopólio dela. Não há conspirações. Os hipócritas arrogantes, senhores da violência e da terra, governam o mundo a luz do dia, da lei e da ordem, posando de benfeitores e protetores dos outros contra a vontade alheia. E não mandam e desmandam porque os violentados não reagem e protestam, mas sim e simplesmente porque os violentados estão imobilizados e silenciados. Não, não é porque ninguém levanta armas contra os armados, nem se diz nada contra a violência que se pode supor que se concorde com o domínio das armas e da violência.

Estadistas e revolucionários autoritários estão ambos errados, quem não faz ou diz nada contra algo ou alguém não pode ser tomado nem julgado como omisso nem muito menos apoiador. Muito faz quem age e fala de acordo com seu livre pensamento, mas também quem vive em paz fazendo o que pode, e quando pode, pela liberdade. Até porque para que todos vivam em paz não é necessário que sejamos revolucionários ou libertários, só é preciso que as pessoas façam e não imponham, façam ao invés de impor suas ideologias.

A consciência é algo tão natural quanto crescer e se tornar adulto, e nunca se sabe quando o emancipado demandará por sua independência. Mesmo a pessoa presa e acorrentada numa caverna com medo da luz pode a qualquer momento querer sair da bolha e experimentar o mundo lá fora. A verdadeira revolução não ignora o espaço-tempo para emancipação de cada pessoa, não passa por cima das consciências, a revolução é o movimento de libertação dos lugares e tempos para que as pessoas possam conceber a si mesmas e seu mundo em paz.

A legitimidade não é coercitiva porque o direito a liberdade não é constrição. E é tanto prepotência alheia supor que as pessoas não farão nada, quanto o oposto: que elas são obrigadas a fazer algo, seja resistir, seja revolucionar. Nada, nem ninguém pode negar o direito natural e legítimo de cada pessoa de se levantar e se defender contra seus violentadores ou contra seu estado de privação, nem jamais absurdamente condicionar este direito a obediência e este estado ou destituí-lo pela falta de desobediência civil. E isto quer dizer que, não só nenhuma pessoa pode ser forçada a fazer nada ou obrigada a deixar que façam algo contra sua vontade (seja em nome disto ou daquilo); mas quer dizer, que aquele que decide não reagir, jamais perde o direito de a qualquer momento se levantar e livrar da violência e privação, e se defender legitimamente contra seus protetores ou libertadores- chamem-se eles autoridades ou revolucionários.

A violência não é apenas agressão, é sobretudo a privação alienadora. E se impõe não apenas por ameaça, mas pela inversão de valores e imposição de preconceitos e predeterminações. Violenta é toda força que toma os meios vitais e a liberdade para fazer deles a propriedade alheia, dos seres como coisas. Violenta é a força que impõe como realidade e legalidade a farsa da propriedade estatal e privada contra a natureza e as pessoas naturais. Violenta é a perversão realista e legalista dos direitos naturais em favor dos estados de segregação dos povos; e criminosa é esta impostura da liberdade tanto como a obrigação de impô-la contra os outros, quanto à pressuposição de renúncia em favor do poder.

Qualquer liberdade imposta é palavra vazia, é o discurso contra a prática e em verdade não é liberdade, mas de fato poder. Qualquer pressuposição de consentimento por falta de manifestação contrária a um domínio violento não é apenas absurda, é forçada e criminosa. As vítimas jamais poderiam ser julgadas pela sua falta de reação, nem os crimes legalizados pela intimidação das testemunhas e silenciamento dos inocentes. Não, a falta das condições mais básicas para resistir, levantar, ou até mesmo protestar, não pode ser tomada como consentimento tácito. Pelo contrário, é perverso e hediondo atribuir ao violentado consentimento sob ameaça de violência e privação dos seus direitos mais básicos.

Não. No poder ou no estupro, quem cala NÃO consente. Supor que o silêncio do povo é seu consentimento tácito ao Estado é o mesmo que afirmar que o estupro de quem não reage não é crime porque “quem não grita e não reage… consente”. Não, é pior. O poder é ainda pior, porque nem todo estuprador detém a força legal para criminalizar a própria reação da vítima e fazer dos seus crimes lei e justiça. Não é por acaso que de todos os crimes de Estado contra povos, classes, gêneros e gerações, é contra os direitos naturais da mulher que o caráter violentador e perverso do pátrio-poder fica mais explícito. E se você está ofendido com a comparação ou acha ela indevida, é talvez porque ela seja mesmo indevida: nem todos violentadores somados ao longo da história violaram e estupraram e mataram tanto quanto os homens a serviço dos Estados e seus deuses.

É absurdo, mas o poder supremacista não apenas exige obediência incondicional dos submetidos ao seu estado de violência, como intimida e imobiliza legalmente vítimas e testemunhas, criminalizando toda tentativa de denúncia ou defesa contra seus crimes! E o mais revoltante de tudo isto, é que como todo violentador convicto, a autoridade, não apenas viola descaradamente, mas alega que o quê faz não só é absolutamente necessário como é o melhor para todos, inclusive para a vítima! A essa perversidade de dizer que ela merecia ou mesmo “estava pedindo” calada por tudo o que se faz contra a vontade da pessoa humana dá-se o nome de “consentimento tácito”.

No sistema de legalização da violência pela supremacia da violência, o culto ao poder se racionaliza pela lógica do absurdo: o violentado não tem direito de resistir contra uma autoridade entitulada porque deu calado seu consentimento para que ela agisse não só em seu nome, mas contra ele e sua vontade. E não adianta dizer nada, porque nenhum outro entendimento conta; o único entendimento que vale é da autoridade. Simplesmente, não adianta se manifestar contra a autoridade; ela não é apenas ignorante, ou se faz de; ela faz da ignorância o seu dogma tanto no agir sem pensar quanto no pressupor sem ouvir. Não adianta gritar nem com eles, nem muito menos para eles: Toda autoridade ouve e pode ouvir muito bem, até o que não deveria, mas só escuta e responde quando quer.

O consentimento tácito é uma farsa. Uma falsa pressuposição. E não é feito só do silêncio de todas as vítimas inocentes ou das testemunhas caladas pelo estado de violência, mas antes da pressuposição de que a voz dos violentados não tem valor perante a dos violentadores devidamente legitimados pelos títulos de posse, autoridade e poder. O poder é a prepotência da preconceituação, e se institucionaliza como segregação pela discriminação imposto pelos próprios supremacistas, se arrogando donos do mundo não apenas como ele é dado naturalmente, mas como eles o querem que seja — artificial e distopicamente.

Em outras palavras, para eles, somos todos iguais… menos eles; ou mais precisamente, somos todos a mesma coisa… exceto eles. De fato, somos todos iguais, mas não em autoridade sobre o bem comum, não em liberdades fundamentais, mas sim em submissão a estes supremacistas, que se arrogam a autoridade para predeterminar quem não são os sujeitos e quem são seus meros objetos. Contudo, será justamente pela solidariedade entre os discriminados em liberdade e segregados em autoridade; pela solidariedade entre os iguais em privações que virá a revolução restauradora da dignidade dos direitos naturais; restauração não só da liberdade fundamental como usufruto dos meios vitais, mas como igualdade de autoridade sobre o bem comum.

A origem do poder é a discriminação dos seres humanos e a segregação dos direitos naturais. Os estados são apartheid de povos, classes, gêneros e gerações. É a segregação dos bens comuns e usufruto dos meios vitais. É a subtração das liberdades fundamentais para institucionalização da desigualdade de poderes e autoridades. É a privação dos meios de vida para imposição de obrigações sobre os destituídos de direitos naturais. O poder não é só a violência da repressão, mas antes e depois a prepotência que se impõe pela privação, geração após geração, predestinando quem serão os sujeitos que controlarão o mundo natural e quem serão as pessoas reduzidas a coisas e engrenagens deste mundo-máquina desnaturado como corpo artificial, privado e estatal.

O consentimento tácito não é, portanto, a ditadura da opinião da maioria (ou minoria) a revelia da vontade manifesta de cada indivíduo; não é apenas a pressuposição de validade da imposição de uma opinião amalgamada contra o livre entendimento entre todos; é rigorosamente a imposição de uma vontade coletiva fictícia pela negação das condições fundamentais a liberdade de manifestação de cada um. É a ditadura da preconcepção absoluta como vontade única do todo contra a vontade e o consenso de cada pessoa em particular. A imposição a força de uma falsa vontade coletiva pela negação da plena liberdade de expressão e livre associação das pessoas naturais. A intimidação da livre comunhão de paz, consciente e solidária, pela imposição violenta da preconcepção ignorante de um estado totalitário de inconsciência coletiva.

O consentimento tácito é assim, tanto o produto do silenciamento dos povos e pessoas através da violação da liberdade por censura e imobilização, quanto da falsificação da legitimidade pelo mito totalitário da vontade coletiva- imposta não por acaso por ídolos e signos autoritários de poder. O mito da vontade coletiva, do todo contra a vontade de cada um. Este delírio cultural de idolatria ao poder e culto ao absoluto constituinte dos leviatãs é mais do que uma mera condição mental de conformação, é uma condição ambiental e psicológica de alienação arquitetada e engendrada antes de tudo pelo trauma violento da privação dos meios naturais e necessidades vitais.

Não existe servidão voluntária,nem como fenômeno nem como condição. A vontade da pessoa contra sua pessoa natural não é senão, a perversão da institucionalização do comportamento condicionado não apenas contra a manifestação da sua própria livre vontade e vocação, mas contra as condições materiais e emocionais para o desenvolvimento humano e natural. Mais do que alienação, a “servidão voluntária” é possessão; rigorosamente o comportamento condicionado imposto contra a vida e a natureza do próprio possuído, do condicionado a servir.

Entretanto há que se admitir: quando o violentado passa a crer neste tipo de mito de dominação de que “quem curra ou deixa ser currado, o faz para seu próprio bem e o dos outros”, quando passa histericamente a renegar a paz e a vocação dos outros para satisfazer os desejos de posse e poder alheios; ele deixa de ser apenas um fanático alienado para se tornar idólatra possesso. Ao dar corpo ao mito, o idólatra não gera nenhuma “vontade coletiva”, mas definitivamente alimenta com sua própria anima o mais demente e perverso de todos fenômenos geradores de guerras e discórdias entre os povos e pessoas: alimenta a egrégora dos violentadores e violentados, não só mais submissos e conformados, mas absolutamente obedientes e crentes de que todo o mal é “necessário” para seu “bem maior”- e não importa contra a vida de quem esse mal se volte, mesmo que seja a sua.

Não, mas nem matando. A desinteligência que subtrai a livre consciência e constitui o comportamento condicionado de manada dos coletivos alienados não justifica nenhum estado de poder ou movimento para sua tomada. Nenhuma cultura, culto idólatra ou ideologia pode se impor como ordem ou estado contra a livre vontade de ninguém, quanto mais arrogar para si como se fosse a própria realidade ou legalidade prepotente e absoluta a ordem livre e natural dos fenômenos. Essa simples ameaça totalitária inerente a toda cultura supremacista e monopólio do poder, esse simples movimento para deflagrar tal violência contra o direito natural de qualquer ser humano não apenas permite a legítima defesa, gera a demanda pela proteção e defesa mútua.

Se esses movimentos de defesa ou libertação serão chamados de golpes ou revoluções, não é o discurso dos seus teóricos ou a desinformação e contrainformação da propaganda alheia que irão qualificá-los ou desqualificá-los, mas sim a congruência do seu discurso com sua prática. Princípios, objetivos, boas intenções e promessas não legitimam nada; são os atos que determinam na prática a legitimidade dos meios, não só verificando quais são os verdadeiros princípios e objetivos, mas se os discursos são de fato legítimos enquanto práxis. Fora do arcabouço das racionalizações do poder, os fins jamais justificam os meios; fora da caverna, são sim os meios que sempre determinam a coerência dos fins com os princípios.

A liberdade não precisa da imposição nem pressuposição de nada, nem mesmo da suposição de verdade ou aceitação do seu discurso. Pelo contrário, a liberdade é, por definição, discurso que não só compreende a contraposição alheia ou sua futura contradição, é por coerência o discurso que deve defender tal compreensão, deve defender a coexistência dos divergentes e opostos; a validade de todo contraditório e contradição enquanto discurso- inclusive do próprio discurso de poder contra a liberdade. O que determina a legitimidade não são seus princípios ou finalidades, mas os meios postos como prática. De modo que a paz e a liberdade não se legitimam com discurso, mas somente em ato. Princípios, finalidades, discursos não justificam estados ou revoluções, apenas a liberdade como meio posto em prática. Somente os atos de legítima defesa da paz e liberdade justificam estados ou revoluções.

A liberdade é o discurso que só se pratica enquanto legítima defesa da paz contra os estados de violência, e nunca a prática de imposições de discursos, como moral, legalidade ou pior como monopólio da violência contra própria paz e liberdade de fato. Não é, portanto a revolução libertária, mas os golpes e estados reacionários que carecem da arrogância e prepotência das verdades absolutas, tão fracas e antinaturais que para ter “validade” precisam ser impostas a força. Não são os estados e revoluções pela liberdade mas os golpes e crimes contra ela que carecem de mitos de poder supremo e vontade coletiva para impor a hipocrisia da sua lógica arbitrária e absurda da pax pela supremacia da violência e dos violentos. É o estado de poder e seus projetos de violência que precisam de “mal necessários”, “bem superiores”, desigualdade de forças e autoridades para justificar o injustificável, para racionalizar a expropriação de propriedades e liberdades fundamentais e impor seus ídolos todo poderosos e culturas supremacistas.

(…)

Justo e legítimo, portanto não é o suposto consentimento tácito, sádico e masoquista dos violentadores e violentados, mas a suposição que sem consentimento explícito, toda hierarquia ou relação de poder é criminosa. Legítima, portanto, não é a suposição de consentimento ao monopólio da violência, mas a suposição de esperança de liberdade de todos que mesmo sem poder se manifestar contra, por óbvio não consentem com sua violação, mas esperam sim por justiça e pelo dia da libertação.

(…)

Legítimo, portanto não é pressupor que quem é violentado, encarcerado, torturado e escravizado, quem está passando por privações ou sofrimentos esteja concordando ou esteja conformado com sua condição, mas justamente o contrário. Legítima é a suposição que os povos submetidos aos monopólios dos meios vitais dos supremacistas da violência estão sim à espera de liberdade; a espera de uma oportunidade pra se livrar dos seus violentadores e privações. Legítima é a suposição de esperança por independência deste estado de pobreza, ignorância e servidão. A espera do momento para se livrar do estado mais pervertido da historia: o do mal necessário como bem estar social, a ditadura dos valores absolutos que predeterminam o bem para o impor como mal.

Legítimo é, portanto as pessoas em sociedades livres do mundo demandarem que os representantes dos seus cultos nacionais, religiosos e científicos celebrem e renovem periodicamente contratos sociais como cada um dos seus crentes, contratos que manifestem explicitamente o consentimento de cada um deles, não apenas sobre suas autoridades e governantes eleitos, mas a concordância com o sistema que o governa. Quem precisa justificar que as pessoas querer viver em seus estados distópicos, que elas aceitam seus dogmas, são aqueles que se arrogam representantes dos povos confinados nas fronteiras imaginárias do seu geopoder e saber. São eles, prepotentes e prepotências, que precisam apresentar o consentimento explícito de cada membro da população que ele rege que há concordância explícita não apenas com sua representação, mas com o regime de alienação dos seus bens naturais e meios vitais. Para poder viver novamente em sociedades livres, as pessoas não precisam provar como viveriam sem os monopólios da violência, mas para (pelo menos tentar) descriminalizar seus domínios, são os violentadores que devem provar que não exploram dementes ignorantes ou simplesmente pessoas pobres demais para ir contra eles.

O mais absurdo e perverso da cultura de dominação é a inversão de todos os valores. A estratégia de dominação do poder não é só a da lógica da ditadura realista, mas a do realismo absurdo: a inversão do ônus da prova contra as vítimas. Os supremacistas não só justificam descaradamente a violência dizendo que os violentados concordam com sua violação porque, não protestam e não reagem, mas são ainda mais canalhas: se contestados não só exigem que se demonstre alternativas viáveis ao seu poder da violência, como se arrogam o autoridade para julgar se estas alternativas são “razoáveis” ou não! O cúmulo do absurdo da violência supremacista é que ela se impõe como única realidade possível pelo próprio monopólio da violência. Não só desqualificando automaticamente qualquer proposta que não contemple a submissão ao seu monopólio como ilegal e irreal, como criminalizando e perseguindo toda proposta concorrente e divergente.

Mesmo que outras formas de vida e relação não existissem, mesmo que outros mundos possíveis além do monopólio da violência não fossem uma mentira; e mesmo que as pessoas não conseguissem mais viver fora dos cativeiros institucionais, ninguém jamais pode dizer: “quando você me apresentar outra forma de nos relacionar eu paro de te violentar”. O fim da violência como prerrogativa de estado não exige a apresentação de outro mundo possível, ela é o mundo não apenas possível, é o mundo necessário. É a demanda que se auto justifica e, uma vez manifesta, não admite protelação ou condicionamento. O fim do monopólio da violência é justamente a demanda que não atendida, ou seja, mais uma vez reprimida legítima a defesa da manifestação de paz com toda a força e meios necessários. Legítima a mais justa de todas as revoluções a defesa da liberdade e da paz.

Na verdade a palavra crime não é suficiente para classificar a perversidade deste sistema de autolegitimação da violência pela violência, nem a palavra conformismo é suficiente para qualificar quem aceita conscientemente a desqualificação da liberdade como irreal ou o monopólio de qualquer coisa como legal. Nada é mais insano do que legalizar a violência como estado afirmando que a realidade é violenta pela confirmação desta realidade com a prática da violência como estado. Isto não é apenas loucura, é perversidade. E é findando com qualquer pressuposição de legitimidade da violência, qualquer tolerância com os violentos ou validade da sua imposição ou racionalização ideológica que podemos dar o primeiro passo para sair do estado dela!

Não, a revolução não apenas é uma necessidade legítima, mas crescente. Porque em sua forma final, a lógica perversa do poder não é só supremacista, é totalitária; e não se contenta apenas em criminalizar a legítima defesa, precisa criminalizar a própria paz. Não pague para ver; no fim de toda crise sistêmica, há o massacre de pessoas de paz para salvar os domínios, dos monopólios da violência; Há o extermínio dos povos pacíficos e pela mais absurda, teratológica e nazistas das racionalizações criminosas: quem não se defende contra seus agressores, quem que não luta pela sua autopreservação, não é gente, não merece viver, merece o holocausto. Deixe a cultura do poder pela violência prevalecer e eles não irão apenas desqualificá-lo como gente ou subtrair seus meios de defesa e resistência, vão executá-lo por não ter resistir e reagir contra seu monopólio violento. Vão sentencia-lo a morte porque você não se levantou contra eles.

O poder não é só perverso e psicopático é um culto demoníaco. Ele não se contenta em fuzilar bombardear, queimar em fornos, envenenar e ainda dizer que a culpa é das vítimas. Ele é declara guerra contra a paz e humanidade e diz que quem não está disposto a matar e violentar em nome do poder e dos todos poderosos não merece viver. Diz que quem morre sem erguer a mão contra seu inimigo, não é mártir, mas um covarde. Como se as pessoas fossem obrigadas a viver dentro da ditadura das guerras, confrontos e disputas e poder, como se todos que tivessem que estar presos na mesma egregora da discórdia. Não a paz não é a passividade diante da violência, nem o levante contra os inimigos é renegação dos estados de violência e suas disputas de poder. É a revolução contra a toda prerrogativa de violência e poder. A deposição da ordem perversa da discórdia suas corporações e fanáticos.

O problema da paz na terra não é de falta de alternativas pacíficas, mas a submissão do bem comum ao monopólio da violência, impedindo a emergência de qualquer alternativa concorrente de paz pela absurda inversão da exigência de renuncia a legítima defesa por parte dos violentados ao invés do fim imediato e incondicional da violência por parte dos violentadores! Não é preciso tomar nem redistribuir nada a força ou contra a vontade de ninguém, basta que o equilíbrio das forças seja retomado, pela distribuição simétrica de forças entre todos. E isto não é feito com armas ou sem, mas sim pela legítima defesa contra a violência da desigualdade de autoridades impostas como estado de segregação sobre o bem comum. Se negue a servir a qualquer comando de violência; proteja o que não deve ser objeto de posse de ninguém e você já está renegando a violenta centralização do poder.

O estado de paz não é apenas uma trégua entre os conflitos, mas a neutralização tanto das causas geradoras dos conflitos, quanto da centralização de poderes que permitem as agressões sem causa, com motivações falsificadas. Ou absurdamente racionalizadas pela impostura de realidades alienantes. A resistência contra a violência do poder e privação das vocações e liberdades será dada pela legítima defesa da igualdade de autoridades para a garantia de liberdade fundamental pela provisão mútua de liberdades fundamentais como meios vitais. Porque se as forças estão distribuídas entre todas as pessoas, os poderes centrais perdem sua força de constrição pela privação, e as pessoas recobram os meios para sustentar a resistência e manter um equilíbrio de forças de paz através da garantia de liberdades fundamentais para todos.

Sistema retroalimentado e autossustentado de liberdade e igualdade pode tanto se iniciar pela garantia voluntária de liberdades fundamentais como meios vitais, quanto pela distribuição de forças pelo reconhecimento espontâneo da igualdade de autoridades sobre os bens comuns. A desobediência civil a não-violência, a legítima defesa e até mesmo o boicote podem ser atos legítimas necessários e uteis contra os crimes estatais e privados, mas nenhuma estratégia é o fator determinantes a libertação, porque a liberdade não é uma questão estratégica mas de consciência. Não é preciso rasgar dinheiro nem confrontar forças armadas, basta única e exclusivamente não idolatrá-los; não servi-los sem ser forçado: não reconhecer sua legitimidade se não for coagido, e jamais usar deles para obter vantagem contra os outros. Tudo o mais que se faz, além disso, implica em risco, e é mérito de quem assume voluntariamente essa responsabilidade de paz e liberdade.

A revolução é a quebra da absoluta certeza de inercia e inconsciência dada como estado pelo movimento de profissão da fé na liberdade como razão de ser. É a ruptura dos estados de dominação da ignorância como Estado. A revolução é antes de tudo revelação porque o movimento em direção a luz da liberdade é voluntário, espontâneo e natural. Deixe as pessoas viverem em paz e usufruírem livremente dos seus direitos naturais necessários a vida, que a violência e culturas primitivas de supremacia e idolatria como condição e prática desumana decairão por falta de territórios para cultivarem seus estados de pobreza e ignorância fabricada. Sem o subsídio da segregação dos direitos naturais, a centralização do poder decairá por obsolência e de fato pela mais natural de todas as seleções: a da harmonia solidária tanto para cooperar no necessário quanto para competir pelo demais.

A escravidão jamais será abolida meramente pela proibição da posse de um ser humano pelo outro, mas pelas garantias de que todos os seres humanos tenham o mesmo direito natural a liberdade- e não no papel, mas de fato. Da mesma forma a privação não será abolida por nenhuma proibição a posse exclusiva dos meios vitais, mas pela garantia de acesso a todos sem nenhum tipo de segregação aos meios vitais. A natureza não se protege proibindo sua posse exclusiva por alguém, a natureza não é propriedade de todos, mas de ninguém. A natureza não é propriedade para ser tomada ou consumida, seja para ter um meio ambiente seja para ter sua parte nos rendimentos básicos necessários, toda a pessoa tem direito de proteger a natureza com a mesma força necessária e proporcional com que defende sua autopreservação.

O poder só é monopólio, só é “mal necessário” e o “único provedor do bem” porque persegue e elimina toda a livre concorrência para a produção do bem comum e serviços sociais. O Estado é o cafetão que obriga a pessoa a se prostituir, e que quando ela diz que quer ir embora ele pergunta: mas como ela vai se proteger sem ele? O estado de poder é a justificação da violência pela própria privação dos meios necessários para se escapar dela, a desqualificação da liberdade como uma possibilidade real pela legalização da violência como meio de ameaça velada (e se necessário explícita) para impedir a independência das pessoas e dos povos.

Claro que jogar luz sobre a estratégia perversa e a lógica absurda do poder só libertará a consciência de quem quer se livrar da sua ignorância e perversidade. Os megalomaníacos possessivos-compulsivos, os tarados por ter poder, os supremacistas preconceituosos e hipócritas não vão se converter em pessoas menos falsas e violentadoras apenas porque a sua farsa está nua. Contudo, sem suas máscaras politicamente corretas, os moralistas tem que ir para as ruas como são: se quiserem continuar a exercer a sua autoridade desigual contra a vontade de quem não consente, tem que largar seus disfarce de benfeitor e justo e assumir o que são: violentadores.

A manifestação da contrariedade obviamente não abole instantaneamente o estado de violência, mas ao expor os criminosos pervertidos que carecem do silêncio das vítimas e testemunhas, põe fim ao próprio estado de cegueira, de violência velada que alimenta o vácuo social necessário ao conformismo e alienação. Parece pouco, mas quando já não são mais os violentados que precisaram explicar porque estão fugindo, mas sim os supremacistas porque discriminam e perseguem os expropriados; quando não for mais preciso coragem não para ser livre, mas para ser um fascista e se impor violentamente contra a vontade de qualquer um, a egrégora do poder pode não estar deposta como organização criminosa, mas estará deposta como Estado. Quando o culto ao absoluto morre como cultura, a idolatria supremacista, o mito do estado de poder total se reduz ao que naturalmente é de fato: alucinação histérica.(…)- REVOLUÇÃO ECOLIBERTÁRIA UM

Já sei onde isso vai dar, isso depende justamente se vamos abandonar nossas responsabilidades soberanas de viver com um mínimo de dignidade para matar no berço o direito de mais uma nova geração e poder viver em paz com liberdade:

As verdadeiras revoluções não foram feitas por tecnologias nem lutas de classes, mas pela superação da ditadura das realidades, a transgressão de preconceitos de classes, gênero e etnia e sobretudo gerações. E as revoluções legítimas não são as que deflagraram os conflitos entre as realidades possíveis, mas as que romperam as causas e consequências predeterminadoras dos confrontos, transcendendo a ditadura das sempre ultrapassadas realidades distopias pela concepção de utopias não para o futuro, mas como a nova atualidade para algum lugar ainda que só por algum tempo.

As revoluções libertárias não são materialista ou idealista, é transcendental e jusnaturalista. Não é o movimento restrito ao espaço-tempo materialista e predeterminista, mas o espaço-tempo constituído pelo movimento das forças libertárias como nova materialidade auto-organizada e autodeterminada não por conjuntos fechados e seus elementos, mas por redes abertas e suas conexões não restritas aos espaços virtuais das telecomunicações e internet, mas restituída nos territórios e calendários naturais.

A mera tecnologia da informação não fará o século XXI um século revolucionário, porque a tekne não é metis e a tecnologia da informação não redunda necessariamente em sociedades abertas de informação, mas tanto na sua possibilidade quanto no estado de vigilância total. A libertação de Metis desta síndrome de Cronos se dará pela recobrar da consciência, a simples retomada da próprio-concepção dos seres pensantes como seres pensantes. A cura da normose pela negação dos lugares comuns, questionamento de tudo está fora de questão e consequente co-significação de uma nova forma de vida.

Não é a tecnologia que cria as invenções, mas os novos paradigmas, as novas visões de mundo que fazem o homem ver aquilo que para ele sempre foi plano como redondo. Sistemas não são feitos de engrenagens, nem elétrons, nem de luz, mas de padrões auto-organizados: são feitos de códigos que constituem seres, ou o que é a mesma coisa, seres constituídos por códigos. A existência é o produto das forças que ordenam os padrões, que em sua forma mais fundamental é incerta, livre e espontânea ou simplesmente criativa. O intelecto criativo que concebe sua auto-organização, se constitui e governa. O corpo que reproduz padrões predetermina a ordem preconcebida, delimitando os limites da percepção não só dos seus dominados, mas da sua própria cognição.

A revolução do século não será de classes, mas da desalienação das gerações. A revolução do século será milenar, será feita da morte de mitos e bestas, a libertação das egrégoras. A revolução do século XXI não será uma revolução da informação, será a revolução do novo contra o velho, será a revolução da restituição da ordem livre e natural da vida. Será a revolução das gerações que tiveram sua vida negada pelos seus próprios genitores que, não apenas consumiram todos os seus meios comuns e vitais, insistem em usar de todos os meios para permanecer no controle privando as novas gerações não apenas do que eles extinguiram, mas dos que eles fazem questão de enterrar com eles, para que ninguém senão eles, possa um dia ter usufruído delas. Será a restituição do direito natural da próprio-concepção, autodeterminação pelo usufruto do bem comum de toda geração presente e futura.

A revolução é anti-patriarcal e feminista, ela se levanta contra essa forma de pátrio-poder que se julga proprietária não apenas dos corpos, tempos e espaços, mas do poder conceptivo e geracional. Os patriarcas e patrimonialistas não se consideram apenas donos do mundo eles se consideram donos das pessoas e seus destinos, acreditam que tem a prerrogativa de pré-conceituar todo sentido da vida alheia, ou até mesmo delimitar as próprias possibilidades de significação da existência e coexiste. É o levante contra esta ditadura da ilusão que aquilo que aconteceu hoje deverá acontecer amanhã, que tudo que está deve continuar sendo ad eternum contra tudo e todos até o juízo final. O levanta contra o estado perpetuador da desilusão de o velho é e deve ser eterno, e cabe ao novo apenas envelhecer e morrer a serviço do mesmo.

O poder é antes de tudo uma doença, uma praga que faz da humanidade um inconsciente coletivo predador. Uma nuvem de gafanhotos carnívoros, devorando uns aos outros e todo planeta. E se os estados de poder não extinguir a vida ou a humanidade antes, certamente promoverá a maior eugenia positiva e negativa da historia, não apenas sobre as outras classes, povos ou etnias, mas sobre suas próprias descendências privadas de um lugar natural num mundo sem espaços naturais nem tempo livre.

Se esse homem alienado atingisse agora sem revolução ou evolução a capacidade de não morrer de causas naturais, não é a morte que teria um fim, mas as novas vidas. As guerras, roubos e assassinatos continuariam havendo para ter tamanho privilégio, o que desapareceria do mundo seriam as crianças. Quanto maior a fantasia de ter e poder, menor a vontade de conceber e criar em todos os sentidos. O homem com fantasia de juventude eterna e poder total tem ojeriza ao envelhecimento e a morte como parte natural da vida, sua ojeriza quase que monárquica a ceder seu lugar na terra, irá simplesmente matar o filho antes que ele nasça nos seus campos de concentração do trabalho alienados precarizados.

Sem uma revolução, teremos o ápice da sociedade ocidental não só como velhos infantilizados e plastificados, mas como um mundo infanticida, sem sexo, nem crianças. Um mundo de velhos decrépitos e caquéticos, a imagem e semelhanças de seus deuses e estados. A velhice de quem decidiu apodrecer em cima da terra, ao invés de baixo dela. Espíritos possessores definitivamente encarnados.

O velho é sábio não quando envelhece, mas quando descobre que a sabedoria vem sempre do novo. Porque se a verdade não está no que se fala, mas naquele que ouve e pratica. E cada nova geração precisa não apenas do seu tempo livre, mas do espaço natural para compor seus entendimentos próprios e comuns da verdade, mas seus discursos para as próximas gerações.

A revolução é a libertação da natureza contra esse patriarcalismo que tenta destruir tudo que é geracional. Tudo que é conceptivo, tudo que é vida. A revolução é o ato de destituição daqueles que insistem em perverter a ordem natural da vida e não dar lugar aos seus filhos. Não dar lugar ao novo. Infantilizando eternamente as novas gerações umas após as outras, fazendo de um jovem cheio de potencial para se governar num velho servil cheio de tiques e frustrações, cheios de taras de mando e desmando sobre a vida dos outros.

É óbvio que a revolução não é violência nem a perseguição dos velhos ou suas propriedades, pelo contrário é a defesa do direito de todo ser humano contra o crime de monopólio de quem, jovem ou velho, se julga dono ou herdeiro do mundo só porque chegou primeiro na terra, ou pior porque seus crimes são antigos e fazem parte da história. Crimes contra a humanidade não expiram, ainda mais quando continuam como crimes contra a liberdade de quem nasceu e por estar vivo tem direito natural não apenas a vida e aos meios vitais, mas de usar de toda a força necessária para defender a preservação da sua vida em paz.

O legado da miséria não se perpetua com o nascimento de outro ser humano, mas com o prolongamento artificial do poder da egrégora dos possessores das pessoas naturais e da natureza; se mantém com a perpetuação da desnaturação da vida. A miséria nunca esteve no ser que nasce nem no que morre, mas do que não vive e não deixa viver, e mata tudo que nasce para não deixar crescer.

Não, a revolução não será feita pela mera apropriação das tecnologias, informação ou saber, mas pela reconexão a fonte natural e criativa de todo conhecimento: a liberdade, tanto como meios vitais quanto direito sagrado e inalienável de autodeterminação dos povos e pessoas com soberania igual compartilhada sobre a natureza como bem comum e direito natural de cada pessoa e todas as gerações.

(…)

A revolução não é discurso é prática, não é o fim é meio, não é status é movimento. Não pertence a nenhum século nem a nenhuma geração, ela é do novo atemporal que se levanta por sua liberdade e criatividade contra tudo que já deveria estar ultrapassado. E que o novo venha e supere todo velho poder monopolista e violento que tente se colocar contra ele. Porque o velho não precisa ser sábio para não ser um canalha que se posta contra o novo, basta ele não encercar mais os seus caminhos.

Velhos corados e entronados do mundo saiam do caminho e das costas dos seus filhos! Filhos do mundo tomem o trono e as coroas dos seus pais, e deixem um legado para seus filhos, um mundo sem tronos e coroas. Sem velhos maníacos por ter e poder.

E Quem quiser entender que entenda o natural, o livre e o novo, são princípios criativos que se encontram eternamente no ponto futuro não meramente da possibilidade, mas da atualidade. E ainda que jamais tenhamos olhos para ver esse tempo ou esse lugar, este novo mundo que criamos virá. Porque o futuro é o fruto de quem gera o novo. Assim como a criação é o fruto da Liberdade. -REVOLUÇÃO Final

Epilogo

Mas e a tal da elegia a Giordano Bruno?

Não a fiz?

Sem problema, tem uma aqui muito boa, Evanildo da Silveira, de São Paulo para a BBC Brasil:

Quem foi Giordano Bruno, o místico ‘visionário’ queimado na fogueira há 418 anos

Há 418 anos, em 17 de fevereiro de 1600, uma quinta-feira ensolarada, Roma presenciou um espetáculo dantesco. Centenas de pessoas lotaram o Campo dei Fiori (Campo das Flores), uma praça no centro da cidade, para assistir à morte na fogueira de Giordano Bruno, por ordem da Santa Inquisição.

(…)Segundo o professor Rodolfo Langhi, do Departamento de Física do campus de Bauru da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Bruno conhecia e apoiava a teoria de Copérnico, o heliocentrismo, que dizia ser o Sol o centro do universo. Mas foi além.

“Ele pregava que o Universo era infinito, sem centro, e repleto de mundos habitados, como o nosso”, explica Langhi, que desenvolve pesquisas, projetos e publicações na área de Educação em Astronomia.

“Ele disse o seguinte na obra Acerca do Infinito, do Universo e dos Mundos: ‘que haja nesse espaço inúmeros corpos como nossa Terra e outras terras, nosso Sol e outros sóis, todos os quais executam revoluções nesse espaço infinito’.”

Além disso, ele também afirmava, por exemplo, que, além de Saturno (o planeta mais distante do Sol conhecido até então), havia outros planetas que giravam ao redor da estrela. Isso foi confirmado com a descobertas dos planetas Urano, em 1781, por William Herschel, Netuno, em 1846, por Johann Galle, e Plutão, em 1930, por Percival Lowell.

Apesar de ter acertado nessas previsões, o modelo cosmológico de Giordano Bruno não estava embalado em dados científicos, mas em crenças religiosas.

Por causa disso e outras “heresias”, a partir de 1585, novamente o vento abrasador da intolerância começou a soprar em sua direção. Com as achas da incompreensão e da ignorância, seu inimigos começaram a acender e a alimentar a fogueira que iria devorá-lo.

Com uma coragem beirando a arrogância, entretanto, Bruno manteve sua postura provocativa.

Em 1586, escreveu uma série de artigos insultando altos funcionários do governo e reiterando suas ideias a respeito do Universo. O resultado foi o previsto: teve de fugir de Paris. E de lá para a Alemanha, onde se converteu ao luteranismo. Mas de novo, por pouco tempo. Foi de novo expulso, desta vez pela Igreja Luterana de Helmstedt.

Traição

Em 1591, cometeu aquele que seria, certamente, seu maior erro. Quinze anos depois de deixar sua terra natal, resolveu retornar à Itália a convite de um nobre veneziano, Giovanni Mocenigo, que o alojou em sua casa em troca de aulas de memorização, outra especialidade dele.

No entanto, Mocenigo traiu Bruno, entregando-o à Inquisição veneziana.

Dessa vez, Bruno resolveu se retratar e argumentou que suas ideias eram filosofia e não teologia — portanto, não questionavam o poder da Igreja. Ele deveria ser solto, mas a Inquisição romana exigiu sua extradição. Assim, em 27 de janeiro de 1593, ele tornou-se prisioneiro do Santo Ofício, de onde só saiu para a fogueira.

Até hoje a figura de Bruno e o que ele representa são objetos de discussão. Apesar de suas ideias avançadas para a época, muitos pesquisadores modernos afirmam que ele não era um cientista na acepção que a palavra tem hoje.

“Ele era um pregador”, resume o astrônomo Augusto Damineli, professor titular do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP).

O físico e astrônomo Othon Cabo Winter, do Departamento de Matemática da Faculdade de Engenharia (FEG), do campus de Guaratinguetá da Unesp, pensa de maneira semelhante.

“Ele era muito bem informado, tinha conhecimento dos avanços astronômicos mais atuais da época, mas não fazia ciência”, diz. “Bruno juntava os conhecimentos com suas crenças e fazia especulações e afirmações sem um embasamento científico de fato.”

Cientista ou místico?

Há, no entanto, quem pense diferente. É o caso do antropólogo e medievalista português naturalizado brasileiro, João Eduardo Pinto Basto Lupi, pesquisador do Centro de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

“Hoje achamos que cientista é alguém agarrado a instrumentos de observação e análise, com tabelas de matemática do lado”, diz. “Mas no tempo de Bruno não era assim. Muitos inclusive, como Newton, por exemplo, não deixavam de ser astrólogos, nem de considerar ideias de ciências ocultas.”

De acordo com Lupi, o que importava era ter ideias capazes de dirigir o conhecimento sobre o universo, e isso Bruno tinha demais.

“É o que os americanos hoje em dia chamam de ideias seminais, capazes de fertilizar a inteligência”, explica. “Mas muitas pessoas continuam agarradas a concepções científicas demasiado racionalistas e positivistas, que não têm mais futuro. E nisso o Giordano Bruno foi um grande orientador da ciência, um cientista visionário. Parecia medieval mas era mais contemporâneo do que muitos hoje em dia.”

Mas por que Giordano Bruno incomodava tanto a Igreja?

“Suas ideias tiveram importância política, pois na luta entre a Igreja conservadora (dona do poder) e a burguesia revolucionária (classe em ascensão) ele optou pela revolução”, responde Damineli. “Essa foi a principal motivação para a Igreja assassiná-lo. Note que ela reabilitou Galileu, mas nunca cogitou de fazer o mesmo com Giordano Bruno, pois a luta dele era eminentemente política, no sentido de visão do mundo.”

Segundo o astrofísico Daniel Brito de Freitas, da Universidade Federal do Ceará (UFC), o principal motivo do incômodo que Bruno causava à Igreja é que ele defendia que o Deus definido pelo Cristianismo era limitado e, acima de tudo, não incorporava a ideia da infinitude dos mundos.

“Ele sugeriu abandonar as Sagradas Escrituras e reescrever Deus levando em conta a existência de outros mundos e outras formas de vida pensante”, explica. “Para a Igreja, esse era um ato de blasfêmia do mais alto grau na escala de heresia. Esse foi o motivo pelo qual a Igreja Católica perseguiu e condenou Giordano Bruno à fogueira da Santa Inquisição.”

A revolução de Giordano Bruno

Ao receber a sentença, Bruno deu uma prova, se não dessa arrogância que lhe atribuem, pelo menos de desassombro e autoconfiança.

“Talvez vocês, meus juízes, pronunciem essa sentença contra mim com maior temor do que eu a recebo”, declarou a seus algozes.

Apesar disso, ainda lhe foram dados oito dias para ver se se arrependia. E embora suas ideias científicas desafiassem os preceitos de então, a Igreja não admite que ele tenha sido condenado por esse motivo, mas sim por questões teológicas.

Mesmo com as controvérsias, a maiorias dos cientistas de hoje concorda que Bruno foi um visionário que anteviu e levantou questões que vieram a ser comprovadas ou ainda intrigam séculos mais tarde.

“São ideias e questões bem atuais”, diz Winter. “Milhares de planetas ao redor de outras estrelas já foram descobertos. A questão da existência de vida fora da Terra é um dos temas mais relevantes para a ciência na atualidade e acredita-se que será verificada ainda neste século.”

Damineli lembra que Bruno se entusiasmou com as grandes navegações da época dos descobrimentos, que estavam ultrapassando os limites imaginários dos oceanos e colonizando novos mundos. A partir disso, ele imaginou naves movidas a vento solar, que só entraram no campo científico cerca quatro séculos mais tarde, e que atravessariam o “oceano escuro de vácuo” para aportar em outros planetas”, diz.

Segundo Damineli, essas novas “grandes navegações no espaço” são análogas às anos 1500–1600 e têm um potencial de revolução industrial ainda maior que as da caravelas.

“Desta forma, a visão de Giordano Bruno vai muito além de sua época, para tempos em que ainda não entramos, mas estamos no limiar.”

“Dizei: qual foi o meu crime? Nem ao menos suspeitais?

E me acusais, sabendo que nunca agi fora da lei!

Queimai-me, que amanhã onde acendeis a fogueira

A história erguerá uma estátua para mim.

(…)

Mas sois sempre os mesmos, os velhos fariseus,

Os que rezam e prostam onde podem ser vistos,

Fingindo fé, sois falsos, invocando a Deus, ateus;

(…)

Prefiro mil vezes minha sorte à vossa;

Morrer como eu morro não é morte;

Morrer assim é a vida: vosso viver, sim, é a morte,

(…)

Covardes! O que vos detém? Temeis o futuro?

Ah! Tremeis. É porque vos falta o que sobra em mim.

Olhais, eu não tremo. E sou eu quem vai morrer!”- Giordano Bruno

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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