Sem Congresso e Presidente como é que ficamos?

Para não dizer que não falei como

Bem dizer como ficamos ou temos que ficar é justamente uma contradição do que proponho. Porque sem nenhum autoritário e arrogante e violento para dizer como devemos resolver nossos interesses e conflitos comuns, teremos justamente que negociar formando consensos e dissensos e pacificamente decidindo o que vamos fazer e o que não vamos fazer. Vamos formando sociedades em torno de interesses comuns e negociando não com repressão, mas incentivos a que tem interesses contrários o que queremos ou não queremos fazer.

Ou seja como não podemos ameaçar os outros para que eles paguem o que queremos, nem podemos fazer no que também é dos outros nos juntamos e pagamos para fazer o que queremos e nos juntamos e pagamos a quem não quer para que deixe fazer. É assim que pessoas de paz negociam num verdadeiro livre mercado sem nenhum subsidio ameaça ou violência seus interesses e empreendimentos inclusive os sociais.

Vou tomar como exemplo, os dois problemas mais urgentes do mundo hoje: a desigualdade social, e o devastação ambiental.

Ora considerando que o meio-ambiente e recursos vitais não é propriedade de ninguém, mas de todos como usufruto na medida do necessário e dever de preservação. Aqueles que querem destruir para empreender terão que negociar e pagar convencer os demais a deixar fazê-lo no lugar onde vivem. Da mesma forma que aqueles que querem que as pessoas preservem o lugar onde elas não vivem devem pagar para as que vivem não usarem seu tempo para fazerem o que elas querem, ainda que isso seja não fazer nada.

A renda básica num mundo livre não é o pagamento para que as pessoas não façam nada é o pagamento para que elas façam os que quem está pagando quer. Mesmo que isso seja não fazer nada. Porque não trabalhar para os outros é fácil, principalmente quando não se é ameaçado por fome ou prisão, isso se chama libertação. Difícil é pedir para um pessoa não trabalhar por ela mesma, quando se é livre. Difícil é manter a pessoa vegetando até a morte ou privada do que precisa para sobreviver e crescer, sem privação ou violência. Num mundo livre comprar o tempo e o espaço livre das pessoas sempre tem preço até mesmo se você está pagando para elas cedê-los a você ou simplesmente não fazer nada. E esse preço é a renda básica.

Num verdadeiro estado de paz ninguém é obrigado a pagar uma renda básica a ninguém mas também não pode se apropriar do que é também do outro a sua revelia ou pior com violência, mesmo que quando seu congresso de bandidos a legaliza, isso continua sendo um crime contra o direito natural e humano senão passível de punição, de legitima defesa e revolução. Logo o capitalista tem razão nada nesse mundo é de graça, nem mesmo a posse do capital. Num mundo livre o capital também tem preço e não é prerrogativa mas objeto de livre negociação. E a isto chamo de eco libertarismo, mas podem chamar de sociedade de renda básica garantida, ou se quiserem ainda estado minimo social, dane-se o nome, desde que pague pelo que não é gratuito, nem é só seu.

Bem isso é muito bonito, mas a questão é como a gente sai dessa bosteiro com Temer, Renan, Gilmar Mendes ,Maia e companhias e chega nisto.

Primeiro o obvio. Deixando a próprio serviço público que ainda é monopólio estatal fazer seu trabalho e botar fora toda essa classe politica. Eles vão colocar na cadeia, é mais desperdício de recursos, nem é necessário, para dizer o mínimo, mas ainda não chegamos lá.

Vamos nos ater ao processo de emancipação da sociedade rumo a cidadania plena e verdadeira democracia direta.

A maior falacia da democracia representativa fordista dita “liberal” não é a eleição a ilusão de liberdade de escolha onde o eleitor-consumidor pode optar pelo que quisermos desde que seja a bosta que eles vendem-produzem. A maior falacia desse sistema é a inerente a todo estadismo, a ideia de que o serviço social e administração publica é feita pelos governantes e não pelos servidores e administradores públicos. Quem conhece como funciona o Estado sabe do que eu estou falando, você pode cortar toda a classe politica que o serviço publico continua funcionado, pode até funcionar mal, pela falta de concorrência, mas já funciona melhor pela própria ausência de um parasita desviando legal e ilegalmente os recursos para outros fins.

De fato a prestação de serviço e administração públicos não precisa de chefes, precisa de regras. Por os serviços que são verdadeiras comuns tem finalidades e o julgamento do sucesso ou fracasso no cumprimento da função, que não só eles e seus sabem o que tem que ser feito como nós sabemos o que eles tem que fazer, e se fizeram ou não. Médico, bombeiros, professores entre tantos outros servidores que realmente prestam serviços. Apenas pense se o Temer e todo o congresso fosse deposto da noite para o dia, e nada absolutamente nada fosse colocado em seu lugar? Eles parariam? Eles deixariam de cumprir seu serviço? “Não, o rei morreu não vou mais trabalhar…” Pelo contrário é mais provável que se essa classe política continuar estrangulando toda a sociedade, devorando e desviando os recursos para os outros fins que não os sociais, que aí sim os servidores públicos parem, ou pior os serviços públicos sejam parados por absoluta falta de recursos.

Não sejamos tolos, o serviço publico não só funciona sem a classe politica, como sai mais barato e funciona melhor. Porque o que regeria a prestação seria regras e normas constitucionais e a prestação de contas teria de ser prestada diretamente a quem interessa a sociedade que paga e consome por esse serviço social. É evidente portanto que quanto menos intermediada é essa relação da serviço social e a sociedade mais eficiente e barato ele é.

O que move o servidor publico, tenha ele vocação ou não, é o pagamento. Para portanto chegarmos a serviços públicos de melhor qualidade não adianta aumentar o pagamento indistintamente ao serviço prestado. Mas permitir que respeitando as regras qualquer associação possa prestar diretamente esses serviços a população e essa contrate diretamente os serviços dessas associações de interesse público que continuam respondendo a justiça e a sociedade. Com a economia do custo politico, e todos as formas inversas de transferência de renda como os programas de subsídios, aceleração desoneração fiscal de empresas, concessões etc…tanto haveria recursos para pagar renda básica para todos, como não se precisaria aumentar nenhuma carga tributária. E a próprio fim dos incentivos e subsídios e indevidos aos grupos e empresas protegidas constituiria em uma desoneração dos outros setores e empresas produtivas que pagam para subsidiar a sua desvantagem competitiva,

Pouco importa se essas associações são lucrativas ou não. Na verdade numa sociedade onde todos possuem seu rendimento básico e liberdade irrestrita de associação inclusive para prestação de serviços públicos não há monopólios nem por regulação, nem por expropriação do capital. Pessoas insatisfeitas com a qualidade de qualquer produto ou serviço mesmo as mais pobres, poderiam fundar pela associação desse capital básico que todos possuem, sua própria empresa ou cooperativa. Poderiam até se financiar mutuamente, emprestando recursos, sem necessitar recorrer ao sistema bancário tradicional, já que a garantia de pagamento está na própria renda básica garantia que todos possuem!!!

O serviço publico continuaria, mas sem contratar mais. E os capazes teriam ainda a alternativa de optar por ocupar vagas melhores remuneradas nas associações cidadãs. Empiricamente portanto neste processo de transição os serviços sociais e públicos que não forem durante esse período substitutivos pela próprias organizações cidadãs, ficam por necessidade com o custo distribuído entre toda a sociedade e são prestados junto com a própria distribuição da renda básica por estado minimo social. Se por ventura a diversidade desse livre mercado social absorver todo as demandas públicas, fica a cargo do Estado Social recolher os lucros e dividendos referentes a participação no bem comum e redistribui-lo igualmente entre todos os finalmente “donos” do seu pais, cada cidadão brasileiro sem nenhum tipo de discriminação ou condição.

É uma proposta bem rudimentar e geral, e que carece de muitas aprimoramentos e detalhamentos. Mas como disse isso não deve ser feito autocraticamente, mas democraticamente e não como masturbação teórica e sim como prática compartilhada. Ademais é só uma proposta para que não se diga que não há alternativas fora o absurdos de manter bandidos no poder que levarão o pais a um caos e recessão sem precedentes. De fato qualquer proposta é válida. O que não é possível é aceitar covarde, conformada e passivamente o que não se sustenta nem é impossível de se aguentar por muito mais tempo.

Uma proposta libertária. Porque nem só para trás com de mentiras e salvadores da pátria e supremacistas se move a história, mas as vezes quando tomamos coragem de fazer o que precisamos fazer, as vezes ela da alguns passinhos para frente. E isso parece que parece um salto gigante uma utopia. Pouco tempo depois é tão normal quanto viajar de avião... ou beber aguá potável, duas coisas que não depende de governo mas justamente do oposto cidadão livres, com renda e capital, ou o que é a mesma coisa controle absoluta sobre sua vida privada e perfeitamente compartilhado sobre o bem comum, serviços públicos, recursos naturais e meio ambiente, nosso capital público.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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