Saindo da Matrix: Programação, Desprogramação e reintegração Ecossistemica

O caminho da desculturalização até a cosmopolitização

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Já disse antes que o homem é dominado por máquinas há muito mais tempo, do que imagina, tanto material quanto psicologicamente. Por um culto ao poder materializado não só em monopólio de violência mas em falsa dicotomia entre estado e religião, Deuses e Estados.

Este processo de constante desintegração e alienação; de normatização e adesão esquizofrênica ao delírio da inconsciência coletiva, fica ainda mais evidente em períodos de crise sistêmica onde os polos ideológicos do mesmo culto entram em conflito aberto em defesa dos seus preconceitos. Evidente que ambos pertencem ao um mesmo rito milenar, que se manifesta tanto como normose esquizofrênica quanto em mania obsessiva compulsiva, inclusive agressiva quando estruturalmente ameaçado seus paradigmas.

Os Estados enquanto corporação supressora das sociedades, não é meramente uma máquina burocrática de processamento de informação, mas de concepções. É uma máquina de descognição, onde as identidades e as redes de indivíduos vão sendo desligadas e reconectas ao poder central como terminais burros; onde o fluxo da informação não só é controlado e vigiado, mas os canais mesmo quando horizontalizados continuam a reproduzir superestruturas predeterminadas a revelia da livre vontade de qualquer pessoa natural. De fato, os indivíduos apenas replicam o DNA hospedeiro, produzindo clones sem nem sequer perceber que são meros replicantes.

Cada vez mais a maquina estatal se automatiza não apenas no sentido computacional, mas psicossocial se integrando aos avanços científicos-tecnológicos. E não é só quem não tiver noção de como funcionam os sistema de informação, quem não tiver a minima noção da logica e linguagens de programação computacional que vai ficar alienado no futuro, mas quem continuar desconhecendo as linguagens de programação cultural psicológica jurídica que compõe os ambientes desintegrados da politica e economia e sociedade irá se alinear cada vez mais. E principalmente quem continuar produzindo ciência tecnologia ou qualquer conhecimento despolitizado e dessocializado, estará reproduzindo saber vendido ao status como fosse a “correspondência” a ordem natural, e essa falsificação da realidade, essa falsa “imparcialidade” ou “neutralidade” não compromete apenas a ciência compromete a desenvolvimento da consciência.

Não só. Considerando que hoje todos nascemos dentro deste meio ambiente artificial sobreposto ao natural, e que se quisermos efetivamente não só sobreviver nele, mas modificá-lo, precisamos entender as regras deste jogo, precisamos compreender os códigos de todas as plataformas se quisermos operar sem ser destruídos ou neutralizados. Não precisamos apenas dominar o codex de cada um dos sistema, mas proteger tudo que é novo dentro da própria codificação, de tal modo que tanto a destruição quanto a continuidade do funcionamento do novo sistema impõe processos disruptivos de renaturação- seja por obsolência tecnológica, seja por decaimento da artificialidade .

Considerando ainda que o novo sistema corre o risco permanente ser incorporado e pervertido pelo velho, é preciso que se proteja a natureza não apenas informacional ou simbólica dos sistemas mas sua condição subversiva e disruptiva, não apenas como conteúdo programático mas sistemático e constituinte de uma nova plataforma capaz de se religar e integrar a ordem livre e natural

Nisto que consiste o genial da renda básica; as licenças alternativas de propriedade intelectual e a democracia direta. Elas podem ser o catalizador da restauração da natureza do bem comum. São estratégias que ao se apropriar da linguagem da máquina, da cultura estato-privada dos alienistas consegue rodar os reproduzir os princípios naturais que ela busca destruir dentro do próprio não-mundo dos alienados.

Podemos dizer que democracias diretas atuam na esfera política, enquanto novas formas de propriedade, renda e meios de troca na esfera economico-financeira. Mas falta adentrar em um terceiro campo fundamental que é o dominação cultural. Este o mais explicitamente fundado em idolatria ao e preconcepcões. É nesta camada do sistema que se processa a formação de superego supremacista que se materializam em todas as relações sociais apartadas e mateirialidade do Estado e das religiões, a encarnação totalitária da mitologia de deuses e super-homens.

A mera negação de Estado ou Deus não liberta porque a pessoas precisam da territorios livrres para existir, assim como autosignificação para coexistência. Ademais a liberdade em si não é um fenômeno negativo derivado do poder, mas original e gerador da materialidade, e portanto real e positivo, que carece ser comunicado aos individuos desligados da naturalidade, presos a a matrix haqueando esse sistema.

Em outras palavras, é preciso construir não apenas OpenScience, mas também Teologias Libertarias e reintegrar ao conhecimento muito além da velha filosofia, mas como rede de complexos que formam diferentes verdades que não renegam os princípios fundamentais nem invalidam as diferentes perspectivas relativas, mas as integram sistematicamente.

Essa é a estrategias ou melhor a pedagogia libertária que aplico tanto na construção dos meus argumentos quanto dos meus projetos sociais e se rementem tanto as metodologias de tecnologia social quanto da esculura social.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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