Síria: O som do silêncio e a “Guerra dos Outros”

E outros textos…

Francisco Seixas Da Costa: A guerra dos outros

Anteontem, ao final do dia, alguém me dizia: “Vamos ver se já há imagens do ataque à Síria”, que se presumia para essa noite. Mas a pessoa ia fazer “zapping”, para ver o resumo alargado do Real-Juve. É impressionante o modo quase indiferente como o nosso Mundo olha, nos dias de hoje, para o risco real de guerra que se perfila no Médio Oriente.

Leem-se as notícias, as bravatas twitadas pelo presidente americano e tudo nos parece uma realidade quase virtual, que nunca nos afetará. Ouviu-se Putin anunciar, com deslumbre tecnológico, um mar de armas “inteligentes” e ficou-nos a sensação de estar a ver um documentário de conquistas científicas.

As gerações europeias que aí estão perderam, por completo, a memória da guerra e, por isso, nem sequer a imaginam plausível. A guerra, para os europeus contemporâneos, é sempre a guerra dos outros. O mais próximo que a sentiram, foi nos Balcãs ou no leste da Ucrânia. Banalizaram, pela televisão, os mortos alheios no Iraque ou no Afeganistão, a tragédia síria, o caos líbio. E, por terem visto os Estados Unidos e a Rússia a lançar mísseis à distância, e a enviar drones para proceder a “extrajudicial killings”, acham que tudo se passará sempre com essa “limpeza” estratégica. E, claro, com as vítimas de que nunca conhecerão os nomes.

E, no entanto, de há muito que uma guerra não estava tão próxima. Não sabemos que tipo de guerra, não sabemos mesmo se haverá alguma, e, se houver, o que ela poderá vir a ser. Pensamo-la sempre limitada, distante de nós, como se houvesse um escudo protetor que dela nos afastasse. E, inconscientemente, excluímos um conflito nuclear, pensamos que a dissuasão o afasta do cenário de hipóteses. Damos por adquirido que o poder militar limite está sempre em mãos responsáveis.

Ora, no caso americano, a guerra ou a sua ausência estão nas mãos de um megalómano desequilibrado, cada vez mais rodeado de belicistas. No terreno russo, num autocrata que tem menos fatores de controlo do que tinham os dirigentes soviéticos ao tempo da Guerra Fria. Em seu torno, para além de um assassino sanguinário que, na Síria, segue as passadas criminosas do pai, encontramos hoje um líder turco com ambições desmedidas e incontroladas e aquele que é, talvez, o mais radical dirigente na história de Israel. A isso se soma a tensão extremada entre o Irão e a Arábia Saudita.

O Mundo está perigoso. Com sorte, a guerra não virá. Sem ela, poderá surgir. Com grande azar, poderá envolver-nos. Em qualquer caso, não a vemos chegar.- Fonte: Jornal de Notícias

O texto do embaixador português é sobre as gerações europeias atuais, mas cai como luva para as brasileiras… exceto por um pequeno detalhe, enquanto Portugal contribui com um secretário dos Nações Unidos lúcido a denunciar e pedir pacificação, na medida do possível de uma ONU completamente desinstrumentalização para conter a escalada de conflitos entre as potências bélicas, o Brasil contribui nesse momento onde a diplomacia se faz mais necessária que sempre, enviando os mais capacitados e ilibados servidores públicos que só a política é capaz de produzir e nomear:

Quem é que precisa se asilar numa embaixada gringa quando tem a caneta na mão para se refugiar no foro privilegiado das suas próprias? Pois é.

Esse é o nível de contribuição que o Brasil tem a dar ao mundo em matéria de diplomacia resoluções pacífica de conflito. Não vou dizer que é a pior do mundo, mas sem sombra de dúvida figurará entre as mais pusilânimes.

Para quem teve um dia Rui Barbosa é um puta evolução ter um Moreira Franco no corpo diplomático… Ainda bem que o título de doutor quando é médico não garante nenhum privilégio jurídico (fora cela especial) ou teríamos a classe política se nomeando para cargo de médico cirurgião com bisturi na mão, como se já não bastasse ter a caneta.

E eis que voltamos para maior insanidade do mundo. Não damos sequer uma ou um centavo para um estranho, mas se ele virar uma autoridade terá a sua disposição trilhões em orçamento e armas para numa canetada fazer o que ninguém nem como cidadão nem sociedade tem condição de impedir, a guerra. Como bem coloca o embaixador partimos da pressuposição que não passa de lenda e propaganda que os agentes políticos e econômicos tendem a tomar decisões racionais. Não tendem, não necessariamente. Como qualquer ser humano são movidos por seus interesses e vontades, muitas inconfessáveis. E usam as razão mais para racionalizar, justificar e enrustir suas verdadeiras motivações do que para governar seus desejos. Por sinal características do habito de monges e não de governantes. Não governamos a nós mesmos, e governantes menos ainda embora fantasiemos o contrário mais pela ilusão de conforto do que por certeza de segurança.

Criamos cargos e entidades que corporifiquem e encorporem essa carestia de responsabilidade como liderança. Engendramos uma máquina estatal para frear nossa responsabilidade e impor nossas responsabilidades sociais, mas sendo a máquina feita de gente e alimentada com gentes padece o corpo dos mesmos males das células sociais, porém potencializados e hiperdimensionados.

Nem o maior déspota genocida que sonhou em imperar sobre todo o mundo conhecido da antiguidade imaginou possuir um milésimo do poder sobretudo o poder bélico de destruição em massa que possuem hoje até os menores tiranetes que dirá então os candidatos os novos guardiões da pax romana.

Se os bancos eram grandes demais na crise de 2008 para falir. Os Estados-Nações são ainda maiores para serem detidos em sua escalada armamentista e belicista que inevitavelmente como todo negócio uma hora precisa escoar sua produção. As nações que não são os Estados e seus governantes, mas seus povos e sociedades estão impotentes frente a desigualdade de poderes e força de fato, e tudo o que podem fazer é esperar que os governantes sejam razoáveis e ajam racionalmente. Esperança sabidamente vã. Porque se há alguma racionalidade que os guia não é a humanitária, mas a economicista. Que poucas razões possuem no que concerne a humanidade. Por definição são negócios, e negócios possuem interesses e não razões nem sociais nem muito menos humanitárias.

Há questão quem vigia os vigilantes? sempre permaneceu atual, mas nunca foi tão emergencial. A ONU? Ora a ONU estava fadada a terminar na condição que hoje se encontra, completamente impotente perante as potencias que formam o conselho de segurança para bloquear-se mutuamente, por uma simples razão: nunca foi uma organização de povos e nações, mas de governos e Estados e deveria se chamar Organização dos Estados Desunidos, porque é isso que vai sobrando dela quanto mais se revela o seu caráter meramente representativo conforme o relógio se aproxima da meia noite.

Esse é que nossa crendice no mito do estadismo, no mito de que um bando de governantes que cabe numa sala pode o destino de bilhões. Um passo em falso, um erro de cálculo no seus sistemas de dissuasão por ameaças armadas, inclusive cumpridas, uma reação desproporcional e a escalada para um conflito de abrangência mundial entra no ponto de não retorno. Por sinal, o teatro de operações já está preparado, provando o uso irracional da razão. Pois embora sabendo que no atual estágio tecnológico um guerra total não significaria a destruição de ambos os lados, não se engane, ambos trabalham estrategicamente também com esse “cenário”.

Mas e agora?

Agora?

Agora, fora as objeções de consciência, e quebra de hierarquia, nada. Trabalhamos séculos para estar onde estamos… Nas mãos deles, crentes da sua lucidez, racionalidade e boa vontade de quem quer que sejam os líderes mundiais. Pouco podemos fazer exatamente agora para contribuir para acabar com o que mal demos conta que está começando e ainda vamos permanecer o máximo possível em negação até acordar. Com sorte, teremos chance de protestar, e com mais sorte ainda outra oportunidade para rever nossos valores e instituições. E ver se desta vez aprender a lição tão básica que deveria ser um mandamento:

Arma, dinheiro e segredo, 3 coisas que não se coloca jamais, nem juntas mesmo separadas, na mãos de criança, maluco e chefe. Nem em pequenas quanto mais em grandes quantidades, especialmente nas mãos de quem consegue ser ao mesmo tempo: louco, infantil e tirano. E se basta um desses para fazer um grande estrago, imagine quais as chances do mundo com vários deles disputando quem pode ou fica com mais.

Trabalhando o Caos

Mas e “nóis” com isso? Com um nação e uma democracia ainda mais pobre e podre, porque deveríamos estar preocupado com a Catalunha? Fora que solidariedade não doí nada, ao contrário do que pensa e vende ainda muito cientista político picareta preso a analises cartesianas lineares, o mundo geopolítico funciona como o clima; é uma rede complexa,dinâmica e caótica, onde as mais ínfimas perturbações, podem provocar alterações gigantescas em todo o sistema, alterações quase sempre imprevisíveis, mas, as vezes, nem tanto. Catalunha tem “apenas” 7,5 milhões de seres humanos mas é para o centro do sistema geopolítico mundial o que é o cerrado para o ecossistema brasileiro… não chama a atenção como o Pantanal e Amazônia, mas se sair do equilíbrio termodinâmico fode como todo o sistema, provocando uma reação em cadeia, como se fosse um terremoto.

Como disse a prefeita de Barcelona não é a emancipação da Catalunha é uma questão de direitos, e direitos são mais fortes que as leis do universo geopolítico, eles são suas forças elementares, suas forças constituintes.

Minha atenção portanto está voltada para a Catalunha, primeiro porque ela não só funciona como uma espécie de bioindicador do sistema geopolítico mundial, mas é uma espécie de grande Campi Flegrei, um supervulcão do mundo geopolítico, porque debaixo desta questão catalã a tera e teratoneladas de história fervente pronta para explodir de novo. E como em Nápoles vem dando todos os sinais de plena atividade há algum tempo (fumaça, gases tóxicos, pressão da caldeira)(…)

Porém isto não quer dizer que vai necessariamente explodir numa guerra civil, assim como não necessariamente a próxima guerra decaíra para a guerra convencional. Ademais o campo de testes da “próxima” grande guerra é outro é já explodiu: o Oriente Médio, mais especificamente a Síria. É lá que o “teatro de operações” das potencias grandes potencias foi armado para medirem suas forças. E por isso, não, qualquer semelhança não é mera coincidência, é genocídio mesmo.

Não é portanto, também coincidência nem conspiração que da ultima vez que a Catalunha entra em atividade a lava dos conservadores e reacionários fundamentalistas religiosos e autoritários brotam das tumbas, e bombas e guerras interrompem abruptamente as primaveras dos povos antes que elas cheguem para alterar o ao eterno inverno do centro do mundo.

Conspiracionistas pensam de forma plana, quadrada e linear enxergam nisto um grande plano dos donos do mundo para frear a… a emancipação dos povos. Não essa rede de causas e consequências é muita mais complexa (e imprevisível) do que podem imaginar a vã filosofia dos teóricos conspiracionistas ou dos próprios conspiracionistas em suas cimeiras sob holofotes ou nos porões de palácios. Uma rede de tramas tão complexa, que prende até mesmo aqueles que tramam em seus fios, fazendo com que o sistema entrópico “ganhe” comportamento ou auto-indeterminação própria.

É por isso que quando um povo se levanta com esperança em qualquer lugar do mundo- não necessariamente no mesmo mas em outro- alguém com bomba (um tirano ou terrorista) explode alguém que está em paz. Porque a relação de liberdade-respeito entre A e B ofende (e quebra) a relação de poder-submissão entre C e D. Porque a liberdade assim como informação enquanto força elementar viaja mais rápido que a velocidade da luz, e quando um spin se inverte em Tóquio o outro gira também em São Paulo e vice-versa. Ou mais precisamente nem a liberdade nem a informação viajam, elas mudam a forma do campo, porque a liberdade-informação enquanto força elementar são o próprio campo deste espaço-tempo . Mas isso já não é nem outra história é (meta)física.

Mais fácil é trabalhar sendo superstição mesmo. E quem estuda a história tende a desenvolver um comportamento supersticioso, de que basta haver levante independentistas, emancipacionistas e populares que em reação ressurgem como ervas daninas os racistas, eugenistas, fundamentalistas religiosos, ultranacionalistas com suas censuras, guerras entre impérios, potenciais e pátrias. E dá-lhe gente que nunca sequer se viu na vida, se odiando e matando… uma geração inteira de moleques que não vai chegar nem aos 20 e poucos anos abortada a bala em trincheiras. Como nas periferias só que mais rápido e eficiente, funcionando como uma espécie de válvula de escape a pressão explosiva do sistema…

Eu particularmente tenho uma crendice minha movido por esse pensamento supersticioso muito forte: antes da Catalunha ou qualquer outro região geopotencialmente estratégia para qualquer uma das potencias muitas outras válvulas de escape vão ser ou simplesmente deixar que sejam abertas. Ou seja muita gente que não é considera gente ainda vai morrer antes de vermos um Grã-Bretanha dividida, um Estados Unidos da America separado, ou Catalunha separada da Espanha. Ou mais precisamente o resto a margens do sistema explodem antes do centro implodir. Africa, Oriente Médio, Asia, América latina, as periferias do sistemas, as buchas de canhão vão ter que se arrentar primeiro, literalmente quebrar em todos os sentidos- políticos e econômicos e militar -antes deles e antes que as crises politicas econômicas e militares e humanitárias quebrem qualquer um dos países do centro sistemas no centro. Salvo esteja eu superestimando a Espanha, e a velha coroa já tenha entrado em decadência haja visto que não pertence nem ao G7, nem ao é conselho de segurança da ONU (como membro permanente). Ou o que dá no mesmo, os demais países estejam subestimando sua importância, inclusive simbólica para a propaganda da sua cultura de supremacia e poder. Mas isso já é um problema deles eles que são estadistas e que se entendam.

Mas como eu disse isso é um pensamento supersticioso cada vez mais ultrapassado até porque a informação viaja cada mais próximo da velocidade elementar da liberdade fundamento tanto do universo das coisas quanto do nosso conhecimento sobre elas.

Logo podemos não saber exatamente quando ou onde um fundamentalista religioso um estadista psicótico ou extremista politico (ou alguém que combine as todas essas coisas coisas) vai jogar uma bomba em algum lugar, e e quase nunca o suficiente para para evitar. Mas sabemos que entre o bombardeio de um casamento em Cabul ou de um pais inteiro e um maluco atropelando pessoas a esmo ou um fazendo testes com misseis sobre as cabeças de uma outra nação inteira há uma relação de causa e efeito que embora caótica e complexa ao contrário do clima não há dúvidas: o fator determinante de longe é o homem. O homem e não a natureza humana, porque os estúpidos e belicosos que me perdoem posso ser um filho-da-puta, mas o pathos deles não é o meu pathos nem muito menos o meu ethos.

Por isso quando bate a borboleta babe asas em Pequim e neva um tempestade em Nova Iorque, a causa da tempestade não é propriamente o voo da borboleta. Porque quem é brasileiro sabe caos assim não se improvisa… é preciso muita ordem e progresso em toneladas de duplipensamento, hipocrisia, ou idiotia em estado puro mesmo para conseguir -DEMOKRAZIA na Catalunha e a Teoria do Caos,Uma borboleta bate asas em Barcelona… um bomba explode na Coréia do Norte

Escalada anunciada

Muito é propaganda e terrorismo e de estado, porque é muito cedo para dizer se esse conflito vai ou não ganhar proporções regionais ou até mesmo mundiais, mas o fato esta posto:

A mais fracassada das estratégias de paz está em curso: a dissuasão pela ameaça da força. Esta é a forma mais frágil e perigosa de equilíbrio internacional mundial que nem sequer pode ser chamada de paz: a ameaça reciproca de retaliação entre estados-nações belicosos, supremacistas e claro armados até os dentes.

Pode ser que não de merda já, mas garanto a vocês, é matemática vai dar:

Um macaco amarrado a um piano por um tempo infinito pode não compor uma sinfonia, mas estadistas brincando de essa roleta russa não precisa de tanto tempo assim para fazer merda… de novo.

Enquanto o jogo jogado assim for esse a pergunta não será “se”, mas “quando”… e da forma que estão dobrando suas apostas será mais em breve do que as pessoas mais cética realmente imaginam.

Nunca tive tanta vontade de estar errado em uma predição.-Guerra Mundial? Ou terrorismo de Estado?

Nos crimes contra a humanidade da atualidade vende-se a ideia que as potencias envolvidas estão empenhadas em descobrir o que aconteceu e quem é de fato o responsável pelos massacres cometidos no curso das suas guerras. Mas vamos deixar a ladainha de lado e vamos direto ao ponto: empenhada elas estão em qualificar ou desqualificar conforme sua partipação e interesses em usar esses crimes; em fazer das suas retaliações demostrações de força e poder bélico; E o mais importante:

tão empenhadas tanto em se acusar mutua e publicamente, estão empenhadas em tacitamente em dar prosseguimento a guerra sem retroceder um milimetro em seus interesses geopolíticos por nenhuma razão humanitária.

Considerando que as partes envolvidas não são fonte de informação fidedigna deixemos a propaganda deles de lado e vamos nos ater somente aos dado concreto que temos:

o assassinato em massas de milhares de pessoas e a fuga de milhões de refugiados de guerra.

Não sabemos exatamente quantos massacres foram perpetrados, por quais das partes, com a cumplicidade ou omissão de quem. Mas uma coisa sabemos: foram perpetrados por uma ou mais partes, sempre com a cumplicidade de um ou mais potenciais de cada lado e com certeza com a omissão de todos. Alias omissão uma ova! Omisso sou eu. Isto é na melhor das hipóteses uma tolerância cúmplice enquanto anuncia tácita ou falta de acordo e proatividade para findar a guerra.

Na verdade a “falta de um acordo de paz” é apenas a forma lógica reversa eufemista de (não) afirmar o acordo tático para manter o estado de guerra. A famosa inverdade no lugar da mentira. Que neste caso, o estado de guerra, implica na aceitação dos crimes contra humanidade inerentes a esses conflitos como meras “casualidades” até que se prove o contrário, ou mais precisamente, até que estrategicamente interesse provar o contrário.

Temos portanto, N suspeitos de cometer os crimes contra a humanidade, N suspeitos de cumplicidade, e N suspeitos de omissão criminosa. não sabemos qual é o papel de cada um deles em cada crimes em particular, mas sabemos uma coisa: nenhum deles é inocente. Ou pior: sabemos exatamente quem são os inocentes, mas são irrelevantes perante as “razões de Estado” e os seus defensores e advogados gratuitos e voluntários.

Não há uma potencia armada envolvida de alguma forma e algum grau neste crime que não seja conivente. Porque para haver conivência não é preciso exigir alianças nem conspiração, não é preciso existir acordos explícitos ou ocultos, basta que haja um único acordo, o acordo tácito da manutenção de guerra para causar, provocar e prolonga um conflito que poderia ser encerrado, pacificamente ou não, se ao menos uma, uma das partes não estivesse ali por interesses militares, econômicos e geopolíticos, e sim de fato para defender a população.

A participação, deflagração ou até patrocínio de guerras por interesses estratégicos e disputas geopolíticas, não é um crime de guerra é em si uma guerra criminosa dado que nenhuma destas ações é feita em legitima defesa ou como intervenção humanitária. Todas essas baixas civis inocentes, sejam elas perpetradas por terroristas rebeldes ou governamentais, ou as potencias que apoiam e também atacam não são casualidades, mas crimes. Definir quem, quanto cada parte foi omissa, cúmplices, coniventes ou a própria executara das mortes perpetradas é importante, mas não neste momento onde os nada inocentes ainda empilham cadáveres. Neste exato o que importa é frear a guerra, denunciar e condenar e frear todos os que com certeza não tem as mãos limpas, e não seletivamente defender as razões ou posições deste ou aquele ou alternamente como se isso fosse sinal de imparcialidade.

Não há como ser imparcial perante ao menos um dos lados, o lado das vítimas humanas. Porque a imparcialidade já é se configura como omissão e cumplicidade com quem quer seja o criminoso o cúmplice ou o omisso, ou com todos eles juntos e misturados.

Há um lado da guerra que não tomar partido constitui sempre um crime de omissão e traição: o lado da humanidade. Não tomar partido dos inocentes que exterminados nesses jogos de guerra, é trair a própria a humanidade. É servir como tolo voluntário no exercito inimigo que não te considera como ser humano, mas ou alvo ou mera eventual baixa civil.

Mas eis a questão: quem de fato está preocupado com isso? Quem está preocupado em tomar partido não deste ou daquele lado, mas daqueles que estão a ser mortos por ambos? -Um paralelo entre os segredos da 2° guerra mundial e os crimes na Síria

Projetos de Poder versus Liberdade

Nesse choque de culturas, pude sentir o privilegio que seria se todos pudéssemos ser não turistas, mas cidadãos do mundo, mesmo longe de nossas terras natais. Sem tentar se apoderar de tudo e todos com nossas armas e máquinas fotográficas.

Voltei para Europa nesse período por mais duas vezes 2012 e 2015, e cada vez pude sentir esse esse mundo se fechando e se perdendo pelo medo e aumento da carestia que batia a sua porta. Cada ano que o mundo se tornava mais desigual e incapaz de lidar com essa desigualdade, mais e mais ele ia se tornando parecido com a minha terra natal, São Paulo, Brasil. E os discursos mais parecidos com os dos nossos escravagistas e abolicionistas mal resolvidos de condomínio fechado. Um lugar sustentado por medo muros, ansiedade e preconceitos cada vez mais mal velados exceto é claro para os preconceituosos. Um mundo bem brasileiro onde na impossibilidade de viver distantes da mão-de-obra barata que o sustenta, levantou-se muralhas para apartar sem declarar a segregação nossas divisões de classes, trabalhos e níveis de cidadania. Cheio de burguesias reacionárias e progressistas encasteladas e se cagando da plebe marginalizada fora dos seus co-domínios.

Muros que aqui já estão se quebrando incapazes de conter a fracasso desse sistemas de exclusão cidadã e que claro estão dando lugar as forças armadas nas ruas. O que também vai ocorrer quando eles descobrir que medidas econômicas protecionistas e barreiras físicas não sustentam sequer sistemas autoritários de exploração do homem pelo homem quanto mais a democracia e liberdade.

Literalmente viajando, acordei e vi que as nuvens de tempestade começaram de fato a se espalhar por todo o Mundo. E eu que lutava para mais pessoas terem o mesmo privilégio que tive, já não sabei sequer se meus filhos poderiam experimentar o pouco dessa agridoce desigualdade. Nem para servi-la por livre vontade ou se revoltar com ciência do que querem e não querem contra ela.

“Descobri de repente” que em breve não seria não mais só um utopista, mas um radical e subversivo a sonhar com uma humanidade livre e cosmopolita. Descobri que meus princípios libertários, humanistas me farão em breve diante da nova velha ordem autoritária, xenofóbica e supremacista desses reacionários que transformar marginalizados em marginais para poderem caçá-los ao amparo da lei como se fossem animais.

Por outro lado também vi muito mais gente acordar que eu jamais tinha sonhado. E neste levantar daqueles que despertaram, e a reação dos que não querem ceder absolutamente nada para acabar com esse pesadelo feito realidade sobretudo alheia. E neste choque inevitável de mentalidades começa a se desenhar claramente a luta pela liberdade da nossa geração. A luta pela paz e humanidade do nosso século. Claramente as forças começam a se agrupar novamente em dois polos opostos ideológicos que já começam a se identificar politica e geopoliticamente.

Um eixo disposto a abdicar de todos os avanços e progressos para preservar seu poder, para não compartilhar nada e manter seus monopólios e hegemonia não importa quantas vidas sejam sacrificadas com crises recessões econômicas repressões policiais e até mesmo conflito militares. E do outro a resistência das pessoas dispostas a lutar por essa liberdade, que não vão renunciar aos direitos nem sua dignidade humana e ideal de outro mundo possível como sentido de humanidade.

Temos hoje claramente dois polos a se formar: o das pessoas dispostas a impor o status quo dos seus preconceitos e preceitos como falso realismo politico-econômico a força da violência se preciso como sempre. E gente buscando resistir e propor novas politicas absolutamente urgentes e necessárias tentando evitar a todo custo o conflito e transcendê-lo sem cair na armadilha das guerras ideológicas e suas consequências.

Temos dois grupos claramente distintos de projetos de mundo: um como poder que representa o passado e que só enxerga o mundo através das suas ideologias e guerras; e outro como liberdade que representa o futuro que concebe aberto as diferenças entre pessoas e ideais mas sobretudo assentado aos princípios universais que garantem essa paz e riqueza dessa diversidade: a igualdade de liberdades fundamentais e humanidades.

Um grupo que deixou de lado as sutilezas e hipocrisia para defende abertamente sua caráter autoritário e armados até os dentes seu supremacismo segregatório e que portanto insiste que a unica resolução possível dos conflitos é a da dissuasão e repressão pela violência e sua ameça constante. Os partidários do poder do medo e terror de Estado e contra o Estado. E outro que resiste e persiste no aprimoramento da democracia como método de tomada de decisão e na universalização dos direitos de igualdade de poderes e liberdades fundamentais para preservar tanto a paz tanto nacional quanto internacional. Os partidários das garantidas de direitos universais não apenas como discurso politico e ideológico, mas como práticas de renuncia a violência e provisão da vida e liberdade sem discriminação nem segregação.

Temos dois polos distintos não entre esquerda e direita que terminam no mesmo lugar, a impor seu mal menor como se fosse um bem maior, como estado ultrapassado e falido tanto fiscal quanto social. Projetos de poder contraposta como luta pela liberdade, obsoletos e insustentáveis como sistemas ecológicos, sociais, econômicos e humanitários. Cegos a própria revolução industrial e evolução humana. Mas sim entre mas entre passado e futuro. Entre pessoas de viés mais autoritário e libertário de todos os espectros políticos. As primeiras procurando manter o seu jogo fundado em repressão, privilégios políticos econômicos e servidão. As novas buscando transcender essa falsa oposição, lutando por novas bases mais humanas, livres e pacificas para debater e disputar seus interesses particulares e partilhar e unir seus interesses comuns.

Temos portanto como programa maior desses novos direitos e politicas do futuro a renda básica universal do lado dos humanistas de viés mais libertária tanto de direita e esquerda. E o nacionalismo empreguista e entreguista protecionista do lado dos estadistas de viés autoritária de esquerda e direita.

Uma luta que gira essencialmente entre dois polos. O retorno a ordem mundial do século XX quiça XIX das superpotências imperialistas e armamentistas. E a nova etapa da conquista nos direitos universais da humanidade não mais apenas como declarações de papel, mas como liberdades positivas e garantias de fato como direitos universais e deveres sociais. -Muros ou Renda Básica?

Estatopatia

Se a diferença entre o tirano do passado e presente está no poderio das suas forças armadas e armas de destruição em massa, a diferença entre sociopata e um estatopata em qualquer lugar ou tempo vai muito além das armas e forças que possue.

Em geral um sociopata age sozinho quase sempre sem colaboradores e recriminado pela sociedade, fazendo vítimas em série e não em massa. Por vezes ele pode reunir uma seita com muitos de fanáticos disposta a satisfazer mutuamente seus fetiches e compulsões matando ou morrendo de acordo com sua ordens, mas enquanto ele e sua seita não tiver poder de fato para impor a força sua sua ordem como lei e o domínio cultural para impor seus cultos ritos e comportamento como socialmente aceitos tolerados normais ou até mesmo virtuosos, ele será um sociopata e não um estatopata.

Um sociopata mesmo o líder de um culto é portanto um psicopata que na qualidade de cidadão comum sem licença para matar, violentar ou fazer refém nenhum outro que precisa satisfazer seus desejos e compulsões escondido sob o risco de ser preso ou linchado pelos demais. Um estatopata é um o psicopata que não só tem o poder da violência, como arroga o direito de monopólio absoluto sobre ela, pode fazer refens, prisioneiros, torturá-los, e matá-los em pequeno ou grande número e ainda declarar criminoso que ousar resistir se revoltar ou se defender dele. Por vezes o estatopata sequer precisa se preocupar em ter ou fazer leis que legalizem suas perversões, porque já tem a aprovação cultural da sociedade.

O sociopata corre o risco de ser linchado, o estatopata de ser aplaudido ou mesmo adorado. A diferença entre esses dois tipos de psicopatas está no no tamanho do culto e poderio das forças armadas dos seus seguidores. Se insuficientes para se impor sua perversões como ditadura da normalidade são um culto de uma seita de sociopatas. Se com força suficiente para dominar toda sociedade, incluso os não convertidos, são a Cultura de Estado-Nação.

A diferença entre eles não é meramente de posição, o estatopata não é um sociopata que chegou ou tomou o poder, o estatopata é o piscopata que compartilha do mesmo inconsciente coletivo da sua sociedade , que tem desejos e compulsões por mais violentas ou violadoras toleradas ou até celebradas pelos membros da sua sociedade. É o psicopata que desfruta de privilégios e imunidades para realizar seus desejos de posse e poder porque eles quando compartilhados pela sociedade e executado de acordo costumes e rituais da cultura são tidos como legítimos e legais. É o piscopata que desfruta da imunidade para os seus crimes que só a própria cultura de culto a posse e poder pela violência pode conferir como sinal e fonte da legitimidade da perversão e perversos. -Psicopatas, Estatopatas e Sociopatas

Pátria, patrimônio e patriarcado

Seria portanto exagero considerar o Brexit como parte dessa contra-reação, um evento que poderá ser inclusive considero um marco na retomou conflitos e rivalidades jamais encerrados mas apenas adormecidos? Seria o reinicio de em crises econômicas e conflitos que vão tragar-nos em mais guerras e desastres humanitários e ambientais sem precedentes?

Seria mesmo uma declaração de guerra das velhas gerações contra as novas que resistem a se enquadrar? E se for onde esse conflito agora aberto e declarado vai dar?

Estamos a assistir nossa queda em mais uma armadilha de guerra de todos contra todos promovida por nossos Estados-Nações? Ou será que a humanidade finalmente esta crescida e vacinada para não cair nessa farsa genocida dos poderosos? Será que vamos comprar a briga das nossas patiras e patroes ou vamos finalmente lutar a verdadeira luta, a luta pela nossa própria causa comum, lutar para não sermos manipulados nem coagidos por medo ódio a nos matar mutuamente enrolados em bandeiras nacionais e escondidos por trás de muros fronteiras e preconceitos?

Isto não é propriamente uma pergunta mas o desafio do nosso tempo, o desafio da nossa geração: Seremos capazes de organizar a resistência contra a reação conservadora e autoritária que já declarou guerra aberta a mais nova primavera dos povos e que não está disposta a ceder nenhum lugar ao Sol a ninguém mais nesta nova revolução industrial e informacional nem mesmos aos seus próprios filhos?

É impossível saber o que virá. Até porque não nos cabe saber mas lutar, porque o futuro dependerá e muito da nossa livre vontade de não nos conformar e agir (e reagir) contra tudo o que se impõe. Entretanto é impossível negar uma coisa, não sem bancar o avestruz: um conflito se aproxima no horizonte. Se ele será um guerra entre civilizações alienadas pelo estadismo ou um choque entre gerações. Isto será definido sobretudo pela vontade dos mais jovens em resistir e lutar por sua liberdade, porque dos mais velhos já sabemos o que esperar.

Os velhos patriarcas que estão no topo dos clãs, famílias e sociedades corporações e governos, eles que digamos para não falar dos mortos, tomaram posse de tudo porque simplesmente chegaram primeiro ao mundo . Não vão renascer nem retomar a sua alma vendida em troca de conforto, posse poder e status. Eles já se renderam e venderam faz tempo. E estão dispostos a entregar até o futuro que não lhes pertence para cumprir sua parte no velho pacto e ficar com o prometido. Eles renovaram seus votos de obediência e servidão aos seu senhor e já mostraram que estão dispostos a sacrificar seus filhos aos pés dos seus velhos ídolos e bandeiras para manter seus privilégios e confortos.

Resta portanto saber o que os jovens e libertários e humanistas estão dispostos a fazer para defender o direito natural a vida e liberdade de todos as novas gerações e povos que querem sua independência não para se isolar da humanidade e se rebaixar servilmente aos senhores das suas terras e territórios, mas justamente para caminhar na direção contraria: se livrar da sua servidão e opressores patriarcais para abraçar a humanidade como adultos iguais em liberdade.

Com o Brexit pode-se dizer portanto que uma guerra que até então estava velada foi declarada. A guerra dos velhos nacionalistas contra os juventude cosmopolita.

Essa guerra milenar entre os fieis do estadismo, manifesta nos últimos seculos como nacionalismo (seja ele secular ou religioso) é e sempre será uma guerra fraticida contra a própria humanidade, porém quanto mais próxima do derradeiro, mais filicida irá se tornar.

Quando da minha segunda visita a Europa em 2012 comecei a falar sobre isso, me olhavam como se fosse um louco. Mas disse o que tinha que falar e não vou deixar de fazê-lo principalmente agora: Não pensem que isso pará aí. Não sem resistência.

Da segregação da irmandade entre todos os povos e pessoas o estadismo uma vez em crise vai cada vez mais tendendo ao populismo e xenofobia e se tornando cada vez mais vulnerável ao nacionalismo de viés totalitária, seja eles de direita ou esquerda. Mas isso não é o pior. O pior vem sempre quando esses regimes se instalam porque eles flertam abertamente com os crimes mais hediondos contra a humanidade: o holocausto dos excluídos e o sacrifício infanticida da sua própria juventude. Tudo para defender os privilégios e posses e “estilo de vida” dos mais velhos no poder contra todos os inimigos desse Estado tomado definitivamente com se fosse o corpo da nação.

Os velhos patriarcas bem nascidos em eterna guerra contra seus irmãos mal nascidos não vão só precarizar e endividar o futuro dos seus filhos que mal nasceram, eles não titubearão em sacrificá-los, se preciso for para preservar seus domínios. Quando o sistema de exploração econômica entra em crise a guerra dos patriarcas, que se julgam os donos e primogênitos do mundo contra o resto da humanidade irmanada pela privação de sua parte na herança natural, tende a ir as vias de fato. Nos momentos de crise se torna uma guerra contra todo a natureza, contra tudo e todos inclusive se precisar contra seus próprios filhos e descendentes.

Aqueles que venderam sua alma em troca de poder, status e conforto, convocados pelas novas líderes propagadores desses velhos cultos, desenterram seus velhos preconceitos (jamais renegados apenas dissimulados) e cumprem sua parte no pacto, renovando seus votos de fidelidade e servidão no velho altar de seus ritos preconceitos supremacistas. Abraçam assim sem nenhum pudor mais uma vez abertamente seus credos e deuses, invocam seus velhos mitos e preconceitos, desenrolam suas bandeiras e apontam suas armas.

Fieis aos pactos que fizeram quando ainda eram jovens quando venderam sua alma e liberdade e dignidade, eles não vão exitar se tiverem que fazer muito mais do que roubar a liberdade da sua prole, eles hão de ser mais que covardes e tolos obedientes para cumprir sua parte neste pacto antisocial: eles hão de ser criminosos, vão sacrificar seus próprios filhos aos pés dos seus velhos ídolos senão em troca de favores, como crentes de que obedecem a um “propósito maior”.

O Patriarcalismo e a luta de uma nova consciência contro o velho inconsciente coletivo

O patriarcalismo não tem filhos, tem herdeiros; não tem bens, tem patrimônios. E portanto desconhece senão como hipocrisia qualquer ética ou moralidade, desconhece qualquer sentido ou sentimento que possa impedir sua vontade de poder de estende seu holocausto urbano cotidiano do proletariado para o da sua própria prole nos campos de batalha.

Isto não é apenas uma luta de oprimidos contra gente dispostas a matar estranhos para preservar seus domínios, uma guerra de gente xenófoba e racista que consideram outros povos culturas e classes e outras formas de vida inferiores dispensáveis e reificáveis é uma guerra do patriarcado contra o mundo.

Isto é uma luta não entre ocidente e oriente, imigrantes e nacionais, ricos ou pobres, é uma luta entre aqueles brancos supremacistas dispostos não só a matar todas as formas de vida para perpetuar sua existência, mas a acabar com a vida dos seus irmão e filhos para preservar suas poderes e posses.

Isto é uma guerra e uma guerra patriarcal. Não são só uma luta entre povos, culturas classes, e gêneros. mas uma guerra de gerações onde os velhos sacrificam gerações inteiras para preservar seus cultos e culturas e alimentar suas máquina estatais de discórdia e belicosidade. Uma guerra onde não só lideres dessa cultura mas seus seguidores mais aculturados estão dispostas a assinar qualquer pacto e seguir qualquer liderança que lhes promete conforto e privilégios, posses e poder, mesmo que ao custo do futuro ou até mesmo da vida dos seus filhos ou gene.

Uma luta portanto entre velhos vendidos e infantilizados sonhando com sua juventude e materialismo eternos e os povos e jovens sonhando apenas em se livrar deles para poderem viver e conviver livres e em paz seu próprio tempo de vida juntos. Uma luta entre aqueles que nascem sem nada contra aqueles que estão dispostas a acabar até mesmo com todas as outras formas de vida para ficar com tudo.Uma luta entre aqueles que sonham com um pouco mais de liberdade, um lugar ao Sol e os dispostos a fazer qualquer coisa para não ceder absolutamente nada, nem mesmo devolver o que não é seu.

É uma luta da humanidade contra a sua própria desumanização. Uma guerra entre supremacistas e libertários. Entre nacionalistas e cosmopolitas. E num sentido transcendental a guerra milenar entre velhos pervertidos e decaídos que insistem em manter seu matar e não deixar viver para manter seu corpo artificial e materialismo consumista, e espirito sempre renovado mais uma vez reencarnado em novas formas vidas pronto para revolucionar novamente a existência. A guerra de uma nova geração que não veio ao mundo apenas para ser escravos de suas dívidas, ou pagar com sua alma o pactos dos seus antepassados.

Mas não se engane estes que hoje tentam enterram o sonho de paz e liberdade de uma nova geração, também já foram jovens e estiveram cheios desta mesma vontade de viver de seus filhos. Se o que resta do jovem cheio de vida é apenas o velho frustrado e reprimido porque o jovem que ali habitava também foi sacrificado ao culto servil e repressor dos seus ancestrais.

Quando os Domus são ameaçados por uma nova arque libertária e libertadora, os Cratos, e suas cracia tiram sua mascará paternalista e revela a sua verdadeira arque patrimonialista e patriarcal: Cronos. E os velhos dominados por essa egregora de discórdia e conformação, se sentem mais uma vez compelidos pelo medo e ódio a sair a sair sua tumbas confortáveis e prestar seus serviços para proteger esse pacto anciente.

Ou em outras palavras, nós que não somos nem tão jovens para nos dar ao luxo de sermos ingênuos, nem somos tão velhos a ponto de sermos velhacos pervertidos. Nós que conseguimos envelhecer sem apodrecer não somos privilegiados, temos uma missão:

Proteger as novas gerações dessas velhas que tão bem conhecemos e que podem matá-las antes mesmo que elas cresçam. Ou pior podem se perpetuar como em tantos também nelas.

Porque a guerra está declarada.

De que lado você está? Dos dinossauros que tementes e crentes dos monopólio da violência, os adoradores dos velhos decadentes belicosos caros e armados até os dentes Estados-Nações que estão apostando e investindo alto numa guerra de civilizações e no entrincheiramento e genocídio dos povos excluídos, marginalizados e refugiados ?

Ou você está do lado do espirito do novo tempo, do lado das pessoas e povos que só querem viver livres em paz? Daqueles que querem encontrar o sentido da sua coexistência e sua própria forma de vida livres do ódio do medo da perseguição e coerção contra toda a diversidade humana e formas de vida?

De que lado você está dos jovens que querem se unir em paz com o mundo, dos povos obrigados a se manterem em reinos unidos, de nacionalistas que querem se fechar em seus territórios com armas até os dentes, mas com suas multinacionais extraindo riquezas a todo vapor do resto mundo? Ou dos povos e pessoas que querem se unir como pessoas e países emancipados livres da coerção de poderes centralizadores lideres populistas e fronteiras subsidiadas pela violência? — BREXIT: Os (novos) Cosmopolitas versus os (velhos) Nacionalistas

E outros…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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