REVOLUÇÃO UM

DAS REFORMAS POLÍTICAS E REVOLUÇÕES ECOLIBERTÁRIAS

ⒶRobinRight. 2015

REFORMAS POLÍTICA? NÃO. REVOLUÇÃO

Parte I

Se o projeto de poder que desponta no Brasil agora é de direita, isso não quer dizer que esta esquerda autoritária e decadente tenha sido um dia menos pior. O problema do Brasil não é a esquerda nem a direita, mas seu conflito simbiótico que alimenta as ideias e personas mais imbecis de ambos os lados. É a persistência de ambos em seu caráter autoritário, ainda que disfarçados de trabalhistas e liberais. O problema do Brasil é o mesmo, vire a esquerda ou a esquerda: na prática os governos dão sempre no mesmo lugar: projeto de poder através de manipulação dos juízos e valores da maioria- vista, tratada e dominada como massa.

O problema do Brasil é que estamos sendo dominados não só por modelos arcaicos e ultrapassados que, sem jogo de cena, fora as aparências e superficialidades não são nada além do mesmo; o problema do Brasil é que estamos presos nesta farsa eleitoral da alternância de poder, neste jogo de cartas marcadas entre populistas e reacionários, apenas disfarçados de esquerda e direita, governos e oposições, mas que em verdade são as faces da mesma moeda, os representantes de um mesmo interesse tão patrióticos em sua retórica quanto em verdade traidor em suas práticas.

Nossa esquerda e direita é tão nacionalistas quanto falsa, disposta a vender todo o país e sacrificar todo o povo só para manter os privilégios do poder- mesmo que este poder já esteja completamente vazio de sentido, legitimidade ou até mesmo de força para governar. Se for para tomar ou ficar nos palácios, todos os partidos não só fazem qualquer negócio, mas se submetem a qualquer papel e se entregam a qualquer um. Para manter suas prerrogativas, oposição, governo e aliados se unem contra toda a população roubada em sua soberania para vendem não só o que não é deles, como ainda por cima mandar a conta do roubo para o legítimo dono, o povo, pagar.

O problema, portanto não é apenas a paralisação da verdadeira esquerda frente ao arremedo de governo popular. Ou as manifestações de extrema direta fascista, mal travestida de democráticas. Mas a paralisação de toda pessoa que se considere minimamente consciente, de esquerda ou direita, frente a este crime contra toda uma nação. A paralisação de toda a sociedade frente à falsa oposição de forças políticas que se complementam na realização do mesmo mal: projetos totalitários em disputa pelo poder que se retroalimentam da intimidação e exclusão dos tolerantes e imbecilização das massas- tantos dos militantes fanáticos quantos dos midiáticos histéricos.

Tenham certeza de uma coisa, seja qual for o projeto de poder que vença, sempre quem perde é a nação, não como vontade coletiva fictícia dos mitólogos de poder, mas como cada pessoa livre, em livre comunhão de paz numa mesma terra, como povo, enquanto sociedade de pessoas naturais que partilham das mesmas necessidades básicas e meios vitais. Ficando no poder essa esquerda, entrando essa direita, quem ganha são sempre eles, mas quem perde continua sendo sempre os mesmos, a população. Esta continuará a ser expropriada, com o mesmo descaramento criminoso de toda política: “te curro, mas para o seu próprio bem”. E se não bastasse esse estupro contra a soberania para imposição de trabalhos forçados, todas as compensações que faziam minimamente toleráveis, essa condição criminosa chamadas de direitos trabalhistas, agora também sendo precarizados.

Não se deixe enganar por rótulos e nomes, precarização é só um eufemismo para o retorno do capitalismo ao seu estado bruto. Estamos voltando aos sistemas político-econômicos pré-revoluções comunistas, pré-estatitização dos movimentos sindicais e de seguridade social, chamados jocosamente de estados de bem-estar social. Estamos abandonando o subsidio estatal à conformação das populações com suas privações políticas e econômicas, mas não em direção à emancipação política e econômica dos dependentes, mas para retroceder a era do poder brutal, dos estados vigilantes, policiais e prisionais, voltando à escravidão assalariada e se preciso for, da guerra de todos contra todos.

Não se iluda, não será apenas com crises e recessões que o poder tentará sustentar seus estados de privilégios, nenhum estado armado vai renunciar a monopólios sobre terras e territórios apenas porque os povos do mundo ou mesmo o seu próprio povo esteja morrendo pela privação ou destruição dos seus meios vitais e naturais. Não. Não tenha a menor dúvida que se os amargos remédios dos economistas governamentais não funcionarem para salvar seus Estados-Nações, seus braços armados vão massacrar com fome e guerra quantas pessoas julgarem necessário para manter os privilégios das corporações privadas e estatais. Vão fazer das teorias de Malthus mais uma vez suas profecias autorealizadas jogando não apenas as classes umas contra as outras, mas os povos do mundo uns contra os outros.

Desemprego? Terceirização? Isso é só o começo de um processo de redução do excedente de mão-de-obra, ou sem eufemismo, considerando que mão-de-obra ainda é gente: Despopulação. O mundo não precisa mais de tanta gente para produzir o mesmo? Solução governamental: Menos trabalho? Não, meu amigo, menos gente. Pessoas são substituíveis, dogmas e mitos, não. Aliás, despopulação é também só apenas outro nome menos assustador para outras técnicas de genocídio e holocausto. A precarização é a volta para o mundo antes da primeira e segunda guerras mundiais, e se não aprendemos nada, se continuarmos a deixar que eles nos conduzam, nossos filhos vão terminar lutando e morrendo nas mesmas trincheiras que os das gerações anteriores, sacrificadas não pela paz das futuras, mas pelos deuses e estados dos velhos eternamente todo poderosos.

Quem dera que os autoritários de todas as trincheiras políticas se autodestruíssem antes de destilar todo seu terror, ódio e conflitos por todas as sociedades, mas isso sim é que é utopia. Nenhum autoritário vai para linha de frente, ninguém que detenha ou ambicione o poder se posta à frente das marchas. Pelo contrário, depois de por fogo no circo, na hora H, foge, posa de vítima, culpa o adversário e só volta se for para tomar posse do que ele literalmente pagou para ver queimar. Só reaparece para tomar posse do que não lutou para conquistar, volta só para perverter a história, apagar a memória e expurgar todos que não servem a nova realidade. Deixem os maníacos obsessivos por poder livres para disputar seu vale-tudo e eles não vão se matar, eles vão jogar todos nós uns contra os outros só para apartar uma sociedade desintegrada e governar sobre cinzas e sombras dos homens.

Libertários até existem. Claro que a maioria ainda, é só rato fugindo dos navios distopistas que se afundam, neoliberais mal disfarçados ou marxistas reciclados. Mas já há alguns verdadeiros libertários no Brasil, e começam a se organizar tanto a direita quanto a esquerda. Verdadeiros liberais e socialistas, porém ainda paralisados perante o espetáculo de disputa das velhas formas autoritárias de organização política e econômica. Estou enganado? Espero estar. Quanto espero ser o mais rapidamente contrariado pelos fatos e eventos. Eu mesmo, escrevendo aqui, já pretendo me contrariar, e me manifestar contra a ditadura dos esquerdistas e direitistas autoritários que demandam o mesmo: quem não está com eles, está contra eles. E nisto eles tem razão: é justamente contra todos eles, ou o que é a mesma coisa, a favor de nós mesmos que todo mundo livre deve ficar! Por isso, qualquer um que defenda não apenas sua vida e liberdade, mas sua identidade própria e diversa não só contra os estados e projetos de poder, mas, sobretudo contra os projetos de poder e suas ideologias, nem do século passado, mas do retrasado, tem de antemão meu apoio e solidariedade.

Não sejamos tímidos, não mandem só os governistas para o inferno, mas toda a ordem de demônios, súcubos e íncubos de todos os partidos, aliados e oposicionistas, mandem toda a classe de políticos e seu espetáculo da representação do real de volta para a casa do seu pai e patrono, que vão ter com quem de fato servem. Nisto os governistas estão certos: eles não são diferentes de nenhum outro político, eles merecem exatamente o mesmo destino dos outros. Que seja feita sua vontade. Pro inferno com eles! todos eles!

Nossa, mas quanta revolta! Será que não existe político sério? Respondo: será que o futebol tem combinação? Será que papai-noel existe? Ingenuidade e credulidade é uma coisa, vontade de ser corno e idiota é outra. Quer entender o Brasil basta olhar para o bolsa-família. É claro que o bolsa-família nunca foi renda de emancipação, mas você acha que o que a direita está contra é a falta de emancipação? Não vou nem te responder. E você, do outro lado, acha mesmo que a sua esquerda está preocupada com a independência do povo? Acredita? Então, meu velho você é ainda mais alienado, porque pelo menos a direita tem consciência de classe, eles estão defendendo os privilégios deles, e não vendendo o próprio rabo para sustentar ideologias e tiranetes populistas. Acorda, José! Eles querem é o mesmo que a direita: eles não estão brigando para livrar ninguém do cabresto, meu amigo, eles estão brigando para ver quem fica com os currais. Eles não gritam pelo fim das condicionalidades sobre o mínimo vital, eles gritam pelo fim de qualquer garantia de mínimo vital que não esteja atrelada a velha condicionalidade da escravidão: quem não trabalha (para o outro) não come.

A esquerda autoritária não luta pelo avanço social, mas pela dominação das massas através do paternalismo estatal. Da mesma forma que a direita conservadora não luta pela liberdade fundamental de ninguém além da sua, ou o que é a mesma coisa pela manutenção dos seus privilégios subsidiados pelo estado mínimo liberal. A direta que grita nas ruas não quer libertar ninguém do clientelismo político, quer jogar todo esse “povo indolente” de volta “no seu devido lugar”, que para eles sempre foi a senzala senão dos trabalhos forçados a chibata então pela necessidade da sobrevivência desnaturada, pela rarificação dos meios vitais e se preciso for até a destruição da provedora de tudo que é livre e igual: a natureza.

Esse não é um filme de bandido e mocinho, meu amigo, é de bandido comendo bandido e coitado de quem parar para assistir esse faroeste pensando que é só uma pornochanchada desenvolvimentista-neoliberal. E agora José? Agora? Agora corre atrás, Zé! Eis um lei natural: Quem luta pelo poder não luta por liberdade, luta por quem vai distribuir a ração e segurar o cabresto e não pelo fim do curral. E em países periféricos como o Brasil, onde as senzalas estão nos próprios territórios, a luta pelo poder jamais será a luta pelo fim da escravidão, mas por qual capataz cuidará da plantação dos gringos e ficará na casa grande. E repito, não se engane, para proteger seus senhores, esses capitães-do-mato e pretos-da-casa que se esfaqueiam pelas costas em público, com o mesmo despudor se amam e se beijam nos porões do poder.

Na política representativa tudo é jogo de cena e espetáculo da representação; nem os aliados são aliados nem a oposição é mesmo oposição; tudo é tão verdadeiro e honesto quanto propaganda de banco ou o Facebook. Todo mundo sabe: político vende até a mãe, vende a alma pro capeta, mesmo sem nem acreditar que ele existe, só pra garantir. Político (e não sejamos complexados: não daqui), político não é só corrupto ou vendido, é traficante e capataz da servidão de qualquer povo, a começar sempre do seu. Não? Então me diga um nome que você acha mesmo honesto, e que você não ache um louco, ou um idiota — ou pelo menos não desconfie que dos fingidos ele é o maior. Ninguém conhece melhor seu governo que o próprio povo, é como diz nosso ditado popular, no Brasil as pessoas se fingem de mortas até para comer fiofó de coveiro.

E aí, me diz, você foi mesmo protestar? Você foi protestar acreditando em político e política representativa? Quantos anos você tem? Veja, só há uma desculpa para cair neste tipo de conto: se você for muito velho ou muito bem consolado e confortado. Você acredita mesmo neste tipo de coisa? É sério? Você vai mesmo depositar seu voto de confiança de novo neste sistema? Vai mesmo acreditar que: “nãão! o próximo vai ser diferente… tem que dar certo”? Vai assistir novela, ou uma série gringa, ou melhor fica esperando a próxima copa ou pelos carnavais.

Teorias conspiratórias? Paranoia, mania de perseguição? Foi-se o tempo. Isso é luxo do tempo do seu avô, meu filho, é coisa para babyboomers, hoje não dá para ser um completo imbecil sem que um moleque de vinte e pouco anos com internet venha te esfregar na cara o quão servil, vigiado e alienado você é. Disneylândia, rainhas da Inglaterra, ídolos pop brancos e esbranquiçados, tudo isso é coisa de outra era. Conspiração, paranoia, era coisa de quem assistia ao Fantástico show da vida aos domingos e ficava desconfiando a semana inteira: será que não existe nada de mais acontecendo lá fora? Será?

11 de Setembro? Que diferença faz depois de Guantánamo? Se você não discrimina vítimas, nem assassinos por nacionalidades ou territórios que diferença faz enquanto crime contra a humanidade? Malufs? Sarneys? Lulas? FHCs? FIFAs, Empreiteiros, Banqueiros… Será? Não, não acredito, não pode ser. Governos e poderes ocultos? Quando foi que você nasceu? Hoje todos os crimes governamentais são pornográficos, explícitos, descarados. A era da centralização da informação foi-se. Teorias conspiratórias? Isso é coisa de norte-americanos para norte-americanos e afins, quem vive ao sul do Equador, precisa ser muito crente para ver a Nossa Senhora de Fátima que eles e seus serviços nem tão secretos pregam. No quesito fascismo contra o próprio povo os governos dos EUA têm muito a aprender com o Brasil, aqui não se perde tempo inventado teorias e inimigos, não. Aqui, ninguém é puritano, a sacanagem, o embuste, a corrupção é tudo feito na cara do povo mesmo, sem cortes. É cinema velho: caneta e porrete na mão e nenhuma ideia na cabeça.

Por isso, meu amigo dinossauro, se você como eu tem mais de 30 anos, mas ainda não saiu da caixa, nem do armário, não se resolveu política, sexual, religiosa ou vocacionalmente, e pior tem raiva de quem mal tem cabelos brancos e já se resolveu, deixa eu te explicar uma coisa sobre quem decidiu viver e tomar conta da própria vida antes de envelhecer e morrer: quem já saiu da caixa, não é mais paranoico… é revoltado mesmo; não tem teorias, nem ideologias, tem diante dos olhos o espetáculo grotesco da realidade concreta e absurda, de gente desprovida de olfato (ou qualquer outro sentido ou sensibilidade) a comendo bosta… e gostando.

Acho que você até sabe do que eu estou falando. Pode não se lembrar ou não querer lembrar; pode ter desistido de tentar entender de onde vinha aquela profunda sensação de vazio, de algo errado, mas quem não nasceu velho, nem de pijama, quem já viveu um dia, acho que sabe do que eu estou falando. Não é só o conhecimento que não é mais acadêmico, é a vida que já não é tão platônica. Muita gente está abandonada o mito da caverna, e se as novas gerações não se perderem nos caminhos para a liberdade, as mudanças históricas que experimentaremos não serão tecnologias, não se medirão por séculos, mas por milênios.

“Mas e as múmias e os mortos-vivos? O que fazemos com eles?” Alguém poderia perguntar. Ora, esta resposta já foi dita faz tempo, deixe que os mortos enterrem os mortos, e os mortos-vivos devorem os mortos-vivos. Não entrem nas suas guerras e disputas políticas e geopolíticas. Olhe para a massa de manobra dos dois lados e se pergunte: é isso que você quer ser quando nunca crescer?

Não percam tempo, não vale nem a pena comentar as formas mais extremadas de alienação. A boçalidade de quem pode se dar ao luxo de militar a esquerda ou direita, seja para pedir regime militares, seja para defender governos vendidos não tem fim. Claro que há aqueles que defendem quem está aí porque não são piores do os fascistas e fanáticos religiosos loucos para entrar. Mas estes são dignos de pena, se acreditam mesmo que todo esse lixo são os únicos mundos possíveis. Quem acredita mesmo que liberdade de decisão se resume a mera escolha entre as alternativas predeterminadas pelos predeterminadores é um coitado. Ver gente de viés autoritária defendendo o que há de pior dos dois lados nunca surpreende, mas ver gente de paz, sem desejo por poder, defendendo essas coisas por absoluta falta de opção, por desesperança, é triste.

É triste, mas o Brasil é tão insólito que a figura pública nem precisa ser honesta ou competente, não precisa fazer nada só falar, ou melhor, não falar nada politicamente incorreto que já está valendo. Seria tragicômico se não fosse criminoso. É triste. Triste e revoltante ver o medo das pessoas pobres, e as nem tão pobres quanto ignorantes, se agarrando ou a uma esquerda decadente com medo da velha direita, ou a uma direita reacionária por medo desta mesma esquerda autoritária. E pior: debaixo desta briga cega, correndo por fora, vem chegando o crentismo teocracista.

Malditos sejam todos os idolatras do poder, seculares e religiosos, servos da discórdia. Malditos sejam todos os inimigos que retroalimentam seus conflitos para sustentar o estado de guerra contra todo o mundo livre e todas as pessoas de paz. Pro inferno com esses governos, com essa oposição e, sobretudo com o eterno centro fisiocrata que como hienas sempre espreitam para devorar quem cai, e não só para continuar pilhando ou mantendo tudo como está, mas para continuar sempre apostando no quanto pior, melhor.

Nosso regime é do terror: Do terror da esquerda autoritária ultrapassada que se diz artífice de conquistas sociais, mas vende a população a qualquer capital nacional ou internacional desde que a sustente no poder. Do terror da direita neoliberal reacionária, que não importa o quão acéfala e incompetente seja a esquerda no governo, eles não perdem uma chance de lembrar o quanto eles podem ser piores e ruins, especialmente com os mais carentes. Se depender destas esquerda e direita autoritárias que estão aí não seremos só o último país do mundo a abolir a escravidão, seremos o primeiro país que se arrogue democrático a praticá-la de novo em seu próprio território.

Não, não vamos faremos como os EUA e Europa, não vamos terceirizar nossa escravização assalariada em países como nós que fazem da ausência de direitos seu principal comoditee internacional. Faremos como o governo chinês, vamos terceirizar nosso próprio povo, vamos deixar que se pratique a escravidão em nosso próprio território, mas sem precisar de nenhum disfarce comunista, vamos simplesmente ser mais positivistas, mais realistas que o rei: assim será porque esta é a lei.

Mas não sejamos preconceituosos com os chineses, americanos e europeus; deixemos de lado nossa síndrome de vítima e sejamos sinceros: se dependesse de quem dita os direitos e deveres no Brasil nunca serão como China, Europa nem EUA; simplesmente continuaremos sendo o que somos: o País do futuro, o país com saudades dos tempos que nunca tivemos e não nos levantamos para ter, e sempre com profunda nostalgia dos tempos e memórias falsificadas de todos os golpes, ditaduras, militares, das getulinas, até as mais colônias. É inegável, nisto Superamos nossos colonizadores europeus, e conseguimos ser mais sebastianistas que os portugueses e mais nostálgicos do que nunca fomos, que nossos hermanos argentinos. Temos saudades de bons tempos que nunca existiram e com o futuro sempre sonhamos, porque vivemos de saudar passados que nunca existiram e manter presentes realidades arcaicas que nunca deveriam ter acontecido. Não, jamais rompemos com nosso passado colonial, escravagista e imperialista e chupa-saco de impérios. E nunca encaramos de frente nosso presente.

Esperança? Esperança é só o outro nome de quem espera sentado para que alguém lhe tire do fundo do poço, para quem não tem coragem de se levantar. Esperança é a muleta do covarde e a corrente do alienado, chega de esperança, chega de desilusão. Não vai vir nenhum milagre político nem econômico, se existem algum milagre ele é feito de uma outra ordem,: a revolucionária, de outra fé, a libertária: Levanta e anda.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.