REVOLUÇÃO DOIS

DAS REFORMAS POLÍTICAS E REVOLUÇÕES ECOLIBERTÁRIAS

ⒶRobinRight. 2015

REFORMAS POLÍTICA? NÃO. REVOLUÇÃO

Parte II

E qual a solução dos defensores dos direitos humanos? Ora, cotas e polícia do politicamente correto. Genial! Como se policiamento ideológico pudesse por um fim a violência simbólica, como se a violência simbólica fosse uma mera questão subjetiva, da sensibilidade do ofendido e não a imposição de uma realidade segregacionista subsidiada pela violência de fato. Como se a violência simbólica pudesse ser combatida pela violência de fato que a sustenta e promove, e não com a sua extinção. Como se a solução para discriminação estivesse em exigir uma cadeira na mesa dos homens brancos supremacistas, e não na abolição do estado que faz do mundo um clube privé de supremacistas, mesmo que eles não fossem mais brancos, ou só homens.

Como se o crime de discriminação fosse feito meramente dos discursos de ódio e preconceito, e não da imposição dos preconceitos, como o próprio estado de discriminação e segregação como “de direito”, o apartheid legalizado cultural e social. Como se o branco pudesse ser discriminado pelo negro, a mulher pelo homem, o índio pelo colono, o subdesenvolvido pelo desenvolvido, o nazista pelo judeu, ou o sionista pelo palestino. Não, não existe discriminação reversa porque este crime exige a supremacia da força para sujeitar o outro aos preconceitos como a realidade imposta da sua vida. Não há discriminação sem o poder de fato para impor os juízos às vítimas. E a ignorância ou ódio não podem e nem devem serão contidos calando-se a força quem odeia ou ignora.

Combater autoritarismo com mais autoritarismo? Corrigir crimes históricos cometidos por lei sem devolver nem reparar o que foi roubado? Fazer do ladrão e sequestrador, justiceiro e provedor? Distribuir esmolas estatais para vítimas dos crimes, e com o dinheiro delas? É inegável, isto é um incrível projeto para encobrir não só a segregação, mas manter a escravidão assalariada bem disfarçada de todos os discriminados. A raiz da discriminação está na desigualdade de direitos naturais e não se finda com nenhuma compensação ou benesse que apenas amenize a violação. Crimes contra a humanidade e a pessoa humana não cabem censura por força de fato, porque não estão, nem jamais estarão na liberdade de manifestação, mas em todo ou qualquer poder arrogante e prepotente que se considere dono do mundo, das pessoas e sobretudo da moral para impor suas ideologias e preconcepções até mesmo contra os direitos naturais e liberdades mais fundamentais.

A moral não tem precedência sobre a liberdade, porque não existe moralidade sem liberdade. A liberdade de expressão e culto sem imposição nem ameaça não é crime; crime é toda repressão silenciosa, velada politicamente correta, legal contra toda possibilidade das pessoas contrariarem o preconceito e o supremacismo não apenas com discurso, mas na prática da paz liberdade e objeção de consciência não apenas a guerra, mas a todos os valores impostos. Não existe nenhum dano simbólico ou moral que possa ser parado ou reparado com o subsidio da violência de fato. Nenhuma violência de fato ou simbólica se resolve com polícia ou censura, mas justamente com o fim de todas as formas de imposições e privações contra qualquer pessoa de paz. A violência simbólica é o signo, o código, a ordem que se impõe contra a livre vontade alheia pelo subsidio da força de fato ou sua ameaça. E a legítima defesa se confira não contra ofensas, mas contra os discursos ou praticas que usam da imposição de signos, valores e classificações para gerar não agressões subjetivas, mas danos de fato pela privação da igualdade de direitos naturais a vida liberdade vocação e desenvolvimento humano.

O crime da discriminação não está no que se fala contra o outro, mesmo que todo supremacista e discriminador só usassem palavras “politicamente corretas” e não ofensivas, seu crime ainda seria o mesmo que silencioso, com ou sem discursos a violência simbólica está na privação dos valores e identidades dos outros pelas imposições de juízos como a identidade e valor contra a livre vontade alheia. A violência simbólica não é palavra, é marca de quem detém o poder para designar as coisas, é signos de poder para impor limites, privações e desqualificações a pessoa por imposição da violência como seu estado real ou até legal. Não é uma visão de mundo preconceituosa, mas a imposição da preconcepção de estado real e legal. É o signo que não importa se ofende ou não, se legal ou ilegal, politicamente correto ou incorreto, é o sinal criminoso do supremacista detentor ou protegido do poder sobre todos aqueles que ele marca para que ninguém os trate como igual.

Violentas e criminosas são, portanto as ações que impõe preconceitos como práticas, discursivas ou não, silenciosas ou não, mas sempre que cerceiam a liberdade de fato, que privam o outro das condições fundamentais para que ele possa afirmar sua identidade de acordo com sua própria concepção. A discriminação é ato cometido por quem detém a força de fato, legal ou não, para impor seus juízos e entendimentos como as limitações a vida e desenvolvimento do outro. É preciso do subsidio da violência de fato para impor signos e preconcepções à força; seja pela ameaça, seja pela privação; é preciso deter o poder para impor seus preconceitos como condição de vida e limitação do potencial dos discriminados para cometer a violência simbólica. Não existe discriminação reversa porque este crime exige a supremacia da força para sujeitar o outro aos preconceitos como a realidade imposta da sua vida. Não há legitimidade em nenhuma censura porque a discriminação demanda exatamente essa mesma violência da supremacia do poder de fato para impor qualquer juízo às vítimas como realidade objetiva. A violência simbólica não se configura só como o discurso, mas com qualquer prática, discursiva ou não, capaz de impor preconceitos contra a liberdade do outro.

O fator determinante da violência simbólica é o poder para impor seus preconceitos e predeterminação como identidade do outro. Nenhum discurso, ato ou signo por mais ofensivo que seja é em si criminoso se não for uma ameaça ou um ato de privação ou coerção da plena manifestação de outra pessoa de decidir e definir livremente quem ela é e participar em igualdade das decisões e definições sobre o comum. Discursos de discriminação, de ódio, ou até mesmo apologia à violência só deixam de ser o que são, discursos, para se tornar crime quando quem fala tem poder para fazer do seu juízo não mera opinião, mas sentença contra o outro, quando faz da sua própria afirmação a realidade imposta contra as chances e possibilidades de vida dos assim não meramente discriminados em direitos naturais, mas de fato apartados do bem comum. A discriminação é signo que se impõe contra quem pode ter até direito de responder, mas não tem meio de fato para negar com atos e ações o que se impõe artificialmente não com discurso, mas como estado de privação do seu potencial vocacional e autodeterminado da identidade e concepções.

Nenhum ato que não implique em deflagração da violência não pode ser parado com violência. Todo discurso que não seja uma ameaça de fato, não pode por mais odiosa que seja, recriminado, censurado ou mesmo punido com o uso da violência de fato ou simbólica. Isto não quer dizer que a ofensa não possa ser reparada ou que não se deva, isso quer dizer que a justiça e reparação só podem e devem ser feitas sem a recorrência de nenhuma violência- legal ou ilegal. A ofensa jamais se repara com agressão. Uma vez contida a violência deflagrada como ato ou estado, a ofensa e até a própria disposição à violência se fazem parar e pagar usando dos direitos inalienáveis das livres associações de paz para boicotar e sancionar os injustos. Porque se não existe a discriminação reversa é pela mesma razão que não existe limite à liberdade de expressão: é pelo subsídio da violência de fato, que a violência simbólica se configura e a discriminação se impõe não subjetivamente, mas como o estado de exceção dos direitos naturais dos segregados.

A violência simbólica deixa de objeto de reparação pacifica, para ser objeto de legítima defesa quando o signo não é mais um opinião, mas o prenuncio, a ameaça de agressão e privação. E essas marcas de um estado de desigualdade e desumanidade que precede os atos de violência e não são só uma violência, mas as provas dos crimes contra a humanidade sistematicamente cometidos dentro deste estados. A discriminação não está na suástica, mas nas estrelas de Davi usadas pelos nazistas para marcar e demarcar e seus guetos, campos de concentração, e holocaustos. Toda ofensa pode e deve ser objeto de demanda por justiça de paz, mas a sociedade que permite que a ofensa seja recriminada por supremacismo, que pede ao monopólio da violência para usar da sua força para que censure quem quer que seja, permite não apenas a disputa de poder por fanáticos, políticos, religiosos e científicos, mas abre caminho para a ascensão de totalitários que perseguirão não só opositores e dissidentes, mas todas as pessoas livres e de paz que não pertençam a sua classe nem sirvam a sua ordem.

Não há nada mais estupido do que pedir para as autoridades acabarem com os crimes de poder. Quem pede para que o poder o proteja e puna os perseguidores das liberdades, terminará ele perseguido e punido pelos supremacistas. Ou, quem acha que o discurso de ódio será contido pelo monopólio da violência e dos valores, terminará sendo esmagado pelo próprio monstro que alimenta, porque o Leviatã não foi criado para proteger liberdades, mas para subtraí-las em favor do corpo do poder absoluto. O humanista, o cosmopolita que ignora o que move a máquina do poder e pede a criminalização de qualquer fobia ou “ismo” terminará perseguido por fanáticos idólatras do poder e do terror. Porque monopólios do poder não foram criados para permitir a diversidade ou a convivência pacífica entre os diferentes credos ou formas de vida, mas para impor a supremacia política ou religiosa tanto faz desde que absoluta e armada não só contra as minorias, mas sempre primeiro contra a menor e mais importante unidade possível da vida: a pessoa natural.

Todas as formas de discriminação nos estados de desigualdade de autoridade estão proibidas, menos o preconceito que sustenta todos os tipos de violência: a de quem detém a supremacia da violência, de quem detém a legitimidade para discriminar e classificar quem nasce com direitos naturais plenos e quem está sujeito e sujeitados a eles como seus objetos de uso, emprego, estudo e claro, proteção contra toda e qualquer pessoa que com boa ou má fé o ofenda. Em outras palavras, para a justiça estatal o crime que precisa ser imediatamente reparado e punido com mais violência não é a violência cometida com o subsidio das leis ou omissão do Estado, mas a ofensa contra os injustiçados.

Depois que estatizaram até a defesa dos direitos humanos, até a liberdade de expressão virou caso de polícia e censura, e a violência simbólica que deveria ser o crime de quem detinha o poder de fato para impor signos, valores e preconceitos contra as pessoas livres, passou a ser justamente o contrário: a prerrogativa de quem detém o poder e a autoridade. E qualquer um que se manifeste contra a discriminação em sua forma pura, o supremacismo, a suposição de quem detém o poder é superior em autoridade sobre os demais, corre o sério risco não apenas de ser recriminado, mas incriminado.

Não se engane, os defensores do politicamente correto não querem acabar com nenhuma forma de violência velada, eles querem dar como morta a violência, e enterrar viva as vítimas, com todo monopólio da violência mantendo as testemunhas caladas e censuradas. Pro diabo com todos os idolatras do poder e fanáticos pelo absoluto! Pra casa do pai com todos os supremacistas, racistas e falsos defensores dos direitos humanos e naturais! Deixem os autoritários e hipócritas dominarem o mundo, e tudo se resolverá com suas ficções distópicas: trocando nomes e adulterando dados e realidades.

No futuro estrategicamente planejado por eles, quem não chamar o pobre de “portador de vulnerabilidade socioeconômica” vai acabar preso. Se depender deles com certeza a pobreza e discriminação acabarão um dia… exatamente assim, no papel, com a censura, teorias, planilhas e doses cavalares de propaganda. Discriminação velada? Por eles, velaremos os necessitados por discriminação até que morram e despereçam como os índios que não sabemos nem mais que existiram — não há séculos atrás, mas ontem. Se depender das autoridades e autoritários que perseguem e defendem quem é não pode ser chamado de pobre[1] e preto e (aguardem) latino, a “solução final” da pobreza e discriminação será dada com o desaparecimento do pobre e do preto no papel, até que o etnocídio politicamente correto de todo povo invisível, calado e marginado se consume de fato como só como gentrificação, mas como genocídio.

Não. A justiça não é vingança estatizada, nem se faz com compensações nem censura, mas com a abolição do poder criminoso e reparação dos seus crimes históricos. Justiça se faz como o fim dos monopólios que sustentam não só a discriminação de etnia, gênero, classe ou gerações, mas a segregação de toda humanidade e todas as pessoas naturais. Finde a segregação do bem comum e a discriminação de autoridades, e não só todos os preconceitos, mas todos os vermes que vivem de disseminá-los, como também os que se sustentam para pretensamente combatê-los cairão junto com seu estado político criminoso. Restitua-se o direito natural a todas as pessoas sem nenhuma distinção; restitui-se a igualdade de autoridade sobre propriedades comuns e usufruto dos meios vitais, e o crime da discriminação desaparecerá junto com o maior crime contra a humanidade: o da privação e segregação dos direitos e liberdades fundamentais.

Não. A justiça não é vingança estatizada, nem se faz com compensações nem censura, mas com a abolição do poder criminoso e reparação dos seus crimes históricos. Justiça se faz como o fim dos monopólios que sustentam não só a discriminação de etnia, gênero, classe ou gerações, mas a segregação de toda humanidade e todas as pessoas naturais. Finde a segregação do bem comum e a discriminação de autoridades, e não só todos os preconceitos, mas todos os vermes que vivem de disseminá-los, como também os que se sustentam para pretensamente combatê-los cairão junto com seu estado político criminoso. Restitua-se o direito natural a todas as pessoas sem nenhuma distinção; restitui-se a igualdade de autoridade sobre propriedades comuns e usufruto dos meios vitais, e o crime da discriminação desaparecerá junto com o maior crime contra a humanidade: o da privação e segregação dos direitos e liberdades fundamentais.

Não é calando a boca de ninguém, nem mesmo dos supremacistas, que se acabará com estes apartheids velados. Que me xinguem de subdesenvolvido, miscigenado, pobre, vagabundo, macaquito, que me chamem do que quiserem, desde que não encostem a mão, façam o que quiserem, eu não quero nada; tirem da minha cara suas armas e eu mesmo buscarei em paz e livre comunhão meus direito naturais a autodeterminação e autopreservação, o direito a vida e trabalho não-alienado. Que nenhum arrogante autoritário venha me privar dos meus direitos de afirmar quem eu sou e o que eu posso fazer para vender sua proteção. Não quero nada deles, além de que deixem em paz.

Não quero apenas o direito de viver sem ser obrigado a servir ou idolatrar pessoas e valores alheios, quero poder viver em paz com as pessoas e valores que acredito. Quero dar a Cesar o que é de Cesar e poder ficar comigo o que é meu. Que não venham oferecer o que não é deles e que de fato não podem me dar, só tirar. Tudo o que eu quero é meu direito a liberdade de credo e consciência seja respeitado e que eu não seja obrigado a servir ao pagar tributos a nenhum culto ao poder supremo, seja ele politico, religioso ou econômicos, porque minha fé é a na igualdade de direitos naturais e o deus não o poder total é a Liberdade.

Ligado a minha liberdade natural ao princípio criador da vida não preciso de ninguém que se arrogue meu defensor, nem persiga ninguém que fale o que pensa sobre mim. Não preciso de justiceiros. Só quero tomar parte com igualdade de tudo que é direito meu e de todos. Direitos não são benesse nem caridade, mas necessidades naturais e sociais. A participação direta nas decisões e acesso aos rendimentos sobre tudo que é natural ou bem comum, sobre tudo que é meios vitais não é apenas fundamental ao um estado de justiça, mas necessária para ao estado de paz. As pessoas ainda vão precisar da caridade, da solidariedade, da cooperação e claro competir e concorrer, mas não mais para sobreviver.

Digam o que quiserem sobre mim, mas devolvam meus direitos naturais. Façam uso pleno da sua liberdade de expressão, mas parem de roubar minha liberdade de fato para exercer plenamente meu potencial e vocação. Que a liberdade de manifestação de paz seja plena, até porque onde ninguém deve ter o monopólio dos meios de comunhão, e a opinião dos outros é só o que ela é: uma opinião, nada mais — e diz mais sobre quem fala do que sobre quem é falado.

Não quero que prendam ninguém que me discrimine, quero o fim da segregação, sobretudo sobre o direito natural aos meios necessários a autopreservação, quero a garantia de liberdades fundamentais, mas dada não como benesse ou favor estatal, mas como se deve: por direito natural, e em equilíbrio descentralizado de forças e igualdade de autoridade sobre o bem comum.

Sei que muita gente vai dizer que eu defendo o direito de ser ofensivo em causa própria, e que não apenas minhas palavras, mas minha forma de ser ofende e repugna muita gente. Mas porque eu também não poderia me ofender com a sua intolerância e desprezo por mim ou meus valores? Poderia mas isso seria abraçar a esta imbecilidade. Ninguém é obrigado a gostar de mim ou do que eu digo, ninguém é obrigado sequer a deixar de me desprezar e odiar, por que as pessoas deveriam ser hipócritas por lei? Porque devemos continuar institucionalizar a hipocrisia pela legitimação da violência? Não. Que quem qualquer um possa dizer que faço e falo é uma completa imbecilidade, que eu sou um idiota. Se ele não tiver nenhum poder autoridade ou prerrogativa de uso da força sobre minha pessoa que força isso tem?

Defendo a liberdade de expressão de todos, inclusive dos que odeiam a qualquer um que não pensem como eles. E até prefiro ter que conviver com quem gente que me odeia e despreza do quem hipocritamente diz querer o meu bem, e se apropria de tudo que é natural e comum para impor sua vontade de poder contra minha livre vontade de paz. Desde que me deixem em paz, prefiro mesmo viver entre canalhas, imorais, preconceituosos e até idolatras do que entre gente virtuosa, caridosa, correta, tão cheia de certezas e moral, que estão dispostas a fazer qualquer coisa para impor o que juram que é certo. Com certeza prefiro gente imperfeita e ignorante, mas de paz do que essa gente perfeita e educada que se acha dona do mundo e da violência para regular, vigiar e mandar na vida dos outros. Melhor os inimigos de paz que os amigos violentos.

Sinto muito, maníacos violentos por poder despertam revolta, mas o pobre coitado do conformado com seu todo poderoso é digno de pena. Se você prefere viver violentado, desde que ninguém te chame de currado ou estuprado. Viver no arcabouço de todo monopolizador ou supremacista da violência, desde que ninguém possa falar o que você não quer ouvir; se prefere viver sob o poder e a tutela de autoridades do que viver em igualdade de autoridades e liberdades fundamentais; se prefere renunciar a não só falar o que pensa, mas ser tudo o que poderia, só para ver punido quem fale o que não deveria, você definitivamente não é só um coitado, é o amante do todo poderoso que te curra e cafetina- desde que ele continue te mandando flores.

Ninguém é idiota; melhor ser livre que empregado, ser rico do que pobre. Mas prefiro ser pobre e até coitado do quê o mais rico e poderoso dos servis. Entre minhas próprias concepções e valores, e os títulos e moedas do poder alheio, fico com o que é meu por natureza. Ninguém quer ser violentado, não renuncio a meu direito de autopreservação, mas prefiro fugir e resistir a violência do quê me converter ou me entregar a um violentador. Prefiro minha liberdade e dignidade ao poder e sua servidão.

Claro que não me contento em só simpatizar com a causa dos violentados, defendo não só o direito de reação proporcional de toda pessoa para se livrar da violência, mas antes disso a garantia dos recursos básicos para que ela não seja jamais obrigada a se vender ou lutar com todos os meios necessários para por fim a privação da sua vida ou dignidade. Defendo não apenas a descriminalização do direito natural a autopreservação, mas a restituição e garantia dos bens comuns e meios vitais para que ninguém seja premido a entrar em conflito por sua vida ou liberdade.

Ninguém é obrigado a sustentar ninguém, nem dar o que é seu para os outros, mas não pode fazer do que é seu a privação dos meios vitais de ninguém. Todas as pessoas sem distinção tem o direito natural de tirar seu sustento dos meios vitais conforme suas necessidades, mas a posse de um bem natural só é legítima sem a privação das necessidades básicas dos outros, o que significa antes de mais nada a preservação da próprio meio ambiente.

Quero o fim dos estados de privação e coerção, o fim das violações sistematizadas. Não quero simplesmente o fim da violação da livre vontade das pessoas de paz, mas o fim do roubo das propriedades particulares e comuns pelos supremacistas. Quero um território onde as pessoas possam se defender particular e mutuamente contra a apropriação de bens e violação destes fanáticos e idolatras por poder. Um território de liberdades garantidas como direitos por disposições constituintes de defesa e provisão mútua como deveres voluntários.

Defendo, portanto a desmonopolização do bem comum e a igualdade de autoridades sobre os meios vitais, dada não por promessa, mas de fato através de garantias mútuas de liberdades fundamentais como participação igual nos rendimentos básicos destas propriedades comuns.

Não quero que ninguém que seja obrigada a seguir nada do que digo, não quero que ninguém que não me suporte seja obrigada a conviver comigo, assim como não quero ter que servir ou me associar a elas. Para isso é necessário não só que todos nós tenhamos nossos espaços próprios e tempos livres, mas os meios necessários para viver, de modo que ninguém tome o que é do outro por necessidade[2], ou se aproprio daqueles espaços e recursos naturais que não podem ser tomados nem consumidos por ninguém sem o prejuízo de todos.

Sei que para conseguir o que quero preciso estar disposto não só a reconhecer o mesmo direito de auto-organização e próprio-concepção a todas as pessoas de paz, mas a assumir voluntariamente a responsabilidade de defender nossos direitos e bens comuns. Garantir que ninguém se aproprie ou destrua as propriedades naturais é tanto condição imprescindível para que todos possam usufruir dos meios vitais, como condição fundamental para que nenhuma força destrutiva emerja como poder supremacista sobre os segregados dos seus direitos naturais em um ecossistema reduzido a estado político-econômico.

A liberdade definitivamente não é fazer o que se quer, mas ter como ser tudo o que se pode ser em paz. Essa liberdade como estado, é um direito igual de todos que não só é legítimo defender, é preciso defender contra aqueles que acham que podem não só fazer o que querem contra a necessidade dos outros, mas, sobretudo ditar e impor sua vontade de ter e poder como se fosse a necessidade e vontade de todos pela privação dos meios vitais e destruição do meio ambiente e desnaturação da vida.

Não estou defendo a perseguição dos atuais supremacistas do mundo, mas tão somente o fim da sua supremacia da violência. Defendo a liberdade pela paz e a defesa da paz pela legitimação da liberdade como estado, a criminalização da redução da vida à mera liberalidade ou benesse de qualquer poder arrogante, e o direito a legítima defesa contra este estado de violência. Se os arrogantes e prepotentes quiserem viver em seu clube fechado de racistas, de supremacistas idolatras de todos poderosos, isto é com eles, que vivam; o que eles não podem é fazer do mundo o clube de campo do seu fanatismo e suas taras impondo, se apropriando e consumindo tudo que é natural pelo monopólio da força e ditadura da preconcepção.

A ecologia e o libertarismo não incompatíveis, eles imprescindíveis um ao outro a sua realização porque vida e liberdades estão intrinsecamente ligadas, e assim como a vida depende da liberdade a liberdade não apenas carece da vida para se manifestar, mas é como fenômeno a própria manifestação da vida em toda sua diversidade. não apenas em equilíbrio de forças de fato, igualdade de autoridade, mas em equilíbrio ecológico restaurado por esses fundamentos de um estado ecolibertário.

Não é só porque o direito natural a autopreservação e usufruto dos recursos vitais conforme as necessidades demanda a preservação da fonte geradora deste bem comum: a natureza que a garantia de liberdades fundamentais de fato é ecológico. A garantia sociais destas liberdades fundamentais são também a constituição de um estado de igualdade de autoridades que institui as condições para sustentar o equilíbrio de forças que permite tanto as negociações e acordos de paz quanto sua defesa mútua. Um estado libertário que protege não apenas a paz e a livre associação e negociação, mas um estado que ao proteger as pessoas livres e seus direitos naturais de autopreservação e autodeterminação contra todo poder central e supremacia da violência impede a imposição de tributos e redistribuição de custos que sustenta os monopólios estatais e suas corporações privadas que tanto geram a privação dos meios vitais quanto a destruição de toda natureza na luta pela expansão dos seus domínios artificiais.

Não estou defendo a luta contra o governo, as forças armadas, nem sequer a desobediência civil, estou defendo o direito inalienável de se conviver fora do domínio e controle alheio. O direito inalienável de não viver em função dos outros, seja como dependente seja lutando por sua independência. Não estou demandando somente o direito de protestar, fugir, e se defender contra o estado de violência porque não ponho sequer este direito em questão, pelo contrário é justamente questionando quem não aceita o contraditório, a concorrência, é contra a imposição de valores e criminalização da sua recusa, contra esse monopólio violento que faço a minha denuncia de crime e ilegitimidade. É absurdo. Não são as pessoas de paz que tem direitos de se defender legitimamente, é o estado do monopólio da violência que não só não é legítimo: é um crime contra a humanidade. Fugir, combater, ou servir, ter que escolher entre alternativas imposta por gente autoritária e violenta, escolhas impostos por quem monopoliza a vida não são direitos nem liberdades, mas privações reguladas e discriminadas. Não quero desobedecer, não quero lutar contra o governo, não quero tomar a propriedade de ninguém. Entenda, tudo o que peço, é o que qualquer pessoa deveria ter, o mesmo direito a legítima defesa e autopreservação, o mesmo direito a autoridade e liberdades fundamentalmente iguais sobre o que é comum.

Não quero o fim dos governos, nem sequer das forças armadas; não quero que ninguém seja impedido de tê-los nem de não tê-los; que haja tantos governos quanto as pessoas quiserem ter, desde que elas paguem por eles e não me obriguem mais a servi-los nem a sustentá-los! Tenho que contribuir como todo mundo com o que é o bem de todos? Pois bem, que minha contribuição seja proporcional a participação proprietária que tenho no rendimento nestes bens comuns. Não gostou? Não tem problema ninguém é obrigado a aderir a nenhum sistema. Quem não quiser participar desta sociedade que monte a sua própria sociedade e negocie seus valores com todos os demais com os mesmos direitos de participação direta no bem comum, liberdade de negociação, valoração e associação de paz.

Que hajam tantos estados, tribunais, instancias de governos, tantos quantos tiverem que haver no mundo e em nosso território. Que cada pessoa tenha o governo e sistema social que estiver disposto a sustentar, e que se respeite o direito de cada pessoa de decidir sobre seus interesses e participar a negociação pacífica dos interesses que são de todos. Porque ou nos matamos ou aprendemos a conviver no mesmo espaço ao mesmo tempo. Ou aprendemos a coexistir pacificamente no mesmo meio ambiente, seja ele o globo seja ele as terras de um país, ou viveremos como bichos demarcando territórios até sermos extintos. Ou evoluímos e nos revolucionamos, desenvolvemos estados de paz que comportem tantas sociedades livres, tantas forças de defesa e tantos governos quanto necessários a preservação da diversidade humana e natural ou já era. Porque não? Se todas as sociedades forem de paz, se nenhuma tentar tomar todo o espaço natural, os meios vitais das outras para proteger-se bastará o compromisso de defesa mútua contra qualquer um que tentar se impor pela violência ou privação dos demais.

A verdadeira paz é perfeitamente possível, assim como a verdadeira liberdade. Isto não é utopia, o problema não é o sonho das pessoas de paz, mas o pesadelo imposto pelos violentos como distopia não porque os violentos e desinteligentes são mais fortes, mas porque os pacíficos e inteligentes se submetem não apenas a ameaça da violência, mas ao poder supremo como se isto fosse uma realidade dada e inescapável. A violência só é o poder supremo porque as pessoas de livre comunhão e paz aceitam que as prerrogativas da violência e do usufruto da natureza, de quem se julga donos do mundo, sejam legitimadas como legalidade e pior realidade.

A maior falácia da humanidade é o mito que sem um poder centralizador, sem um poder supremo não existe proteção a livre concorrência ou garantia de serviços sociais. Não. A verdade é que, sem imposição do monopólio sobre o bem comum não existiria a supressão de nenhuma livre concorrência, nem mesmo sobre os serviços sociais, e até mesmo o problema autoprovocado da necessidade de proteção contra os monopólios ou competição desenfreada, desapareceria com a descentralização do poder e das forças de fato, porque o freio natural a autodestruição predatória é o equilíbrio de forças entre todos dentro do ecossistema. Destruição da natureza e assassinato dos povos tem riscos custos humanos e de capital, e consequências sociais. Deixem que os donos dos governos paguem por seus atos e arquem com suas consequências e você vai ver quantos crimes contra a natureza e a humanidade eles vão corajosamente perpetrar sozinhos.

A aceitação de qualquer monopólio ou prerrogativa da violência gera o mal da sua necessidade retroalimentada. Da mesma forma a simples renegação deste mito gera enfraquece o poder de conversão e aliciamento dos poderes centrais até a queda do culto desnaturador e perverso ao absoluto por falta alienados. O simples rompimento da ditadura do poder como preconcepção já é a pedra na água, a onda revolucionária que derruba a letargia da egrégora do poder, rompendo com as barreiras que desconectam as pessoas entre si e o mundo. Quando e onde não questões revolucionárias tão importantes quanto o movimento. Uma vez concebida a liberdade virá, derrubando os poderes que impede a distribuição das forças de forma mais livre e equilibrada de modo a sustentar não apenas a paz, mas a livre concorrência para a produção do bem comum e proteção da natureza.

Não, não quero fazer da minha vida nem a de ninguém uma luta pelo poder, nem muito menos contra o poder, tudo o que eu quero é viver livre e em paz, e peço às pessoas que tem a mesma vontade que se solidarizem umas com as outras e não só renunciam ao poder a servi-lo, mas naquilo e quando puderem façam o podem pela liberdade de quem não quer viver alienado. Não há ação ou não-ação que seja pequena. Não há ato de fé na liberdade que já não seja em si redentor e libertador.

O fim dos privilégios das classes políticas é de fato não apenas o fim da das desigualdades e privações criminosas, ou o fim da discriminação das classes, gêneros etnias e gerações. O fim dos monopólios geopolíticos e a abolição dos estados de apartheids entre os povos e pessoas de todos os territórios nações não é só um passo importante para por fim aos conflitos internacionais, mas antes disso entre as pessoas de uma mesma nação. É o começo da defesa e proteção sem fronteiras da humanidade.

[1] Alias pobreza defina pela definição de tecnocratas e não pelo que a própria população considera suas necessidades básicas e possibilidades naturais.

[2] Ou sua alegação.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.