Revolução científica: uma questão de revolução da mentalidade, ou se preferir dos paradigmas não só da ciência, mas que sustentam todo o saber em suas formas, a cultura:

Sempre acreditei que não deveriam ser feitas comparações. Eu pesquiso os neandertais, mas também os primeiros Homo sapiens europeus, os aurignacianos. No entanto, acho errado julgar em função do outro. Minha pesquisa não procura saber quem era superior. O interessante é sermos capazes de reconstruir os comportamentos: a hierarquização nunca deve ser o foco. Até mesmo por razões éticas, não devemos hierarquizar. Vivi com os nômades do Kalahari e eles tinham tecnologia de caçadores-coletores com instrumentos como o arco. Poderíamos pensar que, tecnologicamente, eram menos evoluídos que outras sociedades, mas mostravam uma riqueza enorme em suas histórias, na maneira como conheciam a natureza. O que nos torna humanos não é só a tecnologia. Afirmar que os caçadores-coletores são inferiores é um erro. O homem é sempre singular. Não querer aceitar a diferença do outro, inferiorizá-lo, é muito ruim e tem sido um problema há muito tempo. (…)

O lado cultural é muito importante: me interessa ver como nascem e se formam certos comportamentos como a construção do outro. Eu acho que existem coisas em nós que remontam a um longo caminho em nossa história e que estão sempre presentes, de forma consciente ou não. Isso nos força a considerar muitas coisas e, acima de tudo, nos obriga a ser modestos, porque sabemos que não somos os primeiros e também não somos os últimos. Somos mais um elo de uma cadeia. -Entrevista | Marylène Patou-Mathis: “O canibalismo é tipicamente humano”

A cultura teotihuacan remonta aproximadamente ao ano de 400 a.C., mas seu apogeu foi entre os anos 100 e 550 d.C.

Teotihuacán, ou o lugar onde os homens se tornam deuses, chegou a ter uma área de 23 quilômetros quadrados e entre 150 mil e 200 mil habitantes.

“Foi a cidade mais populosa que existiu em todo o continente americano na época pré-hispânica durante o período clássico”, explica o especialista.

Era uma cidade muito cosmopolita, onde viviam pessoas de muitas origens étnicas, atraídas pelo fato de o local oferecer muitas oportunidades.

No início, eles se dedicavam à agricultura. Mas depois foram mudando para a produção artesanal e intercâmbio.

Segundo os estudos, a região manteve uma relação comercial com praticamente todas as culturas do período clássico da Mesoamérica.

Tlalocan, o caminho sob a terra

A descoberta do túnel ajudou a entender mais sobre a história da cidade, que foi destruída e abandonada provavelmente pelos mesmos teotihuacans e séculos mais tarde foi habitada pelos astecas.

O projeto de exploração do túnel foi chamado de Tlalocan, que significa “caminho sob a terra”. (…)

No final do túnel, nas câmaras, eles encontraram “uma oferenda espetacular”. Havia 4 esculturas, das quais três representavam mulheres e uma era homem.

As figuras femininas diferem das masculinas por serem maiores e vestidas, enquanto o homem está nu.

“É uma maneira de nos dizer que, em Teotihuacán, as mulheres desempenhavam um papel muito mais importante não apenas na estrutura do poder, mas talvez também na religião”, diz Gómez.

As primeiras divindades são femininas, conta. É uma homenagem às mulheres, que eram associadas à fertilidade e à terra.

“Por outro lado, o culto das divindades masculinas é o culto à guerra. É a mudança do modelo da economia da produção para a economia de apropriação”, diz ele. — A história do túnel misterioso das pirâmides do México que nunca será aberto

A Idade Meghaliana começou há 4200 anos com uma seca catastrófica e um período de arrefecimento, cujos efeitos duraram dois séculos e afetaram civilizações como o Antigo Egito. É única, defende o geólogo Stanley Finney, da IUGS, em declarações à BBC, no sentido em que este evento climático produziu alterações nas civilizações humanas.

A mudança acontece numa altura em que há uma discussão acesa na comunidade científica sobre se a Terra entrou numa nova era geológica, que tem sido chamada de Antropoceno e que terá começado no século XVI. A palavra Antropoceno é aqui usada para dar conta da altura em que a espécie humana se tornou uma força com um impacto no planeta que já não passa despercebido.-Entrámos na Idade de Meghalaya. Cientistas acrescentam novo capítulo à história da Terra

“A chegada dos europeus, em particular dos britânicos e espanhóis, teve um impacto profundo na América Central e do Sul”, afirma Maslin ao Observer. “Levaram consigo germes como a varíola, sarampo, gripe, febre tifóide e muitas outras doenças que provocaram a morte de mais de 50 milhões de americanos, que não tinham exposição prévia a esses patógenos, em poucas décadas. O povo americano entrou em colapso e a agricultura de subsistência foi destruída”, explica.

“Podemos detetar isso nos núcleos de gelo da Antártida. Fornecem uma história da atmosfera por milhares de anos e mostram que os níveis de dióxido de carbono atingiram um mínimo distinto por volta de 1610 porque as florestas, que são muito melhores do que as culturas agrícolas para absorver o dióxido de carbono, cobriam agora vastas áreas da paisagem americana — graças à erradicação das pessoas que já tinham cultivado lá. Esse efeito persistiu durante décadas até a população na América ter sido outra vez restaurada”.

Esta é a marca — o ano de 1610 — que realmente define o Antropoceno, consideram os investigadores. Além disso, os dois acreditam que estes movimentos colonialistas não afetaram só os povos mas também os animais e as plantas.

Durante as décadas em que exploraram o continente americano, os europeus alimentavam-se das suas batatas e tomates, enquanto que na China e na Índia se consumiam as suas especiarias. Estas importações também tiveram um profundo impacto. “Na China, por exemplo, a chegada do milho permitiu a criação de terras mais secas, gerando novas ondas de desflorestação e um grande aumento populacional”, dizem.

A colonização da América resultou assim num triângulo comercial: os produtos europeus foram vendidos para África em troca de escravos, que foram transportados para a América para cultivar algodão e tabaco para a Europa. Pela primeira vez, o mundo estava ligado a um único sistema económico global.

A globalização tinha começado e o seu impacto no planeta tem sido vasto desde então. Um dos resultados foi a homogeneização da vida na Terra. Ratos e outras pragastransportados nos navios invadiram os habitats de espécies isoladas, ao mesmo tempo que mais terras foram sendo destinadas à agricultura.(…)

“O Antropoceno começou com a difusão do colonialismo e da escravatura. É uma história de como as pessoas tratam o meio ambiente e de como se tratam entre si”.

“Tornámos-nos uma nova força da natureza, ditando o que vive e o que é extinto. Embora, num aspeto importante, somos diferentes de qualquer outra força da natureza: o nosso poder, ao contrário das placas tectónicas ou erupções vulcânicas, é reflexivo, ou seja, pode ser usado, modificado ou mesmo retirado”, concluem os dois autores.- Colonialismo não criou só escravatura. Também mudou geologia da Terra

Causas politicas-econômicas ou ecológicas? Cada vez mais essa é uma pergunta que não vai fazer muito sentido. Pois seja porque uma civilização ignora os riscos impactos da sua cultura político-econômica na natureza, seja porque ignora os próprias causas e riscos naturais inerentes do meio ambiente, o resultado é o mesmo: falência, queda e eventual extinção da civilização. Seja provocada por exclusivamente por causas ecológicas, antrópicas, ou por uma combinação de ambas.

É fato. Em todos os cenários uma civilização que:

  1. não é capaz de molda sua mentalidade sociocultural e arquitetura política-econômica para não produzir estabelecer artificial (sociais), os ditos estado de paz, sem produzir danos ao meio ambiente, o estado natural.
  2. E que mal consegue sustentar esses próprios estados sociais sem predar e destruir outros seres humanos e seres vivos, definitivamente não será capaz de moldar uma mentalidade socio-cultural e arquitetura político-econômica para conhecer, antever e lidar como os riscos naturais.
  3. Não tem conhecimento, nem vontade, política, econômica ou social, simplesmente não possui, as bases culturais necessárias para conseguir conhecer, prever e se precaver dos riscos e perigos ambientais, sobretudo o de dimensão globais, sejam esses perigos consequência de causas naturais que não busca conhecer com a diligência necessária, seja produtos da ação inconsequências do homem que ele não só ignora como faz questão de, na dúvida, continuar imprudentemente ignorando.

No final das contas a seleção natural se resume ao mito de refundação e salvação de todos os culturas (que sobreviveram para deixar algum registro de sua história): o mundo pertence aos predadores, psicopatas e reis que governam, mas o futuro pertencem aos esquizofrênicos paranoides que constroem suas arcas e sobrevivem. Ou pelo menos aos neuróticos muito desconfiados que mesmo duvidando dos dilúvios e apocalipses ainda sim constroem suas “arcas” e guardam suas riqueza ou herança seja lá o que eles entendam por tal, em outro lugar… bem longe do mar de merda das civilizações decadentes, ou da “ira divina” das forças da natureza, só para garantir.

É por isso que os problemas podem ser globais e coletivos, mas as soluções são sempre locais e individuais, porque mesmo quando esses indivíduos estão associados em comunhão, a questão da consciência permanece, uma questão de liberdade, vontade e determinação e não de imposição, intervenção e poder. Antes de tudo de qual são os verdadeiros e falsos valores fundamentais a vida, como fenômeno da natureza e não ideologia de domesticadores de gentes.

A preguiça pode ser uma boa estratégia de sobrevivência das espécies, podendo a extinção estar relacionada com a taxa metabólica, tornando mais aptos, se não os mais preguiçosos, pelo menos os mais lentos.

(…) Segundo o estudo, foram analisadas as taxas metabólicas — a quantidade de energia que os organismos precisam para viver no dia a dia — de 299 espécies num período de cinco milhões de anos, desde o período do Plioceno até ao presente.

Questionando se é possível aferir a probabilidade de extinção de uma espécie tendo em conta a absorção de energia pelos organismos dessa espécie, Luke Strotz, investigador de pós-doutoramento do Instituto de Biodiversidade e Museu de História Natural da Universidade, dá a resposta: “Encontrámos uma diferença entre as espécies de moluscos que foram extintas nos últimos cinco milhões de anos e as que ainda existem hoje: as que foram extintas tendem a ter taxas metabólicas mais altas”.

Bruce Lieberman, coautor do estudo, adianta que “talvez a longo prazo a melhor estratégia evolutiva para os animais é usar a lassitude e a lentidão — quanto mais baixa a taxa metabólica maior a probabilidade que a espécie tem de sobreviver”.

“Em vez da ‘sobrevivência do mais apto’ talvez a melhor metáfora para a história da vida seja a ‘sobrevivência do mais preguiçoso’, ou pelo menos ‘a sobrevivência do mais lento’”, acrescenta.

Os investigadores dizem que o estudo pode dar uma importante contribuição nas previsões sobre que espécies podem desaparecer durante a mudança climática que se aproxima, afirmando que a taxa metabólica não será o principal fator de extinção e que há muitos fatores, mas que é mais uma “ferramenta” para ajudar a determinar a probabilidade de extinção de uma espécie.

Os investigadores concluíram também que o indicador de taxa metabólica estava mais relacionado com a extinção quando as espécies viviam num habitat mais pequeno.

“Descobrimos que as espécies amplamente distribuídas não mostraram a mesma relação entre a extinção e o metabolismo que as espécies com uma distribuição confinada”. — A preguiça pode ser uma boa estratégia de sobrevivência

Nada que o genro de Marx, Paul Lafargue, que nem propriamente libertário era, já não soubesse… e antes os indolentes e preguiçosos índios como disse o general e mais “novo” porta-voz e guia desse museu vivo de dinossauros políticos, econômicos, a espera do meteoro também chamada Brasil.

Aliás sejamos sinceros se o dilúvio está no mito de fundação desse modo insano de viver de todas civilizações desse período. Não é portanto de se estranhar que o apocalipse, o sonho como o dia do juízo final também esteja presente no inconsciente coletivo de todos os povos. Afinal de contas, quem em são estado de consciência (ou mesmo de inconsciência) não sonha com o fim dessa idade das trevas? Fora os “grandes répteis”, é claro, quem é que não quer esse período cultural Cretáceo da humanidade acabar de vez? Mas esse é justamente o ponto, talvez, os dinossauros nem precisem se nenhum desastre para provocar sua extinção, apenas continuar sendo e se comportando como são.

Direito à Preguiça: Paul Lafargue

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store