Talvez a notícia libertária mais feliz dos últimos tempos:

Não apenas por tudo que ela significa e promete em termos de restituição de direitos roubados e sofrimentos dirimidos:

Mas também por tudo que significa historicamente em termos de verdadeiro progresso democrático e libertário.

Na literatura, não me deparei com nenhuma descrição de povo ou civilização que possuísse uma cultura mais atenta ao mal do estadismo e sensível a carência de territórios verdadeiramente livres. Não conheço nenhuma outra descrição antropológica ou histórica de povos portanto mais organicamente próximos das formas mais avançadas e ideais de democracia libertárias ou em rede, as panarquicas.

Esta visão de mundo tupi-guarani foi trazida ao conhecimento do mundo dos brancos por ninguém menos que Pierre Clastres. Mas passo a palavra para dois estudos que podem explicar esta mensagem muito melhor do que eu:

Há outros estudos. Além, é claro, da própria obra de Clastres. Mas agora espero também que a cultura guarani tenha verdadeiramente um espaço livre que não seja mais só de papel, mas real e natural para não desaparecer em holocausto do mundo. Ela, a cultura, e mais importante ainda eles, as pessoas, o povo.

E que um dia todos nós povos e pessoas todo mundo, indígenas ou não, reconheçamos e lutemos por esse mesmo direito fundamental e inalienável : escolher livres e em paz nossos governos autônomos sem demandar nenhum monopólio sobre todo território nem nunca mais ser forçado a se submeter a quem ainda se arroga tal império.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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