Renda Básica Universal: a ordem dos fatores pode alterar o produto

Num mundo com a globalização em plena crise geopolítica há que se considerar que renda básicas nacionais sem renda básica internacionais podem não conseguir sozinhas solucionar a crise humanitária da falência dos Estados-Nacionais

Na verdade não é nem a ordem. Mas a divisão mesmo, de um produto que na somatória pode dar em algo nem um pouco “Universal”. A rendas básicas para quem tem mais, a revelia ou pior até mesmo as custas de novo do sofrimento quem não tem renda nenhuma. Nenhuma renda garantida e em breve nenhum trabalho, nem mesmo os forçados.

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Centenas de migrantes conseguiram ultrapassar nesta sexta-feira a fronteira entre Espanha e Marrocos no enclave de Ceuta, num momento em que Rabat ameaça relaxar seu controle migratório caso as disputas agrícolas com a União Europeia não sejam solucionadas.

A guarda civil espanhola declarou à AFP que “várias centenas” de migrantes entraram neste enclave espanhol no norte da África, alguns dos quais ficaram feridos.

Três membros das forças de ordem também sofreram ferimentos ao tentar impedir esta entrada em massa, segundo um porta-voz da guarda civil.

As imagens divulgadas pelo serviço televisivo do jornal local El Faro de Ceuta mostram grupos de dezenas de migrantes andando eufóricos pelas ruas do enclave, situado às margens do Mediterrâneo.

- “I love you mamma” -

“I love you mamma, viva Espanha”, gritava um jovem africano sem camisa e envolvido em uma bandeira europeia.

“Liberdade, liberdade!”, gritava outro com a bandeira da Espanha amarrada no pescoço.

Por José Correia — Os portugueses conquistaram Ceuta há exactamente 600 anos. É considerado um feito, tanto que marca o início dos Descobrimentos Portugueses, que deram a Portugal uma era de glória e um lugar na História. Seis séculos depois, no mesmo local, há novas batalhas a serem travadas, novas ameias a serem abalroadas. De novo, a batalha coloca frente a frente europeus e não-europeus, desta vez não são mouros mas subsaarianos, desta vez não somos nós que queremos lá chegar, são eles a quererem chegar até nós. Seria apenas uma ironia da História, considerando que nos servimos de África e dos africanos durante séculos e agora não os queremos cá deixar entrar, se não fosse mais grave do que isso, uma verdadeira catástrofe humanitária às portas da Europa.(…)

“Migrantes somos todos”, gritavam os mexicanos clandestinos nos EUA contra os brancos que protestavam contra a legalização de cinco milhões de ilegais decidida por Barack Obama. Recordavam-lhes que até os antepassados deles tinham chegado de outros países, e que a América é primeiro dos nativos americanos. Mas até esses atravessaram o estreito de Bering para ali chegar. Quantas gerações é preciso recuar para sermos considerados legítimos numa terra? “A terra não pertence a ninguém”, acreditam os índios americanos. Talvez essa seja parte da resposta. Porque, afinal, nómadas éramos e continuamos a ser. Todos migrantes, todos iguais.

Todos migrantes, todos iguais

E nós não?

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O Brasil não tem memória, história? Nem nunca responsabilidade por nada?

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Nem mesmo por seu próprio destino como Nação Livre e responsável por seu próprio destino?

Somos mesmo um povo sem memória? Incapaz de saber pelo que passamos, que que estamos passando? Somos mesmo incapazes de saber de onde viemos, como vivemos e para onde vamos? Um povo preso a mitos do passado e presente de salvadores da pátria? Incapaz de reconhecer nosso passado para construir nosso Futuro? Seremos sempre as eternas vítimas do outro? Ou os co-responsáveis pela liberdade, humanidade e bem comum? Como sendo tão rico e grandes podemos nos portar de forma tão pequena e pobre? Até quando dentro e fora de nossas terras, vamos renegar a humanidade de todos e seus direitos e deveres universais, que são também os nossos?

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Nós no ReCivitas temos a certeza que o Brasil uma vez livre da corrupção politica não é só um sociedade capaz de erradicar seus problemas sociais e humanitários. Mas autodeterminada e forte o suficiente para participar e contribuir para por um fim pacífico nesta crises geopolítica, econômica e humanitária que tem carregado todos os povos do mundo para conflitos internos e externos.

Estamos trabalhando ativamente com outras organizações do mundo que partilham destes mesmo ideal e objetivos concretos inclusive aquelas que não estão diretamente ligada exclusivamente a causa da renda básica, mas também a DEMOCRACIA DIRETA em pro da finalidade maior de ambas: a causa da Humanidade.

Convido a todos indivíduos e organizações a conhecer e se engajar conosco no trabalho da:

Algosphere Alliance for the alleviation of suffering

O site não tem suas páginas em português, mas o google translator dá conta do recado, como prova a tradução abaixo que tomei a liberdade de “fazer”:

Missão

A Algosphere Alliance é uma rede global aberta e transparente de indivíduos e organizações, dedicada a aliviar o sofrimento no mundo através da colaboração e mobilização política. A Algosphere foi criada em 2011 por um pequeno grupo de indivíduos que reconheceram a necessidade de uma nova estrutura focada nesta mais universal das necessidades. Ele foi projetado de acordo com um conjunto simples de princípios, permitindo que ele funcione como uma organização estritamente não hierárquica, diretamente democrática e cresça em tamanho e influência através de conexões humanas, diálogo e consentimento.

O único requisito para que os indivíduos se juntem à Aliança é que eles consideram o alívio do sofrimento no mundo como uma prioridade ética. Para as organizações, a exigência é mais rigorosa: elas devem considerar o alívio do sofrimento no mundo como a sua mais alta prioridade. As organizações interessadas em aderir à Aliança são, por conseguinte, incentivadas a refletir sobre a sua ética subjacente e a adaptá-las, se necessário. Juntar-se à Aliança dá a um indivíduo ou organização o status de "aliado". Não há dívidas a serem pagas nem restrições, e os aliados são livres de deixar a Aliança a qualquer momento.

Estrutura
O centro do funcionamento da Algosphere são os seus Centros de Interesse. Estes são grupos de aliados focados em temas ou questões específicas, que podem colaborar, compartilhar informações e desenvolver projetos de qualquer maneira que escolherem. Um Centro de Interesse também pode fazer propostas para consideração por todos os aliados da Algosphere. A existência de um Centro de Interesse não implica, de forma alguma, o endosso oficial de seus objetivos pela Algosphere ou seus aliados. Apenas as propostas específicas aceitas podem ser consideradas como tendo o apoio da Aliança.

Os Centros de Interesse comunicam internamente e interagem uns com os outros através de uma plataforma colaborativa baseada na web, permitindo-lhes trocar documentos e informações.

Tomadas de Decisão

O processo de decisão da Algosfhere, realizado dentro de um espaço denominado "Ágora", é democrático e descentralizado, baseado no princípio do consentimento e não na simples maioria. As propostas são submetidas à consideração de todos os aliados e aceitas somente após a retirada das objeções levantadas, se necessário após a modificação da proposta inicial. No entanto, para evitar a paralisação das tomada de decisão, se uma objecção que não pode ser removida através de debate é considerada por um aliado como contrária ao interesse da Aliança, pode exigir uma votação por maioria simples sobre a proposta ou, para decisões constitucionais, Uma maioria ⅔.

Todos os aliados têm o mesmo direito de tomar decisões e a oportunidade de levantar objeções a qualquer proposta feita, bem como participar de discussões internas e contribuir idéias para a Aliança e seu funcionamento. Um pequeno grupo de aliados está envolvido no desenvolvimento e manutenção da infra-estrutura da Aliança, de acordo com os princípios aqui delineados. Os aliados interessados ​​em participar desses processos são bem-vindos.

Juntando-se à Algosphere

Cada indivíduo no mundo é considerado o status de "convidado" da Algosphere, e tem o direito de fazer propostas e participar de discussões, embora não de tomar decisões. Um convidado se torna um aliado após um processo de acolhimento em que um aliado existente - fornecido pela Aliança se não tiverem já um contato - os introduz no funcionamento da Aliança e confirma que aliviar o sofrimento no mundo é também uma questão ética Prioridade para eles. Este processo de acolhimento pretende reforçar as ligações humanas que formam a espinha dorsal da Aliança e promover o crescimento da Aliança através de um processo auto-replicativo dependente da interação humana. O processo é flexível e informal, e pode assumir a forma de uma ou mais conversas, de acordo com as necessidades do convidado e seu aliado acompanhante. O aliado acompanhante então ajuda a registrar o novo aliado na base de dados Algosphere e continua a acompanhá-los enquanto for necessário para facilitar sua integração na rede.

As organizações podem se tornar aliadas através de um processo semelhante, mas não têm o direito de tomar decisões.

Comunicações oficiais

O único veículo oficial da Algosphere para comunicações externas é o seu site. Aliados individuais não podem falar oficialmente em nome da Algosphere, embora os porta-vozes designados possam ser nomeados para questões específicas caso a caso. A Algosphere publica um boletim colaborativo chamado AlgoNews que dá aos aliados e convidados um espaço para expressar suas próprias idéias e opiniões sobre várias questões, sem refletir necessariamente as posições oficiais da Aliança.

A língua portanto não é uma barreira. Na verdade toda a nossa interação com o pessoal da Algosphere é feita assim mesmo, nós no português eles no francês (e inglês) o translator no meio.

Quem estiver interessado no Brasil, nos países que falam língua portuguesa ou mesmo de outras línguas (que estão traduzindo este texto por conta própria ou tradutores), podem entrar em contato conosco através do seguinte link: http://www.recivitas.org/contato

Em especial quem acredita que a renda básica e a democracia direta são dispositivos capazes de unir as pessoas para muito além dos muros e fronteiras das ideologias que separam a comunhão das diversidade dos povos e culturas humanas em torno de nossos princípios e direitos universais a Humanidade. Porque direitos humanos não é simplesmente ter direitos a ter direitos. Direitos humanos é ter direito à Humanidade. Ter direito a humanidade como propriedade inalienável do ser humano. E ter direito a humanidade como nossa comunidade de humanidades com toda a riqueza da nossa diversidade. E na paz que só a garantia de liberdades fundamentais para todos sem exceção, discriminação ou segregação de nenhuma espécie pode trazer ao mundo.

Humanos todos somos, mas poder se realizar como ser humanos em todo nosso potencial e vocação esse é o permanente desafio do vir-a-ser à nossa livre vontade.

A participação na paz, na liberdade e o humanidade é sempre um convite. A guerra, o poder e desumanização não.

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Este é o nosso convite a todos que querem construir uma alternativa internacional a nova ordem autoritária que se apresenta como um nuvem cinza sobre o mundo.

Saudade. Minha língua é portuguesa e tenho saudades, mas das armas, dos mitos e salvadores da pátria. Tenho saudades de um Mundo e Brasil do Futuro que nunca vi.

Tenho saudades da liberdade, igualdade e irmandade que não vêm. Tenho saudade da minha mãe a Humanidade que nunca conheci.

Ou “somos ainda os mesmos e vivemos como nossos pais?

Não. Ainda não.

Vem vamos embora que esperar não é saber, quem sabe faz a hora não espera acontecer

Esse é nosso convite para quem não acredita que as riqueza das nações se constrói com armas e muros nem muito menos com a exploração da sina e sofrimento alheio, mas com a liberdade e comunhão entre as pessoas de todos os povos e credos, como verdadeira nação e nações unidas.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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