Renda Básica Revolucionária (Parte 5)

Image for post
Image for post

“A Liberdade não é dada pelos valores que se possui, mas no quanto se é livre para criar e recriar constante seus próprios valores. Não é status, é movimento. O libertarismo não é uma ideologia, não é uma verdade moral, mas natural. Direitos, liberdades e propriedades naturais não são necessidades sempre legitimas por causa de nenhuma invenção da fé ou razão, mas pelo simples fato de que não há fé ou razão, não há vida nem existência sem a preservação e garantia destes meios e necessidades básicas. A paz é uma necessidade moral do ser humano, uma escolha da humanidade, não apenas como sua forma de vida, ou organizações sociais, mas como o comportamento que um dia distinguirá nossa espécie.

Os seres humanos não renunciam a violência apenas porque entende que a paz é a melhor estratégia evolutiva, sua identidade, ou simplesmente a forma como querem ser e viver, os seres humanos renunciam a violência, sobretudo porque não estão premidos pelas necessidades vitais. Reduzidos a nossas necessidades básicas não há imoralidade, nem ilegalidade em nossas ações, não somos leões e aquele que preda para sobreviver não está livre de responder por seus atos, mas só na exata medida da liberdade de fato que possui para exercer suas capacidades humanas da autodeterminação perante a necessidade da autopreservação. E não só ninguém pode ser responsabilizado por sua falta de autodeterminação perante o perigo absoluto da autopreservação, como é garantindo todos os direitos de fato a autopreservação que se permite a desenvolvimento de nossa autodeterminação das pessoas e dos povos.

As liberdades fundamentais não são meras regras sociais, são direitos naturais, porque são necessidades que não podem ser violadas ou constituídas por regras humanas, mas precisam ser observadas pelo ordenamento moral e social se queremos constituir sociedades que não são perversas, destrutivas, antinaturais, ou meramente violentas, desinteligentes e insustentáveis. Direitos naturais não estão acima de qualquer juízo, lei, moral ou verdade, eles estão além dos seus domínios porque é simples eles sequer existem onde os direitos naturais não são respeitados.

A natureza começará de fato a ser preservada pela coexistência pacifica socialmente instituída. Quando a legítima defesa contra a violência e o poder contra seu fanatismo e supremacismo for constituída como disposição necessária não teremos apenas o início de uma revolução, mas de fato de um novo mundo fundamentado na preservação libertária da natureza. Um estado de paz e direito natural sustentado não por discursos moralistas ou direitos de papel, mas pela proteção dos meios vitais e defesa da liberdade como prática permanentemente revolucionária.

A revolução não é discurso é prática, não é o fim é meio, não é status é movimento. Não pertence a nenhum século nem a nenhuma geração, ela é do novo atemporal que se levanta por sua liberdade e criatividade contra tudo que já deveria estar ultrapassado. Que o novo venha e supere todo velho poder monopolista e violento que tente se colocar contra ele. Porque o velho não precisa ser sábio para não ser um canalha que se posta contra o novo, basta ele não encercar mais os caminhos.”

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store