Renda Básica e as Moeda Digitais e Social

Uma pergunta fundamental: por que não rendas básicas via Moedas Digitais descentralizadas?

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Uma renda básica libertária não só pode, ela deveria ser prioritariamente se valer de meios de troca desintermediados de pessoa para a pessoa. Então porque não, ainda?

Porque a descentralização dos meios de troca é tão ou mais revolucionário no sentido libertário da palavra do que a própria radicalização do livre associativismo politico ou financeiro, ou a redistribuição de renda, porque na desmonopolização da moeda não está apenas a quebra do monopólio monetário e financeiro estatal e privado, mas a quebra do mais poderoso signo, o mais poderoso instrumento de culto e violência simbologia que sustenta o sistema tanto do ponto de vista material quanto ideológico.

Então porque a sociedade não toma simplesmente este direito fundamental de estabelecer os meios materiais que representam seus valores quantitativa e qualitativo de volta ao seu controle? Por um motivo simples e primitivo, o monopólio da violência, mas um império e um culto, não é apenas simbólico mas signos e valores impostos a força não apenas pela força bruta e armada em ultima instancia, mas primeiro desde o nascimento pela privação das propriedades naturais sobre as quais os meios de troca representam sobre a existência material das pessoas. É por isso que a libertação política não se separa da econômica, ou mais precisamente o inicio da dominação do ser humano está na sua desintegração cognitiva e compartimentalização epistemológica.

A alienação não divide, aparta e conquista apenas os povos, ele desintegra o ser humano em sua visão do mundo e a si mesmo levantando muros e fronteiras. Isso não quer dizer que não possamos por exemplo trabalhar com projetos exclusivamente de moeda digital ou social, renda básica ou democracia direta, mas quando integramos esses instrumentos não apenas potencializamos projetos, mas de fato configuramos-os como precisam ser: as partes reintegradas de um sistema.

Desde o inicio do projeto de Quatinga Velho nós trabalhamos jurídica e tecnologicamente para viabilizar 3 pilares que são fundamentais para esse bootstrap: o social, o politico e o financeiro, integrados tecnologicamente. O Brasil tem leis bastante específicas que quando não proíbem toda forma de livre associativismo o tornam absolutamente inútil ou paraestatizado. No caso da emissão de moeda social e digital ou a criação de bancos sociais e comunitários é absolutamente impossível fazê-lo de forma independente do estado ou do capital, sem obviamente ir para a ilegalidade. Uma serie de atividades ligadas as microfinanças continuam na zona cinzenta do direito, a nova economia compartilhada então para o ambiente burocrático-cartorial será como introduzir um avião para quem ainda está na idade do bronze. Quero dizer que não é impossível, que não devamos fazer ou que precisamos ir para ilegalidade para fazer, quero dizer que precisamos retirar esse tiranossauro estatal sentado em cima do humanidade e do planeta se quisermos ver qualquer sociedade ou tecnologia evoluir socialmente sem ser desvirtuada e usada contra a própria sociedade.

Mas não desisti de integrar a moeda digital ao pagamento da renda básica, já buscamos diversos parceiros que trabalham com o BitCoin para que pudéssemos efetivar ao menos parte do pagamento em moeda digital-social. Na Alemanha em Colonia tem um projeto muito interessante de renda básica usando moeda digital que vale a pena ser mais conhecido. www.bge-kreise.de

De qualquer forma engrosso a pergunta, e por que não?

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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