Quero que Noam Chomsky vá a merda… não, não quero… ele já foi…

Brasil e Síria: uma critica ao intelectual de esquerda “internacional”

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A grande midia brasileira está repercutindo, tripudiando que os ratos estão abandonando o navio… como se dos ratos eles, a midia, não fossem os primeiros a pular e embarcar em todo navio que toma o poder. Isto que é certeza de que a Lava-Jato nunca vai chegar neles… mas vamos voltar aos ratos que estão pulando do navio só agora…

Chomky evidente não é rato. Até porque rato que é rato, ou pula fora calado, ou “tergiversando” sua trairagem com mesma conversa fiada com que vende sua fidelidade. Aliás, ele não só teve a coragem de vestir seu chapéu de corno, como de dizer na lata o que muitos não vão admitir nunca, ou só vão admitir agora porque assim falou Zaratrusta.

Aliás é importante deixar claro que, ao contrário do que as notícias dão a entender, ele não começou a tecer suas criticas a esquerda latina-americana ontem… já vinha fazendo antes… mas não “antes” o suficiente para se livrar do embaraço. Porque pode não ter sido ontem que esses medalhões da esquerda internacional pararam de comprar e vender essas lorotas dos grandes líderes populares, mas também não faz tanto tempo assim que pararam de fazer propaganda deles- mesmo quando até o povo já sabia que essa droga era ópio.

Continuaram defendendo e apoiando esses tiranos e demagogos populistas mesmo depois deles serem denunciados e desmascarados por “neófitos” da esquerda que viram que esses “santos” da velha guarda eram de barro. E persistiram. Persistiram por um bom tempo… tempo demais, mesmo depois que essa mascará “revolucionária” já tinha caído até em publico, perante toda a população.

Então que se faça a distinção que deve ser feita. Eles podem não ter abandonado o barco quando o povo e os “dissidentes de esquerda” já cantavam a real em verso e prosa; quando cantavam que esquerda é de verdade essa, a do “partidos dos trabalhadores”. Mas eles não são os ratos que agora estão pulando só porque a grande midia “de direita” abriu de vez os porões do navio negreiro concorrente.

Então até por uma questão de justiça, é preciso dar a intelectualidade internacional, até mesmo aos gênios como Chomsky o mesmo beneficio da dúvida dada aos políticos nacionais que são tomadas por “parvos”. E fazer a eles mesma pergunta que foi feita a Dilma: E aí, mestre, você foi cúmplice ou só foi trouxa mesmo?

Será que a intelectualidade vai usar da mesma retórica da política? Vão bancar os tontos para se fingir de esperto? Ou vou continuar se fingindo de experts para não pagar de tontos? Será que vão dizer que estavam e continuam corretos porque não sabiam de nada? Ou que por não saber de nada estavam e estão sempre corretos? E por isso continuam sabendo de tudo.

É claro que estou pegando Chowky para cristo. Ou melhor, não ele, mas a imagem que se projeta dele para construir uma critica a toda a intelectualidade de esquerda. Uma critica não só a esquerda tola e soberba porém honesta intelectualmente, mas sobretudo a esquerda sem nenhuma dignidade nem honestidade e que de tola não tem nada, e as vezes de tão falsa nem esquerda é! A velha esquerda que engole e repassa todo tipo de merda ou droga mesmo sabendo muito bem do quê é feita.

Portanto não se deixem confundir: lá, como aqui, os mais mediocres também vendem seu rabo em troca de favores. E uma vez vendido o rabo, assim como aqui, os gringos também são “obrigados” a prestar seus serviços aos amigos dos amigos (inclusive daqui) em troca dos favores. E esse é só um dos tipos de permuta. A outra pode ser mais direta mesmo. Porque, afinal de contas, nada impede que os que não tem o rabo preso com ninguém (por lá), consigam vender muito bem o seu rabo (por aqui). Aliás, intelectuais que nem são tão mediocres assim para ter que se vender, mas que não tem espaço e visibilidade (por lá), acabam por emprestar sua credibilidade a politicagem (daqui). E as autoridades políticas, por sua vez, absolutamente mediocres, e sem nenhum credito (por aqui), retribuem o favor dando aos intelectuais a visibilidade que ainda tem (por lá). E isso não é uma sacada minha, mas um relato de um assessor parlamentar que também circula entre a intelectualidade brasileira, e que fala portanto com certo conhecimento de causa, afinal, vive disso.

Mas é claro que Chowky não precisa, disto. E mais claro ainda que sua visão seletivamente cega das entranhas da politica do quintal do seu império, não desqualifica a cerce da critica do imperialismo pátrio. Pelo contrário, tendo ela como referência, o leitor pode entender ainda melhor as raízes corruptoras dos seus governos e governantes provincianos e corrompidos. Quem não leu, que leia antes de meter o pau no veio, porque mesmo com a quedinha que toda a velha esquerda tem por ditaduras, em especial as “bolivarianas”, que só Freud explica, é fundamental. Até porque sai governo de esquerda entra de direita, sai ditadura e “democracia” e o discurso permanece: bravatas de independência e soberania, falando grosso nos palanques e tribunas, e nas alcovas fininho… fininho. E dá mais 2 real e o dinheiro do busão que eles entregam até a mãe… e na casa dos cara.

Tá bom então. Muito lindo, mas a dúvida só aumenta: Como é que então esses caras que sabem tanto engolem e embarcam nessas? Como é que eles não sacaram o que qualquer zé mané bebum sem diploma e um real no bolso sacou antes deles? Mais: como é que muito zé manés desses aí conseguem sacar, sem ler nada de literatura de esquerda, que até o governo dos EUA é um bando de motherfuckers e eles engolem de anzol e linha as lorotas dos caudilhos latino-americanos? Enfim como é que a fina flor da intelectualidade internacional não consegue ver o quê quem vive na merda vê fácil?

De certa forma a minha pergunta, já dá a resposta. O cara que está sentado com a bunda em cima do outro pode ver muito do horizonte, mas não vê e nem sente o que está acontecendo com quem está embaixo, sendo esmagado por ele. Mas já o cara que esta sendo esmagado pela bunda gorda, este não só está vendo como está sentido todo o peso e fedor do que para o outro é só discurso e comodidade.

É claro que o gringo, intelectual ou não, não tem como “saber das coisas”… não como quem era aliado político do próprio governo ou comparsa dele. Não tem como “saber das coisas” também como quem teve o desprazer de contrariar os interesses deles como ativista. Não tem sequer como “saber das coisas” como o povão que carrega e toma no lombo “as coisas” deles. Enfim eles sabem, conhecem tanto da realidade das periferias do mundo quanto a gente sabe o que é ser um cidadão de primeira classe nos centros. Mas é por isso mesmo que deveria aprender a ouvir mais e falar menos. Ou melhor ouvir menos quem não é político e intelectual e se arroga a voz e representação do povo e aprender a ouvir mais esses povos…

A democracia liberal não é diferente de uma casa burguesa. Quer saber das coisas? Como elas funcionam de verdade? Então não pergunte aos donos, pergunte aos empregados. Os donos da casa não sabem como é a vida dos empregados nem da cada, mas o empregados não só conhecem muito bem como funciona na real sua própria vida, como muitas vezes só eles conhecem de fato como funciona a casa e se sustenta a vida do dono. O dono caga, come e manda o empregado por a comida, limpar a privada… e nessa toada quanto dono do mundo já não comeu a bosta do empregado mais fiel.

É por isso que eu digo à intelectualidade de esquerda internacional: vai a merda. Ou melhor, … vem. Vem para merda. Você vai continuar comenda a merda que os donos e empregados das casas grandes servem, mas pelo você vai saber que nem a deles, nem a nossa é de chocolate.

Sério. Acredito mesmo que tem uma boa parcela da intelectualidade de internacional que engoliu essa merda sem saber mesmo o que era- e digo isto correndo o risco de ser eu agora, a estar engolindo a deles… de novo. Porque a merda que desce esgoto abaixo, não é a mesma que transborda privada acima. Quem não está por cima, seja obrando no trono, ou batendo palmas para quem está cagando na cabeça dos outros, não vê, não sente e não sabe o peso nem o fedor da bunda, não tem a sabedoria dos burros de carga que carregam a realidade no lombo.

Proponho uma experiência social, para que eles conheçam melhor a realidade do que é viver nas periferias do mundo, e nós a do que é viver nos centros. Vamos trocar de lugar. Eles vem construir a critica dos males do mundo morando nas senzalas do mundo e nós vemos o quanto podemos ser comprometidos com nossos ideais de “esquerda” enquanto desfrutarmos o conforto das casas brancas e grandes dos gringos.

Aliás nem é preciso tanto, considerando a logista da operação, façamos o contrário: ao invés de trocar de lugar como povos, vamos trocar de governos. Vocês mandam o seus governos e governantes direitistas e armados até os dentes para cá, e a gente manda nossos líderes de esquerda honestos e competentes que não vende ouro o povo que governa em troca de banana. E aí Topa?

A gente acaba com o problema de vocês com os imigrantes do mundo, ninguém mais vai querer entrar nessa merda de império, vai querer fugir. E seremos nós que vamos ter que construir muros e abrigos para conter ou receber a sua “marginalidade”. Vamos acabar como o problema de refugiados fazendo um intercambio de Estados. Vai toda a máquina estato-jurídico-militar nossas procêis e vocês mandam essa burocracia e tecnocracia pranóis. Que tal?

E eu juro que vamos chorar muito o sofrimento de vocês com esses líderes populista, ditador e demagogos vendidos de esquerda e direita que só governam para “latinos ver”. Ou quem sabe não, vamos aplaudir seu comprometimento ideológico e revolucionário. Porque ditador no rabo dos outros é refresco.

Pensando melhor, porque cada um de nós não faz a nossa parte e nos livramos dos nossos próprios governos? Porque não mandamos eles a merdas em vês de ficar experimentando para ver qual é a que fede menos?

Será que eles aprenderiam ou se lembrariam o que é sofrimento e solidariedade? que poder e ideologia não está acima de uma única vida humana se fosse seus filhos a ser soterrados na merda e no lixo?

Olhar para a America Latina, Africa, Oriente Médio, Asia e todos cus do mundo afora e dentro dos próprios centro, enquanto escuto os advogados dos diabos defendendo e racionalizando a monstruosidade de seus lideres de estimação (para os outros povos) só me dá náuseas.

“Déjà-vu.”

Olhar para Siria é como entrar numa casa cheia de corpos de crianças mortas, onde todos cúmplices e seus advogados se acusam mutuamente e corpos e mais corpos são empilhados enquanto eles debatam para saber qual é a exata responsabilidade de cada um deles nesse massacre. Afinal não se pode cometer nenhuma injustiça ou prejulgamento contra esses pobres tiranos incompreendidos, seria muita desumanidade… E nisso as crianças mortas continuam a ser julgadas e executadas por esses criminosos, condenadas e mortas pelos crimes deles.

Tem gente que acredita — talvez para se fugir dessa culpa que só a impotência nos traz- que esses inocentes estão pagando pelos crimes dos seus pais ou até pelos crimes que cometeram em outra vida. Se isso é verdade então já sei que nem na outra vida teremos paz, porque até depois de morto vamos ter que nos livrar de assassinos tiranos que se acham deus -e seus sacerdotes e advogados.

Entregamos trilhões em bombas, armas, e poderes para psicopatas disporem como bem entendem desde que falem o que queremos ouvir e não apontem as armas contra nós, nem toquem nas nossas sagradas poltronas. Somos contra todos os problemas e injustiças do mundo; todos os bandidos desde que esse problema seja dos outros e a responsabilidade de resolvê-los dos governos e não nossa.

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Defendo a renda básica mas quero que a renda básica se foda também. Se ninguém quer restituir o que é o bem comum a quem tem direito e precisa, então queima…. come… cheira todo esse capital, sei lá faz o que quiser, mas não entrega, não deixa esses poder na mão desses criminosos de estado, esses monstros de guerra.

Eles não acredita que existem outros caminhos sem armas e guerras? só acreditam na violência como prevenção? OK. Então “preventivamente” enforquem o último revolucionário nas tripas do último governante. O último salvador nas tripas do ultimo tirano. O último filosofo nas tripas do último rei. O ultimo progressista nas tripas do último conservador. Se matem, e se enforquem uns aos outros, mas nos deixem em paz.

Não me venham como suas teses e bíblias para explicar quem são os bandidos e quem são os mocinhos e que as pilhas de corpos são culpa do outro ou de uma “boa causa” ou “mal necessário” para o progresso da humanidade. Não conheço seres humanos que dirá humanidades.

Vão comer merda.

Se a história do “seus progressos” pudesse ser escrita por aqueles que caíram durante suas marchas, se fosse escrito pelas crianças mortas, famintas, envenenadas e explodidas teria outro nome, e não seria outro senão holocausto.

Não há lado certo da história, não há bandidos nem mocinhos nesse faroeste.

Sou aculturado. No mundo dos homens não existe bons nem ruins, existem os feios e os bonitos. Os bonitos são os que tem armas e canetas na mão. Os feios tem braços e pás para cavar seu próprio túmulo em nome do progresso alheio.

Por isso, seja esquerda, direita, progressistas, conservadores, intelectuais ou políticos, gringos ou nativos quando vocês começam com suas histórias do bem contra o mal eu sei o que vem no final para mim:

Cave.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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