“Quem não tem colírio usa óculos escuro”: Um milhão no Chile

E tem “cientista politico” dizendo que não sabemos o que se passa, e que isso é um fato novo... Freud explica? Não, Paulinho (dema)Gogó, mesmo.

“O fato é que não sabemos precisamente o que se passa, e não é a primeira vez” — Fernando Schuler

“Não sabemos precisamente o que se passa, e não é a primeira vez. Alguém por acaso sabe o porquê das manifestações de rua de 2013 no Brasil? Especulações há de sobra, e é fácil narrar aqueles episódios todos, mas explicar é algo inteiramente diferente. (…)

Parece claro que estamos diante de um fato novo, nas democracias, ou ao menos em uma escala nova, que é a explosão periódica e caótica de movimentos de rua, sem comando organizado e sem conexão necessária com indicadores sociais ou econômicos (…) — “Um fato novo” — O Antagonista

Não sabemos quem, cara-pálida?

Meu deus do céu. É impressionante. Eles vão morrer viés de negação e confirmação. Em prepotência pura. E esse cara é um dos melhores e mais honestos (até onde eu saiba porque não é meu amigo, não o conheço, pessoalmente, e no Brasil eu só ponho a mão no fogo por mim mesmo) mas sim, vocês entenderam, sem ironia e sarcasmo ele é dos mais honestos intelectualmente e melhores cientistas políticos do Brasil. Como assim, não sabemos? Qual o tipo de argumento eles precisam para finalmente entender o que está em curso há mais de 10 anos no Brasil e no mundo? Que tipo de prova empírica eles estão esperando cair na sua cabeça? Que a população insatisfeita com seus governos e regimes comece a cortar a cabeça de seus tiranos e aristocratas e queimar parlamentos? Ou que os estatopatas declarem guerra a seu próprio povo e comecem a massacrar sua própria população para dar início a uma nova ditadura?

Só no Chile foram 1M agora gritando e na rua o que querem mudança. O que quem detém o poder de fato vai fazer? Uma dica, para o cientista. Atender o que eles querem é que não vão. Vão tentam repetir a palhaçada assassina que fizeram no Brasil,vai a aqui de graça de novo, não para ele, mas de graça para todos que quiser ouvir:

Vão fingir que receberam o recado.

Vão começar a se apropriar das manifestações com submarinos, e quintas colunas. Falsas lideranças, pelegos, caguetas e rachadores de cabeça. Gente que vai dividir os movimentos, delatar os mais ativos, expulsar na porrada a vanguarda e que depois de rachar e dispersar vão receber sua paga, entram no jogo da velha política debaixo da asa e dos partidos que eles diziam que não os representavam ou fazendo alianças. Agente sabotador que depois vira falso salvador da pátria e as vezes da merda, é uma das farsas históricas que se repete como a farsa que é tão velha quanto os próprios Estados-Nações.

Oportunistas, caronistas, vão tentar aproveitar o vácuo dessa farsa, onde o sistema tenta se apropriar de um movimento popular anti-sistema para criar o seu fantoche populista anti-sistema: o falso representante dos anseios que irá trair sistematicamente os anseios da população, usando sua posição de liderança para vender a massa arrebanhada seus verdadeiros senhores, quem agora o banca de fato no poder.

E durante esse período, as falhas e rachaduras institucionais são emendadas e remendadas com uma série de medidas, não importa a sua inconstitucionalidade e absurdo flagrantemente ditatorial e violador dos direitos mais básicos, enquanto vai se instaurando paulatina e veladamente um estado vigilante e policial, que impeça a população de se levantar novamente. Que esteja de prontidão para esmagar o levante na sua raiz. E que imponha todas as medidas e privilégios mesmo os mais criminosos sem que ninguém possa dizer nada contra. Então qual é a parte da história que o cientista não está entendendo?

E ele é um cientista e dos honestos melhores, e não consegue descer do trono e ainda mal conseguiu ver nem entender nada, e agora os piores não são os cientistas políticos, mas a classe que é objetivo, ou deveria ser um dos principais objetos do seu estudo: a política. Bem o que essa está vendo, elementar, a mesma coisa que cada um dos setores e classes apartadas: o seu umbigo: os seus interesses particulares e intestinos, no caso os palacianos, ou mais precisamente das intrigas das alcovas palacianas em que estão encastelados.

E ora vejam só que aqui está a explicação que o cientista pediu dada não só como mera explicação, mas propositivamente como solução e resposta não só tecnicista, mas tecnológica a um problema que não é só consequência do avanço tecnológico e revolução informacional ou inconsequência do atraso tecnocrático e desinformação do estatamento ultrapassado, mas sobretudo da persistência reacionária de um velho paradigma autoritário e prepotente em não se ceder e se atualizar ainda que isso leve não só a ruína institucional, mas a ruptura social.

Qual será então o tamanho da amostragem necessária que um cientista precisa para saber que quando um povo, quase 10 por cento, sai a rua para gritar depois que seu governo declara guerra contra sua própria população e cumpre sua ameaça matando 18 pessoas. Quantos milhões de gritos as torres de marfim surdas e mudas, aos menos para o povo, precisam para deixarem de se fazerem de desentendidos que ao menos essas 10 milhões não só não tem representantes. Não tem representação. Não tem lugar de voz. Não tem mais uma Ágora, e portanto não tem mais uma polis, uma republica. E se não tem uma republica é porque alguém roubou a sua coisa pública como patrimônio e soberania? Com orçamento e poder de decisão. Mas não, ninguém quer ver nem falar nada. Por uma razão simples.

A academia, a imprensa, não presta serviço ao povo, vive como governo às custas deles, mas como recebe a paga pilhando via impostos, como esse povo não pode recursar pagar seu tributo seja com o que resta das suas posses, seja quando já não tem mais posses nenhuma com o fruto do seu trabalho, leia-se com o seu lombo que os carrega até cair morto. Eles preferem dizer que não estão vendo nem entendendo nada. Amanhã dirão que os protestos não foram bem isso. Como a esquerda e a direita bandidas, agora novamente aliadas já o fazem. E depois de amanhã que as ditaduras que os esmagam foram ditabrandas e essas milhões baderneiros e terroristas. Porque é assim que funciona.

Há piores.

Tem gente que não se contenta em se fingir de desentendido, ou que se ele e a bolha dele está boiando é porque ninguém sabe de nada, ninguém pode saber de nada, e só espero que não seja do time, ou pensando em se bandear para o time dos que tem raiva de quem ousa achar que sabe, ou dizer. Um pecado mortal, na era em que os idiotas fanáticos e convictos assumiram a ditadura das idiocracias. Mas como ia dizendo, há piores. Escribas que no melhor estilo da ciência bolivariana ou bolsonariana que não só maquiam fatos com dados, mas já renegam fatos com dados. Bolsonaro pisa na Lua ela vira de queijo, o nosso Rei Sol pisa na China comunista vira Capitalista. Mais uma pérola do cientivismo político digna do proselitismo religioso:

Para entender o que está acontecendo, é importante olhar além das manchetes e discursos da semana. A insatisfação presente nos dias de hoje não pode obscurecer um fato incontestável: o Chile é o maior caso de sucesso econômico da América Latina.(…) -Chile é o maior sucesso econômico da América Latina

Notem que agora esse tipo de avaliação é imprestável, não só para libertário moderado, povo anarquista, mas até para general, estadista democrata e até os ditadores mais tarados sanguinários e com os projetos mais perpétuos de poder. É imprestável, para a sociedade entrou em convulsão com um remédio que está matando o paciente. É imprestável para o médico que vai ser morto e arrastado pelas ruas. É imprestável para o guarda costas do médico que não quer atacar a família do doente- supondo é claro que nem ele nem o médico são nazis. Enfim é uma analise imprestável porque todos melhores dados do mundo academicistas, não eliminam a principal lei que por sinal não é só, liberal, econômica, empírica: a porra do resultado!!! a porra dos riscos!!! Mesmo que não de merda, ou pouca merda, se o paciente sobreviver, os interesses aqui, seja o da população, seja o do próprio regime não explodiram por causa da sapiência da prescrição do remédio, mas como vocês verão por causa dos remendos improvisados que farão, e que amanhã causarão danos colaterais ainda piores, leia-se custarão ainda mais não só em riqueza, mas em vidas. O dado não está no papel. Está na realidade! E o idiota que olha e prova que o problema não existe, não raro morre enforcado guilhotinado, enforcado pelo problema que nega e renega. Ou manda matar para continuar negando e renegando. E provando que sua análise estava com os ajustes ad hoc necessários enfim correta. Afinal a pobreza “residual” também desaparece dos dados quando elimina o pobre de fato, pela força de fato, incluso via omissão. Mas essa ciência tem nome, e os alemães a conhecem de cor e salteado.

É foda. Político e economista são classes que não podem viver uma sem a outra. Porque suas prepotências se completam. Muito embora via de regra seja o economista a viver pendurado no saco dele, o parasita que dá no parasita do povo. Mas não confunda o parasita com o saber que ele se apropria e perverte. A economia incluso a dita liberal, tem seus fundamentos, vilependiados pelos tais neoliberais. Como pode se medir o sucesso de mercado de uma política onde o cliente está insatisfeito? Essa gente é pau no cú mesmo. Coloque esse mesmo cara, como empregado de um banqueiro, de um dono de fundo de investimento, e o cara fala que não está satisfeito com os resultados da politica, coloque esses arquitetos e engenheiros da economia para trabalhar para quem de fato controla o seu próprio patrimônio, seja um cara só ou uma sociedade deles, e você como eles falam fininho, como eles pegam a medida científica do sucesso, e limpam a bunda e engolem. Vai ver a empáfia e prepotência deles. E por uma razão simples que o próprio liberalismo explica quem banca a demanda, manda quando quem oferta não tem poder nenhum de capital nesse mercado.

A ciência econômica não é feita para satisfazer os interesses dos empregados, incluso os cientistas, mas dos donos do capital. Logo quando um qualquer-coisa boy presta seus serviços basta olhar quem o paga, na mão de quem come, e não nas costas de quem eles montam, para saber qual é a natureza da sua ciência e consciência. É por isso que Economia tem nome e sobrenome. É Economia Política. Porque Economia sem política, é outra ciência.

Porque para quem não sabe existem duas. Sim existe um outro tipo de ciência e cientista. É que esse quase não existe mais. Existe um cientista que se for preciso saber de uma coisa então me arrume uma cobaia, um país pobre ou gente pobre para eu fazer uns experimentos. O da tradição nazi. Ele não sabe os efeitos do que ele vai causar então ele causa, nos outros. E sabendo que os efeitos são bons para ele, mas ruim para quem recebe o remédio. Não tem dúvidas. Mantém a proposta, vamos com “utilitarista” e precisamos de X voluntários para se arriscar e até morrer para que salvemos outros milhões. Quem topa? Se faltar gente que, de graça até injeção na testa, porque não tem o que comer. Então meu amigo, aqui entra o outro método, o dos que hão de forçar alguns a serem sacrificados para salvar o bem comum de todos?

Gente esperta, está sempre no grupo que decide quem vai pro abate e sacrifício e quem é que vai ser salvo. Ou seja, gente que nunca aplica o remédio, o estudo, nunca vai para o fronte, nunca desce a mina, nunca põe a mão na massa, nunca é o objeto do estudo, nunca é objeto a ser empregado, valorado, mas o estudioso, o empregador, o sujeito e não a coisa do saber e da posse. Ou pelo menos tenta ser. Não é povo, mas é governo, ou não sendo, fica lá lambendo sacos, para ver se advogando por eles arruma um cargo e empreguinho e nas horas derradeiras não pode ser acusado de estar distribuindo saberes ou segredos de estado para a plebe.

Mas sinceramente, acho que ninguém que eu citei aqui está sequer fazendo isso, ao menos não conscientemente, e eis o problema. Como confessou o cientista político e vou acreditar na palavra, eles não sabem o que está acontecendo. Porque se soubessem estariam protestando. Porque não só o povo, mas a própria ciência e o libre pensamento está sendo levada para uma armadilha fatal de imbecilização extremista e fanática e negacionista onde os cadáveres só interessas aos dois polos totalitários, os velhos demagogos de sempre tentaram apagar seus crimes e capitalizar o day after com os mais novos e reciclados salvadores da pátria, seja escondidos atrás de postes, filhos, ou na cara dura mesmo cercado de suas gangues, de prontidão para tomar para si, os espólios seja do sucesso ou fracasso do tenentismo togado. Tanto faz.

Muita gente recebeu diagnóstico antecipado, orientação e receituário do que estava acontecendo, do que ia acontecer, do problema, sua raiz, e solução. Se não acreditou no diagnóstico, na previsão, nem na prescrição, aí o problema é deles. E se você não sabe, o problema é seu. Agora dizer que ninguém “sabemos”, que ninguém avisou não vem não, não vem com esse papo não, mermão. Porque de senador, a secretária de presidência, empresário, fundação, bilionário, imprensa, fundo de investimento… ao menos um, isto se é que não receberam explicações e previsões ainda mais precisas e solução ainda melhores do que abaixo descrita.

Agora se mesmo assim todos que poderiam fazer algo preferir fazer exatamente isso fingir que não estavam vendo nada, não acreditar no que estavam vendo e ouvindo, se preferiram continuar ignorando não só os dados, projeções, e soluções, mas pior ainda os fatos, ignorar o grito das multidões nas rua e da America Latina não só hoje no Chile, mas no Brasil, muito antes de julho de 2013, nas periferias. Então meu caro. Não tem jeito mesmo.

Até porque sinceramente nem eu acredito mais nessas plataformas de diálogo com solução para tamanha falta de vontade política. A ideia acima era boba e ingenua, e não é porque era minha que não ia dizer outra ideia idiota, que contava com a boa vontade de classe governante sem disposição sequer para mover um dedo, mas pior predisposta a declarar guerra contra sua própria população e até passar fogo na sua própria população.

Como posso continuar acreditando nessas utopias quando líderes de Estados falidos resolverem arrancar sua máscara e decretar abertamente guerra contra seu próprio povo? Da Venezuela, ao Equador, passando pela Bolívia, ao Chile. Da esquerda a direita, da direita a esquerda. Socialistas ou Liberais, tanto faz. A declarar guerra e atacar e matar seu próprio povo, sua própria gente. Sim guerra. E sem meias palavras.

Declarar, atacar e matar sua própria população, sem mais disfarces e eufemismos, ou extermínio velado, mas em conflito aberto, quando a população se revolta e diz que não consegue mais aguentar pagar e carregar nas costas essa casta política criminosa que acusa uma a outra de que ambas são bandidos sempre de prontidão para tomar o poder e atacar o povo para se manter a todo custo nele.

Uma casta que portando só faz, e só se presta a fazer, uma coisa: roubar e escravizar quem não está dentro do seu governo, ou seja, e definido por exclusão, o povo.

Uma casta que só faz pilhar e traficar riquezas da sua terra e trabalho da própria gente e povo feito escravo em troca de propinas para a potencia que o mantiver no seu trono de preferencia pagando mais.

Uma casta que para se manter no poder e continuar prestando seu serviço sujo não exitam em se dar um passo além, não exitam em provar explicitamente o que são: ladrões? Não, assassinos, devidamente liberados, legalizados e estatizados, para agradar os fãs do liberalismo e estatismo, mas matador de gentes.

Então isso, continua colocando os seus óculos escuros e fingindo que não entenderam nada, que vocês, seja esquerda ou direita, o no eterno centro, vão ver onde vai dar: revolução? Quem dera, meu amigo, quem dera.

Sinceramente espero estar errado, mas as chances hoje especialmente no Brasil, de qualquer um desses projetos autoritários de poder pegar carona novamente seja reprimindo seja apoiando para formar um governo ainda mais ditatorial do que já vem se desenhando no ar é muito mais provável. Logo a direita ou esquerda, a chance de agora, ou amanhã esses semeadores de discórdia e incendiadores e oportunistas profissionais se aproveitarem de mais um movimento popular para ferrar ainda mais a população é maior do que a dela de se livrar deles.

Então a população deveria, se render implorar por intervenção do coiso ou o retorno do coisa ruim? Jamais. É para frente que se anda, não para o lado, nem para trás. Até porque caso ninguém tenha percebido, render-se cada dia mais não é uma opção que dão para ela. Porém já disse antes e repito a revolução não é com a violência, a violência é armadilha.

A revolução é o escapar do ciclo algo que demanda um trabalho de base social junto, pela e para a população não sobre a população e para a governança e interesses outros. Algo que precisava ser feito antes, e continuará a precisar ser feito depois das revoltas. Ou a história se repetirá mais uma vez com farsa e farsantes profissionais, sempre a espreita, para se apropriar dos levantes como salvadores da pátria.

Revolução sem trabalho de base, é derrubar a casa, sem construir uma nova. É deixar um vácuo de poder, que se a sociedade não ocupar junto a população mais marginalizada quem vai ocupar com ideologia são os demagogos profissionais. Derrubar tiranos é um bom principio, devolver o poder para tiranos é um péssimo final. Liberdade não é direito é responsabilidade social de cidadão para cidadão, e transferi-la como poder e controle sobre propriedade pública e o trabalho é renunciar a própria cidadania para morrer como escravo de uma máquina com orçamento monstruoso paga para esmagá-lo com seu próprio trabalho e riqueza.

Democracia sem uma sociedade civil forte e solidária que se une não apenas nos tempos difíceis, mas que depois de enfrentá-los cria uma rede de solidariedade e tomada de decisão para que nunca mais nenhum canalha de dentro ou de fora arrebente com ela, eis a verdadeira revolução. Como se vê. Algo que pode, ou melhor só pode ser feito em tempos de paz, depois de se livrar de quem não vive disseminando direitos e liberdades cada vez mais iguais e universais para colher a paz, mas demandando sacrifícios para garantir privilégios cada vez mais exclusivos e desiguais, ou seja tiranias que só mudam de endereço, bandeira e discurso. Mas o interesse é o mesmo, continuar montado e montando sobre o povo.

Aliás isso nem Marx é. É Alexis de Tocqueville mesmo. Que já aristocrata já havia percebido que na alta sociedade do velho regime no velho mundo que viera havia um sério problema não só com o sistema e suas instituições, mas com as sociedade, ou seja as relações sociais e até mesmo as populares que ao visitar a então recém criada democracia americana. Havia uma “vibrante” solidariedade havia uma permanente associação entre o povo americano que fazia dele não só um povo, mas uma sociedade, não só nos momentos difíceis, mas constante. E uma sociedade que estava voltada para o governo, mas para uns para os outros. Uma espécie de anarquia que acreditava em propriedade privada. O que deu errado na América então?

Fora não esquecer que a propriedade privada, não pode subtrair o bem comum que o outro precisa para sobreviver, coisa que até Locke sabia. A Tal solidariedade americana não só foi entre americanos do norte e para o norte, muito embora continuassem a avançar na bala, por todo o continente que os digam os índios e os mexicanos. Mas porque o sonho americano, a solidariedade americana sempre foi doutrina Monroe, tão racista e eugenista como era no velho mundo, e ainda mais brutal quando reeditada nele. A sociedade civil americana era só para os americanos brancos, não era para negros. Negros? Que negros? Não fazia parte da visão, eram invisíveis como gente:e o que hoje chama-se crime e tráfico antes chamava-se propriedade e comércio. Eis o germe do apartheid e xenofobia que mataria a America previu ou profetizaram os ativistas do movimento negro. Eis a solução, eis sua falha, um vácuo de jurisdição que rompe o tecido social e mata o povo, alguns mais rápido, outros lentamente, dependendo da raça, gheto e novamente classe social, ou simplesmente das origens a uma questão de cultura ainda contaminada por aquilo que os americanos eliminaram apenas parcialmente, a transmissão de posses e poderes não por valor ou mérito ou esforço trabalho, mas por sangue, violência, títulos de posses e poderes Hereditários. O patriarcalismo dos reis, seus clãs, suas primogênitas, seus eugenismos e discriminações de gênero e gene entre eles os primeiros e príncipes e princesas herdeiras do patrimônio da Planeta e o resto que nasceu para se sacrificar e ser sacrificado em holocausto a eles os todos poderosos, a plebe. Um culto, uma cultura uma civilização com seus mitos e marketing, propaganda, religião, arte e claro ciência pop incluso pós-moderna.

Aqui não temos sequer uma sociedade civil burguesa branca, mas uma elite que mesmo tratada como macaca se acha europeia que aculturada no papismo não para chupar saco de governante, bispo, pastor, e quem tiver que chupar para chegar no topo, e cagar na cabeça de quem tiver em baixo, num eterno alpinismo social, que faz do Brasil essa caixa de caranguejos que para quem não sabe, não tem tampa, porque um puxando o outro no desespero para sair sozinho, ninguém sai do buraco.

Um país portanto sem sociedade, mas com governo, igreja fazendo de gente arrebanhada posta para dar bom dia para estátua e poste como se fosse santo e ainda o palhaço pergunta como que ninguém sai do buraco e ninguém se revolta.

Pega a grana que vocês embolsaram e distribui em renda básica sem colocar cabresto por dez anos, que você vai ver se existiriam Bolsonaros e sua hordas. O problema é que aí também não tinha Lula e as delas.

E problemas maiores. Porra, grana. E eis que o brasileiro que de manhã não querendo compartilhar nem uma fatia do seu pão, a noite chora porque vieram os comunistas ou fascistas e levaram sua padaria inteira e não reclama senão vai preso. É por isso que Ben Frankin já dizia, liberdade tem preço. Fuzil? Mas que nada. Continentais. Ou você acha que o “descobrir” da eletricidade financiou a revolução como o quê? Cocaina? Papel, Imprimindo dinheiro de papel. E sabe onde? Na prensa da imprensa do seu jornal.

Não é por vinte centavos. Não é por trinta pesos. Como essa gente é cara de pau. É claro que não é só por esses 20 ou trinta, cents. É por cada centavo que eles vão roubando e que de centavo em centavo formam os bilhões, ou trilhões do butim, e que de centavo em centavo vão matando as pessoas que estão mais a margem da sociedade, lei-as portanto mais longe dos privilégio de estar próximo do centro do poder, as classes governantes.

São tão canalhas que até culpar o neoliberalismo é em si criminoso. Porque falta uma peça no neoliberalismo. A caralha do imposto de renda negativo do Milton Friedman. Ou seja uma forma de renda básica governamental, que eu discordo, mas dane-se o que eu penso, porque não estou mais falando agora sobre a coerência de minha proposição, mas das deles. E dentro da coerência desse modelo não com a realidade mas consigo mesmo, ou seja dentro da coerência minimante necessária, a honestidade intelectual para que essa merda não vire esse regime semi-nazi, ou pinhochento, era necessário essa forma de renda básica, para que as pessoas pudessem comprar no livre mercado os serviços que não eram mais públicos. E uma bem gorda e com absoluta e total liberdade de livre associação incluso bancária para poder também financiar e bancar cooperativamente os serviços públicos locais que já não são mais prestados pelo estado minimo liberal. Mas e aí cabe a porra da renda básica, cade a devolução do imposto de renda da parte do patrimônio que pertence a essas pessoas pelo serviço que não é mais prestado pelo Estado mínimo liberal, ou que elas não tem mais grana para pagar? No bolso de quem foi parar? Em quais bancos do Chile, de paraísos fiscais, dos EUA eles estão legal e legalmente entesourados, via dividas ou outras operações feitas a revelia de uma população que dentro de uma democracia decide tudo, menos o que interesse quanto paga e recebe do tal do seu patrimônio publico?

Democracia é o caralho. Isso é ditadura, descarada ou disfarçada. Você é o laranja da lavandeira do seu próprio patrimônio nacional!!! Tá lá seu nome no contrato social, mas você não leva nada, não decide nada e ainda quando a porra da fraude, o Estado-Nação bandido fale quem paga é você!!! E paga para o cara que bancava o ladrão que te roubava fingindo ser seu representante e administrador quando era o dele: Otário. E tem idiota ainda que continua falando em golpe: Golpe. Acorda idiota, você já vive numa ditadura faz tempo e o nome dela é I-DI-O-CRA-CI-A. E sabe o que é o pior: cada dia com mais idiotas acreditando que não é.

Então fica a dica: não confunda financista nem cientista com eugenista, porque nem todo financista é eugenista, e nem todo eugenista manja de finanças nem de ciências, e nem todo mundo que manja da sua ciência as vezes tem a menor consciência do que é ou não fora do campo de concentração e compartimentalização da sua própria ciência. Ou em outras palavras é tão idiota e coitada quanto nós, mesmo quando faz ciência, porque A ciência também caiu no golpe da divisão do trabalho que aliena o produtor do conhecimento do produto final do que ele está tomando parte na produção. E também cada campo compartimentado, embora saiba o que está fazendo dentro do seu setor, não tem epistemologicamente a menor ideia do que fazem com o conhecimento que ele produz depois que ele entrega, atende e supre a demandas. E por isso mesmo, não raro, você encontra pessoas com saberes notórios em sua área capazes não só de dizer as maiores imbecilidades quando saem dela, mas bancarem os imbecis até mesmo dentro quando acham que duas demandas são etéreas, ou que eles são entes especiais e não povo, e que são manipulados, consciente ou não pela mesma lógica a da privação das necessidades vitais e ambientais, o mesmo terrorismo. Ou trabalha para os interesses alheios. Ou não faz sua arte, publica sua ciência. E se teimar e protestar muito, dependendo do tempo e lugar, vai é para fogueira. Mas alguém dirá que salvo ele o desvio padrão, os progressos são inegáveis. E como ninguém mais viu ele, ninguém entendeu, nem entendia nada.

Então cuidado, cuidado incluso com as generalizações, porque tenho amigo financista gringo e banco alemão inclusive apoiando a renda básica por aqui, que se não fosse por eles, já era. E conheço cientista, financista e banqueiro que não apoia e concorda com o que eu digo, e nem por isso, obviamente é canalha, ou mais inteligente, menos ético, sincero, ou menos bem sucedido do que eu, muito pelo contrário como se pode observar facilmente não só pelos dados, mas por uma checagem rápida dos fatos, sob diversos critérios de sucesso e entendimento. Entendem mais e são bem mais sucedidos do que eu. E quão patético é o mundo para termos que dizer algo assim. Ou alguém ter que pedir desculpas, ou ficar o tempo inteiro tendo que lembrar que existe, porque senão meu amigo. Já era, você dança.

Se você for pobre, nunca espere que alguém reconheça seu trabalho, nunca seja humilde nessa vida. De humildade e humilhação morreu calado ou roubado, quebrado e amansando. Humildade é pregação de ladrão e todo poderoso para além de matar, apagar o coitado da história e junto os rastros dos crimes. Tem é que cantar em verso e prosa, sem medo de errar. E principalmente sem medo de acertar. E acertando sem medo de ser apedrejado, odiado ou sabotado. Porque não adianta chorar esse é o jogo, porque é assim que eles jogam, e eles mandam no jogo. E o Brasil e o brasileiro, só vai sair de onde está, só vai começar a produzir filosofia, ciência e tecnologia incluso social quando aprender uma coisa:

Quando cego está governando é porque sua arte e ciência é a de furar os olhos dos outros para reinar ainda com um olhos só. Basicamente a arte como a mesma velha elite e burocracia se mantém no poder contra toda uma população completamente capaz de mover-se e decidir por si mesma, quebrando suas pernas, para sempre chegar primeiro, ainda que chegue depois copiando, falsificando ou sequer consiga chegar as mesma conclusões. Porque a certas conclusões que não copiar é preciso ter coragem e honestidade para também acertar. É preciso ser libertário, não no papo, mas na práxis.

Ou seja quando aprender que não basta apenas não deixar que furem seus olhos e cortem sua língua fora, é preciso lutar para que não façam isso com seu irmão, porque senão você vai terminar falando como cegos e surdos, incluso para seus brados de sucesso, mas para seus gritos de socorro. Um saber gregário instintivo que quando é extinto de vez, não morre só a pessoa, mata-se todo um povo.

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E a propósito, para não dizer que não avisa amigo, ou melhor não é, porque fazer diagnóstico correto depois do ocorrido é fácil. Agora continuar insistindo em fazer diagnostico errado com a merda no pescoço ou é no mínimo sinal que o camelo não tá fudido, mas no que depender dessa gente eles vão matá-lo antes de deixar de ser um bando de pau no cú, digo os políticos, porque no fundo como se pode fazer ciência se a ciência e os cientista como o povo não tem fundo nem fundações que não sejam controlados pelos próprios cientistas. Me diga quem te banca e te direi quem serve. Pior, me diga quem te banca e te direi a natureza e extensão não só da sua verdade, mas dos critérios do julgamento do falseável, os limites da visão do mundo, ou o que é a mesma coisa as delimitações do seu paradigma não só científico, mas da sua bolha de realidade:

Ou cada país põe seu Estado no trilhos; ou cada sociedade dá um jeito nos seus governos e governantes, genocidas corruptos ou ambos; ou então vamos acabar enfrentando de qualquer jeito esses governos desgovernados, só que não os nossos… MAS UNS AOS OUTROS. E nesta hipótese quem sai ganhando são eles. Porque esta hipótese tem nome próprio e chama-se guerra.

As pessoas ainda estão perdidas nas vãs ideologias capitalistas e socialistas dos séculos passados que serviram tanto as ditaduras fascistas e comunistas genocidas. E principalmente para sustentar a velha ordem mundial/policial: como cada governo contra seu povo e todos juntos contra o mundo cosmopolita.

Pior, está decaindo para divisões entre os povos ainda mais primitivas, e antigos entre Ocidente e Oriente. Divisões explícitas de religião entre cristãos, Judeus e Muçulmanos. E divisões ainda mais profundas e ainda veladas ou pelo menos não completamente declaradas entre brancos e não-brancos.

De fato primeira vítima de qualquer regime é o povo. De qualquer Estado é sua sociedade, de qualquer governo é sua própria nação. Primeiro os carentes e marginalizados. Depois simplesmente todos. Nada menos que todos porque nada é suficiente. Nada é capaz de saciar esses monstros feito a imagem e semelhança da cobiça insaciável dos seus criadores. Os Estados nunca param de crescer e se expandir. Como reino e reis ele não conhecem freios, nem limites em si mesmo, não param se não forem parados. Não caem se não forem depostos. E não morrem, principalmente se forem mortos.

Diz-se que a divisão dos 3 poderes cria os freios mútuos necessários para frear esse monstro estatal. Ledo engano do filósofo, Montesquieu. Poderes divididos dentro de um mesmo corpo criam, órgãos e funções que equilibram o corpo, mas não dizem nada sobre o que eles devem ou não devem fazer do mundo.

Para o Brasil 2017 pode ser o ano em que o Estado derreteu de vez, justamente quando o Poder Judiciário implodiu. E isso não está nada longe de acontecer.

O problema institucional é com certeza um problema estrutural, de arquitetura do sistema. Um sistema desenhado para enganar, para levar os povos a crerem que os governos tem limites financeiros, militares, humanitários, quando não tem nenhum, senão a sua força perante a fraqueza da obediência e servilidade das populações. Uma fraude, mas não uma qualquer, a mais cara e perigosa da humanidade.

Contudo notem que o problema não é apenas estrutural, mas cultural. E o culto a força e o poder institucionalizados especialmente no Brasil é uma cultura de defesa da violência e corrupção, que simbioticamente se retroalimentam e acobertam reiteradamente, como o maior segredo de Estado.

É patético, mas verdadeiro. Quando, por exemplo, um “intelectual” defende seu político corrupto de estimação, ou vice-versa, ou até mesmo a própria corrupção do Estado como um mal menor, ele é claro que está passando o atestado da sua desonestidade e servilidade, mas isso não quer dizer que necessariamente o que ele diz não seja verdadeiro. Não que a corrupção seja um mal menor perante o bem que é o Estado. Não é isso: nem é um mal menor, nem o Estado o bem maior — aliás, esse tipo de raciocínio é falacioso em si, coisa pra trouxa e bandido. Mas a verdade é que o Estado e sua corrupção são inseparáveis. Ao menos esse Estado que conhecemos; que não pertence ao povo, mas sim aos verdadeiros donos de seus territórios como capital.

E quando o capital é dono de um Estado, ele não é desse ou daquele poder, mas dos 3 poderes. Com indivíduos comprados e vendidos em cada um deles operando de acordo com seus interesses.

Aliás, assim como os próprios políticos não podemos acusar ninguém mas suas sentenças já abrem caminho não apenas para a suspeita razoável que exigiria no mínimo investigação, mas sim a suspensão de suas atividades públicas enquanto tal investigação procede. No mínimo.

Porém a cultura uma vez estatizada inverte todos os valores sociais. Torna o anti-social, o injusto e até mesmo o naturalmente criminoso uma questão primeiro de segredo, depois de interesse e segurança nacional.

Mais patético ainda não é a defesa da corrupção, mas os ataques a quem não participa dessa cultura como se a honestidade fosse algo impossível, ou pior como se toda pessoa que prega honestidade fosse o hipócrita e não o contrário. Neste sentido eu me ofendo pessoalmente e mando eles educadamente tomarem no olho do cú, porque paguei e paguei muito caro, renunciei a muitas chances, deixei de fazer muitas coisas por mim e pelos outros, porque gente que compra e vende esse culto maldito está sentada em todas as portas cobrando esse pedágio. E ainda perseguindo e discriminando quem se recusa a participar da sua cultura bandida. Para não falar de coisas piores.

O cúmulo dessa inversão total de valores é a propaganda politico-criminosa que o combate a corrupção vai contra os interesses nacionais(???) Nacionais de quem, bandidão? Só se for de quem tá no esquema. É uma falacia tão perigosa e criminosa que se levada minimamente a sério levará o país literalmente a morte. Equivale a pedir para deixar uma pessoa vivendo com uma doença que irá matá-la por conta dos efeitos colaterais do remédio.

Na verdade a metáfora mais correta é a do sequestro e regaste de refém no qual você paga o resgate mas o sequestrador nunca liberta o refém e sempre pede mais. Pedir para não libertar um país refém dessa política refém é pior ainda do que a morte, é pedir para deixar seus filhos na mão desses sequestradores ladrões e estupradores convictos porque o risco de tentar libertá-los é muito grande. Pedir para pararem de derrubar esses políticos bandidos é o mesmo que pedir para continuar refém deles por medo de ter que lutar por sua liberdade. E isso não é só um dilema nacional.

É impressionante como de todas as mentalidades servis,a estatizada ou mais precisamente conformada ao estadismo é a mais absolutista autoritária e pervertida mesmo quando, ou melhor especialmente quando jura ser o contrário: plural, liberal e virtuosa. Eles são o centro do mundo e a medida de tudo sempre; Quem não é corrupto como eles é taxado de moralista; quem é não aceita seu autoritarismo é então fascista(???), mas largar mão do poder o responder por seus atos, esse direito deles é maior que a vida de qualquer pessoa. O intelectual e governante estadista é assim: um relativista em relação aos direitos universais e um absolutista em relação aos (seus) privilégios jurídicos.

Direito fundamentais? Que eles se danem[ dizem eles, não eu, hoje em dia…]. Se for preciso para manter a “ordem e o progresso” todos os governos e países se tornam iguais e retornam aos seus Estados mais primitivos.

Será coincidência? Você é brasileiro meu velho. Você sabe que caos como esse não se improvisa.

uma das correlações mais importantes que encontrei entre estados perigosíssimos mas que não necessariamente estejam envolvidos direta ou indiretamente em conflitos deflagrados: é o aprisionamento ou marginalização da sua própria população, ou mais precisamente da população sobre os territórios governados- o que não é a mesma coisa, principalmente para eles.

A regra é : quanto mais um estado investe em combate ao crime, isto é na criminalização, marginalização privação e aprisionamento dos povos e populações mais carentes, mais corrupção e crimes ele esconde por trás dos seus interesses de segurança nacional.

E é claro que não funciona. Porque os indivíduos de maior periculosidade, de maior risco para a sociedade não estão lá. Mas controlando o sistema prisional, privacional e criminoso devidamente legalizado e estatizado.

É a lei Maluf. Ou da psicopatia política. Quanto mais criminoso é um político, mais ele tende a transferir sua perversão para “os outros”. E quando na qualidade de governador, presidente, esse criminoso faz do Estado sua máquina. E não o faz sozinho, porque entre seus pares há mais indivíduos tão o mais perigosos que eles em cargos de máxima autoridade.

As pessoas estão há um século fugindo dessa verdade inegável. E tomara que ela não caia na cabeça do mundo como uma Terceira Guerra Mundial: O estadismo é o germe do totalitarismo. Todo fascismo, todo comunismo, todo regime imperialista, ditatorial, anti-republicano, antidemocrático, toda persona autoritária e suas corporações anti-libertária estão presentes no estadismo. O estadismo é como senhor de escravo, o soldado e o marido ciumento. Ele sempre parece muito bom desde que você acate suas ordens e não ouse desobedecê-lo.

Como se sabe as pessoas não querem guerras nem revoluções, nem mesmos as justas. Preferem tolerar injustiças pagar a chantagem de mafiosos, governos, ou quem quer que seja apenas para poder continuar vivendo em paz. Isso permite que tais parasitas violentos das sociedades pacificas e solidarias sejam muito bem sucedidos em tempos de vacas gordas. Porém em tempo de vacas magras, o sistema de parasitagem quebra, ou pior se não quebra mata o hospedeiro: a sociedade.

E não estamos politica e economicamente no que se poderia mais chamar de tempos de vacas gordas.

2017 será o começo do fim dos velhos estados autoritários ou a confirmação do retorno deles para seus Estados autoritários e violentos mais primitivos? O começo de um novo século de uma nova era, ou a continuação até o derradeiro fim dessa tradição milenar do estadismo? Em outras palavras como o monopólio da violência encontrará seu final? Pacificamente com novas sociedades livres? poupando milhões de vidas em guerras e crises econômicas e crimes/desastres humanitários e ambientais ? Ou como sempre levando primeiro milhões de pessoas ao sacrifício e holocausto primeiro perante seu culto/cultura?

A resposta depende de quantos de nós despertarão ou não a tempo para tirar a humanidade desse estado de insanidade coletiva. Quebrar essas egregoras milenares. Não quero ser pessimista, mas aos 45 do segundo tempo e perdendo de goleada, a verdade meu amig@ é que estamos literalmente a espera de um milagre.(…) -2017 o ano em que o mundo virou… resta saber o quê…

DEZ HOMENS E UM CAMELO (ou se preferir como funciona a política…) [e pelo jeito também o atual estado de “ciência” dela…]

E esta é a homenagem que eu presto, para as jovens que morreram nos protestos no Chile. E para os que foram presos e esquecidos nos protestos no Brasil. A primeira vanguarda. A verdadeira, que abriu no peito. Quem se lembra deles? Quem sabe o que aconteceu com eles?

E para os outros protestos… o dos povos invisíveis.

PS: Terminado o texto veio a notícia, então, não poderia deixar de fazer justiça ao Cientista Político Wanderley Guilherme dos Santos inclusive como exemplo contrário de todo cegueira que citei. Pois concordem ou discordem, estava ele lá suficiente antenado ao ponto inclusive de prever o golpe de 64:

Wanderley Guilherme dos Santos, um dos nomes mais proeminentes da ciência política brasileira, morreu na madrugada deste sábado, 26, ao 84 anos, de pneumonia, no Rio. Ele estava internado desde quinta-feira em um hospital carioca.

Fundador do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj, atual Iesp-Uerj), Wanderley, como era chamado no meio acadêmico e por amigos, era aposentado pela UFRJ, onde deu aula de democracia e teoria política por mais de duas décadas. (…)

Ganhou notoriedade com a publicação do texto “Quem vai dar o golpe no Brasil”, já prevendo o golpe de Estado de 1964 e a queda do presidente João Goulart. (…) -Morre o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos, que previu o golpe de 1964

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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