Que importa quem será o presidente? Se não é você que o elege nem o despede? (Parte 1)

Uma leitura libertária informal da história “recente” do Brasil

CUIDADO: Isto não é Recall, é mais um 171 da Quadrilha de Assaltantes da República do Brasil

Porque os presidentes no Brasil tem força apenas para implementar reformas contra a população, nunca a favor dela?

1. Porque não é ele que vai governar de fato o Brasil;

2. Porque não é o povo que escolhe quem a lista de opções;

3. Porque não é o povo que decidir se ou quando ele deve sair;

4. Porque nossa constituição torna o executivo refém do legislativo, o que seria um problema se o legislativo estivesse a serviço da nação e não de interesses outros.

5. Porque o executivo via de regra assim como o legislativo não é propriamente refém, mas capacho e capanga desses interesses que de fato governam o Brasil.

6. Se por um milagre fosse eleito um congresso e uma presidente cuja a maioria representasse os interesses da nação e iniciasse a implementação de reformas pró-população, ainda restaria literalmente a apelação: a última corte que tendo sido nomeada por antigos capachos e capangas, tem altíssimas probabilidades de decidir em acordo com a manutenção dos velhos privilégios e não com os interesses nacionais da população.

Logo, quem será o Presidente não faz a menor diferença, ele não governa nem sequer para ele, quanto mais para o povo. Se não fizer parte da gangue, será refém de um congresso que por sua vez é capacho de todos interesses menos os republicanos. Ou mudamos o reinventamos a democracia ou as formas mais primitivas e brutas de governo sem estado de direito vão retornar para manter a “lei e ordem” e os interesses daqueles que já não conseguem usar esse sistema pobre e essas marionetes para impor sua agenda e interesses.

O X da questão não é o presidente, mas o congresso. O cara que pegar esse cadeira pode ser um santo ou um demônio, não vai assinar um cheque, sem a autorização do congresso, que dada a dinâmica da nossas democracia e não estará representando interesses republicanos quanto mais populares. Se não for mais uma marionete, será mais um espantalho.

Pouco importa quem será o próximo presidente, se não mudarmos o sistema político a crise vai se intensificar. Não é um nome que vai salvar o Brasil, ou as novas gerações toma seu lugar e reinventam a democracia, ou a nova republica já morta, vai apodrecer até decair completamente num regime ditatorial com a decomposição do estado de direito já precário de papel, onde o termo “república democrática” será ainda mais somente uma fachada para literalmente outro “negócio.”

E quando falo em mudar o sistema não estou falando em uma reforma que deveria ser enquadrada no artigo 171 pela PF junto com o presidente que acabou de receber o selo oficial segundo agora ela de criminoso.

Mas por exemplo de recall de verdade e não mais essa fraude a democracia que eles apresentaram na forma de lei, (outra matéria sobre a mesma), na tentativa justamente de burlar mais uma vez as verdadeiras reformas absolutamente imprescindíveis, mas que implicariam em algum controle cidadão para nos livramos de criminosos no poder como eles. Eis o nó górdio que estamos presos.

O desprezo deles pela cidadão, é tão gigante que suas propostas são em si uma ofensa a inteligencia das pessoas. Por exemplo que lixo de recall é esse que não vai para plebiscito, mas para a mão do Congresso para dar a última palavra??? Eu respondo mais um 171 da gangue no poder.

Na verdade já tatuaram. E faz tempo.

O modelo implementado pela nova republica (e que nisso não é muito diferente das anteriores) foi desenhado não para o presidente governar, mas para ser governado por essa babel de interesses e agendas de representantes de interesses escusos- isto supondo ingenuamente que ele não faça parte desse conluio; que dirá então governar para os interesses da nação enquanto povo, e do povo enquanto sociedade e não massa de manobra de cultos a lideranças populistas de viés autoritário que dominam todo o espectro tradicional da politica brasileira da esquerda a direta, dos ditos progressistas aos conversadores passando até mesmo por aqueles que se dizem liberais.

Claro que isto não é um fenômeno exclusivamente nacional, embora pela fragilidade das nossas instituições democráticas e republicanas; onipresença das oligarquias burocráticas; cultura salvacionista-messiânica católico-cristã; colonialismos e complexos culto-econômicos; sejamos um dos países mais vulneráveis a esse crise mundial do liberalismo. Fora esse caldo cultural acima apresentado se constitui ambiente perfeito para a reprodução e disseminação do autoritarismo e consequentemente tóxico não só para qualquer pensamento liberal, humanista ou socialista das antigas, mas libertário de qualquer nova vertente.

Mas isso é o assunto para a segunda parte desse escrito.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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