Qual o problema do Brasil? Desigualdade social? Crescimento do PIB? Desenvolvimento humano?

Da razão distributiva da riqueza e o desenvolvimento e subdesenvolvimento econômico e humano das Nações

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Introdução

O que leva uma nação a ser rica e outra pobre? Mais do que isso o que leva uma nação a ser uma potencia desenvolvida e outra um eterno canteiro de obras (em geral superfaturadas) em desenvolvimento que nunca termina? O que impede esses países de cruzar essa linha imaginária que separa os povos ditos desenvolvidos de nós os ditos sem os eufemismo do nosso tempo países subdesenvolvidos? Essa uma questão que aflige estadistas e economistas não só desenvolvimentistas e nacionalistas de plantão. Mas cujo problema independente da terminologia abordagem transcende dos interesses e (pré)ocupações exclusivas dessas classes dos governantes e tecnocratas. Aliás não só as consequências desses problemas não pertence somente a eles, como as soluções ultrapassam as limitações do seu campo de saber e ação. São problemas de uma sociedade e antes de dela de um povo, que se no plano das divisões de classes requer a ideação e ação integrada tanto no campo do social quanto popular justamente contra as divide e conquista. No plano das compartimentalizações do saber requer igualmente a mesma reintegração dos conhecimento.

Isso quer dizer que a resposta que pretendo dar aqui do problema do Brasil, ela só é resposta e portanto parte da solução como uma ferramenta capaz de ajudar e não parte do problema se e somente se entendermos que o economicismo, a simplificação da complexidade de um problema histórico-cultural-antropológico-sociológico e sobretudo psicológico não for tomada ideologicamente como nova lei, ou desqualificada pelas vigentes, mas simplesmente como mais uma ferramente de calculo, projeção, previsão e construção de realidades futuras que depende portanto qual é esse futuro pré-visionamos e queremos pré-visionar.

Qual o problema do Brasil?

Neste escrito, ao contrário dos anteriores não pretendo ser didático, nem analítico, mas sintético. Até porque o foco não é a descrição do problema que conhecemos intuitivamente na pele, ou as diferentes visões dele e propostas que cansamos de ouvir. Mas a proposição de uma ferramenta conceitual que seja capaz não só de indicar qual os fatores que devemos observar equacionar e maximizar, mas ao quantificar e mensurar esses resultados verificar se estamos indo ou não no caminho que supostamente pretendemos ir. E qual supostamente seria esse caminho?

O do crescimento da riqueza como dizem os liberais? Ou o da sua melhor sua redistribuição social como dizem os progressistas? Distribuição de renda, ou capacitação para o mercado de trabalho? Essas velhas disputas de poder entre esquerda e direita fazem parecer que o mundo e que as soluções como eles competem entre si pelo trono, ao invés de se integrar e mutuamente cooperar para a formulação da resposta. Levando junto com eles em ondas hora a perdas irreparáveis do capital econômico acumulado, ora do social para financiar suas ideologias respectivas ideologias políticas-econômicas fundamentalistas concorrentes, que na prática tem um mesmo fundamento: eles no poder dos birôs e a população a sustentar seus poder e privilégios.

Então eles estão todos errados, e eu então agora vou apresentar a visão certa do mundo? Na verdade não? Rigorosamente, eles estão particularmente todos certos, e só não conseguiram ver a correção de cada uma das perceptivas e integrá-las numa mesmo modelo econômico justamente porque supondo que somente sua perspetiva é a totalidade determinante do verdadeira, suas respostas ignoram os outros fatores que compõe a realidade e logo respostas cuja válida e aplicação são digamas tão restritas quanto sua visão.

Recentemente o candidato a presidente João Amoedo disse uma verdade que incomoda os redistribucionistas de riquezas tanto os cegos quanto os coercitivos. Reproduzo a fala:

“Deixa eu entender? Qual é o problema da desigualdade? Vamos lá. Você acha que se a gente resolver a desigualdade no Brasil é bom?

Vamos resolver de uma forma mais simples. Vamos pedir para todo mundo que tenha acima de uma determinada quantidade de dinheiro mudar a sua cidadania e ir morar fora do Brasil. Pronto. Resolveu a desigualdade. O Japão é muito mais desigual do que o Afeganistão. É absurdo vocês insistirem na tese da desigualdade(…)

Eles não está conjeturando. Ele está explicando, o que os ultraricos e poderosos e não estou falando só de pessoas físicas, mas jurídicas fazem quando o Estado resolve tributá-los. Eles vazam. E se você ficou horrorizado com a falta de solidariedade social deles, é porque não está levando em consideração o outro método que também produz igualdade social, que não é a fuga dos ricos, mas a eliminação ao invés da pobreza, dos pobres.

Dizem que o problema do Brasil é a desigualdade social. Afinal sendo o Brasil não sendo o Brasil um pais seus problemas derivam da desigualdade social. Se fosse a desigualdade social, esse problema então já estaria resolvido pela razão que se assume que ele é o problema, temos os recursos então porque é que não solucionamos o problema? Porque o problema não é a desigualdade social, mas a estupidez dos dois lados: a estupidez do lado de quem possui a riqueza e não entende que o quanto a sua riqueza depende da própria riqueza da nação e está por sua vez do desenvolvimento humano não só do povo, mas o dele E a estupidez de quem entende o papel fundamental da distribuição de renda, mas não entende a diferença entre roubo e distribuição, ou o que é a mesma coisa a importância do desenvolvimento humano não do povo, mas de quem detém a riqueza para saber fazer o que é melhor para ele também sem ser coagido. Não por uma questão moral, não porque a coerção implique em custos, mas porque simplesmente ela não funciona, pelo contrário ela institucionaliza burocraticamente tudo o que impede o Brasil de ter a mínima chance de funcionar, ou como definiu culturalmente o outrora Ministro não por acaso da Educação Brasil:

Então o problema do Brasil não é econômico mas cultural. É cultural. Não o problema do Brasil. É que o Tico vive brigando com o Teco. Ou amamos o Tico e odiamos o Teco, ou vice-versa. Ou é a educação, ou é pobreza, ou destruição de renda ou é crescimento. O problema do Brasil é de mentalidade, somos fundamentalistas, ou seja somos binários, ou é branco é preto. O problema é plural e sistêmico e para verificar isso, podemos utilizar a própria teoria econômica para equacionar a complexidade desse problema do desenvolvimento e projetar sem livre dessa droga das ideologias ao invés de projetos de poder, uma projeto de desenvolvimento para o futuro do pais.

Como bom brasileiros, vamos bancar o MacGiver e construir foguetes com canivete e chichete, ou seja pegar o conhecimento disponível e criar uma ferramenta de equacione o desenvolvimento das nações não só comparativamente, mas o seu potencial.

Pobre fazendo pobrice. Pega aí que a receita é fácil. PIB, Indice de Gini, e Indice de Desenvolvimento Humano. É só o que precisamos para equacionar nosso indice de desenvolvimento nacional: a medida da riqueza dos Estados, a desigualdade das sociedades, e o dos desenvolvimento (escola, saúde, tempo de vida) do povo. Estado, sociedade, população. Não importa que essas medidas não sejam corretas e que os conceitos sejam tendenciosos ou imprecisos, porque o que estamos equacionando são as relações dos fenômenos por trás dos conceitos e mensurando a variação entre suas razões.

E qual seria essa razão matemática ou melhor econômica entre desenvolvimento nacional: riqueza, desigualdade social e desenvolvimento humano?

Desenvolvimento nacional é determinado pela somatória de toda a riqueza dividida pela desigualdade da sua distribuição e multiplicada pela capacidade da sua produção. Ou simplesmente :

IDN = (PIB/Gini)*IDH

Onde IDN é obviamente a essência da ferramenta que propomos: o Índice de Desenvolvimento Nacional.

Notem , dois aspecto interessantes dessa equação:

  1. O Índice de Desenvolvimento Nacional teoricamente tende ao infinito quanto menor maior for a igualdade social, isto é, quanto mais o índice de gini estiver próximo de zero.
  2. Quanto mais perfeito for o IDH, menores serão as perdas de Desenvolvimento Nacional. Evidente que nem o potencial é infinito nem o IDH perfeito é possível, essa projeção é o ideal que nortear o desenvolvimento.
  3. Mas o mais importante como em qualquer equação mais importante do que inventar um índice, a equação correlaciona as razões entre riqueza, desigualdade e desenvolvimento humano.

Isto permite não só entender a relação entre esses conceitos (não os fenômenos-eventos que os produzem), como justamente por conta disso permite fazer projeções de perdas e ganhos não só em desenvolvimento nacional se por exemplo, tivéssemos um IDH, ou Gini de países desenvolvidos exatamente no atual estágio de riqueza e crescimento econômico, mas projetar o que dá tesão para estadista e economista e seus patrões os donos do dinheiro e Estados, (os menos pervertidos, é claro) projetar novos graus de desenvolvimento nacional e econômico a partir do crescimento do desenvolvimento humano (IDH) de fato e objetivamente mais igual e não virtualmente e subjetivamente, ou seja o socioeconômico (gini).

Conclusão

Evidente que também é possível fazer tais projeções sem alterar esses outros investir nem atuar produtivamente sobre esses dois fatores desigualdade social, e desenvolvimento humano, apenas levando em consideração como fator determinante o PIB, mas isso é basicamente o calculo que já é feito. Um calculo onde o humano, e social, não estão rigorosamente equacionados na produção nem do desenvolvimento econômico nem na riqueza das Nações.

Também é possível equacionar esses conceitos fundamentais a riqueza da nação, a igualdade-desigualdade da sociedade e o desenvolvimento em da população como indivíduo, pessoa humana, usando outros índices ou mesmo conceitos, mas a razão, a relação lógica e sistêmica interdependente entre os esses fatores determinantes, ou melhor fenomenológica disso que chamamos de nosso terra e seu futuro permanece entre eles permanece: não adianta riqueza, sem produção de riqueza e capacidades, nem produção de riqueza e capacidade sem distribuição.

Se entendermos o desenvolvimento como a capacidade potencial de produzir riqueza, então 3 elementos são fundamentais para a preservação e crescimento dessas capacidade, o desenvolvimento de um povo ou nação:

1. preservação dessa riqueza, (como capital);

2. distribuição desse capital como rendimento;

3. E capacitação da população tanto para preservar esse capital como para produzir esse rendimento (trabalho mas não o alienado ou expropriador de capitais, e sim o produtivo e conservador).

A desconsideração, desequilíbrio, ou eliminação de qualquer um dos fatores do sistema de produção de riquezas, leva a nação, a desigualdade, pobreza, e enfim a falência ou o que é a mesma coisa a quebra da sua razão e contrato social. Ruptura não só desenvolvimento mas da coesão. Uma questão não mais de desigualdade daqueles que se supõe iguais, mas agora uma questão de disputa entre pessoa que já não se consideram de fato povos diferentes como diferentes direitos sobre as riquezas de um território a quem eventualmente prevalecer e dominar chamará de seu.

Então o problema do Brasil é a falta da correta leitura e formulação integrada dos fatores determinantes do problema? Não, se fosse, a equação que demostre e permita lidar com o problema seria uma fórmula mágica, quando não passa de papel, que na mão de quem está cagando e andando para próximo, que dirá o desconhecido serve no máximo para limpar a bunda, isso se impresso. A ausência e de tal abordagem e o desprezo por desenvolver qualquer solução nesse sentido, não é a doença mas um dos sintomas dessa doença. Contudo estudos como o presente não são mera curiosidade, porque embora o problema seja de natureza moral e ética, de codificação e programação da mentalidade e comportamento das consciências e inconsciências individuais em redes coletivas, não é necessário apelar para a moral e ética praticamente inexistente como axioma para demonstrar que a garantia tanto de uma menor desigualdade social, quanto um melhor provisão universal de desenvolvimento humano e logo investimento no ser humano, estão direta, empírica e sistentemente relacionados tanto a quantidade de riqueza produzida (e não só extraída) das nações quanto seus níveis de desenvolvimento institucional e infraestrutural da mesma. Não é portanto preciso ter o sentimento de solidariedade universal nem restrita aos concidadãos, que nos dois casos não temos ou o temos precários ou mutilados, basta que não permitamos que essa amputação da sensibilidade, percepção e inteligência gregária, da empatia que visa a nossa alienação e dominação descambe até o nível mais baixo da completa estupidez e idiotia.

A desigualdade social é portanto sim uma dos fatores determinantes, mas não o único, nem o isolado. Logo, tanto o fetiche na produção de riqueza quanto o da distribuição, que levam a ignorar que uma não se produz sem a outra. Ou a renegar o necessário equilíbrio sistêmica entre ambos. levam apenas por vias ideológicas opostas a nação a dar voltas para chegar no mesmo lugar resultado e final, o subdesenvolvimento. Que não, não se manterá eternamente, mas não onde os ufanistas pregam, mas sim em inevitável falência pois quando os recursos que só predamos acabarem de fato não seremos mais um pais rico é desigual, mas enfim pobre, dependente de capital que nos trocamos por bugigangas para promover o que quer que seja, crescimento, desenvolvimento econômico, humano ou até mesmo a igualdade.

Eis desde já uma falha entre outras da equação proposta, falta dimensionar outro importante capital e fator determinante do desenvolvimento o tempo. Porque formulas são fotografias, no máximo filmes da realidade, uma amostra feita para causar a ilusão de movimento, a realidade enquanto fenômeno pelo contrário é o movimento, por definição indeterminístico e e meramente probabilismo enquanto dado. Desenvolvimento é momento. Uma corrida não meramente por crescimento, mas contra o tempo,o capital que reduz em ultima instância o valor de todas as riquezas acumuladas inevitavelmente ao seu ponto de partida, o zero.

Como disse um problema antes tudo de valores. Onde a falta de fórmulas e métodos processos e claro sistemas de produção desses bens públicos e sociais e humanos é mera (in)consequência.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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