Thanatos: a perversão da pulsão da vida como compulsão da morte

Pulsão de Vida? Não, Compulsão de Morte

Da Evolução e Revolução do Logos no Cosmo da Psique e na Psique do Cosmo, um caso de Epistemologia

“Every age and generation must be as free to act for itself in all cases as the ages and generations which preceded it. The vanity of governing beyond the grave is the most ridiculous and insolent of all tyrannies.”- Thomas Paine (de novo)

Introdução

Parte I

Todo esse escrito parte de uma distinção: A distinção entre o que é pulsão de vida, o instinto natural são e sadio; e o que é a pulsão de morte, ou mais precisamente, a compulsão de morte, mania patológica que emerge não por acaso, mas da perversão de pulsão vital. Assim, longe de considerar essa (com)pulsão de morte como um instinto natural, passei a considerar tanto o conjunto de comportamentos comumente associados à essa compulsão quanto a personalidade arquetipificada como psicopata, ambas, o produto do mesmo de um processo que nada tem de inato ou natural: a domesticação do homem pelo homem. Algo que parece um exagero retórico. Mas não é. Especialmente porque as técnicas podem ter sido evoluído e até mesmo se revolucionado como tecnologia, mas não se modificaram nem em princípio, nem em finalidade.

Sua visão e objetivos, objetos e funções ainda os mesmos, e ainda que o grau de tratamento tenha se modicado, dado a cada classe, gênero, e espécie devidamente descriminada de acordo com seu reino e gene não muda não na essência, não são sujeitos iguais, são objetos a disposição da observação, discriminação, classificação, contabilização, alienação, possessão e divisão, uso, e enfim descarte dos sujeitos. Coisas animadas até, mas ainda sim suas coisas que quanto menos identidade igual e particular como sujeito são tratadas e mais massivamente são processadas mais sistemática e amplamente são reduzidas de recursos de vivos e com vida própria a recursos já sem vida própria até enfim completa e definitivamente mortos.

Domesticar um ser vivo, é treiná-lo para viver e morrer no seu lugar. Consumir suas forçar, energia tempo de vida , a sacrificar-se sua vida no lugar da sua, isto, se ainda estiver pela sua se vivo. Porque se morto, é convencer quem sobrevive e nascerá a continuar se sacrificando pela sua memória, legado ou herança ou obra. Enfim vencer e convencer gente. Primeiro pelo método primitivo ou clássico, que sempre tem que estar à mão para os que mais teimam em obedecer e satisfazer seus desejos: a violência. Depois percebendo que até isso dá muito trabalho, se gasta muito tempo, esforço e perde muitos recursos (gente), passando só a ameaça da violência, se você detêm a supremacia e o monopólio da violência então basta mostrar os dentes, a lógica da dissuasão, afinal, o medo não move montanhas, mas move gente para cavar por você; e enfim o ápice desta cultura, simplesmente o método ligeiramente mais avançado ou dito civilizado que prevalece por alguns milênios desde então: manipular e convencer as pessoas a fazer o que você quer sem que você precise sequer mais ameaçá-las, mas porque agora querem fazer isso, porque elas pensam que isso é o melhor para elas. E o que elas devem pensar que é o melhor para elas? Ora, elementar, fazer tudo o que você quer, manda, até mesmo sem você nem precisar sequer mandar ou pedir para provar o quanto são fiéis e adoram você, incluso matar e morrer. E se preciso não só estranhos que nunca lhe fizeram mal algum, mas os entes conhecidos mais próximos, não só vizinhos, mas até mesmo seus próprios pais, filhos ou irmãos, claro que como um mal necessário para um bem maior, mas ainda sim um mal que precisava ser feito como prova de que sua fidelidade e amor está acima de tudo de todos. Ou como diria o apóstolo nada menos que uma fidelidade canina, ou se preferir bovina. Domesticação para o abate, e para abater e ser abatido.

Logo não é nenhum exagero retórico, quando afirmo que esse processo é uma domesticação ou amestramento de gentes. E um amestramento de psicopatas para formas psicopatas, mas de duas categorias distantes, um o servo-idiota que mata e morre, como carne sacrificial seja na indústria ou no campo da guerra ou trabalho e o outro que como sacerdote desse culto ou cultura de holocausto é o senhor dessa idiocracia, o estatopata por que no seu caso o ritual de sacrifício é sempre do alheio. E se chamei-o psicopata mor ou de estatopata, o fiz apenas em clara alusão ao estadismo, pois o estadista não seja dos idiocratas o único, nem o Estadismo a única cultura que se vale da produção e reprodução da mania e compulsão de morte incluso como genocídio, etnocídio e ecocídio, para perpetuar seus insustentáveis domínios e potências não importa a que custo, ou o que é a mesma ao custo de tudo e todos para maximizar os ganhos da sua locupletação externalizar seus prejuízos da suas falências sistêmicas, transferindo assim ao próximo, no caso a próxima geração a queda inevitável que todo parasitismo e predação engendra a longo prazo a si mesma. O último estágio dessa cultura necrófila antropofágica: o materialismo niilista.

Aliás, descrito dessa forma, meramente didática, parece até que o problema se resolveria com mais violência como diriam alguns anarquistas da velha guarda: enforcando o último idiota nas tripas dos último idiocrata. Mas garanto que caso não tenham percebido é outra armadilha semântica, pois não soa como uma solução final tipicamente eugenista nazista, por mera coincidência, no final das contas cairíamos todos de novo na vala comum e não sobraria ninguém, salvo o último dos idiotas ou idiocrata, para enfim sem e efeito governar, enforcar ou perdoar a si mesmo. Porque não há idiota que não sonhe com o trono de um idiocrata, nem idiocrata que, não sem seu trono, seja o primeiro dos idiotas. De modo que todo idiocrata uma vez despido da sua falsidade ideológica não é senão a prova empírica da idiotia por trás da idiocracia: a negação prática da sua própria narrativa e encenação representativa. E novamente tanto faz, porque os últimos serão os primeiros, e ninguém chega a esse trono senão pelo mérito não da fidelidade inocente, mas da falsa verdadeira arte da liderança e representação, traficar, mas não cheirar a droga que alucina, encenar mas não acreditar na encenação, a maestria na pusilanimidade.

Pois há 3 arquétipos de loucos e loucuras que constituem a base do assombro de civilização: os “doidos” que assombrados pelas loucuras alheias chegando até a ouvir seus comandos em sua cabeça. Os “espertos” que não são assombrados, mas inventam que o são para assombrar a vida alheia. E os “otários” que mesmo não ouvindo nada, acreditam nos que os assombram ou finge para ver se um dia também conseguem assombrar a vida alheia. Mas como disse tudo isso é uma mera bobagem ilustrativa, ou provocativa. Porque não há pessoa nesse mundo que dependendo da posição e momento não seja incluso simultaneamente um pouco de todos os tipos em diferentes relações ou papeis que atua na vida, desde que é claro tenha caído nem escapado da armadilha: isto não é um filme, não é teatro, nem encenação, signo nem representação. Não é imagem, não é animação, não é ilusão de movimento. É realidade. E real e realidade, porque embora tenhamos perdido a sensibilidade que constitui percepção, o senso, a noção, e enfim a inteligência e consciência, e estejamos presos no arcabouço do mundo mental da insensibilidade que o ignora ele permanece sendo o mundo real porque é o mundo real por definição o mundo sensível, o mundo dos entes que sentem e são sentidos, o mundo dos seres e fenômenos que longe se ser meros objetos e funções e abstrações mentais do sujeito pensante, são também sujeitos sensíveis do mundo, e que não raro também sentem e pensam.

Logo o mal não está no idiocrata, nem como sacerdote nem estatopata, assim como o da pobreza não está no pobre; nem o da ignorância, no ignorante, como disse as pessoas nem sua natureza nunca forma o problema, nem o mal, o mal não é, está nelas. De modo que troque as pessoas e o mal permanece. Não porque as pessoas sejam um mero produto do meio ou sistema ou condições de vida, sem vontade própria, livre vontade ou livre arbítrio, para sair dele ou melhor do que isso mudar ou transformar essa vida para si e os demais, mas porque esse mal que está dentro delas, essa doença não afeta só o meio ambiente que ela vive, seu comportamento, personalidade, sua forma de ver e tratar e se relacionar com o mundo e as outras pessoas ou até mesmo a sua própria identidade, esse mal afecciona a própria força de vontade, afeta a anima, mina a energia vital, consome e mata vocações e potenciais, enfim simplesmente ataca a essência do ente enquanto ser e não coisa, a vontade livre e própria.

Se o mal fosse ou estivesse presente só nesta ou naquelas formas ou formações seria fácil, mas o mal dessa doença é que esta não consome mas perverte potencial, a vontade e vocação da humanidade, está no padrão com o qual as formas e formações se produzem e reproduzem, está na mentalidade e não só na da psique individual e coletiva, mas na própria lógica que rege a formação das pisques, no logos da sua episteme, não como mero campo de estudo e manipulação, mas como o fenômeno epistemológico, que não tendo a humanidade tomada ciência nem consciência dele, ainda é objeto de especulações filosóficas, religiosas, qualificadas e desqualificadas como metafisicas, transcendentais ou sobrenaturais. E não raro com toda a razão. Porque junto as investigações minimamente sérias e honestas este é um campo propicio a toda espécie de ficção, imaginação, desonestidade intelectual, charlatanismo, crendice, falsificação e ideológica. Então porque a persiste nele? Por duas razões muito simples advinda do próprio campo do pensamento científico, que em verdade são a mesma:

A mera simples negação através do uso coringa clássico dos céticos: o acaso, mutação e coincidências jamais conseguiu sanar o problema da proliferação de absurdos e bobagens, porque a demanda por sentido existencial permanece. E a demanda por sentido existencial permanece por uma razão muito simples que inclusive é usada e abusada nesses outros campos não propriamente da luz da fé na razão, por uma razão ainda mais simples e inerente a um ponto obscuro a uma falha gravíssima de consciência da ciência: o acaso a aleatoriedade e coincidência são apenas o deus dos ateus, a não-explicação, o não-sujeito, a não-causa, o não-sentido para quem não conseguiu encontrar uma. Diria que mais honesto, que o primeiro que inventa entidades para não confessar sua ignorância ou fracasso, se não preferisse por sua vez também pressupor pela mesma prepotência que se não descobrindo nada, é porque logo nada existe. Então não digo, porque honestidade intelectual mesmo nem atestar sua agnosia, mas a permanência do mistério pelo mesmo enquanto não houvesse nenhuma prova cabal da própria impossibilidade do desconhecimento.

Ademais se há uma coisa que sobre a história da ciência e do saber em geral ensina, e a reflexão sobre a própria razão desse logos aprende enquanto consciência sobre seu conhecimento e ciência, é que esse padrão de eventos que não emerge do nada, nem se repete ao acaso, só é outrora impossível que se faz agora possível, porque o horizonte de eventos do possível e impossível, são um produto da precisão, previsão de uma projeção de probabilidades determinadas pelos princípios e fundamentos dado por uma visão não só do mundo, mas do saber, de tal modo que a reformulação ou revolução em qualquer uma delas, ou ambas, altera não só uma a outra, mas o próprio horizonte não só possível, mas do cognoscível.

Por isso que se todo conhecimento incluso a ciência é feito de uma essência que não seja efêmera, esse algo não é sua história, mas sua historicidade. O logos da sua razão pelo qual as velhas formulações e formas mesmo quando ultrapassadas e caindo em desuso, mesmo quando suas delimitações dos eventos são quebradas por novos modelos e paradigmas, jamais deixam de ser bases, gênese ainda que como arcabouço a ser transposto é uma nova abrangência do saber, das possibilidades e liberdades que se abrem com esse saber e alcançada por tudo que é novo.

O novo que transforma o que antes era sobrenatural e paranormal, no normal e banal. Transforma o visível em invisível, assim como insensível em sensível do físico ao transcendental, da unidade simples a diversidade complexo e integrada em evolução, revolução e transformação tanto da forma quanto da informação incluso como saber. Isto é claro quando não perde seu nexo e conexão autogerador para novamente decair todo temeroso numa caixa de medos, crendices de um mundo de mitos cheios de precipícios e barreiras e impossibilidades intransponíveis à liberdade do pensamento, esse estado de espírito que antes de ser o da liber de um conhecer e reconhecer é o vazio do da frustração, amargura e vazio da sua perda que enseja sentimento e desejos opostos, desintegração tanto do mundo, quanto do ser em relação a este terminam em fantasias e manias, perversões e compulsões de morte. Opostos a pulsão de vida, livre na sua buscar por um sentido existencial e transexistencial (verdadeiro) à realidade sensível. Pulsão que antes de ser um pensar, é um sentir o mundo real e real justamente porque sensível. (Um bordão que ainda vou repetir descaradamente muitas vezes ao longo do texto).

Assim, um pouco, só um pouco mais atento ao que é realidade sensível e o que é mera operação mental, o que é padrão, e a estrutura formada a partir dele, tanto como fenômeno físico quanto como construção mental, e logo tentando evitando confundir a universalização com a generalização, assim como as distinções com discriminações, podemos enxergar como em diversas instancias do que se pressupõe com normal já se engendra esse mal como se fosse a coisa mais natural do mundo. A ditadura do impossível, e privação das possibilidades materiais e imateriais como mal necessário não só como se fosse bem comum, mas como senso comum e crença metafísica e ciência do mundo físico. O mal patológico como ditadura em todos os planos e esferas da vida e suas relações lógicas, e suas estruturas e instituições concretas políticos, econômicos culturais, religiosas, e até mesmo no amago da pisque das pessoas que as constituem e as movem com seus sacrifícios e sustentam essas estruturas artificiais patológicas a partir da sua anima, passando por sua mentalidade, até institucionaliza-las como realidade insensível e câncer não só a natureza da physis, mas da sua episteme, literalmente desintegrando-se como um (novo) padrão dela.

Um mal doentio e perverso que se observa não em todas as instâncias da produção e reprodução da vida civilizada, mas especificamente e tão mais perigosamente a vida naquelas instituições e relações de poder que precisam cultivar essa cultura maníaco compulsiva de morte para prevalecer e se perpetuar parasitariamente e predatoriamente dentro da própria humanidade e processo civilizatório. Um comportamento e personalidade insana e doente que emerge não só como efeito colateral, mas como consequência diretamente provocada pela manipulação das pulsões vitais através do advento de um forma de pensamento ou mentalidade, de ver, sentir, pensar, tratar, agir, reagir se relacionar, e transformar a si mesmo e ao mundo não só nociva e fatal a natureza do individuo, coletividade, mas a própria natureza em si.

Uma mentalidade não só insustentável, mas em todos sentidos insana de (des)humanização e (des)civilização que como explicarei mais adiante se tivesse de fato sido a primeira, a origem do homem, como reza o mito, não teríamos saído das cavernas e já teríamos nos extinguido a muito tempo acometidos desse mal.

Uma mentalidade portanto não só insana e doente, mas perversa, pervertida e doentia, cujo arquétipo, o estatopata busca reduzir a vida todo ser tomado por alheio a mero objeto de satisfação dos seus desejos de posse e poder. Vida portanto assim reduzida a mera hospedeira, vítima e presa deste psicopata ególatra maniaca compulsiva por imortalidade tanto genética, histórica quanto metafísica, onde o universo é passa a ser visto como se fosse piramide não só hierárquica mas de consumo de seres reduzidos a recursos, onde o topo da cadeia alimentar pertence ao arquétipo do predador-parasita. Aquele que na vida se faz antropófago, para na morte se constituir assombração necrófaga. Que evidente só existe na memória e privações dos atormentados, seja através de artifícios aparelhos e maquinações incluso as clássicas feitas de por igrejas estados, e seus fieis e burocratas, mas neste sentido existem. Não “sobrevivem”, nem se locupletam mais, mas continuam a atormentar através no corpo artificial da corporação das pessoas jurídicas estatais privadas e religiosas a sugar a vida e exigir os mesmo tributos, culto, idolatria, trabalho, reverência, servidão sua persona e personalidade autoritária agora em memória e monumento a seu legado, que não feito de seus sacrifícios, nem é propriamente uma herança, mas literalmente uma maldição, já que continua a exigir que os outros continuam a se sacrificar como alienados para sustentar seus desejos- e com um detalhe mórbido e insano: desejos que nem sequer existem mais, por que o mostro já era.

Mas mostro que é mostro não morre virá filme de terror, seja múmia e obra farônica de quem se acha deus encarnado na terra; vampiro se land e warlord, ou Fransktein mesmo se a ficção for científica. Porém o que nunca faltam, é claro, são zumbis e mortos-vivos para defender o reino do seu mestre. Vida material morta e podre que não quer morrer nem ser enterrada, necrofilia a assombrar e consumir em pura antropofagia novas vidas em holocausto, tanto no sentido do fim de tudo e todos, ou do mundo, quando no sentido da mitologia necromancial de sacrificio de uma vida alheia para salvar ou dar vida ao que não tem mais vitalidade, nunca teve ou perdeu a sua. Uma Funciona? Só para genocidar gente e atormentar gente. A múmia de nenhum piscopata genocida nunca levantou nem voltou.

Porém com ou sem múmias ou monumentos, o pesadelo e medo inconsciente, desses mitos e crenças são tão quanto o é esse doença já tomada por normal como culto que aflige e aterroriza o mundo sensível tanto da pisque como compulsão maniaca e alucinada e psicopatica de morte quanto da cultura que o replica incluso como usos e costumes impostos, é claro, pelo subsdidio da outra face digamos mais primitiva e concreta desse mesmo culto compulsivo e compulsorio, o monopólio da força de fato, ou da violência “legitimada” pelas múmias e seus donos dos seus templos: os estatopatas.

Assim quando falo de zumbis, mortos-vivos, fantasmas e assombrações, utilizo uma metáfora, mas não para falar de um mundo sobrenatural, mas de um mundo de pulsões gregárias tornado invisível e metáfico e habilidades empáticas praticamente tomadas como paranormais; enquanto que por outro lado, a estupidez e idiotia e mostruosidade sobretudo a genocidade e assassina é elevada não só ao grau do credo sagrado para governar as pessoas e sociedades, mas da ciência do mundo e das pessoas, e até mesmo da ciência necessária para a própria ciência! a elegia a idiotia e insensibilidade desentimento, discórdia, cegueira, ignorância, e apologia a pressuposição da ausência de fé na razão como se fosse a razão da fé, e ausência razão na fé como se fosse a fé na razão. Ou simplesmente o mal da idiotia e perversidade do conhecimento como poder, e o poder como ignorancia perversa e egolatra que se autoreverencia matando a vida e liberdade, incluso a sua fantasia ideológica de poder que vai a reboque junto.

Descrevo portanto assombração e maldição como de fato elas são: eventos que mesmo depois de findos como corpo e matéria continuam a fazer sombra e mal; continuar a foder, matar e sugar a vida alheia para preservar o que sua mente doentia julga agora ser o mal dito como representação do bem comum mundano ou eterno do além, seu falso legado, e herança. Porque tarado que é tarado nunca é cavalo de obra nenhuma, mas toda obra é cavalo da suas taras. Não é nem deixa nem muito menos se defaz para para fazer legados para que outros o usufruam. Possessor que é possessor, qunado não manda enterrar tudo que julga seu junto com ele, no seu túmulo, tenta enfiar de novo a adoração sem limites do eu na vida do coitado que ainda sequer nasceu para ele carregá-la como fardo.

Por isso, esse doente até quando se vende como legado ou sua obra, o faz sempre com contrapartidas, o faz como monumento para que os outros carreguem em homenagem a ele, ou pior como exatamente o mesmo sacrificio e obediencia total a seus desejos e taras doentios que não raro resultam em morte, doença e exterminio das vitimas e alienados. Mesmo quando esse doente não vende esse culto explicita ou diretamente como o da sua persona mas o faz como se fosse a uma entidade ou “bem maior”, ainda sim jamais o faz na condição do servo e fiel alienado, porque diferente deles esse ente não é feito a imagem e semelhença dos escravos, mas do senhor todo poderoso que não dá nada, não é inferior, mas supremo, não obedece nem se sacrifica, mas é superior e demanda sacrificios e obediencia.

Em outras palavras, quando esse eterno cagão e covarde, parasita, percebe enfim que ninguém é eterno, de tirano mundano se faz transcendental, se faz isso para explorar o medo alheio ou porque realmente insandeceu, e acha mesmo que agora vai viver gozando sadicamente para sempre, pouco importa, ao menos, para os que sofrem e sofrerão as consequencias desta loucura. O importante é muita gente cairá nesse piramide metáfica, e vai morrer e matar uns outros inclusive depois em nome dessa perversão mania compulsiva que ele incorpora e adquire tanto por medo de morrer quando desejo de viver para sempre de forma desnaturada, como ego. E não mais natural como o ser que nasce, cresce, amadurece, reproduz e morre, porém deixando sim um legado natural, que não é a forma, ou memória, ou históricidade, nem código, mas a essencia atemporal da sua historicidade: informação que gera não só novas formas de vida, mas é o própria lógica da episteme da vida, sua alma, não como mera trasformação da existência, mas transcendência da essência como transexistencia, ou simplesmente o novo como manifestação da Liberdade. Vida como Liberdade e liberdade como vida, atemporal e sempre presente.

E tem gente ainda que muita esperta ou burra quando vende ou cai em pirâmides financeiras. Ou pior que descobriu o mundo quando enfim consegue vê-las. Longe de querer saber porque os homens tomam as coisas por suas propriedades, quero saber porque os homens perdem as sensibilidades das coisas e para tomar confundir a si mesmo a si mesmo até mesmo ideia de uma coisa. E já não conseguir nem mais resolver o paradoxo do navio de perseu. E nem saber mais se o navio de Teseu é ele mesmo ou dele mesmo ou já é e pertence ao Carniceiro.

Um navio onde as partes vão sendo substituídas até que nenhum material original esteja mais na composição atual do navio presente, mas apenas o desenho do seu projeto, ou seja o seu padrão ou forma sejam ainda idênticos ao original. De tal modo que já não se sabe mais se o navio neste estado atual é ainda o mesmo navio de antes ou não seria já um outro? E só para complicar ainda há um outro navio, que vai recolhendo as peças descartadas do navio de Teseu, o Carniceiro, de tal modo que quando os dois navios aportam de volta não existem apenas um navio, mas dois, um o Carniceiro feito das peças originais do navio de Teseu e absolutamente idêntico a este, e outro antigo navio de Teseu, que já não se parece, nem é feito mais das suas partes. De modo que a pergunta agora não apenas só se o navio de Teseu é mesmo navio, mas se agora não é o Carniceiro o verdadeiro navio de Teseu.

Um navio onde as partes vão sendo substituídas até que nenhum material original esteja mais na composição atual do navio presente, mas apenas o desenho do seu projeto, ou seja o seu padrão ou forma sejam ainda idênticos ao original. De tal modo que já não se sabe mais se o navio neste estado atual é ainda o mesmo navio de antes ou não seria já um outro? E só para complicar ainda há um outro navio, que vai recolhendo as peças descartadas do navio de Teseu, o Carniceiro, de tal modo que quando os dois naviam aportam de volta não existem apenas um navio, mas dois, um o Carniceiro feito das peças originais do navio de Teseu e absolutamente idêntico a este, e outro antigo navio de Teseu, que já não se parece, nem é feito mais das suas partes. De modo que a pergunta agora não apenas só se o navio de Teseu é mesmo navio, mas se agora não é o Carniceiro o verdadeiro navio de Teseu.

Paradoxo nenhum talvez respondesse Kafka, bem mais atento e sensível a essência dos seres suas necessidades carências carestias e claro as metamorfomoses, incluso as mórbidas, conformobidantes, teratólogicas e necrosantes da alma, não como mera estrutura neuroplastica ou psicoformacional mas metamorfose do campo epistemológico do tempo e espaço onde dos movimentos e relação entre os seres emergem não só essas estruturas, mas antes delas os padrões que as formas e deformam seja como delírio final de uma sensibilidade vulnerável, seja já como como o psico-phatos de uma normalidade de uma realidade insensível.

Pois é. A domesticação de gente mata. É uma prática que se tornou parte dos ritos e costumes, parte da cultura e processo civilizacional. Mas não passa de vicio, que mata e mas deixa sérias deformidades teratológicas não só na psique não não só das vítimas, mas de todos envolvidos no processo e no próprio sistema em si, porque seus males não se reproduzem através das formas e estruturas de forma aleatória, mas sim como padrão que lógico já não mais natural, mas pervertido e doente que tanto a om mundo interior quanto exterior, o particular quanto individual, simultaneamente e retroalimentadamente, deformando o mundo psíquico particular e coletivo assim como o meio ambientas e social a sua lógica.

E quando descrevo domesticação de gentes não me refiro apenas a exploração alienada do trabalho, embora ela seja de longe o seu uso mais abrangente e intensivo. A domesticação de gentes, longe de ser um simples processo de transformação de outro em mercadoria, recurso ou objeto, um processo de transformação do outro em propriedades é um processo de mais complexo do aquele mediado pelo puro e simples prerrogativa monopólio da violência. Até porque o puro e simples arrogância do monopólio da violência na prática não existe. O que existe de fato, é o monopólio sobre gentes e territórios, domínios sobre pessoas seus meios vitais e ambientais, através de ameaças de privações carestias, e privações que se concretizam como violações e violência de fato, incluso como carências e carestias e medos e traumas que aterrorizam, a paralisam ou movem os assim dominados e enfim domesticados pelo terror sistematizado como poder a executar as vontades alheias. Um processo onde de ficar restrito as condições de vida é introjetado como condicionamento mental de como a vida deve ser vista, vivida e tratada, não só a alheia mas a própria.

Uma técnica de domesticação que vai muito além da manipulação dos comportamentos pelo cerceamento das oportunidades e possibilidades, mas que se fixa em ambos os planos, confirmando a impotência e subserviência, tanto no mundo que se vê e sente, quanto naquele que é visto e sentido dentro do próprio ser. Se introjeta, portanto, na psique não só via privações, violações, carestias, mas via traumas infringidos que condicionam estímulos e respostas e alteram toda a plasticidade e arquitetura das suas conexões, substituindo vontades e desejos por outros vontades não só estranhos a natureza do ser, mas completamente alheios e até mesmo contrário a suas necessidades, fisiológicas e psicológicas mais básicas, como instâncias superiores não só as vontade mas a própria consciência. Provocando sérias deformações da personalidade e comportamento, que já não encontra mais força para se mover de acordo não só com seus desejos, mas sequer com uma força de vontade própria capaz de ordená-lo. Mas sim agora somente através de toda uma ordem de condicionamentos e reforços positivos e negativos, que atuam como se fossem não só a própria vontade ou desejo (id) mas a consciência desse ego (superego). Muito embora nem um nem outro sejam nem estados naturais nem instintivos, mas ambos configurados. por toda uma programação e estrutura, cuja finalidade é justamente oposta: obter desse individuo nas duas pontas na entrada e saída do processo, tanto como motivação quanto resposta, tanto a aparentemente consciente, quanto a supostamente instintiva, reflexos inconscientes alienados a interesses alheios. Amestramento para seres dotados de um mair grau de consciência, e portanto livre vontade e resistência a violência e violação bruta e primitiva, ou seja gente, mas ainda sim adestramento e amestramento, de um ser que tendo uma anima, uma vida, que morrendo, sofrendo, pode ser ensandecido de forma controlada. A base da domesticação, a arte de usar a tortura para manipular o enlouquecimento de um ser e manipulá-lo de acordo com a regulação da sua insanidade.

O que não é preciso nem dizer que causa seríssimas deformidades no coitado manipulado. Mas também ainda mais graves no manipulador que perde a principal característica não só humana e humanizadora, mas universal de todo ser vivente e quiça de evolução do cosmo, a sua potencia libertária-gregária enquanto capacidade empático-solidária, isto é, não só de ler o sofrimento, porque isso ele sabe bem, mas de senti-lo como de fato é de modo a se importar com ele. Logo provoca não só sérias deformidades mórbidas na na sensibilidade e percepção do alienador, mas evidentemente perigosíssimas a todos que estão a sua volta. Porque não conta mais com empatia e instintos gregários destruídos nesse processo nem evidentemente com nenhum superego suficientemente forte para conter sua violência e desejo de posse e poder. Muito pelo contrário tem ele agora esse egomania completamente fora de controle, e exponenciada de forma complementarmente perversa justamente pela possibilidade de exploração da vida alheia em cada pessoa sujeitada a ele como extensão das suas vontades e comandos, pela introjeção desse superego. Uma vulnerabilidade que ele psicopata não possui, mas pelo contrário explora como backdoor para ser o que é um vírus ególatra, que como cavalo-de-troia inteligentemente disfarce sua programação como bem ao coitado. Porém, nunca é ele a carne sacrificial deste banquete, mas sempre o sacerdote a devorá-las em nome dele.

Um mal que é produto tanto dos seus efeitos colaterais quanto diretos desse processo de aculturação, ou “educação” enquanto introjeção de superegos. Uma falha inerente e inconsequente do processo de condiciamento civilizatório ou domesticação do homem pelo homem que produz a perversão patológica do instinto gregário de preservação da vida e toda a complexa sensibilidade associada, a empatia. Ou seja, não propriamente como instinto pulsão natural mas uma como perversão ou mania a compulsão de morte, que deveria portanto ser devidamente associada com as tendencias e comportamentos gerados por todo tipo de tara e maniacos, incluso os perigosos sobretudo quando em posição e relação de poder.

E poder não só socialmente aceito, mas o legalmente licenciado e imposto pela mesma normalização da cultura de violência e violação narcisistas e egoísta, mas a ególatra e eu-genistas, que já tem projeta os desejos de propriedade do seu eu para além da sua forma atual, mas já no controle da predefinição tanto da gene biológica quanto histórica dos outros seres voltadas para seu ego. Homicidades, genocidas, tanto omissivos quanto os proátivos, gentrificadores, higienistas, eugenista, nazifascistas, stalinistóides, enfim estatopatas em geral, incluso os paraestatais, isto é, os escondidos em pessoas jurídicas de direito privado regidas e subsidiadas pela mesma cultura de morte e violência e violação sistemática da vida e liberdade como egolatria e locupletação. Logo Especialmente os mais bem posicionados e licenciados e celebrados, cultuados e idolatrados em vida e depois da morte por suas conquistas erguidas nada mais nada das pilhas de holocausto de carne, dores e vidas, incluso humanas.

Uma distinção entre o que é o instinto de preservação gregário que leva a pessoa a sacrificar altruisticamente sua própria vida, por outra(s) vida(s) as quais está por natureza empática ligado, e a perversão onde o doente passa compulsivamente a exterminar todas as vidas evidente não para preservar sua própria existia vida, mas por compulsão assassina. Sacrificando em holocausto toda a vida, incluso a sua, a essa filia pervertida dos instintos gregários completamente alienados a uma ideia, causa, entidade imaginária, enfim objeto ideológico de sua adoração, idolatria, amor doentio contra todo seu instinto de preservação não só individual mas gregário, contra todos seus sentimentos de amor próprio e aos semelhantes. Um verdadeiro vírus psicológico e cultural que como um superego destrói não só a consciência do individuo, mas interrompe a sua conexão como toda a rede da vida e seus semelhantes, formando um câncer a parte, um simbionte, uma egrégora que enquanto inconsciência coletiva tem nele nada mais que o terminal burro e inconsciente de outra rede completamente apartada que se comporta como massa desprovida de sua própria força vontade e autodeterminação que assim desgovernada está sempre a espera de impulsos e estímulos externos que comandem sua vontade visão e concepção e destino como autoridade determinista.

O efeito colateral de um processo de domesticação do homem pelo homem que saiu do controle e que está destruindo não só sua humanidade, mas seu mundo e sua natureza empática e consciente. Em suma tudo que enquanto busca e realização nos fez seres humanos, e humanidade, tanto em essência em particular quanto coletividade, que como ethos, e prática são e precisam ser a mesma coisa. Chamei e esta condição teratológica de exploração sistematizada baseada na degeneração psicopatológica tanto de quem a insensivelmente violenta quanto de quem é sensivelmente brutalizado, ainda que negue ou seja renegado ou mesmo idolatre seus violadores de idiocracia e estatopatia tanto como provocação quanto constatação de um cultura institucionalizado como ritual e culto não só de normalização mas de monopolização da violência e violação, mas antes de tudo de apologia e idolatria sado-mazoquista dos todo poderosos e sua corporações e personas maquinações, máquinas e personificações artificiais, jurídicas, imaginárias, materiais, imateriais, históricos e transcendentais, ou seja que não cessa quando o psicopata egocêntrico morre, porque ele introjeta sua compulsão como superego na(s) vítima(s), que uma vez trocando de papel, de frustados para frustradores passam a reproduzir a compulsão como cultura.

Salvo é claro os coitados que morrem em holocausto como coitados sem ter chance de se tornar nada nem de bom nem de mau, ao menos não nesse espaço e no tempo da sua existência interrompida por um tara e mania que não importa que não se ectoplasme como um fantasma sobre a humanidade, porque enquanto assombre a humanidade, será sempre empiricamente por definição das suas consequências uma assombração possessiva e possessora, um mal doentio transferido através das inconsciências não só como maldição, ou herança maldita, mas como a maldade por literalmente por excelência. Literalmente o código e padrão do mal que se transmite e replica entre gerações como comportamento parasitário e do hospedeiro ensinado e apreendido a ferro e fogo de cruzes e espadas. Um padrão baseado em violação e tortura onde o hospedeiro quando não é exterminado, não raro enlouquece ou se converte em na imitação replicante do predador-parasita tanto em vida quanto como ele das taras pós mortem. De modo a continuar a deixar seus males não só como lixo tóxicos, ou terras arrasadas, mas como estrutura que demanda a continuidade da mesma dinâmica para se sustentar reproduz e retransmitir como usos e costumes de relações de poder. As mesmas relações frustadoras, privadoras e pervertedoras das ligações fundamentais para a preservação mutualista do(s) organismo: as empáticas- tanto as neurais, que ocorrem no campo das conexões das ideias e visões do mundo), quanto as ambientais, que ocorrem no campo das relações de fato entre os entes e fenômenos, as pessoais, sociais, e natureza.

Uma compulsão que gera uma cultura psicopática de morte, de matar e morrer, de sacrifico e holocausto da própria carne como trabalho alienado e guerra em nome dos todos poderosos, um culto dogmático-fundamentalista ao poder total, não por acaso sempre em discórdia e conflito em suas prerrogativas e genealógicas e escatológicas totalitárias seculares ou metafisicas por perpetuação e expansão absoluta. Gerando uma complexo que se dissemina como uma síndrome: A síndrome de Cronos. A síndrome onde o organismo acometido desse complexo conforme vai envelhecendo e morrendo não só se recusa a seguir o curso natural da vida, por temor de envelhecer e morrer. Mas desejando a continuar a viver eternamente jovem, nem que seja só aparentemente, e ocupando o poder, não só se recusa a dar lugar ao novo, ou mesmo produzi-lo ou reproduzir-se como tal, mas se preciso for não só tomar para si tudo que não é seu, mas devorar tudo e todos a sua volta, toda a vida, não só preexistente ao seu redor, mas a nascente e até a que sequer nasceu, pais, filhos, irmãos. Parasitando e predando primeiro tudo que identifica como necessário para manter sua existência presente e atual, seu ego, corpo, poder e posses materiais. Depois evidentemente quando (ou se, nem todos) começa a perceber que nesse jogo será derrotado pela vida, desesperadamente passa a buscar um outro lugar onde possa preservar e conservar aquilo que identifica com a sobrevivência ou legado da sua existência, existência, seja ainda como ego, ou personificação ou projeção do mesmo como sentido, finalidade ou causa maior porém que ele se identifique consigo mesmo. Sempre portanto dentro do mesmo padrão, predatório e parasitário, isto é através do consumo da vida alheia agora como culto a memória, monumento, persona, histórica ou transcendental, enfim o que sua tara ou mania identifique como objeto para carregar nas costas seu sujeito existencial, novamente sem levar me consideração a vida valores e liberdade e vontades do outro, mas sempre e tão somente levando em consideração apenas e tão somente a satisfação das suas vontades. Ou seja novamente tomando os outros não como sujeitos detentores de vontades próprias, mas como objetos de seu mundo imaginário feito a imagem e semelhança da possessão das suas taras e manias, isto ele como o único ser dotado de volição no universo, os demais, aqui para servi-lo. Desprovido portanto da empatia e instinto gregário preservados a razão consciente para pensar em si como sujeito capaz de sacrifícios em vida ou morte para que sua geração ou a próxima possa viver em liberdade, mas novamente fantasiando e projetando a demanda de sacrifícios alheios até depois de morto, para que se preserve o corpo de suas posses, propriedades, heranças, nomes e legados, agora como uma maldição muito além do patriarcal e patrimonial, uma maldição e sentença capital como predestinação sobre seus filhos, sonhos e futuro, não raro, prole que nunca tiveram ou escolheram abandonar ou entregar para a mesma sina. Uma fantasia que quando concretizada, deixa portanto de ser fantasia para ser o pesadelo e distopia alheia.

Não é portanto a toa que vivamos no mundo das imagens, discursos e representações; simplesmente como um viciado não só não conseguimos ser quem gostaríamos ser no mundo real porque estamos presos e acorrentados pela falta de tempo, trabalho, mas por uma prisão ainda pior, um inimigo que não mora no mundo exterior, mas dentro de nós, e que escondemos por que nos envergonhamos da nossa falta de vontade de ser quem gostaríamos de ser e já não encontramos mais força para ser. Não somos a pessoa que a criança sonhou ser e nem conseguimos olhar para ela, temos pernas e braços, eles não estão acorrentados, mas não se movem. Por quê? Porque só conseguimos nos mover empurrados por necessidades? Porque só conseguimos seguir em frente se há um prêmio? Porque já não paramos mais e nos perguntamos porque as coisas tem que ser assim ou assado? Onde foi que essa força motriz capaz de mudar todo o mundo morreu em nós? Quando paramos de nós importar? Será que existe mesmo um único ser vivo que nasce mesmo sem ser capaz de se importar ou sofrer com o sofrimento que o cerca? Quando? Quando foi que isso essa força elementar do universo quebrou-se? Quando ela se quebra? Seria você capaz de se lembrar de um momento? Ou dos n momentos em que envelhecendo você já não ia mais correndo para tudo que sonhava, mas já ia andando, cansado, querendo parar, preocupado se parecia um pouco mais velho ou mais feio? Será que os outros estão vendo quem eu sou?

E quantos amigos não perdi, não na só carestia da miséria das privações das coisas mais básicas, mas na carência dessa luz que vai sendo apagada por essa sombra e assombração por esses desejos e taras que mesmos mortos, sobrevivem incubados como amargura e frustração para se reproduzir nos amputados das sua livre vontade como vontade de agressão e repressão. Quanta gente miserável mesmo rica, vi cair se sabotar e destruir todas suas oportunidades, vi se esconder na ostentação de vitórias que desprezava apenas para se fugir do próprio reflexo e quem fora, no fundo desesperada por ter perdido algo que nem mais sabe ou lembra que ainda é. Um sentimento de estar vivo, do sol que brilha e se consome, sim se consome gerando vida para todos os lados. Brilha sem cobrar nada, entra sem cerimônia, sem precisar dizer que brilha, ou quem advogue por ele, quem negue, renegue, teorize, ou sintetize, porque querendo ou não simplesmente brilha…Não diz a que veio, ou para quem vai, se para este ou para aquele, simplesmente vem e vai… como toda a força daquilo que realmente é, porque se faz e desfaz. Um fenômeno, não uma mera ideia, fantasia, ou mito… Ato puro que se desfaz enquanto desfaz cria, não só como metáfora, mas como (uma das) fontes da autogerarão e criação vida.

E nisto está a loucura das loucuras porque até o gozo é imaginário, já que a insanidade da idolatria e satisfação das sua taras persiste, mas o gozo da sua perpetuação eterna não só é fantasia, como uma fantasia que ele já não pode mais gozar porque já era. Não consigo pensar em nada mais triste que isso, em um ser vivo tão atormentado por um trauma e terror que não só continua a executar o que o psicopata que o sequestrador violentada e torturada manda como ensina seus filhos a fazer a mesma coisa porque continua a aterrorizado a temer as ordens que permanecem dentro dele. Isto quando este terror já transforma ele mesmo na próprio mostro a transmitir essa mesma ordem e culto como ameaça, mandamento e coerção.

Não. Definitivamente não há nada de instintivo ou natural nisso, nem mesmo de acordado ou consensual. Como não há nada de natural ou instinto na compulsão homicida, genocidade e suicida adquirida por um ser humano depois de voltar para a vida familiar de um campo de batalha, incluso o da labuta, e começa a ouvir até ouvir vozes na sua cabeça que mandam: atacar e matar. Não, o nome disso não é instinto. O nome disso domesticação de gente, ou condicionamento animalesca para matar, mas pode chamar do trabalho sujo e pesado da civilização quando dá errado muito errado, ou simplesmente não está exatamente no lugar “certo” apontado para as pessoas “certas”.

Gostaria de explicar de como cheguei a essa hipótese, para tentar responder a questão que realmente me interessa: como escapar desse ciclo vicioso. Porque detectar o problema: a compulsão de morte, como instinto programado como subproduto civilizatório da domesticação do homem pelo homem nem é tão difícil. Difícil é achar a cura, se é que há uma, ou tempo hábil, para se livrar dessa doença que afeta a todos, uns mais outros menos, mas sim a todos. Porque falar em mais empatia, mais solidariedade, mais força de vontade, mais amor, menos ódio, tudo é muito fácil, o problema não é só superar as barreiras materiais ou a falta de condições, porque recursos e energia não faltam, principalmente se o objeto não for maximizar o consumo de tudo, mas sim um outra fonte de energia ou força ainda mais fundamental falta, quando não falha, ou se autosabota, a vontade. Queremos, sabemos e temos como fazer, mas não nos movemos. Pior, quase sempre nos movemos no sentido oposto, e como muito mais facilidade, mesmo quando não queremos. Resolver essa compulsão. É o que interessa. E como o primeiro passo para a cura é admitir que estamos doente. Para isso precisamos descobrir qual seria então esse estado de consciência naturalmente sã, o que não é tão simples quanto parece, já que a doença nesse caso é justamente a alucinação coletiva derivada de uma sensibilidade generalizada nada mais nada menos do que para o mundo sensível.

Parte II

Conforme expliquei na introdução deste escrito me apropriei da expressão “pulsão de morte”, de uma forma diferente da sua acepção mais geral, a qual predomina a interpretação freudiana da visão da morte, suas pulsões e compulsões. Nesta visão interpretativa a pulsão de morte é “algo” natural, que pode ser tanto positivo quanto negativo à saúde da psique; pode gerar tanto comportamentos ditos são quanto patologicamente insanos. Bem, se Freud não sabia (ainda) exatamente o estava fazendo, de qualquer forma estava fazendo e bem- especialmente quanto posteriormente introduziria as estruturas do ego, superego. Na linha dos pensadores e pensamento racionalistas, assim como Darwin e outros, estava a criar todo um campo de investigação para chamar de seu; e não a toa ser chamado de pai desse (campo de) saber por seus seguidores. Freud assim como os outros pais fundadores não estava simplesmente a propor novas ideias, mas a engendrar sistemas, mecânicos, inspirados no sucesso de Newton, na aplicação de um método relativamente “novo” de formulação e comprovação das idéias ou teses. Um método que combina o exercício da lógica (da matemática), com as experiências não só mentais, mas também práticas (ou físicas), o revolucionário método racionalista-empirista, ou simplesmente científico.

O tal método hoje chamado por fazer ciência é a grosso modo simples: generalizar seres e fenômenos complexos para reduzi-los em ideias mais simples elementares e formulações universais que explique e prevejam como esses seres e fenômenos são, se formam e se comportarão. Ou simplesmente, generalizar as coisas complicadas para reduzi-as em ideias simples, e das ideias simples razões, de preferência na forma de fórmulas e equações matemáticas, que expliquem, prevejam e claro permitam manipular menos maior universo de coisas em geral.

Manipular é um termo técnico. Poderíamos usar o termo transformar se não quisermos dar uma conotação pejorativa. Contudo manipular ou transformar são uma consequência da capacidade de método de aquisição do conhecimento através da proposição de princípios fundamentais e universais, porque o importante é que sua formulação seja possível ser demostrada, isto é, testada e eventualmente provados pela observação. Esta capacidade de dizer para onde e como os seres complexos irão e se comportarão, de efetuar previsão é o que gera por consequência suas aplicações como técnicas e tecnológicas. E faz da ciência uma forma bastante particular e bem sucedida de clarividência sobre o destino, porque não só permite prevê-lo, mas alterá-lo, uma predição de futuro capaz não só de modificá-lo mas de se autorealizar. Porque explicações de onde viemos e para onde vamos sempre existiram, e profetas de como as coisas são depois que elas aconteceram existem um em cada esquina desde que o mundo é mundo para consolar os que só procuram conforto para sua sina. Mas para o bem ou para o mal essa forma extremamente treinada de usar o olho da mente foi definitivamente uma revolução ao saber das coisas. E não é a toa que após seu advento não apenas a ideia e visão das coisas foi completamente modificada, mas como de fato como coisas viriam a ser. Um saber que mesmo quando imperfeito pela força da visões e suas vozes serve no mínimo alertar dos perigos que virão das suas ideias.

Entretanto voltemos ao processo de explicação e previsões dos seres e fenômenos complexos através da formulação de ideias simples e gerais capazes de se provar princípios elementares e universais. Como ideias, não importa se simples ou complexas, não se inventam do nada; mesmo as ideias mais elementares continuam a ser feitas dos mesmos elementos das complexas (até porque se não fossem não teriam o menor sentido), essas ideias ainda são feitas de padrões básicos, corpos, corpúsculos, partículas… ainda são lugares, espaços, planos, campos… ainda são ideias compostas de movimentos, ideias de tempo, formas, e geração, estruturas fundamentais, e claro forças (ou pulsões) elementares que movem esses conceitos fundamentais e são combinadas para explicar e prever o mundo, através do mesmo método: no caso a redução não dos seres mas das sua relações ou ligações a ideias simples, ou mais precisamente operações mentais elementares, as lógicas-matemáticas: igualdade, diferença, soma, subtração, multiplicação.

Todo o mundo, ou um mundo explicado e previsto na dinâmica e estrutura fundamentada de um sistema engendrado pelo mesmo método de generalização e redução, indução e dedução dos seres fenômenos e suas relações, em abstrações e constructo e operações mentais formuladas justamente para explicar e prever o mundo como o simples conceito de princípios elementares e universais. Porém por vezes já não mais conceitos tão simples, já que os conceitos e fórmulas que perdem tendem a se multiplicar e tornar mais complexas para ganhar mais capacidade de precisão, previsão e manipulação. Pois independe das teses e suas contas o real continua a ser complexo e diverso, a revelia das generalizações e simplificações mentais.

De modo que antes da produção da ideia de uma unidade de qualquer coisa que se soma, subtrai, divide, multiplica, ou mesmo que é igual ou diferente de outra, há a produção das ideias dos seres e fenômenos como coisas e relações inerentemente qualitativas e quantitativas na sua concepção ou preconcepção. Qualidades que desqualificam e unidades que desunem e constituem em si e simultaneamente tanto do processo de abstração que produz a ideia do que é e não é a coisa e as propriedades ou falta delas que a definem a sua classe e unidade; quanto das relações preconcebidas já apartadas em espécie, gênero, número e grau que irão ser formuladas como conhecimento primeiro geral e simples depois racionalizado e contabilizado como princípios elementares e universais.

Antes da formulação de ideias simples ou complexas, antes das sua combinações, ou separações, antes de efetuar as operações lógicas sobre as coisas, as ideias que temos sobre as coisas, já foram operadas para formar suas entidades, categorias, propriedades, unidades e números, naquilo que concebemos não só como a ideia da coisa e suas relações, tanto qualitativas e quantitativas quanto num nível ainda mais elevado mas numa operação mental ainda mais fundamental à produção da pensamento e consequente das ideias: a própria ideia do sujeito pensante que é por si só das preconcepções a mais absolutamente imprescindível formulação das ideias a mais fundamental e subjacente. É das abstrações efetuadas pela mente aquela que produz a própria mente não como ideia de mente, mas a mente como uma coisa um fenômeno independente, que pensa. Isto é que abstrai os seres e fenômenos do mundo, a começar por si mesmo, para compor a ideia das coisas, como constructos e objetos da projeção da sua mente.

Uma ideia que antes de ser uma invenção do mundo das ideias ou imaginação ou pensamento do sujeito, isto é antes de ser uma ideia, é ao contrário um produto de uma capacidade e movimento inata a qual o completo cessar é a própria morte desse sujeito. Um processo que implica inerentemente na construção de um mundo mental, onde todos os seres incluso o próprio sujeito são projeções e abstrações mentais de um mundo sensível sobre o qual ele vai estabelecendo correspondências, projeções e reflexões construindo sua noção e concepção dos fenômenos a razão e proporção da percepção e sensibilidade, de acordo com a medida e sua ligação sensorial, sensível e empática com essa realidade percebida. E portanto percebida como real como ser e fenômeno e não meramente como coisa, ou ideia na exata medida do exercício das suas capacidades sencientes, inteligentes e conscientes, que moldam não só sua visão de mundo, mas sua capacidade de distinguir o que é um ser, o que é uma coisa, e o que é uma ideia. Correlações, operações e entidades mentais do mundo imaginário, e seres, fenômenos relações do mundo real e sensível, ou mais precisamente do mundo que é real, porque é sensível.

De modo que antes mesmo da formação de uma psique, e do conhecimento do eu que por consequência dessa capacidade de se abstrair do todo que conhece o mundo, há toda uma episteme e sua lógica a constituir o próprio fenômeno não só da psique, mas da emergência desses padrões e estruturas complexas dotadas da capacidade de conceber ideias e através delas modificar a si não só o mundo, mas os próprios padrões e estruturas complexas que o geram. Uma operação mental de discriminação e generalização que irá produzir antes da ciência, a consciência (ou na sua falta a inconsciência) dos sujeitos. Inclusive sobre seu próprio saber e conhecimento, também como ciência e em sentido mais amplo. Não só o do método científico, mas como sinônimo do que ele pretende ser e ainda não é: o conhecimento pleno que não se funda em crenças e preconcepções, mas na observação racional do mundo. Um estado mental que portanto é consciência, e não meramente a ciência. E como método não é estudo das coisas, mas do conhecimento das coisas, ou das formas, ou mais precisamente dos seus padrões informacionais tanto mentais quanto fenomenológicos. Metafísica em termos ultrapassados, Epistemologia num sentido novo e mais abrangente de cognição ampliada cada vez mais e por acaso graças aos avanços das ciências.

Uma epistemologia portanto que não se restringe ao campo da mente, da física, ou da metafísica, mas constitui-se em campo integrado de investigação onde se estuda os padrões lógicos do qual emergem simultaneamente os planos de conhecimento:

da projeções mentais sobre a mente, a ciência da pisque;

das projeções mentais sobre a realidade sensível, a ciência da física;

e os constructos mentais que correspondem a compreensão integrada ou consciência de ambas como uma só realidade ou mundo: os seres e fenômenos sensíveis, a realidade concreta. Que assim como os próprios padrões da episteme não é possível se observar nem pela sensibilidade nem inteligencia, mas tão somente se deduzir a partir da sensibilidade- inteligente (a consciência).

Logo se há necessidade de ampliar ainda mais a luz da ciência, que se dirá então das mais primitivas e estúpidas crendices há muito tempo empregadas só para violentar e idiocratizar os mais vulneráveis e famintos não só por conhecimento mas de solidariedade mesmo. Isto porque a razão mesmo em suas formas mais racionais, honesta e rigorosas, não consegue efetuar só com a transposição do entendimento do sujeito que toma os seres como meros objetos e coisas do mundo dos seus projetos e ideologias e pensamentos para o sujeitos que compreende os outros como seres iguais como sujeitos do mundo feito de bens comuns e não de seres e pessoas reduzidas a coisas e objetos de emprego ou estudo num mundo cheio de males incuráveis onde os males necessários administrados é claro como remédios amargos sempre no outro, e nunca no médico, que nunca cura a si mesmo.

A razão desprovida da sua percepção sensível e empática, assim como a própria estrutura fisiológica, a rede neural desconectada da rede da vida fechada em seu mundo de ideias, não importa os seus fundamentos, nem a complexidade da sua estrutura nada mais é do que um organismo doente e doentio, insano e ensandecido, acometido de um mal para si e o mundo: a perda da sensibilidade absolutamente necessária não só a sua inteligencia e ciência e preservação, mas a consciência e transciência e evolução, não só sua, mas da vida. Um ser encerrado no arcabouço de sua própria pisque como se fossem fatos. E os fatos como se fossem a mera alucinação da sua psique.

Uma psicopatologia onde a formação natural do ego entra em metástase e vira um câncer e se transforma em egomania e egolatria pervertendo as pulsões ou forças elementares da vida, em compulsões maníacas de morte, predação e parasitismo incluso em tudo que essa mente delira ou projeta como seu ego ou propriedade dele como superego, não só sobre a psique individual, coletiva ou mundo alheio, presente ou futuro, mas ao conseguir concretizar tal fantasia, sobre a própria episteme do mundo como uma egrégora a assombrar, tiranizar e sugar a vida alheia. Não que o assombração exista, longe disso, o que existe de concreto é o mal que em suas consequências que não só persistem, mas se replicam e propagam como uma epidemia que tem alucinado e afetado já não mais só a sensibilidade e solidariedade e identidade de toda a humanidade, mas agora sua razão e noção do real e imaginário, do que é falso e verdadeiro, do que é vida e liberdade que realmente vivem, e o que são apenas sombras e representações e encenações de mortos, ficções ou seus impostores.

Dito isso, voltemos então a Freud, e seu tabuleiro de xadrez mental, onde a pulsão de morte, chamada de Thanatos, foi fazer companhia ao Eros, a pulsão de vida. Mais darwinista e materialista que isso impossível. Comer, foder e matar e depois descansar. Duas pulsões, uma atrativa, criativa e construtiva, outra repulsiva , destrutiva e preguiçosa. Ambas trabalhando para uma só finalidade: sobreviver a todo custo, biológica e materialmente. Manter o indivíduo, o corpo preservado por todos os meios necessários conforme as circunstancias, incluso consumindo e destruindo tudo e todos, e se adaptando e manter preservado não só a pessoa mas espécie, unindo-se e se reproduzindo nas horas vagas de ócio desse duro negócio: sobreviver.

Talvez, você pense, mas é exatamente assim, que sem hipocrisia a vida é, tanto a selvagem quanto em sociedade. E aqui, encontra-se toda a confusão. A confusão da vida como ela é, como a vida deveria ser, e como ela poderia vir ser ou melhor como de fato pode ser. Isto é, não como ele poderia ter sido e não foi, mas como toda a potência e as possibilidades e potência que ela sempre a ter e ser de fato. Algo que só conseguimos projetar para ela com um olhar da experiência mental, um recurso heurístico, fundamental a todo pensamento filosófico cientifico capaz de prover, o olhar para o impossível, ou mais precisamente para além da limitações das possibilidades atuais, um recurso que aproximação via progressões infinitas de amostragem de tempo e espaço o mais abrangente o quanto formos capazes de imaginar que portanto não tende só ideia de uma totalidade espaço temporal ou a ideia de uma vida eterna do objeto, mas atemporalidade e imaterialidade corpuscular do próprio observador. Duas potências puras, ou realidades impossíveis que resultam em nada (como o zero absoluto), mas cuja aproximação permite fazer observações (no caso mentais) sobre a existência que não podemos fazer na reflexão cotidiana.

Reflexões que nos permitem ver muitas coisas como por exemplo que há um sério problema na teoria da psique de Freud, aliás não só nela. Entre outras bem mais interessantes (pelo menos assim espero quando descrever mais a frente). Mas vamos seguir a linha de raciocínio. O problema. Lembre-se que uma teoria é feita a grosso modo de um sistema clássico (e até mesmo os contemporâneos) são feitos de entidades ou estruturas, matérias elementares- partículas, campos, ondas, átomos, classes, célula seja lá o que for- enfim unidades elementares- que se formam e movem a razão ou relação lógica de forças fundamentais, padrões sensíveis que se observam por suas consequências no mundo material e sensível, e que portanto são a causa primeira por falta de possibilidade de observação empírica das suas causas, pelo menos dentro do campo de observação desse campo de estudo ou aparelho cognitivo. Afinal em ciência a unidade fundamental e inquebrantável da biologia nada mais é do um complexo orgânico bioquímico, assim como a unidade fundamental de um complexo químico os átomos, são para o físico, do que o produto da física nuclear, e assim por diante, até chegarmos na física que da ciência é a pica das galaxias, porque só ela mesma quebra seus limites pelo menos dentro da própria ciência. Então se não perdi mais um leitor (se é que tenho um) com mais essa explicação que pode parecer uma digressão desnecessária, o problema da teoria da vida da mental freudiana assim como da própria vida biológica darwiniana, ou de todas as cosmologias de fundo clássico e determinista, é que esses cosmos não se movem e seus seres não evoluem. Não há evolução nem revoluções, e entretanto no mundo real elas não param de acontecer! Como Einstein bem observou, correndo toda a sua maturidade atrás da sua constante cosmológico ele estava errado: o Universo não era poderia ser estático. E como então ele resolve esse pequeno problema da teoria? Einsten que abominava jogar dados, incluso nas suas teorias buscou, introduzir uma razão, isto é uma constante na sua formulação. Darwin apelou para a solução clássica: ou melhor para uma delas porque há duas. A primeira é inventar, é mandar Ockham pastar e inventar e por a culpa uma entidade para dar corda no relógio do seu universo, um deus para as coisas boas ou demiurgo ou capeta das coisas ruins. A segunda, tão tosca quanto a primeira, é simplesmente abandonar a busca das razões e simplesmente apelar para outra divindade, senhora de todos os sorteios e niilista, o coringa do mero acaso, as coincidências ou termos mais bonitos, mutações aleatórias. E pronto agora há evolução. E Funciona? Não. Mas já funciona melhor do que o que não se move.

O problema permanece, as forças fundamentais continuam a ser geradas e explicadas literalmente do nada e pelo nada, isto é, ou pela apelação a explicação via entidades imaginárias da crendice, ou pela apelação ao abandono da própria busca da razão, ou do pressuposto epistemológico necessário a própria ciência, a começar como fé na própria capacidade de explicação do pensamento científico: a busca por razão que constitui o conhecimento e que até como ausência de razões não se aplica como mera randomização de eventos, mas como interconexão complexa de fenômenos que não são indeterminados mas que se propagam de forma difusa não ao acaso, mas a razão da sua autodeterminação. O que todo determinista, seja criacionistas seja niilista, abomina.

Em outras palavras, o problema é que a esse movimento reduzido tanto a forças ou volições deterministas de atração e repulsão, preservação e reprodução seja do cosmos da psique ou do cosmo da própria bio ou physis não são sozinhas capaz de prever o movimentos de transformação de nenhum destes organismos nem do universo. E não o sendo, não explicam nem de onde ele nem onde nós viemos, nem para ele ou todos nós está indo, o que é mais importante ainda.

O fato é que o cosmos mental de um ser que só come, fode e dorme, não sairia das cavernas, e em verdade não deixaria de ser uma bactéria, um vírus, um predador, uma forma parasitária de vida, que ela em verdade não o é, não totalmente, não senão doente, porque se o fossem a vida não se formaria nem evoluiria. Em verdade nem do inorgânico surgiria o orgânico. E enfiar o acaso, a mutação no meio, é a mesma coisa que colocar uma tartaruga para segurar nas costas uma terra plana, ou um epiciclo para salvar um sistema que já não consegue mais manter o homem como centro do universo, uma apelação grotesca para não dizer patética para salvar um paradigma egocêntrico e determinista que esgotou sua determinância e limites de visão do seu horizonte de eventos.

Os seres se movem. E o mais incrível é que se movem por padrões que não só emergem de sua própria autodeterminação da sua constituição. Mas que cujo padrão autodeterminante constituem não só sua força mas sua força constitui tanto sua forma, como estrutura em rede conexa e interconecta a própria estrutura e forças constituintes de todo o mundo. E mesmo quando se desconstituem para reconfigurar novamente outras forças e estruturas esse padrão epistemológico emerge não como efeito casual ou colateral, mas como o próprio padrão presente no código da formação dessas na atualidade dessa novas estruturas e formação quanto na natureza de todo processo dinâmico de transformação e formação estrutural. Em termos matemáticos a função existencial da episteme que realiza a correspondência entre a transição das formas e formações através da volição, evolução e revoluções, ou em termos da perspectiva não do ente dotado de anima autodeterminante comum e elementar mas destes enquanto meros observadores da viagem da informação à formação: movimento. Função, razão ou simplesmente em termos mais significativos à nossa sensibilidade e realidade: o sentido da nossa existência que não é predeterminado nem se finda nela mesma, na desconstituição das formas ou mera reprodução das mesmas, mas se constitui pela própria possibilidade de constituição desse sentido ou função como novas formas de existência mais complexas e diversas ou precisamente novas formas de vida. Uma função libertária, ou simplesmente Liberdade como principio fundamental de toda existência, e suas pulsões, forças e vontades, e sentido incluso da vida.

Mas o que é isso que estou descrevendo? O futuro ou próximo passo da ciência (se nossa compulsão a morte não nos matar primeiro ou devolver as sombras platônicas nas cavernas): Consciência.

A ciência determinista. ainda presa ao antigo paradigma epistemológico do Poder está as portas de descobrir a ciência da Liberdade e a epistemologia libertária, mas pode chamar de consciência. Estas prestes a descobrir que a vida não é um produto de padrões e combinações aleatórias, mas um produto de uma força vital ou padrão elementar constituinte de toda materialidade incluso a vida: a liberdade que por definição é autodeterminante da sua própria forma incluso aos olhos do observador, aquele que pretende possuí-la, detê-la e colocá-la mais uma vez para trabalhar em SEU CAMPO de CONHECIMENTO, mas que não pode fazê-lo não com a episteme, o fenômeno que que se manifesta em nenhum dos planos, não importa o quão macro ou micro, como átomo, força, movimento, forma ou mesmo código de informação, mas como padrão de formação lógica dos planos tanto da informação quanto das formas: o logos da liberdade. O objeto da fé das pessoas conscientes. Porque credo e fé todos tem uma. Há aqueles que só acreditam naquilo que sua vê. Outros que só acreditam no que concebem, e claro os que acreditam nos que outros vem ou concebem. E aqueles que acreditam na que a realidade sensível é real pela fé e fidelidade a sua própriaconcepção como liberdade de consciência.

Um estado que longe de ser o acreditar que o mundo é como se pensa, acredita ou mesmo tem é justamente o oposto, é tomar ciência que seu crença, pensamento e ciência é nada mais do que o espelho de uma realidade que estamos conectados antes da inteligência e razão, pela senciência e sensibilidade, ou mais precisamente empatia. Sem ela. O ser humano pensa que está a ver o universo, mas sempre está a olhar a si mesmo, nas coisas, ou mais precisamente nas ideias das coisas que projeta como se fossem a própria realidade concreta, e não a mera representação abstrata já insensível. E no entanto a realidade sensível não é um produto da sua fantasia erótica nem tanática, mas a próprio mundo sensível dado a ele tanto por sensibilidade quanto pelas formas que se fazem significativamente sensíveis. Um dado, e não um advento, porque sem ele ou com a perda dele não se produz absolutamente nada, exceto insanidade e destruição com tanto mais potencia quanto a sabedoria, poder herdadas novamente não ao acaso.

Há uma força elementar inviabilizada, represada, contida, apagada, esmagada, escravizada, negada e renegada ao longo de toda essa história da humanidade, da Pisque e do Cosmos, em favor de Egos, Super-Egos, super-homens, na Terra, no Espaço, No Além: A liberdade. Uma anima, uma alma, um espirito uma força de vontade, permanentemente moída e queimada e dada em sacrifício e holocausto para alimentar esses monstros e monstruosidades para essa fantasia permaneça ou tente se perpetuar cristalizada ainda que isso seja humana, biológica, psicológica e fisicamente insustentável e impossível.

Mas deixemos o Freud descansar em paz. Não quero pegar ele para Cristo, ou anti-qualquer-coisa. Não quero bodes expiatórios. Até porque isso não é a escatologia de uma gêneses para um fim de nenhum mundo.

Reforçando o problema não é nem da especifico da teoria dele, com disse geral: o mero principio da preservação material das formas, seja por atração seja por repulsão, seja por composição de tudo a partir do nada, seja por decomposição de tudo em nada, a mera luta sobrevivência e reprodução das formas e padrões predeterminadas e preexistente não consegue explicar a multiplicidade e diversidade da existência, como não conseguindo compreende a natureza do movimento, seu sentido, ou razão nem como principio nem como finalidade, não consegue jamais antever nem causas anteriores nem as consequências de tudo aquilo que sendo autodeterminado aparenta ao pressupositor e impositor de predestinações como o impossível: a liberdade não como abstração, mas como padrão gerador constante e fonte elementar de todos os padrões de possibilidades constituintes tanto do universo conhecido, quanto da razão sejamos cientes ou não da própria incognoscível.

Porém se não é Freud que interessa, é o plano da pisque. Já que a a partir não dela como campo de estudo, mas dela como estado de consciência e inconsciência que se projeta todo o saber sobre o cosmos tanto da próprio universo dos fenômenos psíquicos quanto dos físicos no qual quem pensa irá eventual ou constante se perder achando que o lindo reflexo das suas ideias é o realidade, e não o seu reflexo da sua projeção da sua própria reflexão, mas pode chamar de grau consciência do mundo sensível dos fenômenos do qual a própria visão e o jogo de espelhos não está fora, mas dentro o que torna a realidade e alucinação ainda mais divertida, triste, perversa, mas ainda sim bela e divertida, dependendo não só perspectiva, mas novamente da sensibilidade do aparelho sensor e inteligente para não tomar como mera abstração de suas ideias o que é em verdade ser e não objeto do seu mundo imaginário, ainda que imposto como a dura vida ou morte de que lhe é ou está assim alheio e apartado da sua visão quanto relação do seu eu com o mundo. Uma visão e relação que compõe portanto não só do seu phatos da sua psique mas o estado completamente adulterado da sua visão dos fatos e eventos do mundo, a alucinação o pisco-phatos, tanto como estado mental, quanto comportamento, ideologia, visão e narrativa de do ego, do outro e do mundo.

E aqui o relativista dirá mas como saber se sua visão de mundo não é subjetiva? Como saber se aquele que defende a vida e liberdade de todos não é que alucina e o outro que afirma que elas devem ser sacrificadas em nome do que ele prega como um credo ou razão maior não seja a verdade? Simples pelo ethos que expliquei na introdução: Se mata. Porque senão de fato a vida e liberdade que é relativa é na prática alheia, porque a do relativista continua no mesmo lugar absoluta, a subjetivar a vida dos outros como como objetivo de suas pretensões que continuam as mesmas. É aquela história doido que é doido que acha voa,não manda os outros pularem, pula. Ou mais precisamente quem arquetipicamente pula achando que voa é o surtado esquizofrênico, quem convence gente principalmente as extremamente vulnerável e sugestionáveis a pular, é psicopata mesmo e do tipo sádico. E se sonhar que era um sábio chinês que era uma borboleta, ou uma borboleta, ou um sábio chinês que era borboleta e tiver dúvidas de é um ou outro, vai por mim, não é sábio, nem muito menos borboleta, e como é testar estudar para virar sábio do tentar levantar voa para virar borboleta, fique com o primeiro vir a ser. Mas se for persistir no segundo um lembrete: não precisa pular de precipícios para sair voando se é claro você realmente souber voar. Uma dica.

E já que resolvi sacanear o relativismo. Embora esteja evidente, para não haver dúvidas faço questão de deixar ainda mais claro, bem sucintamente, que também não é no positivismo, realismo, nem pragmatismo que se encontra a solução do problema.

O realismo porque confunde constructos mentais e operações mentais que fazem a corresponderia modelação do real com a projeção da realidades sensível como reflexo do próprio real. Ou seja projeta ideais como se fossem a própria realidade, não só ignorando o que de fato é subjetivo, mas impondo novamente o que é imagético sobre o verdadeiro e objetivo.

O pragmatismo porque confunde a verdade com utilidade prática, quando os conceitos de utilidade estão epistemologicamente infestados novamente de preconceitos e discriminações que novamente passam de verdade útil para quem é o objeto do conhecimento e não o sujeito que define a verdade e de quebra a função de emprego útil ou dispensável da existência alheia.

Quanto ao positivismo a influência da crítica kuniana: a evolução não é feita só de progresso paradigmáticos, mas das revoluções paradigmáticas. Nesse todo brasileiro é phd, já que vivemos na eterna ditadura da pregação falaciosa do paradigma positivista somado ao eterno messianismo, que mais uma vez não por mero acaso, na prática gera o padrão factual da nossa a história, a verdadeira: a história onde o progresso, e até mesmo as revoluções não passam de falsificações, golpes sobre encenações para constituir e perpetuar encenações, golpes sobre golpes a matar o futuro para perpetuar o paradigma constituído por falsidades e falsários ideológicos como poder autoritário e messiânicos; enfim a história ditada e escrita por uma escola ou melhor igreja positivista-messiânica como ordem e progresso mas que na prática é a história da sua negação, perversão e impostura: a ditadura da desordem e retrocesso. A eterna ditadura ditadura do subdesenvolvimento e subserviência mal disfarçado como predestinação e predeterminação positivista do alienado para manter intocado o domínio sobre os campos e objetos dessa “ciência e tecnologia aplicada” a domesticação, predação e parasitagem a quem é o dono tanto dos objetos do ditado da predefinição do seus emprego, utilidade, gênese função e enfim, triste fim. E ainda há quem acredite que as pseudo-ciências produzidas politicas, econômicas e culturais produzidas dentro desse castelo concreto de taras e fantasias estatopáticas seja ciência de qualquer lei natural. Ou pior que a ciência se produz consegue se produzir de fato a revelia, ou sem fazer reverência a mão de onde come, ou pelo contrário se livrando dessa armadilha que não é só cultural mas epistemológica.

Mas que pseudo-ciência ou pseudo-ciências seriam essa? As ciências políticas, econômicas e jurídicas, ou mais precisamente as pseudo-ciências políticas, econômicas e jurídicas baseadas no paradigma do artificialismo estadismo, que não tem leis naturais apenas como pano de fundo de verdade, mas que de fato trabalham com convenções para efetuar suas fórmulas e equações: de modo que quando querem e para quem querem: 2+2 é igual a 5 ou 3 e não por erro mas por regra, e axioma constitucional. E funciona? É claro que não. As ciências das projeções, planejamento e previsões erram, e só servem para justificar e racionalizar os erros. As tecnologias institucionais falem. E adivinha o que essa ciência irá fazer: novas projeções, planejamentos. E como então essa falácia se sustenta? Nas costas dos burros de carga: do povo e natureza, que quando caírem já era.

É por isso que quem usa o modelo de pseudo-ciência política-econômica estatal não só não acerta porra nenhuma, exceto como o relógio parado, que pelo menos uma vez por dia marca a hora certa como ainda compra gato por lebre a cada nova liquidação ou eleição acreditando mesmo como dizia a múmia do clã dos Sarneys: tem que dar certo. A esperança em termos matemático como aposta certa na desilusão e desesperança.

Um tipo de falácia milenar que deveria ser incluído na teoria dos jogos: O auto-engano baseado na presunção de seu paradigma científico ou de conhecimento prevalece as probabilidades estatísticas da reincidência dos eventos. E não importa quantas vezes o raio caia no mesmo lugar, ou a moeda cai sempre do mesmo lado, é sempre acaso e coincidência, porque assim determina o paradigma (pseudo)científico. Não se questiona se a moeda é realmente honesta, e não sendo porque elas não por acaso mas por qual razão se repetem. E o sendo porque também não por acaso mas por qual razão tendem a justamente a não se comportar como moedas desonestas, isto é, a longo prazo, se alternar, e ao infinito, perfazer todas as possibilidades e combinações possíveis seguindo toda ordem de combinações possíveis ao longo do tempo, se tempo tiver para isso. A ordem por trás da aparente desordem, ou aleatoriedade, que enerva e desespera os controladores e deterministas e autoritários, não porque falte organização, mas porque sendo autodeterminada é para os controladores a indeterminação que mata seus projetos de poder e tirania- incluso os que resultam inevitavelmente em desastre, os desastrados. -Brasileiro um povo carente: Uma “homenagem” aos lavajatistas que se apaixonaram pelo mito

Entretanto pouco importa as criticas em específico porque a cerne da crítica epistemológica permanece a mesma: a (in)consciência do determinismo que reduz (e submete) a ciência seu método e finalidade a prepotências de poder e suas relações tomadas por fatos, verdades e o real em detrimento da própria produção da ciência enquanto conhecimento da episteme que escapa portanto lhe escapa não só como produção cientifica da sua própria ciência, ou campo do seu saber, mas enquanto fenomenologia que trazida a luz da razão mediada não só pela necessária sensibilidade, mas pela lógica da senciência inteligente, a consciência resulta tanto na descoberta da liberdade como episteme, mas da epistemologia libertária da autodeterminação como principio elementar e fundamental oposto de todos padrões cosmológicos.

Ciência ainda, mas já de ponta cabeça, não mais como o conhecimento que é sinônimo ou função de poder, mas do possível, a liberdade. Ou mais precisamente, não mais campo do saber como função determinista de relação a poderes de sujeição e objetificação, mas como campo do saber libertário das possibilidades autodeterminadas. Fenomenologia não mais preconcebida e predeterminada aleatória ou autoritariamente por um paradigma epistemológico alheio aos próprios fenômenos (auto)gerados e (auto)geradores dos cosmos, mas precisamente pela tomada de (con)ciência da liberdade como episteme tanto como lógica da produção do conhecimento e pensamento como antes do universo da realidade concreta e sensível na qual não só está inserido, mas é gerado. Pois, ainda que a percepção de nenhum observador seja sensível a esse plano, o sendo a vida e liberdade como seres e fenômenos sensíveis é capaz se não só senciente mas inteligente, deduzir esse padrões da episteme, e logo fazer-se mais consciente da natureza tanto das coisas quanto do seu conhecimento.

Padrões lógicos da episteme que embora invisíveis portanto nada tem de sobrenaturais ou metafísicos. São apenas outro plano de “atômico” ou de forças fundamentais ainda mais elementares que podem ser devidamente observados pelo intermédio não do olho direto, ou de aparelhos que ampliam essa visão, mas igualmente deduzidos a partir de não só dos objetos materiais e seus corpos, mas principalmente suas relações e movimento. O que portanto requer mais do que só o processamento de dados da inteligência e razão. A sensibilidade, ou mais especificamente a capacidade empática, devidamente preservada exercitada e desenvolvida para efetuar literalmente perceber tudo que é tanto sensível quanto dedutível a partir da sensibilidade, e não meramente coisa, ou resultado de coisificação, que é nada mais nada menos da negação e eliminação primeiro conceitual depois concreta e factual dessa anima, potencia ou simplesmente livre vontade que dá vida própria aos seres, conhecida popularmente como o espirito das coisas, ou simplesmente alma. Um conceito que antes de ser o produto de uma dedução é o produto de uma sensibilidade que ao invés de projetar entidades onipotentes metaficas, sente e observa que o movimento não é uma mera ilusão, ou de forças exteriores inferiores ou superiores, mas de um padrão emerge como força de vontade interna. Uma volição que não só mantém a coesão do organismo, mas a vida como ela é: livre não por anormalidade ou paranormalidade, mas por pura e simples natureza. Natureza libertária e gregária fenológica e epistemológica. Potencia e possibilidades infinitas, Liberdade que se manifesta e materializa e perfaz na realidade de seres livres e sensíveis a vida e liberdade. Instintivamente gregários, empáticos e portanto sensíveis e tão conscientes quanto forem capazes de inteligir de fato a episteme elementar e universalmente desse principio libertário a partir da sua sensibilidade empática, não só como abstração ou imaginação, teses, mas como ethos da práticas que estão para o saber da consciência da episte, como a experimentação está para o método cientifico. O momentum onde a hipótese se decide e toma valor de verdade, se fato verdadeira.

Logo, dos problemas o estado de inconsciência patológica que envolvem a desintegração do eu, o outro e o mundo, de longe o maior deles é a própria perda da própria sensibilidade e em consequência a própria inteligencia necessária para o desenvolvimento da consciência tanto como estado quanto saber em si sobre o mal que aflige a humanidade tanto como essência do individuo quanto denominador comum empático entre os que conseguem se ver como seres (essencialmente) iguais. Assim, para começar, por exemplo, se a evolução da humanidade dependesse do acaso da infinita gana em foder comer e descansar, para foder comer e descansar, não só não teria saído do lugar, como não teria vindo de lugar nenhum, ido para lugar nenhum, mas acometida dessa doença, ou esperando que o acaso ou providencia sobrenatural intervisse ou fosse tomada estaria indo exatamente para onde vai a extinção. Não há portanto insanidade mais perigosa do que essa: tomar a própria força elementar da sua anima, aquela que liberta e agrega como algo sobrenatural que não existe, e pelo contrário, o acaso, ou pior forças ou entidades sobrenaturais por realidade apenas por que impostas como encenação de fantasias do imagético.

Nenhum ser vivo transforma sua forma de vida, nesta ou em outra geração não para se conformar ou adaptar ao mundo, mas justamente para transformar a si e ao mundo porque a força que o compele a fazê-lo não é pressão para manter o que irá inevitavelmente desaparecer, mas para mover-se porque é seu movimento que cria seu tempo e espaço da existência e sua forma de vida e não inverso. Ele portanto se move não porque é puxado ou empurrado, ele se move e transforma-se e transforma porque dar forma é a natureza da anima que constitui a sua forma que é movimento tanto no plano sensível quanto no invisível. Os entes e fenômenos não se movem porque existem ou são movidos ou demovidos; eles existem e se movem, porque esse a razão que constitui sua forma, transformação e volição, tanto como evolução quanto revolução aos olhos do observador, incluso ele próprio em reflexão, e sua essência onde fenômeno e episteme, o corpo da coisa e sua anima não mais estão separados pelos limites necessário tanto a realização da relação da percepção sensorial quanto da própria realização da relação da materialização corpuscular, ou a constituição dos planos ou campos espaço-temporais onde essas potencias integram a rede da atualidade concreta ou simplesmente a realidade sensível.

Logo se movem, não porque são movidos, não porque são meros objetos de observação do qual se abstrai informação, mas assim como o próprio observador são seres que constituem e geram sua forma a mesma razão que este gera a sua e conhecimento da dele, informação. Que antes de ser um dado ou mesmo um fato é um padrão pelo qual não só as formas, mas as suas transformações não só transmitem mas antes de disso são produzida segundo o mesma ordem informacional: do ser que se forma para o ente que o observa, Por mais que a prepotência humana acredite o contrário e que que sejam como os olhos do dono que faz crescer seu negócio, apenas por ele finalmente se deu conta da existência de algo.

Assim ao observador cego ou insensível, fixado apenas nas suas abstrações e projeções há apenas movimento, ilusão, para o ente sensível ao padrões lógicos que regem o mundo real e próprio pensar livre e consciente : a própria manifestação mais ou menos complexa de um principio fundamental, que nos seres humanos chamamos de livre vontade mas que como padrão universal ou potencia podemos chamar simplesmente liberdade.

Há portanto, uma vontade que não é meramente o de se preservar ou reproduzir, nem muito menos a de matar ou destruir ou coçar o seu saco todo poderoso e sagrado enquanto os outros fazem isso por você e de quebra ainda chupam até suas bolas. Não. Não só o ser humano, mas todo ser vivo, desde as formas mais primitivas de consciência, senciência e inteligencia e a matéria inorgânica nasce e morre, se move, gera, regenera, faz e desfaz em outras forma de vida não por motivações fúteis e estúpidas, aleatórios, nem alucinadas, ao menos não como predestinação rumo a insignificação e nulificação existencial, mas como manifestação da próprias infinitas formas e possibilidades e combinações inerentes a potencia da sua liberdade, delimitadas a razão tão somente da ordem da atualidade e atualizações que as constitui concretamente: sua realização- seja do particular a partir da desintegração de um todo, seja da coletividade pela re-conexão em uma nova rede. Uma força criativa que busca perfazer de forma aparentemente caótica as nulidades, quando em verdade segue o caminho da perfeição, ou rigorosamente o da ordem de perfazer todos os caminhos e combinações possíveis, incluso o do próprio caminho entre as combinações, o que implica portanto em nenhuma ordem predeterminada, incluso também a eventual e total ordenação determinista. Um evento, ou ordem circunstancial feito portanto, para começar e acabar de acordo com a padrão que enquanto força fundamental o constitui e desconstitui todos os demais: liberdade.

De tal modo que findado os limites eventuais, o padrão, especialmente o vivo, não recomeça de novo e de novo como mais do mesmo, mas em outro padrão de vida que emerge e arrebenta o arcabouço usando a cadeia das antigas formação como códigos como informação para gerar novos seres que longe se ser não meros clones, mutações, reproduções ou cruzamento das antigas, mas literalmente novas formas de vida, com força tempo espaço e vida e vontade própria, para novamente autodeterminar o seu sentido da sua vida, e o que é a mesma coisa, morte. Pois embora o tempo-espaço sejam uma abstração ou ilusão derivada do movimento, a sua essência ou anima não é. E se ela como potencia não desaparece do mundo, enquanto fonte da energia materialidade do corpo e da sua força sempre vai sendo consumindo junto a matéria, transforme -se em novos padrões ou não. Transite e retorne esse potencia a sua origem como se não tivesse existido desfazendo-se junto com o que é efêmero, ou de fato permaneça não como era- por que perdão do trocadilho, querendo ou não já era, foi-se- mas sim, como veio a ser, naquilo de fato permanece: episteme- os padrões que nunca ficam, mas sempre passam para transformar e formar tudo que vive e existe, e vive e existe porque é sempre novo e atual, ou simplesmente o presente.

Vê-se que o negócio que importa aqui é a alma do negócio, ou daquilo que não ócio nem negócio. Mas vontade, e não de poder e morte, mas de vida e liberdade. A alma não só do corpo tangível, rede neurológica da psique dos indivíduos nas a alma das ligações gregárias dos coletivos como organismos, a alma tanto das relações entre os seres reais sensíveis a sensibilidade mais simples quanto daqueles mais mais complexos: a sensibilidade empatia. Não a que se afasta e fecha os olhos das dores do mundo, mas aquele que abrindo, ouve e sente o que a já cada vez mais não conseguimos ouvir nem sentir por perda capacidade empática: a consciência. Perda que primeiro vai ocorrendo pelo insensibilização que nos permite ao ser cada vez mais insensível ler todos as dores, sentimentos e vulnerabilidades alheias, mas não responder não mais se sofrer compadecer nem se solidarizar a elas, mas justamente explorá-las. A aparente vantagem da psicopatia nas pessoas e culturas que se valem desse tipo de mentalidade e visão de mundo. Mas que num segundo momento, já afetam não só a inteligencia mas toda a senciência, mas a própria consciência que vai desaparecendo não só como ética ou moral, mas como o ethos são, como capacidade não só de responder aos estímulos dos seres sensíveis, mas se ler e interpretar a realidade sensível, cada vez mais ignorada e substituída pelas próprias projeções, compulsões e manias resulta numa mente e e visão não só insensível e insolidária do outro e do mundo, mas já completamente desconexa, completamente insana alucinada e imersa em seu mundo de desejos, vontades e fantasias ideológicas onde tudo e todos não são nada mais do que coisas, ou mais precisamente ideia do que fazer com elas enquanto coisas para satisfazer todos as suas taras e manias desenfreadas pela completa ausência de um instinto gregário. E como veremos mais para frente a qual o superego não resolve como substituto, exatamente porque é das causas sistemáticas a principal.

Assim longe de meras atrações ou repulsões, acasos, descasos, ou mais do mesmo, a vida e a existência se constitui de forças com um significado no mínimo muito mais profundo e determinante para o seu sentido. Temos uma força primária que é criativa e nunca destrutiva que se manifesta portanto tanto como movimento libertária quanto gregário que longe de ser excludentes, ou meramente complementares são exatamente, salvo erro ou perversão teratológica, manifestações exatamente do mesmo principio ou padrão gerador de toda existência, diverso, difuso e múltiplo, dinâmico e inovador e renovável, como a própria ordem natural da constituição do milagre termodinâmico do nada em não só em tudo, mas em todos, feito de infinitas partículas e particularidades não sem nenhum nexo, sentido, ou mesmo nexo prefixado frio e estático, o equivalente a frieza de um corpo morto, mas conexas e em constante criação de novos nexos e conexões. Algo que quem já morreu e não percebeu (e esqueceram de enterrar, até porque os mortos não podem enterrar os mortos) não entende; e não entende porque que já não liga nem se liga mais a rede da vida, e onde só vê caos e quebra da ordem constitui onde há calor incluso o humano que emana de tudo que ainda vive e tenta se libertar.

Porque a liberdade é sempre um potencial infinito, mas sua realização em ato e de fato não é feita de reflexões transcendentais, mas ações de transformações concretas e reais constituídas pela mesma força de criativa volitiva que dá forma material sensível e animada aos seres e fenômenos, incluso como corpo, alma e vida. A liberdade a vida e criação manifesta como ela é, sem falsificações ideológicas, um sentimento e instinto gregário, o altruísmo puro que liberta e não o egoismo sobretudo o ególatra que mata e morre até na alma.

Logo se a liberdade é portanto um principio elementar a toda existência, a empatia que produz os amores, amizades, simpatias, paixões das mais permanentes das mais fugazes é até as mais resilientes é a verdadeira cola não das massas inanimadas desse universo, mas dos entes que dotados de anima e determinação própria que constituem as forças e massas sustentam e movem os mundos. A empatia é a capacidade gregária instintiva que não só liga e mantém os seres conectados. Ela é o principio que os mantém mais ou menos integrados segundo a intensidade e proximidade das suas interelações e afinidades, configurando não só a visão que o individuo tem do outro e de si mesmo, mas a suas identidades particulares e coletivas e não só como constructo mental mas como a partir dele como ser sensível capaz de se relacionar com o mundo e os demais seres que sentem. Um a rede complexa de nexos e conexões neurais que constituem o próprio fenômeno não só da percepção e sensibilidade do eu para com o mundo como realidade, mas da concepção do entidade sensorial pensante como um ser com existência própria e independente das demais campos e ligações fenomenológicas mais próximas e distantes dele, o mundo.

Um ente que antes de ser inteligente ou consciente é e precisa continuar sendo senciente. Um ser formado por uma rede de conexões que na medida que se vai delimitando seu campo para configurar sua forma, isto é, vai consumindo seu potencial para concretizar-se como partícula corpuscular, e perdendo sua plasticidade e dinâmica para a constituição da arquitetura da estrutura integrante do corpo espaço-temporal. Em suma consome sua potencia de liberdade, suas infinitas possibilidades para se materializar como realidade concreta, que vai se consumindo não só enquanto mantem sua integridade estrutural gregária, mas novamente para a partir dela como nova potencia que irá se desintegrar não retornar ao principio, mas seguir pela mesma potencia libertária e padrão gregário prosseguir a diante no seu sentido existencial a perfeição. Padrão cuja beleza longe de ser um predefinido, destrutivo, ou perdido numa gênese ou gene do passado é justamente o verdadeiro principio atemporal e geracional oposto: o perfazer todas as infinitas possibilidades que só a a liberdade da criação provê, um sentido existencial cuja ordem não é predefinida nem predestinada, mas por definição é a própria criação ou a própriocriação dos destinos do que antes era impossíveis a partir do que agora é nada. O futuro, mas pode chamar de presente.

O presente dos que sabem pelo que vale a pena viver e morrer aos que hão de viver. Vida e liberdade, real não imaginária, meu amigo. Uma dádiva livremente dada, recebida, usufruída, legada e herdada, amada, preservada defendida e só libertada libertada a desnaturação e degeneração da insolidariedade perversão da desinteligência, inconsciência e insensível já se transformaram em uma monstruosidade alucinada e cancerígena a devorar e parasitar tudo e todos enquanto deliram em suas taras de posse e poder não só aqui e agora, mas ao futuro, infinito e além. O que não deixa de ser um uso do seu potencial, porém que não implica propriamente em perfazer algo, mas rigorosamente em consumi-lo para desfazer-se em absolutamente nada.

Há portanto quem passa toda sua vida, ou o que é a mesma coisa gasto seu potencial vital com necromancias, incluso as materialistas, históricas e científicas. Vive de tentar refrear ou inverter o sentido do tempo e da vida, tentando conservar, prolongar transferir, replicar sua forma de existência, como corpo, pensamento, ego, memória, não importa a que custo e implicações. Um ente que só vendo as formas e não os padrões, tenta a todo custo dar sobrevida ao que identifica como sua existência, a forma, sem jamais entender o padrão lógico pelo qual as formas se transformação em informação para novamente constituir potencias inovadoras e renovadas de formas completamente novas. E assim enquanto o perseguidor de formas mortas se desfaz, o de padrões vivos. Um segredo da vida, há muito tempo já desvendado que apenas estou traduzindo digamos numa linguagem de (des)programação contemporânea.

De modo que importa menos o quanto ou por quanto tempo a luz brilha, mas se fato a forma se transforma em informação ou simplesmente só vai consumindo até e encerrar-se a si mesma e desfar-se por completo em absoluta nulidade. Assim ao contrário de um potencial vital que não vai desaparecer porque foi interrompida por forças alheias a sua própria, mas emergir em outro tempo e espaço mesmo- porque afinal de contas nada aparece nem desaparece do nada, ainda que não vejamos o segredo da mágica; o potencial vital daquele que consome o tempo da sua existência a meramente tentar evitar o inevitável, este sim não só não evita o que teme como consuma, enquanto perda suas forças e esgota sua energia vital num trabalho absolutamente idiota (e pervertido): desperdiçar sua potencia para (tentar) perpetuar-se usando sua força para consumir a energia vital alheia e economizando a sua.

Idiota quando tenta prolongar sua formar de existência evitando consumi-la; idiota quando acredita que no el bigodon que o que não mata engorda, quando até o que engorda mata enquanto engorda. Idiota de todas as formas que pode ser um cachorro a correr atrás do próprio rabo. Porque não se engane seja economizando sua vida, seja gastando, seja consumindo a vida do alheio o potencia libertário e energia vital não se sonega desta equação, ela é sempre como tempo e movimento, e portanto por menor o esforço que seja produzido, a essência que se consome para realizar esse trabalho idiota fadado a desaparecer enterrada junto com seu dono avarento.

Idiota e perversa portanto quanto pode ser uma vida assim perdida. Tentando perpetuar ou prolongar sua forma de existência porque vai sair ou retorna como entrou ao seu estado original, como se nunca tivesse sequer existido exceto ironicamente como tudo que ele sempre temeu e abominou em vida ser ou melhor não ser, e em que de fato se (des)fez: um enorme nada. Um vazio significacional, sem nexo, sentido, proposito, um mero contratempo no curso da história de infinitas possibilidades de realização material e transcendental atemporal da vida. Uma pedra que não se fez caminho na vida, mas se contentou a alterar o seu curso, que não só desvia, mas se bifurca em tantos caminhos quantos são as vontades em curso na vida, com ou sem pedras no meio do caminho.

Um erro crasso clássico, no entanto que se repete: perde-se a a vida e sua essência tentando se agarrar desesperadamente a fantasias seja a de viver eternamente como um corpo, seja na ideia de viver como ideia no corpo ou ideias do alheio. E quando digo fantasias, não estou dizendo que elas não podem ser concretizadas, o pior é que elas podem e algumas já são. O que não quer dizer que deixam de ser insanidade, pesadelo e monstruosidade agora mais uma vez feita realidade distópica.

Assim longe do seres se unirem apenas por libido erótica, os seres também se unem por um sentimento gregário que as teorias que a industria do pensamento moderno insiste em negar e renegar, a solidariedade não para como diria o filósofo-rei brasileiro para comer gente , ou incubar e replicar a sua gene ou transmitir o seu ego como legado a outro ser que deve preservá-lo e carrega-lo a mesma razão, buscando hospedeiras para transmitir a glória dos seus antepassados mortos senão como código genético como cultural do seu amor infinito e todo custo por si mesmo, a pátria, e ao mundo e a deus acima de tudo e todos, desde que tudo que é sagrado seja feito a imagem e semelhança dele mesmo, e o todos cultuem e idolatrem nenhema outra memória ou persona senão a deste momento e monumento ao todo poderoso e todo poder da sua fantasia de perpetuidade. Há outras formas de união e comunhão tão necessárias e ansientes, que como já apontei em escritos anteriores não podem ser deduzidas ou derivadas de fato do particular, mas o particular é que precisa derivar e portanto ser rastreado dela: a solidariedade.

Instintos gregários que portanto, são pulsões constituintes das novas formas e padrões de vida, tão importantes quanto os instintos de preservação e reprodução dos preexistentes necessários dentro da sua própria lógica da vida como base formacional e informacional para constituição da próxima geração. Uma nova geração que se faz necessária não só para reproduzir e retransmitir códigos bem sucedidos no aptar-se aptar o mundo, mas justamente para não reproduzir e retransmitir não só códigos que fracassaram, mas sobretudo refazer a arquitetura da programação, o que em si a nova geração já é, uma nova arquitetura não só zerada de informação, mas já transformada para além do limite que a geração anterior poderia ir na sua formação atual esteja ela extremamente bem adaptada ao seu tempo e espaço ou inconformada a ele olhando e se movendo já solidariamente para o futuro. Nem a conformidade nem a inconformidade, mórbidas ou sadias garantem perpetuidade, garantem vida eterna, podem sim acelerar tanto a morte, quando uma garantir uma vida bem longa sem nenhum sentido exceto frui-la prolongá-la a todo custo ao sacrifício de toda alheia passada, presente e claro a futura.

Um mal portanto que não reside portanto só na perda dos instintos gregários, mas nesse perversão deles como vontade de viver para sempre tanto como corpo quanto como projeção do ego em um outro plano imaginário, mas ainda sim como o mesma forma ou materialidade a revelia da ordem da vida e liberdade. Uma perversão que não deve ser confundida com a vontade mais do que natural de viver para além dessa mera coisa besta que é morrer lutando para meramente sobreviver, que leva as pessoas a solidariamente a se sacrificarem por amor a vida e liberdade de pessoas, que não deixa de ser uma pulsão de vida, enquanto busca de sentido a para mesma. Mas é justamente o estado insano de mania compulsiva onde os alienados passam a se dispor a assassinar tudo e todos, e até morrer para satisfazer a tara alucinada de egolatria de quem vende a ideia que pode salvar e preservar e dar significado eterno a sua “vida” como ego, atém morte depois da morte do seu corpo, através da idolatria da sua pessoa,persona, ou entidade toda poderosa que representa e que tem o poder total incluso de dar ou tirar tudo, incluso vidas, dores e amores por toda a eternidade.

Em outras palavras da ideação natural de que a vida não se finda com a morte, a imagem e semelhança da estatopatia pelo qual o predador e parasita levou toda a sua vida tentando prolonga-la a todo custo e prejuízo e sacrifício exploração e servidão alheia, constrói-se uma outra vida após a morte, esta imaginária, na qual esse coitado escravizado se não resistir ao coito e holocausto ganha de premio de consolação o direito de finalmente entrar no reino dos seus bondosos genocidas escravagistas. Uma fantasia que portanto é vendida como enganação e encenação para idiotas. Porque pode o idiocrata ensandecido de fato acreditar em desejo desesperado de perpetuidade de que de fato irá preservar seu ego, seja como memoria, memorial, assombração, instituição, divindade, legado cultural, genético, histórico, transcendental, não importa, qual a natureza pela qual ele fantasia a sua tara de perpetuidade ególatra narcisista, o que importa principalmente para quem será sofrerá com as consequências dela, é que esse legado jamais se efetuará de fato como herança ou patrimônio a ser usufruído pelo próximo nesta geração ou na próxima, mas sempre como fardo, obrigação, como demanda, um falso legado ou até mesmo maldição porque não só não é feito dos sacrifícios de quem se diz deixar um herança. como ainda por cima é uma herança que exige mais sacrifícios, obediência e adoração dos herdeiros ao legatário para manter uma obra e patrimônio não raro construído como auto-homenagem a múmia e não obra ao usufruto seu semelhante.

Nada mais natural portanto do buscar viver para além dessa mera coisa besta que é morrer lutando para meramente sobreviver, tentar buscar um sentido para além do patético matar, morrer e foder ou ser fodido porque obrigado, porque mandado, ou porque pode mandar. Ninguém em sã consciência quer viver a marcar territórios e mostrar os dentes como primata seja de terno e gravata ou pelado mesmo, como diria o poeta não porque viver era preciso, mas porque navegar era preciso. Há uma necessidade de constituir algo que é evidentemente um todo, mas não um todo simples e uno do qual partimos. Mas um outro nexo que em verdade nunca fomos, um complexo a qual como ideal identificamos como nossa vocação e essência, humanidade. Um logos que não é o de voltar para o ovo, nem o de enfiar pena no rabo achando que viramos galinha (uma versão ainda mais punk da definição de homem de Platão segundo Diógenes) , mas de fazermos algo de fato completamente novo nesse universo. Eu pelo menos ainda não encontrei em nenhum outro planeta, nem sequer como projeto: gente. Humanidade.

Um ser que num dado momento ou em verdade em vários diferentes por muitos diferentes vozes e línguas tomou consciência de como a natureza e vida se constituída e tentou fazer a sua forma de vida uma porta para esse caminho, não raro ao prejuízo e dano da preservação e reprodução da sua própria vida e materialidade, o que soa como loucura para quem não já não tem sensibilidade para a vida e liberdade não só como um valor fundamental mas uma razão de ser universal. Onde está a loucura ou mal nisso? Nisto nada, nisto como falei, depende cada passo a frente, tudo que se chama bem ou bens da humanidade, incluso a própria concepção de ser e comportar como um ser humano. O mal entra justamente quando a vida e liberdade saem do concreto, entram no arcabouço das ideias e concepções, e pronto de lá não saem mais, senão agora como representação agora dessas idéias e concepções e não mais da vida e liberdade sensível.

Quando o amor e solidariedade à vida deixam portanto de ser ser o amor e fidelidade a vida do ser real sensível, e passa a ser o amor e fidelidade a ideia de uma causa, entidade, ficção enfim uma abstração da vida, que uma uma vez trazida de volta a realidade como representação, claro por representantes e rituais de encenação, passa a ser agora o objeto impostor e personificador da totalidade da vida, a entidade da adoração em substituição, transferências e monopolização suprema dos amores e filias naturais e reais. Culto e Idolatria, porém não mais como amor a vida livre e real, mas adoração alucinada a fantasia a uma toda poderoso que não só é imortal e está acima de qualquer vida, mas cuja obediência até a morte é paga nada menos com vida eterna.

Nada mais natural do que sentimentos libertários e gregários, sentimentos que levam a formação a simultaniedade tanto do particular quanto do coletivo, seja na ordem que se multiplica do universal a diversidade do particular, seja na ordem que se integrando e agregando particulas elementares vai se constituindo as novas redes e o universo de novos organismos e seu conjunto universo em particular. Nada mais natural que dessa dinâmica dessas conexões mais próximas e distais que vão formando e transformando e multiplicando a diversidade e complexidade formas e estruturas e relações em suas ligações. Nada mais natural que a formação de particulas, particularidades e individualidades e coletividades, redes mais fechadas e voltadas em si mesmas que constituem na delimitação das sua sensibilidade, horizontes campos, espaciais, temporais, corporais, a sua identidade e existencia como momento. Assim como nada mais natural do que o própria atração e encontro e comunhão gregária que tanto constitui desfaz o que as estruturas eram, como da vida a uma nova forma de existência completamente nova a partir do que é não é propriamente reprodução, mas de fato a extinção das suas estruturas, para a formação não de uma mera somatória, mas de uma estrututa gregária completamente dotada da sua propria dinamica e força libertária. Nada mais natural portanto que a formação de tudo que é coletivo.

O ego ou o egoismo em si e a busca de um sentido maior para vida incluso o além da morte incluso a formação de coletivos para preservar sua tribo, a formação de grupos para para reverenciar o que há de sagrado e oculto e divino na dádiva na vida, nada disso jamais constitui um mal para humanidade, pelo contrário, foram muitos dos diversos caminhos e formas que a constituiram. O problema se inicia a particular ou o coletividade desconecta completamente da realidade sensivel, isto é quando a rede se fecha completamente dentro de si mesma perdendo não só a noção da realidade sensível que só consome, não só mas mais distante e alheia, que é sempre um mero produto da sua perspectiva mas a mais próxima, ou cada vez mais próxima, a que é a mais atual e imediata, que o sunteta, o que deveria ser lógico e evidente se não tivesse o ente perdido até essa mesmo a sensibilidade empática para essa inteligir essa realidade urgente que dirá entender o seu destino complexo interligado mais distante. Mais sucesso se tem em explicar as cores a um cego as cores, ou a um surdo a musica porque um pode não olhos para ver ou ouvidos para ouvir. mas se tiver coração ligado a sua razão poderão sentir o calor das cores, e as ondas das música através da empatia que transcodifica signos e sinais em significados sensíveis para o seu ser pensante, que novamente não são marcas, mas sensações, coisas que existem por estão repletas de sentido e repletas de sentido porque são sentidas, mas pode chamar de informação. A verdadeira info-formação que não se inscreve em automatos, mas a que seres dotados de anima que a carregam não na rede neural, mas na nuvem da genese feita não da psique da história, mas da mesma historicidade dos phatos, uma essencia que não se deleta; nem mesmo voltando no tempo para matar o próprio escritor, pois matando apenas se abre-se outra linha temporal e espacial na história feita de tantas cursos quanto já foram tantas feitas a histórias interrompidas num lugar para ser contadas em outro, felizmente já sem o mesmo vilão. Afinal do contrário porque teriam sempre o mesmo final ? Ou seria então por mero acaso que deveriam ter algum final diferente?

A insanidade se inicia quanto o medo prevalece. Sabe-se lá, porque, se porque alguma privação extrema ou desestre condicionou os sobreviventes a viver sob a sombra do temor das severas privações e violencias. Mas em algum ponto surgiu um novo tipo de cultura humana que se tivesse surgido antes, o ser humano jamais teria sobrevido para contar sua história, porque não teria sequer inventado a escrito, mas destruido suas pinturas por medo e comido o pintor cru, porque nem fogo teria dominado porque também temeria, temeria tudo. Seria o cagalhão traira, violador violento a matar tudo e comer tudo que é menor, e lamber até o fiofo sujo de tudo que o assusta mesmo que seja sua própria sombra, sonhando acordado em sobrevir para sempre, ou até onde não der não puder a todo custo, claro que com um olho com o cu na mão porque no fundo sabe e os pregadores não deixam de o lembrar, que o fim sempre está próximo… extinção. Um medo que só piora em tempos de vacas magras e tempestades não mais imaginárias, mas reais.

A cooperação como estratégia de sobrevivência seja completamente restrita a mera competição individual, ou dela derivada não é capaz de explicar-se, nem para dentro da seleção natural darwiniana nem do liberalismo socioeconômico que por sinal pertencem senão como teorias como ideologias ao mesmo paradigma do individualismo materialista, por uma simples razão, não é a solidariedade que tem um problema, mas os pressupostos o logo os questionamentos que não conseguem compreendê-la nem em suas respostas, nem no que ela significa enquanto resposta.

Em outras palavras, a questão, ou melhor, a pergunta fundamental, não é como a cooperação emerge da competição pelos interesses particulares, mas sim inverso: como o egoismo emergiu da solidariedade? Os interesses particulares são bunda, não há mistério, todo mundo tem uma, desde que seja alguém. A pergunta é como esse “eu”, essa entidade em particular e sua diversidade emerge e se difunde a partir do universal, ou mais precisamente do um universo que antes de ser uma rede ou um conjunto formado por elementos, é rigorosamente uma unidade una mais simples que se multiplica em diversas. A pergunta portanto não é como surgem e se processam essas ligações gregárias mas como elas se especificam, ou até mesmo se perdem na medida que nos distanciamos de nossa origem em comum.

Logo o problema é que o modelo mental de projeção do real, do universo, está invertido, está preso na armadilha ou ilusão gnostica do ego. As ligações empáticas não podem ser deduzidas nem reduzidas de interesses particulares, porque elas não se formar a partir destes, mas não só estes a partir destas, mas antes a própria existência dos seres e grupos em particular a partir da sua diversificação e discriminação. A empatia é um instinto gregário, uma gene e código genético inscrito na formação dos seres. Ela não se cria, mas se liga, desliga e re-liga. A ordem dos fatores é inversa: embora se retroalimentam sistemicamente, não é da competição que surge a cooperação, mas das bases cooperativas que surge toda e qualquer possibilidade de competição, seja como condição, ou capacidade.

A empatia está presente na formação do “eu”. O ser, ou mais precisamente a mente não nasce com uma concepção predefinida não só do que é, ou o que é, mas sequer nasce com uma noção completamente formada e distinta do que é exclusivamente ele e o mundo, de onde termina um e começa o outro, ou o que é um e outro. Essas noções que formam o eu e o outro, o individualidade, a coletividade, de um conjuntos do qual é elemento que faz parte e é distinto, é produto de ligações em rede vão se sendo moldadas pelo uso e desuso, pelas conexões que se ligam ou desligam durante o desenvolvimento que resultam na criação do nexo do eu, do eles, e do nós.

Um nexo que é produto de sensibilidade preexistente como capacidade não-delimitada, mas cuja arquitetura forma a visão e noção do ser sobre sua identidade com maior ou menor nexo com tudo que não meramente a cerca, mas a forma, uma percepção que depende de como esse sentido foi estimulado ou podado. E o fato de nos surpreender com a empatia sem nenhum interesse egótico que um ser pode sentir por outro tão distante, diferente, tão inútil ou mesmo contrário aos seus interesses e propósitos, a empatia capaz de gerar um gesto genuíno de altruísmo completamente desinteressado, apenas reflete o quanto nesse processo de formação do eu, esquecemos suas origens, ou se preferir de onde realmente viemos e para onde verdadeiramente vamos. Esquecemos que está faltando alguma coisa, que perdemos ou nos foi tirada, e que sem a qual sequer existiríamos não só como coletividade, mas como indivíduos.

Dai a monstruosidade, a psicopatia, o pathos desse modelos onde a necessária formação do ego, e do egoismo, perde completamente seu equilíbrio empático. De tal modo que ao tentarmos deduzir a empatia e altruísmo do egoismo, estamos tentando racionalizar e justificar o impossível, o altruísmo não é uma forma amplificada de egoismo, mas o egoismo uma forma reduzida de empatia, ou mais precisamente de instinto gregário, que em seus estados mais extremos não só não consegue sentir nada senão por aquilo que identifica como seu eu, ou sua propriedade dele, mas no estado mais absoluto de completa desconexão não consegue sentir compaixão nem por si mesmo, se torna um superego, um completo alienado a atacar não só o outro, mas a si mesmo, um prisioneiro de uma lógica que não só impede de ver e destrói seus interesses comuns menos óbvios ou imediatos, mas até mesmo seus particulares mais urgentes e evidentes. Um mero hospedeiros de vontades alheias, e não das sua próprias sejam elas mais egoístas ou altruístas. Um ser desprovido dos instintos de preservação, e constituição do nexo que lhe dão sentido próprio a existência tanto particular quanto universal, como singularidade integrada.

A introdução da cooperação e altruísmo dentro dos modelos de explicação dos fenômenos do antigo paradigma egoísta e competitivo, ainda que seja para “salvar os fenômenos” (leia-se salvar os antigo paradigma), tende a levar suas contradições para outro níveis, caracterizando a fase de transição, onde um novo paradigma emerge. São epiciclos desta cosmos. Os cálculos complexos que serviam para ir ajustando os resultados dos cálculos aos dados observados, de modo a salvar o velha visão antropocêntrica da terra no no centro do universo (pelo menos do conhecido até então), até se tornarem complexos e inúteis demais frente a razão e explicação mais simples, porém menos satisfatória ao ego e vaidade e prepotência humanas: é a terra gira em torno do sol.

A introdução da solidariedade e cooperação ainda que não como o genuíno altruísmo, e instinto gregário particularmente desinteressada, que vai além até mesmo da ajuda mútua descrita por Kropotkin, mas que já compreende as estratégias e comportamentos cooperativos do chamado altruísmo egoísta, ou particularmente interessado, descrito por Tocqueville, não é a revolução do paradigma, mas é contradição disruptiva que enseja sua transição e superação revolucionária.

Revolução que antes de ser politica, cultural, cientifica ou mesmo psicológica é epistemológica, e portanto não se dá nas novas soluções, mas nas novas proposições, que não perdem tempo em desatar nós górdios, mas os cortam, colocam os problema e o mundo de cabeça para baixo. Não são as respostas que estão erradas, mas as perguntas. Ou mais precisamente os pressupostos e preconcepções que as ensejam.

Eis a verdadeira revolução constante e atemporal do pensamento e comportamento que não só é capaz de dar em precisar de nada em troca nem como incentivos nem recompensas, nem nesse outros mundos, e que em seus manifestações mais extremas é capaz até dar tudo absolutamente de si, para o que em nenhum aspecto é a continuidade da sua existência, mas justamente a negação dela em uma outra completamente distinta ou nova que há alguns causa perplexidade a outros admiração seja na forma de paixão ou consciência ou ambas. A empatia em sua forma mais universal, pura e completa se assemelha a própria lógica da vida, a lógica da dádiva pelo sacrifício que não somente preserva a vida, mas gera, mas do amor altruísta.-A verdadeira tragédia dos comuns: a perda do instinto gregário

Os sentimentos de preservação gregária , seja por tudo que está compreendido como integrado até a ponta do nariz ou um pouco além dele são produtos de capacidade empática absolutamente natural necessária e inerente. E que portanto de forma igualmente natural se especifica para integrar os organismos nas estruturas e as relações mais próximas e distantes por aqueles que temos mais ou menos afinidade de acordo com a convivência, ou no caso somos obrigados a conviver a começar por nós mesmos. A formação do redes mais ou menos sensíveis, isto é mais ou menos conexas e portanto ligadas a realidade uma das outras é absolutamente normal e necessária a constituição não só das particularidades de cada organismo, seja do individuo em si ou das suas coletividades, mas da diversidade. O que não é natural nem sadio é a completa perda da sensibilidade e noção da natureza real e sensível dos outros seres; a completa perda da noção da ligação que leve a formação das chamadas bolhas de desconexão e insensibilidade que não só alucinam quanto a realidade fora do seu estreito e obtuso horizonte de eventos e insolidariedade. E que tendem a tornar a pisque extremamente vulnerável a preencher esse vácuo de ligações empáticos e sentidos transexistenciais com projeções imagéticas na qual ele é o primeiro alienado e alienador, ou o alienado e alienador de fantasias transmitidas pelo alheio e que incorpora.

Um processo degenerado onde não ocorrem mais propriamente comunhões, e formação de associações ou organismos, mas de corporações e possessão onde a somatória dos seres que se unem de dá pela razão da intermediação da relação de poder que os desqualifica e fagocita hierarquicamente como células e não mais organismos independentes desse corpo que contudo é artificial, porque não possui nenhuma anima nem força própria que emerge dessa integração como na geração de seres naturalmente vivos, mas ainda sim e tão somente a força volitiva continuamente retirada das bases dessa piramide. De modo que nesse processo degenerado os seres não se integram em liberdade, para formar propriamente lugares de encontro consensual, mas se arrebanham em cadeia para formar um arcabouço que é tanto lógico quanto concreto campos de concentração e violação dos eventualmente mais vulneráveis ou submetidos as privações. Movidos por tais compulsões contrárias a pulsão da vida os não se integram nem desintegram mais por sua repulsão, atração, nem por nenhuma vontade de gerar preservar ou transcender as formar e padrões atuais de vida para constituir novas formas e padrões de vida. Mas degenerada e teratologicamente em função de mania compulsiva pervertida completamente insana: tentar vencer o sentimento de medo da inexistência, insignificância, e nulidade e morte, através do delírio coletivo de perpetuar-se como e numa egrégora. O culto ególatra a personificação toda poderosa que encorpora suas perdas e frustrações como desejos de poder e realização absoluta e infinitas nesta vida e além dela, como existência eterna após a morte incluso para aqueles que servem e adoram como células fiéis esse corpo antropofágico e necrófilo de culto ao sacrifício alheio e alienado em favor dessa persona, e claro de quem vier a personificar a cabeça ou liderança desse corpo.

De modo que só mais tão absurdo quanto fingir um amor por alguém que não se conhece é de fato passar a odiar de verdade alguém que nunca viu na vida. Ambos por idolatria a uma entidade que sequer existe ao contrário dos sentimentos não se amor por quem se tem por próximo, mas de respeito natural, não necessariamente como temor ou maravilhamento bobo a tudo que é desconhecido e estranho, produtos da forma como apreendemos a ver o mundo, seja qual como que se dê esse aprendizado, seja por aculturação ou educação, seja pelas experiências não planejadas da vida.

A completa perda da noção da ligação a formação das chamadas bolhas de desconexão e insensibilidade definitivamente provocam a perda da noção da realidade fora do seu estreito e obtuso horizonte de eventos e consequentemente a visão completamente ensandecida e alucinada que tem se tornado lugar cada dia mais comum. Porém é só o vácuo de insolidariedade. É o terreno da insensibilidade onde se planta a loucura dos males e insanidades da humanidades. Porque as sensibilidades naturalmente não se perdem, as sensibilidades concretamente como plasticidade neural se especificam. Para invertê-las como ódio não só a entes desconhecidos, mas até mesmo ao próximo, é preciso antes capturar e transferir e perverter não só as menores simpatias, e atrações mas até mesmo os maiores amores, em adoração e idolatria a estas entidades do imaginário que só ganham o real através de rituais de encenação, as encenações que procuram significá-las apelando para nada mais nada menos que as emoções. E o coitado agora chora pela sina do mito e do personagem, enquanto ele e aquele que ele amava, e o amam sofre e morrem de fato.

E se isso não é a própria fabricação sistemática da idiotia e loucura como se fosse a coisa mais normal e gloriosa do mundo, então Hitler era um messias, e Cristo um louco otário, porque Hitler resolveu colocou quem ele não considerava gente na pira do holocausto, resolveu sacrificar os outros para supostamente salvaguardar quem ele considerava que valia como gente. Já Cristo que deveria mesmo ser resolveu sacrificar ninguém senão a ele mesmo, e pelos males alheios, para transformar-se em mensagem, isto segundo a mitologia cristã, não a da egrégora, a igreja, a do apropriador mas a original, a do tempo em que judeia era colônia e província, Roma ainda era o maior império colonizador do mundo, Pilatos o representante dos interesses gringos na colônia, Herodes o governante fantoche corrupto, os doutores da lei, os sábios e sacerdotes e escribas acomodados nesse domínio, e o povo eleito o judeu era índio outrora preto (Egito) da vez e lugar. Um tempo onde a palavra messias, ou libertador ganhou um significado diferente de salvador da pátria, terra e povo. Diferente o suficiente para dividir a contagem do tempo em dois momentos em quase todos os lugares do mundo. Porém não o suficiente para mudar seu fim. Mas isso é só um exemplo, clássico por sinal, das contradições entre pregação e prática que a hipocrisia enseja, no caso das credo e suas racionalizações, mas que toda hipocrítica racional apartada da necessária objetividade sensível e exercício da empatia como (com)paixão pelos sujeitos decai enquanto credo ou razão sem a critica mediada pelo uso da sensibilidade solidária a realidade sensível a vida e liberdade dos seres como tal fenômenos e não ideias de coisas ou objetos de causas para “bem maiores” ou “males necessários”. Um uso que portanto não é uma utilidade nem finalidade da observação, mas a próprio exercício como usos e costumes, do hábito, o verdadeiro hábito, a prática que faz o monge até pelado, ao contrário dos reis (e autoridades grande ou pequenas em geral) que quando nus mostram o que e quem realmente são, até mesmo para os súditos e crentes mais fiéis, o mesmo tarado insano só que agora a correr atrás do que e quem quer como veio ao mundo.

Não, poder não corrompe, nem enlouquece, ele atrai. Porque em verdade, ou epistemologicamente, se faz de degeneração e insanidade como ambiente mental e natural patológico e teratológico. Por isso, que é necessário aquele que não apenas é tomado pela loucura, mas que a incorpora e interpreta como seu papel e razão social e sentido existencial, se vestir e investir com as peles e riqueza daquele que se abate, não apenas porque o seu negócio ou tara é se locupletar de (e no) poder. Mas porque ele precisa se fazer o senhor desse caos que não se improvisa. É necessário se fazer o senhor do embuste e discórdia entre os irmãos para reinar como patriarca todo poderoso de todas as tribos, apartadas, ainda que as legiões sejam muitas, e esse senhor dos pactos de servidão-escravidão dos ódios e holocaustos do alheio e alienado vendido como prova de amor a vida e promessa de vida eterna e paraísos sejam tantos o pátrio-poder carece para manter seus domínios em diferentes esferas. E de quebra ainda pagar de bonito e divino a ser adorado por aqueles que poupa do holocausto e alimenta com os restos da sobras do que antes fora o que definia o viver daqueles que foram sacrificados como bodes expiatórios para perpetuidade de todos aqui, agora, e além… para sempre.

Por isso muito antes da inteligencia ou consciente, há a senciência. Há uma capacidade empática um instinto gregário, produto da própria constituição gregária e empática tanto do ser em particular quanto da rede da vida no qual ele se insere e é como parte de sua volições. Uma capacidade empática inerente que não só é a base da formação das conexões que constituem a propriocepção e propriconcepção, a rede de significações do eu, os outros, o mundo, mas é a base simultânea da constituição tanto do própria mundo enquanto realidade formada pela troca dessas informações. Logo, assim como a mente vai se delimitando para formar sua sensibilidade e pensamento em relação ao mundo sensível, também o mundo vai se constituindo não só como visão ou projeção dessa mente, mas como realidade constituída das mesmas relações sensíveis e percebida pela intermediação entre a informação e a projeção do realidade, a visão de mundo. De tal modo que desses três planos, a visão de mundo, a projeção do mundo, e a realidade sempre alheia a forma e formação do pensamento ainda que conexa a sua sensibilidade como informação ou dado sensível. Há a formação da senso-noção ou mentalidade de uma ser não só dotado da capacidade de inteligir o mundo, isto é, construir representações e significados mentais, fazer interligações com o realidade sensível, mas o ser consciente mesmo que nas formas mais primitivas de consciência, na exata medida que voltado sua capacidade senciente de inteligir o real para seu próprio pensamento passa a distinguir o que é ideia das coisas reais das imaginárias. Mas todas as ideias incluso as das coisas reais e sua ordem e valor subjetivos, das próprias coisas de fato e ordem objetivas as universais que portanto nunca estão por definição apenas e exclusivamente em um só ser, assim como pela mesma razão não excluem jamais nenhum ser, nem mesmo os desconhecidos. Universalidade, portanto é um principio elementar oposto ao determinismo autoritário que tende ao absolutismo, totalitarismo e monopolismo. E não é toa que da epistema não conheça nem reconheça nada, mas seja por definição a negação e contraposição anti-libertária.

A episteme que constitui as forças elementares que mantém cada partícula integrada para constituir a delimitação dinâmica da sua estrutura e arquitetura de toda rede, que constitui tanto sua forma delimitada tanto da individualidade quanto do sistema como coletividade. Forças elementares que são as mesmas que libertam e agregam os serem, que desintegram as formas ultrapassadas mortas esgotadas em suas possibilidades formais, para integrar e egregar os abrir novas possibilidades em formas em redes sempre mais complexas tanto como particularidades e diversidades quanto coletividades. Em todos os planos ou campos sempre interligadas pela mesmo lógica gregária ou nexo que mantém cada organismo e todo integrados em rede inter-independente na exata razão ou medida da proximidade das suas conexões empatias, ou solidárias. Um termo que parece abstrato quando falta sensibilidade ou prática solidária, mas que concretamente não é senão aquilo que dá sem necessariamente receber nada em troca, inclusive inconsciente, como tudo aquilo que não podemos deixar de dar mesmo se ou quando não queremos, como a informação pelo simples fato de existirmos aos olhos de quem é capaz de inteligir formas e movimentos de seres animados e sensíveis.

O complexo neurológico que forma a estrutura da mente, segue portanto o progresso de formação dos organismo onde eles não se apartam do todo, mas se integram em maior razão de proximidade e empatia e sensibilidade para formar sua coesão e coerência interna, sem contudo se desagregar nem deixar de espelhar, mas como função de literalmente responder e corresponder e significar a própria realidade sensível a razão da sensibilidade que não só o cerca, mas que o compõe. De tal modo que a rede neural segue o mesmo padrão,o ou nexo de formação de todos os entes, do inorgânico ao orgânico, do elementar ao complexo, independente se vai do minusculo ao gigantesco, ou do gigantesco ao minusculo,realizando conexões que não só espelham a formação e informação da realidade sensível, mas realizam a correspondência empática, a conexão e as trocas entre essas redes. De tal modo que a mente ou organismo que já não está completamente fora de si, porque fechado completa em si, não está só a produzir a subjetividade relativa ao seu (des)funcionamento do seu mundo interno, mas está mantendo preservada a sua função tanto atual particular quanto a constante universal: está a produzir novos padrões de significação para a vida.A sensibilidade objetiva do mundo sensível necessária naturalmente a preservação da forma atual, justamente para que essa possa cumpre sua função enquanto perdure: a formação dos padrões necessários a atualização das nova formas, o fazer-se e desfazer-se para o vir ser ganhar novamente realidade.

Então repito, as mutações não são aleatórias, não é a capacidade de adaptação que move a vida, mas a cristaliza envelhece e mata, é justamente o oposto a negação do adaptar-se que provoca a transformação e surgimento de todas as novas as forma de vida que se chamam não só por evolução, mas revolução. O processo que rejuvenesce e ressuscita não por necromancia, o corpo morto ou artificial, mas da vida a nova criatura, não como afirmação, negação ou mera síntese do sacrifício de tudo que é velha, mas como a solução do problema, a transcendência, que aquela forma, não poderia solucionar pela mera clonagem ou reprodução ou perpetuação sua arquitetura domas somente numa completamente nova, que é solução nova, não final,que apenas supera a anterior para ser superada pela próxima geração. Um processo de inconformidade as formas e normas preestabelecida, e não de adaptação de si ou do mundo as preconcepções. Literalmente a criação, não como um ponto axiomático hipotético ou fantástico no espaço e no tempo, mas como padrão constante, pulsante, vivo, da vida e do universo.- Mais uma guerra mundial de Idiocracias: Salvadores de Pátrias versus Salvadores do Planeta

Novamente cabe salientar que funcionamento natural e sadio e não o já desnaturado ensandecido ou pervertido. Pois uma vez comprometida a sensibilidade, o organismo não só se desfaz sem formar novos nexos e formas de vida, como durante o processo vai se desligando da vida, mas da própria realidade sensível enxergando não somente as formas de vida mais próximas da sua sensibilidade extremamente restrita, inclusive só a do seu eu, como nos estágios mais graves de perversão da sensibilidade e alucinação nem isso. Não consegue mais ver nem sentir nada senão tesão ideias e maquinações que só existem fora do seu mundo fora do seu mundo imaginário na medida que a essas representações, encenações e maquinações possam se impor com realidade a revelia da vida liberdade de todos os demais, e não raro como elas postas a trabalhar para concretizá-las evidentemente não propriamente por sua própria livre vontade ou consciência. De tal modo que se tais não forem apenas completamente desconexas e inofensivas, mas pelo contrário feitas exatamente da perversão da fantasia frustrado do desejo materialista de ter, ser e possuir tudo e todos e manter esse todo para todo o sempre, o que temos não é só um devaneio, mas o mal da pulsão de morte, ou mais precisamente a mania psicopática da compulsão que mata e morre por medo da morte, por credo na vida eterna, mas sobretudo por idolatria a próprio ego, egolatria como entidade a ser perpetuada em si mesma como entidade todo poderosa, ou “viva” em seu reino.

Uma alucinação na qual a realidade sensível seus eventos e padrões perdem seu sentido e razão para o desejo e vontades de um mundo regido por fatos e verdades patológicos e seus impostores, um mundo de fantasia terror, alucinações, ódios, fanatismo e apatias banalizadas assombrado e regido por psico fatos e seus psicopatas, um mundo de aculturação ao culto e cultura dos sacrifícios e holocausto em nome de ególatras que levaram suas taras e ambições para eternidade, e se fizeram superegos, no mundo mental, natural e espiritual. Processo de descivilização e desumanização, falsas divindades a matar tudo que é verdadeiramente sagrado a vida como liberdade e a liberdade como vida. A matar os fenômenos libertários e gregários por natureza e não os autoritários e de apartheid de seres que fantasiam em ser como as máquinas e monstros que criaram.

A vida é um fenômeno gregário-libertário. Emerge de si mesma, como bem observou Maturana como autopoieses, mas não para se fechar nem se encerrar a sua dinâmica em suas mera estrutura formal, não é a transformação ou metamorfose que que se cristaliza-la e morre, mas que prossegue como poesia geradora e transformadora não só da sua vida, mas de todas formas vida, padrão empático autogerador que liberta para agregar e agrega para libertar, não mais como forma, mas como informação, como o forma corpuscular quente que se vê, mas como a própria onda luz e calor. No fundo uma questão de perspectiva já que próprio espaço-tempo, não é apenas um campo que se transforma pelo movimento de cada uma partículas-ondas, mas que é formação cosmológica desses seres e fenômenos autopoiéticos, o universo que emerge dessa força elementar libertária presente na anima autogerado de cada seres gregário ou vivo do próprio universo, e seu cosmos autogerador da vida e sua evolução através da vida que se autogeram e autodeterminam e egregam para formar o particular e os universal.

Estar vivo é libertar-se para egregar porém não só a minha liberdade e vida, mas a vida e liberdade para além da minha vã existência e vida. E aí que está o grande dilema da shakespeariano da vida, onde há mais mistérios entre o céu e a terra que a nossa vá filosofia pode imaginar. Mas não é por isso que a imaginação sobretudo a maliciosa entre nesse jogo e resolva preencher esses vácuo como entidades e narrativas fantasiosas, incluso com outras finalidades e interesses bem diversos que o amor ao conhecimento, que dirá o minimo respeito e consideração vida ou liberdade que lhe é alheia.

Que um um organismo é precisa ser um ser dotado de autodeterminação para formar, crescer e manter sua forma de vida. Isso é um saber que deveria ser obvio e evidente. Cada organismo em particular ou coletivo está como rede da vida está estruturalmente mais fechado para preservar esses dois fundamentos que sustentam sua existência como tal, a liberdade como autodeterminação, e sua estrutura gregária. Contudo, como já a ecologia vem demostrando essa forma específica de existência se completamente apartada e voltada para preservação do ponto de vista de toda a rede da vida, como um organismo, não é senão um câncer. Falta a esse ser vivo alguma coisa, ou se não faltava, perdeu.

É simples: se a vida estivesse estabelecida sobre seres movidos meramente por instinto de preservação exclusivo das formas e estruturas orgânicas, ou mesmo na transmissão e replicação dos seus códigos e genes não haveria a diversidade sustentabilidade, nem evolução, de fato sequer haveria vida, nem apelando ao caos e ao acaso para salvar o paradigma. Porque um universo preestabelecido sobre partícula e forças elementares que estivessem meramente prefixadas para sustentar suas formas e estruturas e não autogerar constantemente o padrão transformador do cosmo este não existiria, salvo como um infinita massa eterna, totalitária e homogênea, mas pode chamar essa abstração de todo poder pelo que ela seria se fenômeno pudesse ser: o absolutamente nada.

Sem uma pulsão de vida, que a formação de formas de vida capazes de transcender a sua própria vontade de viver para dar vida, sem a formação de ego, e egoístas capazes transcender seu amor a próprio vida, pelo amor a vida, não como ela era, mas como ele nem sabe como virá a ser não a partir do que ele se fez, mas do que ele desfez para constituí-la não como forma ou um configuração da rede, mas um dos nexo desse complexo e suas novas conexões.

Libertar-se das velhas estruturas e formas mortas para constituir gregariamente novas formas de vida. O que na instância derradeira para o ser que não está, mas é a própria forma ou estrutura que vai perecer, é a morte mas o saber morrer, mas o saber fazer da sua vida e morte, a sua existência que não é estrutura nem espacial nem temporal, mas simplesmente a alma não só da forma e transformação, mas das formas e transformações do mundo, não o que se destrói, e volta ao começo, mas aquele que sequer existe, mas ainda há de existir, não porque pode, mas porque é livre não para se apartar e discriminar, mas egregar como e em um novo cosmos, não o dos pregadores de paraísos imaginários e infernos reais, mas do aqui e agora para alguém que vive, sente, o mundo real, o mundo dos seres vivos livres e sensíveis.

Mais do que viver que é morrer, como diria o poeta ser ou não ser continua sendo a questão. Uma poesia que não se escreve só com palavras, mas com atos capazes de inspirar palavras e atos capazes de inspirar as palavras de preferencia no próprio autor, isso é claro se ele não é só um ator a atuar na representação da sua vida, ao invés de vivê-la. Mas cada louco com a sua mania.

Não, não existe pulsão de morte. O que existe é uma pulsão de vida. É só e tão somente uma pulsão de vida, que transcende o próprio eu, criativa constitutiva do novo, geradora da vida, fecunda, e que só se torna autodestrutiva, destruidora, ou mesma, esquizofrênica e histérica, ou psicopática e assassina quando reprimida, frustrada e pervertida. Uma pulsão ligada a própria natureza do organismo que como tudo se desfaz no próprio processo de constituição, e nesse processo também se preserva não em si, em eu, forma, mas fora, desfazendo-se para constituir outros novos padrões a partir de si mesmo, literalmente criação, algo que a mãe assim como todo ser que entrega, carrega e literalmente dá a luz e cria uma nova forma de vida, sabe mais do que qualquer outra. Viver é morrer por alguém. Um sentido que não remete a uma ideia, mas a vida, que não sendo uma abstração é feita de se no plural de seres vivos e não coletivos novamente sacrificáveis em nome de ideias.- Microtrabalho, o Turco Mecânico “.com” e a Torre de Babel

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store