Psicopatas, Estatopatas e Sociopatas

Coreia do Norte, Russia e EUA… e o Brasil?

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“Quando as ambições nacionais, o ego pessoal e um arsenal mortífero se misturam, as possibilidades de erro de cálculo se multiplicam” — BBC: O mundo pode estar próximo da 3ª Guerra Mundial?

Sabe qual a maior diferença entre governo de um tirano psicótico de antes do século XX e de hoje? Esta aqui:

O alcance capacidade de destruição em massa para impor sua vontade como domínio. Um tirano medieval tinha catapultas. Um tirano pós-moderno misseis.

Este é um poder que poucos potencias no mundo dispõe “para dissuadir” outras nações. Mas o que é essa dissuasão?

O estadismo tem vários termos eufemísticos para para diferenciar suas práticas criminosas das dos seus cidadãos comuns. O roubo por exemplo, nas palavras do filósofo jusnaturalista Lysander Spooner:

Todos os impostos cobrados sobre a propriedade de um homem para o sustento do governo, sem seu consentimento, são um mero roubo, uma violação do direito natural à propriedade… O monopólio da moeda é uma das mais óbvias violações do direito natural dos homens de fazer seus próprios contratos, e uma das formas mais eficientes — talvez a mais eficiente — de possibilitar que uns poucos roubem todos os demais… O governo tem tanto direito de se declarar proprietário das terras não-exploradas quanto de se declarar proprietário da luz do Sol, da água, ou da atmosfera… Com o recrutamento militar obrigatório, o governo nega o direito do homem a qualquer arbítrio, escolha, julgamento ou consciência próprios em relação a ser ele mesmo morto, ou a ser usado como uma arma nas mãos do governo para matar outras pessoas.” — Lysander Spooner

Um deles é a dissuasão que não é nada mais do que é a chantagem. Chantagem e intimidação que quando praticada pelo Estado se chama dissuasão.

A dissuasão

Uma arma de destruição em massa, com alcance suficiente para dissuadir alguém é como uma arma que se saca e coloca em uma mesa de negociação. Se a outra parte desarmada pergunta: “Para que isso?” E o cara disser “não é nada, não se preocupe não vou usa-la, é para nossa segurança, só vou usá-la em caso de necessidade… vamos voltar aos termos do nosso acordo…” Isto é dissuasão. Uma solução primitiva bastante eficaz contra pessoas e Estados desarmados ou sem o mesmo poder de fogo. O problema é quando a outra parte, diz peraí: “eu também estou preocupado com a nossa segurança…”, e tira um trabuco maior na mesa. Esse é o jogo que as potencias americanas e russas, e outras não tão menores jogam com seus submarinos e misseis intercontinentais desde o fim da segunda guerra mundial.

A ordem mundial é regida pela lei do Velho Oeste, ou melhor a lei Leone-Eastwood: os bons e os maus brigam com armas carregadas pelo ouro, os feios (devidamente desarmados) cavam.

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Eis que nas várias mesas de negociação dos mocinhos e bandidos bonitos, um dos países feios mas mal encarados do mundo, cujas ameaças e chantagem nunca foram levadas a sério, porque achavam que as armas que ele colocava não estavam carregadas, começa a preocupar: porque pode não só estar carregada mas com uma bala na agulha capaz de fazer um belo buraco neles. E é só isso que os preocupa. Se é que realmente preocupa. Não há como saber, porque todos os lados só mentem, ou melhor só apresentam “fatos alternativos”.

E qual a diferença entre uma fato alternativo e um real? Ora o rei. A diferença é que estamos no meio do tiroteio de gente disposta a tudo para manter o poder; a jogar o mundo de volta a idade média, onde a autoridade sobre a ciência não é mais da comunidade cientifica, mas da persona absoluta de quem detiver o monopólio da violência (sobre corpos e idéias). E isso é obvio, ou pelo menos deveria ser.

Se o capital da nova sociedade é o conhecimento, a informação e não mais a terra ou as finanças, haverá de ser sobre esses bens que que os monopolizadores vão restabelecer suas propriedade e domínios, incluso sobre história. Um conto de “era uma vez…” de como os vencedores, os “bons”, derrotaram os “maus”, os vilões da história. Mas e os “feios”? Os “feios”? Esses sempre “já eram”. Nascem condenados a serem enterrados na própria cova, ou vala comum, que foram obrigados a cavar como figurantes para os protagonistas e antagonistas, que também são os roteiristas, diretores e produtores dessa história, primeiro como teatro de operações, depois como farsa cantada em verso prosa e encenação. História que se fossem contada por eles seria portanto outra, a história da sua morte e extermínio. Mas mortos não falam.

Em breve, os fatos alternativos serão novamente tão reais e legítimos quanto as coroas dos reis, mas pode chamar da caneta dos presidentes, porque a mentalidade que nunca foi nenhum primor de humanismo, na dúvida, está cada vez mais medieval.

Mas por hora, vamos ficar com o que temos: esse razoável grau de certeza para podermos chegar a dúvidas mais plausíveis.

Sei que repito muito meus argumentos, mas a politica e geopolítica não é meramente corrupta e criminosa é de longe o principal objeto de estudo e investigação da ciência forense e criminal, isto se um dia ela realmente quiser ser de fato uma ciência. Para entender essa dança da morte, esse espetáculo doentio é preciso entender como pensam os atores político-econômicos. É preciso entender o que passa na cabeça desses homens como suas armas carregadas para além do seu jogo de cena e falas prontas.

A Estatopatia

Se a diferença entre o tirano do passado e presente está no poderio das suas forças armadas e armas de destruição em massa, a diferença entre sociopata e um estatopata em qualquer lugar ou tempo vai muito além das armas e forças que possui.

Em geral um sociopata age sozinho quase sempre sem colaboradores e recriminado pela sociedade, fazendo vítimas em série e não em massa. Por vezes ele pode reunir uma seita com muitos fanáticos alienados disposta a satisfazer seus fetiches e compulsões matando ou morrendo de acordo com sua ordens, mas enquanto ele e sua seita não detiver poder de fato para impor a força sua ordem como lei e domínio cultural para impor seus cultos ritos como comportamentos socialmente aceitos e tolerados enquanto normais ou até mesmo virtuosos, ele será apenas um sociopata e não um estatopata.

Um sociopata, mesmo o líder de um culto, é portanto um psicopata que na qualidade de cidadão comum, não licença para matar, violentar ou fazer refém nenhum outro, precisa então satisfazer seus desejos e compulsões escondido da sociedade sob o risco de ser preso ou linchado pelos demais.

Um estatopata não. Um estatopata é um o psicopata que não só tem o poder da violência, como arroga o direito de monopólio absoluto sobre ela; pode fazer reféns, prisioneiros, torturá-los, e matá-los em pequeno ou grande número e ainda declarar criminoso quem ousar resistir, se defender, ou revoltar contra dele. Por vezes, o estatopata sequer precisa se preocupar em ter ou fazer leis tirânicas que legalizem suas perversões, porque já tem a aprovação cultural da sociedade na medida que suas motivações e justificativas são consideradas normais.

O sociopata corre o risco de ser linchado; o estatopata de ser aplaudido ou mesmo adorado. A diferença entre esses dois tipos de psicopatas está tanto na dimensão do culto quanto no poderio das forças armadas dos seus seguidores. Se insuficientes para impor sua perversões como ditadura da normalidade são um culto de uma seita de sociopatas. Se com força suficiente para dominar toda sociedade, incluso os não convertidos, são a Cultura predominante de um Estado-Nação.

A diferença entre eles não portanto é meramente de posição ou status social. O estatopata não é um sociopata que chegou ou tomou o poder, o estatopata é o piscopata que compartilha do mesmo inconsciente coletivo da sua sociedade; possui os mesmos desejos compulsões e manias e fetiches por mais violentos ou violadores são toleradas ou até celebradas pelos membros da sua sociedade.

É o psicopata que desfruta de privilégios e imunidades para realizar seus desejos de posse e poder porque eles quando compartilhados pela sociedade e executado de acordo costumes e rituais da cultura são tidos como legítimos e legais. É o piscopata que desfruta da imunidade para os crimes que só a própria cultura de idolatria a posse e poder pela violência pode conferir como sinal e fonte da legitimidade de tais perversões e perversidades como normalidade e se preciso for como norma contra os que se recusam a aderir a seus sistemas de valores.

Isso quer dizer que todo estadista é um sociopata? É claro que não. Mesmo em um campo cheio de cadáveres haverão de pousar outras aves que não as que se alimentam de corpos putrefatos. Mas esperar que um campo cheio de mortos vá atrair pintassilvos e não carniceiros, isso é a mesma coisa que plantar uma figueira e esperar que frutifique melancias. Na verdade nada impede que você até encontre uma melancia no alto de uma árvore. Mas isso não quer dizer que você tem um pé de melancias, mas que alguém sabe-se lá porquê ou como colocou uma melancia lá.

Então deixando de lado os pintassilvos de campos de cadáveres e os pés de melancias. Voltemos a questão e vamos tentar pensar como os urubus e carniceiros. Porque se você quiser entender o que eles vão fazer, é primeiro preciso entender o que eles são capazes de fazer. É preciso esquecer seus valores e tentar entender a mente do criminoso para conseguir antever e quiça deter seus atos. De certa forma é isso que os estrategistas militares e geopolíticos dos países tentam fazer, só que eles não precisam entender como o outro pensa, basta apenas se colocar no lugar do outro, e perguntar: “o que eu faria nesta situação?” Porque a psique é a mesma.

Direitos Humanos(???) ou Pensando como um Estatopata

Primeira coisa direitos humanos são uma ficção para psicopatas. Tão abstrata e sem sentido quanto a dor e sofrimento alheia. Tudo que existe são seus desejos, os objetos que irão satisfazê-los e o poder e os meios necessários para realizar esses objetivos. Não há princípios, só meios e finalidades. E não há gente só recursos humanos. Então, mande um foda-se para os campos de concentração e de prisioneiros, as violações de direitos porque isso só serve como propaganda ideológica dos mocinhos, bandidos e feios, propaganda a ser utilizada conforme seus interesse e estratégias geopolíticas para justificar suas ações.

A violação ou o respeito a dignidade humana não é um fator determinante nas agendas e razões de Estado para a deflagração ou interrupção de guerras. Com certeza, essa a falta dessa consciência e seu uso hipócrita é por isso mesmo uma das causas das guerras, mas não propriamente a motivação que move essas máquinas estatais de guerra. É o que falta na cabeça dessa gente, e não o que passa nela. Eles não dão mínima para o que está acontecendo com a pessoa de outra raça ou pátria especialmente quando não estão no seu território. Pelo contrário querem é mais que eles se explodam de preferencia juntos e desde que bem longe da sua casas e negócios.

Dos programas de vigilância torturas de prisioneiros em Guantanamo e assassinatos com drones americanos, aos campos de concentração de homossexuais na Rússia, passando pelas prisões de dissidentes políticos e religiosos na China até chegar na versão mais radical de estadismo, o totalitário encarnado pelo regime Norte-Coreano, o primo pobre, todos compartilham de um mesmo fator determinante, o mesmo tipo de respeito e apreço pela vida liberdade e direitos da pessoa humana. Ou seja nenhum, até porque em geral não consideram os outros que não sejam absolutamente semelhantes a eles mesmos como gente.

Ou melhor para não perder a diferença de grau que leva a pessoa a fugir de um para outro,(mesmo que isso signifique morrer provavelmente afogado e não enforcado) nenhum deles tem o seu nacionalismo e estadismo como um valor ou poder subordinado ao direito da pessoa humana, mas justamente o inverso, o germe sempre presente do totalitarismo mesmo nas formas mais brandas de estadismo: a condição humana está subordinada a autoridade dos seus valores.

Com certeza ser um sub-cidadão num pais mais livre, é por vezes melhor do que ser de primeira num regime totalitário. Mas isso só é um elemento que garante adesão do subcidadão a sua regime de direitos precários onde a ameaça do pior seja uma constante sempre mais real do que a esperança de um futuro melhor. Mas olha eu aqui eu falando de novo da nossa mente de escravos e não dos senhores da guerra. Voltemos aos estatopatas.

Trump descobriu a America. Entendeu que é mais fácil fazer política para bancando o Batman do que o Coringa. Atacando dementes aparentemente mais perigosos e perturbados que ele para pagar de mocinho. O que convenhamos realmente não é difícil nestes lugares do mundo, onde a tirania ainda se encontra em sua fase mais primitivas, sem mascaras da liberdade e democracia liberal.

EUA

Trump já antes mesmo de chegar ao poder entendido que é mais fácil (e lucrativo) culpar e vender o ódio o outro do que tentar resolver os problemas internos do sistema. Agora lá dentro descobriu o que os seus amiguinhos do clube que ele tanto sonhou em entrar sempre souberam: mais fácil do que entregar o pão para todos é montar um o circo com cabeças governantes que tem o dom de serem mais odiosos que ele. Ao menos para audiência domestica… a cativa delira a contrária sobretudo a que ainda não escapou desse jogo de bandidos e mocinhos perde seu chão enquanto os segredos mais podres de seus criminosos favoritos vão sendo oportunamente “revelados” pelo inimigo.

Aliás quanto ao Trump vale uma charada: o cara foi acusado por várias mulheres e gravado falando que o negócio dele é agarrar mulher pela buceta. O cara é o Zé Mayer americano só que pior… é ainda por cima racista e fascista, mas ao invés de ser “linchado” publicamente foi eleito presidente num país mil vezes mais puritano menos machista que o Brasil … o que o Donald tem que o Zé não tinha? Acho que é carisma… o carisma do Mussoline.

Não é o privilégio da posição social ou estatal que faz o psicopata, é a psicopatia que constrói os privilégios culturais que vão dos menores sociopatas e estatopatas tolerados e amados pela sociedade doente.

Perdão pela digressão. Voltando…

Coréia

O grande líder da Coreia do Norte, em verdade um monarquia hereditária vai ter que matar toda a família para se manter no poder. A China dificilmente será a fiadora das suas chantagens nucleares, é de longe a potencia que menos tem interesse em um conflito armado sobretudo na região. E a Russia por suas não tem os mesmos interesse na região para colocar mais um ditador odiado pelo mundo ocidental sob sua fez proteção armada, como fez com Assad.

Ele está em xeque-mate, não militar mas econômico. Aquela ordem mundial onde ele mantinha seu não existe mais. Renunciar aos seus programas é tão impossível quanto os EUA ou Russia simplesmente pararem de fabricar armamentos. Não é uma questão militar é econômica, de sistema econômico. A economia e soberania destes países não está só completamente assentada em seus complexos-industriais, mas seu comercio lastreado neles. A norte-coreia pode não ser uma Potencia traficantes internacional de armas e guerras mas é basicamente uma chantagista armada. Sem suas armas na mesa perdem o melhor dos seus argumentos nas mesas de negociação. Sem suas fabricas de armas teriam que produzir e vender outras coisas, sei lá laranjas por exemplo, o problema é que é difícil manter seu povo ou outros governos sob sua aréa de domínio com laranjas ou pedras. É um em suma um animal politico acuado e cada dia mais sem saída. E animais políticos ou não quando sem saída mais imprevisíveis, e quanto mais imprevisíveis mais perigosos.

Pobre povo coreano do sul e do norte isso é que é um povo conquistado por divisão e guerra antes de tudo ideológica. Mas qual não é?

Rússia

Agora, Putin. Putin… considerando a dinâmica da economia do estadismo, Putin ressuscitou a falida Rússia. De uma economia em franca decadência, voltou a ser uma potencias mundiais na exata medida em que a guerra fria volta a esquentar. Acabou com o mundo unipolar dos EUA sobre as guerras contra drogas o terror só que a moda antiga, entrando na briga para dividir o butim. Taí o mundo multipolar dos esquerdiotas progressistas.

Uma passada pelo site de noticias sputinik e mais revelador que qualquer relatório confidencial, parece até merchan na novela da globo, de tão mal disfarçado, só que ao invés sei lá de cerveja, de caças militares… tipo uma mistura de filme do 007 com Top Gun só que em forma de catalogo da Lockheed Martin. Vai ver que é porque isso mesmo. Quem não tem Hollywood vai de sputink… (ou Projac).

Digressões a parte, definitivamente Putin é o que mais ganha, até porque é de longe o que melhor sabe lidar com esses tipo de negociações. Afinal como ex-agente da KGB sabe como ninguém negociar com armas apontadas para a cabeças dos outros ao mesmo tempo que a sua. E não se engane, isso não é um elogio. Isso é uma advertência: entre as grandes potenciais Trump pode ser o mais inconsequente, cheio de ódios e preconceitos e fetiches, (até onde a gente sabe) mas de longe o mais estatopata de todos os lideres pronto a lidar com a morte de 1 ou milhões como contingência da sua missão e profissão como agente de Estado é ele.

China

Nisto sobra como vã esperança a China, já que bem agora na hora que jogo da globalização econômica virou para seu lado e elas começaram a ganhar e em breve irão começar a retirar as fichas do cassino como a maior economia mundial, vejam só, curiosamente, os donos do estabelecimento começam a arrumar uma confusão. Veja como é essa roda da fortuna do mundo: a sorte é trapaceira não só para nós brasileiros nos nossos assuntos domésticos, mas para todos os “feios” do mundo, diria mesmo que ela fica mais trapaceira quanto mais internacionais se tornam os assuntos…

A China pode surpreender porque ela é o verdadeiro gigante adormecido, ou melhor dizendo, ainda fingindo que está dormindo… tudo depende da forma que a gigante vai defender seus interesses perante as “trapaças da sorte”. Até porque ela pode não ter sacado e colocado suas na mesa. Mas, isso não quer dizer que não vai fazê-lo, até porque também tem as suas.

Brasil

E o Brasil?

Que Brasil?

O que tem a capital em Buenos Aires?

O Brasil e seus argumentos tem tanta relevância internacional para os player quanto os meus argumentos texto. E não não é porque não temos o tão sonhado submarino nuclear dos militares, mas é porque somos as “putinhas” de qualquer um que ganhe a luta. Se por milagre desse Coreia do Norte, amanhã os pretos-da-casa que nos governam estariam fazendo a propaganda dos interesses dela.

Aqui a luta pela sobrevivência e soberania está reduzida a reforma da previdência e fim do foro privilegiado com grandes chances de perdemos ambas batalhas. Lembre-se da lei do Oeste? Lembra-se da lei do Clint Eastwood? então cala a boca e volta para o seu papel. Cava.

Cava Django.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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