Por uma Nova Constituição Democrática Direta (Parte 1)

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Novas Constituições

Todas as cartas estão na mesa, e todos os atores políticos tiraram sua máscaras. Poderes executivo, legislativo e até mesmo judiciário mostraram quem são, para que servem, e a quem. Quem são? a quem servem? Para que? Não é preciso sequer responder. Não é preciso dizer mais nada sobre eles. Esta tudo exposto. Ou melhor, nunca tudo esteve tão exposto como agora. Sempre soubemos de toda a corrupção. Mas nunca foi tão difícil fingir que nada estava acontecendo nada, ou que não precisávamos fazer algo. A verdade é que nunca precisamos de tanto esforço para ficar no mesmo lugar, para sustentar nosso comodismo.

O Brasil e o mundo vivem um daqueles momentos históricos raros, onde o imobilismo custa mais caro do que se levantar e fazer alguma coisa. Um dos raros momentos onde fica claro que a omissão custará muito mais do que qualquer ação social, e que nada poderá pagar os ganhos futuros se conseguirmos realizar as transformações sociais politicas e econômicas que precisamos fazer agora.

Não. Não é preciso dizer mais nada. Basta apenas querer olhar para ver o jogo deles está traçado. Sobre políticos, política não há mais nada a dizer que já não se tenha dito. Não precisamos apenas de impeachments ou reformas constitucionais, mas de uma nova constituição, de uma revolução pacífica na qual todo cidadão tome parte não meramente como consumidor da lei mas como seu constituinte e signatário. Precisamos de uma constituição que não seja feita de leis mortas e entulho político, apenas para ser referendada por cada nova geração de nascidos em cativeiro, mas que precisa ser reescrita por cada nova geração como sua própria lei, viva e em permanente coerência com a sua soberania e autodeterminação.

Não é segredo que defendo a Democracia Direta Digital devidamente somada a Renda Básica independente e constitucional. Uma causa que até pouco tempo poderia ser considerada radical ou só revolucionária, mas que a cada dia se torna simplesmente só uma soluções para os problemas evidentes do Brasil e do mundo. Afinal de contas que pacto social absurdo é esse? Que ridícula democracia é essa que nossos direitos se resumem a se submeter a compromissos que não concordamos? Não precisamos deles. Precisamos de nossas liberdades e direitos políticos e econômicos de volta. Quem já nasce com compromissos políticos e econômicos impostos não é uma pessoa livre, mas um descendente e escravo, assim como seus antepassados. Um deserdado dos bens comuns e naturais, herdeiro tão somente de dividas econômicas impostas por privação do seu direito a autodeterminação.

Sim sou um defensor da democracia direita digital, não apenas porque defendo a justiça e a igualdade de direitos, mas porque defendo a liberdade como meio vital e direito fundamental para todos os iguais. E por isso afirmo: ou nos levantamos e assumimos a responsabilidade por uma nova constituição que proteja nossos direitos naturais ou viveremos com a obrigação (e por lei) de preservar o poderes dos usurpadores e os privilégios de seus protegidos.

Não quero ser a voz do fantasma do futuro, mas se não fizermos nada, corremos o risco de decair no erro desta geração degenerada no poder. Velhos caquéticos dispostos a matar tudo de bom e novo para ficar no poder, fugindo do fato natural da vida, e se escondendo com medo do retrato pustulento da sua própria velhice, decadência e morte. Fugindo da condenação perpétua de todo materialista: o vazio da sua vida até depois da morte.

Sem tomar a atitude que nosso tempo demanda, corremos o risco de ver nossos filhos, as próximas gerações olhando para nós com o mesmo desprezo que guardamos hoje por esta geração no poder que rouba nosso futuro o deles e todo o mundo. Não podemos confundir amadurecer, com apodrecer em vida. Nem prudência com covardia. Quem não tem coragem de apoiar o novo nem quando ele é absoluta e evidentemente necessário, não está se se protegendo de riscos, mas assumindo o risco de morrer nas ruínas do antigo regime junto com essa velha geração.

Toda nova geração tem o mesmo direito a vida, e quem trai as novas gerações, trai não só sua geração, mas a própria geração da vida e sua própria vida. Trai qualquer possibilidade de sentido livre para existência e perde a vivencia do seu tempo, necessária para compor sua própria história.

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