Por que os libertários de esquerda e direita deveriam ser (re)unir em torno do bem comum

Ou porque precisamos debater já a coisa pública. Sem deixar de lado a sociedade civil e as verdadeiras organizações NÃO-governamentais

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O ideal libertário é tão antigo quanto a própria invenção do Estado, mas assim como Liberdade é anterior a todo poder, o libertarismo antes de ser de esquerda é simplesmente libertário. Na prática um socialista autoritário se separa de uma socialista libertário como a água do vinho, assim como autoritário de direita e um autoritário de esquerda se encontram nos crimes contra os povos e a humanidade de seus regimes fascistas e comunistas que só mudam de cores e discursos, mas que praticam o mesmo ódio a vida e a liberdade e ao outro. é por isso também que os verdadeiros libertários de direita e esquerda são antes de tudo libertários, eles não se unem por objetivos em comum, mas por respeito a um principio universal e humanitário inviolável de igualdade: a liberdade.

Não é segredo nem por acaso portanto que o pensamento libertário tenham crescido dentro de movimentos revolucionários primeiros liberais e depois anarquistas este inegavelmente de esquerda. Da mesma forma não é segredo que foi entre filósofos políticos americanos que beberam da fonte dos economistas da escola austríaca (sabidamente de direita) que o libertarismo renasceu. Renegar uma coisa ou outra é praticar a velha propaganda ideológica dos autoritários ultrapassados e destrutivos: tentar se afirmar pela negação e desconstrução do outro.

Minha influencia é inegavelmente da nova esquerda libertária, Kevin Carson Ⓐ e Roderick Long entre outros, sem falar claro dos clássicos da antiga, Proudhon, Bakunin e Kropotkin, Malatesta, mas dizer-se um libertário sem ter lido a praxologia de Misses é tão ridículo quanto se dizer comunista sem ter lido o capital de Marx.

É obvio portanto que tenho minhas divergências. Mas neste momento em que os velhos projetos “pragmatistas” de poder estão em pé de guerra, é mais importante que nunca buscar os mínimos denominadores comuns em princípios. É nos princípios da liberdade e não nas finalidades de poder que se deve formar o contrato social sem atravessadores. É no respeito comum aos direitos fundamentais que devemos formar as bases da cooperação política e econômica sobre as quais se vai disputar não o trono do salvador da pátria e o monopólio da violência, mas onde vamos consolidar o espaço público e livre de permanentemente negociação de nossos interesses comuns. como pessoas livres da tutela das maioria autoritárias destes ou daqueles fanáticos.

Na verdade considerando a espiral destrutiva do precário estado de direito que essa disputas populistas e corruptas nos jogam, inclusive com o perigo de ascensão de movimentos ainda mais autoritários, a discussão de uma república libertária sob o regime de uma democracia verdadeiramente direta se faz imprescindível.

Não podemos prescindir das tecnologias da financeiras dessa sociedade da informação para compor os novos sistemas socioeconômicos pelo simples fato que a crise sistêmica política e econômica não é nacional, mas mundial. É uma crise dos regimes estatizantes corporativos e autoritários derivada justamente da sua incapacidade deles de acompanhar essa necessidade de evolução não só econômica mas ecosistêmica da humanidade.

O que proponho não é muito diferente do que fala, por exemplo, Murray Rothbard, em Confisco e o Princípio de Apropriação. Tenho certeza que a direita libertaria discorda deste rothbald assim como eu discordo de diversas outras ideias dele, mas é esse exatamente o ponto. Ponte de partida não só a nossa concordância e discordância, mas comum para nossa coexistência e comunhão de paz na diversidade: o respeito incondicional ao direito a vida liberdade e propriedade. E isso é tudo que preciso. Não preciso de nenhuma ideologia nem fanáticos para defender o que acredito. Só preciso de pessoas que verdadeiramente acreditam no respeito a liberdade de todos como um direito de paz inviolável.

Precisamos começar a debater abertamente nossas diferenças até para demostrar claramente nossos pontos de concordância, mostrando que há muita coisa além das velhas ideologias e propagandas autoritárias do século XX. Que há ordem livres e naturais não apenas possíveis para o Brasil além desse lixo desalentador que atendem não só a diversidade de pensamento mas toda a nossa necessidade real de liberdade e direitos como prática e não só discurso.

O que estou propondo aqui é que a direita e a esquerda libertária comece imediatamente a estabelecer diálogos públicos não só adeptos, mas para todos, para apresentar o libertarismo a todo um pais que desconhece o pensamento libertário, e até mesmo o liberal, e acha todo anarquismo é terrorista e todo comunista come criancinha, ou pior que não exite vida inteligente fora dos desertos marcianos do trabalhismo da social democracia e as demagogias populistas e autoritárias de petistas, crentes ou neofacistas.

Não vamos libertar a polis, enquanto essa gente monopolizar a polemica. Acho que é está passando da hora de revolucionar os paradigmas e libertarmos não o debate sobre o direitos e a democracia deste abjeto ideologias autoritárias dos monopólios estatais e oligarcas privados.

Eu por exemplo tenho defendido — aliás defendido só não, apresentado o resultado de novas novas politicas sociais independentes feitas no Brasil. E se vocês acham que o ambiente brasileiro é toxico a livre inciativa, imaginem o que é a livre iniciativa em politicas sociais que vão contra por exemplo a dinastia do bolsa-família.

Temos trabalhado por uma nova forma de distribuição de renda sem impostos assim como colocado em prática em pequena escala experimental serviços sociais desmonopolizados baseados na destruição igual e desintermediada de dividendos sociais derivados do rendimentos de fundos de interesse publico aliados a sistemas de seguridade mutua privados, enquanto isso buscamos tanto criar fundos de investimentos social quanto emitir letras de investimento direito na economia da comunidade sem todos os custos governamentais.

Em outras palavras temos transformado teoria libertária em tecnologias social e politicas publicas não-governamentais. E ainda por cima publicando e divulgando tudo isso, inclusi aqui fora como conhecimento aplicado. Mas tenho certeza é só um entre muitos exemplos que poderemos encontrar de inovação tanto pelo Brasil afora, quanto do Brasil que precisou ir para fora.

Tenho certeza que existem muitos outras pessoas independentes fazendo não só importantes projetos sociais, mas verdadeiras revoluções em políticas publicas e serviços sociais, sem nem saber que o fazem, e que por não poderem fugir do pais, se não foram serão esmagadas por um regime centralizador que simplesmente não tolera não só a concorrência, mas nem a cooperação da sociedade civil organizada, se ela não for cooptada. Essa sociedade civil que desde é sabidamente desde Tocteville um dos pilares mais importantes de qualquer democracia.

Nós portanto que não só somos libertários mas não por acaso pertencemos a sociedade civil organizado; nós que não temos no ideal libertário um ponto de comunhão, e nas organizações verdadeiramente NÃO-governamentais nossa sociedade civil precisamos começar a nos reunir em novos lados opostos para mostrar novas perspectivas a população.

Sei que futuramente estaremos em lados opostos, mas não trincheiras. E essa é ideia. Criar espaços livres e de paz. Eu hoje sou empurrado a enfrentar quem me persegue. Mas é na escolha daqueles que queremos enfrentar e não daqueles que somos forçados a lutar que definimos quem somos e quão livres somos, e eu quero ser livre. Eu quero reconstruir a sociedade civil destruída, em cooperação, concorrência e diversidade com pessoas não-agressoras e que respeitam a liberdade de expressão, não praticam a vigilância, intimidação nem policiamento ideológico.

Por isso da mesma forma que não desistir de clamar para as pessoas de bom senso da esquerda saiam da base desta coisa podre, clamo para que os movimentos libertários de todas as matizes se unam a sociedade civil e organizações de fato não-governamentais para construirmos novas propostas para a coisa pública. Que todos ativistas e pensadores livres se reunam em torno de nosso bem comum; não só com respostas que todos temos, mas com vontade de ouvirmos as propostas e sobretudo perguntas uns dos outros e é como uma pergunta que eu contribuo a causa libertária e democrática : qual é nossas a proposta para nova democracia?

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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