Pau na máquina

Oi, li sua proposta e fico bastante contente que você esteja trocando figurinhas com a Fabiana, porque senti nos seus textos que você (assim como ela) não se contenta em teorizar, você quer de fato pegar essas conceitos e construir soluções aplicadas e reais para os problemas que eles envolvem. E o que eu acho, é que quando as propostas entram nesse campo do desenvolvimento das novas tecnologias sociais, a melhor forma de saber o quão boas elas já são e o quanto elas podem ser melhoradas é com projetos e testes. Ou seja, diria que pela própria natureza propositiva e aplicada da sua abordagem ela merece (ou demanda se preferir) ser pensada e trabalhada para avaliação e aprimoramento empírico.

Não estou dizendo para que você faça um projeto social a partir desta ou provavelmente de outras ideias -que pela velocidade com que se apropriou dos conceitos para passar a propositividade suponho que já as tenha ou seja fácil para você desenvolver. Estou dizendo para que você já as constitua como tal finalidade, como projeto, para que quem por ventura, pretenda emitir algum juízo sobre elas, o faça de acordo com a natureza já bastante concreta e aplicada do que você propõe exige: objetivamente e a posteriori experimentando; e não a priori como critérios subjetivos quiça até ideológicos.

De qualquer forma, independente se você vá ou não trabalha-la nesse sentido, considero que desde já ela tem todos esses elementos, que interessam quem já pretende dar um caráter e aplicação mais social as criptomoedas em geral, tanto as que já existem como o Bitcoin quanto as que precisarão ser desenvolvidas para incorporar na sua programação tais características. Portanto acho que o que você propõe é de partida já uma importante contribuição a essa reflexão. E também considero que vale a pena investir mais nessa abordagem que você utilizou nessa proposta. Claro que digo isso porque defendo um ativismo social assim, mais propositivo e construtivo. Mas não só por causa disso, mas por tudo que a proposta transparece. Enfim, propostas assim, com essa finalidade merecem mais do que serem meramente consideradas boas (ou más) ideias. Fazem por merecer o juízo da prática. A única autoridade que pode lhe dizer com propriedade o quão boas elas são ou poderiam ser ainda mais. Pessoalmente falando sempre acho que vale a gente descobrir isso por conta própria, principalmente quando já temos praticamente a ideia-ação meio que desenhada na nossa cabeça. E faço questão de repetir: minha impressão é que você tem algo assim. Mas o que vai fazer como isso é, como disse, uma questão acima de tudo (e todos) sua, mais do que autoral, uma questão pessoal.

Em outros tempos, na maior cara de pau, sem você me convidar nem pedir nada, iria logo me enfiando dentro, e dizendo “se for fazer conta comigo”, “vamos fazer juntos”, mas já não tenho mais essa pegada. O que posso te dizer é que sempre (evidentemente naquilo que eu tiver algum conhecimento sobre) não vou me furtar em compartilhar minhas opiniões e sugestões, se assim você quiser, por óbvio. Seria um prazer. E pelo que conheço da Fabiana e sou testemunha, por tudo que a Fabiana Cecin tem me ajudado, me arrisco, ou melhor, tomo a liberdade de dizer o mesmo sobre ela.

Bem, não sei se era isso que você estava perguntado aos seus leitores, quando disse “O que vocês acham?”, na verdade suponho que não… talvez fosse mais apropriado só dizer que é uma boa ideia e parabenizá-lo pela proposta, não sei… perdão se muito intrusivo, mas na dúvida, nestes casos, prefiro me desculpar de antemão e pecar pelo mais e não pelo menos.

São meus votos sinceros para que suas propostas se concretizem. E pau na máquina.

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store