Patriarcado: O que o movimento feminista tem a ensinar a toda a sociedade

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A sociedade patriarcal não está mudando. Ela está caindo. Ela não quer mudar. Ela está sendo obrigada a mudar. E esse culto/cultura não está se entregando sem reação. O patriarca, o velho primogênito, que dispõe da vida de “suas” mulheres, crianças e empregados como bem entende, não está cedendo como um “gentleman” a sua posição de privilegiada, mas reagindo com violência. Vários indivíduos estão encarnando o arquétipo dessa inconsciência coletiva e apelando para seus instintos mais primitivos contra a mulher, a criança quando se sentem seus domínios ameaçados. Partindo diretamente para cima delas, ou para qualquer outra pessoa que não tenha a mesma força ou esteja vulnerável.

De tal modo que quando não é diretamente para “sua”mulher, “suas” crianças, “seus” empregado que escapam do seu domínio, é contra toda a sociedade na pessoa de qualquer pessoas vulnerável ao alcance alcance de sua libido transformada em ódio. agressão, perseguição e violência gratuita e covarde.

Feminicídio, infanticídio e genocídios tem uma mesma raiz cultural e pisica enraizada na alma pervertida do homem que se julga civilizado em suas libido reprimida canalizada para mitos e maniacas psocoticas normalizadas e normatizadas como leis e costumes.

O movimento feminista se levanta com força contra os elementos da sociedade que encarnam esse arquétipo, nas relações sociais e familiares; no trabalho, na escola em casa, nas ruas, enfim em toda as relações pessoais reduzidas a pequenas relações de poder, mas igualmente violadoras da dignidade, liberdade e consensualidade. Pode-se dizer que o movimento feminista está muito próximo de se tornar o catalizador das transformações não só sociais, mas institucionais que o movimento negro representou como inspiração e norte nos anos 60. Contudo para isso, é preciso que não o movimento mas a sociedade como um todo absorva seus fundamentos. E entenda o quanto antes que a repressão não apenas das mulheres mas de todo o universo do feminino sobretudo no que concerne ao poder da criação, concepção e fertilidade está institucionalizado dominado como superestrutura social: ou seja não apenas como cultura voluntária, mas culto obrigatório: Estado.

O Estado não é o BigBrother, é o grande Pai e padrasto ciumento agressivo e possessivo da Terra. Ele é a própria institucionalização dessa relação não-consensuais de poder. É o violar e o violentar legitimado pelos próprios violentos e violadores como poder supremo e ordem regente do social.

Por isso, assim como não basta deter contra o pequeno bandido, mas é preciso deter o grande, também não basta deter os pequenos machos é preciso deter seus grandes líderes e a própria represantação máxima dessa violencia patriarcal. É preciso desintitucionalizar o patriarcalismo, ou o que é a mesma coisa acabar como o Estado enquanto pátrio-poder. O patriarcalismo não encarna só no ego dos pequenos homens e mulheres que o replicam enquanto machismo. O patriarcado encarna no superego desse delírio coletivo que se organiza como corpo artificial e institucional contra a natureza das pessoas e da vida. O pátrio-poder estatizado é a representação concreta desse desejo perverso de posse, poder e controle sobre o corpo a vida e o destino do outro. Esse desejo sexual pervertido em poder, em gozo de violação da dignidade integridade e do corpo alheio reduzido a objeto.

O Estado é o próprio templo do culto milenar ao patriarcado, onde seus sacerdotes encontrar na em sua hierarquia o espaço para satisfazer sua manias e cometer ritualmente seus crimes e sacrifícios impunemente. É a igreja onde o povo é seu catamito.

O movimento feminista assim como o negro tem feito a sua parte. Mas nós como um todo como sociedade sujeita aos caprichos e perversões desses maniacos não. Como movimento cidadão, humanista e cosmopolita, vivemos em permanente síndrome de Estocolmo: estamos mais preocupados em proteger e desculpar nossos violentadores do que em nos livrar deles. Continuamos com a nossa indignação seletiva tolerando os crimes contra a pessoa humana, contra a humanidade cometidos pelos Estados patriarcais e seus patriarcas os governantes, desde que nós continuemos a ser tratados como esposas e crianças e somente aos outros como putas e bastardos. Sentamos em nossa sala de jantar e baixamos a cabeça as ameaças e impropérios do estado provedor e coercitivo, nos sujeitamos tanto a sua fúria violenta, quanto ou seus desejos de violação mais sujos e torpes sobre o nosso corpo e vida, desde que ele não nos prenda, nem nos mate ou espanque.

Refrear cada pequeno demônio que dessa legião é sem dúvida fundamental, mas e a grande besta?

Até quando vamos tolerar até mesmo os assassinatos e genocídios praticados por esses psicopatas? Porquê? Porque continuar defendendo ou aceitando passivamente? Porque eles servem aos interesses nossos interesses geopolíticos? Econômicos? Porque eles servem direta ou indiretamente aos “nossos interesses nacionais”? Dizem que são importantes para a estabilidade? Estabilidade do quê? E de quem? Do nosso conforto e acomodação enquanto civilização que gira e se alimenta de cadáveres de crianças?

Uma coisa é dar a outra face. Outra é entregar crianças que não podem escolher dar a sua carne em martírio e sacriíicio para que nós velhos malditos possamos continuar com nossa bochechas bem gordas e rosadas. Que civilização é essa? Que culto e cultura são essas que se não cremos ainda sim práticas ou assistimos?

Adultos sempre poderão organizar seus movimentos e lutar por suas vidas, mesmos os mais oprimidos. Mas e os seres humanos que vão morrem antes de poder se emancipar ou lutar pela sua emancipação? Que vão morrem antes de sequer poder fazer valer sua própria voz?

Ao sul ao norte do equador, no Oriente ou Ocidente, nas periferias ou centro dos mundos, o inimigo da humanidade pode estar em muitos e ter muitas faces e bandeiras diferentes e opostas, mas em verdade eles são Um. porque serve ao mesma egregora e senhor da sua discórdia. E dentro desse culto quem não boca é a carne sacrificial senão hoje amanhã. Por vezes em sentido literal não meramente figurado:

Os europeus da era renascentista, que ficavam enojados com os rituais alimentares em lugares distantes, como o Caribe, praticavam o canibalismo medicinal. Pessoas de diversas classes sociais, inclusive membros da realeza britânica, aplicavam, bebiam ou usavam misturas preparadas a partir de partes do corpo humano. O sangue, por exemplo, era consumido para tratar a epilepsia. Era comum ver epilépticos assistindo a execuções públicas, prontos para pegar o sangue dos condenados. A gordura servia para tratar queimaduras e problemas de pele. Na China, uma ordem imperial de 205 a.C. permitia a troca de crianças entre famintos, para que ninguém precisasse consumir seus próprios familiares. [grifo meu]. Na Idade Média, as partes mais consumidas naquele país eram a coxa e o braço. A ingestão do globo ocular passou a ser proibida em 1261.

A religião que mais matou sobre a face terrestre é aquele que sabidamente renega seu caráter fundamentalista religioso. E seu nome Estadismo, o culto ao poder supremo que inspira o medo e terror seja em sua fase estatal ou proto-estatal.

Não senhores, faz tempo que abandonei esse culto, que tenho asco deste cristianismo hipócrita e decadente dos que rezam escondidos parra que as senzalas peguem fogo, como os negros dentro ou não, desde que suas casas grandes fiquem inteiras e todos felizes. Faz tempo que meus signos são outros.

Faz tempo que sou mutante e esse pão e o circo me dá ânsia de vomito.

Eu quis cantar
Minha canção iluminada de sol
Soltei os panos sobre os mastros no ar
Soltei os tigres e os leões nos quintais
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei fazer
De puro aço luminoso um punhal
Para matar o meu amor e matei
Às cinco horas na avenida central
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer

Mandei plantar
Folhas de sonho no jardim do solar
As folhas sabem procurar pelo sol
E as raízes procurar, procurar

Mas as pessoas na sala de jantar
Essas pessoas na sala de jantar
São as pessoas da sala de jantar
Mas as pessoas na sala de jantar
São ocupadas em nascer e morrer -Panis et Cicerses, Mutantes 1968

Mas não perca o apite por minha causa. Nem por causa do Assad, Putin, Obama/Trump. Nem muito menos por causa desses inconveniente pequenos e insignificantes seres humanos que morre de fome ou com gás sarin. Eles vivem (e morrem) em outros mundos.

A janta está servida.

Bom apetite.

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Genocídio Armênio. (Só armênio?)

No Brasil e America Latina 40% das crianças vivem em extrema pobreza, nos EUA Norte o percentual entre de negros e latinos é o mesmo. No Nordeste está já chega a 60%. Já a pobreza entre adultos na America Latina por exemplo é a metade 19%.

O patriarcalismo institucionalizado como estadismo é uma guerra de gerações cujo resultado tem sido o genocídio dos “mais fracos”. E por natureza não há ser que nasça mais fraco e vulnerável que a criança humana. Chamam isso de monopólio legitimo da violência mas pode chamar de institucionalização do genocídio infanticida pelo pátrio-poder estatizado. É um navio capitães covardes e hipócritas que gritam mulheres e crianças primeiro, mas são os primeiros a pisoteá-las para tomar lugar no bote.

E tem gente ainda preocupada se eles vão trabalhar ou não se tiverem uma renda básica. Porque não deixam eles crescerem e perguntam para eles. Isto se sobreviverem para contar.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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