PARLAMENTO DA CATALUNHA DECLARA INDEPENDÊNCIA

Senado Espanhol concede “poderes excepcionais” a Rajoy para intervir na Catalunha

“Constituímos a República Catalã como Estado independente e soberano de direito democrático e social”

O texto determina ao Parlamento que inste o “Governo (catalão) a ditar todas as resoluções necessárias para o desenvolvimento da lei de transitoriedade legal e fundação da república”. E também oficializa a “Declaração dos Representantes da Catalunha”, assinada em 10 de outubro. A votação teve 70 votos a favor, 10 contra e 2 em branco.

Enquanto isso, em Madri… o pedido do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, ao Senado para autorizar as “medidas excepcionais que são necessárias para frear o projeto de independência da região”, leia-se, destituir o presidente regional da Catalunha, Puigdemont, todo seu governo, o parlamento, tomar o controle da polícia. E pode acrescentar sem nenhuma chance de erro, controlar meios de comunicação locais, assim como fechar, processar, prender, todas as organizações civis e mídias e funcionários públicos independentistas criminalizados como rebeldes e traidores.

Em suma Catalunha declarou independência Mas a Espanha declarou guerra.

Agora que a independência da Catalunha proclamada com todas as letras e sem meio termos. A Espanha fez o que Espanhas fazem declarou guerra a independência, enrustida hipocritamente no eufemismo legal da figura da “intervenção constitucional”.

Pois intervenção “legal” em democracia é de fato a intervenção da ordem que se impõe e só se consegue impor pela força e violência. E que quando encontra resistência ainda que essa resistência seja completamente pacífica desarmada e democrática, não exita em apelar para suas prerrogativa tirânicas e totalitárias para se impor a força: a violência.

Em outras palavras intervenção é intervenção… militar, policial, armada, autoritária e ditatorial.

Catalunha proclamou sua república e independência. Espanha arrancou sua mascará e proclamou seu Império e ditadura.

Repito portanto a pergunta. Catalunha fez uma consulta popular para saber se essa era a vontade soberana do seu povo. Já é mais do que hora do povo espanhol ou dos povos sob o governo da Espanha exigirem que se consulte sua vontade soberana antes que um Cesar, ou grão-vizir elevado a condição de Cesar por um senado de uma monarquia em pleno século XXI, declare se concorda ou não que seu governo e forças armadas esmaguem e imponham uma ditadura contra um povo dentro do que da comunidade espanhola, ibérica e européia.

Questiono publicamente o que ninguém parece querer questionar: a legitimidade democrática de Mariano Rajoy para se declarar guerra e se impor como vice-rei, ditador da Catalunha. Os espanhóis, latinos, europeus que se consideram tão civilizados concordam com isso?

Se decidiram que sim. Então Bem-vindos!!! Brasil e Venezuela, lhe dão as boas vindas a comunidades das Pseudo-Democracias! Bem vindos a comunidade internacional dos Estados-Nações Totalitários travestidos e revestidos de Estados de direito democrático!

Na qualidade de um novo regime ou melhor de um novo nome e roupagem para o velho permitam explicar melhor como funcionam nossos regimes aos mais novos membros.

Pseudo-Democracias são ditaduras ou tiranias de fato que se apresentam ao povo e ao mundo como estados democráticos de direito. Ou mais precisamente são nominal e formalmente “democracia representativas” mas que de fato funcionam e operam dentro do espectro das aristocracias legalistas, ou do crime estatizado e legalizado. Não são meramente organizações corruptas e criminosas infiltrados no poder a corromper a legitimidade do governo e até mesmo as demais instituições do Estado de Direito. São organizações criminosas que em dado momento o tomam por completo o poder, ocupando cada cargo chave para fazer do crime a lei, e da lei o crime, ou melhor, para legalizar e institucionalizar a sua organização criminosa e marginalizar a sociedade criminalizar seus direitos, a começar por obvio o de se defender e se livrar por todos os meios necessários da violência deles. Desnecessário dizer que organizações criminosas não precisam se infiltrar quando são a fundadora, herdeira e literalmente a assembléia constituinte desse Estado patrimonialista de pilhagem e expropriação da coisa pública e até a particular de cada pessoa desse povo que consequentemente NÃO é uma povo enquanto sociedade de povos, mas um povo enquanto massa totalitária, gado del rei.

E aí Portugal? o que está esperando? América-Latina e Espanha já estão voltando ao antigo regime, já entrara na onda da restauração e conservação das nossas mais antigas tradições, costume e valores. E vocês. Ditaduras são o nosso negócio. 76, 78, 88. Democracia não é para nós, latinos e católicos apostólicos romanos senão não mais no credo, na mentalidade. Veja as ex-colônias africanas nunca conseguiram sequer fingir ou enganar como as americanas que conseguiram um dia sair delas. De volta ao passado. Viva os velhos Estados Novos. Franquistas, varguistas, fascistas, colonialistas, escravagistas, racistas e até nazistas, todos os patriotas e nacionalistas das gran-nações uni-vos, a exemplo da Grande União Européia, falta só os portugueses voltarem para salazarismo. E eis que a ordem estará preservada.

Quem sabe um dia não acabamos de vez com essa anarquia e restauramos o direito de governar em nossas terras a quem de fato pertence a nossas sagrada e diviníssimas famílias reais.

PS: O ministério da propaganda adverte os últimos parágrafos devidamente assinalados em negrito não expressam a opinião do autor e conforme a antiga interpretação de texto extinta se enquadram naquilo que outrora se denominava ironia e sarcasmo, formas de humor devidamente proibida pelo Estado Novo para proteger a sensibilidade e suscetibilidade dos devidamente idiotizados e portanto, portadores de incapacidade de interpretar um texto, o contexto ou sub-texto vulneráveis portanto a todo tipo de ofensa dos subversivos que fazem questão de expor e ridicularizar a sua condição. Se encontrar alguém fazendo graça da sua desgraça de vida denuncie. Preservar e fazer respeitar a sua desgraça é um assunto muito sério; seu direito e nossa obrigação.

Ser um idiota desgraçado: um negócio muito sério. Dever de todo cidadão, e obrigação de todos governos. Sua condição nosso negócio. Porque nada nessa vida é de graça, fica de graça, nem mesmo o fazer graça. E sorria porque você está sendo filmado.

Image for post
Image for post
O Nome da Rosa — filme sobre a obra de mesmo nome de Humberto Eco

Referencias e Citações:

O Tribunal da Igreja remete-nos a uma primeira concepção de criminologia, centrada em textos que revelam autores “delirantes e perigosos, com gravíssimas fixações sexuais”[6]. Refiro-me, especialmente, a O Martelo das Feiticeiras[7] e ao Manual dos Inquisidores[8]; é neste último que se lê, por exemplo, que “é de fundamental importância prender a língua deles [dos acusados de heresia] ou amordaçá-los, antes de acender o fogo, porque, se têm possibilidade de falar, podem ferir, com suas blasfêmias, a devoção de quem assiste a execução[9].

Os interrogatórios da Inquisição eram baseados na lógica da “alquimia ou inversão valorativa dos fatos”, técnica explicada por autor argentino, em tradução livre minha:

Quando uma mulher suportava a dor da tortura era porque o diabo havia lhe dado força; se confessasse, a queimavam de qualquer maneira, porém poderia salvar-se numa outra vida. Porém, se a mulher em desespero pela dor se enforcasse depois de ter confessado, era porque o diabo era responsável por sua condenação. Se enlouquecesse e começasse a rir enquanto torturada, era porque o diabo motejava dos inquisidores. Se se arrepende-se, é porque estava fingindo[10]. -O Nome da Rosa mostra Igreja dominada por intrigas

A própria instituição (mosteiro) cria o demônio como explicação, para que seus fiéis seguidores não possam olhar as questões implícitas. É como um mágico, que para tirar o coelho da cartola, desvia nossa atenção para sua assistente, é simples: dessa forma, não vemos ele colocando o coelho lá antes de tirar. Envolvidos com o mistério, começamos a entender que de fato é uma produção dos próprios governantes do mosteiro que querem esconder um livro precioso. Trata-se da segunda parte do livro Poética de Aristóteles também conhecido como Livro do Riso. Para os governantes da instituição,

“O riso mata o temor e sem temor não pode haver fé. Se não há temor ao demônio, não é necessário haver Deus.” (…)

O temor é inerente ao ser humano, mas o verdadeiro riso, meus caros leitores, não é qualquer ser humano que o tem. O riso se dá num diálogo de intelecto para intelecto e nenhuma evangelização é possível perante uma sincera gargalhada -O Nome da Rosa razaoinadequada.com

Brasil nem carece mais de dados, mas para não dizer que só falei das flores e não do estrume:

nota:

Ditadura é o governo totalitário que se sustenta contra a democracia e supressão dos direitos individuais e que por vezes conta com o suporte até de uma maioria autoritária disposta a impor a ditar, seguir e impor essa ordem a força da violência.

Tirania é o governo de uma minoria tão pequena contra o direitos individuais de toda uma maioria que somente com conta única e exclusivamente com a supremacia da violência força armada em geral contra uma população desarmada, rendida ou inofensiva para impor e manter seu governo.

Isto posto. Adivinha: vivemos numa ditadura ou tirania?

Não é a toa portanto que cada vez mais tantos estejam pedindo uma ditadura.

É claro que para quem não é um idiota, todo estado de exceção é sempre muito pior que as democracias. Mas ainda sim (e olha o realismo absurdo que já estamos para ter que refletir sobre isso) é menos maldito que qualquer tirania, principalmente aquelas que ainda por cima são tão hipócritas para se disfarçar e fingir de estado de direito e democracia. Aliás, diga-se de passagem, cada dia mais mal fingidas e disfarçadas.

E a propósito só para lembrar a quem está caindo na tentação de pedir por “intervenção militar”, a que tipo de serviço eles são obrigados a se prestar em tiranias e ditaduras… (para não falar dos outros bem piores que querem apagar da história):

Como é bom se um nação livre e viver numa Democracia, já pensou ter que viver humilhado como na Catalunha?

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store