Olha que Jornalismo de merda (Parte 1)

O case “científico”: da descoberta da relação microcefalia-zika…

Recentemente destaquei fiz uma matéria homenagens a profissionais (voluntários ou remunerados) de diversas áreas que tiveram a coragem de trabalhos de integro honesto e de qualidade no ambiente tóxico brasileiro a produção artístico, cientifico e jornalistica especialmente de interesse publico e social.

Ambiente tóxico ao qual explico em outra matéria sobre a natureza perversas e violenta dos monopólios privados e estatais sobre a comunicação, conhecimento e informação como tal serve para reproduzir atraso, subdesenvolvimento, e exploração perpetuando a sina da servidão e marginalização do povo brasileiro — e outros povos periféricos na divisão internacional do trabalho e capital.

Logo a cientista brasileira Celina Turchi da Fiocruz Pernambuco entre as cientistas mais importantes de 2016 antes demais nada e independente de qualquer coisa merece aplausos.

Assim como a médica paraibana Adriana Melo que já vinha sendo aclamada pela mesma mídia pelo mesmo motivo : ter descoberto a ligação entre microcefalia e zika…

Já a(s) matéria(s)… e aqui coloco no plural porque a pesar de terem divulgado o ano inteiro a médica como a descobridora da zika, a mesma imprensa que até prêmio cedeu não teve a dignidade de fazer nada, de dizer absolutamente nada:

Não defendeu sua posição? Não reviu? Não de deu sequer ao trabalho de tentar explicar que são “descobertas” diferentes… Enfim fez o que ela faz, finge-se não apenas imparcial, mas apartada do mundo, como se não tivesse participado da formação de uma determinada informação correta ou não e não tivesse nenhuma obrigação de sustentá-la, revê-la, ou explicar a relatividade do que até então absoluta. Ou porque não se tem realmente certeza do seu bom jornalismo. Manter o seu furo. Seus termos e reafirmar quem é o verdadeiro Santos Dumont dessa história…

Veja que quem está na berlinda não é o mérito de ambas. Mas novamente o mau jornalismo.

Elas merecem todo o reconhecimento, por seus méritos. Já esse jornalismo corportativo-corporativista… Ora o mínimo do mínimo depois de ter feito tanto auê, tinha que explicar porque uma e não outra recebeu a consideração da revista cientifica. Eu não sei a razão. Mas mesmo como leigo posso aventar algumas hipóteses plausíveis… A pesquisadora da Fiocruz poderia talvez ter apresentado a hipótese em termos científicos mais rigorosos, ou tê-la comprovado... sei lá… De qualquer forma ainda sim seria a descoberta, ou mais precisamente hipótese aventada antes por A e comprovada depois por B. E isso deveria estar na notícia. Porém esse é o menor dos nossos problema neste caso: que é o de má administração da saúde, pesquisa e comunicação. Pois todos esses interesses públicos estão mal providos por regime de monopólio e concessões que não fazem a menor questão de cumprir seu dever.

De qualquer forma apenas para não deixar a questão em aberto. E toca a correr a trás da noticia original:

Turchi, who is based at the Aggeu Magalhães Research Center in Recife, immediately contacted scientists across the globe for help. She formed a networked task force of epidemiologists, infectious-diseases experts, paediatricians, neurologists and reproductive biologists. The challenges were formidable, says Turchi: there were no reliable lab tests for Zika, and there was no consensus on a case definition of microcephaly. But the intense networking paid off, and Turchi and her colleagues eventually generated enough evidence to demonstrate a link between the condition and infection with Zika in the first trimester of pregnancy.

Notem como notícias ruim, facilmente explicáveis por jornalismo feito nas coxas podem geral celeumas e paranoia, e lógico a sensação de que tudo está muito mal explicado… quando o que antes de tudo está muito mal explicado é a própria notícia ou a falta até proposital delas.

Aqui o serviço de desinformação não é só infeliz na escolhas das palavras, mas extremamente quando ainda por cima ignora olimpicamente, finge não saber mais sobre a médica paraibana ou pior ainda não ter participado intensamente da formação da opinião pública sobre ela como a “descobridora do zika”…

E mesmo se não tivesse feito tal publicidade, era seu dever investigar e entender minimamente o que republica. De tal modo que de uma forma ou de outra caberia responder de antemão ao leitor a perguntar que o mal jornalismo deixa em aberto? Tem uma coisa errada? Porque não uma e sim a outra? Como funciona? Ou foi barrigada? Que eles preferem fingir que não deram? Não teria sido uma mistura de tudo isso um pouco que precisaria ser melhor explicada? Enfim… esse é o exemplo suave do mau jornalismo.

Moral da história…

Notem como o mau jornalismo, sobretudo o publica e notoriamente reputado apenas serve ao desserviço de literalmente efetuar uma cobertura jornalistica que esconde qualquer noticia que pudesse haver no fato: ou traz suspeita para aquilo o honesto; ou acoberta tudo que é suspeito sem precisar fazer nada, além de realizar sua notória cobertura sem credibilidade.

Logo:

Se havia honestidade absoluta no trabalho ele foi coberto de ruido e excremento de suspeitas completamente infundadas com a sua incredibilidade e vocação a desinformação.

Se havia suspeitas razoáveis que demandariam uma investigação jornalistica essa incredibilidade misturada já acobertou.

Não importa se havia uma história por trás… se era uma história perfida de vantagens indevidas ou então um prêmio absolutamente ilibado que merecia um destaque ainda maior frente a controvérsia cientifica que superou. Se era uma era uma noticia que não desmerecia em nada o esforço paralelo da outra profissional ou que exigia a ressalva da reiteração do reconhecimento da mesma em outra esfera que não a acadêmia. A notícia deixou tudo no ar. Ou melhor importa sim, porque não só não é possível saber nada disso quanto é plausível se conjecturar sobre tudo isso!!! Literalmente um serviço de desinformação, ou desserviço de informação. Impossível ser outra coisa.

Esse é um exemplo suave do mau jornalismo. Que não levanta muitas suspeitas maiores além da incompetência. Jornalismo que deveria perder concessão ou incentivo com publico, pelo simples fato que é um transmissor de informações que não dispõe mais de fidedignidade para cumprir sua função: transmitir informação críveis.

Mas deixamos os exemplo suaves mau jornalismo da grande midia de lado e vamos para os pesados. Que lógico não estão nas paginas dos prêmios acadêmicos científicos mas nas paginas policiais e políticas que cada vez mais são as mesmas.

continua…

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store