Obrigado de novo Fabiana. Pessoalmente concordo mais uma vez com você. Você está sempre um passo a frente. Espero em breve terminar dois artigos que venho trabalhando assiduamente que tratam especificamente da construção de uma justiça e outro um que toma o sistema prisional como os dos indicadores da periculosidade de um Estado-Nação. trechos no final.

Idealmente minha noção de Justiça, é basicamente libertária. Mas em geral meus textos que tratam da realidade política brasileira não abordam propriamente das minhas proposições e princípios libertários, mas minhas preocupações e tentativas de diálogo com uma sociedade onde esses princípios ainda não tem lugar… por enquanto.

Meus argumentos são portanto uma tomada de posição política perante uma situação urgente, e para isso uso o lugar comum. para tentar denunciar o perigo das manobras de pessoas que se por exemplo de discursos de defesa dos direitos humanos de forma oportunista enquanto jogam as pessoas para a violência e um estado justamente de violação dos direitos.

Como você bem disse não existe nenhuma necessidade de prender as pessoas sem nenhuma justificativa de perigo físico. O problema é que o perigo físico quase nunca se efetiva no ato dos mandantes, mas apenas nos dos executores. Aqueles que decretam bombardeios, mandar a policia atacar gente inocente, ou simplesmente desviam os recursos ou simplesmente deixam as pessoas morrer por falta das coisas mais básicas estão sempre civilizadamente por trás das mesas, nunca é seu dedo por trás do gatilho.

Eu não acredito em justiça punitiva, mas não estamos falando apenas de punir alguém pelos crimes que cometeu, ou de levar pessoas comuns mas da averiguação, estamos falando da investigação sobre personas de estado, de crimes cometidos como tais e do continuo uso da máquina estatal para continuar cometendo seus crimes.

No Brasil existe uma lei que garantem certas prerrogativas que impedem os políticos de serem presos. Presidentes, ex-presidentes, CEO de corporações tem um status cidadão diferenciado. Não eles não precisam ficar presos, mas precisam ser detidos até seus poderes para cometer crimes, não contra a legalidade, mas contra direitos humanos e ambientais sejam removidos. E está a questão no Brasil, a dissolução de um projeto de poder. Um outro poder policial poderia se erguer como outro ainda pior? Sim mas principalmente se a investigação for empastelada:

Este é um blog chapa branca, usado pelo governo e seu partido para orquestrar mais a militância do que propriamente informar.

Como você vê não temos muitas opções. Se depender deles, transformam a policia federal num aparelho de repressão dos tráfico nas favelas, como aliás já faz o principal aliado do governo, o Estado do Rio de Janeiro, onde até a policia de viés fascista até milícia já virou.

Infelizmente, a única coisa que temos agora para separar o Brasil de um retrocesso ainda maior ou até mesmo a convulsão social é isso aí.

Se poder judiciário for parado ou cair, não significa que no Brasil estará respeitando os direitos do cidadão, mas que essa gente que considera dona da justiça e do patrimônio público e que vai continuar mantendo inclusive esse sistema policial e carcerário assassino- e discursando como se não controlassem o Estado, com se fossem meros cidadãos comuns ou revolucionários perseguidos por ele. E ainda ameaçando incendiar o pais se forem tocados.

Um sistema para ser alterado precisa de duas coisas: que gente com novas proposições tomem iniciativas e sim as pessoas que detêm o poder destes status quo freadas e destituídas.

A luta no Brasil não é a preservação de um estado de direito que não existe. Senão para alguns. Mas como vamos abrir caminho para um verdadeiro estado de direito que como você acredito só virá se for libertário, mas como chegar até ele, sem enfrentar ou ser esmagado por esse “Sistema”?

Sem que se mantenha os princípios mais básicos da republica e democracia, desta mesmo que eu quero revolucionar, só vai restar um caminho a quem não quiser se render ao autoritarismo, O da libertação revolucionária.

Veja Fabiana, eu sou um ativista e tenho o péssimo hábito de tentar colocar em prática os princípios que acredito. Portanto no momento que eu disser para você que não acredito mas na legitimidade nem da justiça brasileira como um todo não restará para mim, mais muitas opções de atuação senão me levantar contra ele.

Sinceramente pode me chamar de covarde, aceito. Mas vou tentar de tudo antes de ter de chegar a tanto, até porque só acredito em legitima defesa perante privação e violação as quais não posso me livrar sem meios pacíficos. Até me calar ou fugir disso já adotei com estratégia, mas no momento sinto que não posso me omitir, mesmo que tudo que esteja acontecendo esteja tão longe dos ideais que eu prego e prático com meus projetos sociais.

Fico feliz que você tenha de novo puxado essa discussão para um outro nível, é vou tentar terminar os dois textos o mais rápido possível.

Abraços

Os trechos dos textos que pretendo publicar em breve…

Ensaio sobre para uma Humanidade EcoLibertária

Punição ou Perdão?

Isso não quer dizer que os violentos e omissos devam ser excluídos ou perseguidos, pelo contrário. Eles devem ser permanente convidados a abandonar os cultos e culturas de violência e praticar a paz e liberdade. Nada disso elimina a necessidade deles restituírem e compensarem o que destruíram, mas os atos, os atos voluntários de paz e libertação e reparação devem ser mais senão para o perdão, para o fim das hostilidades e reintegração a sociedade de paz.

Não há outra forma: sem a disposição de defesa e proteção universal dos que a valorizam contra os dispostos a atacá-la e reduzi-la, a paz a justiça e liberdade não há senão retórica. Um estado de paz que não se constitui obviamente de nenhum monopólio sobre o bem comum, nem muito menos de nenhuma prerrogativa de violência, mas necessariamente do equilíbrio de forças entre as pessoas de paz, da igualdade de poderes dado pela disposição cooperativa de defesa e garantia de liberdades básicas para que todos possam se defender contra esses monopólios e violências, e da permanente disposição de celebração de paz.

Sei o quão utópico parece ser constituir uma sociedade paz baseada na inteligencia solidaria que substitui a punição pela perdão. a imposição de obrigações aos tutelados pelas autoridades superiores, pela igualdade de poder e deveres entre os emancipados. O medo do estranho, pela ajuda ao desconhecido. Mas não estou pedindo amor nem ao próximo nem ao distante, não estou negando o direito do violado e oprimido de odiar seus violadores e opressores, não estou negando o direito do faminto que olha pelos filhos de lutar por sua sobrevivência todas as forças e armas que lhe resta, não estou pedindo para os que não podem fazer algo, fazer que façam o milagre da transmutação do seu destino.

Estou pedindo para quem pode, quem detém o conhecimento, a força e o poder que comece imediatamente a mudar o nosso destino usando sua sensibilidade e inteligência para produzir não apenas um estado emocional, mas um estado de fato de consciência. E que assim como produzimos nosso pão possamos produzir livremente nossos bens de serviços sociais preservar e produzir nossos bens e serviços sociais.

Precisamos sair da idade da pedra na economia e politica e parar de acreditar em chegamos a idade adulta da humanidade. Ou crescemos e nos emancipamos como humanidade, ou desaparecemos como macacos demarcadores de territórios armados até os dentes que ainda somos. Com medo de deuses e mitos que nós mesmo inventamos.”

Classificação de Risco dos Estados

O estudo partiu da observação da relação entre vulnerabilidade humana e natural e a periculosidade das corporações, ou mais precisamente da correlação direta entre o desrespeito e falta de garantias de liberdades e direitos fundamentais com o aumento do poder e potencial de destruição em massa do envolvidos nos crimes e desastres humanitários e ambientais.

A tese que fundamenta esse estudo está baseada portanto na percepção de que a subtração de direitos humanos e ambientais resulta em ganhos de poder político e econômico para corporações que podem ou não ser resultar em atividades destrutivas ou desastres, mas que necessariamente vulnerabilizam ainda mais os povos e natureza permitindo sua exploração e aliciamento com risco para a preservação da vida e a liberdade de todo o planeta e humanidade.

Nossa classificação do potencial de periculosidade desconsidera, portanto, os meros discursos para se ater aos atos e propriedades dos responsáveis pelos Estados como os fatores determinantes tanto do grau de segurança quanto do risco destes aparelhos. Logo, para classificar a responsabilidade ou periculosidade dos estados e consequentemente de suas autoridades, nos atemos exclusivamente a correlação entre liberdades garantidos de fato versus os poderes acumulados como potencial destrutivo ou autoritário, aplicado ou não. Evidentemente que a violação da liberdade ou uso do potencial destrutivo não é desconsidera: ela é a consumação da periculosidade em sua grau mais alto: o criminoso.

Nosso estudo busca verificar portanto se os direitos são de fato providos como propriedades e condições básicas não só plenamente disponíveis para todos, mas devidamente protegidos tanto como bens particulares quanto comuns e naturais. Verificamos portanto se há não apenas leis mas sistemas de proteção e defesa da vida e liberdade como propriedades e até a compensações contra a sua falta.”

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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