O sociólogo performático Falcão tinha razão: o brasileiro é corno manso e feliz….

Corno é que corno sabe: tem que ligar para avisar que tá chegando, hein? Ou o flagrante não vale.

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No Brasil a questão não é ser ou não ser. É:

Até quando?

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Piada de brasileiro: O brasileiro pega o rei pelado dentro da casa com o amante bandido e eles sentam para debater relação… “Veja bem, não é o que você está pensando, meu povo bem-amado…” Aí, como o Brasil é engraçado…Vamos cantar, Carlos Alberto? Vamos Silvio!!!

Na mesma praça, no mesmo banco…

Os amores e amantes do machão conformado

Como todo povo metido a machão o brasileiro é um covarde. Fala grosso com mulher, criança, viado e empregado, mas quando o assunto são seus chefes e patrões aí ele aceita qualquer explicação… Isso é que amor. Não existe história de maior dedicação, renuncia, sacrifício e submissão de um povo a seus tiranos.

É o povo do amor de Camões:

Amor é fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

O povo do rei Roberto Carlos:

Vai ser norte-coreano assim lá nos Estados Unidos…

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Povo corno mas fiel.

Vai gostar de líder assim no inferno. Líder morto, líder vivo até líder morto-vivo.

Chora não fio, “o rei está morto, longa vida para o rei!” Sempre tem mais um.

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Mas voltemos aos mortos que ainda estão vivos. Ou pelo menos encarnados.

Temer para garantir que não renuncia já até unificou formalmente a nossa identidade nacional:

Mas o pessoal do Ceará saiu na frente:

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Aliás eles estão na vanguarda até da música popular brasileira faz tempo…

Por isso, o povo, uma ova. Corno é essa alta “burguesia” essa aristocracia de cafetões do país que inventa amores, novelas e casamentos forçados e está sempre arrumando um amante novo para a sociedade brasileira, que na cabeça deles é sua puta e amélia que não pode viver livre e emancipada sem ser fodida espancada por um ou todos eles juntos e ainda trabalhar fora para sustentar esses cafajestes cheios de tesão pela rapinagem em todos os sentidos da palavra.

Como diria o casal burguês Marx e Engels em seu “Manifesto Comunista” trair e cornear é o esporte favoritos das classes dominantes depois é claro de possuir o alheio como coisa:

“Nossos burgueses, não contentes em ter à sua disposição as mulheres e as filhas dos proletários, sem falar da prostituição oficial, têm singular prazer em cornearem-se uns aos outros- Manifesto Comunista

Ou como diria Nelson Rodrigues, que conhecia a burguesa e sua mentalidade ainda mais de perto:

Ora, do jeito que o senhor está falando me dá a entender que há tanto traíras quanto cornos em todas as famílias! É isso mesmo?

Não existe família sem adúltera. E o homem de bem, por sua vez, é um cadáver mal informado — não sabe que morreu. E não é só isso. Além disso, tudo passa, menos a adúltera. Nos botecos e nos velórios, na esquina e nas farmácias, há sempre alguém falando nas senhoras que traem.

Por que?

Porque o amor bem sucedido não interessa a ninguém.

Oh, sim, tem razão. Mas você considera a honestidade algo tão raro assim?

Não acredito em honestidade sem acidez, sem dieta ou sem úlcera.

E o que um homem deve fazer para prevenir-se da traição de sua esposa?

Não há o que fazer, infelizmente. Faça com que ela coma pouco, talvez funcione; afinal, a fome é mansa e casta — quem não come não ama nem odeia. -Nelson Rodrigues

Ah, o homem sempre projetando e tentando introjetar o seu “eu” no “outro”. Aliás não há nada mais corno do que colocar a indignação corna, a sua cornitude, acima da dignidade, a sua e da humanidade. Eu particularmente não tenho vergonha dos meus governos, são eles que que deveriam ter vergonha na cara. Eu tenho vergonha da minha condição servil e submissa de ter que viver nesse casamento forçado com esses descarados sem alma nem caráter. O corno compulsório.

Mas pouca gente entendeu melhor os complexos de corno dos povos estato-capitalizados que o utopista francês Charles Fourier e seu entre outros memoráveis escritos o “Quadro Analítico dos Cornos”:

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Na ordem da cornatura de Fourier o brasileiro em relação ao seu casamento com governos e amor por seus líderes e patrões se enquadra mais no “corno fatalista” do que o cornuti contenti:

Corno fatalista ou resignado é aquele que, desprovido de meios pessoais para segurar a esposa, se conforma com o que Deus quiser e se refugia na Justiça e no dever, lembrando que sua mulher seria mesmo culpada se o traísse — o que ela decerto faz. -Cornos de ordem simples, por Charles Fourier

Pois é.

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O chifrudo pode até ser ele, mas o corno “somos nozes”.

Aliás pensando melhor corno manso não. como disse certa vez um amigo somos hienas comemos carne podre e ainda rimos. Mesmo perto da extinção.

Pobres hienas.

Mas sei não, mas não acho que eles estejam bem rindo, nem um, nem o outro…

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Ce n’est pas un sourire

A hiena malhada é um animal carnívoro extremamente bem sucedido e adaptado. Por esse motivo, pode ainda ser encontrada um pouco por todo o território do Centro e Sul de África, pois embora preferira os espaços abertos da savana, a floresta não a intimida, e com a sua capacidade de adaptação consegue viver tranquilamente no meio das árvores, desde que não seja floresta muito densa, ou na periferia das grandes e desorganizadas cidades africanas, onde sabe que pode encontrar alimento, principalmente gado doméstico.
No entanto, não são animais muito estudados e têm poucos admiradores, talvez pelo mau cheiro que sempre os acompanha, em virtude de não cuidarem da sua pele, ao contrário de outros predadores. O cheiro a sangue e entranhas das suas presas afasta o mais curioso e interessado admirador, e o seu andar também não é muito cativante, isto em resultado da forma característica do seu corpo. Talvez por isso seja caçada de forma tão intensa, cruel e desinteressada pelos habitantes das zonas onde passa.

Em alguns países houve e continua a haver tentativas para domesticar este animal, mas não resulta, é como querer chamar um crocodilo pelo nome… Para além das imagens, sempre desagradáveis, de animais acorrentados e açaimados, constituem apenas tentativas condenadas à partida. A hiena não se domestica, é um animal selvagem em todo o seu esplendor.

Desde sempre, a hiena teve má reputação entre as tribos indígenas dos territórios que habita. O seu som mais conhecido, como se estivesse sempre a rir — apesar dessa ser apenas uma das suas vocalizações -, e o seu aparecimento fugaz para devorar o cadáver de um animal quando a morte chega, faz com que seja considerada, em muitas zonas e para muitas culturas, um animal que transporta espíritos maus.

Alimentação
Mas a verdade é bem diferente, e como todos os outros habitantes dos grandes espaços africanos, a hiena faz parte da fauna autóctone. A sua presença é bem necessária no topo da cadeia alimentar, já que é um dos animais que faz desaparecer o resto das carcaças e dos ossos que os grandes felinos e outros predadores deixam para trás, evitando em muitos casos o aparecimento de doenças e a contaminação das águas que, de outro modo, atingiriam animais e habitantes locais.

Mas a hiena não é apenas um necrófago, é também um caçador exímio. Apesar de ser muito corpulenta e de não ser muito rápida, é dona de uma mordida poderosíssima. Tende a caçar em grupo, e de forma muito organizada, já que cada grupo trata de forma precisa o ataque e raramente existe um insucesso, ao contrários dos felinos que, com frequência, vêm as suas presas escaparem. O alvo preferido das hienas são os gnus, mas os búfalos, as zebras, e mesmo as girafas, entre muitos outros animais de menor porte, fazem frequentemente parte do seu menu. A sociedade das hienas é matriarcal, as fêmeas dominam todo o grupo, embora existam vários subgrupos familiares dentro de cada grupo. Frequentemente, atingem cem animais a viver em conjunto, embora para caçar se formem os tais subgrupos de três a cinco animais, que voltam à segurança do grande grupo quando acaba a caçada.

Individualmente, a hiena também se aventura a caçar, mas sabendo das dificuldades que vai encontrar por causa de ser pouco veloz e ágil, tende a procurar pequenas presas e animais muito jovens ou debilitados que, não obstante representem menos quantidade de alimento, garantam sucesso. — Hiena Malhada

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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