O que nos cidadão comuns podemos fazer já?

E o que precisamos fazer depois para nunca mais sermos jogados nessa condição degradante?

Image for post
Image for post

Respondendo a uma pergunta do the fire percebi que de fato não respondi minimamente a questão e precisava completar o seguinte texto:

Eis o o complemento :

Obrigado pela atenção e paciência. Primeiro vou problematizar um pouco mais para depois explicar a pobreza das “soluções” que propus.

De fato não o que tenho a propor neste momento não são soluções definitivas. E por duas razões: primeiro porque não temos os meios para executá-la, nem dentro do sistema nem fora dele com o mínimo de garantia suficiente de respeito e segurança a vida e liberdade da população. E segundo, levando em consideração o primeiro e os riscos de todo o sistema implodir com todos nós ainda dentro, que precisamos fazer o que o que pudermos remediar em caráter emergencial está situação.

Não me entenda mal não estou dizendo que devemos remediar para sempre esse problema. Estou dizendo que enquanto não tivermos os meios e não nos preparamos para termos esses meios a nossa disposição para cuidarmos do nosso interesse, teremos que fazer o que for preciso fazer “a sorte” deles nos impuser.

Mas afinal,O que nos cidadão comuns podemos fazer já?

E o que precisamos fazer depois para nunca mais sermos jogados nessa condição degradante?

Nós como cidadãos comuns temos direitos e poderes muito restritos na democracia representativa para ajudar em situações como essa: legalmente temos apenas liberdade de denunciar, protestar e cobrar quem detém o poder de fato para que faça que com urgência tome as medidas necessárias. Não temos os instrumentos e garantias constitucionais que nos permitiriam uma solução popular desta questão. Todos os instrumentos e remédios legais que temos desembocam nos mesmos lugares onde está justamente em 2 dos 3 centros do problema: ou no poder judiciário ou pior ainda no poder legislativo. E mesmo que não soubéssemos que essas ações ou não vão dar em nada, ou pior vão ser voltada contra nós mesmos (vide as 10 medidas), estes processos seriam muito lentos, e agora incapazes de dar a resposta imediata que o pais precisa.

Logo o nosso problema cuja solução da democracia direta ficou para o futuro espero que o mais breve possível é que não dispomos de direitos de participação cidadã para participar nem intervir no poder público neste momento, não com a efetividade necessária, nem mais em tempo.

Mas para agora o que resta então? O que precisamos e podemos fazer?

Uma hipótese radical seria não fazer nada. Deixar que a classe política devore e exploda todo o sistema sozinha. Porém, essa hipótese é uma analise muito superficial e insensível, para não dizer desumana do problema. Não porque eu esteja preocupados com eles. Mas conosco. As fissuras institucionais são graves e há o risco que toda a estrutura desabe sem os bens e principalmente pessoas que que mais dependem dos serviços públicos que estão sequestrados pelo poder partidário-politico escapem.

Enfim respondendo finalmente respondendo finalmente sua pergunta infelizmente não vejo muitas saídas senão fazermos pressão e clamar para que aqueles que detém o poder de fato e que estão dentro do sistema se revoltem contra conosco contra sua podridão. É pouco, é patético. eu sei. Mas entenda que não estou apenas falando de denunciar gente que gosta de fazer do processo uma mordaça como o canalha do Gilmar Mendes. Ou chamar uma ministra Carmem Lucia para que ela tome a coragem e faça o que pregou para o povo brasileiro: “que ele tenha um pouco mais da coragem dos calhordas”. Mas é clamar para caso nada disso aconteça, caso eles deem esse passo em falso que surjam os nossos: Chelsea Manning e Edward Snowden, gente que como os delatores trabalhou no jogo sujo do seu governo mas não precisou ser preso e ganhar prêmios para fazer o que era certo. Mas o fez porque não suportou mais viver medido com tamanha podridão e indignidade e até enfrentaram o degredo e a prisão por isso.

Idealismo, não. Probabilidades. A chance é ínfima, mas somos muitos e quando o sistema se torna tão grande, e tanta gente tem acesso a tanta coisa podre acontecendo até mesmo uma soldado e um técnico terceirizado, ambos de 20 e poucos anos são capazes de expor um mundo muitos mais do gerações e gerações de todos esses velhos trairas juntos não vão conseguir esconder. Não vão mesmo. Não conte nem fique esperando por isso, mas não dúvida que a demanda de toda a sociedade por pessoas novas pode fazer essas pessoas nascerem nos lugares em que o inimigos da humanidade e liberdade menos esperam. E por isso que mesmo sendo um pessimista nato, adoro a luta e não entrego os pontos nunca.

No texto me referi ao tremendo impacto negativo que a ação contra uma única vida pode ter contra todo o inconsciente coletivo de uma ação e da humanidade. O raciocínio inverso é verdeiro, não podemos subestimar o profundo impacto positivo e ressonante das menores e mais simples ações das pessoas comuns e desconhecidos em nossa condição tanto de consciência quanto sobre esse inconsciente.

Muitos nexos e conexões se operam para além das estratégias projetadas e realidades percebidas, e essa classe política está contando com o caos para escapar em meio as destroços e as chamas de uma pais em crise institucional e recessão econômica. Eles se esqueceram de um principio dos Universo: a ordem vazia e aparente, a nulidade cinza e uniforme esse caos disfarçado de ordem, esse nada disfarçado de progresso são o estado anterior e provocador de todo principio libertário gerador da criação e revolução da vida. O caos e o nada tomados e impostos por ordem e progresso são o estado anterior de toda a gênese da evolucionária e revolucionária da vida e liberdade. Ou trocando em miúdos sem perceber eles estão dialeticamente alimentando o renascimento da nova democracia.

Não tem uma forma menos violenta e burra de fazer chegarmos a esse evolução inevitável e que queremos da liberdade? Tem mais aí já não é da conta e dos interesses deles, mas do nosso interesses particulares e inteligência coletiva. Mas pode chamar de senso comum mesmo.

A reposta é que dou portanto é essa… e não é nova. Como Thomas Paine disse um dia para os norte-americanos no fundo para termos o pais que queremos, tudo o que precisamos é termos um pouco de bom senso.

Acho que é isso.

Abraços e obrigado, mas obrigado mesmo. Porque não sei se minha resposta te ajudou explicar alguma coisa, mas sua pergunta me ajudou pra caramba a organizar, ao menos na minha cabeça, o caos dos meus pensamentos.

Segue agora um resumo de algumas das propostas de políticas públicas estudamos, produzimos e publicamos no ReCivitas:

Estamos em um momento de tomada de decisão histórica:

· ou abdicamos de nossos direitos e liberdades e nos resignamos ao futuro de despopulação e destruição natural que as corporações estatais e privadas nos reservam;

· ou tomamos coragem e retomamos o poder de decisão politico e econômico sobre a destino da nossa vida particular e comum.

Não estou dizendo que podemos simplesmente parar tudo, e não enfrentar os conflitos e fanáticos que já foram plantados. Estou dizendo que devemos dar um basta definitivo ao ciclo sem fim da violência retroalimentada. Não podemos com certeza fugir das mais das guerras com aqueles que não estão dispostos a celebrar a paz, ou tolerar a diversidade de outras formas de vida e pensamento. É obvio que a paz e liberdade não significam se entregar aos violentos e supremacistas, mas justamente o contrario, enfrenta-los e negar todas as formas de violação e violência sobretudo as prerrogativas de supremacia e monopólio.

A paz e liberdade exigem não apenas que nos neguemos a servir os violentos seus projetos de guerra e poder; exige que nos levantemos ativamente com contraviolência contra eles. Precisamos esvaziar o poder financeiro que alimenta estes chantagistas e genocidas em potencial, ao mesmo tempo que aumentamos o nível de liberdade como empoderamento dos e pessoas de paz do mundo.

Em outras palavras precisamos reduzir o poder dos despostas e tiranos libertando as pessoas não apenas distribuindo liberdades de fato garantidas, mas garantido igualdade de autoridade como poder de fato.

Precisamos eliminar todas as formas de alienação politica econômica e controles e condicionamentos sociais que alimentam os exércitos de fanáticos nacionalistas e religiosos garantindo ao mesmo tempo as condições básicas e o direito a de participação politica direta em tempo real igual para todos.

Precisamos eliminar as armadilhas da pobreza politica e econômica garantindo tanto a renda básica incondicional que permite um ser humano dizer não aos exploradores e criminosos de todas as espécies: políticos econômicos militares ou religiosos.

Precisamos de direitos políticos e econômicos plenos ou democracia direta capaz de eliminar as desigualdades não de posses mas de poderes e autoridades que de cidadania plena e permitem os governantes sem limites constitucionais jogarem sues povos em conflitos uns com os outros para se sustentarem no poder.

E como precisamos em todos os países do mundo…

“Esta disputa [presidencial]na França poderá antecipar a mais importante disputa do nosso tempo… a disputa entre as ideologias nacionalistas dos séculos passados e os ideais humanistas do nosso futuro. Uma economia de Renda Básica ou o “Patriotismo Econômico”? Esta é a disputa entre liberdade e autoritarismo que pode ocorrer na França e faltou como opção nas últimas eleições nos Estados Unidos da América.”

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store