O paradoxo Snowden-Assange e o Novo Estado Policial: o Estado “Corregedor”

O dilema do ativismo anti-estadista e pró-humanista e a ascensão da nova farsa totalitária: os vigilantes dos vigilantes

Num mundo onde todos territórios pertencem a algum Estado-Nação. Onde não há nenhum lugar na terra ou no mar em que se possa se viver sem ser vigiado, ou remotamente seguro que não está rastreado. O ativista que denuncia os crimes de seu Estado, não outra escolha senão buscar asilo e proteção em outro Estado que se ele não sabe ser tão criminoso quanto o seu, desconfia.

Se tem uma coisa que é perdoável é a indignação seletiva de ativistas anti-estatais. Ou o que você queria? Num mundo que não existe mais terras livres, não existe mais um único pedaço de terra que não seja colonizado e viajado e que até as utopias piratas são virtuais, o abrigo daquele que se rebela e denuncia os crimes do seu estado é a triste servidão em outro estado.

Este é o paradoxo do ativista do humanistas do cosmopolita que toma coragem e denuncia todos os crimes contra a humanidade e natureza praticado pelos Estados Nações. Ele comete o “suicídio policial” ou o martírio estatal, porque quem tudo vê e fala, não só não tem amigos, ele não tem sequer um terra para morrer em paz.

Será que Snowden não sabia dos crimes dos estadistas russos?

Será que Assange nunca interpretou nenhuma indicio da corrupção e entreguismos dos populistas de esquerda latino-americanos?

Manning? Provavelmente Não.

É claro que sim. Mas eles são feitos de carne e osso. A informação é virtual, mas o mundo e as pessoas são reais. E embora os estados não possam deter a informação eles podem deter as pessoas. E é mais uma vez o que eles estão fazendo. E é por isso que não se faz revoluções apenas compartilhando o que não tem custo de distribuição, a informação mas compartilhando todo valor absolutamente necessário para cobrir os custos de vida, os meios vitais, que não são virtuais, mas absolutamente reais, naturais e básicos.

Não que eu seja um materialista e acredite que eles vençam toda vez que detém ou matam os corpos dos mensageiros. Quem conhece rede sabe que a mensagem e o código se espalham ainda mais rápido e ganham a nuvem quando se quebra a centralidade de um ego, mas não estamos falando só de teoria de redes, mas sim da perda e sacrifício de vidas humanas.

E libertários não praticam os cultos nem pertencem as culturas que aceitam o sacrifício de vidas humanas.

Eco-Libertários então nem o sacrifício de seres dotando de nenhum ser dotado mesmo que das formas mais rudimentares e primitivas de consciência, inteligencia ou sensibilidade.

Mas é aquela história para quem tá na luta, a gente come e o que tem, e vive onde pode. Dignidade são luxo e privilégio de quem tem liberdade de consciência, e não importa quão rico você seja ou quão desenvolvido seja seu pais, cave fundo demais e você descobrirá que a lei da matrix: a ignorância é a benção.

Então se você está se perguntando: qual é o fascínio desses gringos pela esquerda autoritária, não se engane. O jogo geopolítico é muito mais pesado e tem muitos mais camadas que a própria consciência.

Tome por exemplo as figuras políticas como EUA que empolgam muita gente Obama, Sanders, ou Ron Paul. E se pergunte até onde vão os ideais e começa a propaganda.

É evidente que poucos países, na verdade poucas classes sociais como a classe popular brasileira tem uma percepção tão acentuada de que todos os políticos e que toda a política é absolutamente pobre, especialmente em países em que se vive uma democracia precária, mas relativamente democracia.

A crise atual de vazamentos sobre corrupção está envolta em disputas geopolíticas muitas maiores do que as de interesses partidários ou nacionais e vem lá de trás. Dos primeiros vazamentos das escutas norte-americanas. Se vocês quiserem, podem considerar esses vazamentos o contra-ataque norte-americano para mostrar que ninguém é santo, ou se preferir que todos os estados que passaram de vitima são tão criminosos quanto eles. O problema é que a leitura nunca é essa, as massas tem memória de peixe beta- a propósito isto é mais um mito da ciência produzida artificialmente em cativeiro.

Como todo cativo tem a memória curta demais, para não ser bipolar e agora acreditar de novo, nos estados policiais do mundo contra esses maus estadistas. Qual é a ideia afinal? É ridiculamente monstruoso.

Eles pretendem salvar o sistema, pretendem revitalizar a falacio do estadismo pretender fingir que respondem a o dilema insolúvel do poder e vigilância com sobre-poder e sobre-vigilância!!! Ou seja: pretendem responder a grande questão:

Quem vigia os vigilantes? Quem policia os policiais? Quem governa os governantes? Com mais vigilância? Mais governo? E mais policiamento? Ou a clássica solução das corregedorias, agencias reguladores e divisão dos poderes, que mantem o poder dividido dentro do próprio estado, e os todo poderosos sobre a vigilância de poderes mais totalitários ainda, mas nunca, nunca a libertação da sociedade e restituição da igualdade de poderes.

E eles não são nenhuma agencia secreta ou de espionagem verdadeira reconhecida e institucionalizada, não são a NSA nem a CIA, nem os seus correlatos nos outros países, eles são pura e simplesmente os representante públicos e dos poderes políticos e judiciais de cada Estado-Nação por meio de leis, decretos e jurisprudência que vem precarizando não apenas direitos trabalhistas, mas prestem atenção também direitos civis. E aumentando a vigilância sobre poderes, ao invés de diminuir poderes inclusive de vigilância sobre as pessoas e povos.

Então eu sou contra o grampos no Lula, eu sou contra grampo em qualquer pessoa. O argumento é facioso, é o mesmo argumento que os EUA utiliza para violar os celulares do mundo inteiro.

Então eu sou contra que se investigue o celular de um corrupto, ou pior de um terrorista? Não seja tolo, quem fabrica a força dessa gente são os próprios complexos industrias militares estatais não só de Estados corruptos como brasileiro mas de corruptores como os EUA e outros países desenvolvidos: ou você acha que arma nasce em árvore? Ou estadistas entreguistas disfarçados de nacionalistas surgem só com o apoio de bispos da igreja católica? É preciso no mínimo a anuência de muitos interesses para chegar e ficar onde ele chegou.

Esses inimigos de Estado reais ou fictícios são produzidos pelas próprias politicas de Estado. O terrorismo, o crime e a corrupção mundial, são como os mafiosos de Chicago, eles não irão vão acabar por causa dos Eliot Ness. Eles vão acabar quando acabarem com a lei seca que eles inventaram. Quando eles tirarem o bode da sala aqueles que vivem do subsidio das liberações-proibições, concessões-socializações criminosas ou legalizadas desaparecerão. Acabe-se com a ditadura dos puritanos, a qual a sharia islâmicas fazem par simbiótico destrutivo e redescobriremos a paz sem os senhores da guerra e vigilância.

Ativistas e juízes que denunciam investigam continuaram a existir mas nenhum deles terá que vender seus serviços a um estado, e o mais importante nenhum deles terá o poder do monopólio estatal com a desculpa de combater o monopólio estatal, até porque não haverá mais monopólios sobretudo de poder.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.