O novo normal. Onde? Quando? Para quem? E quem nunca conheceu nem o velho? “Isso não muda?”

Brasil o país do futuro… do pretérito, ou do eterno anacronismo crônico.

“Isso não Muda”

Nasci de cabelos brancos,
E pelos flancos diversos, de um forte, um contraforte
E uma lagoa sem tamanho de águas e de peixes.
Quando se abriram meus olhos eu trazia pelo palatino,
O “agridulce” campo-mar dos teus quintais.
Além, sempre que preciso estou sentado diante de teu mar. — Geraldo Vandré, dezembro de 2015 em requiem de Vandré para Geraldo e todos os amante da sua terra e povo para seus sonhos juventude que não morreram, ou o que é a mesma coisa para sua própria natu-atividade e historicidade.

Dada a rápida e explicita degradação do Brasil, já com o próprio PR a proferir seus discursos de apologia explicita à violência e sublevação armada, militar e popular da ordem contra a unidade da federação e logo União, como se resistência e desobediência civil e legítima defesa o fossem. Como se vítima ele o fosse de um sistema e estatamento e não o comandante em chefe e responsável civil e militar maior por atos e decretos institucionais flagrantemente inconstitucionais ao quais não pára de produzir provas materiais contra si mesmo, doloso ou culposos. Um atentado ambulante a vida, liberdade, inteligência de todos, a começar a sua própria, em forma de despresidente do que para todos efeitos oficiais e oficiosos é ainda um estado democrático de direto, e ele devidamente empossado e literalmente habilitado via diplomação do Superior Tribunal Eleitoral literalmente para o exercício do cargo de presidente da república. Embora confunda ignorância da lei como desculpa para prevaricar, diploma de habilitação como licença para matar e a caneta como arma para produzir não só a ilicitude, mas seu excludente como se tal poder fosse a prerrogativa de se autoindultar ou pré-anistiar de crimes passados, presentes e futuros.

Em suma, positivamente um legítimo e genuíno genocida negacionista que não se cansa de desobservar, desrespeitar e falsificar tudo, não só leis e códigos do cosmo político, mas até as leis naturais não só da ciência, mas da boa fé, comunhão de paz, concórdia, bom senso. Enfim não só um elemento já desprovido de juízo e razão, mas de boa fé, sem ciência, consciência, e disposto a praticar a desinteligência compulsiva e mitomaniacamente, enfim, por definição um louco. Pessoa que até na qualidade de cidadão carece de cuidado e tutela de um cidadão adulto, emancipado e em são estado de consciência para poder deambular entre inocentes, que dirá para operar máquinas e aparelhos sobretudo as mortíferas necropoderosas e estatais.

Não que tenha em grande conta o Congresso ou mesmo o STF. Muito pelo contrário, cara-pálida. Por mim, são todos flores que não se cheiram. Mas daí, a concordar com a pregação da violência como se legítima defesa do povo o fosse e não o chamamento do mesmo para o fratricídio. Não. Não vou levantar nem minha mão, nem emprestar minha voz para isso. Me nego a levantar a mão contra qualquer irmão, seja distante ou próximo, seja a mim estranho ou conhecido. Não levanto um dedo contra nenhum brasileiro nato, naturalizado, estrangeiro. Pelo contrário continuo a servir como tenho feito, sem paga e como voluntário em missão de paz social e humanitária, até o fim, seja ele qual for. Dediquei toda minha vida produtiva não só a defender, mas de cumprir a garantia do minimo vital, trabalhando e pagando como podia, dando o melhor que tinha, para salvar vidas em carestia, sem precisar ser convocado ou conscrito. Não vou falar, fazer o contrário.

Se por completa falta de cabeça só sabem bater e rachar cabeças, incluso de fato uma nas dos outros, e sobretudo dos inocentes que montam como burros de carga até cair. Se por incapacidade do que produzir, servir ao bem público e comum às lideranças político, partidárias e até institucionais e setoriais desse país só sabem fazer brigar pela pilhagem e exploração da escravidão mal disfarçada do seu próprio povo; se não são capazes nem mesmo durante uma pandemia não só de fazer algo produtivo, que não ajudam a sociedade civil devidamente organizada e pacifica, formal e informalmente, que não a atrapalhem, porque é a solidariedade desse povo que sustenta não só esse país, mas a locupletação dos canalhas que só canetam e pistolam.

Mas não. Não vou levantar a mão contra, nem por pobres e poderes. Nenhum deles. Se os animais políticos, assim como os ratos de Nova Yorque querem se canalizar, que eles o façam, não tenho poder, autoridade, direito, dever nem força de fato para impedir. Se nesse momento que todos precisamos nos unir querem continuar a fazer e praticar a única coisa que sabem, a antropofagia, incluso a institucional, que o façam mas deixem o contrato social, e o estado civil, livre e em paz.

Então a meu desgoverno tenho outra proposta: Que tal a gente vencer, ou pelo menos sobreviver, as outras guerras primeiro e conversar, de preferência civilizadamente depois?

Se em estados e tempos de pax a guerra civil já é o fracasso de uma União, e derrota da sociedade, em tempos de guerras híbridas é a morte de um povo não só como Nação, mas em carne e osso. Revolução? Sim, as científicas, pacíficas dentro da civilidade e cosmopoliticidade porque derramamento de sangue, não é ordem nem progresso é fratricídio, até em terra alheia, contra um estranho que dirá na sua contra seu mais próximo. Isto não é fé, não é ciência, não é juízo, não é coragem, é falta de senso, noção, e amor, é simplesmente: loucura.

Podemos discordar de tudo, mas uma coisa havemos de concordar, nos matando é que não vamos descobrir a resposta, nem resolver o problema. Temos outras guerras para vencer e os verdadeiros soldados da vanguarda, os médicos e enfermeiros estão a cair junto com as verdadeiras vítimas.

Nada mais evidente que um povo que já perdeu uma guerra do que seus comandantes a se baterem por não fazerem nada e nem sequer saberem o que fazer, salvo sacrificar seus próprios servidores e povo. É nessas horas que precisamos, não de falta, mas de organização e solidária. Não podemos nos contaminar por sua loucura, ou vamos todos não só nos precipitar como uma manada de cegos, surdos e loucos, a se precipitar para uma mesma vala comum. Porque não basta enfrentar um vírus e uma pandemia, é preciso enfrentar o eterno pandemônio desses parasitas e infernizadores compulsórios. Não basta morrer do novo coronavírus, o foro privilegiado é o deles, há que se matar e morrer por eles como se eles fossem a encarnação da nação, do povo e do Brasil.

Pois que fique claro, não é em nome deles enquanto autoridades, mas até em nome deles, todos eles na qualidade de pessoa humana que faço questão de me manifestar. Até eles merecem o que não dão respeito a vida de cada ser humano.

Então não, não vou perder meu tempo nem vida, até porque tempo não temos e nem vida para perder com isso. Temos uma pandemia. Continuo resoluto que devemos permanecer não só como sociedade e nação unidos, mas cosmopoliticamente unidos em comunidade internacional com todas as nações de paz, se quisermos vencer esse desafio a vocação, a civilidade e estado de paz social.

A omissão, violação e preservação do direito sagrado a vida não é nem liberdade que dirá obediência civil e legitima defesa, mas puro e simples assassinato e rapinagem, prática de covardes que fere não a dignidade dos princípios universais da não-violência, mas até mesmo a honra das artes marciais e militares. Porque usar covardemente uma pandemia como se arma biológica e incendiária o fosse contra uma população em carestia, é coisa de terrorista, estatal, paraestatal, ou anti-social. Revolução? Sim, mas as cientificas, pacificas e democráticas. Porque porrada mata tudo, menos o que é necessário: a doença e misérias da humanidades.

Então se quiserem me prender ou matar por me negar a matar e prender, mas por continuar a lutar e labutar para que todos, e não só os brasileiros tenham uma renda básica universal, que o façam. Não sou ninguém, nem tenho nenhuma título nem de autoridade ou saber, mas não atento contra a vida, nem por desespero de causa, que dirá contra meu conhecimento de causa e responsabilidade social. Sim, nisto sou um autodidata, mas isso não diminui só aumenta minha obrigação voluntária de estudar e trabalhar ainda com mais afinco para não cometer nenhum erro, que dirá um desatino.

E o propósito do ensejo do manifesto para também avisar, a quem interessar possa:

E a propósito, de manifestos de loucuras inspiradas em Dom Quixote. Bom lembrar que Cervantes era imortal. Nós não. E é, portanto, impossível assassinar mestres da literatura seja com imperícia, ignorância, ou piadas involuntárias em forma de atestado de falta de instrução em letras nos clássicos da literatura universal. Mas gente sim, principalmente com licença nas artes da medicina quando o médico é mais louco que Dom Quixote que sabia estar a lutar contra moinhos de vento fingindo ser gigantes e não monstros invisíveis como se fossem moinhos de vento. Agora se a intenção do manifesto é a performance do rídico e absurdo, seria até engraçada se não fosse em tão péssima hora e teatro de operações, a saber, de uma guerra. E disso eu entendo. Digo, performar involuntária ou patético com seriedade ou sem na hora e lugar errado para as pessoas erradas. E não como charlatão nem ator, mas dublê. Então não confundam o especialista em assuntos aleatórios com o profissional da aleatoriedade da matéria em qualquer assunto. Randomizei.

ATENÇÃO: RENDA BÁSICA UNIVERSAL NÃO É CLOROQUINA. Não deve ser tratada, receitada, nem tomada como tal. Aliás, nem os compostos e soluções a base da mesma.

Remédios, incluso os jurídicos e constitucionais, se mal manipulados, administrados e prescrito sem observância das fórmulas e testes, cuidado, consulte um especialista. Senão, estude e trabalhe e se forme para se tornar um antes de bancar o charlatão ou charlatões dentro ou fora de um estado manicomial. Mas cuidado: não há instrução autodidática, titulação acadêmica ou diplomação, nem mesmo dos superiores tribunais eleitorais que dê habilitação ou licenciatura para tanto, que dirá maestria ou doutorado nesses ministérios ou magistérios. Não existem pílulas mágicas, balas de prata, nem diploma é licença para matar, que dirá nem excludente de licitude que salve de crimes culposos ou dolosos, salvo em Estados e Sociedades cúmplice por omissão ou colaboração com tais tribunais, governantes e legisladores.

Procure seu especialista de confiança. Ou vá estudar e laborar para virar e contrariar um. Mas lembre-se que diploma acadêmico ou político não é licença para matar nem excludente de licitude para o crime doloso nem culposo.

Porque se ministério da prudência, seguridade e previdência do mínimo vital em conformidade com a lei jusnatural da prudência e provisão das reservas do possível houvesse ele advertiria:

Nenhum remédio é brinquedo, pilula mágica, ou bala de prata, incluso e sobretudo os Constitucionais. Se mal manipulados, administrados ou prescritos sem a devida observância das formulas, testes e verdadeiros princípios ativos da sua atividade social, não é base, composto, nem a síntese da solução, mas placebo ou veneno. Cuidado, a disseminação tóxica e alucinada de remédios por agentes oportunistas intoxicados e alucinados pode causar intoxicação e alucinação ou mesmo levar a morte os pacientes de boa fé. Todo remédio, incluso os constitucionais, se mal manipulados e prescritos sem a devida observância das formulas e testes não é solução, mas veneno. Consulte seu médico especialista de confiança, ou vá estudar, porque a desobediência civil e renda básica não existem por causa ou apesar da falta de uma ordem ou razão social. Elas são o produto delas e suas propriedades.

A questão a ser tratada não é guerra, mas a produção para manter o pagamento do mínimo vital, a dita renda básica. Porque a propriedade precisa de gente para produzir e gente precisa do produto da produção das propriedades, mate-se o burro de carga de fome ou doença e o distinto cavaleiro irá descer da carroça para puxar a carga? Que tal parar de falar de como vamos nos bater e matar mutuamente e começar não só a debater sobre como garantir em sistema de seguridade mutual a vida, de forma franca e universal?

Condizendo tudo isso, aqui publico artigo escrito há um mês ao qual agora coloco aqui em sua versão final (em português):

Gandhi, Desobediência Civil e Renda Básica Universal

Devido a atual situação do Brasil cada dia mais emergente, não poderia deixar de me manifestar.

Este escrito foi produzido à convite da Dra. Shobana Nelasco, para o livro que ainda será publicado sobre os pensamentos de Gandhi, e com sua licença, por meio desta o fizemos.

Nossa obrigação como ativista é denunciar, tomar posição e claro, fica livre para quem o receber, divulgar da melhor forma possível.

Mais uma vez agradecemos a professora e a todos que puderem denunciar esta situação, seja por meio desta ou outra manifestação.

Grato, e muito, grato fico por poder contribuir com algumas palavras para esta construção coletiva, nesse momento tão grave de luto, luta e labuta mundial. Especialmente quando é para escrever sobre Gandhi.

Porém, antes preciso deixar registrado alguns esclarecimentos:

Primeiro, do quanto sei que esta é uma honra e responsabilidade gigantes e que estão acima da minha capacidade;

Segundo, do quanto também sei que isso pode parecer desnecessário por absolutamente evidente;

E terceiro, do portanto, que também sei, assim sendo, sequer deveria estar perdendo tempo do leitor escrevendo sobre isso.

Entretanto, devido as minhas “credenciais nacionais” não posso me furtar de fazê-lo.

Infelizmente, não só uma parcela significativa dos meus conterrâneos, mas o próprio governante comprovadamente do meu país já não faz mais questão de demonstrar que consegue distinguir -ou sequer faz a distinção- do que é evidência e ciência daquilo que é pura fantasia e imaginação.

Não importa se é para efeitos de espetáculo ou interesses outros. O fato gravíssimo é que para todos efeitos e consequências o juízo foi abandonado, e com ele o discernimento da realidade dos fatos evidentes em contraste às alucinações e idéias ilógicas.

Logo preciso me desculpar, aliás, desculpar não, pedir perdão a todos, por estar fazendo perderem tempo -que já não é só dinheiro- com esse preâmbulo às minhas considerações.

Perdão, e um pouco de paciência. Pois, por causa de tais circunstâncias o que antes era tácito e não carecia de maiores explicações, agora já não o é mais.

Então faço saber que não estou entre aqueles que não sabem, não querem saber, e odeiam quem sabe ou os lembrem de que devem respeitar não só a humanidade, mas toda vida, liberdade, e cultura.

Faço questão de não deixar a menor dúvida que enorme é a responsabilidade, como também o respeito e admiração por todas as pessoas do mundo que tem em Gandhi e seus ensinamentos um guia;

E mais claro ainda pelo próprio: Gandhi. Aliás, não só admiração, mas um passivo, em especial, com seus ensinamentos.

Difícil encontrar organização ou organismo nesse Planeta, assim como ativista social de base que trabalhe com a defesa e provisão de direitos humanos que não tenha em Gandhi, Martin L. King e Henry Thoreau referencia obrigatória. É matéria de estudo obrigatória. Pratiquem ou não. É universal.

Se houvesse universidade de humanidades, e a ação social de base solidária, profissão o fosse: desobediência civil seria curso básico de formação. Não só sobre a história das conquistas das liberdades fundamentais, mas de estratégia de organização popular para a conquista DE FATO dos direitos humanos. Em especial de toda e qualquer pessoa ou grupo independente se: apartadas, discriminadas, e marginalizadas por uma maioria ou minoria- seja como prisioneiros na sua terra ou casa, ou ainda fora delas.

Porque isolados se preciso for, sim, mas apartados pela insolidariedade e violência de qualquer espécie, jamais.

Dizem que cada povo tem o governante que merece. Eu que viajei por quase todos os cantos do mundo, testemunho em contrário; não há profissão mais difícil ou quiça impossível do que governar outra pessoa. Pois por mais bem intencionado que seja a governança, nunca vi, nem jamais li na história, sobre nação que tenha tido um governo que fizesse por merecer o povo que governa. E o povo ou governante que depõe ou crê no contrário, se não mente se engana. Não há uma ilusão e desinformação anticientífica mais perigosa que essa.

E até que governantes mesmo os obtuso, mas minimamente honestos, nessas horas mais obscuras, sabem disso.

Sabem que precisam pedir para que os átomos e forças fundamentais que movem e carregam de fato esse cosmo-político, a pessoa humana, a verdadeira anima e volição cumpra sua função com consciência e responsabilidade social, ou seja, sejam cidadãos. Sabem que sem a cooperação voluntária da solidariedade e espírito gregário simplesmente as sociedades, e tudo que se está literalmente montado sobre esse cavalo do mundo, cai.

O mundo dá voltas para parar sempre nos meus lugares comuns, porém só aparentemente. Há mais de dez anos também já era persona non grata: dentro e fora do meu país. Só que nesse caso por denunciar a ascensão dos neopopulistas.

E eis que após ter sido recebido e acolhido na casa de pessoas de todas as nações do mundo que lutaram e defenderam uma verdadeira renda básica- ou seja, universal e cosmopolita, e não uma ração na mão de neo ou proto totalitários, (farsantes ou já nem tanto)- cá estou a cumprir a missão que eu mesmo escolhi: ser um anormal entre os normais, ou agora que o mundo virou de cabeça para baixo, um grito ensurdecido de juízo entre os loucos.

Ao menos dentro do meu país. Felizmente não completamente ainda fora.

E eis também que a desobediência aos juízos que dada circunstâncias se junta às outras vozes no coro por juízo nessa procissão dos fanáticos ensandecidos.

E com fé na ciência, que nenhuma sociedade do espetáculo, e nenhum teatro das representações pode mais agora, parar. E nem deve.

Porque nem discursos e decretos, nem reza brava mata positivamente seres ou eventos que são regidos por leis naturais e jusnaturais.

A lógica da consciência que forma não só a razão da ciência, mas a fé que os verdadeiros mestres dominam. Ciência do Ethos. Da qual Gandhi é um desses professores.

Porque sinceramente me pergunto onde estaria hoje se não tivesse entrado em contado com a obra e ensinamentos dele e outros que ajudaram tanto a corrigir não só meus descaminhos nos trabalhos e estudos, mas na vida.

E não, não estou tentando ser diplomático. Não quero ser um hipócrita, especialmente nesse momento onde a falta de autocrítica são toxicas e mortais.

Então não o serei.

Não foi, sem muita, mas muita briga interna, e cultural, com ele e outros professores e mestres que consegui entender o pouco que sei. E infelizmente desse pouco nunca consegui seguir e aplicar todos ensinamentos, nem no trabalho e estudos ou na vida. Mas acredito que felizmente consegui -não sem muito treino e esforço para compensar, ter compreendido alguma coisa, pois do contrário, não teria sequer conseguido fazer os meus pequenos trabalhos de formiga operária.

Impossível medir em horas o tempo que passei falando sozinho enquanto, ora brigava e me apaziguava e refletia sobre seus ensinamentos com um pequeno livreto comprado numa banca de jornal no Brasil. Livro que contava sobre a vida, obra, de Gandhi. Assim mesmo, primeiro com o escrito nas mãos e depois na cabeça, ou melhor no coração.

Mas isso não dá uma dimensão do tamanho da minha gratidão pessoal. Porque ela vai além. Pois só encontrei minha realização pessoal na ação solidária ou no ativismo social de base.

E dois escritores foram essenciais para encontrar esse caminho.

O primeiro Thoreau e seu escrito desobediência civil. Lendo-o abandonei a graduação sem jamais completar os cursos que me fariam professor e pesquisador. Tanto o curso de Filosofia quanto o Ciências Moleculares na Universidade de São Paulo.

O segundo e derradeiro, e importantíssimo para a virada do primeiro pagamento que fizemos da Renda Básica foi Gandhi. Cujo ensinamentos voltaram a minha memória num dos momentos mais difíceis, quando nos encontramos num beco sem saída, sem saber como dar o primeiro passo.

Mais precisamente uma singela história de Gandhi, que já incluí em outros escritos e discursos proferidos em congressos e palestras e até livros publicados, e tanto influenciou o modelo adotado pela ONG ReCivitas, completamente independente de governos e empresas que escolhemos como inspiração para iniciar a renda básica na pequena comunidade de Quatinga Velho, há 12 anos atrás. Primeiro com nossos próprios recursos e depois com uma rede solidária que compos o capital Poupança de previdência Solidário-Mutuária que até hoje sustenta essa Ação Social. Cujo maior mérito é que apesar de tudo ainda vive e sobrevive para deixar uma semente.

Eis a história resumida mais ou menos como me lembro, e conforme registrei em publicação anterior (perdão se estiver incorreta):

Uma mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou: “por favor, Mahatma, peça ao meu filho para não comer açúcar”. Gandhi, depois de uma pausa, pediu: “me traga seu filho daqui duas semanas”.

Duas semanas de depois, ela voltou com o filho. Gandhi olhou bem fundo nos olhos do garoto e disse: “não coma açúcar”.

Agradecida — mas perplexa — a mulher perguntou: “por que me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa antes!”

E Gandhi respondeu: “há duas semanas atrás, eu estava comendo açúcar”. -(QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ, 2015)

Assim tomava (cons)ciência que mesmo tendo entendido que a renda básica universal não era mera assistência governamental, mas garantia do minimo vital e portanto não uma benesse, mas um direito universal, ainda sim continuava a entender tudo errado.

Era ainda uma criança. E não um adulto. Não entendia o que era liberdade.

Não entendia o que por sinal Amartya Sen, também entendeu, e o próprio Thomas Paine explicou. A correlação entre direitos e deveres, liberdades e responsabilidades.

Não havia entendido que delegar poderes não é delegar liberdades fundamentais nem portanto em hipótese alguma responsabilidades sociais e civis que dirá então as humanitárias.

Não havia entendido que se quisesse fazer uma renda básica universal acontecer precisa sair da infância da minha humanidade e parar de chorar feito uma criança, e vir a ser um adulto: dar, fazer e não proclamar e reclamar.

Nunca havia entendido a não-violência, até porque só havia visto imitadores. Pessoas tentando mimetizar em marchar e os atos de desobediência civil de crianças choronas pedindo para mamar nas tetas do Estado, vazios de seu significado, e da sua força estratégica.

Nunca havia entendido a força nuclear dessa catarse: Gandhi não pediu nada, nem tomou nada com violência. Ele com apenas um simples gesto, simplesmente fez; estava rompendo o monopólio da produção do bem comum.

Desobediência civil, era pegar o sal do mar; é a roca; é a trama da vida. O tecer a sua própria rede da vida e seus destinos, curar seus tecidos sociais, remutualizar-se, ressocializar-se, é o fazer-se: a onda.

É o governar-se para não se desgovernar e não ser governado.

Não é a desobediência da rebeldia sem causa, mas a da missão e razão e da ordem da liberdade e libertação social e humanitária.

É a ruptura do grilhão e cadeia com o fio e o laço social e comunhão de paz.

É a liberdade como consciência e responsabilidade social.

Ou seja, não é a renda básica que tanto se precisa para si e sua comunidade, é a renda básica que se busca e dá para outro que precisa ainda mais.

É uma ordem de fatores, uma inversão de valores do egoísmo para a solidariedade que uma vez efetuada, provoca uma onda que não pode ser mais contida.

E onde está a onda? E onde está um Gandhi? Nem um Thoreau, enquanto ativista, que fique claro, conseguiu ser em vida. Minhas redes abolicionistas contra a escravidão assalariada nunca passaram de poucas pessoas naturais do mundo inteiro e menos ainda nativas.

Mas e um transcendentalista? Sim. E me orgulho de nunca ter sido um samurai corrompido pelo eterno feudalismo tardio da eterna colonia escravagista latino-afroamerindia: Brasil.

Embora nunca tenha sido mais do que um mero homem-onda, um Ronin. Sim, só um ronin a serviço da libertação da cosmopoliticidade de comunidades de paz desculturalizadas e aculturadas pelo monopólio da violência e rapinagem dos seus bens comuns.

Não, não há Emersons- não vivos- nem jamais houve Novas nem Velhas Concórdias no Brasil, nem sensos comuns, ou justiças agrárias. E numa coisa nós os Pan-Americanos, somos- mitos fora- todos iguais: somos todos racistas, velados ou não, o resto é desvio padrão, ou o objeto da relação.

No Brasil não somos um, mas no mínimo dois.

Certa vez um economista renomado escreveu sobre esse paradoxo que tanto revela nosso racismo estrutural quanto cultural, assim como nossa própria cadeia de aculturação: somos uma Belindia. O que ele quis dizer com isso? Uma Bélgica dentro de uma Índia. Sim um país rico com bolsões ou condomínios encastelados de riqueza envolto por índices de pobreza e subdesenvolvimento humano de uma Índia. A arte de ofender a tudo e a todos, a começar por seu próprio povo, incluso com as melhores intenções sem sequer ter noção do que faz. A mais perfeita idiocracia. Nem é preciso mais imaginar o que capazes são os que além de piores, nem noção tem, que senso, bom ou comum.

Pobre de quem tem olhos furados, e os obedece cegamente quem os guia aos precipícios. E o que fazer com eles, ou melhor da nossa vida, se ambos os que mandam e obedecem são nossos irmãos? Principalmente se estivermos a considerar que humanidade é sinônimo não de fraternidade, mas é por definição uma irmandade: a comunhão de paz e concórdia e entendimento de que entre aqueles que se reconhecem e respeitam como semelhantes próximos ou distantes independente das circunstancias.

Desobediência civil.

Sem essa arte que não é marcial, mas seminal, do ver e agir além das meras aparências, sem a compreensão dos ensinamentos de Gandhi, mesmo quando aplicada nas menores ações e atividades — como a minha, nas pequenas ondas — não é arte do governar-se, mas da fazer-se um idiota útil.

Um cego que que ataca um adversário monstruoso muito mais poderoso que só espera ou até mesmo instiga um motivo, até mesmo através da disseminação das privações mais primitivas para esmagar e exterminar; dizimando, tributando, reprimindo, ou simplesmente atirando contra uma população que ataca, protesta, armada ou desarmada, ruidosa ou silenciosamente, em greves, ou até mesmo trabalhando obrigada pela força bruta, carestia ou medo da fome.

Não importa, quem caia na armadilha de acreditar no paternalismo, patrimonialismo e assistencialismo de um Estado pai-pátria-patrão, pedindo, reclamando pão para quem só dá pedradas e pauladas de pão, ou partir para cima de quem só está a espera de um movimento em falso para colocar um fim na sua gente que já se tornou obsoleta e sempre foi considerada dispensável já tombou e nem sabe. Não adianta ser um elefante, quem não sabe que sem emprego algum à reprodução do patrimônio da gene e da meme, vai virá troféu na sala do caçador e colecionador de borboletas: e ainda dirão que isso é a seleção natural.

Como ativista só conheço dois mundos, não importa quais sejam as nações e fronteiras do tempo, espaço dos regimes. Um é o das pessoas que estão do lado de lá do portão do “Só o trabalho liberta e salva” e outro dos que estão dentro. E a ponte.

De um lado os que herdarão o mundo, pois são filhos e herdeiros da terra e patrimônios da humanidade porque tem as chaves supostamente corretas as genes e memes. Do outro os que nada herdarão, senão um lugar no museu deles, porque não tem berço, cultura, nem mais terras, incluso as suas, nem para serem enterrados salvo uma vala comum.

De um lado, os macro e micro organismos tóxicos a invadir os campos expropriados autoritários e totalitários que semeiam as discórdias entre as famílias, as tribos, as nações e povos, nacionais e internacionais, para plantar o domínio pela divisão e colher seus ganhos da pilhagem dos cadáver nas terras arrasas e ocupadas. seja os invasores ocupacionalistas ou os entreguistas e colaboracionistas. Do outro os campos e organismo que lhe servem de hospedeiros.

Se são novos ou velhos, naturais ou não, exóticos ou não, micro ou macro-organismos; se são corpos e vírus ou só corporações e inteligências artificiais ou naturais, o que são pouco na emergência pouco importa, pois fato é que nas guerras hibridas e frias da meta-desinformação estão a se comportar como verdeiros parasitas e oportunistas; estão a se aproveitar da carestia e vulnerabilidade da falta de defesa dos hospedeiros.

Não, não são só mero negacionistas do Covid-19, são estadistas anti-sociais e contra-humanitários, são agentes Pró-Coronavírus. Não importa que o vírus não seja uma arma, tendo características para ser empregada como tal assim será tomada e usadas de acordo com seus interesses destes que não tem olhos senão para si mesmo. E que eles respondam porque não acuso sem provas. Provas são eles que produzem contra si mesmo sejam as culposas ou dolosas, ou de insanidade incluso a coletiva.

Dois mundos apartados.

E as pontes.

As pontes da manifestação da liberdade incluso como objeção e desobediência civil se preciso em favor da fé na ciência e consciência da humanidade.

Porque o problema não é que os governantes não creiam ou obedeçam os mandamentos da ciência. Mas que ainda existam cientistas que creiam nos governos e governantes que respondam a leis da ciência ou consciência.

Nem eles nem tecnocratas e burocratas. Isso é um mito. Ao qual as ciências da consciência e a consciência da razão de todas as fés e ciências corrige incluso se necessário for, com a desobediência civil.

Porque sempre houve duas ciências no mundo, aquela que se aplica na cobaia, e a outra que se aplica em si mesmo. A do gato meio-vivo e morto; e a do doutor, que nunca atira contra a própria cabeça para resolver suas dúvidas shakespearianas ou quânticas.

Aqui, de dentro da caixa sem som, falo como gato meio vivo-morto, já em andamento de mais um experimento em que se trata gente como rebanho e roleta russa. Ou como por aqui diz a sabedoria popular como “índio”. Dois mundos, o bio e ecológico, o necro e escatológico, e a pontes, porque a Terra e a Humanidade é uma só.

Lugares de fala? Não de calares e velares. Um cemitério de sonhos na terra do futuro que jamais chega, senão como falsa promessa.

Lugares que não se morre de pandemias ou por falta de reação a tempo, mas antes de anacronismo hipo-crítico e cronico, uma endemia do subdesenvolvimento causada pela supressão da inteligência empática, o sistema neuro-imunológico coletivo que protege os organismos e tecidos sociais da desintegração e provoca a morte do estado, corpos e organismos de paz, por falta da mínima consensualidade basal.

Um organismo sem esse ethos, é um corpo sem a verdadeira resistência e defesa jusnatural, é casa e banquete a vírus, infeções oportunistas e canceres que tem na discórdia, desagregação a base da corrupção dos códigos que mantém a integridade da vida, incluso a social.

Jogo de palavras?

Dizem os filólogos que assim como a própria descoberta, ou advento da America, sua dizimação e tributação a Todo Poder exótico- nada foram senão uma mera coincidência; que esses habitantes do tal paraíso perdido tenham recebido o nome, por uma derivação do sânscrito dos antigos habitantes da civilização do Vale do Rio Indo.

Não sei.

Como Lavoisier, ou melhor Lomonosov, não acredito em co-incidências, salvo as devidamente comprovadas cientificamente. Ou seja: do nada vem, nem nele se perde, e nada há de criar e tudo há de se transformar. Incluso as dores e sofrimentos: porque vida é essa capacitor de potencialidades que transforma o caos e entropia em atividade e natividade do amor. Incluso porque a certos níveis de caos assim como de vácuo e privação e carestia que não se improvisam, mas que carecem de provisões voluntárias gregário-solidárias para que a vida e liberdade evoluam e sustentem.

Nada simplesmente aparece nem desaparece não por geração espontânea salvo a própria potencia das singularidades da criatividade e livre vontade que movem o Universo. Ou então alucinando estaria, e em prestidigitação cairia.

Até a complexidade do caos ou transmutações termodinâmicas progridem exponencialmente a razão- incluso também inversamente proporcional da desrazão- da incerteza ou ignorância e renegação das suas causas autodeterminadas. Um ratio ou padrão que, logo, jamais deve ser confundido, (ou nos deixarmos confundir) por criptografias, pois são outros os grafos, o das biografia que escrevem e se inscrevem na ontologia dos códigos ontogenéticos da rede da liber da vida, ou no livro da vida e da morte.

Nexos sagradas e composições harmônicas que ecoam no sons e até nos gritos do silêncio das vidas vividas e interrompidas, mas jamais perdidas. Porque como diria a canção brasileira “Amor de Índio: “tudo que move é sagrado”.

Mas em contraposição a tudo que se move e é sagrado, há estados prisionais ou centauros; necropoder para uns, biopoder para outros. Mas não só isso, é mais. É presídio de loucos. É um panóptico. Um campo de concentração de exploração do trabalho, onde só o trabalho salva e liberta, a única preocupação, ocupação e pós ocupação, dos que vivem e morrem em nome de culto milenar aos todos poderosos, que se julgam os cavaleiros, mas não passam de parasitas a matar a pobre besta de carga que os sustenta. Porque para além do necropoder, a sentença e condenação de morte do necrocapital, onde o Estado é só o verdugo.

Não, definitivamente, loucura assim tão sistemática não se improvisa, não do dia para a noite. Não é um vigiar e punir. Não é um Estado prisional. É um estado manicomial. Presidido por estatopatas que se alternam no poder. Um manicômio que nos preside como se fosse um governo; e um presidio manicomial que nos governa como se fosse hospício do século XIX.

E rigorosamente, não sem ofensa, não se pode nem chamar esse estados ou regimes de nazistas, não quando sequer detém a ciência, tecnologia nem industria para a produção do extermínio sistemático das populações consideradas indesejadas pelos eugenistas tropicais. É eugenismo feudal mesmo, em linha de produção em massa pré-fordismo. Que o digam os índios. Mas os nativos amerindios não aculturados, ou desobedientes, porque já há os que infelizmente caíram na armadilha capital do escambo do útil e vital pelo fútil e fatal. E que minha bisavó me guarde.

Isto é o Brasil, um país de tenentes em lugares de civis e militares partidários do serviço no seu lugar no Estado. Apartado do cosmo geopolítico do mundo, da realidade, da ciência, da nação e do povo, ensimesmado em suas intrigas palacianas dignas de oligarquias e monarquias absolutistas pré-napoleônicas, sempre devida e estrategicamente bem alinhados aos interesses geopolíticos do desenvolvimento doutrens.

Um país que depois do coronavírus poderá ficar ainda mais marcado pela desigualdade não só na expectativa de vida, mas nos túmulos dos seus entes queridos. Pois corremos o risco de em breve estarmos divididos entre aqueles que foram forçados a trabalhar e perderam seus pais, e os privilegiados que puderem se proteger ou esconderam atrás do seus cargos ou patrimônio. Dois brasis separados agora por uma guerra em que o povo que carrega o fardo, serviu. E mais uma vez, quem monta nas suas costas, fugiu, ou melhor se escondeu.

E isso traduzido em dados de acesso tanto a proteção quanto de atendimento. A divisão internacional não do capital e trabalho, mas do valor da vida humana. Os herdeiros do mundo, e os que não herdarão nada porque não são gente, mas capital, a abrir espaço, se sacrificar ou serem sacrificados, do pó ao pó, mero abudo ou insumo aos olhos do supremacismo. Duas humanidades, uma com futuro, a herdeira do patrimônio da humanidade, outras como os índios, o patrimônio, senão mais vivo, o morto, no museu, livros, cultura necrocapitalista, devorada por quem agora irá interpretar ou representar ou vestir suas peles.

Isso é um fato? Não, mais uma vez uma aposta, e estocástica. Não minha, deles. Pois é só isso que sabem fazer nesse curral. Apostar contra a vida da pessoa humana do outro, é claro. Bolsa de apostas. Loterias e roletas russas… a matemática holocáustica dessa escatologia parafílica estatopática dos necrófagos da humanidade e da vida do Planeta, a formar essas Necropólis, dos encastelados que tentam palacianamente em suas cidade-estados- ou já nos seu palacetes de campo- fugir com decretos dos fatos. Um desenho arquitetônico que até na sua meta-estrutura servo-funcional e superestrutura urbanista são um desserviço ao Necrocapital como parafernália contra-popular, antissociais desmutualizadora e descosmopolitizadora da consensualidade das relações interpessoais humanas seja comunidades internacionais ou sociedades dos entes nacionais.

Não, isso não é só uma perda de tempo. É uma perda termodinâmica de vida. Logo se fosse para apostar em algo que só sei que nada sei, não vou ser prepotente, não aposto contra a Vida. Porque a Vida não é um jogo e não jogo com dados. A Vida é Liberdade e a Liberdade é Fato: e fatos são sagrados. É previdência. Providencia, seguridade, mutualismo, provisão, espirito gregário e solidário cosmopolita e humanista e ecológico e universal em ato puro. É consciência.

Porque afinal não há ser humano, em verdade ser vivo que não seja igualmente especial e que cuja forma de vida não influa, flua e influencie a uma razão sempre atual e especial para além do tempo e espaço co-existencialmente umas as outras, com sua dor e alegria.

E se nem nesse momento em que o Planeta inteiro silencia e chora em luto, conseguirmos nos fazer entender para nos compreender melhor, conforme o algorítimo que mestres da ontologia da vida, como Gandhi e outros professores da libertação dos povos, que sacrificaram sua vida para nos entregar de corpo e alma tais código da Vida; sem estarmos cientes dessa Consciência, haveremos de capitular nos desintegrando em bolhas insalubres de insanidade e desumanidades- isto se nenhum novo fator determinante alterar nossos descaminhos e campos de ondas tão perturbados de vidas tão interrompidas e não vividas em toda sua potência, vocação e plenitude como livre vontade.

Vidas reduzidas e desmaterializadas pelo mero jogo das formas e informações, o teatro das aparências e espetáculos das representações onde a ação e pregação não estão em perfeita sintonia e harmonia com a metainformação da ontologia da Livro da Vida.

Táticas e estrategias ancientes de colonização e ocupação eugenistas, supremacistas e genocidas que Gandhi não só conhecia como aprendeu a ler e lutar com sabedoria da palavração integrada a ação, e ação integrada a palavra-ação. O gesto repleto de significação sem o qual as palavras são vazias, e mutatis mutandis os gestos e sinais devidamente conexos a rede das ações da razão social e missões humanitárias sem as quais estas perdem a finalidade, sentido co-existencial enquanto equação da matriz da vida que em verdade é convivência.

Uma função relacional complexa não de um mero caos arbitrário predeterminístico que observadores relativos possam ver como se fossem eventos a parte ou apartados, ou mesmo manipular como se fosse uma massa amorfa; mas sim o produto criativo de conexões autodeterminadas. Coisas que se aprende tecendo suas próprias fibras, e tecido social, na roca ou escola da Vida.

Triste saber, não só que cada dia mais, menos pessoas leem. Mas mais pessoas se tornam analfabetas funcionais, não só da leitura dos códigos da liber da vida contida nos livros dos distantes no espaço e no tempo, mas da própria liber da vida que se presentifica diante do horizonte de eventos da trajetória da sua historicidade, no livro da vida e da morte que não é outro senão a sua. Estejam ficando analfabetas, surdas e mudas para os sinais e signos e iconogramas não só da vida aparente, mas da essencial que não está aquém da meros interesses materialistas ou idealistas mas além, como principio universal de toda fé e ciência possível: o respeito e observância da vida, que não se contrapõe mas é a própria episteme da manifestação fenomenológica da liberdade[1].

Triste e perigoso que se esteja abrindo novamente este abismo entre tão poucos privilegiados que sabem escrever e ler; compilar e indexar os padrões; combinação dos genes e ontologias dos dados; metadados das ciências e tecnologias para transmitir, receber e manipular as informações e metainformações: para compor as formações e metaformações dos organizações particulares e coletivas da Vida e do cosmo do resto do mundo, a grande maioria.

Assim enquanto poucos que dominam e avançam nas ciências das nanos e micropartículas aplicada as metamatérias e metamaterialidades incluso com fins e finalidades macropolítica e macroeconomiais, uns trazendo grande esperança de novos adventos, outros meramente se contentam a prestar o desserviço de prover inteligências senão naturais, artificiais cada vez mais poderosas a corpos e corporações cada vez mais gigantescamente teratológicos, a se propagar e mutar a razões arbitrárias- ou o que é a mesma coisa- de forma completamente inconsequente a preservação ecossistêmica e humanitária da vida.

Enquanto isso, do outro lado, o seu, populações de adultos infantilizados e idiocratizados que se comportam cada vez mais patentemente a imagem e semelhança de seus ídolos, como ditadores tirânicos mimados dependentes não por acaso deles, para velarem até o seu sono e descanso eternos. Agora mesmo jazem apartadas nas terras e tempos intermediários desse território e campos do saber obscuros; decaídas mais uma vez nas trevas a implorar para a persona e personificação dos todo poderosos e supremos lideres politico-religiosos que guiem esses cegos a furar os olhos uns dos outros. E eis que terminamos numa terra cegos, onde quem tem um olho, ou nenhum, agora é rei com poderes extraordinários: ave Cesar, pois habemos.

E eis que cá estamos todos na mesma bioship expropriadas não mais só da nossa privacidade mas sua propriedade intelectual, mas já da sua intelecção como capability orgânica emancipacional, comunicativa e auto-organizacional agora desesperadamente correm atrás do prejuízo para lidar com um infecção generalizada a perturbar todos os campos e territórios compartimentados incluso dos saberes.

Mas não, infelizmente, não tenho a sabedoria. Gostaria de tê-la. Sou só um lumpem-ativista. Meu trabalho meus olhos, meus ouvidos, são para com os invisíveis ou inaudíveis e intocáveis. Mas Gandhi a fiar em suas rodas da re-civilizações da vida tem. E Ganesha. Idem.

E a renda básica?

Ah, sim. Então volto novamente desta enorme viagem sideral que eu fiz, para o campo que eu entendo, o do conhecimento da causa e da tese como prática para encerrar meu testemunho.

Uma genuína renda básica, a libertária, nunca será nem virá da mera consequência ou uma causa, provocada pelo medo em decorrência de uma pandemia. Mas deve mais urgentemente do que nunca antes na história (que não se repete como farsa) vir agora que mais precisamos dela. Pois a renda básica não é assistência social, importantíssima, mas não é. É um princípio libertário-gregário da solidariedade cosmopolítica universal; Não é só transferência de renda, também importante, mas consequência e não o princípio gerador nem a matriz.

A renda básica é a matriz, mas a potência geradora é a assunção de responsabilidade social e cumprimento de razão humanitária como sentido existencial. Poderia chamá-la de mudança de visão de paradigma da mera pregação para a práxis. Mas prefiro, para encerrar este escrito, simplesmente lembrando do princípio que moveu também como uma palavra que foi fonte geradora de inspiração, da coragem para a ação social contra a covardia de toda forma de violência, seja a da agressão ou privação: seja a onda. Seja o agente social da transformação.

Porque jamais seremos tão grandes quanto os mestres, mas mesmo podendo fazer tão pouco, se aprendemos a ver e ouvir as pessoas que mais precisam, entenderemos que quando tantos precisam de tanto, mesmo o que parece insignificante não é só uma transformação gigantesca, ela é a onda da música cósmica universal.

Porque perfeitos nunca seremos, mas há um abismo infinito também entre o nada fazer e a representação e atuação, do transferir liberdades o próprio ato-ação do levantar e andar… o manifesto da Libertas ação.

Nota:

[1] A função existencial da dinâmica da matriz da vida é dada pela potência da liberdade assim como a exponenciação da liberdade pela propagação re-evolutiva da diversidade da vida. É uma equação físico-matemática onde a manifestação fenomenal da existência e sua potência capacitora a liberdade estão tropica, simétrica, progressiva e sincronizadamente agregadas e integradas para perfazer sua ordem de possibilidades na razão inversamente proporcional da entropia que constituem a ontologia da materialidade física, isto é, a metamaterialidade (tanto física quanto informática) que não é dada em desordem ou mutação aleatória, caos complexo, nem muito menos planejado e predeterminista, os anacrônicos, mas em evolução constante e permanentemente autodeterminada da livre volição e vocações incluso para o trabalho seja no sentido físico da palavra, seja no social, harmônicas ou simplesmente em paz.

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Dito isso que tal então cairmos na real e começarmos a discutir como vamos prover o sustento da vida e liberdade da maior riqueza de todos os povos e nações: gente. Antes que se descubra da pior forma como funciona a seleção natural dos coletivamente desinteligentes, que não conseguem sequer compreender e entendem que o tempo das explorações primitivas já era, e os povos e civilizações que insistirem com essa forma ultrapassada de antropofagia idem. Porque quem não vai de encontro ao futuro, é por ele atropelado e tudo se falsifica, menos os epitáfios. Não há crimes perfeitos. Porque para perfazer qualquer realização que se sustente de fato, só em verdade. Navalha de Occam? Desobediência civil de Gandhi. Sim, mas também não se enganem com cristologia e em forma de Teoria do conhecimento puro, seja para fé ou ciência, pois ambas requerem o minimo de senso e noção e sã consciência para emitir não só qualquer juízo, e logo discernir tanto o verdadeiro credos, razão e ciência da má fé, falsificação ideológica, estelionato e charlatanismo com ou sem subsídio de monopólios ou violências.

Porque o único critério de verdade é se o sujeito afunda ou não em meio a tempestade. No final das contas se é possível ou impossível, se é preciso caminhar sobre as águas, ha que se fazê-lo sem afundar, porque a luz do saber que em tese deveria se manter, mas na prática e hora H afunda, pode até ser verdadeira, mas seu portador, infelizmente nem tanto. Uma coisa é desobedecer a lei dos homens, outra a da natureza da vida ou da criação, independente se você creia no criador ou não. Porque essa lei e ordem permanece e prevalece independente da vontade de poder e falta de observância do observador.

Isto é o que minha consciência manda dizer, e que se quiserem me prender ou matar o façam, mas por favor só um último pedido, só não me joguem na mesma vala comum desses canalhas que preferem não matar o povo, mas pregar que ele se mate, antes de mover um dedo. Porque eles podem dar o nome que quiserem para o que são ou deixam de ser. Isso eu não sou, e o que nem se for expulso ou trancado eu mudo, sou brasileiro, cosmopolita por natureza. Nosso governo pode ter traído o que somos. Eu não sei quanto a você, porque não posso falar por nós, mas eu não.

Vou voltar a trabalhar pela renda básica e se o Brasil não quiser, sem problemas. Pego minha viola e canto em outro lugar.

Mas então muda ou não muda? Já mudou. O que não mudou foram eles.

E eu é que não vou ficar parado para ser mudado ou não me mudar, não por causa disso ou deles. Porque calado de palavração e ação social só morto, ou melhor, nem. Porque insignificante, irrelevante e horroroso é a gosto do freguês, mas cagão, covarde e pusilânime jamais, nem por osmose. Então é na paz e sem armas, violência, mas de peitos e braços abertos, e incluso ao inimigo que digo o que penso: Vocês são um bando de canalhas, não faço a menor questão de conviver com vocês, e bem sei que vocês comigo, mas não precisamos nos matar por causa disso? Civilidade e cooperação. Vamos trabalhar juntos e depois cada um na sua, em paz. E porque não? Mas agora é tempo de paz e Solidariedade.

Não? Ok. Então se matem ou me matem, porque não vou chafundar nessa lama tóxica de ódio. E quando saírem dela, se eu ou vocês ainda estiverem vivos ou mortos por aqui no que precisarem de mim para ajudar a salvar vidas, podem me chamar porque por isso arrisco meu pescoço, para matar não. Não entrem na deles. Porque a deles não é a sua. A menos que você tenha foro privilegiado, ou palácio, para se encastelar. Não? Então calma lá! Paz e Concórdia, porque sem ela entre os que estão no mesmo barco, não é que a guerra está perdida, o barco já afundou. E você junto sem nem perceber, como, porquê, nem quando. Mas afundou. Quer paz, então não se prepare, construa contratos sociais. Senão é isso aí, como diria até o veio dos Leviatãs: não é civilização, é selva!

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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