O nome da Rosa: o idealismo como falsidade e o cinismo como verdade — Parte 2

“Na casa de um homem rico só há um lugar para se cuspir, na sua cara”

“Olhem para mim, eu sou isso, não há distância entre mim e eu mesmo“.

Logo se um burguês tivesse a coragem que pede Foucault e fosse mesmo um militante e de esquerda a única cara que encontraria para cuspir seria a sua.

E Diógenes? teria cuspido na cara do dono da casa, ou em quem o ofendia? Quem conhece suas outras histórias e filosofia que une discurso e prática há que supor que não. E mesmo que tivesse, não seria por isso que caberia aprovação ou admiração a sua manias. Afinal, não duvido que ele fizesse mesmos suas necessidades em público, e nem por isso pretendo defender ou praticar esse nível de desprendimento ou comprometimento com a prática- nem o aprovaria nem mesmo como “protesto performático”.

Ele costumava entrar no teatro ao fim dos espetáculos só para dar de cara com os espectadores que saíam, e quando perguntado o porquê disto, ele respondeu: “Ora, mas é isso que tenho procurado fazer em minha vida toda”.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.