O mapa não é território. Isto não é um cachimbo. E nós não somos eles.

Image for post
Image for post
ReCivitas: 10 anos

Matéria interessante para entender um pouco com se aplica essa nova visão libertária reorientada pela práxis social.

Se ampliamos nossa observação deste objeto (o mapa) para além do jogo do verdadeiro ou falso, e das perspectivas e subjetividades, e colocarmos ele em outro plano reconexo à realidade como práxis, podemos através desse complexo (que constitui o novo paradigma ético libertário) ler (no mapa) não só distorções e falsificações teoréticas, mas também identificar a verdadeira posição dos objetos e seus sujeitos dentro dos planos autoritários-libertários e humanistas-corporativistas. E isto ainda que em tese os sujeitos vendam seus objetos como conhecimento, e logo eles conhecedores, acima de qualquer suspeita e interesses políticos-econômicos-culturais.

Logo, o que essa a teorização distorcida do mapa falsifica por outro lado também revela ao observador desse outro plano. E funciona como coordenada da real posição ideológica e pragmática: tanto do objeto (o mapa) quanto dos sujeitos que o aplicam. E ainda de quebra do próprio modelo da sua preconcepção.

Nesta complexo, o mapa deixa de ser uma mera falsificação geográfica, para ser a representação mais fidedigna da mentalidade e estratégia dos seus falsificadores, sendo assim portanto o mapa mundi das suas projeções e perspectivas geopolíticas supremacistas. Um mapa tanto das preconcepções sobre o mundo impostas como se fossem absolutamente verdadeiras quanto da pressuposição desses saber como se fosse a verdade do mundo.

Um dado revelador portanto do processo pelo qual não apenas uma visão hegemônica se impõe como realidade, mas como tanto seu conhecimento passa a ser preconcebido como verdadeiro quanto o processo da sua imposição a ser pressuposto como aquisição do saber.

Em outras palavras, o que o mapa falseia na velho paradigma de desintegração preconceitual da prática e da teoria, posto dentro de uma compreensão reintegrada ética revela ainda mais do que esconde.

Revela:

  1. o sentido da representação do objeto (o mapa do mundo);
  2. os interesses dos sujeitos que os aplicam;
  3. e o mais importante: o próprio modelo de representação que eles usam sobre o mundo.

E revela tudo isso como estratégia de dominação de um saber tendencioso que se apresenta como supostamente imparcial apenas por força de autoridade.

Com os lentes certas , o que, portanto, é feito para enganar acaba por entregar a farsa, o farsante e os bastidores do espetáculo. E assim o que deveria servir para desinformar, se torna ao livre pensador o dado sobre a qual ele deduz não apenas a sua real condição, mas a autoritária e (geo)politicamente muito bem posicionada condição do outro. Ainda que sua condição neste velho paradigma seja a de prisioneiro dele.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store