A fé libertária e o Holocausto do Capital

Ou porque a restituição e defesa do bem comum, da livre comunhão de paz e liberdade absoluta de concepção são objetos de direto jusnatural e os pilares da causa EcoLibertária

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Somente o cidadão, não reduzido a mero cliente de governos ou empresas, com direitos de participação política e econômica sobre o patrimônio nacional tem o poder de decisão necessário para escolher o quer quer consumir e produzir. E só neste verdadeiro livre mercado e democracia, ou rigorosamente na sua reintegração político-econômica podemos encontrar o equilíbrio entre a exploração e a preservação da natureza.

A participação acionária cidadã no patrimônio nacional e os respectivos dividendos sociais são diretos inalienáveis dos proprietários originais da terra: os povos e nações. E a nós, tão somente a nós na condição de pessoas naturais pertence o igualmente o direito de usufruto do bem comum assim como somente a nós como cidadãos plenos e emancipados pertence o dever equitativo de preservar a natureza.

Dever que pode ser delegados, mas direitos que podem ser alienados a corporações estatais ou privadas.

Digo não a estatização e não a privatização. E sim a socialização se e somente se está é voluntária e consensual; não expropriadora e cerceadora dos meios vitais e ambientais dos demais que não pertencem a sociedade ou classe que social que se arroga o poder autoritário do controle destes recursos contra os segregados por discriminação.

Sociedade ecolibertárias não podem impor seus valores a força, não podem exigir adesão ou contribuição mútua para a defesa ou proteção universal que se propõe a fazer das pessoas e da natureza. Mas não só podem, como devem preservar toda ordem livre e natural contra todas as formas violências e supremacias que tentem suprimir a diversidade e consensualidade. inclusive todo cultura e ideologia que em paz reneguem o ideário ecológico e libertário.

A causa ecolibertária não é ideológica, totalitária, não é a defesa de poderes mas de princípios. É por isso mesmo é o respeito da liberdade não como ideal, mas como o logos. Como ordem que defende o próprio contraditório e contradição em coerência como o próprio processo natural de renovação e revolução permanente da vida além da própria compreensão e entendimento, porque a liberdade como fenômeno vital não lhe é apenas anterior a todo ideal é sua força criativa e geradora.

É o respeito ao humano e natural não por causa disto ou daquilo. É o respeito ao ser humano e ao natural independe de qualquer causa ou qualquer coisa. Não é certeza, é a cosmovisão que nasce como fé na liberdade, humanidade e natureza solidária pela arte da crítica da razão consciência e reflexiva-meditativa do próprio fenômeno da existência.

É a fé libertária como estado de espirito consciente que nasce da ligação consensual, sensual e sensível com as pessoas e a natureza. É a revelação pela religação consciente ao principio criador da própria ordem livre e natural, que nem haveria moralidade ideologias, poderes, cultos ou culturas sem essa ordem criadora e recreativa do fenômeno da naturalidade ao qual a humanidade pertence.

Sim a razão ecolibertária como ideário não deixa de ser uma fé que não é menor nem maior que nenhuma outra fé seja ela religiosa, cultural ou estatal científica, reconheçam ou não as demais fés o direito natural de todas de não estarem submetidas umas as outras. A prevalência não é da ecolibertarismo como ideário, mas da liberdade e natureza como fenômeno, e se a concepção libertária tem diferente é se reconhece como é enquanto apenas discurso que por mais óbvio lógico ou natural que seja não é a própria, lógica nem a natureza, mas

E por isso que simplesmente digo antes a todos os monópolio da violência. é por isso que digo não a todas as formas de estatização e preconcepção da vida. É uma objeção racional de consciência e fé libertárias. Um estado de espírito. Pedir para renegar isso é pedir para não sentir o que eu sinto e não ver e viver no tempo-espaço que eu existo ainda que vocês não o vejam ou não o reconheçam.

Não aceito a desintegração da minha sensualidade e racionalidade, não aceito a compartimentalização da minha vida em fronteiras políticas, econômicas ou culturais. Faço do libertarismo minha fé porque sei que todas ideologias que desintegram a humanidade e natureza tem um pisco-religioso, e não poderiam ser diferente: é impossível reduzir seres naturalmente dotados de consciência e ligação a rede da vida a alienados de qualquer inconsciência coletiva sem cultos, ritos e doutrinação disfarçada de educação. O conteúdo, o é espetáculo é distração, a prisão da alma é a forma, as superestruturas do status quo tomadas por realidade por banalização do absurdo.

A paz e o pensamento racional sucumbirá eternamente aos cultos fanáticos e violentos enquanto não compreender que não existe superação do culto aos absolutos e discursos, com pregação autoritária, racionaliza-se ela da forma que quiser, vista-se sua barbaridade da civilidade que for.

Não rompe a inconsciência coletiva e liberta fanáticos violentos sem religação da humanidade a sua origem criadora e natural. Não há revolução nem evolução natural enquanto nós mesmo estamos desligados da rede da vida. Não há, nem jamais haverá libertação enquanto os monstros e deidades mitológicas e totalitárias habitarem não só o imaginário popular, mas o plano metafisico do incognoscível de onde nasce toda inspiração e inovação.

O racionalistas tremeram frente a tomado dos campos do desconhecido onde se fabricam o terror primitivo dos deus e demônios, e celebraram com seus sacerdotes o tratado que manteve seus adorares fanáticos para fora das muros do campo da ciência. Mas uma única alma perdida é a longo prazo a perda de todo o universo. Porque a mesma força criativa que no mundo aberto produz a expansão da diversidade existencial quando encerrada reproduz apenas entropia. E hoje é cada vez evidente, que essa fuga negacionista perante a própria limitação do racionalidade frente ao incognoscível não resultou senão na próprio retorno do fanatismo, mas da própria colonização do iluminismo por adoradores de poder e reprodutores de regras predeterminadas.

Enquanto a razão libertária como fé não adentrar no mundo invisível que pertence aos idolatras do poder jamais nos libertaremos das suas egregoras e doutrinas supremacistas e contraceptivas que se materializam como Estados e Igrejas Anti-Naturais.

Enquanto não tomarmos coragem e enfrentarmos as fronteiras dos nossos próprios limites epistemológicos e adentrarmos os territórios tomados da nossa mente colonizados por fantasias de poder não vamos nos libertar. Mas não pense que isso é fácil, os portais da percepção são vigiados por adorares insanos e belicosos que não nada tem de imaginário além da sua idolatria ao absoluto encarnado por seus lideres. Sua força não tem nada de metafisico, ela é bruta, primitiva e violenta.

Mas quem é livre se deixa dominar pelo terror desses mitomaníacos? A liberdade é uma luta permanente por libertação. E libertarismo uma guerra onde perdemos todas as batalhas para vencer uma guerra, e ganharmos um novo mundo do qual sabemos que não estaremos vivos para ver. O céu dos o dos libertários é vaihalla, a paz dos que tomam na lutam sem a abandonar a causa, nem trair a si mesmo.

O libertário quando deixa de ativista, quando desconecta seus atos das palavras, e suas palavras dos atos necessários deixa de ser verdadeiro para ser um mero ideólogo de projetos de poder, deixa de ser honesto para ser um demagogo. E nada é mais insuportável ao autoritário falso e corrompido e demagogo do que a encarnação do contraditório de fato, como ato que revela e renega o contraste da falsidade dos seus discursos intrinsicamente como ação social.

É por isso que os cultos de poder sodomizam e sacrificam tanto as crianças e infâncias. Seu ódio e rancor pelo riso, pelo novo, pela inocência sensual. Elas simplesmente fazem e são mais do que falam por limitação do que qualquer ativista ou libertário são a denuncia permanente da sua falsidade corrupção e adoração genocida ao ser supremo como todo poderoso.

Minto, só há uma coisa mais insuportável para a pisque autoritária, o chato que não só faz, mas fala e muito, e depois de falar e não se calar, fala e faz de novo, sem parar.

Pede pra morrer?

Não. Pede para não tolerarmos mais os intolerantes violentos.

É por isso que não aceito a supressão do meu direito inalienável de próprio concepção, ele é mais do que a fonte da minha autoafirmação e identidade é a a força da minha volição, minha anima libertária, a materialização permanente do fenômeno da minha livre vontade enquanto neste tempo-espaço.

Não aceito que minha vida nem meus bens valores interesses ou meios vitais e ambientais sejam estatizados para depois serem privatizados ou socializados. Não aceito nenhuma forma de redistribuição compulsória não seja voluntária porque não aceito com legítima nenhum contrato ou negociação que não sejam voluntários, nem relação comunhão ou associação que não sejam completamente consensuais entre pessoas emancipadas e conscientes.

Todas as formas de seguridade e proteção social mútuas ou universais devem ser voluntárias e concorrentes e podem ser extremamente competitivas se ninguém, absolutamente ninguém detiver a prerrogativa da coerção para impor valores ou socializar os custos das propriedades e apropriações particulares aos demais. Ou, o que é a mesma coisa, se toda propriedade ou apropriação não puder ter nenhum tipo de subsídio da violência ou qualquer tipo de monopólio para sua manutenção sobretudo o estatal.

Porque por abstração e subtração de propriedades comuns não apenas se priva as pessoas da liberdades fundamentais, mas se objetiva os sujeitos como coisas apartados da natureza e da gene dominante, seres marginais meramente dotadas de emprego ou função e não mais direitos hereditários naturais.

Assim onde a força maior de um grupo maioria ou minoria se impõe como supremacia de alguns contra a soberania de todos, a desigualdade de autoridade se institucionaliza tanto como relação de poder quanto privação sobre o bem comum, e os privilégios e violações são impostos e falsificados como direitos enquanto a submissão é imposta como se fosse um dever social.

Porém onde a força de cada pessoa que é sempre a menor e mais igual de todas as forças, é tomada como a base da igualdade necessária a soberania popular emerge enfim de fato o estado de paz.

Porque mesmo quando a reunião da força de todos contra qualquer grupo violento que pretenda a supremacia a força se faz necessária, tal não pode permanecer de modo algum após neutralizada a ameça sob pena da revolta legitima e necessária de todos os demais.

O respeito e preservação devem ser permanentes. Mas toda legitima defesa tem deve ser apenas reativa e temporária e tem por obrigação ser desfeita senão por desobediência civil, e resistência pacífica, pelo mesmo principio que que permite deter todos os violentos sobretudo os monopolistas e desfazer sua pretensões de domínio por coerção ou terror.

Notem que historicamente estamos presos em ciclos republicanos e imperiais de luta entre mais democracia ou ditaduras onde não banimos de vez a ilegitimidade de qualquer forma de desigualdade de poder e elegemos permanentemente a igualdade de autoridade como liberdades fundamentais de fato iguais para todos como o principio fundamentador da coexistência pacifica de todas sociedades dentro ou fora das fronteiras de um território.

Estados de paz legítimos não se sustentam pelo terror da supremacia do potencial belicoso e sua disposição ou dissuasão pela ameaças mútuas destrutivas. Estados de paz se fundamentam na capacidade de neutralização da violência e da destruição pela federação dos povos e sociedades através tanto do exercício livre da sua consciência capaz para o desenvolvimento do conhecimentos e tecnologias de interesse social capazes enfim de construir aparelhos público capaz não apenas de diminuir a vulnerabilidade da vida a todas as formas de agressão e privação até o ideal da sua extinção pela invulnerabilização inteligente das pessoas de paz empoderadas contra a força bruta primitiva e armada de alienistas- tanto material quanto psicologicamente.

A paz não é produto da arte da guerra, Mas das artes marciais, e sua luta de raiz popular social e contra-violenta contra os supremacistas. Será o produto tanto do nascimento da livre consciência quanto das tecnologias inspiradas por esta nova condição humana, que darão materialidade a justiça social como proteção segurança dos povos e natureza,

A paz de fato e não como mito e falsificação ideológica da guerra, a paz como libertação revolucionária do estadismo brutal primitivo,obsoleto e insustentável.

E em favor deste equilíbrio ecológico contra toda potencia ou superpotência supremacista e belicosa , e em favor do ideal contra-violento de não-vulnerabilização da vida que sustentamos nosso direito legitimo de resistência e defesa natural e revolucionária de todas as nossas formas de vida, inclusive as que não puderam nascer ou crescer ainda.

Se levantar e rebelar é mais do que um direito é uma necessidade quando os meios vitais e ambientais se esgotam. Por isso restabelecer o equilíbrio de forças da qual depende não apenas a isonomia de direitos universais e deveres mútuos, mas a igualdade de poderes e liberdades fundamentais é tão urgente, tanto como restauração da autoridade igual sobre o bem comum quanto garantia de relações consensuais para todos aqueles que essa estado como rede de proteção social possa alcançar e defender.

Num mundo onde todas as formas de violência, monopólio estão terminantemente proibidas pela sociedade de paz, num mundo onde nenhuma posse pode se dar sem acordos, ou negociações pacificas e comerciais entre pessoas livres e livres porque ninguém tem o direito de usurpar a força a participação básica do outro no mesmo bem natural.

Quando direitos naturais de posse do bem comum que pertenciam a todos passam a ser discriminados e reservados somente aos supremacistas o culto ao poder se faz Estado, mas quando esse direito passam a ser hereditários e privativos apenas dos descendentes ou primogênitos o estado se torna num primeiro momento patriarcal e patrimonialista e invariavelmente a longo prazo geração após geração em regime racista e eugenista. Onde os descentes bastardos privados da herança natural vão primeiro sendo escravizados por seus primos e irmãos até enfim desaparecer como famílias e povos inteiros por completa falta de meios próprios a subsistência.

A expropriação original da propriedade não é a origem dos estados de desigualdade social e exploração do trabalho forçado por privação do capital, é o reiterado como direito hereditário verdadeiro processo de extermínio progressivo e lento dos destituído da posse original atrelada a gene.

Assim os povos marginalizados e expropriados desaparecem não apenas pelo apagamento da sua identidade original, etnocídio. Desaparecem como todo forma vida levado a extinção: pela destruição da sua forma de vida, subtração de habitats e impedimento a força do acesso aos recursos naturais necessário a vida. Rigorosamente a extinção de toda uma gene, genocídio.

Como se não bastasse, esse crime contra a humanidade e a natureza tem agravantes: é processado de forma sistematizada tanto legal quanto socialmente; de tal modo que não só a reação da vítima é criminalizada mas até mesmo qualquer tentativa de fuga! Tentar escapar deste território nacional convertido em campo de concentração e exploração de trabalhos forçados sem a devida autorização dos supremacistas não é só ilegal, mas quase impossível àquele que mal tem como sobreviver sem vender seu trabalho em troca da subsistência roubada.

A desigualdade de poder enquanto privilégio das autoridades constitui os direitos adquirido dos monopolizadores da violência contra os direitos naturais dos expropriados tanto do direito da legitima de defesa quanto da participação do bem comum. Liberdades e igualdades fundamentais são assim não só suprimidas mas invertidas como obrigação de renuncia e submissão legais e desiguais a violência e violação elevadas ao status de direitos adquiridos dos supremacistas. E viver em paz é pervertido no morrer calado.

Uma vez esquecida e encoberta a violência do crime original pelo próprio passar das gerações e assunção do roubo como propriedade pacifica pela própria falta de resistência daqueles que ignoram por desenraizamento das identidades e origens. Qualquer tentativa de correção deste injustiça mesmo que pacifica é tomada por violência! enquanto o crime se perpetua legalizado.

E isto se chama o holocausto do capital. Porque não só as pessoas estão perversa e legalmente presas aos campos de concentração e exploração do trabalho, mas porque o supremacista eugenista toma a desistência da classe ou gene conformada a morte e escravidão pela banalização da violência contra ela, ou até mesmo a ignorância do seus direitos naturais por força do cativeiro desde o nascimento como se fosse o consentimento tácito aos seus roubos, estupros e execuções.

Tomam as memórias apagadas e a catatonia dos povos estuprados e levados sem resistência ao abate da vida cotidiana como se Como se aceitassem a redução da sua vida a pena de trabalhos forçados como se fosse a confissão espontânea da sua suposta inferioridade, e morte. Como se fosse o consentimento tácito da vitima com o seu próprio extermínio e não uma confissão inquisitorial obtida por tortura!

Não é uma falha do sistema que Estados e religiões dirigidas ao poder total quando o atingem o que querem viram inquisições e promovem abertamente o holocausto que os estados menos totalitários fingem remediar. A fé estatal e religiosa no poder total é um instrumento não apenas de roubo mas de escravidão e genocídio do supremacismo eugenista. E pobre do povo que adora seus conquistadores reis e deuses feito a imagem e semelhança, morre higienicamente lambendo a mão dos seus mestre pio e ciente.

Não é a propriedade econômica em si que provoca a desigualdade e consequentemente o extermínio dos povos marginalizados, mas sim a possessão das relação e concepções. É o domínio cultural que sustenta tanto o poder político quanto os valores econômicos. Claro que ele é subsidiada pela violência legalizada como monopólio geopolítico e econômico, mas esse subsidio funciona como controle de rebelados, e não contra a mudança do paradigma de consciência.

A força do corpo artificial, é também sua fraqueza. Derrube as lideranças e outros ídolos serão postos no seu lugar. Derrube os sinais e as colônias de formigas abandonam os reinos e a rainhas. Mate o mito. E o reino cai. O mito não é o rei. É o signo real como realidade anti-natural.

O Estado de desigualdade de poderes não é constituído nem mantido pela mera diferença de riquezas ou resultados, ou somente pela falta de oportunidades iguais, mas pela permanente vulnerabilização da vida não só pela expropriação econômica do bem comum e limitação politica da liberdade de associação, mas acima de tudo pela supressão e repressão cultural da livre concepção dos próprios dos valores, de troca, uso e identidade. É mantido pela supressão do direito inalienável de co-significação da vida. A privação conexão com a rede natural não com obstáculos mas pela simples subtração do espaço e sobretudo tempo livre para a relação comunhão e comunicação livres. Não há movimento sem Tempo e espaço livres sem o ocioso criativo das livre iniciativas e negócios e sociedades livres.

O tripalium é oficina do diabo. E feliz do povo que dominado e expropriados por tiranos sem chance de se livrar de seus usurpadores e seus impostos sobre seu trabalho e propriedade que resta sabe praticar a arte marcial da resistência e sabotagem zomista da vagabundagem contra os dominadores e trabalho voluntário e solidário aos seus irmãos de privações. Porque ter que trabalhar por falta de meios pode ser uma necessidade forçada, mas cavar sua própria cova ou a seus descendentes com a gosto servil dos acomodados e conformados não.

A falsificação da propriedade como titulo de posse dado ou reiterado por apropriação violenta contra o direito de propriedade e apropriação natural por ocupação e usufruto pacíficos não é só a legalização de crimes contra direitos naturais e deveres de paz, são crimes contra a natureza e humanidade que não se dissipam no tempo nem se podem reparam com as necessárias compensações enquanto não se restitui aquilo que foi roubado e ainda está privado dos legítimos donos por particular ou Estados.

O Estado constituído pela subtração da liberdades básicas de uns em favor de outros através da privação do meio ambiental e vital, das relações forçadas e impedimento das consensuais, e sobretudo da repressão da livre concepção é o subsídio original e permanentemente reiterado a servidão política e econômica, militar dos demais. Porém não é só. Esse Estado imposto como desintegração do direito natural compartimentalizado nas três esferas de de poder político econômico e cultural impede a plenitude da conquista da cidadania plena e emancipada como responsabilidade social, consensual e voluntária.

Estados assim constituídos são crimes contra povos que se perpetuam e renovam, a cada nova geração nascida no cativeiro da privação do bem comum e natural. Crimes que não desaparecem mas se repete contra cada descentes dos expropriados que já nascem compelidos e vulneráveis a violências e aos trabalhos forçados. E repito, o costume e a desistência dos que nascem em cativeiro, ou que caminham em silêncio para o abate não faz das justificativas nazi-eugenistas a concordância deles com seu destino, mas do processo de alienação genocida um verdadeiro holocausto.

Os supostos direitos de posse exclusiva que aqueles que tomam primeiro o mundo contra os que chegam depois ou perderam faz tempo, não apenas fortalece direitos patriarcais baseados em primogenitura, a ditaduras do velho contra o novo, mas a escravidão e extermínio marginal racista e velado de negros por brancos que um dia, antes de babel, foram seus irmãos.

São crimes contra a humanidade que nos conduzem involutivamente não só a extinção da espécie humana por desinteligência autodestrutiva, mas já antes por desintegração e desumanização dos povos seletivamente e artificialmente extintos, juntos como qualquer chance de constituição de uma humanidade desculturada e cosmopolitizada.

A criminalização da marginalidade sem a restituição dos meios necessários a subsistência não constitui estado de paz, mas de estado policial que contigencia o extermínio urbano para que ele não decaía em guerra civil aberta e politizada.

Se o tempo poderia curar os crimes do passado, a sua herança tanto como propriedade privadora quanto como servilidade forçada apenas o reitera. Pois, as transferências hereditárias das propriedades violadoras da natureza e direito natural subsidiadas pelo próprio monopólio da violência em si, não minimiza nem diminui o passivo histórico, aumenta.

Nestes falsos estados civis, nestes estados falsificados de paz, como em qualquer guerra as vítimas não desaparecem porque seus corpos foram enterrados em valas ou incinerados, nem seus nomes e memórias apagados, as pessoas e almas mortas não precisam ser contadas para se somam e permanecer. E pobre da alma que tem olhos só para ver o evidente, porque átomos também um dia foram pensados como quimeras.

Muitos, até mesmo libertários ou até socialistas acham que a posse de territórios e terras pela violência era coisa dos seus reis e senhores e antepassados. Mas a apropriação violenta original não é nem seria suficiente para gentrificar o mundo desigual como ele é hoje, não poderia manter sozinha a exploração dos trabalho forçado depois da “abolição” da escravidão, nem explicaria a eugenização do mundo depois das “proibições” das discriminações e perseguições raciais.

Esses direitos exclusivos dos bens nascidos é e se consuma do outro lado dos burgos e fronteiras como fenômeno da morte dos mais inocentes e vulneráveis: as crianças e recém-nascidos. Conduz não apenas ao permanente crescimento da desigualdade social entre os proprietários e expropriados por nascença, mas ao continuo e permanente extermínio destas famílias, povos e nações privadas geopoliticamente do território e economicamente da terra e da natureza- enfim dos poderes iguais de decisão e usufruto do que é natural e necessário.

Hoje esse processo como tudo se acelera.

Os pseudo-direitos patriarcais-hereditários assentados na violência não precisam mais de um passado remoto para se passarem por justos e e seus protetores violentos por “legítimos” defensores da paz e justiça. Mesmo que derivados de crimes de guerra, invasão, roubos, de governos, corporações recentes, hoje doses cavalares de terrorismo e consumismo estatal e privado e midiático, servem para apagar mais rapidamente não apenas memorias de vida mas identidades sem precisar esperar pela morte das primeiras gerações.

O nascimento em cativeiro porém não fábrica ignorantes sozinho. Para domesticar é preciso doutrinar e para doutrinar sem que se haja revolta é preciso vender o mal como se fosse um bem. É preciso substituir a própria herança a própria transmissão do código natural do aprendizado pelo código artificial do culto supremacista. E nisto a propaganda jamais substituirá o o capital como processo de doutrinação.

O capital antes de ser expropriado, há que ser divido e antes de ser divido precisa ser abstraído para ser reduzido e objetivado como tal. E quem pensa que o domínio capitalista é predominantemente econômico e dá pela mera expropriação da propriedade reduzida a sua materialidade produtiva já nem se dá conta mais das outras esferas que de poder política e cultural que envolvem e compartimentalizam não apenas a economia da sua vida.

Para se apropriar do capital é preciso abstraí-lo tanto da essência quanto aparta-lo da própria natureza, e ao mesmo tempo um processo de segregação daqueles que precisam dela quanto da desintegração da sua qualidade natural. O capital é um abstração ideológica imposta como domínio do real pela desintegração tanto do bem natural da sua essência quanto da segregação dos seres tanto da natureza quanto da sua essência já apartadas.

O capital constitui a base da dominação do homem pelo homem não porque o priva dos seus meios vitais, mas porque reproduz a ideologia dominadora não apenas como ritual, mas como a própria preconcepção da realidade aos olhos daqueles que carecem dele e aceitam as regras do jogo e passam a lutar us contra os outros tanto por usufruto rarificado quanto por seu desejo de posse consumo exclusivos amplificados.

Toda alienação não se dá pela mera imposição do artificial contra a natural, mas pela sua substituição da naturalidade pela realidade ou legalidade como normalidade, isto é, o poder real e legal cotidiana e intransigente imposto contra a ordem natural morta. Mas o processo de alienação do capital vai além porque ele não impõe uma abstração como se fosse a rede da realidade, mas a realidade como o conjunto de abstração. E por isso está para o supremacismo como a invenção do zero para a matemática. Simplesmente ampliou sua capacidade de contabilizar os seres muito além dos números naturais.

Mas há ainda povos que resistem a sua redução qualitativa das suas propriedades e valores. Por isso ainda acredito que o Brasil é o pais do futuro, não o futuro que a The Economist espera, mas o nosso profetizado deste as primeiras cartas ao EL Rei d´além mar: “povo sem lei, sem lei e sem deus”

Viva o povo que mesmo depois de tudo ainda renega todos os projetos fanáticos de poder totalitário! E como bem viu Clastres nos índios, sabe zoar e virar as costas as ordens absurdas dos seus chefes.

Antes ser uma república de bananas que se sabota do que um superpotência patriótica e supremacista. Que cheguemos sim um dia juntos com todos os povos do mundo as repúblicas democráticas libertárias que a humanidade tanto precisa, mas que não sujemos nossas mãos em mais guerras de classes ou estados-nações antes disso. Nem entremos de cabeça tardiamente nestas bobagens que já deveriam ter desaparecido faz tempo.

Que nossa negação a todas as guerras se constituam mesmo como vocação popular de paz e objeção constitucional de consciência. Que saiamos da demagogia e façamos da nosso apreço por paz e liberdade prática revolucionária pela emancipação do nosso pais como nosso direito inalienável de credo.

Que o direito sagrado natural e ancestral de todos os povos a sua terra e liberdade se consagre enfim na necessária restituição do nosso direito constitucional a posse politica e e econômica e democrática da nossa republica como território livre e pertencente aos cidadãos como iguais e comuns. Que finalmente cheguemos como nação a idade da razão e façamos o que adultos e emancipados fazem: se tornam independentes e se governam.

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