Revolução no Brasil é criar uma Sociedade brasileira Parte II

O fim de uma era: A morte dos Estados-Nações

A seleção natural aplicada aos organismos e organizações naturais e artificiais

O Estado-Nação está morto. Sua era acabou. Mas esses dinossauros não vão desaparecer da face da terra da noite para o dia. Nesse processo, nessa sua luta contra a inevitável extinção ainda vão levar muitas outras formas de vida junto com eles. Inclusive novas formas de vida, bem mais adaptadas que eles para o mundo que se transformou, mas não tem bem sucedidas no desenvolvimento de formas de se defender ou escapar deles.

E não isso não é uma metáfora. A lei da seleção natural. Também se aplica aos seres e suas espécies artificiais, os organismos e organizações criadas pelo homem tanto as ditas sociais quanto as estatais. Porém com uma ressalva ou correção quanto aplicação dessa lei tanto em ambos planos:

Os seres e entidades mais bem adaptados prevalecem sobre os demais. Os com maior capacidade de adaptação sobrevivem.

Há um diferença. Se o mundo não mudasse. O meio ambiente natural e artificial, leia-se o mundo ecológico e o mundo econômico permanecesse inalterado de fato não haveria diferença nenhuma e aquele mais apto a prevalecer seria também o mais apto a sobrevivência. Mas ambos mundos mudam. E mudam a razão das transformações provocadas por esses seres.

No mundo artificial, o econômico, essas transformações e as revoluções mais frequentes. Mas o no mundo natural essas transformações embora mais lentas também tendem naturalmente a se acelerar até o ponto de ebulição. Inclusive pela ação de todos os seres- inclusive pelas ações as econômicas. Esse ponto de transformação no processo de evolução, chama-se revolução. Revolução que marca o fim de uma era, de um sistema e o inicio de outra. Seja um sistema de produção humana seja o ecossistema natural.

Os tempos inevitavelmente mudam, e com ele os mundos. As ações dos seres inseridos nesses sistemas apenas alteram o curso dessa história, mas não podem pará-la, não podem preservar eternamente a si nem muitos a sua predominância porque não podem manter eternamente inalterado o seu mundo, muito pelo contrário, as ações perpetradas sejam para a predominar seja para sobreviver necessariamente o alteram. De tal modo que os organismos ou entidades mais bem adaptados as condições do seu meio ambiente (natural ou artificial) tendem a a predominar, mas os organismo com maior capacidade de adaptação as transformações tem mais chance de sobreviver tanto nas adversidades das revoluções, quanto na adversidade da literalmente falta de meios do seu tempo e espaço. Logo indivíduos mais adaptados aos seus meios- tanto como ambiente quanto como recursos — são os seres mais especializados e bem sucedidos, porém menos menos flexíveis, com bem menos capacidade adaptativa para se prover sem esses meios. Enquanto seres que não são aptados a nenhum meio especifico possuem não conseguem se prover com o sucesso dos especialistas, mas por outro lado tem muto mais chances de se adaptar a outros meios de vida.

Pode-se dizer que há portanto seres que mais bem adptados ao seu mundo, seres mais bem adptados as transformações do mundo. E e seres mais ou menos aptos a transformar o mundo. Ou seja, ao invés de se aptar suas necessidades ao mundo, adpta o mundo as suas necessidades. No processo de aptação ao mundo todo ser também está simultaneamente adaptando o mundo a sua forma de existência. Isso é inerente a toda forma de vida natural ou artificial, organismo ou organização. Seja ela mais ou menos apta a transformar o mundo. Por isso quanto, mais apta for a forma de vida a mudar o mundo de acordo com suas necessidades maiores serão os impactos das ações e velocidades das transformações nos meios e no sistemas. E mais capaz o ser precisa se tornar, tanto de se adaptar mais rápido as transformações do mundo que provocou quanto de transformá-lo para readequá-lo novamente na mesma velocidade das transformações, numa espiral evolucionária que carece tanto de um potencial infinita de evolução quanto revolução tanto dos meios e recursos quanto dos seres que os produzem, mas não só isso, também uma quantidade infinita de meios e recursos ou da sua reprodução para sustentar esse ciclo. E nem uma nem outra condição são materialmente possíveis, já que careciam de uma quantidade infinita de velocidade e energia.

Logo, mesmo que a o potencial de evolução, isto é, de capacidade de aptar e adaptar simultaneamente ao mundo, pudesse crescer a velocidade razão infinita, até o ponto em que não precisássemos de gerações e mais gerações para alterar uma determinada forma de vida, que alterássemos artificialmente a genética desses seres. Ou mesmo que essas espécies de seres fossem dotados de um código genético capaz de adaptar seu corpo, mutar-se, sem precisar reproduzir uma nova geração ou instituição mais bem apta. Ainda sim, haveria o problema da finitude dos meios e recursos. E novamente o aumento da velocidade da transformação do sistema…

Mesmo os seres artificiais, estados e sociedades que não precisam de n gerações para ser modificados, padecem dos mesmos limites e problemas dos organismos naturais, ou melhor refletem sua mentalidade e estratégias de evolução. Mesmo com código constituintes capazes de serem adaptados instantaneamente essas modificações não surtem efeito, porque sua constituição não deriva do códigos, mas sim os códigos da anima constituintes desses organismos sociais, que não é outra senão a mentalidade, ou a consciência compartilhada dos seres que interagindo uns com outros numa rede de ações reações e relações produzem esse sistema.

Portanto considerando a capacidade evolutiva, a capacidade de transformar o mundo e se adaptar as transformações por ele provocados reafirmo os Estado-Nações como conhecemos hoje estão extintos. Sua capacidade de prevalecer não tem limites. seu poder destrutivo em massa é imenso. No estagio atual gigantesco e mostruoso, o Estado-Nação já não pode mais ser confrontado nem parado. E nem precisa mais. Porque seu custo é igualmente monstruoso e gigante assim como seu crescente, ele se tornou completamente insuportável e insustentável, não é os meios e recursos, incluindo os recursos os humanos que não o suportam mais, é o suas próprias estruturas, é sua própria bases e pernas que não sustentam o seu peso insuportável. Ele está caindo com o próprio peso. E morrendo por literalmente ter um corpo grande demais para se sustentar. De modo que nossa maior preocupação não é propriamente, nem nunca foi em como matá-lo ou lutar contra ele, mas em manter-se longe para não ser devorado nem esmagado. E nisto consiste muito da capacidade de sobrevivência necessária a humanidade. Tanto sobreviver no mundo alterado quanto sobreviver a voracidade desses devoradores de formas de vidas.

O problema com os velhos estados-nacões é que foram criados a imagem e semelhança de predadores. Eles sobrevivem e prevalecem pela mesma razão que se exintiguem: a destruição do meios e recursos que predam. E quanto mais escassos os recursos e as presas, mais desesperados e agressivos eles ficam frente a eminente do fim. Logo Logo, nós, como humanidade, se não quisermos ir junto com eles, com esses monstros artificiais que nós mesmos engedramos, vamos ter que adpatar a viver nesses tempos de crise onde os predadores incluso os artificias caçam e matam ainda com mais agressividade. Se não, se não formos capazes de nos aptar e aptar a nossa forma de vida a esse período de transição revolucionário tanto econômico quanto ecológico que já estamos vivendo. Mais do que evoluir precisamos nos revolucionar. Revolucionar nossa forma de vida junto com o mundo que já foi definitivamente transformado por nossa antiga forma de vida.

Os dinossauros não vão sumir da face da terra da noite para o dia. Muito pelo contrário. Eles irão “caminhar”, caçar e matar muitas formas de vida, bem mais novas e bem adaptadas que eles antes que o último caia pelo peso insuportável do seu próprio gigantismo e voracidade insustentável desse predador gigantesco. Antes que o últimos desses leviatãs desaparece definitivamente da face da terra, muito organismos e organizações políticas e sociais serão perseguidas e exterminadas por eles.

De tal modo que o grande desafio da sobrevivência da espécie humana enquanto presas desses monstros que “nós” mesmos criamos nunca foi, derrubar ou se tornas tão gigante aterrorizante e mortífero, mas sim escapar deles. Até porque quanto menos presas, mais rapidamente o mostro encontra o seu inevitável destino, em um planeta com recursos cada dia mais escassos e novas organismos e organizações mais bem adaptadas inclusive para sobreviver não só aos desafios desse novo meio ambiente, mas as ameaças crescentes que essa monstruosidade representa a sua preservação tanto como espécie natural, parte do ecossistema.

O Estado-Nação é um monstro que para cada cabeça cortada nascem outras duas. Quando jovens, podem até parecer inofensivos “fofinhos”, e até desempenham o papel de cães de guarda, mas quando crescem não se tornam apenas maiores do que qualquer povo pode sustentar, são predadores carnívoros que nunca param de crescer. De tal modo que a cada monstro que criávamos para combater a monstruosidade vizinha tínhamos a longo prazo apenas outro máquina estatal, outro corpo artificial a ganhar “vida” própria e crescer dentro do seu própria casa pronta a devorar toda a vida humana e natural para sustentar o insustentável, o seu crescimento teratológico. Pago com sacrifícios apenas para manter de pé essa monstruosidade cada dia mais voraz, destrutiva, e ao mesmo tempo distante, inútil e disvirtuada da sua razão social. Literalmente o terror criado para aterrorizar os piores monstros, mas o pior dos monstros e terror de quem o criou. Isto é claro se aceitamos o mito da sua razão social, o pressuposto (via de regra falso) que em sua gênese esse corpo artificial teve alguma finalidade social original. E não era apenas o filhote da grande besta que se tornou, e que a humanidade criou em todos os sentidos da palavra.

Enfim os Estados-Nação estão mortos. Mas não se engane. Isso não quer dizer que os Estados. Isso quer dizer que aquilo que entendemos por “Nação” não se definirá mais por pelo conceito de “Estado”, e aquilo que entendemos por por “Estado” se referirá mais exclusivamente a “nações”. E por não se definirem uma ao outro Estado e Nação serão realidades completamente distintas não só uma das outras, mas da realidade que conhecemos e reconhecemos hoje. Onde são uma coisa só, que monopoliza violentamente o mundo, não só com a propriedade das armas militares econômicas e políticas, mas também as jurídicas culturais e cientificas.

Novos contratos sociais estão surgindo junto com essa revolução que não é só politica, econômica e cultural, mas epistemológica. Uma nova mentalidade surgiu junto com essa nova geração. Mas é especificamente sobre as novas formas de relação social, os novos contratos sociais, as relações que formam as sociedades e os estados que pretendo falar. Os contratos sociais dessa novo período da história, desse futuro que os velhos dinossauros podem adiar por um tempo com suas guerras e terror, mas não para sempre. Para o curso da história pode ser mudado, mas não pará, nem muito menos volta. Fukoiama errou em tudo menos no título era mesmo o fim da história, inclusive da história de predominância de um sistema que ele acreditava havia vencido para prevalecer por milênios.

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