O BRAZIL: X-RATED

A Política Representativa como Ritual de Estupro Coletivo e a psique doentia do poder.

A classe política sem edição, cortes, ou censura.

Para quem duvida da minha tese que golpes não começam, nem terminam eles são um contínuo que se revigora a cada novo mandato, eis a nova pegadinha do novo malandro:

Confesso, fui injusto com o tipo de republicanismo romano deste regime, ele não é pornográfico, é orgiástico.

Não temos Césares, temos Calígulas:

Ave, Cesár!

O Brasil não é uma série enlatada anglo-puritana , nem muito menos Shakespeare, é Nelson Rodrigues, na cabeça mesmo: não tem algo de podre no reino da Dinamarca, tem é puteiro mesmo. E se você procurar direito vai ver um no Congresso de novo, literalmente:

Como se esse fosse o maior problema. Ou melhor, o sexo fosse o problema e não a putaria política. Não tem problema nenhum fazer putaria, mas é muita sacanagem fazer política com a putaria. Alias respeito a putaria, porque putaria sem violência e com decoro, praticada com o consentimento dos participantes e em local absolutamente privado não é violência nem violação. Mas a relações de poder praticada nas alcovas ou explicitamente não são apenas perversas e pervertidas, são estupros coletivos cometidos por esses violentadores contra cada cidadão.

E se você acha que isso é só uma hipérbole, pense melhor. Porque não precisa der Freud pra explicar.

Afinal quem acha que senão os adoradores da violência sobretudo contra a mulher criminalizam o sexo em si? Quem senão os que usam a violência como arma inclusive a sexual, criminalizam todo ato, quem senão frustrados adorares de Tanatos, invejam e repulsam toda Eros.

Não é só carros grandes que compensam pintos pequenos. Estados monstruosos, compensam não sexualidades, sensibilidades e emocionalidades minúsculas. Quero dizer: não compensam. Não só porque o crime não compensa,mas porque um carro não é um pinto, e o tesão por armas e genocídios, não é o amor pelas pessoas e entre as pessoas; em todos os planos e níveis — de seus corpos e partes mais sensíveis até a essência que transcende a carne.

E não é só Freud que explica.

O problema não é o sexo, nem a política, mas o sequestro destes dois fenômenos tão naturais quanto sociais que se te “fodem” mais do que você quer é porque você é um coitado e currado, e não uma pessoa livre.

O problema de tudo que é bom necessário na vida é que deveria ser praticado apenas com o consenso das partes, está reservado aos monopolistas e suas prerrogativas de violação violenta. O problema é que todos esses direitos e liberdades humanas mais sagradas fundamentais e consensuais, das mais intimas as mais públicas, não estão só a merce da graça destes megalomaníacos, mas são reféns da perversão e corrupção desses violadores sádicos e sedentos por relações de poder.

O poder não é apenas uma sacanagem puritana fundamentalista ou pornográfica dissimulada, é um estupro, é a violência contra a livre vontade e a violação da integridade e dignidade pela continua imposição a força daquilo que até seria o bem de todos se deveria ser bom, se não fosse imposto.

O problema não está na sensualização e sexualização da política, muito pelo contrário, vide a ascensão dos fascistas e seu sempre falso-moralismo, toda a despuritanização é o que nos salva dos fundamentalistas religiosos e nacionais. O problema está na perversão da sexualidade como tara de relação possessiva das pessoas como massas e objetos.

A fantasia que faz da politica representativa não apenas um delírio coletivo mas a manifestação da tara doentia dos frustrados em suas líbido sado-masoquistas se realizar como relação oprimido-opressor; tanto como violência patriarcal sexista e anticoncepcional como discurso puritano e fundamentalista de escravidão reprodutiva — em todos os sentidos, fases e planos da concepção e fertilidade.

Ambos atos absolutamente sagrados da vida privada e pública, foram pervertidos pelo desrespeito a liberdade fundamental, pelo respeito a inviolabilidade da consensualidade dos atos e relações humanas e sobretudo pelo desejo manico sado-mazoquista de possessão obsessiva compulsiva como culto a morte.

Sim o culto a morte é a base da cultura de violência que está completamente enraizada na politica representativa. Não apenas porque morte seja a única certeza sobre a vida, mas porque adorar ou se apegar desesperadamente ao fenômeno material ou pior a ideologia de representação da efemeridade da vida como materialidade, estamos renegando a própria ordem natural da vida como fenômeno gerador da vida.

Quando nos entregamos a esses monstros estamos primitivamente adorando o velho e a morte, e praticando o sacrificio do novo, do amor, e da própria materialização deste fenômeno regeracional da vida, como infanticídio. Como culto a morte e aos todos poderosos, contra os princípios geracionais e conceptos da vida. Estamos literalmente assassinando a materialização da vida como ela se dá como futuro encarnada nas novas gerações e formas de vida diversas da nossa natural obsolência.

A todo estante estamos envelhecendo, viver é envelhecer e isso é magnífico, quem reconhece o transcendental sabe que o envelhecimento e morte são o renascimento da vida em todos os sentidos. Mas o velho que não aceita o seu envelhecimento como a abertura de espaço para o novo, é de todos os monstros e pervertidos o pior: é em sua síndrome um cronos a devorar seus próprios filhos.

Faço 40 e portanto meu discurso não é mais de guerra de “geracional”, mas contra a minha própria “classe”, é um manifesto pela abertura da ditadura das velhas gerações:

Que o novo venha. E ocupe o seu lugar público e democrático. Não esses necromancistas.

Não senhores isso não é uma guerra ideológica, isso é uma guerra de gerações, entre essas múmias de alma vendida pro capeta de Fausto e a um povo inteiro convertido em nova geração pedindo passagem. O grito de guerra dos zumbis que guardam as tumbas destes faraós é sintomático.

Eles não passarão! — gritam os jovens e velhos envelhecidos. Não senhores, a liberdade sempre passa. Mesmo que eles se unam mais uma vez para nos devorar passaremos. Porque Tudo passa, ou como diz o Chico “Vai passar”, mas essa não é minha trilha sonora, prefiro Belchior, Racionais, Vandré, Raul, Tim, Fagner… mas não vou de nenhum deles, quem canta hoje por mim é Nelson Ned:

E não se enganem, não estou anarquizando, eu gosto da música e razões pessoais para gostar dela e ninguém tem nada com isso

E ninguém precisa se foder não, não se não quiser . Chega de polícia estética política e ideológica.

Até porque todo moralismo-idealismo como discursos isolado é excelência falso, destituído de qualquer vontade prática corrompedor, e como discurso contra a liberdade como o direito natural e humano crime e perversão hedionda de ordem universal.

Que as coisas sejam postas em seus devidos lugares, a sexualidade como todas as propriedades, identidades e relações íntimas e pessoais recolocados absolutamente como coisas privadas, particulares, sagradas e invioláveis em sua integridade física e mental, voluntária e consensual. E a politica e a economia restituída como propriedades das relações humanas, sociais e interesses públicos e comuns absolutamente transparentes, inalienáveis e igualmente compartilhados como coisa pública.

Nem a política pode ser esse bacanal feito para foder a sociedade. Nem a sexualidade pode ser o de submissão feito para submeter um outro gênero ou pessoa mais fraca a possessão psicológica. Ou a plataforma de autoritários de esquerda ou direita impondo a polícias políticas de esquerda e direita. Vão viver suas taras sem violentar ninguém no privado, e deixam a república e a democracia livre e em paz.

Que velhinho reacionário boca-suja, hein? Deixa eu ver outro.

Entendi o problema desses velhinhos “autoritários “comunistas” e “fascistas” é obviamente sua linguagem obscena? Principalmente no caso do bom velhinho da política.

Porra, se dependesse da policia ideológica de todos os lados dessa gente, a escravidão tinha sido abolida sem nenhuma restituição ou compensação, apenas trocando os nomes e deixando as coisas praticamente como estavam, na prática exatamente na mesma merda. Mas, quem estuda história passada e recente do Brasil sabe nunca houve crimes de Estado no Brasil e se houve eles acabaram e todas os prejudicados resgatados nos últimos pelos mais novos heróis da pátria tão injustiçados por nosso povo ingrato.

Querem ir se foder? Querem continuar viver se fodendo e sendo fodidos? Por favor, não façam cerimonia, na sua casa ou na dele? Mas por favor, deixem os outros viverem em paz.

Palavrão na boca de hipócritas é sempre ofensivo (não confundir com ofensa), já para quem vive na bosta, é termo técnico mesmo.

Chega desse estupro coletivo institucionalizado que é o violar dos corpos liberdades e identidades legalizada que é a imposição à força de relação culturais políticas e econômicas contra o consentimento de cada pessoa humana, adulta,dotada de consciência e livre vontade.

Democracia não é ditadura, de maioria, nem barulhentas nem violentas. É o respeito absoluto aos direitos político e econômico e culturais, tanto privados quanto de comunhão de cada pessoa de paz e o dever de toda sociedade. O resto é literalmente sacanagem, no sentido da política aristocrática clássica, demagogia, corrupção e monopólio da violência.

Não, não adianta me odiar nem me calar. Não adianta fechar os olhos, nem esconder a cabeça debaixo da fronha, eles vão te currar de novo e não, não vão nem te mandam flores depois das eleições. Sei que é difícil de encarar que a violência dessa falsa representação não é nada simbólica, mas quando eles estiverem te currando e gozando de novo da tua cara como estão fazem agora, não se esqueça que o prazer sádico deles é bem mais literal do que você gostaria que fosse- até porque seu sofrimento não é nem um pouco “só simbólico”.

Então, meu caro concidadão por curração, antes de atirar pedras no presos, no curral do bolsa-família, lembre-se de se livrar antes dos cabrestos politico-ideológicos. Lembre-se que o que falta a eles é a mesma coisa que falta a você: independência político-econômica. O controle absoluto não só sobre sua própria renda e propriedade particular, mas o absolutamente igual sobre a propriedade pública e comum.

Lembre-se que sim somos iguais, mas pelo bem que eles nos privam igualmente e não pelas liberdades que igualmente desfrutamos. E essa é a igualdade mais revolucionária da história, a igualdade que quebra as tribos e forma os verdeiros povos, a solidariedade entre os oprimidos pelo poder absoluto, talvez seja essa a única razão desta doença da idolatria aos absolutos ter caído sobre nossa espécie, uni-la na diversidade como humanidade.

O que tudo isso faz de nós ? Violentados? Putas? “Mulheres de malandro”? Não me interessa. Não interessa mais o que eles fazem de nós, como nos chamam, mas sim o que queremos ser e onde queremos ir. Não permita que os violentadores de mundo e pessoas o definam, defina-se. Governe-se.

Não tenha medo do brega, não tenha medo no popular: Tudo passa. Deixe o povo vir, deixe nosso povo passar. Não tenha medo de descobrir sua brasilidade, de ser “impuro”, não tenha medo de se misturar. Ser qualquer-coisa-que-queira em paz e liberdade é lindo! Simplesmente Seja!

Este é o Brasil que Stefan Zweig ainda viu e quem só é um gringo em sua própria terra reconhece. O Brasil do futuro que esses idólatras estão matando com as suas pontes para o mesmo lugar.

Pela Desculturação, Cosmopolitização e Humanização:

Liberdade e Democracia Direta Já!

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.