O BITCOIN é uma bolha? É claro que é. Assim como toda a Economia Mundial é um grande cassino financeiro.

Porém o que o Bitcoin não é um enorme esquema de pirâmide como a previdência “social” se tornou.

Esqueçam os os pobres e suas poupanças (os que têm). O que você acha que aconteceria com o mercado financeiro se alguns dos homens mais ricos do mundo — gente com fortunas maiores que PIBs de países inteiros- resolvessem “sacar seu dinheiro” cair fora do mercado financeiro? Sim, aconteceria o mesmo que vai acontecer com o mercado das criptomoedas, ele vai quebrar, ou mais precisamente o valor desse mercado vai se ajustar a economia real. A diferença é que o mercado das criptomoedas, como as bolsas de valores, é um entre muitos mercados, enquanto o sistema bancário-financeiro é o “mercado”. É o sistema. E se ele quebrar o valor de todas as fortunas virariam pó, simplesmente por que essa supervalorização é assim como a do bitcoin, uma ficção, não está baseada em seu valor real ou presente, mas nas expectativas de ganhos futuros, a especulação dentro do sistema. Na verdade, não é sequer preciso retirar nada, bastaria apenas um movimento em massa converter de tenta converter esse valores em capital, ou seja, comprar bens, para implodir esse valores irreais que caíram na velocidade de decaem todas as bolhas quando entram na fase do pânico, quando as pessoas descobrem que há mais tickets do que coisas e lugares para comprar.

O que vai levar a quebra do bitcoin, é isso: não há um mercado real para capitalizar o valor de toda a especulação. Nem o subsídio estatal para obrigar as pessoas a comprar o prejuízo e falência dos investidores, que diferente dos bancos não são grandes demais para não quebrar. Até porque quem paga pela falência dos grandes é a “socialização” do prejuízo aos pequenos. Se são os pequenos que vão quebrar, é obvio que não serão os grandes a cobrir seus prejuízo. Muito pelo contrário. Os grandes já entraram na bolha e vão pular fora se capitalizando as custas dos pequenos que na euforia venderam seu capital- sua casa, por exemplo- para comprar as fichas do cassino. Esses vão falir com as fichas na mão, enquanto a sua casa vai parar nas mãos do outro o dono do mercado financeiro. Assim aqueles que colocaram o seu capital muito antes dos demais, se o retirarem ainda quando é possível capitalizar sairão ricos, ou ainda mais ricos, com os capitais daqueles que entram depois vendendo suas casas para entrar no cassino quando a montanha russa já está prestes a descer a toda velocidade pelo peso de tanta gente dentro- até porque nenhuma riqueza foi de fato produzida- ou melhor pode até ser que tenha sido algo, mas não no montante corresponde aos ganhos e perdas proporcionais e reais (de capital) dos jogadores.

Na fase de mania, a mais característica da bolha, a procura cresce pelo efeito de manada, e até as pessoas mais pobres começam a colocar o pouco capital que ainda possuem no jogo, é o sinal que jogador precisa para saber que chegou a hora de pular fora do barco, isto é, realizar seus ganhos, transformar o valor virtual em real, capitalizar. Nesse momento, pelo mesmo efeito manada, as pessoas que estão investindo apenas porque outras estão investindo e ganhando sem saber como ou porquê, seguem e descobrem que não existe capital, não para capitalizar a todos e os preços desabam, a euforia vira pânico, na exata medida que as pessoas descobrem que as fichas não valem nem compram mais nada.

Na fase especulativa os ganhos são feito vendendo literalmente expectativas de ganhos. Quando as pessoas começam a realizar seu ganhos, se não existe um mercado grande o suficiente, ou por vezes sequer um produto ou um produto com as qualidades propagandeadas a bolha estoura. É a fase do pânico ou todos querem se livrar dos seus “certificados” mas não conseguem mais quem queira os comprar e os preços derretem. Felizes e sábios os que estão ao menos em parte desde já realizando seus lucros, porque antes do pânico e queda vem a euforia. E não há sinal mais claro que um mercado vai quebrar em breve do que pobres investindo em massa, como ensina papai Kennedy.

O bitcoin hoje sob vertiginosamente porque as pessoas compram, e elas compram porque tem uma expectativa de ganhos. Uma expectativa que é impossível de se realizar porque precisaria de uma mercado onde as pessoas pudessem comprar coisas, do essencial, passando pelo útil até chegar ao fútil diretamente com ele. E não há. Ou melhor até há, mas não “tamanho” do seu valor dos ganhos esperados ou especulados.

Porém é importante entender que o mercado de bitcoin tem uma bolha e não é uma bolha. Um mercado que não tem uma bolha, mas é uma bolha não é um mercado é golpe, não é propriamente uma bolha, mas uma fraude, uma pirâmide. E o produto ou serviço não vai simplesmente perder seu valor especulado até se ajustar a economia real, vai desaparecer, porque na realidade não existe produto nem serviço, não há nenhum valor de utilidade, nem mesmo como meio de troca, e seus preços não vão cair muito, eles vão cair a zero. Não é o caso das criptomoedas, não todas.

As perdas serão gigantes para quem morrer com as fichas e muitas criptomoedas vão desaparecer mas não todas, e se nenhuma das que estão aí hoje estão vão ficar outras serão criadas. Porque a bolha é uma coisa, a tecnologia é outra, tem uso e valor que vai voltar a crescer mas dentro de expectativas mais realistas de ganho- isto é, mais próximas a esse valor de uso como meio de troca ou emulação de comoodities como o ouro.

Aliás, a ideia de que o Bitcoin é um ouro virtual é falsa. Ela está fundada no mito da invulnerabilidade da rede mundial de telecomunicação e computadores que de invulnerável não tem nada. Ela tão invulnerável quanto seus cabos submarinos perante as Marinhas das grandes potencias militares. Tão invulnerável quanto você eu ou uma criança síria diante de uma bomba.

Ao contrário das fases preliminares da guerra, caracterizada pela guerra de informação desinformação e propaganda, que já vivenciamos,na fase “quente” e derradeira, as redes de comunicação não são mais invadidas e sabotadas por backdoors e hakeadas elas são derrubadas e em horas voltados a luta convencional onde vence quem tiver a armada mais bem preparado para resistir matando e morrendo em campo de batalha por mais tempo. Cenário que parece que apenas o alto-comando da Rússia trabalha.

O ouro como todo refugiado ou povo desterrado sabe é o ouro, quem conhece alguém ou os costumes dos povos que tiveram que fugir de suas casas por causas de guerras ou perseguições sabe que eles em geral mantém o sábio costume que os salvou dos genocídios estatais quanto de quebra das crises cíclicas da economias políticas mundiais, por sinal geneticamente ligadas como a política e os estados, mantém os costume de guardar jóias e metais preciosos, isto é, bens de troca preciosos, com os quais tiveram (alguma chance) de escapar literalmente comprando tanto a fuga dos países onde estavam morrendo ou sendo assassinados quanto uma nova casa nos países que os acolheram “de bolsos abertos”, enquanto aqueles que tinham suas riquezas guardadas em papel-moeda do Estado ou títulos de propriedade, terras ou comerciais não tiveram o mesmo fim. A criptomoedas assim como o ouro não podem ser automaticamente confiscadas porque seu valor não dado por um autoridade central, mas diferente do ouro enquanto a rede onde se acessa e circula esse valor puder ser simplesmente desligada cortando os meios de comunicação ele não tem a mesma portabilidade desse meio de troca.

Contudo, mesmo que as beligerâncias entre as potencias militares ainda fiquem muito tempo nas preliminares da guerras econômicas e informação, ou nunca mais saiam dessa fase, o que é improvável, já que é mais fácil os Estados-Nações quebrarem do que não entrarem em guerra, ou mais precisamente altamente provável que entrem em guerra para evitar (ou tentar) sua queda quando a falência for iminente. Mesmo que esse cenário atual de nova guerra fria se prolongue ou a chance de confronto derradeiro esfrie ainda mais, ainda sim a bolha das criptomoedas vai estourar, os preços vão se corrigir e a criptomoedas vão de firmar como o nova tecnologia intermediadora de troca. Porque o que está disputa não é isso.

O que está em disputa é se essa tecnologia conseguirá se manter no mercado descentralizado e autoregulado, ou será monopolizada pelo mercado estatizado. E duas coisa são certas: Uma ela só não será absorvida pelo capital estato-privado, se esse poder quebrar. E não, ela sozinha enquanto tecnologia da informação não vai quebrar um poder que em ultima instância não está alicerçado só conhecimento-comunicação-informação, mas do uso massivo da tecnologia e antes da psicologia e cultura da violência e privação como forma de dominação. Rigorosamente falando a tecnologia não está criando novos lógicas de dominação, mas instrumentos de automatização das preexistentes, potencializando e acelerando seus efeitos.

E nisto chegamos a grande bolha do mercado financeiro que tenta não deixar estourar enquanto o capital migra da fase financeira para a informacional. Diferente do BITCOIN, a bolha do capitalismo financeiro estato-privado, não vai estourar como as tantas bolhas que ao longo do tempo compõe a própria história da acumulação do capital nesse sistema. Não enquanto a migração não estiver completa. Primeiro porque os grandes capitalistas não são idiotas de própria fonte ainda atual do seu rentismo e poder; e segundo porque os demais mesmo quisessem sacar o seu dinheiro virtual e converter em capital real, não poderiam, e se pudessem não conseguiram. Um: porque esses valores não existem. E dois: porque não importa o quão irreal, ou mesmo fraudulento e falido é esse sistema as massas são obrigadas a força, a permanecer e sustentá-lo cobrir suas perdas e os ganhos alheios. E isso é o que eles chamam proteção: Eles são grandes demais para quebrar.

Na fase final do sistema a bolha o certificado é como um diploma de faculdade, não garante emprego e portanto ganhos a ninguém, porque há mais profissionais do que vagas, ou seja mercado. E quem investiu uma pequena fortuna para comprar a prazo esse título para entrar num mercado que no final das contas não existe, não para ele caiu num golpe. Porque quem emite e regula a emissão desses certificados, governos e empresas públicas ou privadas sabe disso, sabem que não existe nem vai existir mercado nos próximos anos para absorver esse exército de trabalhadores que vai ficar na reserva talvez por toda a vida lavando pratos. A diferença é que um diploma é um certificado que não se troca conforme a oferta e procura no mercado como as moedas, cujo valor em primeira e derradeira instancia como tudo é determinado pelo seu uso ou emprego, que no caso das moedas é servir como meio de troca das coisas. O tabaco já foi usado oficialmente como moeda em alguns estados, neste caso, o infeliz que fica com o moeda sem valor na mão ao menos pode se matar fumando, já quem fica com o ouro real ou virtual morre literalmente como um Midas.

Corretamente falando as criptomoedas não são uma bolha, ele tem uma bolha. Quando um mercado inteiro É uma bolha, isso quer dizer que a que não existe é o produto ou a propriedade alardeada do produto que gera a expectativa de ganhos. É uma piramide e piramide é golpe. O que se compra e vende não são produtos para uso ou troca, mas exclusivamente as expectativas de capitalização não baseadas em altos riscos, mas completamente inexistentes. E inexistentes simplesmente o produto as propriedades ou mercado sabidamente não existe, nem vai existir, não no valor especulado, ou não para todos.

Na bolha e na piramide quem ganha, ganha capitalizando no momento certo a sua especulação. Mas na pirâmide os produtores ou grandes investidores sabem desde o principio que não existe nenhuma de chances de capitalização para quem ficar como mico na mão seja porque não há mercado para o produto, seja porque o produto não tem as qualidades apregoadas, ou até mesmo sequer não existe produto, ou o mercado. O mercado imobiliário, o das criptomoedas, e até as tulipas tiveram bolhas, mas não pode se dizer que as tulipas ou casas não existissem, nem oportunidades e mercado para eles.O que não havia e não há é as oportunidades de ganhos para todos. A base da pirâmide vai pagar pela expectativa irreais de ganho, e não é crime ganhar em cima dessas expectativas irreais, mas é criminoso falsificar essas expectativas, seja vendendo oportunidades que não existem ou encobrindo seus altos riscos. É como vender bilhetes de loteria ou títulos de capitalização garantindo que todos que vão comprar vão ganhar. Não vão.

Na prática os efeitos das pirâmides e das bolhas são os mesmos. Os ganhos de quem está no topo se efetua pela venda das expectativas de ganhos e a falência de quem está na base é a mesma. A diferença é que a piramide é uma fraude, é literalmente a fabricação artificial de uma bolha! Ela reproduz com propaganda enganosa o efeito de manada, a fase de mania, e através de informações privilegiadas se efetua a realização dos ganhos. E que “informações privilegiadas” e “propaganda enganosa” seriam essa? A informação privilegiada de que as oportunidades e qualidades do produto não existem como são vendidas pela propaganda enganosa.

Imaginem por exemplo se empresas como Planetary Resources ou a Deep Space de exploração espacial anunciarem um plano e exploração dos minérios da Lua e para capitalizá-lo passassem a vender certificados de propriedade (provavelmente não mais de papel) mas digital a quem investisse no projeto. Se eles chegarem lá e trouxerem um dos minérios que esperam para terra. Ok, quem comprou está bilionário. Se eles não conseguirem trazer nada quem investiu e ficou faliu. Mas quem criou o projeto necessariamente não. Se num dado momento ele descobrir que não vai funcionar; ou se desde o principio ele souber que não vai, ou que as chances são ínfimas, e esperar a mania para pular fora, vendendo seus próprios títulos para novos compradores. Ele vai ficar ganhar de qualquer forma. A diferença é que na segunda ele ganha com a especulação e fraude. Lucra com o golpe da piramide, a bolha que ele mesmo gerou, não importando que o prejuízo que produto. Essa segunda forma de literalmente fazer dinheiro é a base da gigantesca maioria dos ganhos dentro do mercado financeiro e do capitalismo atual. Uma grande piramide especulativa subsidiado pelo monopólio regulador da força de fato do Estado, e não um estrutura de investimentos na produção nem muito menos inovação.

O Capitalismo de Estado, ou o financismo estato-privado não é um mercado ele é A Bolha. A bolha mais duradoura e rentável da história. OU mais precisamente uma piramide. A pirâmide das pirâmides. Uma grande bolha criada por uma sistema de financiamento em pirâmide que sustenta todas as bolhas e pirâmides que compõe a sua história, ou o histórico dos ganhos do capital em ciclos inflacionários e recessivos de manias e pânicos nos mercados, devidamente recalibrado sempre que necessário de tempos em tempos como um relógio pela forma ou força motriz mais primitiva e primordial do capitalismo: a guerra.

Tomem por exemplo a outra face do Estado, a que ele inventou para justificar a imposição dos tributos: os serviços sociais e previdenciários. Analizando tosca e rapidamente a previdência social, que de social não tem nada porque é estatizada ou privada estato-subsidiada para entender a natureza do golpe da piramide que é o Estado e como essa bolha também vai explodir muito provavelmente em novas guerras.

Para começo de conversa a previdência social moderna não é uma invenção estatal, mas social, ou mais precisamente mutual entre trabalhadores. Era um fundo de proteção mútua que eles criaram entre outras razões para manter-se vivos durante as greves. Evidente que esses fundos foram criminalizados, confiscados e depois o sistema foi expropriado pelo Estado. Notem que expropriação não é apropriação. Não é simplesmente passar a copiar livremente algo de alguém sem se preocupar sequer em dar créditos. É tomar como se fosse criação e posse sua, e proibir o outro de usar ou tomar para si o que um dia fora dele. É o monopólio pela institucionalização e legalização do roubo, e eliminação a agressão e repressão da “concorrência” por sua marginalização e criminalização. Algo que se faz não só com as propriedades materiais, naturais ou artificiais, mas também com as imateriais, intelectuais ou simbólicas.

Ou seja a seguridade mutua social dos trabalhadores não era nem foi criada para ser uma piramide nem muito menos uma bolha. Mas depois dos títulos da dívida se tornou a principal bolha das finanças estatais. Pois se uma pessoa antes pagava a vida inteira para depois receber na velhice ou na invalidez uma quantia digna e suficiente para viver. Esses fundos foram já nas primeiras gerações de quem ocupava o topo da pirâmide consumidos, não só de modo que a distribuição fosse um roubo, isto é, a contribuição de uns sustentasse ganhos de quem não contribui ou não contribui sequer proporcionalmente aos ganhos, mas de modo que os fundos fossem completamente pilhados. Ou seja de modo que o que sustentasse a pilhagem, ou transferência reversas dos pobres para os ricos, trabalhadores para ociosos, tivesse que ser mantida pela entrada de uma nova geração de trouxas no sistema. O que não era um problema já que querendo ou não alguma coisa pagariam forçosa e automaticamente.

Em suma uma vez consumido os fundos, a previdência se tornou literalmente um golpe, uma pirâmide onde os ganhos dos que chegaram primeiro, os mais velhos, precisam ser mantidos pelas contribuições dos que estão por vir. E se não houver gente suficiente contribuindo para recompor a base a pirâmide simplesmente quebra. Exatamente como está acontecendo no Brasil a expectativa de vida está aumentando e a taxa de natalidade está diminuindo, sem ter havido uma capitalização da sua economia como nos demais países ricos. Ou seja estamos virando um pais de velhos onde seus governantes criminosos literalmente roubaram e continuam roubando nossas economias. E que precisaria fora se livrar desses parasitas que quanto mais entrar mais eles devoram. De mais gente nova em idade produtiva para sustentar a renda de mais gente que vai viver mais já que os fundos delas foram roubados e perdidos. Se fosse uma empresa os golpistas seriam presos, mas como os golpistas são os donos também da administração da industria dos processos e prisões, não só ninguém vai preso como a corporação fraudulenta não fale, aumenta as taxas com que mantém a sua pilhagem até o limite da morte ou revolta dos coitados e mal pagos.

Porém, o que vamos fazer? Vamos obrigar as novas gerações a morrer trabalhando ou de tanto trabalhar não para sustentar as gerações de outros trabalhadores, mas a canalha que continuara administrando e claro roubando e consumindo e distribuindo esses fundos para os amigos. Vamos adiar a falência, a quebra da pirâmide ao custo da escravidão, e pagar e deixar para que a bomba estoure no futuro como uma verdadeira guerra social e geracional pela sobrevivência. Vamos continuar matando crianças e velhos, escravizando jovens, até matar nosso próprio povo e pilhar a preço de banana todas nossas riquezas. Vamos destruir uma nação para salvar um Estado. Matar um povo para salvar seus tiranos e ladrões. Vamos deixar o parasitas governamentais e empresariais nacionais e transnacionais sugarem o hospedeiro até matá-lo quando a piramide quebrar. E ela vai quebrar mesmo as pessoas sendo obrigadas a força ou privações a bancar o sistema e entregar seus capitais em trocas dos fichas para comer e viver, simplesmente porque não conseguiram produzir para sustentar o sistema.

Minto, se tudo der certo até lá gente não será mais necessário para produzir a riqueza, porque as máquinas farão o serviço. Haverá então uma restrito grupo que controla os meios de produção, as máquinas, e uma outro dos sobreviventes desse grande golpe, sobreviventes não mais só expropriado do capital, mas de toda de toda utilidade ao mercado, literalmente sem nenhum emprego, nem como escravo ou mão-de-obra. Deixo então para a imaginação ou instinto de sobrevivência do leitor que não é herdeiro de nenhum capitalista nem rentista nem deixará nenhuma herança, qual será o destino e a solução final que será dada a sua prole completamente na mãos destes senhores. O que esses estadistas capitalistas ou socialistas farão com essa massa?

A piramide fica por conta da previdência. Já a bolha vai na conta da dívida pública mesmo. O nível de endividamento dos Estados-Nações constitui a maior fonte de receita especulativa da história da humanidade. Um bolha de emissão de títulos que sabe-se que não serão jamais quitados. Mas que servem justamente para promover a distribuição da pilhagem como quem financia o serviços superfaturados do Estados. Serviço que podem ser bem ou mal prestado não importa, desde que se cobre obrigatoriamente por eles. Descapitalizando os usuários e capitalizando os seus administradores e financiadores.

Prestar administrar e financiar a produção de um bem ou serviço e evidente pagar quem faz isso por você está longe de ser o problema do capitalismo. O problema é quando o vendedor de bens e soluções exige que você compre, compre somente dele ou não produza, sobre pena de ser expropriado preso e até brutalizado se resistir a suas exigências. Esse é o problema. O Estado (e empresas subsidiadas) é um esquema de pirâmide do qual não podemos nos recusar entrar nem sair. Ou seja temos que bancar estejam elas quebradas ou nem que seja até morrer. E mesmo assim as bolhas estatais também explodem como fuga dos investidores, quem nunca escapa é o cidadão que afunda com o navio negreiro.

Quando os investidores não acreditam mais que o Estado vai pagar as promissórias com que se capitaliza, mesmo sabendo que ele compra sua fichas no mercado financeiro vendendo o produto da pilhagem da terra e escravidão da população ele quebra, porque simplesmente a base da pirâmide mesmo não podendo sair não consegue sustentar as perdas e ganhos do topo e logo de quem o banca. Porém também esse capital transnacional também não se mantém sem migrar para um feitoria capaz de manter a população nativa, senão trabalhando, no mínimo pacificada enquanto a pilhagem é efetuada.

Esse é o desafio do grande capital perante fase final da revolução industrial, o da completa automação: Fazer a transição do sistema financeiro para informacional. Eliminar o excedente populacional que compunha a mão-de-obra sem perder o controle sobre elas. E começar a iniciar a exploração de novos territórios para além dos continentes, no mar ou espaço que provejam sua demanda sempre acumulativa e crescente por recursos.

E o nosso? Qual o desafio de quem não detém o capital? O nosso desafio permanece o mesmo: acordar, resistir e se livrar do julgo deles. Até porque o que eles chamam dentro das bolhas de jogo de perdas e ganhos de capital, aqui fora chamamos pelo nome próprio: vida. Ou tudo o que precisamos para viver.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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