O ano do Elefante: Solidariedade, Ajuda Mutua e Sacrifício…. voluntário e não alheio para a comunhão de paz

Da Sabedoria indo-indiana para a nativa latino afro-amerindia brasileira. Gandhi, Ganeshe, Renda Básica Universal, Desobediência com Ciência e Consciência e Ação Social Comunitária de Base.

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Introdução

Este é um boneco na integra de artigo que servirá de base ou seja será reduzido e traduzido e modificado, corrigido e editado e portanto melhorado, leia-se cortada (a começar por mim) as excentricidades, e exageros e arroubos retóricos, que cabem no registro compartilhado do processo criativo de uma rede de escritores amadores, num perfil que salvo poucos (“heróis dessa resistência” e paciência) leem, mas não na obra propriamente, ainda mais coletiva. Então aqui, fica o registro do manuscrito, ou melhor o digito-escrito do brainstorm, a quem se interessa por esse tipo de processo criativo tanto da escrita-leitura quanto da renda básica.

Pois há quanto as coisas andam, muito loucas, não sei, se um dia tal obra chegará aqui no Brasil. Se antes já não chegava imagine agora. Há teses sobre Quatinga Velho publicadas em alemão há mais de 10 anos que nunca chegaram. Não por falta de vontade de quem produziu a publicação nem a tese (grande Matias Rudoph!, carinho, mano). E definitivamente se interesssar há alguém possa saber que fim levou essa essa história, o que ninguém tem mais é tempo para esperar. Então segue. Mas se ou quando a versão definitiva em inglês sair ou por acaso der as caras por aqui Aviso. Valerá a pena, pois, será um livro coletivo, onde quando este projeto de artigo virar um, será apenas 1 entre outros muito melhores e bem acabados.

Um trabalho colaborativo com redes internacionais da renda básica internacional. Essa com Dr. Shobana Nelasco, da BIEN India and Gandhi in Action. E aqui já fica meu agradecimento público ao professor pelo convite de antemão.

E a propósito, tanto a propaganda prévia que aqui faço, quanto o artigo, para quem interessar possa, foram contribuições gratuitas. Antes que falem que dei agora para vender livros. O que não é vergonha nenhuma. Mas orgulho. Porém aviso novamente quando e quais. Ok? Esse lembrando nem saiu.E isto não é o artigo.

Gandhi, Desobediência Civil e Renda Básica Universal

E os mestres das Artes Seminais da Transmutação da Alma

Grato, e muito, grato fico, por poder neste momento, contribuir com algumas palavras a essa construção coletiva nesse momento tão grave de luto, luta e labuta mundial. Especialmente quando é para escrever sobre Gandhi.

Porém, antes de preciso deixar registrado alguns esclarecimentos:

Primeiro, do quanto sei que esta é uma honra e responsabilidade gigantes e que estão acima da minha capacidade; Segundo, do quanto também sei que isso pode parecer desnecessário por absolutamente evidente; E terceiro, do portanto, também, sei que assim sendo, sequer nem deveria estar perdendo tempo do leitor escrevendo sobre isso. Porém devido as minhas “credencias nacionais” não posso me furtar de fazê-lo.

Infelizmente não só uma parcela significativa dos meus conterrâneos, mas o próprio governante do meu país já faz questão de demonstrar comprovadamente que: não consegue distinguir ou não quer fazer a distinção do que é evidência e ciência, do que é fantasia e imaginação. Não importa se é para efeitos de espetáculo ou interesses outros. O fato gravíssimo é que para todos efeitos e consequências o juízo foi abandonado e com ele o discernimento da realidade dos fatos evidentes das alucinações e idéias ilógicas.

Enfim, a definição de um estado de negação do real, mas da loucura ou delírio coletivo por excelência. Perigoso especialmente quando estrategicamente manipulada por interesses políticos e econômicos, sejam domésticos ou internacionais. Bem, poderia ser pior. Poderia não ser uma grande impotência subdesenvolvida, mas mais bem armada.

Logo preciso me desculpar, aliás, desculpar não pedir perdão, a todos, por estar fazendo todos perder tempo, que já não é só dinheiro, com esse preambulo às minhas considerações. Perdão e um pouco de paciência. Pois por causa de tais circunstancias o que antes era tácito e não carecia de maiores explicações agora já não é mais.

Então faço saber que não estou entre aqueles que se não sabem, não querem saber, e odeiam quem sabe ou os lembrem que devem respeitar a humanidade, mas toda vida, liberdade, e cultura. Faço questão de não deixar a menor dúvida que enorme é a responsabilidade, mas também o respeito e admiração por todas as pessoas do mundo que tem em Gandhi e seus ensinamento um guia. E mais claro ainda pelo próprio: Gandhi. Aliás não só a admiração, mas o passivo em especial com seus ensinamentos.

Difícil encontrar organização ou organismo nesse Planeta assim como ativistas social de base que trabalhe com a defesa, promoção garantia e provisão de direitos humanos que não tenha em Gandhi, Martin Luther King, Henry Thoreau, por referencia obrigatória. É matéria de estudo obrigatória. Pratiquem ou não. É universal. Se houvesse universidade de humanidades e a ação solidária social de base profissão fosse: desobediência civil seria curso de formação básico. Não só história da conquista das liberdades fundamentais, mas de estratégia de organização popular para conquista DE FATO dos direitos humanos. Em especial de toda e qualquer pessoa ou grupo de pessoa independente apartadas discriminados, marginalizados, discriminados por uma maioria ou minoria, seja como prisioneiros na sua terra ou casa, ou fora delas.

Porque isolados se preciso for, sim, mas apartados pela insolidariedade e discriminação e violência de qualquer espécie, jamais.

Principalmente a de vieses autoritários e totalitários que semeiam as discórdias entre as famílias, as tribos, as nações e povos, nacionais e internacionais, para plantar o domínio pela divisão e colher seus ganhos da pilhagem dos cadáver nas terras arrasas e ocupados. Seja invasores ocupacionalistas ou os entreguistas e colaboracionistas. Sejam novos ou velhos micro ou macro-organismo parasitas oportunistas naturais ou não, exóticos ou não, a se aproveitar da carestia e vulnerabilidade da faltas de defesa dos hospedeiros. De fato corpos e vírus, ou só corporações e inteligências artificiais ou naturais, a emular o comportamento nas guerras hibridas e frias da meta-desinformação, se comportando não como negacionista do Covid-2019, mas como verdeiros estadistas anti-sociais e contra-humanitários ou mais precisamente Pró-NovoCoronavírus.

Entretanto compreendo se um cidadão de outro país, estiver pensando que não há momento mais inoportuno para se falar de desobediência civil. Logo agora justamente quando tudo o que mais se pede é a cooperação das populações para que sigam as orientações dos governos. Se até mesmo me interpelasse mais exaltado dizendo “Você está louco???”, entenderia perfeitamente. Afinal em qual lugar do mundo faria sentido, justo agora, com tantas pessoas infelizmente ainda a ignorar e descumprir as orientações técnica e cientificas da medicina, introduzir tal temática. Aliás não só da ciência, mas já do próprio juízo e bom senso mesmo. É de causar perplexidade. Tem toda a razão. Bem sei. É tão anacrônico, tão fora do contexto da situação do Planeta e da Humanidade que só posso concordar que qualquer suspeita ou dúvida é razoável, incluso de insanidade. É fato: passa de todos os limites da ignorância, vaidade, sabotagem, ou mesmo maldades inclusos a de interesse locupletário. Só mesmo a literatura psiquiátrica e suas descrições das maniacas compulsivas e perversões pulsões de morte são capazes de explicar tamanho desvio padrão da normalidade. De onde eu vim, de outro planeta, Marte?

Mais ou menos isso. Orson Wells especialista em radio-atividade de guerra de desinformação entre-mundos explicaria melhor minha condição nebulosa. Mas sim. Para todos os efeitos sou hoje um alienígena, não sou mais um cidadão do mundo, um apátrida não só do meu país, mas do meu Planeta, graças a meus com-terrâneos transformado em zumbis pelo seu grande líder Furuncular ao tecido social, sócio-disruptivo.

Sim. virei um E.T. sou brasileiro. E cá ainda estou. Brasil. E gostaria de dar a saber ao mundo, que embora contra todas as probabilidades matemáticas que sim existe vida abundante inteligente e humana nesse outro mundo (ainda) possível chamado Brasil. Mas como todos se não devem já ter percebido, não é a excêntrica dos alienados que nos desgovernam. Porque infelizmente é assim que por muitos sou identificado. Como um objeto aterrizado a atrapalhar a vida na terra, ainda mais agora. Sou brasileiro, e portanto por osmose visto por muitos como se fosse um bio-hazard. Aliás não só eu, mas os inocentes: e não são poucos.

Dizem que cada povo tem o governante que merece. Eu que viajei por quase todos os cantos do mundo. Testemunho em contrário, não há profissão mais difícil ou quiça impossível do que governar outra pessoa. Pois por mais bem intencionado que seja a governança, nunca vi, nem li na história, sobre um povo que jamais teve um governo que fizesse por merecer o povo, que governa sobretudo. E o povo ou governante que depõe ou crê no contrário, ou mente ou se engana. E não há uma ilusão e desinformação anticientífica mais perigosa que essa.

E é por isso que governantes minimamente honestos, nessas horas mais escuras, sabem que precisam pedir para que os átomos e forças fundamentais que movem e carregam de fato esse universo, a verdadeira anima e volição cumpra sua função com consciência e responsabilidade social, porque sem a cooperação voluntária da solidariedade e espírito gregário simplesmente as sociedades e tudo que se está literalmente montado sobre esse cavalo do mundo, cai.

Eis a ciência que nenhuma sociedade do espetáculo, e nenhum teatro das representações pode agora, parar. Porque discursos e decretos nem reza brava mata positivamente seres ou eventos que são regidos por leis naturais e jusnaturais. A lógica da consciência que forma não só a razão da ciência, mas a fé que os verdadeiros professores, pastores e mestres dominam e Gandhi, foi um deles.

Como o mundo dá voltas para parar sempre nos meus lugares comuns.

A mais de dez anos também já era persona non grata: dentro e fora do meu país. Só que nesse caso por denunciar a ascensão dos populistas. E agora após ter sido recebido e acolhido recebi na minha casa por pessoas de todas as nações do mundo que lutaram e defenderam uma renda básica verdadeira, ou seja universal e cosmopolita e não como a ração na mão de neofascistas ou neostalinistas cá estou cumprindo missão que eu mesmo escolhi se ser um anormal entre os normais, ou agora que o mundo virou de cabeça para baixo, o grito de juízo entre os loucos. E eis que a desobediência aos juízos que dada circunstâncias se junta às outras vozes no coro por juízo nessa procissão dos fanáticos ensandecidos.

Então minha voz não vem de outro Planeta. Mas não posso negar que esteja vivendo agora duplamente em outro mundo, que sempre foi uma espécie de campo de Marte, incluso em números holocausticos de desigualdade ou melhor apartheid de desenvolvimento, mas que agora entrou em outra dimensão: a do irrealismo fantástico. E isso infelizmente também é um fato. Vivo num país, que neste momento virou uma grande Oz governado por demente que conseguiu encarnar o espantalho sem cérebro, o homem de lata sem coração e o leão covarde, uma proeza do idiocracismo. Em verdade um boi-de-piranha, em uma eterna pseudo-democracia (como diz aqui no Brasil) “para inglês ver”, desse grande experimento econômico chamado Brasil, um necropoder provinciano ao desserviço dos laboratórios necrocapitais onde se remedia uma parte da população, tanto a economicamente produtiva, como cobaia com placebos ou venenos, já a que caia na obsolência, se sacrifica.

A Índia também sabe como funciona. O mundo inteiro ganha. Há dois tipos de pessoa, logo dois tipos de lugares de e portanto de ciência e consciência da mesma. Um onde esta é produzida, o outro onde é testada, uma diferença de gênero, número, grau e sobretudo vulnerabilidade hereditária em todos os termos patrimoniais da quanta dos gene e memes dos bites desse banco de metadados que comporá a riqueza não só das Nações, mas dos Planeta, leia-se dos herdeiros, porque o restante é patrimônio cultural da humanidade: é história, incluso como peça e múmia de museu.

Porque sinceramente onde estaria hoje se não tivesse entrado em contado com a obra e ensinamentos dele e outros que ajudaram tanto a corrigir não só meus descaminhos nos trabalhos e estudos, mas na vida. E não estou tentando ser diplomático. Não quero ser um hipócrita, especialmente nesse momento a falta de autocrítica são toxicas e mortais. Então não o serei.

Não foi, sem muita, mas muita briga interna, e cultural, com ele e outros professores e mestres que infelizmente nunca consegui seguir, aplicar com perfeição ou plenamente os ensinamentos, nem no trabalho, estudos ou na vida, mas felizmente consegui pelo menos com muito treino e esforço alguma coisa ter entendido, pois do contrário, não teria sequer conseguido fazer os meus pequenos trabalhos de formiga operária.

Impossível medir em horas o tempo que passei falando sozinho enquanto ora brigava e me apaziguava enquanto refletia sobre seus ensinamentos com um pequeno livreto comprado numa banca de jornal no Brasil que contava sobre a vida, obra, de Gandhi, primeiro com os escrito nas mãos e depois na cabeça ou melhor no coração.

Mas isso não dá uma dimensão do tamanho da minha gratidão pessoal. Porque ela vai além. Porque só encontrei minha realização pessoal na ação solidária ou no ativismo social de base. E dois escritores foram essenciais para encontrar esse caminho.

O primeiro Thoreau e seu escrito desobediência civil. Lendo-o abandonei a universidade de São Paulo sem completar os cursos que me fariam professor e pesquisador, tanto o de Filosofia quanto o Ciências Moleculares. O derradeiro incluso para a virada do primeiro pagamento que fizemos da Renda Básica foi Gandhi, que voltou a minha memória num dos momentos mais difíceis, quando nos encontramos num beco sem saída.

Uma singela história de Gandhi, que já incluí em outros escritos e discursos proferidos em congressos e palestras e até livros publicados, e tanto influenciou o modelo não-governamental completamente independente de governos e empresas que escolhemos como inspiração de iniciar a renda básica na pequena comunidade de Quatinga Velho, há 12 anos atrás, com nossos próprios recursos e depois formar a rede solidária que viria formar a Poupança de previdência Solidário-Mutuária que até hoje sustenta essa Ação Social.

Eis a história como me lembro, e registrei em publicação e peço perdão se estiver incorreta:

Uma mãe levou seu filho ao Mahatma Gandhi e implorou: “por favor, Mahatma, peça ao meu filho para não comer açúcar”. Gandhi, depois de uma pausa, pediu: “me traga seu filho daqui duas semanas”.

Duas semanas de depois, ela voltou com o filho. Gandhi olhou bem fundo nos olhos do garoto e disse: “não coma açúcar”.

Agradecida — mas perplexa — a mulher perguntou: “por que me pediu duas semanas? Podia ter dito a mesma coisa antes!”

E Gandhi respondeu: “há duas semanas atrás, eu estava comendo açúcar”. -QUATINGA VELHO E O BOLSA-FAMILIA, HOJE E AMANHÃ

Mesmo tendo entendido que a renda básica universal não era mera assistência governamental, mas enquanto garantia do minimo vital não era portanto uma benesse, mas um direito universal continuava a entender tudo errado. Era ainda uma criança. E não um adulto. Não entendia o que era liberdade. Não entendia o que por sinal Amartya Sen, também entendeu, e o próprio Thomas Paine idem. A correlação entre direitos e deveres, liberdades e responsabilidades. Não havia entendido que delegar poderes não é delegar liberdades fundamentais nem portanto em hipótese alguma responsabilidades social que dirá então as humanitárias, não havia entendido que se quisesse fazer uma renda básica universal acontecer precisa sair da infância da minha humanidade e parar de chorar feito uma criança, e ser um adulto, dar, fazer, não proclamar e reclamar.

Até então nunca havia entendido a não-violência, até porque só havia visto imitadores, pessoa tentando mimetizar em marchar e o atos de desobediência civil de crianças choronas pedindo para mamar nas tetas do Estado, vazios de seu significado, e da sua força estratégica. Nunca tinha entendido a força nuclear dessa catarse. Gandhi não pediu nada, nem tomou nada com violência. Ele com um simples gesto. Simplesmente fez, estava rompendo o monopólio da produção do bem comum.

Desobediência civil, era pegar o sal do mar, é a roca, a roda da vida o tecer a sua própria trama da sua vida o seus destinos, seus tecidos sociais, remutualizar-se, ressocializar-se. Não é a desobediência da rebeldia sem causa, mas a da missão e razão e da ordem da liberdade e libertação social e humanitária. É a ruptura do grilhão e cadeia com o fio e o laço social e comunhão de paz. É governar-se para não ser governado. É a liberdade como consciência e responsabilidade social. Ou seja, não é a renda básica que tanto se precisa para si e sua comunidade e sua para si, é a renda básica que se busca e dá para outro que precisa ainda mais. É uma ordem de fatores, uma inversão de valores do egoísmo para a solidariedade que uma vez efetuada, provoca uma onda que não pode ser mais contida.

E onde está a onda? E onde está o Gandhi? Nem Thoreau eu fui. Transcendentalista com certeza. Me orgulho de nunca ter sido um samurai corrompido pelo eterno feudalismo tardio da eterna colonia escravagista latino-afroamerindia. Mas nunca passei do um homem-onda, um mero ronin. Sim a serviço da libertação cosmopoliticidade de comunidades de paz desculturalizadas e aculturadas pelo monopólio da violência e rapinagem dos seus bens comuns. Porém minhas redes abolicionistas contra a escravidão assalariada nunca passaram de poucas pessoas naturais do mundo inteiro e menos ainda nativas.

Não há Emersons, não vivas, nem jamais houve Novas Concórdias no Brasil, nem sensos comuns, justiças agrárias, mas numa coisa nós, os Pan-Americanos, somos todos iguais, não se enganem pelas aparências e diferenças de riquezas, do norte ao sul do equador, nosso atual presente é apenas um representante mais tosco e sincero do que sempre houve, em especial no Brasil, apenas velado queimando vocações e sonhos e gentes lentamente, como o futuro feito para ser pretérito, sobretudos dos nativos, os índios.

Não, não somos um Brasil, mas no mínimo dois.

Um economista de um presidente que mandou queimar outrora tudo que já escreveu quando sociólogo escreveu sobre esse paradoxo de que tanto revela nosso racismo estrutural quanto cultural, quanto nossa própria cadeia de aculturação: somos uma Belindia. Sabe o que ele quis dizer com isso, uma Bélgica dentro de uma Índia. Sim um país rico com bolsões ou condomínios encastelados de riqueza envolto por índices de pobreza e subdesenvolvimento humano de uma Índia. É assim que nos enxergamos. Não sei se eles. Eu não.

Eu sou bisneto de avó índia, analfabeta, espanhóis fugidos de Franco. Tataraneto de Imigrantes italianos anarquistas graças a deus que vieram para substituir mão de obra escrava, e também mais distante de negros, e pouca coisa me feria mais do que quando do lado do meu tio, para todos efeitos negro, e eu branco, quando perguntavam se ele era meu empregado. Minto a própria violência física de um soco, ou simplesmente um olhar mais fixo, como do predador que começa a medir sua presa, bastava isso para encher meu coração de ódio e fúria, vontade de atacar, e quando jovem já fiz isso mais de uma vez fisicamente, adulto com a língua afiada, ou estratagemas para destruir adversários ou quintas colunas, algo que para quem vem das classes mais baixas é ainda mais aviltante e pusilâmine que um soco na cara, é a facada nas costas.

A mentalidade de quem é criando ser assalariado seja como soldado ou escravo nos falsos estado de paz, meros estados de tréguas entre guerras quentes ou frias enquanto novas e velhas potencias redesenham os mapas-mundis eliminando não só famílias ou apartando ou dividindo tribos inteiras, mas nações em seus jogos de guerra de desinformação, plantando discórdia para que os senhores da guerra, os landlords possam recolher suas pilhagem dos cadáveres e terras arrasadas com a anuência dos entreguistas e colaboracionistas é quando não se quebra como a do burro de carga se endurece como a do cavalo de guerra. E é tão difícil reencontrar a sua natividade, sua pulsão vital.

Não, não foi fácil para mim livrar-me de tudo que era tóxico, nem de todo ódio, principalmente contra a injustiça e traições, apartheids e discriminações. Era como se novamente recebesse um soco na cabeça sem nem saber porquê ou talvez por sorrir ou brincar demais. Logo a certeza de que de a violência e seus monopólios sejam os ilegais ou legais, sempre estiveram claros para mim de que não eram o caminho, mas como lutar e labutar contra elas não.

Desobediência civil sem essa arte que não é marcial, mas seminal sem a compreensão dos ensinamentos de Gandhi, mesmo quando aplicada nas menores ações e atividades como a minha nas pequenas ondas não é arte do governar-se, mas da fazer-se um idiota útil, tanto quanto aquele que ataca um adversário muito mais poderoso que só espera ou até mesmo instiga um motivo, até mesmo através da disseminação das privações mais primitivas para esmagar e exterminar, dizimando, tributando, reprimindo, ou simplesmente atirando contra uma população que ataca, protesta, armada, desarmada, ruidosa, silenciosamente, em greves, ou até mesmo trabalhando. Não importa, cai na armadilha de acreditar do paternalismo, patrimonialismo e assistencialismo de um Estado pai-pátria-patrão pedindo pão para quem dá pedradas e pauladas.

Como ativista só conheço dois mundos, não importa quais sejam as nações e fronteiras o tempo ou espaço ou regimes. Um é das pessoas que estão do lado de lá da portão do “Só o trabalho liberta e salva” e outro dos que estão dentro.

Um o dos que herdarão o mundo, pois são herdeiros. O outro da genes e memes que nada herdarão senão um lugar no museu deles. Pois são nada senão patrimônio incluso cultural da humanidade e claro passivo ambiental como excedente populacional, meras pegadas ou rastros de carbono-14 segundo a visão de quem não vê o outro senão como um recurso humano, um objeto e não um sujeito absoluto igual da herança do Mundo. Porque os deveres ambientais são obrigação de todos, mas os direitos políticos e econômicos esses continuam sendo privilégios de poucos. E enquanto assim o for. A desobediência civil. Se fará sempre necessária. Não porque seja um credo. Porque não existe ainda uma ciência: a da consciência. Porque o problema não é que os governantes que não creiam ou obedecem os mandamentos da ciência. Mas ainda cientista que creiam em governos e governantes, ou mais precisamente que governos e ou mesmo sues técnicos, tecnocratas e burocratas objetem necessariamente por qualquer leis ou razão cientifica. Isso é um mito. Ao qual a ciência da consciência corrige incluso se necessário for, como sempre que necessário conforme as circunstancias, obedecendo sempre que preciso for, e desobedecendo idem.

Porque que ser humano é esse que, em são estado de consciência mata, se mata ou assiste de braços cruzados dementes assassinarem gente porque assim alegam ser real ou legal? Há quem defenda que se dependendo de quem seja. Onde. quando. Qual a forma. Qual a razão. Se de fome, doença, guerra, ou em nome do que, deus pátria, se justifique a prática do extermínio ativo ou passivo, ou da exploração do trabalho incluso por privação circunstancias de subsistência, seja por dívidas ou ausência de posses hereditárias. Enfim, há quem coloque sua prioridades, interesses, ideologias acima da vida, alheia é claro. Porque sempre houve duas ciências no mundo, a que se aplica na cobaia, e a que se aplica em si mesmo. A do gato meio-vivo e morto. E a do doutor, que nunca atira contra a própria cabeça para resolver suas dúvidas shakesperianas ou quânticas. Aqui dentro da caixa, falando como gato meio vivo-morto já em andamento de mais um experimento de rebanho.

Dizem que os filólogos, que assim como a própria descoberta, ou advento da America dizimação e tributação a Todos Poder exótico e Desindianização da natividade indígena, que isso é uma mera coincidência, que esses habitantes do tal paraíso perdido tenham recebido o nome, por uma derivação do sânscrito dos antigos habitantes da civilização do Vale do Rio Indo. Eu como Lavoisier ou melhor Sheller não acredito em co-incidências, salvo as devidamente comprovadas cientificamente. Pois nada vem, se perde, nada cria. Tudo se transforma. Até a complexidade do caos ou transmutações termodinâmicas progridem exponencialmente a razão incluso da desrazão da incerteza ou ignorância ou renegação das suas causas autodeterminadas, que não devem jamais ser confundidas com as criptografas, mas sim aquelas dos grafos das redes da vidas, os hieroglifos da redes sagradas e harmônicas que ecoam no sons até silencia os gritos do silêncio das vidas vividas ou interrompidas, mas jamais perdidas. Como diria a canção: Amor de Índio: Sim, tudo que move é sagrado.

Ativismo social, neste âmbito que ficarei, porque não ouso ir além do que minha consciência manda: meu conhecimento de fato, causa ou se preferirem da práxis integrada a teorética.

Dizem que há estados prisionais ou centauros necropoder para um biopoder para outros. O Brasil não é presídio de loucos. É um estado manicomial. Um panóptico. Um campo de concentração de exploração do trabalho, onde só o trabalho salva e liberta, a única preocupação, ocupação e pós ocupação, dos que vivem e morrem em nome de culto milenar aos todos poderosos, que se julgam os cavaleiros, mas não passam de parasitas a matar a pobre besta de carga que os sustenta.

Loucura assim não se improvisa do dia para a noite. Não é um vigiar e punir. Não é um Estado prisional. É um estado manicomial. Presidido por estatopatas que se alternam no poder. Um manicômio que nos preside como se fosse um governo, e um presidio manicomial que nos governa como se fosse hospício do século XIX. Não se pode nem chamar de um estado nazista, porque não temos ciência, tecnologia nem industria para a produção do extermínio sistemático das populações consideradas indesejadas pelos eugenistas tropicais. É eugenismo, linha de produção em massa, pré-fordismo. Que o digam os índios, por exemplo os nativos amerindios, não aculturados, ou desobedientes, porque já há os que caíram na armadilha capital do escambo do útil e vital pelo fútil e fatal.

Entretanto para não ser injusto, Bolsonaro é só exponente dessa loucura, que diga-se também se passagem é muito bem financiada, já que o Brasil é rico em carnes de gentes, e recursos naturais, e entreguistas e colaboracionistas, mas não em capitais. É um necropoder sim mas provinciano, a serviço do necrocapital e necropoliticas de necropotências, já que não é só por estrategicamente subdesenvolvido e aculturado, mas impotente por vontade politica e econômica.

Isto é o Brasil, um país de tenentes em lugares de civis e militares partidários do serviço no lugar do Estado. Apartado do cosmo geopolítico do mundo, da realidade, da ciência, da nação e do povo, ensimesmado em suas intrigas palacianas dignas de oligarquias e monarquias absolutistas pré-napoleônicas. Mas sempre devida e estrategicamente bem alinhados aos interesses geopolíticos do desenvolvimento da America. Sempre em busca hora dos tapetes vermelhos de Cannes, ora de Hollywood. Um país carregado por negros, e índios na chibata, que se acham governados por mariposas brancas que se fingem nativos, mas se pensam alienígena e basta um holofote a lagarta sai do seu casulo e vira borboleta. E que depois do coronavírus carregara a marca da desigualdade não só mais da expectativa de vida, mas nos túmulos dos seus entes queridos.

Pois corremos o risco de em breve estarmos divididos entre aqueles que foram forçados a trabalhar e perderam seus pais. E os privilegiados que puderem se proteger ou esconderam atrás do seus cargos ou patrimônio. Dois brasis separados agora por uma guerra em que o povo que carrega o fardo, serviu. E mais uma vez, quem monta nas suas costas. Fugiu. E isso traduzido em dados de acesso tanto a proteção quanto de atendimento. A divisão internacional não do capital e trabalho, mas do valor da vida humana. Os herdeiros do mundo, e os que não herdarão nada porque não são gente, mas capital, a abrir espaço, se sacrificar ou serem sacrificados, do pó ao pó. Duas humanidades, uma com futuro, a herdeira do patrimônio da humanidade, outras como os índios, o patrimônio, senão mais vivo, o morto, no museu, livros, cultura necrocapitalista, devorada por quem agora irá interpretar ou representar ou vestir suas peles. Frantz Fanon explica pela razão mas também do outro lado pela loucura Ed Gain.

Isso é um fato? Não, mais uma vez uma aposta. É só o que se faz com as vidas nesses curral. Se aposta contra a vida das pessoas. Bolsa de apostas. Loterias e roletas russas, a matemática holocausta dessa escatologia parafilia estatopática dos necrófagos da humanidade e da vida do Planeta, a formar essas Necropolis que se encastelada palacianamente numa cidade-estado, tem até no desenho arquitetônico meta estrutural e funcional como tal um Necrocapital provinciana a serviço da Necrocapitalia de outros necro-poderes paraestatais e contra-populares e anti-sociais, desmutualizadores e descosmopolitizadores.

Impossível medir em horas o tempo que passei falando sozinho enquanto ora brigava e me apaziguava enquanto refletia sobre seus ensinamentos com aquele pequeno livreto comprado numa banca de jornal no Brasil que contava sobre seu trabalho, pensamento e biografia; primeiro com os escritos nas mãos e depois na cabeça, ou melhor no coração.

E quando escrevo as palavras “influenciaram” e “especiais” o faço com todo devido respeito, observância e reverência a começar não só tudo que ele representa para tantas pessoas, e também para mim e tantas pessoas que acreditam sinceramente nas comunidades e comunhões de paz, nacionais e internacionais, em todo o cosmo, seja o politico e religioso. Logo peço perdão se meu voluntarismo, paixão e sinceridade vier a ferir a alguém. Porque não raro, peso na mão. Embora saiba, se entendi corretamente mensagem que a vida, seus sinais, códigos e mensageiros, que pedir perdão só não adianta, é preciso correção não dos outros, mas da sua própria ação ou experiência incluso a de vida. E como precisei corrigir tanto por tanto tempo para acertar sem falsa humildade tão pouco.

Neste sentido, fé e ciência são muitos similares. Quando você dedica uma vida a tese, ou melhor a uma hipótese que se prova e comprova na prática falsa, desde que não capital ou fatalmente incorreta, você a melhora, corrige atualiza, ou se demonstrada, provada e comprova pela experiência completamente incorreta. Porque neste caso, bem ao menos uma coisa se aprendeu, desde que não se esqueça mais, é que assim é que se faz mais. Porém inevitável agora é começa tudo de novo, senão do princípio, do ponto onde tudo se provou completamente incorreto. Porém desde que se tenha recursos materiais, energia, e forças e lugar para tanto. E o mais importante tempo para começar tantas vezes que preciso for. Nisto há discordância de quantas vidas, e agora de quantos mundos temos para gastar tentando. Ou já nem tanto, ao menos não do ponto de vista materialista.

Como não sou materialista nem idealista, mas um transcendentalista e acredito que existam tanto mundo e vidas quanto necessários forem. Não temo a morte. Temo desperdício da vida, especialmente enquanto tempo de vida que temos para vivê-la com dignidade. O que não é só uma perda de tempo. É uma perda termodinâmica de vida. No Cristianismo, dizem que é mais fácil passar um camelo por um buraco de agulha, rico entrar no tal reino dos céus. Eu que não gosto de magoar crianças principalmente meus filhos.

Como explicar para uma criança que uma pessoa é capaz de destruir em vida a si mesma com sua pulsão de morte? Mesmo vivendo uma longa vida? Como explicar que eventualmente, mais uma vez lembrei de Gandhi, e fiz o que todo brasileiro pobre só sabe fazer, cometer heresias, sincretizar ecumenicamente para tentar dar um pouco de paz a uma criança que só quer que todas as pessoas fiquem e encontrem a paz seja onde for.

Dei um rolê, com a mente. Já que estou isolado. Porque posso. Tenho meios para tanto.

Contei para ela uma das minha histórias, sinceramente não sei se é verdade ou não. Disse para ela que no céu, mesmo que existem sim pessoas velhas, e novas, mas poucas velhas porque poucas querem ficar na sua aparência de vovozinho. E que não era uma questão de como pareciam ou não. Não era uma questão de quanto tempo tinham vivido. Mas o quanto do como não bem, mas sendo bons. Mesmo quem tinha vivido mal mas sendo bom. Sempre entra.

Por isso todo mundo entra, porque não há pessoa no mundo que tenha sido sempre desde que nasceu sempre má. Em todo ser humano há uma criança viva. É ela que sempre entra não importa a idade. O resto fica para semente. Desmonta como lego, para novas coisas. A gente erra e acerta, a vida inteira, para e acerta, desmonta o que está errado, e recomeça a construir, para não perder o que vem depois. É como um castelinho, o que é ou está mal feito se desfaz e cai se desmancha o que é fato fica, ou melhor, sobe. Porque como hoje temos internet porém bem ruim eles vivem perdendo a conexão com a rede, sabem que nada roda se não estiverem ligados na rede, ou se o programa estiver ou o código for fake ou estiver todo corrompido.

Será que eu contei uma mentira para meus filhos? Como diria Pascal se apostar: seja previdente: aposte na for vida, nesta e na outra, até porque como diria Einstein se nem Deus joga dados que dirá a Vida que não é um jogo ainda mais o de loteria ou cassino. A Vida é Liberdade e a Liberdade é Sagrada. E demanda a provisão da Providencia seguridade mutua, social e universal.

Uma questão de portanto não é só de fé, filosofia, ciência, razão, mas de juízo lógico-matemático ou mais precisamente epistemológica por oposição aso devaneios e loucuras ou alucinações,fantasias, delírios ideias ilógicas das inconsciências vigilantes ou não de toda e qualquer espécie particulares ou coletivas. Uma questão pura e simplesmente de expressão e exercício da consciência que por vezes se preciso for torna de afirmação ou objeção da liberdade da sua manifestação como ato de desobediência civil, resistência pacifica ou até mesmo de chamada da responsabilidade social à ação voluntária à produção do bem comuns e serviços social a revelia do monopólio governamental ou mesmo diante das suas obstruções ou ameaças. Seja colocando a mão no bolso ou na massa, ou ambas, a explosão de outro tipo de reação ou fusão também nuclear, mas de amores e laços comuns e sociais.

Porque afinal não há ser humano, em verdade ser vivo que não seja igualmente especial e que cuja forma de vida e não influa, flua e influencie a uma razão sempre atual e especial para além do tempo e espaço co-existencialmente umas a da outras, com seu dor e alegria. E se nem nesse momento em que o Planeta inteiro silencia e chora em luto, conseguirmos nos fazer entender para nos compreender melhor, conforme o algorítimo que mestres da ontologia da vida, como Gandhi e outros professores da libertação dos povos que sacrificaram sua vida para nos entregar de corpo e alma tais código da Vida.

E que sem estarmos cientes dessa Consciência haveremos de capitular nos desintegrando em bolhas de insalubres de insanidade e deshumanidades se nenhum novo fator determinante alterar nossos descaminhos e campos de ondas tão perturbados de vidas tão interrompidas e não vividas em toda sua potencia, vocação e plenitude como livre vontade.

Reduzidas a mero jogo das formas e informações, o teatro das aparências e espetáculos das representações onde a ação e pregação não estão em perfeita sintonia e harmonia. Mestres e professores da integração entre a ação e pregação contra a mera inercia estupida da ação-reação como se fossemos pedras desprovidas de potencias e forças: a desrazão das maquinações e apologias escatológicas e holocausticas dos monopolistas violentos que só desmutualizar, dessocializar e descosmopolitizar as relações consensuais interpessoais e internacionais em favor dos senhores da guerras hibridas e desinformacionais que semeiam sua discórdias para colherem e se locupletarem dos corpos pilhados nas terras ocupadas e arrasadas.

Táticas e estrategias anscientes de colonização e ocupação eugenistas e supremacista genocida que Gandhi não só conhecia como aprendeu a lutar a sabedoria da palavração integrada a ação, e ação integrada a palavra-ação. O gesto repleto de significação sem os quais as palavras são vazias, e mutatis mutantis dos gestos e sinais devidamente conexos a rede das ações das razão social e humanitárias em as quais tais missões perdem a finalidade e sentido e co-existencia que enquanto equação da matriz da vida: função relacional não meramente complexa de um caos arbitrário predeterminístico que observadores relativos possam ver como se fossem eventos a parte ou apartados ou manipular como se fosse uma massa amorfa, mas o produto criativo de conexões autodeterminadas. Coisas que se aprende tecendo suas próprias fibras, e tecido social, na roca ou escola da Vida.

Triste é saber, que cada dia mais menos pessoas leem. Mais pessoas se tornam analfabetas funcionais, não só da leitura dos códigos da liber da vida contida nos livros, mas da própria liber da vida na live, no livro da vida e da morte. Estejam ficando analfabetas, surdas e mudas para os sinais e signos e iconogramas da vida. Que se esteja abrindo um abismo novamente entre aqueles os tão poucos privilegiados que sabem escrever e ler, compilar e indexar os padrões e combinação dos genes e ontogênese de dados, e metadados; que dominam as ciências e tecnologias para transmitir e receber e manipular as informações, e metainformações, para compor as formações e metaformações dos organizações particulares e coletivas. Das nanos as microparticulares metamaterialidades e metamaterias, aos macropolítica e macroeconômicas dos organismos e inteligencias naturais e artificiais dos corpos e corporações cada vez mais gigantescas teratológicas e se propagando e mutando a razões arbitrárias, ou o que é a mesma coisa, aleatórias do ponto de vista das consequências ecossistemas e humanitárias.

Enquanto as populações de adultos infantilizados e idiocratizados como pequenas ditadores tirânicos mimados dependentes de grão vizirs para velarem até o seu sono eterno, agora jazem apartadas nas terras e tempos intermediários desse território e campos do saber obscuros, decaídas mais uma vez nas trevas a implorar para a persona e personificação dos todo poderosos e supremos lideres politico-religiosos que guiem esses cegos que furando uns aos olhos dos outros terminaram, numa terra cegos, onde quem tem um olho, agora é rei com poderes extraordinários, habemos cesares, ave Cesar.

Alfabetizadas… morrem de diarreia sem completar os primeiros anos de vida, e agora com o novo coronavírus, se não o mundo inteiro então tornou-se, muito mais pessoas caíram para a condição que labu-lutei minha vida produtiva para abolir de uma vez por todos, não perecer no terror, com aquele olhar de medo e tristeza, com aquela interrogação que só quem já viu alguém amigo ou inimigo partir olhando para os seus olhos, ou seja a morte em pessoa olhando para seu olhos, seja por envenenamento, sufocamento, ou fome, na pessoa de uma criança ou velho, sabe qual é a sensação. Há quem se acostume. Outros nunca. Porque até depois do partir. O rosto e os olhos continuam a olhar e perguntar para você. Uma única pergunta. Por quê? É a própria pergunta que move filósofos, teólogos e cientistas, por quê? A incógnita de uma seta que vai tanto para o gene e o meme das gêneses do passado, ou olhando para além do horizonte de eventos para toda a potencia e vocação do desenvolvimento humano nos sonhos e futuros possíveis uns realizados ainda aqui agora ou outrora nem tanto. Uma outra hora, talvez?

Pois não é? Peço perdão. Não tenho, a sabedoria .

Trancado em casa estou a bancar o dublê de professor dos meus filhos. E eles querem saber. Porque seus entes queridos estão a tombar. Para onde estão a ir.

Não,infelizmente. Não tenho a sabedoria. Gostaria de tê-la. Sou só um lumpem-ativista. Meu trabalho meus olhos, meus ouvidos, são para com os invisíveis ou inaudíveis e intocáveis. É para mim inconcebível que uma signo outrora sagrado, posto em movimento involutivo contrário e sentido do relógio biológico contrário tenha sido pervertido e manchado como apropriação anti-cultural signifique o oposto de tudo que é mais do que mero grafo, mas gesto de ação humanizante.

Ganesha que era ekadantam e portanto entendia não só dharma e o adharma de ajuda mutua, mas dos primeiros motores da auto-doação de amkushas para quebrar rajas e tamas, mas do satva, assim como Gandhi a fiar em suas rodas da re-civilizações da vida, idem.

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(…) A história diz que quando Vyasa precisava de um escritor para colocar os Vedas no papel, ele foi o primeiro a levanta a mão. E Vyasa disse para ele: “mas você não tem lápis ou caneta.” Ele crack! quebrou o dente e falou: “problema resolvido!” A idéia aqui é: a prontidão para se doar. Não existe relação com nada, nem ninguém, quando não existe uma auto-doação. Você se oferece à outra a pessoa, você confia, você dá um pouco de si e a outra pessoa faz o mesmo essa é a base de toda relação e seu dente quebrado é para a gente lembrar disso.(…) -O que é Ganesha?

Mas e a renda básica?

Ah, sim. É claro.

Volto novamente dessa enorme viagem sideral de considerações que eu fiz.

Uma genuína renda básica, a libertária, nunca será nem virá da mera consequência ou uma causa, provocada pelo medo em consequência de uma pandemia. Mas deve mais urgentemente do que nunca antes na história (que não se repete como farsa) vir agora que mais precisamos dela. Pois a renda básica não é assistência social, importantíssima, mas não é. É um princípio libertário-gregário da solidariedade cosmopolítica universal; Não é só transferência de renda, também importante, mas consequência e não o principio gerador nem a matriz.

A renda básica é a matriz, mas a potencia geradora é a assunção de responsabilidade social e cumprimento de razão humanitária como sentido existencial. Poderia chama-la de mudança de visão de paradigma da mera pregação para a práxis. Mas prefiro para encerrar este escrito simplesmente lembrando do princípio que moveu também como uma palavra que foi fonte geradora de inspiração da coragem para a ação social contra a covardia de toda forma de violência seja a da agressão ou privação: seja a onda. Seja o agente social da transformação.

Porque jamais seremos tão grandes quanto os mestres, mas mesmo podendo fazer tão pouco, se aprendemos a ver e ouvir as pessoas que mais precisam, entenderemos que quando tantos precisam de tanto, mesmo o que parece insignificante não é só uma transformação gigantesca, ela é a onda da música cósmica universal.

Porque perfeitos nunca seremos, mas há um abismo infinito também entre o nada fazer e a representação e atuação, do transferir liberdades o próprio ato-ação do levantar e andar… o manifesto da Libertas ação.

E solta o soul do submarino…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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