Normose, no Brasil e Catalunha: Os idiotas falando dos “loucos”

O brasileiro é um ufanista: não faz discurso de servidão, faz apologia do servilismo mesmo

E ele que é o maluco a derramar sangue…

Pois é. Sanidade é que vivemos no Brasil: onde um ministro da justiça acusa a policia militar e os políticos de um Estado de colaboração com o trafico de drogas. Por sinal, um ministro nomeado para frear a Lava-Jato por um Presidente acusado formalmente de ser chefe de quadrilha pelo ministério público e polícia federal. Olhem e aprendam catalães: isto é a plenitude da normalidade do Estado Democrático de Direito…

Onde já se viu isso? Querer se livrar de reis e governantes que nem sequer foram acusados de ser criminosos. Ou será que foram? Não importa, o Estado não admite concorrência principalmente quando o negócio é o monopólio da violência.

Então aprendam o que é viver no respeito a legalidade e autoridade com os brasileiros. Aprendam como o Brasil como construir uma Estado pacifico, desenvolvido, que respeita os direitos de os cidadão igualmente. É assim que se constrói um pais de Primeiro Mundo: obedecendo a autoridade dos seus competentes e honestíssimos governantes e supremos tribunais. Aprendam a obedecer e vocês irão atingir o nível de segurança liberdade e desenvolvimento humano dos lugares mais desenvolvidos do Brasil, onde a obediência a autoridade é a lei.

Quem dera tivéssemos a sorte de vocês! Quem dera se ainda pertencessemos a Portugal e Portugal a Espanha, seriamos um país ainda mais livre desenvolvido e independente política e economicamente do que já somos. E de quebra ainda por cima teríamos um rei… que chique.

Então parem de mimimi e abaixem a cabeça e levantem a bunda, é assim que se constrói uma grande nação rica e sem preconceitos raciais nem regionais. Ou onde vocês acham que vão chegar com essa loucura? Ou vocês acham que os Estados Unidos, a Russia, a França, a Inglaterra, a China, que viraram potenciais mundiais como? Com revoluções? Se separando?

E outra revoluções que viram países de verdade que se prezam não se fazem com referendo do populacho. Onde já se viu? querer fazer uma revolução sem matar ninguém, tem que cortar cabeças que absurdo! Quanta audácia! Quanta ingratidão! Daqui a pouco esse catalães, vão achar que não só podem se separar como podem invadir e ocupar outros territórios! E sem forças armadas! Quem eles pensam que são? Potenciais mundiais? Daqui a pouco eles vão achar que também podem até ter colônias ou escravos e em pleno século XXI! Colônias e escravos!!! Quanto desrespeito ao Estado de Direito! Que audácia, quem eles pensam que são? Os EUA ou França? Não senhor, colônia e escravidão é uma questão sobretudo de sangue, herança e tradição. Ou se nasce com ou não.

Quanta heresia!

Já imaginou se os cristãos não tivessem obedecido o Império Romano? quantas pessoas teriam sido crucificadas por sua desobediência a lei? Quantas mortes teriam esses subversivos provocados desafiando a lei e ordem querendo libertar judeus e judeias? Que absurdo? Essa gente não tem deus no coração. Obrigar pessoas tão pacificas a ter que usar da violência para que eles obedeçam suas ordens, é muita maldade desses catalães com o governo espanhol. E como bem diz o jurista egípcio, se não fosse essas mulheres sem vergonha a provocar o que há de pior nos homens a desafiar sua autoridade e patrio-poder nenhum homem teria que ficar estuprando e violentando elas para colocá-las no seu devido lugar na sociedade.

Ta vendo. Isso que dá esse negócio de liberar divorcio, primeiro é a mulher agora é todo mundo que acha que pode se separar, ninguém mais respeita os pátrio-poderes.

Que medo. Esses independentistas só podem ser fundamentalistas islâmicos ou comunistas. Já pensou se esses malucos assumem algum governo Estadual aqui no Brasil??? e declaram independência do nosso grande guia moral e cívico o Planalto Central? O que seria de nós? Nas mãos de quem iria acabar toda a riqueza do país? Sem Brasília para distribuir para o povo a riqueza que nossos políticos produzem com tanto trabalho como esse povo iria viver? Que loucura!

Pior imagine se esse povo começa a achar que pode se livrar não só do governo central, mas de todos governos??? Se começa a achar que pode eleger quem ele quiser, ou pior ainda: achar que pode decidir o que ele quer através de referendos, através do voto direto!!! Que absurdo! Onde iriamos parar? Já pensou onde estaríamos se o povo pudesse escolher se livrar do seu governo quando quisesse? Não teríamos Temer. Nosso grande líder… o que seria do nosso país sem Temer, o governante mais querido do mundo? Que loucura…

Ainda bem que no Brasil não somos loucos. Sabemos viver normalmente dentro das normas da nossa mais completa “normalidade” que vai retornando como o sapiente supremo Gilmar Mendes. Que bom que não temos esses subversivos e que vivemos na mais santa paz e obediência a ordem e progresso, sem guerras, impunidade, prisões nem derramamento de sangue, principalmente de inocentes.

Sabe qual é o nome disso? Normose. Mas pode chamar de alienação… ou de insanidade coletiva ou simplesmente idiotia mesmo…

Normose é um conceito de filosofia para se referir a normas, crenças e valores sociais que causam angústia e podem ser fatais, em outras palavras “comportamentos normais de uma sociedade que causam sofrimento e morte”.[1] Dessa forma os indivíduos que estão em perfeito acordo com a normalidade e fazem aquilo que é socialmente esperado acabam sofrendo, ficando doentes ou morrendo por conta das normoses.[1]

É comum justificar a manutenção de um comportamento não saudável por ser normal, algo que “todo mundo faz”, porém essa justificativa é falaciosa e acaba apenas perpetuando uma sociedade cheia de normoses. — wikipedia

Ou como diria o norte-americano medio normal: louco é Kim! Trump é perfeitamente normal…

Já foi normal duas pessoas se digladiarem até a morte para entreter a multidão. Também já foi normal queimar mulheres na fogueira por bruxaria e fazer pessoas trabalharem sem remuneração com direito a castigos físicos só pela cor da pele. Era normal também humanos se alimentarem de sua própria espécie e casarem sem amor. Já foi normal passar 40 horas da semana fazendo algo que se detesta, mentir para ganhar dinheiro e devastar florestas inteiras em busca de um suposto desenvolvimento. Peraí, este último ainda é normal. Afinal, será que ser normal — e achar normais coisas que não deveriam ser — pode ser uma doença?

Segundo alguns psicólogos, sim. A doença de ser normal chama-se, segundo eles, normose: um conjunto de hábitos considerados normais pelo consenso social que, na realidade, são patogênicos em graus distintos e nos levam à infelicidade, à doença e à perda de sentido na vida.

O conceito foi cunhado quase que simultaneamente pelo psicólogo e antropólogo brasileiro Roberto Crema e pelo filósofo, psicólogo e teólogo francês Jean-Ives Leloup, na década de 1980. Eles vinham trabalhando o tema separadamente até que um terceiro psicólogo, o francês Pierre Weil, se deu conta da coincidência. Perplexo, Weil conectou os dois, e os três juntos organizaram um simpósio sobre o tema em Brasília, uma década atrás. Do encontro, nasceu uma parceria e o livro Normose: A patologia da normalidade.

No fim dos anos 70, Crema estava encucado com o fato de muitos autores apontarem uma “patologia da pequenez”: o medo de se deixar ser em sua totalidade. Ele deparou-se com muitos pensadores, entre eles o alemão Erich Fromm (1900–1980), que falava do medo da liberdade, e o suíço Carl Jung (1875–1961), que afirmava que só os medíocres aspiram à normalidade. Crema misturou ao caldo a célebre declaração do escritor britânico G.K. Chesterton (1874–1936), que disse que “louco é quem perdeu tudo, exceto a razão”, e acrescentou os anos de observação e prática em sua clínica pedagógica.

Assim nasceu o conceito de normose, que, segundo ele, “ocorre quando o contexto social que nos envolve caracteriza-se por um desequilíbrio crônico e predominante”. A normose torna-se epidêmica em períodos históricos de grandes transições culturais — quando o que era normal subitamente passa a parecer absurdo, ou até desumano. Foi o que aconteceu no final do período romano, em relação à perseguição de cristãos, ou no início da Idade Moderna, com o fim da legitimidade da Santa Inquisição, ou no século 19, com a perda de sustentação moral da escravidão. E, segundo Crema, Leloup e Weil, é o que está acontecendo de novo, com a crise dos nossos sistemas de produção, trabalho e valores. -A doença de ser normal

De boa, prefiro ser um barão louco em Pontinha do que um não-cidadão de um não-Pais. Com certeza melhor ser um maluco por liberdade do que um imbecil que adora a sua servidão, e serve seu senhor mesmo crente de que ele é servo do próprio capeta! Oxê, vai ser fiel a servidão assim já no inferno, ou por aqui mesmo no Brasil.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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