“Não Serei Cúmplice”. O que acontece quando até conservadores começam a fazer discursos revolucionários?

Rebelião Republicana: Conservador sim. Fascista não, Mr. Trump

“Não Serei Cúmplice”-

Jeff Flake, um “conservador pragmático”, Senador Republicano dos EUA e autor do livro “Conscience of a Conservative”.

“Devemos deixar de pretender que a degradação da política e da conduta de alguns em nosso braço executiva sejam normais. Não são normais”, disse Flake, de 54 anos.

“O comportamento imprudente, escandaloso e indigno se desculpa dizendo que é assim, quando na realidade simplesmente é imprudente, escandaloso e indigno. Quando esse comportamento emana do cume do nosso governo, é outra coisa. É perigoso para uma democracia”, apontou. (…)

O senador do Arizona questionou seus colegas republicanos por permanecer “em silêncio enquanto violam as normas e os valores que mantêm os Estados Unidos fortes”.

“A política pode nos calar quando devemos falar, e o silêncio pode ser igual à cumplicidade”, disse.

“Tenho filhos e netos para dar explicações. Portanto, senhor presidente, não serei cúmplice nem permanecerei calado (…) Estou anunciando hoje que meu trabalho no Senado será concluído ao final do meu mandato, no começo de janeiro de 2019”, disse.

O discurso de Flake, totalmente fora do comum, acontece horas depois de Corker ter dito que o presidente Trump é “absolutamente mentiroso”, não é “digno de confiança” e “degrada” a nação. -’Não serei cúmplice’: outro senador republicano se posiciona contra Trump

Não foi o primeiro a se rebelar abertamente:

A rara visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao Congresso nesta terça-feira (24) para tentar criar laços em seu partido levou a uma forte reação contrária. O influente senador republicano Bob Corker lhe acusou de degradar a nação, e o conservador Jeff Flake disse que ele é “perigoso para a democracia”.

O dia deveria ser marcado pela reunião da Trump com a bancada da maioria republicana no Senado: o presidente iria ao Capitólio pela primeira vez desde que assumiu o cargo em busca de apoio para aprovar antes do fim do ano sua reforma tributária, que inclui cortes para empresas e pessoas.

Contudo, desde cedo a atenção política se voltou para uma troca azeda com Corker, que respondeu a ataques de Trump no Twitter dizendo que o presidente não é “digno de confiança” e que “degrada” o país. -Washington em chamas: dois republicanos explodem contra Trump

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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