Não adianta… ninguém vai criminalizar a Greve Geral. Nem a mídia, nem os sindicatos, nem os dois juntos…

Não se deixe enganar: Trabalhadores em greve não são sindicalistas pelegos.

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Esses pelegos representam tanto a classe trabalhadora quanto a classe política que eles servem como capachos representa o povo.

Eles e seus grupos tentam colar sua imagem como representantes “do povo”. E a grande midia agradece. Mas não vai colar. Podem até pegar onda, mas nem um lado vai conseguir criminalizar esse protesto legitimo por causa deles, nem o outro vão conseguir se apropriar de um processo histórico popular que vai acabar engolindo ambos se continuarem a achar que podem brincar com a revolta popular para levar vantagem nas negociatas entre eles.

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Os ditos representantes das classes trabalhadores e sociais são tão legítimos (e democráticos) quantos os representantes das classes políticos. E representam tanto os interesses das classes e movimentos sociais que lideram quanto nossos lideres políticos. A dinâmica de interesses é a mesma: pessoas usando a posição de representação que ocupam para obter vantagens particulares. Usando as pessoas que representam como seu capital politico e moeda de troca para obter mais vantagens nas negociações dos seus interesses.

No caso desta greve geral, o trabalhador está lá lutando por seus direitos contra um governo criminoso e escravagista. Enquanto suas lideranças e capangas estão usando a mobilização para manter seus impostos sindicais e fazer propaganda de seus partidos e godfathers políticos. É mais do que evidente que ao trabalhador grevista o que menos interessa é a violência e o caos. O pior dos mundos para governos e intermediários é quando a população demostra capacidade de protesto pacifico e organizado, porque tira das mãos do primeiro qualquer desculpa para a repressão e do segundo seu papel de mediador do protesto organizado.

Para eles pouco importa se seus atos serão usados para jogar a opinião pública contra a greve para criminalizar todos os grevistas. Eles não se importam em se comportar como agentes sabotadores porque a única coisa que interessa é o uso político que farão dos atos. Como vão capitalizar sua capacidade de causar prejuízos para vender que manter eles, as lideranças, bem cooptados e remuneradas sai muito mais barato. A chantagem pelega é clara, se quiserem que continuamos a ajudá-los a foder o povo não ousem tocar em nosso butim, se quiserem que continuemos a desempenhar o papel institucional do sindicalismo paraestatal de monopólio de (des)mobilização das massas então continuem nos financiando.

Isso não é de agora. Esse é o papel histórico do chamado sindicalismo pelego criado por ditaduras fascistas para desmontar sindicalismo de base, se apropriando de suas organizações e serviços sociais. Aparelhando-as com pelegos que respondem as lideranças políticas-partidárias e governos e não aos trabalhadores, para-estatizando suas associações.

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O Brasil é um pais que não precisa de agentes sabotadores, nem estrangeiros nem policiais. E por um simples motivo: da mesma formas que os principais agentes sabotadores da Nação não são agentes internacionais, mas nossos próprios governantes, os principais sabotadores dos movimentos sociais e de laborais são suas lideranças. A dinâmica é a mesma. Nos dois casos temos lideranças compradas pelo interesse contrário vendendo os direitos dos trabalhadores que representam como moeda de troca no balcão de negócios em troca de favores ou privilégios contrabandeados nos “direitos”.

Os sindicalistas vendem o direito alheio tanto ao governo nacional quanto empresas nacionais e internacionais. Já o governo nacional vende o de todo povo não só para qualquer empresa que pague mais (a eles), como também são o único sindicato de ladrões com licença legal para negociar e não uma classe mas toda a nação diretamente a outro Estado-Nação.

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É impressionante como até instintivamente esses adversários e comparsas políticos alimentam um ao outro. Como os governos e movimentos sociais de esquerda construíram como sua imbecilidade e canalhice o capital eleitoral do que há de pior na direita e extrema direita. E estas retribuíram o favor com mais canalhice e imbecilidade governamental reconstruindo o capital eleitoral destes. Mas retire o capital eleitoral deles construído na base da rejeição um do outro e não sobra nada de nenhum dos lados, só o rastro do estrago e prejuízo que deixam.

É incrível como cada parte constroem sua imagem e aprovação da rejeição da outra, e como nada resta de positivo e construtivo nem de uma nem de outra quando se removem ambas e o que sobra é apenas uma os escombros de um pais e uma população pisoteada em seus tumultos.

Não se surpreenda portanto que quando eles escaparem das guilhotinas voltem a se comportar como pessoas civilizadas e sentem para conversar e negociar a preço de banana o futuro que destruíram das pessoas que venderam.

Porque se há uma causa e interesse comum entre patrões, sindicatos e governos que vivem do trabalho alheio é este: que a escravidão assalariada jamais acabe, porque esse é o “ganha-pão” de todos eles feito as custas da propriedade e trabalho alheio.

Se eles darão alguma contribuição para mudar esse estado de coisas, será levando até a últimas inconsequências toda esse jogo de interesses particulares que eles representam como farsa de interesses coletivos. Levando a população até o limite do insuportável.

Essa greve geral é mais um sinal de que já estamos passando deste ponto…

Num pais onde até a os direitos do trabalhador “esquerda” é de inspiração fascista você queria o quê?

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A árvore genealógica das oligarquias brasileiras sempre entrega: o primeiro Ministro do Trabalho do Brasil nomeada na ditadura Vargas: Lindolfo Collor (é… o avó do dito cujo mesmo)

A Carta del Lavoro, copiada a posteriori, por diversos países, como Portugal, Turquia e Brasil, serviu também como fonte inspiradora para a criação da Constituição de 1937 e para a CLT pelo então Presidente Getúlio Vargas.

Apesar do mesmo nascedouro, não obstante todas as novas organizações democráticas dos diversos países tenham optado por revogar quase toda a legislação corporativa e em eliminar todos os institutos criados pelo regime anterior, o Brasil, em comportamento diametralmente oposto, conservou todos os caracteres fascistas, malgrado a alteração de regime para o regime político democrático no ano de 1945.(…)

Mas não é essa a única característica que denota a influência do modelo fascista na regulamentação da atividade laboral no Brasil. Dois outros traços marcantes, embora não únicos, merecem especial relevo quando do desenvolvimento do tema: a exigência do imposto sindical compulsório e a inexistência de liberdade sindical, que tolhem dos trabalhadores do direito de opção de livre afiliação sindical, impositivo este abolido até mesmo no país do seu nascimento desde o ano de 1970. Segundo Sayamão Romita, “o Brasil é, assim, o único país do mundo cujo ordenamento contempla este verdadeiro atentado a liberdade sindical”.

Agora pare e pense: Se essa era legislação de um ditadura de inspiração fascista… qual é a inspiração das leis e definição para este regime atual?

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http://trabalho.gov.br/noticias/4428-ministerio-publica-cadastro-de-empregadores-que-tenham-submetido-trabalhadores-a-condicao-analoga-a-de-escravo

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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