Me diga o que come o Leviatã (além de gente) e eu te digo para quê fim caminha o “Planeta”

“Nióbio? Mané, nióbio, Bijuteria? Meu negócio é outro.”Um nobel de química para o petróleo branco, Lítio. Porque o motor da(s) máquina(s) da tal das riqueza das nações.

Pois é.

Lítio, cobalto… “terras raras”. E claro, água. Tudo o que move essas máquinas que não só derrubam e matam. Mas sobretudo transportam a riqueza das terras pilhadas e arrasadas para a terra mãe. Afinal, não basta roubar e matar, é preciso ter como carregar, a ciência do trasporte, comercio, infraestrutura, rotas e logísticas, e claro, guerra da informação e propaganda para penetrar e ocupar territórios.

E agora, que Russia e China, disse com todas as letras que a Venezuela é deles, qual virou a próxima bola da vez, dos outros Leviatãs “famintos” mundo afora? Uma dica:

A matriz está mudando, mas o paradigma não. O motor pode não ser mais de combustão, mas muita gente e mata ainda vai queimar para alimentar esse motor, porque a verdadeira questão não é onde que minerais e portanto as terras que serão arrasadas para essas máquinas estatais possam continuar a rodar, mas sim: quem são os seres vivos, leia-se, as gentes, tribos, as genes dos bem nascidos que irão herdam o mundo e o futuro e quem não. Seja porque foram sacrificados na pira do holocausto da marcha do progresso, ou pelo contrário, foram como os animais que agora são um perigo a conservação do meio ambiente, o objeto do “abate humanitário” para os herdeiros brancos da admirável nova ordem do novo mundo sustentável.

Seja os cultuadores do Progresso, seja os pregadores do salvem o planeta, todos essas pessoas tem algo em comum: My ass firts. Então vai mais uma profecia, porque não é difícil de faze-las, basta olhar onde as aves de mau agouro pousam ou começar a gralhar, os urubus e carniceiros se olhem ou voam para saber onde será o próximo genocídio, ecocídio e etnocídio. Porque tenha certeza, onde eles aportam não trazem, levam. Cadáveres escravidão, burocracia e corrupção, dividas e lixo ficam, ouro, florestas, vidas, culturas, saberes, se vão. E se você acha o contrário, é porque não é o descendente da mãe nativa, mas filho legitimo e não bastardo do pai colonizador. É herdeiro do tal bem comum, que agora devorado, nas grandes metrópoles, volta a ser “de todos”, e não escravo.

Então nem importa se quem vai prevalecer serão os malthuambientalistas os nazicapitalistas, discursos fora, no fundo só estão interessados na conservação e progresso de um só e mesmo eu e gene, a sua. São eugenistas disputando diferentes modelos de neocolonização exploração dos recursos naturais, inclusos as massas dos povos subdesenvolvidos. Nem um nem outro, se importa quanto seres humanos vão morrer se for para salvar os recursos para suas gerações que irão sobreviver; e adivinha quem vai sobreviver? Quem serão os que vão herdar o capital acumulado de tudo que já foi acumulado não só das matas derrubadas, mas da vidas não só escravizadas mas exterminadas nesse processo industrial de exploração, não raro queimadas junto com florestas ou enterradas debaixo das minas? Quem vai herdar todo o patrimônio que não só está de pé, mas todo o capital já pilhado dos cadáveres e terras arrasadas e tudo que ainda será capitalizado dos novos cadáveres e florestas humanitária e ecologicamente abatidos?

Sim os mesmo que viverem muito bem alimentos e obrigado dos estados de bem-estar social movidos não só movidos do sangue e suor alheio, mas jogando lixo e lixo e custos no quintal de quem eles não só escravizavam mas transformavam moerem e transformaram em salsicha alemã ao se apropriar do mutualismo e anarco-sindicalismo como previdência estatal e peleguismo trabalhista. Otto von Bismark, explica.

É lógico. Sabe aquele mendigo sujo ele também é um macróbio cheio de micróbios não sabia, um perigo para todos. Um problema de saúde pública, de redistribuição de renda? Do capital pilhado que o canalha que chora pela floresta não abre a burras, para compartir? Não, não senhor, um problema de meio ambiente, ele o cachorro dele, liga o forno e pode fazer sabão, sabão não. Adubo.

Peraí, valor agregado. Porque não abajour porra? Não, sapato.

Ah, meu amigo, muito em breve, você vão ver favelas inteiras na bala, mais Ágathas sendo mortas, por Witzels e Bolsonaros e Dorias da vida, não com o discurso da defesa da propriedade privada, mas já se apropriando do própria defesa do meio ambiente. Para passada a histeria, feita a gentrificação construir um belíssimo condomínio fechado, ecosustentável é claro. E as famílias, também realocadas para meu gheto, minha morte, dentro dos melhores parâmetros de preservação do vida e meio ambiental para todos, menos é claro delas. Um sacrifício necessário de poucos, sempre os outros para o futuras gerações: seu progresso, seu preservação. Da sua gene, da sua natureza, da sua terra. Sacrifício compulsório. Ou seja, holocausto.

Brasileiro não aprende. Reclamaram para o tal do Kassab sobre a poluição dos carros. Ok, vocês querem carros que poluem menos? Vocês que pediram. Muito obrigado, otários: Mais um Imposto para vocês, e mais grana para a classe política se locupletar.

E a poluição? A poluição que se dane. Estado impõe obrigações para recolher tributos, mané, quem no final das contas vai fazer de qualquer forma o trabalho é sempre o cidadão, o servidor, e não o ladrão, e se você acha que o verdadeiro servidor público aquele que limpa sua latrina, é parte da máquina estatal e não escravo como você, você não entendeu nada como funciona a externalização de custos e prejuízos privadas via subsidia pelo coerção do monopólio da violência estatal dos povos para maximizar os ganhos tanto da burocracia estatal quanto dessas corporações amigas do rei e do reino, que quanto maior ou menor, é império e não província.

Então embarca no trem deles. Tem um apitando agora mesmo. Um não dois. Dois fios de uma bomba relógio semiótica, composta de uma estratégia em pinça de uma mesma tesoura que irá cortar a sua singular pessoa. Qual das verdades que libertam você vai embarcar no terem “só o trabalho salva” da turma do agronegócio. Ou do “salve o Planeta” dos súditos da Rainha do Extintion Rebelion. Ah, e não se esqueçam da nova onda do Papa, a ecologia integral. Todo mundo agora ama o Planeta, todo mundo agora ama a humanidade, tudo é patrimônio da humanidade, tudo é bem comum menos o bem comum já capitalizado, menos o Capital, o deles, é claro.

Não estou nem aí, se são massa de manobra inocente ou nem tanto. Isso não é jogo. A chapa esquentou para eles. Ok, respeito. E vamos nos ajudar mas abra a porta, porque essa história de gritar que estamos todos no mesmo barco, e que todos vamos morrer encastelado em seus burgos. Deixem de ser hipócritas, a época do fazer gueve de fome, fechar ruas, dos discursos demagógicos já era. Peguem a porra do capital desses holocaustos, freiem o superconsumo e ao invés de tentar manobrar os famintos e desesperados para capitalizar em cima de mais cadáveres e terras arrasadas garantam a todos o direito de também nascer com uma ínfima parcela do usufruto desse tal patrimônio da humanidade um futuro, de herdar também um renda garantida, motherfukers. Para de falar, para de doutrinar e ouçam. Filhos da puta, ouçam.

Ouçam quem não é fidalgo, quem não é herdeiro, quem vocês estão pedindo para morrer para salvar um planeta e um futuro que seus filhos e sua gene não vão ver, nem ter. Aliás fodam-se eles. Eles estão cagando e querendo é mais é marchar por cima de todo mundo, seja qual for a sua bandeira, progresso, meio ambiente, comunismo, capitalismo. Qualquer bandeira ou ideologia. Eles só sabem fazer isso marchar, gritar, matar e capitalizar em cima de gente morta e reinar transferir seu reino eugenistas para os do seu sangue e terra. Brigam entre eles, pelos butins da pilhagem e idiota de quem entrega sua boca de pra servir de corneta, e seu lombo para ser besta de carga ou pior bucha de canhão, ou pior escudo contra canhão. Estado, Igreja ou ativista social que não dá mas toma de quem precisa, não é nada senão um ladrão, e pior ainda o que dá para exigir em contrapartida a servidão em troca é pior ainda, porque esse se já não é o tirano ou seu emissário, é um projeto de poder dele.

Rebelião contra extinção? O mundo vai acabar. Descobrindo o mundo, quando? Ontem? O mundo de quem? Na Africa, Na America Latina, ele não vai acabar, já acabou. Chegaram tarde, quem já não morreu, está lutando para não morrer, sobreviver como pode, não pode, não só com o que tem mas faz tempo com o que não tem. Nas periferias, quebradas, nos ghetos, favelas e agora campos de concentração de imigrantes, refugiados, não se queima florestas se queima gente mesmo.

Então rebelião contra extinção de cu é rola, é a Europa descobrindo a América de novo. São até honestos, e respeito, porque não estão na retaguarda, mas na vanguarda, mas são massa de manobra. E manobra para adivinha para fazer o que? Para fazer o que América latina rica e o brasileiro rico faz com o pobre, holocausto urbano e florestal, só que ao invés de disfarçado de velho progresso desenvolvimentista ultrapassado, agora como nova ordem da sustentabilidade, a deles é claro, a ambientalista. Trocam-se os termos, avançam as técnicas e tecnologias, aperfeiçoam-se os métodos e processos, automatizam-se as maquinas, mas a cada revolução industrial o paradigma continua o mesmo, e em cada crise só fica mais evidente seu proposito, moer vidas e genes que não pertencem a gene da hereditariedade hegemônica, para alimentar e expandir os domínios, predomínios e prevalência destes não só com único mundo ordem ou futuro possível, mas como representação do que é ser humano, seu patrimônio totalitário sobre toda a terra, agora como nada menos não como conquista de continentes, mas como Planetas inteiros. A começar pela própria Terra.

E Amanhã? O amanhã ao futuro pertence? Não senhor, pertence aquele que estão hoje mesmo, já estão correndo para conquistá-lo e colonizá-lo.

Porque como já dizia o índio esse homem tem uma doença, ele é incapaz de dar, ou se doar, ele só toma, e só consegue enxergar e medir o outro pelos seus olhos que espelham sua alma, que são afinal de contas sua régua: uma praga de gafanhotos.

E você achando que eles estavam preocupados com o quê? Em desviar meteoros? Procurando o quê? Vida? Contatos imediatos de terceiro grau? Até estão. Meu amigo, quer saber o quanto alguém acredita em qualquer coisa, siga não só o dinheiro, mas o tempo que dedica da sua vida, até porque quem tem escravo, o “dinheiro” leia o escravo faz dinheiro para ele, e ele usa seu tempo para o que realmente quer. Esqueça a pregação, a propaganda e veja o que como ele vive, ou o que ele a mesma do que ele será sua causa mortis todo santo dia. É matemática. Ou mais precisamente investigação contábil. O quanto esse ser vivo gasta do seu principal capital, o tempo de vida, determina não só o quão livre ele é, mas qual é sua verdadeiro credo e razão de viver. E logo qual a verdadeira motivação que move suas ações para além das cortinas de fumaça e notas promissórias das palavras.

Pegue o tempo que uma pessoa consome ou já consumiu da sua vida tenha ele desperdiçado, aproveitado, capitalizado para ele ou para outrem, doado ou enterrado no quintal ou banco, não importa. Veja em exatamente o que ele ainda não só o verdadeiro de todos seus capital, o tempo de vida, mas como ele gasta, guarda ou investe o capital que aquele acumulo do tempo de vida de tudo que um dia já morreu e foi capitalizado e está na sua mão como patrimônio, e você entenderá qualitativamente no que ele realmente acredita ou tem fé. Mas terá equacionado quantitativa e matematicamente quais exatamente são os seus verdadeiros credos e valores, nas exatas proporções da distribuições não só que fez no passado, mas do que faz ATUALMENTE, ou seja exatamente AGORA, em tempo real, com seu tempo de vida, e capitais. Terá a proporção do quanto ele acredita, valoriza, confia, investe se aplica ama cada ideia ou coisa. Ou pelo contrário despreza, odeia, porque pode não só não mover um dedo, pode não só não dedicar um segundo, um centavo, ou sequer nem pensar ou ouvir, mas investir pesado em tempo e dinheiro, ou mobilização de massas de alienados não para construir, mas para destruir, ou o que é a mesma coisa para possuir o outro como objeto do único o sujeito que consciente ou não realmente acredita que seja o herdeiro dignatário e centro, origem e gene desse mundo: o seu ego. E como diria o poetinha da bossa nova e das praias de Copacabana, que me lembram a Paris, São Paulo, Nova York, a gentrificada e higienizada por óbvio que esse amor seja eterno enquanto dure.

E você achou que brasileiro aprendeu a fazer coisa (ou fingir que fez) pra gringo ver com quem? Com os povos da floresta?

Continua…

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