Mais uma guerra mundial de Idiocracias: Salvadores de Pátrias versus Salvadores do Planeta

Da política incendiária de terra arrasada como salvação no (e para) o Terceiro e Quarto Mundo.

introdução

Virou hábito (moda) as pessoas usarem a palavra “narrativa” para descrever todo processo demagógico de manipulação em massas pela adulteração epistemológica dos dados e fatos como se fosse o processo todo um só, e a construção de narrativas fosse o todo dele. Eu prefiro continuar usando a palavra a discurso para quem vende; narrativa (um bom termo) para quem compra, revende e repassa (de graça, ou nem tanto) essa droga (ou merda) alucinógena; e hipocrisia, desonestidade intelectual, onde ainda cabe e falsidade ideológica quando a demagogia de todo processo é flagrante.

Demagogia que por sua vez não é mais um simples gesto, bons tempos (que nunca existiram), mas como tudo, um processo ainda mais complexo mas intrincado na essência da produção, reprodução e claro disputa e expansão de idiocracias concorrentes tanto nacionais quanto internacionais. Com demagogos a fabricar e plantar merda; seus veículos emissores a difusores a bombardear tanto o seu próprio curral, quanto o alheio, e os idiocratizados, (para não dizer idiotas imbecilizados) a repetir, se dividir e se espalhar a merda propagando tanto a idiotice em si quanto a discórdia- seja enquanto vítimas inocentes da sua boa-fé e boa-vontade, seja como vitimas da famosa esperteza que devora o esperto.

Esperteza que portanto faz dele o idiota útil clássico. Útil as idiocracias alheias, porque tanto mais perigoso aos coitados e idiotas nativos quanto mais o imbecil, ainda que seja só um espantalho, está estrategicamente posicionado como um ou o idiocrata mor do teatro de encenações e quiça operações local.

De modo para efeitos de política externa tanto faz se temos um idiocrata se passando por idiota para manipular não só as massas mas seu próprio estafe, ou de fato um idiota manipulado ou contido por seu estafe na posição de idiocrata. Tanto o espantalho quanto o pombo enxadrista não tem o mesmo efeito lá fora que dentro do território doméstico. Principalmente quando suas armas, incluso as carrancas e bravatas não tem o mesmo efeito de dissuasão, sansão, ou terror com os idiotas e idiocratas alheios como tem com os nativos e domesticados dentro do range delas, o seu curral e território. Justamente o poder oposto que os idiocratas de fora que na qualidade de predadores bem maiores possuem aqui dentro, para mijar no território alheio, e tentar rever as marcar e demarcar do que de cada primata de terno dentro da cadeia alimentar internacional.

Onde o que não falta é coitado, idiota e até mesmo idiocrata se achando muito esperto em sua posição de pequeno ou grande poder para falar ou fazer o que quiser, porque já domina, ou pensa que o domina sistema de punições dos homens, ao menos o dentro da sua jurisdição territorial, mas ignora a que lei a natural aquela que não precisa nem está sob a jurisdição nem jurisprudência suprema dos decretos de nenhum dos 3 poderes ou 4 poderes, mas permanece como sob lei da razão das causas e suas consequências, a única que merece propriamente o nome de lei, porque até para ser e alterá-la, e olhe lá, carece da sua observância, mas pode chamar de ciência.

Maquiavel aconselhava aos governantes, ou tiranos (ao gosto do freguês) que se não quisessem jamais cair ou perder a vida- o que era ainda mais comum naquele tempo- que a maior virtude de que ele deveria observar não era o credo dos fieis que se acreditavam eleitos ou predestinados pela fortuna da sorte, dos deuses, ou da sua própria persona, mas sim a virtude de saber e se comportar não como se é ou pensa ser, mas como ele deveria ser ou pensar dependendo do tempo e lugar, as circunstancias. E não podendo ser um ou ator tão descaradamente aos olhos de todos, aconselhara que o tirano colocasse também muitos outros em seu lugar para fazer o serviço sujo, até para depois repreende-lo e cortar sua cabeça, contentando amigos com favores e também depois as vítimas com a vingança.

Lição básica de governança ou gestão das massas domesticadas pelas violações e privações mais imbecilizadas pelo espetáculo da violência. Que parece ou pelo menos parecia boba até ontem quando a racionalidade prevalecia, mas num tempo em que reis e tiranos se guiavam a si as massas para precipícios se guiando e consultando toda a sorte de superstições, foi uma verdadeira revolução das luzes da razão num tempo de obscurantismo e sombras. Ou trocando em miúdos, idiocrata que não é idiota vende e trafica sua droga, mas não cheira como qualquer dono de morro, igreja, protoestado, traficante, miliciano, ou produto e vendedor de armas ou tóxicos sabe, é lá não aqui, e no outro não que se vende o lixo incluso como ajuda, escapatória ou salvação, e não sabe pelo menos deveria saber.

Um problema cultural diriam uns. Mas pode chamar de vulnerabilidade do código de programação cultural. Onde todo e qualquer cavalo-de-troia não só passa desapercebido, mas é recebido de portas abertas. Como se já não estivessem completamente infestados de vírus e parasitas controlando todas as nossas portas de entrada e saída e não só da informação e desinformação. Por isso numa idiocracia mais importante do que ficar atento às narrativas e a movimentação do gado, é importante ficar atento aos comandos e sinais do boiadeiro e seu berrante. Do não, dos. Porque não há só uma boiada, mas várias disputando perigando estourar e disputando o mesmo pasto que ainda nem pasto é e nem pertence a nenhuma delas, nem a todos, ao menos não para pecuária nem de gado nem de gentes.

Então fica o alô, não do Maquievel, mas do Mussum:

Porque o papo furado é dos idiocratas assim como o choro e a gritaria é livre, mas o cu e sua fatura é sempre dos idiotas. Querendo ou não Nóis. Nóis e não eles especialmente enquanto vivermos numa idiocracia independe de qual bicho e bioma morto seja feita nossa dieta, mortadela ou caviar. Porque a Amazonia inegavelmente queima. Assim no Brasil e o Brasil e o mundo. O circo pega fogo, a olhos visto e cada vez mais rápido. E o que não faltam é Neros e Napoleãos para tacar mais lenha na fogueira que por sinal eles mesmos quando não criam, alimentam. Resta saber se para apagar, e governar sobre quem e o quê e para quem?

A guerra dos idiotas idiocratas: dos discursos escatológicos neocoloniais protonazistóides pátrios e ambientais: salvadores do Planeta versus salvadores da Pátria

No escrito anterior dediquei toda uma série de p.s.(s) para apontar alguns (não todos) dos gritantes absurdos (para não dizer hipocrisia descarada) do discurso “ambientalista” de Macron (e não só dele) para defender interesses outros sobre a Amazônia como se fossem de todo o mundo. Discurso comprado e revendido por aqui pelo preço certo ou até mesmo de graça por quem só tem em Bolsonaro um inimigo comum. Quanto por quem realmente se importa e milita faz tempo na causa ambiental e indígena, ou quer começar a se importar com algo que faça diferença, um sentimento que jamais pode ser desprezado.

Um erro clássico para uma estratégia oportunista clássica, um cavalo-de-tróia que explora uma vulnerabilidade de um país sempre pronto a rodar a programação desde que venha pelos canais sempre abertos com a linguagem, código de programação e autenticação da autoridade correta e tela azul. Esqueça as indignações seletivas, não são seletivas, elas já são teleguiadas. São ligadas e desligas por simples bombardeamento de informação-desinformação. E assim como um se inflama num dia e surta, no outro já volta a normalidade como se nada tivesse ou continuasse mais a acontecer, apático pronto para ser recrutado como audiência corneteiro e repercutidor e macaco de auditório da próxima novela da vida.

Esqueça a metáfora dos parafusos soltos, para esse tipo de loucura coletiva, nessa fábrica quando você olhar para o lado, e disser nossa coitado João ficou completamente doído você viu? Não é mais um parafuso que se soltou, dele ou da nossa vida, ele não é mais uma engrenagem do mecanismo que quebrou, é um fusível que se queimou. E fusível se queimam, ou melhor são feitos justamente para isso mesmo, serem queimados, de modo a preservar a integridade dos outros componentes feitos para permanecer intocados. Mais um fusível queimado. E eles já não queimam sozinhos, mas em série porque a sobrecarga na rede é cada vez maior para preservar os núcleos dos intocáveis nas diferentes redes de tensão que compõe o sistema.

E assim como nesse há gente que não passa de mero fusível a ser queimado, há outros seres igualmente vivos de outros reinos que não passam de fonte energia, a ser igualmente queimado para alimentar os motores desse sistema, mas que também se perder irreversivelmente em calor, entropia e caos, nesse processo de produção de poder e riquezas, querendo os economistas e políticos, porque as leis da termodinâmica e da física são leis da natureza, e não convenções submetidas aos caprichos e canetadas dos homens. Os dados sim, os fatos, suas causas e consequências não.

Dados e fatos podem ser queimados, escondidos, substituídos por guerra de factoides, mas a guerra de factoides, que não deixa de ser mais um novo fato e evento produzido pelo homem, irá somar-se à cadeia de eventos e produzir uma reação.

Incendiar é sempre fácil onde justamente as culturas da vulnerabilização e facilitação da manipulação e exploração das terras, gentes e matas para colher, pilhar riquezas fáceis. Matéria-prima e mão-de-obra não só fácil de ser apropriada, mas fácil de ser empregada, para todos os fins, não só barata e servil, mas até gratuita, uma massa sempre pronta para ser dividida, mobilizada, alienada conforme os alheios, internos e externos que disputam nada menos tudo que ela é, e a define, não só suas propriedades que definem sua soberania mas sua liberdade que as definem sua própria identidade. Uma mera caricatura, seja como carranca ou santo para gringo ver.

E Touché. Bolsonaro enquanto Nero e piromaníaco profissional, seja autônomo ou automato, mas profissional na arte de colocar fogo no circo tanto do mundo simbólico quanto o real, experimentou do próprio remédio. Encontrou um outro player que dobrou as apostas afinal esse negócio de salvador da pátria é para os fracos. Onde os fracos não tem vez o negócio é salvador do Planeta.

Sinceramente, nem eu sei, se ele sabe do que estão falando, especialmente quando saca, a moeda do commons. A questão mais importante e disputada da história da humanidade e menos debatida às claras com os verdadeiros donos os povos. Se ele sacou essa bomba atômica para atacar um mosquito, essa monumental vala comum guardada literalmente a (G)7 chaves como um esqueleto no armário do colonialismo, apenas para melar um acordo comercial dessa reunião de cúpula dos países ricos e poderosos, então não pergunte porque a chanceler alemã anda com aquela cara de quem não acredita no que viu e tendo tremedeiras. É medo, porém não deles, mas de quem já viu esse filme em casa. E de que qual é a próxima do que esse bando de idiotas mimados e mal-amados vão aprontar quando estiverem todos no poder juntos ou brigando pelo poder. Porque pior que um Trump no cassino, são muitos, e a casa quebra. E casa não se engane é sinônimo de Planeta, exceto na demagogia para plebe.

Não, não estou dizendo que no horoscopo da mitologia contemporânea o signo da persona pública de Macron é o do Joker. Ele não é o caos descarado e escarrado que ri, ele sua persona assim como estratégia política é mais discreta e a clássica, ela tem duas-caras:

Uma política e bandeira que os EUA largou no meio do caminho, após sucessivas derrotas, ou falsas vitórias de pirro. Mas e aqui não afirmo, pergunto: o quanto ele age dessa forma apenas seguindo seu instinto de animal político para ocupar um vácuo, ou isso faz parte de uma estratégia maior e mais bem pensada de contra-reação do stabilishment tecnocrático para frear o populismo antisistema e preservar suas lideranças politicas que não param de cair nas principais democracias representativas (leia-se maiores PIBs do mundo alinhado)? O quanto esse movimento de tentar chamar para si a figura de salvador do Planeta, é consciente ou só mais um erro de cálculo porque não se engane, nem tudo é planejado, nem tudo sai como é planejado e nem tudo é uma conspiração, e mesmo quando é nem todas as peças, mesmo as grandes são necessariamente consciente do seu papel, mas polenziduraks, porque, as vezes, até os reis se movem, ou melhor são movidos, quando são postos em xeque.

E pressupor o erro ou um puta acerto, sem necessariamente nenhum plano, é uma hipótese. Mas não pressupor inteligencia ou pior causa, optando pelas explicações facies, é não propor-se a entender nem explicar nada. E há muitas formas de fazer isso. A mais fácil, é dizer que foi um erro, ou mera coincidência e fim de papo. Outra é pior, é assumir que há um problema mas atribuir a ele agentes ou tramas fantásticas, ou simplesmente impossíveis de se verificar. Sempre melhor, manter-se no campo das dúvidas razoáveis e humildade da pressuposição que leva ao entendimento, a pressuposição de inteligência das partes evidentemente envolvidas. De modo, a não multiplicar ao infinito as possibilidades de causas e logo consequências. E ficar nos erros e acertos plausíveis e não nos incríveis, que são sempre resultado mais de sorte, do ser verdadeiros, como ele faz parte de seita globalista satânica tentando dominar o mundo eliminando toda a vida dos que não pertence a seu culto.

Esse tipo de insanidade a lá protocolo dos sábios de cião que pega as bases de crítica que é sobretudo social, política e cultural, e transforma em uma guerra contra pessoas, grupos escolhidos para serem os inimigos que ele precisa para alimentar a sua ideologia de ódio, discriminação e guerra, muito bem disfarçada de preservação de espaços vitais e da sua cultura frente a ameaça da invasão não indígena, mas alienígena (terrestre mesmo) dos alienados e renegados da civilização. Um processo perverso de inversão ideológico onde se vende que a trama é resultados de agentes causadores, elege-se e aponta-se então para quem se quer eliminar como inimigo da causa revolucionária ou depois do estado devidamente estabelecido, e voilá vai-se expandindo o império do absolutismo sobre um regime de terror em quem não está conosco ou não por nós reconhecido como gente, não é gente e está contra nós. E o problema e o padrão, não só permanece, mas não só se cristaliza a própria sistematização final do instituto da necrofagia e necrofilia, como a institucionalização do sistema.

O que foi o “Espaço Vital” Nazista?

O que foi o “Espaço Vital” Nazista? A noção de espaço vital, para o nazismo, estava associada ao conceito de Lebensraum, que vem da Geografia Política alemã do século XIX.

Para entender o pensamento de Adolf Hitler, que consolidou a ideologia nazista e produziu horrores como o holocausto, é necessário que saibamos o que o Führer do III Reich compreendia como “Espaço Vital” ou, em alemão, Lebensraum.

O conceito de Lebensraum popularizou-se no século XIX, após a Unificação Alemã, por meio dos trabalhos do geógrafo Friedrich Ratzel. Como é sabido, o século XIX foi o século do imperialismo e do neocolonialismo. Muitas das nações europeias e países de outros continentes, como os Estados Unidos e o Japão, empenharam-se em conquistar grandes extensões de terras a fim de garantir um pleno desenvolvimento de suas capacidades econômicas. Ratzel, que havia visitado os EUA na época do auge da Doutrina Monroe, passou depois a conceber uma doutrina geopolítica que defendia que toda “raça ou povo com dotes civilizacionais superiores” precisaria de um vasto espaço físico para o seu pleno desenvolvimento. A conquista desse “espaço vital” dependia da subjugação de “povos ou raças inferiores”, ocupantes de territórios “indignos” deles.

A perspectiva de Ratzel teve grande repercussão entre os nacionalistas alemães após a Primeira Guerra Mundial, haja vista que o Império Alemão havia ruído com a guerra e, com isso, perdido partes importantes de seu território, como a Alsácia-Lorena, e também suas colônias na África. Quando Hitler começou a amadurecer as ideias nazistas, na década de 1920, o conceito elaborado por Ratzel caiu-lhe como uma luva. Como aponta o historiador estadunidense Timothy Snyder, em sua obra Terra Negra — o holocausto como história e advertência, para Hitler, o espaço vital era encarado não apenas no sentido político-econômico, mas também no sentido propriamente ecológico, isto é, de habitat.

Isso não quer dizer que Hitler passou meramente a traçar uma relação direta entre natureza e política, como se dá a entender à primeira vista. Não, ele passou a defender a ideia de que a política era a natureza e vice-versa. Vejamos uma citação de Snyder, que comenta a obra Minha luta, que Hitler escreveu na época em que estava na prisão, em 1924:

“A natureza desconhece limites políticos”, escreveu Hitler. “Ela põe forma de vida neste mundo e os deixa livres no jogo pelo poder”. Como política era natureza, e natureza era luta, não havia pensamento político possível. Essa conclusão era uma formulação extremada de um lugar-comum do século XIX segundo o qual as atividades humanas podem ser entendidas como manifestações biológicas.” [1]

Segundo Snyder, para Hitler, a “incessante luta entre as raças não era um elemento da vida, mas sua essência”. Ele concebeu também a ideia de que os judeus estavam na contramão desse determinismo natural ao darem ao mundo as noções de compaixão, fé, solidariedade universal etc. Além disso, o líder nazista acreditava que ele próprio tinha a missão de:

[…] resgatar o pecado original da espiritualidade judaica e restaurar o paraíso de sangue. Como o Homo sapiens só pode sobreviver por meio do assassinato racial sem limites, o triunfo judaico da razão sobre o impulso representaria o fim da espécie. O que uma raça precisava, pensava Hitler, era de uma “visão de mundo” que lhe permitisse triunfar, o que significava, em última análise, ter “fé” na sua própria missão natural.” [2]

Os judeus, segundo Hitler, não poderiam triunfar enquanto civilização influente porque isso representaria uma ameaça para a espécie humana — o seu fim –, já que o elemento de luta zoológica, que teria produzido a própria especiação natural do humano, extinguiria-se. Com a vitória da moral e da visão de mundo judaica, os humanos pereceriam de fraqueza, de falta de tônus natural, e a Terra regrediria para a época anterior à presença humana.

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Hitler ainda acreditava que doutrinas com pretensões universalistas como a moral cristã, a democracia liberal e até mesmo o comunismo (Marx, Lenin e Trotsky, por exemplo, vinham de linhagens de sangue judeu) eram produtos da raça judaica. Todas essas doutrinas eliminavam o caráter apontado acima, da política como natureza, como expressão de uma luta zoológica, na qual deve prevalecer o mais apto a conquistar seu espaço vital. Esses eram os principais fundamentos do antissemitismo nazista. Como diz Snyder, “o relato do assassinato em massa dos judeus da Europa tinha de ser planetário, porque o pensamento de Hitler era ecológico, tratando os judeus como uma chaga da natureza.”

Esse “pensamento ecológico” de Hitler teve sua aplicação máxima quando houve a OperaçãoBarbarossa, isto é, a operação de ataque à União Soviética em 1941. O grande projeto nazista de expansão territorial tinha como principal alvo o Leste europeu, sobretudo as estepes férteis, como as da Ucrânia. Os eslavos eram considerados por Hitler integrantes de uma raça desorganizada, sem capacidade de administração de seus vastos territórios e, por isso, deveriam ser subjugados e escravizados. Com o avanço sobre o Leste, proporcionado pelo recuo das forças soviéticas, os nazistas começaram a elaborar projetos de construção do seu espaço vital nessa região.

Os alimentos produzidos na Ucrânia e em outras terras seriam desviados para alimentar a população alemã e de outras nações da Europa Ocidental submetidas ao III Reich. Para tanto, seria necessário destruir a URSS e, com ela, dezenas de milhões de eslavos. O início desse processo começou com o extermínio dos judeus que viviam no Leste, sobretudo poloneses (só em Auchwitz foram mortos cerca 1.500.000).

O segundo passo seria matar de fome a população eslava. O próprio Stalin já havia feito isso em 1932–1933 com os ucranianos, mas com outros propósitos. Hitler pensava na mesma estratégia, só que com vistas à colonização total da região. Como diz Snyder:

O axioma de Hitler da vida como uma guerra de fome e sua intenção de mover uma campanha de fome contra os eslavos se refletiam em documentos políticos elaborados depois de sua ascensão ao poder na Alemanha, em 1933. Um Plano de Fome criado sob a autoridade de Hermann Göring previa que “muitas dezenas de milhões de pessoas neste território se tornarão supérfluas e morrerão ou emigrarão para a Sibéria”. [3]

A lógica cruel da noção de Lebensraum de Hitler também se apoiava na ideia de que os recursos alimentícios poderiam tornar-se escassos para qualquer nação que tivesse um número populacional elevado. Esse tipo de compreensão derivava do fato de que o mundo ainda não havia conhecido a Revolução Verde, isto é, a mecanização da agricultura e aplicação de fertilizantes no solo para torná-lo agricultável. Essa realidade só apareceria após a Segunda Guerra. Hitler acreditava que uma nação, para garantir o alimento para sua “raça”, precisava retirar o alimento de outras raças à força — incluindo eliminar a raça mais fraca para que não houvesse a necessidade de alimentá-la. -O que foi o “Espaço Vital” Nazista?

Logo um discurso que se compra o nós contra eles. Ou o todos nós, custos no seu rabo, e lucros no meu bolso, tem o mesmo efeito prático, seja lento e velado e bonito na foto, ou rápido, declarado e explicitamente monstruoso: holocausto. E não de todos. Mas das vítimas. Porque os mocinhos e bandidos, vejam só acabam por trabalhar de novo em novos projetos…

A Operação Paperclip

Basicamente, essa teoria foi uma operação que ocorreu após a Segunda Guerra Mundial, ela consistiu em uma extradição secreta das mentes brilhantes do regime nazista de Hitler, até porque com o fim da guerra, muitos nazistas ficaram desempregados, e dentre esses nazistas estavam muitos cientistas.

Entretanto, isso foi feito como uma tática dos Estados Unidos, para se sobressair diante os outros países, devido a corrida por melhores tecnologias e armamentos. Inclusive, os Estados Unidos procurou pelos cientistas nazistas, pois muitos acreditavam que eles haviam muito conhecido, os quais eram avançados para a época. -Teorias da conspiração — 10 que, infelizmente, são verdadeiras

E tem idiotas ainda comprando e vendendo o Brasil como “celeiro do mundo”… que irá alimentar todas as bocas famintas do mundo…

já outros vendendo e claro comprando como a Amazônia “pulmão do planeta”…

(idiocracias só mudam de endereço… espalham a mentira, para desmentir e ainda por a culpa no senso dos comuns, chamando todo mundo de idiota na cara dura, pois é cada agência de noticias broadcast yourself…)

Terra arrasada, terra preservada. Povos e civilizações e salvos, e outros levados a pira do holocausto incluso como bodes expiatórios, seja ao progresso, seja a preservação. Novamente tanto faz, porque revolução verde é para os fortes, o negócio agora é Lebensraum, como diriam os teóricos alemães de outra nova ordem mundial. Mas fala diferente, Mágico de Oz, senão Doroty seu cachorrinho, o espantalho, o leão covarde, e o homem de lata sem coração não compra o remake do conto de fadas:

Sem problema… tempos pós-modernos mitologia pop contemporânea: Chama os Vingadores que eles salvam a Humanidade, ou melhor quem restar dela, porque salvação nessa historinha para boi morrer dormindo, é só depois que o Thanos der fim em metade da população, escolhidos aleatoriamente (é claaaaro).

(…)A teoria populacional Malthusiana

No final do século XVIII, um pastor anglicano chamado Thomas Malthus, teve uma leitura de mundo muito parecida à do supervilão da Marvel.

De acordo com o economista britânico, a população estava crescendo em uma progressão geométrica (1, 2, 4, 8, 16, 32…), enquanto a produção de alimentos (recursos) só conseguia crescer em uma progressão aritmética (1, 2, 3, 4, 5, 6…). Assim, era questão de tempo até a quantidade de pessoas no mundo superar a quantidade de alimentos disponíveis. E quando isso acontecesse, haveria fome, doenças e guerra, que matariam várias pessoas e restabeleceriam novamente um equilíbrio na natureza.

Malthus tornou-se uma figura polêmica por defender que os principais culpados pela possível crise de recursos eram as pessoas mais pobres, porque elas tendiam a ter mais filhos e não tinham condição de cria-los. Diferentemente de Thanos, a solução de Malthus para superar o problema iminente da fome não era matar pessoas, mas a abstinência voluntária e o casamento tardio, principalmente nas classes mais baixas.

Apesar de Malthus não ter matado ninguém diretamente, suas ideias inspiraram uma série de desastres ao longo da história. A Leis dos Grãos, em 1815, que levou à Grande Fome da Irlanda; a Lei dos Pobres, em 1834, que levou à criação das “casas de trabalho” na Inglaterra, que eram como campos de concentração para os indigentes; a recusa do vice-rei da Índia, Lord Lytton, em enviar ajuda humanitária depois da morte de 10 milhões de indianos vítimas de fome; o Darwinismo Social, que defendeu a existência de humanos superiores a outros; o Holocausto; a esterilização forçada que mulheres de vários países sofreram; e a política do filho-único na China.

Apesar de Thanos ter matado um sem número de pessoas, podemos dizer que sua a visão de mundo não carregava nenhum preconceito e elitismo, como se vê em Malthus e em seus seguidores. Sua proposta era a de matar metade da população aleatoriamente, sem escolher entre mais pobres ou mais ricos. Assim, Thanos atuaria quase como uma força cega — e inevitável — da natureza, o que não minimiza o problema de sua decisão. Afinal, por que não usar seu enorme poder para dobrar o tamanho do universo, por exemplo, preservando a vida das pessoas? Considerando todo o seu poderio, parece que a escolha da eliminação das pessoas poderia ser revertida para outras soluções, ou seja, a morte foi uma escolha pessoal dele.(…)

O erro de leitura de mundo de Malthus e Thanos

O grande erro[ erro dele ou de quem continua a prejulga por pressupõe de intenções de boa ou má fé dos agentes inteligentes, e não pela consequencia dos seus atos e palavras principalmente se arrogam agentes racionais do economista foi não prever que a tecnologia avançaria a tal ponto que a humanidade seria capaz de produzir alimentos em escalas industriais. E por essa razão, a disponibilidade de alimentos cresceu muito mais do que uma progressão aritmética.

Além disso, outra importante crítica que se faz à teoria malthusiana é baseada no conceito de transição demográfica, proposta já no século XX por Warren Thompson.

Segundo a teoria proposta por este demógrafo, os países passam por 4 principais fases de transição demográfica. A primeira delas é a fase na qual as taxas de natalidade e mortalidade são altas, ou seja, nascem muitas pessoas e morrem muitas pessoas, logo, o crescimento da população é baixo. Felizmente, nenhum país encontra-se mais nessa fase, com a alta taxa de mortalidade definida por Thompson.

A segunda fase é o momento em que o país começa a obter melhoras nas condições sanitárias, a medicina avança e a expectativa de vida aumenta. Com isso, a taxa de natalidade se mantém alta, mas a de mortalidade cai. Como nasce muito mais pessoas do que morrem, vê-se acontecer uma enorme explosão demográfica. É o que vemos acontecer hoje em vários países subdesenvolvidos.

A terceira fase é quando o país entra em processo de industrialização, o que provoca migração em massa da população do campo para a cidade. E por ser mais difícil sustentar grandes famílias na cidade do que no campo, essa urbanização faz com que as famílias tenham menos filhos. Além disso, nessa fase começam a surgir os métodos anticoncepcionais, a população começa a se instruir, o planejamento familiar se torna algo comum e muitas mulheres ingressam no mercado de trabalho. Tudo isso contribui para uma diminuição das taxas de natalidade. Assim, morrem-se poucas pessoas, mas nascem-se poucas pessoas. E, com isso, temos uma queda vertiginosa do crescimento populacional.

Por fim, a quarta fase é o momento em que a maioria dos países desenvolvidos se encontra. As taxas de natalidade e de mortalidade se mantém muito baixas, o que leva a um crescimento populacional próximo a zero.

Ou seja, o crescimento populacional não é como uma bola de neve morro abaixo. Ele é sujeito a muitos outros fatores que precisam ser levados em conta para uma análise mais adequada.

Como é possível que Thanos, um ser inteligente e poderoso, não tenha pensado nisso?

É realmente muito curioso que um ser de inteligência sobre-humana possa defender uma teoria econômica tão ultrapassada. Mas podemos compreender seu erro de leitura olhando para os neomalthusianos.

Esse grupo reformulou a teoria malthusiana levando em conta o progresso tecnológico e o fato de que, mesmo com toda a tecnologia do mundo, a fome e a pobreza ainda existiam.Para eles, e para Thanos, o excesso populacional ainda era causa não só da fome e da pobreza, como também de gastos excessivos do governo com educação e saúde, afetando negativamente a economia. Até hoje existem correntes derivadas do malthusianismo. Pessoas que colocam a culpa da fome e da pobreza no crescimento populacional e, em especial, na população mais pobre.

Os ecomalthusianos, por exemplo, colocam a culpa do esgotamento dos recursos naturais da Terra no excesso de pessoas no mundo. Há não muito tempo, ouvimos políticos brasileiros propondo como solução econômica e solução ao problema da miséria e da violência o controle de natalidade da população pobre através de cirurgias de laqueadura e vasectomia. E há aqueles que reúnem o pior de Thanos e de Malthus: a crença de que a culpa da fome e da pobreza é o excesso de pessoas no mundo e de que a pena de morte para aqueles de comportamento desviante é uma solução que garantirá maior qualidade de vida para os cidadãos de bem. Seriam esses os MalthusiThanos? [não, não é preciso tem outro nome histórico para essa teratologia… bom nem trocar para não esquecer nem disfarçar… eugenismo o pai do nazismo]

A Teoria Reformista: virando os neomalthusianos do avesso

Segundo a Teoria Reformista, o grande erro dos neomalthusianos está em desconsiderar um dado crucial, que também é considerado na teoria de Thompson. Como fica claro no conceito de transição demográfica, é justamente a educação, a saúde, o desenvolvimento da ciência e tecnologia de um país, que ajudam na regulação do crescimento da população.

Por essa perspectiva, o altíssimo crescimento populacional elevado é CONSEQUÊNCIA e não CAUSA do subdesenvolvimento. É justamente a má distribuição de renda e de alimento, a falta de instrução, a falta de assistência médica, que provocam levam às superpopulações, e não o contrário. Da mesma forma, poderíamos dizer aos ecomalthusianos que a causa do possível esgotamento de recursos energéticos e das mudanças climáticas globais não é o crescimento populacional, mas o uso de combustíveis fósseis (fontes não renováveis de energia), o desperdício e a poluição dos recursos hídricos, a poluição da atmosfera com gases do efeito estufa, etc. (…) -Thanos e sua solução para o crescimento populacional — Ciência Nerd

Aí que medo. Isso é muito anti-cristão, chama a Dona Damares e proibi o filme e também o pica-pau, aquele subversivo.

Não, #elanão, chama a Maria do Rósario e ela processa essa propaganda subliminar neomalthusiana porque é muita apologia descarada do eugenismo e nazismo.

Pronto desapareceu o problema.

Claro que não.

A começar, primeiro e segundo : porque não só apelamos para o mesmo erro para solucionar os problemas, salvadores, os vendedores profissionais de problemas e venenos como se fossem o remédio, mas porque para começar até quando analisamos criticamente esse proceder aplicamos a lógica do julgamento pela pressuposição das intenções de boas ou más fé nas suas intenções, mesmo para aqueles que se arrogam completamente racionais em pregações e tomadas de decisão. Ou seja ao contrário do ignorante que não tem o privilégio de alegar de fato o que por vezes é a razão das suas ações, aquele que se arroga o detentor e propositor do saber tem sempre o privilégio corporativo de nunca ser julgado pelas consequências nefastas dos seus atos, mas sempre pela pressuposição das suas boas intenções. Pois é sábio que sabe o que está falando e arranjo que sabe é sempre inocente quando erra, mas o ignorante é sempre culpado, até porque por lei nem sequer não pode alegar desconhecer as leis que de fato ignora. Genial.

E terceiro, porque o crescimento populacional antes de ser consequência do mero subdesenvolvimento, é produto da própria necessidade do DESENVOLVIMENTO e crescimento das civilizações! O medo não é só da população subdesenvolvida crescendo e comendo as futuras riquezas e recursos a serem pilhadas pelos desenvolvidos. Mas justamente a queda de população nos países desenvolvidos que não querem ver sua hegemnia geopolítica e cultura desaparecer junto com suas populações. Eles precisam voltar a crescer mas não estão dispostos nem a dividir seu capital, nem muito menos miscigenar-se nem genética nem culturalmente com as subraças do mundo especialmente em sua terras e metrópoles.

De tal modo que nesse processo de divisão internacional do capital e trabalho, isto é a externalização dos custos com a pilhagem de recursos , escravidão assalariada, e com o lixo do superconsumo, produziu no plano global um paradoxo, uma população de pandas ricos, que só se produzem e se reproduzem e sobrevivem em condições ambientais, econômicas bem especiais, e nem mais assim, e no outro, o que aos olhos deles é uma verdadeira praga, o sertanejo de Euclides da Cunha, o pobre que todo rico se assusta como consegue ainda sobreviver e ainda reproduzir a uma razão maior que morrer, são deixados para morrer, se matam, ou são mortos. De um lado uma população que não consegue mais se reproduzir ou nem quer sem estar assistida ou sem medicação, e outra que continua a se reproduzir na razão necessária a preservar não a vida, mas para instintivamente não ser extinta, por um acaso a mesma razão, essa num cálculo mais racional, que fomenta os garante exércitos de misérias empurrados pelo medo da extinção, ou persistência na subsistência as industrias políticas-economicas que vejam só, que coincidência, detém o capital, ou os recursos naturais que eles carecem para viver a troco de banana, ou morrer se não aprenderem a obedecer e servir direito. A base com a qual outrora quando gente cada dia mais descartável, incluso em idade produtiva e em quantidades maiores depois que o advento das máquinas fez delas um asset valioso, num lixo que come assets, um problema a ser eliminado para preservar o asset que cada vez mais raro e escasso agora tornou-se novamente valioso dentro da lógica dos capitais: a natureza.

Populações cresceram para servir de escravos e buchas de canhão para erguer impérios. Florestas foram transformadas em campos para alimentar esses servos da glória alheia. E quando maquinas começaram a ser inventadas não só a produção foi alterada mas o transporte. Na verdade os saberes, tecnologia e máquinas que mudaram o mundo, antes de serem o da revolução industrial, foram o da revolução cientifica, que permitiram a descoberta de todo um novo mundo a ser pilhado e colonizado. Essa revolução permitiu todo um novo arranjo da alocação de recursos para produção de riquezas. Um arranjo e realocação que não para de ser feito conforme, a produção se automatiza, o lixo de acumulado e claro o trabalho escravo vai ser empurrado para as periferias do mundo, até o limite da crise que nos encontramos. Assim se num primeiro momento matéria-primas e industrias ficaram nas metrópoles, o trabalho servil e escravos não. Se segundo as grandes metrópoles, já não precisavam nem mais exploram a escravidão assalariada da sua própria periferia marginalizada tão intensivamente, salvo para os trabalhos insalubres que não poderiam trazer novamente escravos do cu do mundo, para o cu do mundo, poderiam agora mandar também as industrias pesadas, tóxicas que antes poluíam suas cidades.

De modo que os países desenvolvidos finalmente puderam desaparecer com a pobreza, puderam reduzir os seus ghetos de marginalização e exploração de seu próprio povo, sem contudo precisar abdicar dos ganhos com a miséria, porque a sujeira e exploração se foram das suas vistas, mas o capital continua alocado nela, só que num outro mundo, que ainda ficaria e ainda fica contente e agradecido por final e tardia conhecer os bens e males tóxicos da industrialização, só que um detalhe, o lucro da festa e de quem banca , o capital gringo, mas os custos sociais e ambientais são com o dono da casa, o nativo, mas meu celular e uma usina nuclear velha que eu tinha que jogar fora pra você brincar, quem é ou já foi burguês sabe do que eu estou falando, bota fora, mas chama de filantropia que ainda a gente paga de bonito. Mas e o capital? cê tá louco? é índio, preto pobre e povo subdesenvolvido vai gastar tudo em pinga e ainda botar fogo nas nossas florestas! Obrigado, Macron, nada como experimentar um pouco do próprio remédio…. e nem adiantou. porque branco brasileiro é o fundo “soberano”de preto da casa da senzala mundi. Celeiro do mundo, celeiro gente, 500 anos de idiocracia tipo exportação.

Mas não terminei o raciocínio. Como as revoluções cientificas e industriais, basicamente puderam parar de cagar com reis medievais em casa na cabeça de seu povo, e puderam passar a cagar bem longe nas suas províncias como banqueiros e warlords, e agora na era da informação e automação como CEOS se tudo der certo, just in time, on demand, não só em qualquer cabeça e em qualquer lugar, mas em todos os lugares e cabeças, sem precisarem nem sair de casa. E casa não a urbes, a cidade, casa o castelo, a mansão. De fato um rei medieval encastelado porém não só a viver da pilhagem do entorno e sem sequer saber como lavar a própria sua bunda, até porque não precisava porque não era ele que lavava, mas agora praticando a sua antropofagia tercerizada e automatizada completamente a distancia, mas também toda escatologia idem, bem longe dos domínios da civilização ambiental, politica e economicamente correta até os limites dos portões e muros do seu mundo de príncipes e castelos encantados.

Os avanços em tecnologia e de automação da maquinaria reduziu custos dessa produção e expropriação permitindo mandar para tão longe os danos e prejuízos quanto fosse possível trazer de volta os ganhos para sua casa, claro que não sem riscos e disputas sobre a posse e controle de direito e de fato da administração desse negócio ultramarinho ou transnacional.Guerras por independência foram travadas, independências e novas republicas foram declaradas, um pouco mais sérias outras mais fajutas. Escravidões foram abolidas. Mas Aparthaids mantidos. Uns velados, outros explícitos… e dando um salto para encurtar a história, chegamos a um empasse que encontramos hoje onde, a servidão em si, amenizada em um lugar, renomeada e transferida para outros territórios juridições, coloca esses “alocadores” de recursos naturais e humanos num novo problema que eles chamam agora de demográfico, bocas demais não para recurso naturais de menos, braços que já não servem mais para interesses sobre recursos naturais que são sempre foram insufientes ao para todos para interesses políticos e económicos que são infinitos. E como todo elaboração do problema dependendo dos termos como ele for elaborado em seja em si qual será a solução. Olhe para as formas que eles propugnam o problema do bem comum, tanto o natural e ambiental quanto o populacional e combate a pobreza e verá qual será novamente a solução que já começam a insinuar cada vez de forma menos subliminar e implícita.

Como já afirmei antes, nem importa no fundo se a máquina vai substituir o homem, nos países subdesenvolvidos a precarização não é o problema da grande maioria que já vive na precariedade e carestia desde o nascimento e já estava previamente desqualificada para o futuro desde o berço para a obsolência e descarte. O desemprego, a informalidade será subutilizado em todo potencial, mas sugado em toda sua energia até ser tratado como lixo obsoleto a ser descartado, abandonado ou mesmo eliminado ou tirado da linha de (re)produção, este mal que não é novidade no velho mundo, já é uma sina conhecida aqui, porém não para ser encostado para uma máquina fazer nosso trabalho, não temos a herdamos, logo não possuímos a gene biológica nem cultural, nem o capital necessário para tal. A razão que determina nossa “predestinação” é outra: é a completa falta de valor que a vida humana desses povos subdesenvolvidos têm, não só em relação a produção das máquinas mais avançado, mas até em relação aos ganhos como a produção e venda dos armamentos incluso os mais ultrapassados e primitivos. Está na relação de custo e beneficio, e logo de valor e importância, ou mais precisamente da completa falta de valor e importância de fato que a miserável vida humana nesses locais que nunca passou de um asset, vai decaindo em relação não ao valor da natureza como vida, mas também como asset cada vez mais raro, empregável, valoroso para quem determina não só a importância das gentes e das coisas, mas quem é de fato gente e quem nem tanto é só mais uma coisa. Feito isso, as leis de mercado cuidam do resto, oferta e procura.

Logo e em suma, não é o desenvolvimento nem subdesenvolvimento que produz as misérias que afingem a humanidade e a natureza, não é a riqueza nem a pobreza a desigualdade genérica, mas o desenvolvimento e riqueza diretamente produzidas e retroalimentada pela industria da miséria e subdesenvolvimento, uma dependente da outra como poder, cultura e economia, comercia (e até propaganda). Na exata medida que ambas industria, acionistas, lobbistas, gestores públicos “infiltrados” enriqueceram e continuam a enriquecer não por produção, por controles das máquinas e aparelhos corporativos e jurídicos logo estatais (mas de interesse privado) e privados (mas de interesse paraestatais) que promovem, regulam e vejam só policiam a pilhagem, exploração e distribuição inversa, a socialização de custos e prejuízos e até mesmo falências e crimes financeiros para a sociedade, para a maximização dos ganhos da locupletação legalizada (ou nem tanto) de B. Um padrão que se reproduz em diversas escalas não só internacionais, nacionais, ou regionais, mas de todas relações de poder onde A impõe obrigações e transfere responsabilidade para colher direitos e deveres como privilégios exclusivos e não mais como garantias básicas de acesso a liberdade reais, logo não como discurso, mas como de fato as liberdade se dão em concreto propriedade e usufruto de bens que lhe pertencem a começar pelos outros e ainda bens comuns.

Por isso que o discurso é o de salvar o Planeta e não a humanidade. Porque mesmo sendo a Terra mãe, e todos irmão, os primogênitos e herdeiros e eleitos são eles. Nós somos o que sempre fomos, um ser para ser posto em questão, se somos gente ou não, iguais mas separados. É por isso que não é o subdesenvolvimento que produz a miséria, mas literalmente a discriminação, desintegração, subjetivação e desvalorização, processamento, uso, consumo eliminação e enfim eliminação como mera praga ou lixo ambiental, a vida e liberdade, incluso a própria vida humana. A vida de uma determina espécie, de uma determinada classe, um determinado gênero, num determinado mercado, sob uma determinada jurisdição, sob um determinado valor e importância, e precificação. Apropriada, numerada, classificada, contabilizada, dividida multiplicada, reproduzida ou eliminada a razão dos interesses de quem a predefine não como sujeito de si mesmo, mas como sua possessão de todos, poucos ou só deles, ainda sim por definição nunca do outro que virá um abajur, mesmo que esse outro tenha sido um ser vivo, sensível, inteligente, consciente, ou mesmo um outro ser humano. Uma questão a ser debatida em querelas religiosas e cientificas enquanto o couro come.

Pensar portanto que esse é um mero mal do capitalismo ou socialismo é um erro crasso. Tanto que o maior “erro” do socialismo não o utópico mas o pseudo-cientifico foi ter se apropriado no mal o materialismo e estadismo e ter ignorado a alma do negócio, que não é acumular mais do mesmo para meramente acumular mais do mesmo. Mas sim para perpetuar o poder e perpetuar-se o poder. O jogo nunca esteve no que mantinha porque todos sabiam que ninguém ficaria com o que era acumulado, Nunca foi a sobrevivência pela mera sobrevivência, a não ser onde a privação forçada foi imposta com regra de exploração da alienação, mas no que se legaria e logo herdaria não só como patrimônio ou hereditariedade, mas como a própria constituição atemporal tanto material quanto imaterial da existência daquela forma de vida.

Não, nunca foi na pulsão ou no instinto da mera sobrevivência ou adaptação ambiental a ela, que se moveu e evolui e re-evolui a vida, nem a natural nem da humanidade e sua história , mas na pulsão de vida em seu estado lógico são, ou pervertida como pulsão de morte, já em seu estado insano e doentio cancerígeno parasitário e teratológico. Mas, sim sempre foi o desejo de preservação sim, mas como perpetuidade incluso o transcendental, incluso o completamente ensandecido que diferencio o ser humano dos demais animais para o bem e para mal, a consciência da sua morte, e o anseio por enganá-la, ou superá-la, por preservar-se seu ego como memória, história, persona ou entidade jurídica, espiritual, de viver depois da morte, novamente através da vida dos demais que conduziu a humanidade para essa ditadura dos mortos e mortos-vivos e dos que nunca viveram nem sequer existiram senão em fantasia dos que sonharam e continuam em viver para sempre em ego a custa da vida de novas gerações. Derrubando e movendo mundo para fugir desse medo velhaco de múmia e satisfazer esse desejo infantil, construindo monumentos a estupidez e tara humana não importa a que custo do que de fato vive para satisfazer essa mania que das loucuras é a mais perigosa, a onipotência a perpetuidade apenas porque descobriu que seu ego é mortal.

Há é claro quem busque dinheiro por dinheiro, mas esse se não tem uma tara bastante peculiar, é pobre. Quem já o tem suficiente, ou por suficiente, e ainda não superou o trauma desta descoberta ou tomada de consciência que é as vezes uma vida não é suficiente nem para superar ou sequer para (querer) tomar consciência, vive buscando acumular mais recursos ou com os parcos recursos que tem, perseguir esse objetivo que não importa o quão rico seja a pessoa é sempre miserável, perversamente miserável. Porque seja no legado material ou no legado, essa fixação não por deixar uma própria uma herança, mas perpetuar-se e fazer-se onipresente, histórica, material ou metafisicamente através dela por gerações e mais gerações, é a base de toda inversão da lógica da natureza e da vida, onde um ser pelo sua através da historicidade da sua vez literalmente transfere em autosacrifício tudo que é, não para que novamente outros se sacrifiquem para manter tudo que fez ou era conservado ou crescesse como um câncer, mas justamente o oposto, para a partir disso que se desfez como ente, para se construir em novo código e plataforma o verdadeiro legado ou herança, o padrão e ambiente que já não é mais o mesmo, agora recriado, sob o qual as novas formas de vida se geram e se autogerem. A pulsão da vida, sua evolução preservação e reprodução, e não a de morte, sua destruição, extinção. Aí, sim um erro atribuição de sentidos e sentido a vida e morte, de confusão entre sacrificar-se para deixar uma obra ou legado como herança, incluso patrimônio para uma próximo geração, ou promover holocaustos e monumentos a sua psicopatia e egolatria incluso como culto maldito e divida dano irreparável incluso como fantasma de obstruções, vícios e traumas obsessões e frustrações preceitos e preconceitos, mitos e idolatria que longe de ser ombros do gigante que as pessoas se apoiam, são as botinas do leviatã que nem morto sai do seu pescoço dos seus irmãos, mulheres e filhos.

Mas voltemos a questão urgente Amazônia… onde parei? Sim, uns revendendo, outros claro comprando como a Amazônia “pulmão do planeta”… que irá salvar não só os famintos, mas todos, inclusos os bem muito bem alimentados e tratados, porque quando a coisa esquenta podemos não ser todos irmãos, mas é bem comum de todo mundo. O bem comum como patrimônio natural, e espaço vital, e não o meu já tomado e posto no cofre como capital, é claro. O seu, não o meu.

Uma guerra de propaganda de mentiras contra mentirosos sem o menor fundamento cientifico que visa mobilizar não só idiotas úteis, mas gente de fato que não quer passar a vida sem fazer a diferença de braços cruzados, mas neófita nesse celeiro de putas velhas e seus cafetões. Onde a única verdade, é que Amazônia queima, sim queima. Assim como o Brasil queima. Ou melhor pega fogo com a mesma facilidade. Porque igualmente vulnerável a ser incendiado e claro pilhado. Sim queima, e queima mais, ou ou melhor é queimado e pilhado na exata medida que idiotas e canalhas se sentem mais representados legitimados e impunes por quem o representem, aliás como acontece como o patrimônio em qualquer regime. É a lógica das representações e legitimação e legalização explicita ou tácita dos crimes, e claro sua propaganda, mas pode chamar de Estado. E pobre do pais, que está a mercê de idiotas que se acham muito espertos a representar seus interesses internos, principalmente quando encontra outros dispostos tão ou mais dispostos usar dos métodos a representar os externos, só que com poder de fogo ainda maior para incendiar e formar cortinas de fumaça que o seu de estimação.

Porque não se engane nem sequer honestidade há nos verdadeiros interesses em nenhum dos dois lados que alimentam o outro incêndio não da Amazonia, mas do gran circo Brazil, que forma essa outra cortina de fumaça tão tóxica quanto a primeira ao menos à razão. Pois é, bastas riscar um fósforo que o Brasil queima como as floresta. E eis que o Nero tupiniquim experimenta do próprio remédio só que não o genérico, mas com todas as patentes reservadas do novo Napoleãozinho.

Então verdade seja dita: um estadista ambientalista ou salvador do Planeta é um outro mito, um conto para trouxas exatamente como um estadista, salvador da pátria. Uma contradição de termos e interesses. Não porque eles sejam maus os conspiradores por natureza, natural born killers, embora como outros funções que envolvam o poder, atraiam pessoas com esse desvio de personalidade. O exercício do cargo e função administrativa, a saber de um Estado-Nação não permite que tais preocupações humanitárias ou ambientais sejam prioridades,pelo contrário, fora a propaganda estão sempre na final da lista de demandas.

Todo presidente incluso os dos países desenvolvidos, ainda mais em momentos de crise global tem as mesmas listas de tarefas a cumprir, e não pode se esquecer de quem é empregado, senão cai. E não, meu amigo, não é o povo. O povo paga, mas não é ele o chefe, nem ele que faz agenda dos pepinos de quem administra o pais.

O trabalho primordial de um governante ou de um governo, delegue ele para terceiros, consiste basicamente em manter os interesses (financeiros) do lobby que o banca (a ele e as dividas e contas do Estado) devidamente pagas, e portanto é ele (querendo ou não) o administrador dos seus interesses, coleta tributos para pagá-los, e pagar caro por sua própria administração. A prestação de serviços públicos em troca, é secundária. De importância igualmente vital é a prestação do serviço que mantém de fato a receita, já que as contribuições para o negócio são compulsórias, ou seja a manutenção do domínio de fato do mercado dos consumidores, a jurisdição sobre o território a população: as forças armadas que como policiam o território das ameças externas, e internamente a população das ameaças internas, incluso o levante da própria população: as temidas golpes ou revoluções, tanto faz, para quem cai é sempre golpe, para quem sobe é sempre revolução, para o povo que fica na mesma merda, o nome já diz tudo só outro governo, a mesma merda, mais ou menos filho da puta até que o romance acabe.

Então, se o segredo da vida é ter empatia tenhamos com os governantes, sim eles, porque também são gente, não são? Preciso pegar fogo por lá nada mais nada menos, que uma Notre Dame, para que as revoltas mais persistentes e regulares dos últimos tempos enfim desse uma trégua. Então não é só uma questão de lobby dos agricultores franceses, Macron tem que se equilibrar entre os interesses financeiros a que literalmente bancam a ele e toda a União Europeia, enquanto tem que continuar mantendo a plebe rude, o precariado que cresce em descontentamento longe das ideologias populistas antisistema que se alimentam do seu descontentamento para tomar o poder. E isso sem desagradar a Alemanha, que do dos peixes é o maior ao menos do aquário europeu continental. A qual portanto em plena vias do fantasma da recessão econômica mundial batendo a porta, não está interessada em perder esse celeiro onde ganha vendendo e comprando. Ambientalismo e humanitarismo no seu devido lugar, do discursos ideológicos e ajudas e assistências emergências e olhe lá. Negócios são negócios, por favor, a parte.

Isso é por lá e por aqui?

Assim as pessoas vão continuar morrendo de fome em meio superprodução e superconsumo, incluso de alimentos, tanto vitais quanto os superfluors ou mesmo os nocivos à saúde. Porque fora os discursos e as disputas comerciais econômicas e geopolíticas entre estados-nações e os interesses que os pressionam ou fazem descaradamente lobby, tanto os nacionais quanto os transnacionais, o que está em disputa não é a questão ambiental, nem humanitária, é sim o bem comum, mas não para continuar comum, vivo, livre, virgem preservado, mas para ser morto, dividido, dissecado, investigado, dividido em partes, trancado em cofres, moído, processado, comido, exibido e guardado por armas. Capital.

Pois quem vive de capitais, isto de transformar matérias-primas (seres vivos e livres) em riqueza (coisas mortas ou devidamente trancadas) quer proteger coisa nenhuma, não quer nada com que está de pé sobre terra, quer o que está debaixo, e não importa quem ou o quê vai ser posto abaixo, carregado ou enterrado, explodido, debaixo dela. Gente, bicho, arvore. que lindo, e me passa a minha nutela. Não sejamos hipócritas. Vamos aos dados, mas da grande figura do espaço e tempo. Onde é que o homem branco pisa que não nasce nem cabelo? É civilização construída em cima de ruína de civilização, caçando gente. Jogando lixo no vizinho. Monta uma civilização libertária e depois vem vender paz e libertação. Porque aqui caso não tenham percebido o DNA do cachorro que come cachorro, não é indígena mas tem outro pedigree, o do cão de caça e de raça; não é cachorro vira-lata, é europeu. Ou pior, um vira-lata, que se acha cão de raça, apartado dos outros vira-latas do canil, cachorro de madame, esquecido nos trópicos pelo dono, talvez, mas fiel espera da volta do seu senhor seja ele quem for. Porque novamente o gene não é um invenção, mas assim como dele você pode deduzir que logo somos todos irmão e gritar, vamos interver contra os países que produzem, vendem, jogam, armas e matam pessoas causando crises humanitárias, podemos focar nas diferenças de código, incluso de memes, para nos discriminar e novamente enquanto levantamos barreiras e apontamos armas, cantamos hinos sobre o espaço vitais. E que os mais fraco ou mais selvagens morram, porque o futuro do planeta e da humanidade pertence aos mais “evoluidos” e desenvolvidos. De que se o burguês incluso o dito progressista é um proto fascista enrustido, ou em desenvolvimento, o ideólogo darwinista não é só um eugenista mal enrustido, mas um proto nazista em progresso.

Então repito, as mutações não são aleatórias, não é a capacidade de adaptação que move a vida, mas a cristaliza envelhece e mata, é justamente o oposto a negação do adaptar-se que provoca a transformação e surgimento de todas as novas as forma de vida que se chamam não só por evolução, mas revolução. O processo que rejuvenesce e ressuscita não por necromancia, o corpo morto ou artificial, mas da vida a nova criatura, não como afirmação, negação ou mera síntese do sacrifício de tudo que é velha, mas como a solução do problema, a transcendência, que aquela forma, não poderia solucionar pela mera clonagem ou reprodução ou perpetuação sua arquitetura domas somente numa completamente nova, que é solução nova, não final,que apenas supera a anterior para ser superada pela próxima geração. Um processo de inconformidade as formas e normas preestabelecida, e não de adaptação de si ou do mundo as preconcepções. Literalmente a criação, não como um ponto axiomático hipotético ou fantástico no espaço e no tempo, mas como padrão constante, pulsante, vivo, da vida e do universo. Então foda-se a necro biologia, a necro economia, o necro espaço-tempo. fodam-se as múmias e seus falsos discurso pro-vida e liberdade. Foda-se os falsos criadores e salvadores. Eu quero vida e liberdade de fato, e não discurso. Eu não só penso, eu sinto, eu não existo, eu vivo, e queiram ver ou não eu existo, e que vou morrer isso sei faz tempo, e não duvido que seja nos seus termos. Porque não não moro na amazônia, não nasci na favela, não herdei os traços flagrantemente pretos, pardos, indios dos ancentrais, primos, e agora descentes, nasci num dos maiores IDH da America Latina. Então não vou falar de um lugar onde não nasci nem vivi, nem conheci, não porque não é meu lugar de fala, cago e ando para os lugares de fala, falo onde não devo, e assumo vozes e lugares que pressupostamente não são meus nem eram para onde eu estar, nem lá, nem aqui, não importa, porque é lá e não aqui, no simbólico que mora a minha solidariedade, mas na realidade que decidi conviver e solidarizar conhecer e lutar como causa, não como discurso, mas como um lugar que lugar posso ter, mas nunca mais sai de mim. Porque é a minha solidariedade de fato que determinada quem eu sou, e não o negação ou renegação do outro, não importa quem seja, ou onde esteja o preconceptor. Não é o reconhecimento alheio que define ou por ele, ainda que a paga seja o lugar nenhum.

Em briga de escorpião não se mate a mão. A menos que os escorpiões não estejam brigando entre eles, mas como de praxe para ver quem monta e vai picar o sapo. E pobre do sapo que acha que o escorpião acha que sapo não é tudo igual, ou que é igual ele: escorpião.

“Certa vez, um escorpião aproximou-se de um sapo que estava na beira de um rio. O escorpião vinha fazer um pedido: “Sapinho, você poderia me carregar até a outra margem deste rio tão largo?” O sapo respondeu: “Só se eu fosse tolo! Você vai me picar, eu vou ficar paralisado e vou afundar.” Disse o escorpião: “Isso é ridículo! Se eu o picasse, ambos afundaríamos.” Confiando na lógica do escorpião, o sapo concordou e levou o escorpião nas costas, enquanto nadava para atravessar o rio. No meio do rio o escorpião cravou seu ferrão no sapo. Atingido pelo veneno, e já começando a afundar, o sapo voltou-se para o escorpião e perguntou: “Por quê? Por quê?” E o escorpião respondeu: “Porque sou um escorpião e essa é a minha NATUREZA.”

Por isso só tem uma coisa pior do que ouvir o dono do engenho, o gringo ouvir falar de salvar o Planeta, é o ouvir o feitor dele, o senhor de engenho falar de colonialismo, bancando o índio, o preto pra gringo ver como se casa grande, como se seu burgo onde esquerda e direita, disputam o poder, sua urbes não fosse também o outro inferno onde não só a mata ciliar, mas a carne de periferia queima para abrir seus condomínios, como se o holocausto urbano nos muros dos burgos ao sul do equador, fosse outro do holocausto verde que alimenta e separa os povos marginalizados das grandes cidades e estados-nações do mundo. Lá e aqui. Como se não nos alimentássemos do mesmo culto e mesma carne sacrificial. E eis o branco no velho ou no novo mundo praticando a antropofagia de preto e índio, para se vitimizar e acusar um ao outro de ser o monstro e vilão do mundo. A unica verdade das trocas de acusação mútuas, vitimas e salvadores nenhum são, já genocidas e impostores. Ah, isso é fato histórico, que não nenhuma estatística mensal, ou anual consegue encobrir, porque não é feita de amostragens, pontuais, mas de de uma padrão secular.

Celeiro do mundo… Não é celeiro nem do próprio pais… Não assim como ninguém quer salvar nada, quem avança e queima a floresta não quer alimentar ninguém, nem fora nem aqui, não os famintos. Até porque sequer precisa queimar nenhuma Amazonia para faze-lo. A agricultura devido aos avanços cientificos, tecnológicos não só nas próprias técnicas que envolvem todas as etapas que envolvem a produção e seus instrumentos até mesmo os financeiros, de modo que se objeto primário fosse alimentar população, ou simplesmente não deixar absolutamente ninguém morrer não importa qual seja a razão de fome, esse mal já teria sido extinto no século XX pela própria revolução verde da agricultura e um minimo de vontade política. A revolução verde um fato cientifico, a vontade política, outro unicórnio da mitologia da idiocracia. Aliás não só já teria se resolvido como jamais teria se tornado um mal sistematizado se nossas civilizações não tivessem se erguido justamente do uso intensivo populações escrava e servil que carecem portanto de espaço, soldo e ração na mesma razão da sua reprodução que o próprio estado-nação carece de pilhagem, de gentes e riquezas naturais para crescer. Mas isso é um se, e não um como é. E portanto uma história que não interessa.

Porque de fato a Amazônia queima, queima mais. E queima porque Bolsonaro como espantalho tem se mostrado um péssimo pombo enxadrista, assim como quem julga que o manipula assim como as massas não sabe como é perigoso brincar com fogo especialmente o do poder que tem a a representação numa idiocracia, seja sobre os idiotas úteis nas massas ou nas posições no de poder grande ou pequeno. A palavra que incendia as massas, é uma faca de dois gumes. Assim como os supostos aliados. Vide o erro de calculo dos próprios militares argentinos que um dia acreditaram que o grande Colossos Americano era parça mais deles e não do primo pobre e macaquito que se achava a homo europeu dos trópicos, (como muitos brasileiros) e viram seu amigão lavar as mãos enquanto suas ilhas malvinas viraram Falkland. Evidente que não é o caso Amazônia, por óbvio, por que cada caso é um caso, e muitas elementos que compõem a equação mudam, mas a lógica ainda permanece a mesma, assim como ainda algumas das constantes geopolíticas. E erros de cálculo.

Tem sempre peixe maior. E se eu estou dando esse alô, não é nem porque eu goste de você não. É poque de filho da puta mentiroso e salvadores da pátria, principalmente, armado até os dentes, basta as versões nacionais mesmo. Porque é aquela história só canalha vagabundo nega que o Maduro é um ditador que está destruindo o seu pais, mas dai a concordar com potencias estrangeiras pilhando o pais seja para segurar o bandido no poder, seja para tira-lo e pilhar ainda mais só quem é mais bandido ainda, não importa a bandeira projeto de poder vendido ou filiação partidária-ideológico.

Não é a toa que nessa hora que as ideologias desaparecem e quem é minamamente sério, ou coitado, não é um idiota útil, bate o pé, seja general, anarquista ou até mesmo comunista, burguês ou proletariado, opa sai fora malandro que você eu conheço de outras guerras e carnavais. É aquela história ditadura e revolução no dos outros é sempre refresco, ou seja da sua turma e na casa alheia e não na sua. E claro desde que o pais, em questão não tenha um trabuco para matar gente bicho e floresta sem que ninguém mecha com ele. Inclusive matando, gente, bicho e floresta com o próprio trabuco! E a estratégia do menino cuzão que vai buscar se esconder atrás do fortão e valentão da escola, não é garantia de proteção, vide o cu na mão da própria Europa, que agora se vê de novo sob ameaça seja quando as potencias arqui-inimigas se aproximam demais perigando superar velhas rixas e rivalidades de lado e e logo velhos aliados junto em favor de novas alianças, seja pior ainda, quando o caldo entorna ainda mais e as potencias perigam ir as vias de fato, com eles literalmente no meio do fogo cruzado, reduzidos ao que tentam resistir em ser reduzidos, meras bases, teatro de batalha, ensaio de testes de novas tecnologias, e despejo dos refugos e das velhas, enfim o cu do mundo. O terceiro mundo.

É por isso que os países latino-americanas estão destinados a serem meras ditaduras ou republicas de bananas (seja com bananas ou bravateiros no poder) não adianta falar grosso numa mesa onde o papo pros trouxas (nós)é a humanidade, o planeta. Mas a real, não é só capital para apostar, mas armas na mesa. Todo projeto de poder ou ditadura que se preze deveria saber que quem brinca com o fogo acaba se queimando, especialmente quando não entende qual o seu poder de fogo. Seja interno ou externo. Não é mais pedra mas vidraça. E sobretudo que enquanto poder de fogo para destruir internamente com a caneta e palavra, de despertar a fúria destrutiva interna é alto, mas externamente ínfimo, até porque é uma anão internacional. Se queimar todas as florestas, se matar todos os negros, índios, não faria nada senão preparar a terra arada, para que eles entrassem. se queimasse o pulmão do mundo, não faria nada contra a casa ou irmãos de ninguém. Porque a amazônia, não é o pulmão do mundo, e ninguém lá fora enxerga, salvo para efeito de matança ninguém que não seja da sua gene e família, bem próxima e olhe lá, como seu irmão. É por isso onde há miséria não se manda acaba com miséria das crianças, mas se planta mais escravidão e armas. Uma criança morre de fome. Mas não se manda alimento, o predador espera que ela cresça, e como arma não nasce em arma, produz trafica, e põe na sua mão, as vezes ao preço mais barato que o da venda do seu trabalho diário, supondo que haja um. E voilá, caveira. Eis que armamentismo e colonialismo tupiniquim mera copia se vê preso na armadilha do original. Então pega seu arco e fecha, chora para quem tem uma pistola maior que a sua. Mas não se esqueça que o beijo amigo e a véspera do escarro e a mão que afaga é a mesma que apedreja. Porque se as potencias do mundo quiserem eles tomam e quando não podem tomar arrasam.

O Planalto brinca com fogo, e o Brasil queima. Parece ou finge que não entendeu que a mesma arma que usou para derrubar o projeto de poder inimigo agora é a arma que se volta contra o seu para derrubá-lo. Que a mesma liberdade de expressão descentralizada e desmonopolizada, só é boa quando no território e regime dos outros, porque contra o seu projeto de poder a melhor aliada é a falsa liberdade de expressão, a centralizada, monopolizada, devidamente dependente, subsidiada e financiada pelo poder estatal, a grande mídia. Parece até que não entendem que esse negócio é feito de um acordo pacto tácito: onde a mídia bate ou alivia quem sustenta ou financia, da mesma forma que o Estado continua não só bancando com propaganda, mas com sua principal forma de subsidio, leis que reservem mercados criando burocracias, para a livre concorrência, ou o que é a mesma coisa obrigando as pessoas a financiarem consumirem e logo bancarem os ganhos dessa corporações, por sinal a lógica da parceira estado-empresa no socialismo ou capitalismo de estado em todos os setores.

A amazônia queima. O pais queima. Porque é um circo governado não só neros, mas por cavalo de troia aqui recebidos de portas abertas por grupos e setores sempre abertos porque já pertencem aos mesmos interesses, seja porque estão sempre prontos a comprá-los e revende-los desde que pagem o pelo preço certo. O que digamos ficou ainda mais barato desde que o Planalto declarou guerra total à grande mídia naquilo que justamente mais doí. Novamente governo não é pedra é vidraça e mordaça, ainda que primitiva e mal disfarçada como censura e proibição ou bem disfarçada como burocracia, liberação, autorização, licença, concessão, regulação e bem cara… como a própria justiça.

Nada mais fácil do que tacar fogo e parar o Brasil. A unica coisa que não é fácil parar é quem vive de tacar fogo para mantê-lo parado e das cinzas não só governar mas pilhar. Politica de terras arada. Economia de riqueza por locupletação e pilhagem. É estatopata de dentro gritando para botar fogo, e maluco que se sente protegido e representado para botar fogo. É estatopata gritando de fora temos que intervir e maluco de dentro, tem mesmo: vem intervem no meu rabo que eu gosto, uns querem os americanos, outros os europeus. E os verdadeiros brasileiros, e quem está verdadeiramente vulnerável ao inferno seja na selva urbana, ou na floresta, a esse meu amigo, é está reduzido a própria condição da floresta, do bicho, de todos que são meros objeto, manipulação e emprego de disputa e narrativa, objeto de proteção ou salvação alheia, ou simplesmente eliminação, não importa qual seja o lado, porque nenhum deles é verdadeiramente o seu.

Essa é a guerra dos idiocratas, salvadores da pátria de um lado, salvadores do planeta do outro, e o holocausto urbano e verde correndo solto, enquanto os necrófagos estatopatas se vestem e investem das peles e couro que arrancam dos povos e culturas, e naturezas que matam e capitalizam, enquanto a massa fiel delira pronta a se dividir e se atirar de tochas na mão uma contra as outras, enquanto eles alimentam seus negócios, o negocio do ócio não pelo ócio, mas para ter todo o tempo livre do mundo para governar o mundo, o ócio que não por acaso se alimenta se alimenta ante de tudo da cultura e cultivo das gentes, o culto sacrificial ao trabalho alienado como a natureza sagrada não só da vida, mas da sua salvação após morte. O culto dos escravos para escravos que praticam o ritual do próprio sacrifício da sua carne e dos seus filhos e natureza, para provar sua fidelidade ao deus todo poderoso que não dá vida não dá nada de graça, mas só demanda sempre mais sacrifícios como prova na forma de riqueza e trabalho, sobretudo na forma de sacrifícios compulsório servindo. Nem que para isso tenham que se matar e odiar uns aos outros incluso gente que nunca fez nada, ou sequer viu na vida, mas até quem sempre conheceu e viveu.

Não importa, há que se amar e adorar seus senhores todos poderosos acima de tudo e todos, morrer e matar por eles. Conhecidos, desconhecidos. Fazer sacrifícios sobretudo da vida e liberdade, a sua e alheia… em nome do que é sagrado, e seus representantes, o deus-pátria, o deus-pátria, o deus-patrão, o deus-patrão, o deus-patrimônio. o deus-patrimônio da humanidade, o deus-patrimônio-nacional. mas e a humanidade, e a vida, e a liberdade? E a carne, o sangue, o sofrimento… e o mundo real e não o ideal? E as pessoas? Não há maior negação não só da ciência, consciência mas de toda a senciência da história da humanidade, maior loucura, uma perversidade transformada sistemática, cultural e institucionalmente em normalidade e norma do que esta: matar e privar e discriminar em nome da ideia de preservação e salvação da vida e liberdade e igualdade. Melhor que isso só mesmo vender liberdade, igualdade e fraternidade, enquanto se pratica o culto permanece o mesmo. Não é a toa que da revolução ficaram só com o terror e religião de Robespierre e mandaram para o espaço a justiça agrária de Thomas Paine. E a culpa é do diabo. Parafraseando Laplace em seu famoso diálogo com Napoleão, perdão, quem é precisa da hipótese capeta para explicar como funciona esse mundo?

Fingimos perplexidade com o cheiro e visão da carne que queima em holocausto, mas não apagamos a pira do holocausto. Afinal de contas quem é que salva e o salvador, qual verdade libertará: só o trabalho salva? ou é o bem comum vivo in natura, ou já como riqueza como capital? Trabalho de quem para quem? Capital de quem para quem? E capital de quem para quem? Ou já caíram as fronteiras imaginárias e muros que separam os povos mundo, exércitos e armas foram depostas e somos agora uma só uma humanidade, somos de fato irmãos, para falar de uma só planeta. Entrei em coma e acordei em outra Terra paralela?

Há que se observar uma (entre varias) diferenças portanto entre o holocausto e o genocídio. O holocausto é o não é meramente um ato extermínio, ou só um ato de extermínio sistematizado, mas culturalizado e ritualizado, onde se elegem bodes expiatórios em sacrifício para serem exterminador de forma massivo, reiterado, para sustentar a própria cultura ou o próprio culto inclusive enquanto civilização que cultua a supremacia do seu poder total, e os todo poderosos como entidade por vezes encarnada em persona feita a imagem e semelhança da própria idolatria a servidão a suprema autoridade do todo poderoso e seu proto ou já consumado totalitarismo. Nisto o fogo do sacrifício e quantidade e velocidade e dimensão do culto e rito mudam, mas não o ritual em si que consiste de portanto de tomar bode expiatórios geralmente como inimigos do bem e em nome de tudo que é de bem e bom, sacrificar esses agora inimigos da pátria, do mundo, de deus, enfim do ideal em nome do ideal que se alimenta como poder e claro economia baseada na alienação não só das posses, mas dos seres como posses alheias, como o capital mais valioso e primordial desse cultura em todos os sentidos e planos que a palavra assume. Em tempos de paz idolatria ao trabalho servil até a morte, em tempos de guerra idolatria ao servil como bucha de canhão. O sacrificio natural pela vida para entes reais viventes pervertido em cultura sacrificial de morte para entes imaginários, e claro logo para quem detém o controle dessa encenação e ficção como preconcepção e predeterminação dos sujeitos as coisas e suas funções.

Dirá a pessoa que acredita, como eu que existe algo além desse plano que isso não é ficção. Claro que não é. Mas daí, não só tentar se arrogar a prerrogativa de ditar através da sua visão ou revelação ou ideação como as coisas são ou dever de fato a força, ou pior, supor que qualquer visão, revelação ou ideação a começar pela sua tem qualquer prevalência sobre os seres e fenômeno própria manifestação que são mais do que a prova de qualquer credo, fé ou ciência, mas a própria manifestação em ato e possibilidade de qualquer visão, conhecimento ou mesmo sua negação, é mais e além própria lógica de desconstrução da sua fé e razão, é a insanidade da insanidade a desconstrução da própria vida e liberdade que gera a fé e razão. De longe portanto o maior erro que um ser pode cometer neste ou nos planos que ele pressupõe existir além deste, a prepotência. Ou simplesmente a liberdade em toda a sua perversão que nulifica a própria existência e sua significação: poder.

Então quando Macron resolveu se apropriar mais uma vez da ideia de bem comum, para se apropriar de fato dele, só faltei querer dar um beijo na boca do francês. Porque nenhum aliado levanta a bola tão redondo para a gente chutar como nossos adversários. Porque o que é uma questão maldita para quem luta pelo poder, a ser evitada a todo custo a ser posta na mesa de negociação é o que quem luta por liberdade reais a questão mais importante a ser não só colocada, mas colocado dentro dos termos do próprio jogo da economia, na ponta do lápis, como créditos e débitos, passivos e ativos, onde quem deve paga, e quem é o dono recebe os frutos do que é seu.

Governos que tem o teto de vidro isto que mais levam do que não lhe pertencem do que prestam serviços devidos, não em benesses nem em maldades, não podem adentrar sem desconforto e sentar pacifica e civilizadamente para negociar os termos das suas responsabilidades e compromissos, já sociedades e sobretudos povos, esses podem com tranquilidade livres dos ódios e rixas que são entre seus senhores e não entre pessoas livres, estes podem não só debater mas apontar e assumir todas as responsabilidades ambientais e sociais para com as questões humanitárias e ecológicas. Sem problemas. E aqui demonstro, que não há pessoa física no mundo, salvo raríssimas exceções que só confirmam a regra, que nessa contabilidade não tenha mais direitos a receber sobre o bem comum, tanto o natural ainda de pé quanto o capital, isto é, o que um dia fora natural e já foi posto abaixo transformado em riqueza através do trabalho, parte de quem detém o capital, parte não.

Então partindo do pressuposto de que Macron está absolutamente correto. O bem comum pertence à humanidade. Não hoje quando ele assim o decretou. Mas sempre, desde que deus criou o mundo, ou desde que ele se criou tanto faz para efeito de cálculo. E se novamente pessoa nem ser vivo nenhum dotado de livre vontade jamais pertenceu a outrem senão a a sua própria vontade, seja porque deus lhe deu livre arbítrio seja porque esse é seu direito natural, novamente tanto faz. Tudo o que foi produzido de riqueza, assim como também foi produzido de dano para produzir tal riqueza resta como responsabilidade sobre quem detém esse patrimônio. Assim como tudo que ainda está sob a posse como riqueza natural e não foi e correto, não é para ser nem precisa ser morto e processado para produzir mais capital. Nesse processo, todas as partes tem não só uma responsabilidade não só presente e urgente, mas futuro, que depende naturalmente das suas possibilidades, e posses que não por acaso foram acumuladas no passado. E portanto é verificando o que não só ainda é patrimônio da humanidade porque é essa a sua necessidade vital e ambiental para sobreviver no futuro, mas o que era, e continua sendo, sua necessidade vital e ambiental no passado e no futuro e que foi tirada a revelia de quem morreu e continua morrendo a míngua, justamente porque vejam só alguém tirou dele ou dos seus antepassados o que agora Macron (supostamente) quer garantir para os descendentes no futuro!

Ou seja, como não queremos vingança nem guerra, nem somos marxistas, e reconhecemos que ainda que como ladrão, fez só maldades mas benfeitorias na propriedade e com a propriedade que roubou. Salvo casos excepcionais onde ainda nossa civilização não chegou, salvo casos excepcionais onde a descriminação e genocídio é tão clara e evidente que não é possível dizer que somos todos iguais e que também as vitimas são beneficiárias do progresso da civilização, salvos esses casos, onde tudo o que cabe a dita civilização mal ou bem desenvolvida cabe fazer parar de roubar, pagar o que devolver o que roubou, e destruir, e deixá-lo viver em paz sozinhos ou conosco como eles decidirem dar a eles o beneficio dessa escolha é o minimo que podemos fazer depois do mal que já foi feito. Salvo portanto esses casos, em beneficio da paz e não propriamente da justiça, porque a justiça implicaria no mesmo séculos e milênios do mesma jugo e exploração para pagar só os estragos e não os danos que são irreparáveis. E novamente não sendo hipócritas também na qualidade de herdeiros de descentes de ladrões e não só das vítimas desse latrocínio que também nos locupletamos em maior ou menor proporção, dai a diferença de graus de poder e portanto responsabilidade, dividas a pagar e receber não propriamente de classe, agora numa razão e lógica inversa a das possibilidades e necessidades, mas não pela extinção ou comunização ou expropriação de propriedades particulares nem patrimônios de coletividades incluso de povos, não necessariamente reconhecidos formalmente como nação, mas inclusive os povos que hoje vivem sem território e nação mas carecem também do seu, mas pela contribuição sobre o que é referente a preservação e usufruto desse bem comum aos demais tanto em preservação do patrimônio natural quanto dividendos sobre o rendimentos do capital, não sobre a parte dele que foi construída com o trabalho e benfeitoria dos seus atuais proprietários particulares e nacionais, mas a parte que corresponde a pilhagem, escravidão e acumulação do capital por locupletação, isto é, não por produção de riqueza, mas por produção e exploração da miséria e carestia, a bendita exploração dos povos pela (mal) dita privação do bem comum, seja porque este foi destruído, seja porque deles expulsos sequestrados ou ainda porque terminaram presos na sua casa pelo próprio ladrão e sequestrador tendo que necessariamente trabalhar para ele se quiserem comer e (sobre)viver nela.

Mas tem um problema seríssimo nesse calculo voltado para o passado. Um nova geração, não é herdeira não dos crimes contra a humanidade dos seus antepassados em comuns. Não é que a conta zere, mas a divida que permanece é sempre sobre a parte do patrimônio que pertence ao outro, nem como retirada como o que de fato lhe pertence para compensar o prejuízo causado, mas para cessar a violação, isto é, restituir a parte que também pertence ao outro naquilo que é a provisão das suas necessidades.

Sem isso não é possível sequer debater justiça, porque justiça genuína se faz entre partes de pessoas livres dentro de estado genuíno de paz, em sociedade ou comunidade nacional ou internacional, e não num falso estado de pax e privações. É preciso primeiro cessar a violação que é contínua na exata medida que uns continuam privados da herança sobre um patrimônio comum. Para então discutir sem a sombra da privação da carestia, medo da não-sobrevivência sua exploração sistemática ou oportunista a justiça dos pactos com os quais os essas patrimônios hereditários serão reservados, consumidas e distribuídos conforme primeiro sobre a preservação de todas as necessidades vitais e ambientais, e depois sobre os direitos tanto de posse que aqueles tem sobre o valor que agregaram, quanto o outro de indenização e participação incluso na riqueza agregada do afinal de contas foi, e somente neste casos, obtido por pilhagem e não por apropriação.

Porque riqueza feita de apropriação sem pilhagem não gera nenhuma obrigação, não importa a miséria que o cerque, exceto aquela da consciência do próprio possuidor, já a feita sobre o roubo, essa carece a devida contabilização, na impossibilidade da separação do que é do atual dono, e do é de qual parcela as privados, algo que é objeto de é mais negociação de quem quer viver em paz com justiça do que qualquer outra coisa. Justiça e paz para o futuro porque o feito no passado e agora não há capital, dinheiro compensação, ajuda, nem desculpa que pague. Não há reparação, só perdão. Mortos não voltam. O que não perdão é injustiça que com os vivos e os que hão de nascer nessa vida miserável sustentada por hipocrisias e estatopatias que se renovam não com negação de reparar dividas impagáveis do passado, mas de comprometer aqui e agora com as responsabilidades do futuro. Há que se constituir e reservar para preservar o meio ambiente, e sem esse papo de créditos de carbono, reservas ambientais e ponto. Assim como há que formar fundos internacionais para garantir o pagamento de renda básicas universal para toda a pessoa humana sobre o capital já acumulado e crescendo, nesse planeta e que não, não precisa avançar sobre o resta do Planeta, nem exterminar ninguém proativa ou omissivamente ninguém. Mas não espere que uma coisa ou outra vão vir dos salvadores de pátria, ou do Planeta, esses são os estatopatas, os que querem inscrever seu nome continuar vivendo para sempre, no materialismo da história ou na imaterialidade da metafisica, idolatras da perpetuação do e no poder total ou todos poderosos na terra e além, seja com bem maior ou mal necessário encarnado e em sua persona física ou legado a assombrar o futuro da humanidade. Não espere deles que detém mais e maior poder para fazer algo, porque o acumulam para esses outro fim.

Uma questão como disse de observação empírica, até porque se o acumulassem para fazer algo não estariam incendiando e privando, ou guerreando no simbólico e material, mas já garantindo que esse legado o bem comum, o patrimônio natural e capital já estivesse de fato sendo preserva e chegando as mãos de quem de fato pertence, a humanidade que não é uma abstração, mas cada pessoa humana que precisa de ar, terra, alimento, água. Algo tão simples quanto o oposto, tirar e conseguir tudo de uma pessoa incluso a vida e liberdade pelo procedimento inverso: Privação.

Fundos Internacionais que garantam os meios vitais, não aumentariam ainda mais a demanda por consumo e a predação da natureza? Mais uma vez, como se fosse para prover o necessário e o vital a fome saciável de subsistência e não a fome sem fim de (pre)potencia que tivesse ou continuasse a queimar e consumir e destruir e explodir o mundo e as pessoas, e as coisas que já construídas. Como se a razão do superconsumo estivesse ou pudesse haver onde há carestia e sua mera extinção, e não onde há justamente a demanda por tudo o que só uma acumulação impossível de capital poderia prover produtivamente, isto é sem o da pilhagem sobretudo aquela que garante, não milhões, ou bilhões, mas trilhões, de tempo ocioso e idiotas para se pensar e gastar e consumir refutar as mais absurdas monstruosos projetos iniciativas.

Fundos Internacionais de provisão do minimo vital de gente pra gente, mas que não caiam nem em hipótese alguma nas mãos de grandes corporações e estados-nacionais, porque senão você já sabe, onde eles vão queimar o quê e quem.

Não? Então para fechar enquanto amazônia queima, mais uma ideia que só quem tem tempo, dinheiro e uma idiocracia gigantesca inteira a sua disposição poderia pensar (até como boato)…

(…) A ideia de bombardear um furacão existe há décadas.

Durante um discurso no National Press Club em 1961, Francis Riechelderfer, chefe do Serviço Meteorológico dos EUA, disse que conseguia “imaginar a possibilidade de um dia explodir uma bomba nuclear em um furacão no mar”.

O Serviço Meteorológico, no entanto, só começaria a adquirir armas nucleares quando “soubermos o que estamos fazendo”, disse ele, de acordo com reportagem da National Geographic.

Segundo a NOAA, a ideia é frequentemente sugerida durante a temporada de furacões.

Professora da Universidade George Washington (EUA), Sharon Squassoni diz à BBC que a ideia deriva do Programa Ploughshares, dos anos 50, quando “uma lista de usos controversos e um pouco malucos” para armas nucleares começou a ser pesquisada por cientistas do governo.

Em quase 20 anos, os EUA explodiram 31 ogivas em 27 testes nucleares. A ideia era saber se o arsenal atômico dos Estados Unidos poderia ser usado para escavar canais ou minas, ou criar um porto para navios.

À medida que os perigos da radiação se tornaram mais claros, a ideia foi abandonada, disse Squassoni à BBC News, acrescentando que os atuais tratados internacionais proibiriam os EUA de explodirem uma arma nuclear em um furacão.(…)- Agência do governo americano adverte que jogar bomba atômica em furacão seria má ideia

Conclusão: Paradoxo de Fermi

E ainda tem gente procurando se comunicar vida inteligente em outros planetas… tá bom? Paradoxo de Fermi, de cu é rola… supondo até existir vida inteligencia, porque alguém podendo não fazer iria querer ter qualquer contato com isso?

Quem em sã consciência conhecendo a história da civilização humana e sua insanidade daria a ela o conhecimento de sí, do caminho para sua casa, ou a convidaria para entrar?

Ou como sabiamente recomendou S. Hawking, alienígena que se preze, ao menos, do tipo predador, não quer virar indígena. É deus a devorar novos mundos, não escravo e comida. Thanos é para idiotas; o deus dos idiocratas é Galactus na cabeça.

Só tem um problema com a lógica de Hawking. Se são predadores com uma tecnologia superior a nossa vão eventualmente nos encontrar. Se não são, a recíproca da advertência inteligente é verdeira: não só não vão nos procurar como vão continuar invulneráveis a nossa predação, buscando não se esconder, mas manter ou alcançar a posição estratégica ideal, a panoptica, observando sem serem observados. A pacífica e não-interventiva porque a outra, o revela e logo faz de si um alvo.

Logo:

se existem seres suficientemente inteligentes que são colônias de predadores e parasitas eles já o fizeram é nós somos o lixo que sobrou da sua pilhagem desses deuses que se mandaram faz tempo deste hospedeiro sem mais valia.

Se existem seres suficientemente inteligentes que não são colônias de predadores parasitas mas seres pacíficos e inteligentes capazes de se comunicar e entrar em contato conosco, também o são de nos observar e conhecendo quem somos não esperam um convite, para que nos conheçamos e nos hospedemos, porque sendo inteligentes sabem que entre as mensagem que enviamos e o que de fato fazemos há um abismo infinito. A menos que lá impere também idiotas e idiocracias, ou simplesmente uns nativos que desconhecendo nossas práticas compram signos e discursos para depois conhecerem a verdadeira face da nosso projeto de civilização… para os hospedeiros é claro.

E enfim se existem seres de fato pacíficos e inteligentes que não são nem só observadores, pregadores, mas nem lobos disfarçados de cordeiros, eles não só já poderiam ter intervido, como por sinal considerando-nos nós mesmos tal espécie, nós poderíamos ter feito isso uns pelos outros sem eles. De modo que o raciocínio dá no mesmo lugar… nenhum. Seja a procurar por vida alienígena e nativa dentro da Terra ou fora para nos salvar de nós mesmos, seja para procurar por novos mundos para salvar os velhos já esgotados, não o que salvadores daqui ou do além possam fazer, absolutamente nada que não já possa, deveria, e na verdade só possa ser feito por nós mesmos, uns pelos outros, como ajuda mútua e não espera, transferência, intermediação ou pura parasitagem de responsabilidades, ou o que é a mesma coisa, de alienação de liberdades de fato: propriedades a começar pela de si mesmo não só separado, mas antes de tudo em comunhão com tudo e todos. A questão não é portanto porque eles existem como seres inteligentes, pacíficos e bondosos se calariam e só assistiram, mas porque nós que assim procedemos nos pressupomos idealmente como tais? Assim se o universo conhecido é um reflexo mais da nossa inteligência do que dos fenômenos, porque o vazio, incluso de sentido, não haveria de ser também uma ressonância da nossa própria ignorância e estupidez do que incognoscível?

Idiocracia, racismo e cartão de crédito não vá se aventurar a sair da casa sem eles. Ah, e não se esqueça de comprar cosméticos vegan e cruelty free, afinal temos que fazer nossa parte para salvar o planeta. Porque deus é pai, e só a verdade e o trabalho liberta…

E fui…

fui matar um passaranho…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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