Mais Josué de Castro e menos Thomas Malthus

Superpopulação, eugenia, teleonomia e cacotanásia

Não são só os fascistas que estão saindo como se nunca tivessem feito nada na história da humanidade. Racistas também tem cada vez mostrado sua cara e seu discurso sem medo de recriminação, muito pelo contrário, até a espera de aplausos. Claro que a santíssima trindade do supremacismo não estaria completa sem os eugenistas. E olha ele aí outra vez:

Discursinho manso, pseudo-politicamente correto, e quantidades colossais de propaganda que não dá nem para chamar de subliminar.

Aliás o Huffpost, é outra daquelas publicações que junto com o 247 e o antagonista, serve mais para informar a agenda de quem o publica, do que sobre os fatos. A publicação americana aqui no Brasil “pertence” a Abril, e como ela está tentando atrair um publico mais jovem feminino e de esquerda, fica ainda mais explicito separar o que ela publica para agradar seu publico cativo (e asqueroso) da Veja, e o que ela pública (de asqueroso) porque quer formar públicos cativos. Se você pulou a matéria acima, tem que ler para entender o que eu estou dizendo. Leia para entender porque se depender entre pagar uma renda básica universal ou despopular todo o planeta a opção dessa moral teratológica é a segunda. Para entender, porque nunca se houve falar de renda básica ou as experiencias verdadeiras, e mais ainda porque para quem só pede pão esses moralistas só dão pedra, bala e camisinha.

Se não leu, leia, se não leu com o radar critico ligado leia de novo, porque não quero ter que destacar frase a frase o texto porque praticamente ele todo é repugnante. E o problema não é o texto, nem mesmo a propaganda, mas o que ele propagandeia.

Lido, antes de mais nada notem como sempre tem um pseudo-ativista, sempre tem um pseudo-cientista para dar “fundamentos” a todo tipos de argumento por mais criminosos para quem possui o capital. Porque será?

http://brasil.elpais.com/brasil/2016/10/07/ciencia/1475858935_672186.html

Segundo podemos dizer que entre as muitas barbaridades escritas no texto, cuja mensagem é basicamente:

“Mais pressão populacional está criando muita carga sobre o meio ambiente — bem como sobre os sistemas de assistência médica, de educação e desemprego”.

Puta que me pariu. Quero gritar. Não sei se é desonestidade ou estupidez mas a falacia é absurda! Absurdo com ares de autoridade científica a serviço de propósitos absolutamente desumanos, antinaturais e monstruosos!!! Nazis.

Pressão populacional. Pressão populacional não é nem um eufemismo, remete a quantidade de pessoas. é um termo que quer dizer sem meias palavras que existem pessoas em excesso, como num barco que afunda porque está muito cheio. Qual a solução final: jogar gente ao mar.

Pois é, segundo eles o barco do mundo, ambiental e até mesmo social está basicamente afundando porque está afundando simplesmente porque está muito cheio, é muita vaca peidando é muito gente-gado deixando pegada de carbono!!! Não, é claro que não é, não pode ser, a porra da poluição, da industrial, militar, e financeira, não, não são os gastos das corporações governamentais e transnacionais monstruosos como a exploração desenfreada de recursos naturais e humanos. É a quantidade de carbono, a vida carbonizada em tese em breve em prática, ao qual foi reduzida a vida de uma criança (sul)americana, africana ou da coitada de Bangladesh que mal deixa pegadas no meio ambiente, porque mal tem força para se ficar de pé, quanto mais para crescer e caminhar, que dirá sobreviver para deixar qualquer pegada ou legado.

Até mesmo o problema do Estado social e do emprego se resolve como a mesma lógica que levou as cruzadas: Eliminando o excesso de gente, o excedente de mão-de-obra. Notem o absurdo: o desemprego é causado pelo excesso de gente querendo trabalhar e viver!!! E como seria diferente na cabeça deles? Na lógica do capitalismo absolutista e fascista, gente, gado é tudo a mesma coisa, commodities. Isso não é a vida como ela é, é a cabeça desses canibais de tudo e todos, exposta em toda a sua genialidade… psicopática.

Essa lógica é genocida e eugenista, e já que esses iluminados servos do supremacistas estão tão moralmente preocupados com a vida na terra que eles sacrifiquem a si mesmo e não o alheio, em seu holocausto maldito, que os genocidas se matem, e não assassinem, não sufoquem a vida dos outros. Ou melhor por que simplesmente não vão cuidar de dar um fim nas outras pegadas deixada pela desumanidades, as pegadas que vocês bancam e são bancados para esconder e apagar?

Porque não vão calcular o impacto ambiental e humano, das guerras e industrias e governos? Porque sempre tem um filho-da-puta querendo debater e estudar os possíveis impactos negativos de um miserável ou simples custo de um ser humano sobreviver, mas nenhum corno para por em questão o impacto e custo criminoso desse sistema maldito e insustentável que rouba o direito a vida?

E ainda falam em moralidade? Conseguem ser mais hipócritas dos que religiosos que são contra o aborto dos seus fieis em potencial, mas não querem nem saber como a mãe vai se sustentar ou alimentar seus filhos. Fodam-se. Não é a toa que neofacistas está em ascensão. Eles pregam abertamente a satisfação dos instintos mais primais que essa gente tenta satisfazer de forma tão mal dissimulada. Eles estão rasgando a fantasia e tirando a mascará logo. Mas, nós já sabíamos e sabemos quem vocês são e o que fizeram nas outras primaveras passadas… dos povos.

O problema não é a ecologia, a ciência ou a tecnologia, o problema é a ciência a tecnologia e o conhecimento sendo produzido por quem se finge imparcial e independente, mas na verdade é servo e empregado fiel e subordinado a quem os sustenta e paga para sustentar esse tipo de mentalidade e propaganda tão linda.

Imagine qual poderia ser a visão da produção de alimentos, soluções públicas sociais e ambientais produzidas por quem pensa o outro dessa forma tão “humana”… imagine a produção de serviço sociais, escolas, hospitais, remédios, alimentos, seguridades e seguranças públicas, imagine tudo produzido dentro dessa mesma logica que produz os sistemas operacionais tipo Windows da Microsoft. Bem você não precisa imaginar porque eles são produzidos assim e estão diante de nossos olhos e são as infraestruturas e superestruturas da nossa vida institucionalizada. Na verdade a ordem geracional é exatamente a inversa: Esses sistemas operacionais e informacionais, esses programas e tecnologias incluso as sociais, são produzidos seguindo essa lógica e mentalidade, eles são o produto desse mesmo monopólio do capital natural e cognoscível que o financia, que antes de tudo é uma forma de pensar e (des)valorar a condição humana, sobretudo do outro.

Não, o problema não ecológico nem muito menos a ecologia.

A ecologia não vai contra a humanidade, não vai contra os povos, Pelo contrário. Ela é uma forma mais consciente de humanismo que amplia a defesa da vida e liberdade para todos as formas de vida. Porém ela, a ecologia, quando a serviço das maquinas de guerra e reificação dos seres e seus donos e tiranos, não é ecologia, é economia aplicada a vida humana e natural, é contabilidade de mortos e nascimentos. Não é utopia é distopia, onde o Planeta é pensado pior do que um campo de concentração e trabalho forçados é o Planeta como fazenda de gado em favor devoradores de gentes. Não é o Planeta como uma grande e Senzala negra e suas pequenas casas grandes e brancas, é o planeta como gueto… de Varsóvia.

As coisas tem nome. Pregar civilizada ou educadamente coisas monstruosas não te faz civilizado nem educado, mas apenas um genocida ilustrado. Pregar a despopulação, a diminuição da quantidade de gente, ao invés dos gastos e danos dos todo poderosos governamentais e empresarias, tem nome: e se chama holocausto. Culpar as pessoas pelos crimes dos seus deuses e estados tem nome e não é só eugenia, mas totalitarismo, agora travestido de defesa da mãe “Terra”e “Natureza”. Autoritarismo estatal e austeridade fiscal para salvar privilegiados disfarçada ambientalismo e ecologismos. Pátrio-poder em sua forma e soluções finais, nazi e facistóides.

Fazer da defesa ecológica uma guerra contra a humanidade será a solução e o crime final do homem contra o homem e o fim da humanidade não apenas como ideal e projeto inacabado, mas como espécie, canibalizada por sua própria ideologia supremacista insana e por essa psicopatologia enrustida de civilidade que transforma homens em lobos do próprio homem.

O maior perigo para o Planeta não são as populações, são os monopolizadores de todos os recursos naturais, inclusos os humanos. Não são os povos e populações, mas seus governos e empresas. Pessoas comuns não tem como acumular toneladas de armas de destruição em massa, destruir culturas etnias e meio ambientes, nem promover genocídios e extermínios em massa, nem sozinhas em em sociedade. São as maquinas governamentais e industriais e seus donos os únicos capazes de roubar e centralizar tudo o que é produzido como capital e trabalho para não promover tamanho holocausto como base da sua economia de teratológica, sua economia de morto.

Destruição e extermínio sistematizado é um produto de quem inventa e racionaliza soluções finais e não dos povos sobre os quais se pilha e marginaliza e depois se joga a culpa por todos os pecados dos tiranos do mundo para novamente poder marginalizar e exterminar e novamente pilhar. Um ciclo vicioso onde o holocaustos e genocídios engendram os impérios e suas supremacias, e as supremacistas e seus impérios em crise engendram os novos holocaustos, para se perpetuar e prevalecer. Um ciclo vicioso onde os crimes contra a humanidade não são o desvio padrão, são apenas o mesmo sistema e mentalidade aplicado quando os recursos ou a logística que mantém já não dá mais conta de manter a ditadura dos privilégios e privilegiados e seus disfarças de humanistas, republicanos, democratas, socialistas ou liberais.

É brincadeira… quando eles inclusive não tem argumentos científicos, eles simplesmente calam quanto e continuam a repetir sua teorias da terra plana com eles no centro do universo, simplesmente ignorando a obsolência das suas falácias.

Superpopulação e problemas sociais não são um produto do excesso de pessoas, mas da desigualdade violenta de poder politico e econômico. Ou como demostrou por A mais B Josué de Castro:

Superpopulação é uma subproduto da carestia. Uma reação de uma população que tenta resistir ao extermínio da unica forma que ainda pode reproduzindo mais.

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Trechos de:

Finde-se a privação primitiva dos pobres, restitua-se a soberania sobre o bem comum e findar-se-á o problema da superpopulação. Mas essa não é uma solução viável para vocês não? Afinal quem vai limpar sua merda? Quem vai matar e morrer nas suas guerras? Quem vai construir seus palácios e impérios? Robôs?

As pessoas não entendem que o problema do mundo não é a tecnologia ou falta de. Mas uma mentalidade de ovelha fiel ao homem lobo do homem. Uma mentalidade que não consegue ver que esse homem-lobo quando no poder é um tarado não só com a lei ao seu lado, mas como o poder de impor as suas taras como lei. Um estatopata. Um homem canibal tiver ciência, ou só os botões e pílulas para não morrer mais de causas naturais, ou energia limpa infinita, não será o fim da escravidão ou predação, mas o fim de qualquer humanidade possível. O dia em que o ser humano se reduzirá definitivamente a homem, e se tornará a encarnação definitiva do espírito, da inconsciência coletiva, a egrégora do mal que o possui o dito civilizado, o zumbi que muitos índios tentaram em vão e ingenuamente curar, e foram devorados. Cada pessoa será então apenas uma célula da sua própria máquina, feita a imagem e semelhanças de seus super-homens, uma engrenagem na maior distopia (im)possível:

Um mundo sem crianças. Sem natureza. Um admirável mundo novo de mortos vivos e seus capitais

O holocausto do capital, essa distopia e afecção canibal não é um problema ecológico, é antropológico. Não é uma condição da natureza humana, mas uma doença da suas desnaturação cultural. Uma psicose e psicopatia da (in)consciência coletiva humana.

Ou simplesmente:

Não é a ecologia é a geopolítica, seu idiota.

Por isso entre a cacotanásia dos supremacistas enrustidos e a eugenia mal disfarçada da pseudo-ecologia, não há de se surpreender portanto ressurja na “população excedente” o único ideal possível de vida, quando essa já é uma sentença de morte:

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Geopolítica da fome, livro publicado em 1951, concebido como uma extensão da Geografia da fome, tornou-se um marco histórico e político nas questões de alimentação e população. Os princípios ecológicos e geográficos foram desta vez utilizados na escala da fome mundial. Posicionou-se contra as interpretações demográficas que entendiam a fome como consequência de excesso populacional e prescreviam um controle de natalidade de massa. Cuidou de “desnaturalizar” a fome mais uma vez e demonstrou os vários fatores biológicos, geográficos, culturais e políticos pelos quais a fome gera a superpopulação (Wikipedia)

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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