Liberland: A magnífica sensação de ver quando se está errado (Parte 7)

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De um utopista para outro: As novas utopias não podem se dar ao luxo de ignorar a invasão humanitária da realidade

Desculturalização

O brasileiro acha graça de coisas como Liberland; o brasileiro no que tange a livre inciativa é uma hiena[i]: come bosta, restos e ainda sim não tira a risada estúpida da cara nem quando não há graça nenhuma. Ele ri de quem funda um território livre de minúsculo, mas não ri de Mônacos nem Vaticanos e pior continua rindo enquanto seu território natural é derrubado, grilado, e ainda paga impostos caros rindo feito um idiota. Pelo contrário só fecha a cara quando alguém ri da cara dele e aí é capaz de perseguir liberdades até dos comediantes.

O brasileiro julga e sentencia o brasileiro como indolente, vagabundo, até quando é conservador se acha “o esperto”, mas o que ele é mesmo rico ou pobre é uma besta de carga, trabalha para os outros feitos um louco sempre para um outro nunca para si mesmo. Mas se fosse capaz mesmo de por um único instante parar de se achar ou julgar o outro, o brasileiro infelizmente descobriria que não é preguiçoso, nem esperto é acima de tudo covarde.

Esqueça os sertões de Euclides da Cunha, esqueça o mito do homem cordial dos Buarque de Holanda, esqueça o pais do futuro de Stefan Zweig, esse brasileiro que não duvido que eles encontraram e ainda exista é um homem em extinção. Os que não foram transformado em burro de carga, animais domésticos sofreram da seleção artificial estatal levaram chumbo. Sobraram os submissos e os falsos revolucionários sequestradores de causas populares para usar o povo como moeda de troca pelo poder. Um país paga pau de Lulas e Getúlios, FHC, ditaduras militares, cheios de Sarneys, Malufs, de norte a sul, mas desconhece e irreconhece movimentos por direitos e sociedades civis.

Não, o brasileiro não se levanta para tomar nem o seu território que está nas mãos dos mesmos políticos corruptos e das mesmas oligarquias desde que alguém veio e foi matando e fincando suas bandeiras. Estou dizendo que deveríamos sair por ai procurando terra de ninguém e fundando nossos territórios anarco-capitalistas? Claro que não, é exatamente assim que o Brasil foi desbravado e continua ser rasgado por gente que ao contrario de Liberland gosta de um resolver as coisas na bala senão na legalidade policial na ilegalidade criminal? Aqui não se fundo micronações libertarias, comunidades livres, aqui se fundam verdadeiros feudos maiores que grandes países da Europa na base bala, na grilagem, e motosserra? Aqui não temos utopias só distopistas, não temos democracia direta, mas coronelismo e compadres.

No fundo, se você pensar da perspectiva dos monopolizadores e violentos o que falta ao Brasil para virar um pais de primeiro mundo é deixar de ser atrasado e acelerar seu desenvolvimento, ele já copia os países desenvolvidos, só precisa só precisa fazer rápido e de uma a violenta colonização e genocida colonização dos outros países para poder negar sobre cemitérios e não favelas que são os legítimos donos da terra. No Brasil é preciso ser mais hipócrita e descarado para renegar a origem das propriedades estatais, nossa colonização genocida não é só lenta e tardia, mas aparentemente permanente, já se converteu em holocausto urbano. Nossos supremacismo são velados, e não poderiam ser diferente, os mortos nunca são enterrados, e nem deixam de continuar a aparecer. Diante da violência banalizada quem se surpreende com nosso riso é histérico?

Sim. No Brasil não precisamos ocupar nenhuma terra nullis para fundar nossa próprio pais, só precisamos nos levanta retomar um território que já é nosso por direito. O jurista Dalmo Dallari tem razão o impedimento da presidente não resolve nada. Não sozinho. Não só dela. Ele tem razão nó precisamos fazer uma reforma constitucional. Nós. Não eles. Não com eles. Precisamos retomar a posse de nossas terras não apenas de fato, mas de direito. Nós não eles, precisamos assumir o controle de nosso território. Nós não eles, precisamos de nossas propriedades publicas e naturais que não pertencem ao estado nem a este ou aquele particular entitulado por ele, mas a todos nós. Nós não eles, enquanto iguais em autoridade sobre o bem comum, iguais no direito ao usufruto de nossos bens e seus rendimentos como liberdades básicas os dividendos sociais de nossas propriedades publicas e naturais. Nós somos os donos do nosso pais. O resto é literalmente propaganda politica.

Então eu prego o nós contra eles? Prego a divisão da sociedade. Não meu amigo prego a união independente de classes contra o verdadeiro que constante nos divide e persegue e finge representar. Não nós a direita contra nós a esquerda, é nós sociedade contra eles os ladrões do Estado. Somos nós iguais em direitos naturais contra eles prepotentes que se arrogam desiguais de autoridade artificiais. Não são pessoas físicas contra pessoas físicas; não é uma guerra de gente de carne-e-osso contra gente de carne-e-osso. Não é contra o seres humanos no poder que devemos nos levantar, mas contra seus cargos, sua apropriação indevida da coisas pública e particular; é sobretudo contra seus mitos de poder institucionalizados como realidade total.

Não devemos ir contra pessoas mas cargos, títulos de nobreza, autoridade, poder, devemos renegar toda prerrogativa de violência e violação da natureza liberdade individuais e direito naturais. É dos corpos artificiais estatais e privados que não sangram, não sentem não tem alma nem vida própria que devemos nos libertar. Pessoas jurídicas e institucionais corporificadas que não deveriam ter direitos, só obrigações.É contra essa perversão teratológica das sociedades livres e naturais que devemos nos defender. É contra esta loucura normótica, este delírio coletivo fanático dos poderes supremos, é o culto insano a supremacia da violência pela violência que devemos abandonar. É contra o estado alienista que demanda expropria e sacrificada a vida a milênios que devemos direcionar toda a nossa desobediência civil.

Não é contra os loucos e maníacos que devemos lutar é contra o mal do poder literalmente encarnado como máquina estatal. O estadismo conduz invariavelmente a crimes contra a humanidade porque a desigualdade de autoridade já é um crime contra a verdadeira democracia, contra a igualdade de direitos, contra a justiça. O problema nunca foi a desigualdade de posses materiais mas a sistematização da desigualdade de autoridade pela privação das propriedades comuns e particulares que constituem o fundamento das nossas liberdades individuais e direitos plenos de livre associação.

Não é preciso violência contra ninguém. Não é preciso tomar nada. Tudo que é preciso é se libertar do culto ao corpo artificial, não aceitar seus signos forçados e deixar que cada indivíduo tenha aceso as suas propriedades e rendimentos naturais, sua liberdades básicas. O que vem depois, da retomada da propriedade natural, da justiça no campo e cidade é produto natural das livres negociações de paz entre esses homens não apenas livres, e auto-organização mas desalienados. E seu nome é riqueza e se dá por mérito e não subsídio de nenhuma ameaça ou coerção.

Tome coragem não fique ouvindo minha voz nem a deles, levanta e olhe atrás da cortina do mágico de Oz. Veja com seus próprios olhos que o mostro nunca esteve lá, veja a pequenez do ser humano igual a você em defeitos e direitos, veja que não senão atores representando uma farsa membros servidores de uma besta, de uma bestialidade que sempre esteve dentro de você, se alimentado do seu medo covarde.

O monstro hobbesiano, o estado de poder, meu amigo não é só uma máquina feita de burocracia, é a materialização da alucinação coletiva dos fanáticos e conformados. Liberte-se do culto idolatra ao poder a superioridade e você libertará sua consciência da egrégora desnaturadora da vida, de um passo a frente e ilumine com liberdade de fato a vida do próximo e você terá um mundo livre para viver em paz senão aqui agora, além no seu tempo e espaço.

[i] Coitada das hienas.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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