Liberdade versus Poder: Das guerras na era da informação e consciência

A divina comédia da busca pela ciência dos fatos verdadeiros à consciência da verdade dos fatos: A luta pelo logos da Episteme

Parte 1: Panarquia, “Anarquistas, graças a deus”

Só há uma coisa mais pretensiosa do que ciência: a consciência. E estou falando sério. Porque, essa busca não só por uma, mas ambas, é tão pretensiosa quanto absolutamente essencial: impreterível, intransferível e inalienável. Desistir tanto de uma quanto de outra não é apenas abdicar da sua liberdade de pensamento, mas da sua própria soberania em favor da tirania. Tirania que não por acaso se arroga como presunção de autoridade sobre todas essas pretensões que constituem a liberdade de pensamento, credo, ciência e consciência. Em outras palavras, prerrogativas de presunção de poderes como privilégios contra prerrogativas de pretensão de liberdades como direitos. A falsidade ideológica por excelência ou das ”vossas excelências” e “reverências” e suas imposturas de “verdades que libertam” contra toda verdade genuinamente libertadora, as liberdade de pensamento credo e consciência, as libertárias, gregárias e revolucionárias, que mesmo não o sendo ou não querendo o ser, aos olhos dos autoritários que sempre julgam todos por sua regra e medida assim o serão.

E nisto a pessoa livre precisa entender a doença mental desse ególatra maníaco compulsivo-possessivo por poder e controle, nada deixa esse individuo mal-amado não raro já tão desprovido de respostas empatica-solidários que suas frustrações já beiram a perversão da psicopatia e do tipo sádica mais furioso e perigoso que a visão de afirmação, relações, comunhões, atos, manifestações que não passem pelo crivo, nem provem sua fidelidade e adoração da sua persona. Nada deixa esse louco mais ensandecido e violento do que uma pessoa que se manifeste, afirme ou simplesmente sua diversidade, pluralidade, sua própria identidade independente da sua ideia de todo poderoso e projeção de si mesmo como participe da representação ou a própria figura da corpo supremacista de poder total constante e perpétuo. Porque diversidade é a negação da seu projeto e projeção de poder e autoridade. Não só a visão, mas a ideia da existência de um ser livre é absolutamente intolerável a sua concepção doentia de eu do outro e do mundo. De modo que nada deixa um autoritário ainda mais compulsivamente doente em sua vontade de violentar, violar e matar do que saber ou pior ainda ver uma pessoa ainda naturalmente livre.

De modo que, seja se levando muito a sério ou nem tanto, quem é sujeito livre, ou pelo menos quer continuar sendo, quando o assunto é liberdade está sempre falando a sério mesmo quando brinca porque o que está em jogo é liberdade e por consequência, as vidas que são feitas delas. Até porque seja fingindo falar sério, ou brincar, não importa, aos olhos do autoritário quem é livre não precisa clamar nenhum direito ou prerrogativa, basta sê-lo ou exercê-lo, movimentar-se, expressar-se ou manifestar-se, basta estar vivo a sua revelia da sua autorização para ser arrogante, desobediente e por sua conta e risco teimosamente vivo de uma forma, como uma forma de vida completamente diferente e diversa que representa um obstáculo aos seus desejos, taras e compulsões e que ele não tolera nem suporta sequer saber que exista quanto mais ver diante da sua presença salvo morta, ou morta em vida, devidamente violada e violentada: a livre.

A arrogância do credo da liberdade de consciência é o preço ou melhor o risco do eterno para se ter a liberdade na mais ínfima das suas formas, mas ainda sim a mais fundamental: a dignidade. Aquela que mesmo não tendo mais nada, não se tira. E mesmo tendo tudo, sem ela não se possui verdadeiramente e propriamente nada. E libertário ou não, quem é livre, por sinal não precisa nem se arrogar nem proclamar nem prerrogativas e direitos, basta sê-los aos olhos ou perspectiva daqueles que tem outras pretensões do que fazer como ele e os demais que já é não só arrogante, mas um estorvo subversivo da sua ordem, a autoritária. Aliás não só outras pretensões em relação, as pessoas, mas outras presunções de quem ele e sua pessoa são que as definem uma em relação à outra, ou mais precisamente ele em relação aos alheios.

Literalmente outras preconcepções e prerrogativas contrapostas a proclamação de liberdade constituídas por consensualidade mas relações de poder, autoridade e força de fato, um eufemismo para relações que se mantidas a força da rapinagem, estupro, pilhagem, locupletação, expropriação, roubo, escravidão, sequestro, assassinato, latrocínio, genocídio, estelionato e afins, mas tudo devidamente legalizado pela prerrogativa de proclamação de legitimo monopolismo de toda essa violência e violação. Legitimada como? Vai para uma favela do Rio, ou para o Estado Islâmico que você apreende, ou morre. Seleção artificial. Só quem obedece ou aprende a fingir a obedecer sobrevive. Não é a toa que a evolução da humanidade depende de revolucionários que raramente morrem velhos sem serem assassinados. Lugar de gente livre nesse mundo que quer o bem para todos é a vala comum. Daí o ditado que vaso ruim não quebra. Não só não quebra como domestica.

Porém se nas presunções e pretensões somos diferentes em uma coisa, portanto todos os seres humanos são iguais: arrogantes. Ou pelo menos deveríamos ter o direito de sê-lo ao menos nas prerrogativas para assim o ser livres em paz. Pois ainda que o verdadeiro libertário, ao contrário do autoritário, não clame para si nenhum tipo de prerrogativa para impor seu credo ou ciência a ninguém que se dirá a todos os demais, que se dirá então da consciência que nunca está senão por definição no própria concepção e nunca na preconcepção alheia. Ele clama e arroga liberdade para si e para todos que assim o queiram.

Porque aqueles que renunciam ou já perderam a voz para arrogar, clamar, proclamar e reclamar suas prerrogativas ou direitos, se já não perderam suas liberdades, as perderão, porque vulneráveis já estão; uma vez que não falta nesse mundo é impostor e oportunistas a proclamar a gritos e punhos cerrados que a verdade que liberta é a servidão, sacrifício e holocausto. Obviamente servidão, sacrifício e holocausto do outro do servo e alheio, nunca o seu. E mais obvio ainda que em favor dos seus privilégios impostos como prerrogativas de autoridade e portanto obrigações de fidelidade e servidão deste que está alienado ainda que disfarçadamente das liberdades fundamentais que o definem como pessoa.

A começar não só pelo direito de ter liberdade de uma ciência e consciência que possam de fato se dizerem de fato como tais, mas antes de delas credos que igualmente não sejam também meras produtos de dogmas, doutrinações produtos de preconcepções tão discriminatórias e apartantes quanto flagrantemente deterministas, hierarquistas, eugenistas e estatopáticas as frutos da manifestação de livre espontânea vontade e consciência da própria concepção de princípios tão libertários quanto universalmente gregários.

Portanto, nenhum problema em si como os credos, pelo contrário, tudo a favor da liberdade de credo, incluso da liberdade de credo na razão, especialmente como guia para encontrar as suas próprias razões, e sobretudo como fé nas razões da liberdade e na liberdade como razão de todas as coisas. Logo, sou libertário, porém não um anarquista, mas panarquista, a favor de que todos os credos tenham seu lugar no mundo, incluso os que não tem a razão como seu caminho nem a liberdade como seu principio e finalidade, inclusive a liberdade de credo e culto para os que cultuam o poder a autoridade e até a violência, ou pior: a prerrogativa do monopólio da violência, desde é claro, que o guardassem para si e quem quisesse voluntária e consensualmente se submeter a esse tipo de vida, deixando quem não quer e não sabe apreciar toda onipotência da sua maravilhosa presença e sapiência viver livre e em paz.

Não, não são as pretensões da busca mas as presunções ou pressuposições e preconcepções que complicam a vida. Não é a pretensão da busca da liberdade e do conhecimento, sobretudo como liberdade de pensamento e conhecimento, mas a presunção do saber como poder, e poder como conhecimento que mata tanto a liberdade necessária a busca do saber, quanto o saber necessário a busca da liberdade. Por isso, importante não confundir o pretensioso e cheio de gana como o presunçoso corrompido pela ganancia. Pretender é buscar algo que se sabe não possuir, e nem sempre para propriamente adquirir, mas estar com ou participar de. Justamente o oposto da presunção que parte da pressuposição que se possui algo que não tem, ou pior, que nem se quer é objeto de possessão, ou seja, a constante busca e vigília pela razão das coisas que não só dependem umas das outras, mas que em essência são a mesma coisa, ou mais precisamente verdade, tanto como saber quanto liberdade.

Por sinal o poder não só complica, como ainda por cima inverte a razão e natureza e verdade de todas as coisas. De tal modo, que se por um milagre nos livrássemos num passe de mágica das vontades de poder e suas ideologias, não só estaríamos curados do mal de ficar querendo cuidar, mandar, vigiar, e sobretudo viver as custas da vida alheia ou matá-la porque estranha a nossa, como finalmente veríamos que não existem tipos nem classes de pessoas, mas simplesmente graus de empatia e simpatia, mas simplesmente gente que conhecemos ou não, e das que conhecemos temos aquelas que queremos estar próximos, aquelas que tanto fez como tanto faz, e aquelas que passamos a querer estar o mais longe possível. E se fossemos livres para estabelecer se associar e dissociar conforme nossas afinidades e interesses em comunhões de paz e de acordo com a consensualidade das partes assim o faríamos para viver em paz e deixando-o viver em paz, até porque pessoas livres como todas as pessoas também querem amar e serem amadas, querem estabelecer e manter relações e dar sentido a sua vida e realizar e agregar coisas significativas e originais além do meramente se perpetuar, expandir e multiplicar, porém sabem que para isso, a observância a uma princípio fundamental é absolutamente necessária: a consensualidade.

Perceberíamos que não precisamos amar a todos, nem exigir que todos nos amem. Não precisamos de amores, coragens, cuidados, renuncias, doações ou esforços incríveis. Não precisamos amar gostar nem desgostar de ninguém para respeitar a sua vida e liberdade para deixar outros viverem em paz, nem muito menos para vivermos juntos em sociedade. Pouco importa as quanto se gostam desgostam ou mesmo se detestam, desde que ninguém seja obrigado a conviver ou se submeter a ninguém, e o mais importante desde que aquelas que se amem se gostam ou querem viver em comunhão de paz, não sejam impedidas por quem se vale do subsidio da violência para interferir na vida alheia como mau necessário ou bem maior, desculpa para satisfazer tara e desejos egomanicos autoritários insaciáveis.

Não, não precisamos de ideais incríveis, nem princípios extraordinários porque temos princípios libertários elementares e fundamentos gregários suficientemente universais: não-agressão e solidariedade, inclusos como instintos gregários naturais à preservação de evolução. De modo que não é preciso demandar nem oferecer sacrifícios extraordinários nem próprios, nem muito sacrificar vidas e liberdades alheios em nome de entes e causas imaginárias. Não precisamos inverter coisas que não existem nem dar nada que já não seja naturalmente nossa para responsabilidade voluntária dar e de por livre direito das pessoas receber. Não precisamos dar liberdades, dedicar aqueles esforços nem propriedades que reservamos a quem amamos a quem não queremos, nem padecer ou compadecer por sofrimentos que não temos, tudo que precisamos é cuidar para não perder nem privar tudo que é abundante em nós e na natureza tanto como vida e liberdade quanto como sensibilidade inerente a nossa sanidade: a empatia e solidariedade.

Porque tudo que precisamos ou devemos fazer- e não porque é a ditadura da lei da violência da autoridade e doutrina dos homens sobre os homens manda, mas por que a lei das causas e consequências da natureza ensina, inclusive para vivermos em paz é não só não agredir a vida- é não privar os outros da sua liberdade, não apenas como saber, movimento, ou relação, mas como acesso ou usufruto da árvore da vida, ou propriedade dos seus bens comuns e particulares seja como meios vitais e ambientais ainda intocados ou já transformados em riqueza e capital igualmente necessários a vida e liberdade de quem já vive só na natureza. Um saber libertário que antes de ser uma razão é um estado de consciência dado pela sensibilidade e solidariedade não só com aqueles que se ama ou preza, mas até com aqueles que nem se conhece.

Desde que não só toda pessoa, mas todo ser vivo, não importa o quanto o consideremos ofensivo, repulsivo, violento, agressivo e perigoso, ou ele considere a nós, ou de fato ambos sejamos, desde que todos tenham seu espaço e os recursos para viver em paz, como bem entender em paz. Desde que não só toda pessoa, mas todo ser vivo possa exercer seus instintos gregários de associação comunhão livres das privações e parasitas que dividem, desagregam e alimentam a discórdia para colher na miséria e na guerra os servos e escravos fieis tanto para fazer sua pilhagem quanto os holocaustos em nome da idolatria da perpetuação do seu desejo doentio de poder total e eterno. Porque caso não tenhamos percebido salvo as catástrofes naturais o que provoca disputas por bens comuns, invasão de espaços e liberdades, o desequilíbrio da superpopulação escassez e extermínios, não é o equilíbrio natural e nem sequer o progresso da humanidade ou da civilização, mas especificamente o predomino dessa mentalidade de parasitagem predatória como relação institucional e modelo civilizacional, o paradigma estadista-escravagista.

E eis o grande problema. Aqueles que não queremos perto, não são meramente pessoas chatas ou inoportunas que geralmente não se suportam e estranham mutuamente. Se assim o fosse tudo estaria resolvido e o mundo seria um mar de rosas. O problema é que há pessoas que embora não tolerem desprezem, ignorem, ou mesmo tenham asco e até odeiam outras, embora não consigam sequer conviver ou suportar olhar para elas, já não são capazes mais de sobreviver sem elas, de modo que não podem deixá-las simplesmente viver livres e em paz, nem tão pouco permitir que convivam como iguais e semelhantes como elas de modo que as mantem devidamente discriminadas, apartadas e até não raro presas para desempenhar sua devidas funções.

Há pessoas cuja resposta empática solidária está completamente comprometida para viver em sociedades livres ou livremente em sociedades e que contudo não só não podem permitir que outras pessoas vivam sua vida em paz como precisam regular a vida dessas pessoas e quem dera fosse pela simples razão materialista que não conseguem sobreviver sem elas porque vivem as custas delas. Quem dera se esse precisar fosse o produto de meros necessidade ou interesse pecuniários. Não são.

Se no princípio as relações de poder servem apenas para satisfazer necessidades e desejos regidas por instintos naturais e pulsões vitais, a medida que o poder corrompe e perverte ou o que é a mesma coisa mata os instintos gregários, as sensibilidades empáticas, a inteligência solidária, e enfim a consciência libertária essas pulsões vitais desprovidas de ligações epistêmicas e psico-neurológicas com a realidade sensível do outro mundo se pervertem em compulsões de morte, violência, que geram no seus extremos de loucura as monstruosidades do autoritarismo e totalitarismo, eugenismo, guerra, fome, genocídio e holocaustos.

De modo que mesmo se ou quando puderem definitivamente com suas máquinas e maquinações se livrarem dessas pessoas como objetos de consumo e produção da sua riqueza, ainda sim precisam delas (ou melhor em numero bem menor de alguns “tipos” delas) como objetos para satisfazer outros desejos ou manias: como a reprodução do seu eu como legado, ou mais precisava fardo de adoração e servidão perpetua a ele, nem que seja em monumento, ou memoria. Novamente enquanto suas máquinas e maquinações não permitirem que ele se clone ou replique a ele mesmo- ainda que não seja exatamente ele, não importa ele não sabe. Contudo, nem mesmo nesse momento de completa autossuficiência do predador-parasita que adora a si mesmo, seus servos-escravos finalmente podem ser libertos para descansar em paz, porque ainda sim o ególatra maniaco compulsivo precisa sempre de um coisa para realizar sua fantasia de todo poderoso e poder total: servo-escravos, nem que seja agora apenas para confirmar sua potencia e supremacia.

O problema desta pessoas não é propriamente tolerar, conviver com outras, porque ninguém deve ser obrigado junto ou casado com quem não queira, mas justamente o oposto, pessoas que não conseguem suportar viver com a ideia de possam existir pessoas que vivam, respiram, amem, pensem, ou trabalhem ou simplesmente sejam de outra forma diferente delas, ou sejam suas, ou não existam em sua função, ou autorizadas ou graças a ela. De modo que fazem não só questão de impor a sua forma de vida, mas vigiar e buscar para colonizar o mundo a imagem e semelhança da sua compulsão de adoração. Ou seja, não se contentam com nada menos do que tudo e todos submetidos a supremacia da autoridade todo poderoso da sua egolatria narcisista, feita não raro via violência e claro expropriação, monopolização e pilhagem dos meios vitais e ambientais, as benditas propriedades que constituem as condições básicas as liberdades fundamentais do outro e agora a base do seu poder locupletário.

É ser ou organismo portanto que já não demanda mais liberdade, um ambiente, recursos, para viver ou conviver em comunhão livre e paz. Mas uma forma de vida desnaturada parasitária, que vive de imaginar e maquinar formas de penetrar e impor e manter forçadas com outras pessoas assim submetidas e reduzidas a mero hospedeiros para satisfação da suas fantasias e desejos seja como objeto de consumo, produção ou reprodução. Uma demanda portanto não mais por relação livres, mas necessariamente relações de poder onde possam realizar suas taras ególatras-supremacistas e satisfazer manias compulsivas possessivas de personas todas poderosas e eternas que as corporifiquem e satisfaçam essas fantasias mórbidas e perversas de superpoderes e poderes supremos introjetadas como superegos a atormentar e manipular a vontade do alienado agora domesticado, assombrado e fidelizado por essa perversidade monstruosa e insana.

De tal modo que se um passado selvagem dos primórdios da humanidade havia o medo das tribos que caçavam cabeças e comiam gente, há hoje o terror não só das civilizações que caçam, mentem e devoram almas, o medo do nossa próprio estado civilizacional de desumanização e insensibilidade em relação não condição e natureza e outro e mundo, e logo da nossa própria insanidade, da antropofagia a necrolatria e idiocracia pela corrupção e perversão da empatia pela domesticação. Uma insanidade que insensível a realidade por definição sensível, não só de apartar dos outros e se fecha na bolha alucinada do seu mundo, perdendo todo o senso e noção dos fatos, mas uma mentalidade que produz personalidades que produz visões, narrativas e tratamentos não só fatos e eventos sem nenhuma verdade, mas definidos por aquilo que propriamente se chama arquetipicamente psicopatia. O tratamentos de fatos seres e fenômenos dado por uma psique destituída de respostas empático-solidárias.

Um psico-phatos. Um mal insano que nasceu da pura predação, mas que ao se tornar domesticado do homem pelo homem não apenas reduz e alienou o outro a objeto de consumo, produção mas de reprodução das manias compulsivas passivos desse sujeito. Reproduzindo e propagando neles esse mal da idolatria mais como culto, mas como cultura, egolatria tanto como servidão quanto idolatria aos todos poderosos e legado eugenista patrimonialista, hereditalista, memorialista, divinista e não só mais no seu aqui e agora, mas no além tanto do materialista histórico quanto da mitologia do transcendental.

E que portanto não se trata da paranoia conspiratória que se alimenta da fobia e terror ao que é estranho e desconhecido, seja ao vizinho próximo, seja ao imigrante ou povo distante que faz parte da pregação dos psicopatas disseminadores dessas psicoses persecutórias esquizofrênicas, mas a psicopatia dos que não são aterrorizados e torturados por assombrações, mas dos que as inventam para aterrorizar e torturar e manipular e usar suas vítimas, não por acaso já entre os mais vulneráveis a carência e carestia. Não portanto os pequenos psicopatas, mas os grandes sacerdotes dessa cultura de banalização e legalização da violência, violação agressão e privação desde que a deles, ou devidamente licenciada autorizada ou terceirizada por eles: os estatopatas. Um mal que não está portanto na pessoa física deles, ou só cultura mas na lógica desse episteme, ou da falta dela, que reproduz essa cultura, mentalidade e desnaturação como mal ou vírus dentro da própria humanidade como se fosse a própria, ou o único processo civilizatório possível.

Uma mal monstruoso e insano que se banaliza, normaliza e falsifica como o bem e necrosa e mata tudo que é de fato verdadeiro e sagrado: vidas e liberdades e natureza. A insanidade doentia tanto da psicose da servidão quanto da psicopatia do poder que compõe o complexo do mal da humanidade, o poder que o credo da filosofia e ciências da Liberdade não só denuncia e critica mas combate como consciência libertária, mas como ethos da prática que constitui a metis da razão e experiência oposta a da libertação pela solidariedade.

Parte 2: El mondo da divina comédia

Feita a distinção entre as pretensões libertárias das presunções autoritárias. Retomo o raciocino original:

Só há uma coisa mais pretensiosa do que ciência: a consciência. Porque se a ciência tem por objeto o conhecimento dos fatos e eventos e suas razões. A consciência por sua vez tem por objeto do seu saber nada menos que a verdade e suas razões do conhecimento. E logo da verdade dos fatos e seus eventos, ainda que não tenha consciência nem dessa verdade, ou que renegue tal conhecimento como objeto da razão, ou mesmo como algo real.

A consciência é portanto o saber que se propõe portanto como juízo e critério de julgamento da verdade e falsidade do próprio conhecimento e ciência destes fatos e eventos. O campo de saber que ao definir o que é falso ou verdadeiro, define por consequência o que é real e irreal, o que é meramente imaginário e concreto, ainda que não seja sensível nem visível a percepção, visão ou sensibilidade ordinária. É portanto o campo do saber que ao definir a verdade e falsidade das ideias, por consequência define a realidade e irrealidade das coisas, assim como o que é natural e o que é sobrenatural nos seres e fenômenos. Não meramente como eles são ou estão aqui e agora como fatos e eventos como a ciência, mas em tudo aquilo que eles podem, poderiam ou deveriam ser ou vir a ser. O saber que define os critérios e julga o possível e impossível, o conhecimento das potencias, e destinos, e campo de determinação dos sentidos não só dos movimentos e das animas mas das razões existenciais e transexistenciais onde as partículas elementares e forças fundamentais serão colocadas como entidades ou sujeitos constituintes da cosmologia dos diferentes planos de universos de percepção e conhecimento sensível e invisível.

O conhecimento daquilo que por não ser efêmero transitório e perecível, mas essencial e perpétuo, ainda que como a própria evolução, revoluções e volições, transformação e informação em si é tomado como verdade, ou simplesmente episteme. De modo que não é apenas o campo de estudo da lógica da ideia das coisas, o logos, não é uma logologia mas da essência de todas coisas: a epistemologia, o campo de estudo da essência de todas as coisas, ou simplesmente episteme. Episteme do conhecimento, da lógica e dos fenômenos, principalmente como lógica de produção das ideias das coisas, e suas lógica com coisas que realmente existem tanto como ralidade sensíveis quando dos padrões que essencialmente engendram tanto a projeção do real e do imaginário quanto sobretudo do mundo do qual esta são compostas: o mundo dos fenômenos. Não só como ciência de como eles são e estão mas como se dão, isto é dos próprios padrões mais essencial e fundamentais ou potencia autogerados inteligidos da sua percepção sensível dos mesmos. E se a ciência enquanto pensamento materialista-determinista tomado por sinônimo de método racionalista-empirista resolveu pegar esse campo da natureza da phisys e simplesmente fechar os olhos para ele (des)qualificando bibliograficamente com metafísica esse foi o seu maior erro histórico do qual a crise atual das provas empíricas a mais evidente (e urgente).

Uma coisa muito interessante quando falamos de ciência ou conhecimento. É que em geral raramente nos perguntamos saber porquê? ou para quê? Esta é geralmente uma pergunta desqualificada como uma pergunta infantil, ou senão debiloides e ignorantes, que ou ainda não sabem a importância intrínseca do saber, ou nunca vão ficar sabendo. Contudo, como toda pergunta pura em sua essência daquilo que não pressupõe que sabe, é justamente daquelas pergunta e questionamentos mais significativas que fazemos questão de ignorar. De fato saber por quê e para quê buscar conhecimento e saber, nunca foi importante para produzi-lo e adquiri-lo. Não precisamos estar conscientes de como produzimos ou reproduzir um saber. Na verdade não precisamos nem sequer estar conscientes dos métodos e processos que produzimos e principalmente aqueles que reproduzimos por copia e imitação para gerar conhecimento. Já produzíamos saberes antes de termos ciência deles, e antes mesmo de produzir o próprio método científico e as técnicas e tecnologias dele derivadas. Porém, é mais do que claro e evidente que as vantagens de tornarmos cada vez mais cientes e conscientes do que estamos fazendo e todas as possibilidades ou consequências do que pretendemos fazer, talvez a maior diferencial senão qualitativo quantitativo da espécie humana, a quantidade ou diversidade de n razões que conseguimos produzir para os fatos,que bobagens e crendices e loucuras fora, constituem a diferença que em essência não é tão grande assim entre outros seres vivos dotados de senciência, inteligencia e mesmo consciência, especialmente os mais próximos, como os grandes primatas. Mas até mesmo com colônias de formigas, mantemos muitos padrões de similaridade.

Temos muitas semelhanças e dissemelhanças como todos seres vivos, até mesmo os vírus e bactérias, algumas que gostaríamos de ter, outras não. Se por uma lado produzimos novos códigos, padrões e estruturas, enfim obras materiais e imateriais que nenhum outro animal conhecido foi capaz de realizar; por outro não só mantivemos mas maximizamos padrões e formas de predação, parasitagem e violência não só no mundo mas na nossa anima. Instintos que supostamente abominamos e gostaríamos senão abolir ao menos renunciar em estados de paz tanto de espírito quanto civis que no entanto não só mantivemos como exponenciamos ao perder aquelas outras caraterísticas naturais que pelo contrário supostamente gostaríamos manter preservadas para viver livres e em paz: Instintos gregários e solidários que constituem a base da nossas morais, éticas e em si do ethos do que idealizou ou classificou como humanidade, ao menos não como mera classificação de objetos por semelhança, mas como fenômeno que emerge da ligação empática, ou afinidade ou fraternidade entre seres que se sentem ou enxergam como próximos porque semelhantes.

Então volto a pergunta a que realmente interessa na vida, a pergunta da criança, do neófito da vida, ainda não imbecilizado pela pressuposição do saber. Conhecer por quê? e para quê? Desqualificá-la é um “pecado mortal” à fé da razão e não só porque como questionamento ela é uma expressão de busca do saber. Mas porque essa questão é em si a manifestação mais pura da sua busca. E perder-se ou esquecer dessa questão sobretudo como vontade e sentimento e fonte de inspiração motivadora é perder-se e fugir da própria busca do conhecimento, da origem e finalidade, e essência. É e refugiar-se trancar-se no arcabouço obscuro do castelo das preconcepções e renegar a própria busca do saber, que não é a mera constatação dos fatos e dados, mas a busca da sua razão, a sua lógica, os seus padrões geradores, em sua essência, que em primeira e ultima instância são sempre um porquê e para quê, não são meramente a observação, projeção e previsão ou mesmo a constatação dos fatos e eventos, mas a busca da sua verdade que nunca está ali propriamente no conhecido, na ciência das coisas mas sempre há ainda mais por se conhecer delas, sua essência, episteme, ou simplesmente verdade. Verdade que portanto assim como a liberdade de pensamento não é objeto de possessão nem alienação, nem portanto de mera transmissão e ensinamento, mas sempre de descoberta, aprendizado, revelação e novidade para aquele que conhece não uma dogma ou axioma mas a verdade que explica um experiência e proprioconcepção e não a narrativa de fatos e preconcepção alheias que são sinais e nunca o verdadeiro campo da ciência, que dirá o da sua consciência.

Quando nos perguntamos buscamos ciente, não o fazemos para apenas observar a ocorrência dos fatos e eventos como eles realmente são. Não procuramos saber para apenas nos ilustrar ou nos mantermos informados, mas porque queremos algo com desse busca e saber, ainda que não estejamos conscientes disso. Mesmo que sejamos apenas colecionadores maniacos compulsivos de informações, e busquemos saber apenas para ficar sabendo, ou busquemos nos informar e saber de acordo com interesses específicos aos nossos negócios e afazeres incluso a própria produção e reprodução de conhecimento e informação, mais do que mais do que razões e motivações psicológicas para que assim vejamos, desejemos nos comportar de predeterminado em relação a busca, aquisição, produção e reprodução do saber, há razões e motivações epistemológicas.

Toda uma lógica da busca da verdade que moldam tanto a mentalidade do individuo, inclusive quando essa lógica está completamente imersa num arcabouço onde a verdade não tem a menor importância, ou episteme sequer existe não existe, não como principio fundamental da ordem da natureza, mas pelo contrário apenas como campo imagético artificio da propagação das sua manipulação ideológica tanto como como caos e desinformação quanto falsa representação da verdade como fatos alternativos ou já como pura ficção e mitologia encenada como espetáculo de predestinação de modo a provocar a ilusão de realidade. Pode para parecer uma guerra de informação, mas é mais do que uma guerra por mentes, é também por corações.

De modo que não só devemos nos perguntar ao nos depararmos sobre a narrativa de um saber e informação, do por quê, para quê, mas também para quem para quem, pois os porquês e paraquês são completamente distintos entre que sujeitos produtores, aqueles que são objetos de estudos, ou cobaias, e até mesmo aqueles que são meros receptores da informação que não raro, também são objeto das experiencia que irá produzir o conhecimento, que não é saber deles, mas alienado daqueles que irão possui-lo como propriedade e capital e poder sobre sua pessoa reduzida não só a objeto de estudo e experimentação, mas expropriação das suas propriedades primeiro como informação e conhecimento e vigilância, mas depois como propriedades ainda mais fundamentais intrinsecamente ligadas a ela como propriedades como propriedades material sobre suas posses, movimentações não só sobre seus bens comuns, mas seus bens mais particulares e privados, a liberdade sobre a manifestação do seu livre pensamento, e até sobre seu próprio corpo incluso como liberdade de livre produção, reprodução e comunhão de paz.

Salvo é claro a ação, não há gesto mais mais sensível, inteligente e promovedora da consciência do que questionamento do saber, que em si é o própria busca do saber como credo na liberdade de pensamento ou fé na razão, que como fé longe de ser uma mera pressuposição dogmática, doutrina, ou teorética, uma mera pressuposição, é o que a fé significa em sua estado de espirito oposto a toda especie de alienação, o estado de absoluta confiança não só na razão, mas na própria sensibilidade, ou tanto na propriocepção que faz a ligação do corpo sensível a natureza da realidade do mundo sensível e visível, quanto na liberdade da razão capaz de inteligir a natureza dos padrões lógicos tanto como razão dos fatos e eventos, ciência, quanto da própria lógica da razão dessa realidade. Ou seja a busca através da intelecção do conhecimento da verdade.

Um caminho que pode levar a consciência da episteme e sua lógica. Não só como o campo da ciência de como se processa a produção das operações mentais que discriminam de antemão o que é falso e verdadeiro e por consequência o que real e irreal. Mas como o próprio estado de consciência daquilo que não sendo nem operação mental, nem muito menos mera projeção da imaginação, ou tão pouco “apenas” partícula elementar ou força universal ainda sim permanece como padrão fundamental de constituição da lógica do movimento do cosmo, e portanto da essência vital ou episteme dos seres e fenômenos.

Ou seja um caminho que se adentramos de olhos,coração e mente e mãos aberta pode levar ao conhecimento da informação e conhecimento, razão e sensibilidade gregária pura, ou simplesmente liberdade como fonte autogeradora e criativa do cosmos e seu logos e visões em todos os planos. Ou pelo contrário fechados ou fingindo estarmos abertos, podemos decair justamente no oposto da evolução e revolução das luzes da ciências e consciências, mas no obscurantismo e fundamentalismo do medo e as falsas soluções e resoluções tanto as esquizofrênicas e paranoicas, conspiratórias, fantásticas, e alucinadas a atribuir chifres em toda cabeça de cavalo, e sujeitos e agentes visíveis e a arquitetar as causa para todo evento; quanto as normáticas e neuróticas a renegar.

Um caminho que se efetuado não só através da ciência dos fenômenos, como método cientifico racional empirista, mas como o ethos que se efetuado através da ciência dos fenômenos, tanto como método cientifico racional empirista mas da ciência fundada numa outra consciência, que não nasce da mera tekne, mas na da integração desta com a metis para formar um outro ethos: que não nega e renega o padrão lógico libertário-gregário de autogeração autodeterminada da ordem natural do cosmo, para preconceber discrimina apartar, predeterminar o destino dos sujeitos dotados de anima do mundo como meras coisas e objetos a serem usados empregado segundo suas ideação e maquinação conforme seus interesses insensíveis, ignorantes e inconscientes da realidade e anima alheia, que não por acaso mas por ausência de capacidades empáticas-gregárias e observância do princípio libertário completamente pervertidas em uma psicopatia ególatra caracterizada por manias possessivas compulsivas de necropoder genocidas e etnocidas.

A epistemologia nessa acepção ampliada da definição É portanto um campo do saber que tem por objeto do saber a própria a episteme e seu logos, tanto como a essência da razão do saber quanto da essência da razão da própria da natureza. E assim quando toma esse sentido e rumo de investigação passa a ter como objeto o mais pretensioso de todos os objetivos: a busca da verdade, tanto ciências dos fatos quanto ciência da própria ciência. O mais pretensioso que entretanto é o mais ordinário, básico elementar e absolutamente necessário e imprescindível de todos objetos e objetos do pensamento ainda que sejamos ou estejamos completamente inconscientes ou mais em estado de negação e renegação dessa carestia e carência por explicações sentidos e significações existência e seu fim. Questionamentos que não se resumem a investigações cosmológicos de natureza cientifica de onde viemos ou para onde vamos. Mas a investigações das causas ou razões e padrões que geram o sentido de onde viemos e para onde vamos, que portanto fazem parte da próprio credo da ciência e consciência em si, mas da liberdade e possibilidade de cognição, um estado de espirito ante se ser um (pre)concepção é um (pre)sentimento simplesmente nos sentimos como seres capazes de conhecer, porque somos inerentemente seres não só empaticamente sensíveis mas dotados de livre vontade, dotados portanto capaz de inteligir tanto a realidade sensível tanto dos padrões epistemológicos da nossa própria existência como saber quanto de todos seres e fenômenos dotados do cosmos dotados da mesmos lógica dos autogeradores de autodeterminação da essência destes, ou sua episteme.

E tudo isso parece um tanto quanto confuso. E que mais complico do que explico. misturando coisas que não tem nada a ver uma com as outras, então na verdade você está entendendo onde quero chegar que na verdade era aqui o coração desse escrito. De fato essa epistemologia, mistura ou na verdade reintegra o que é hoje esta compartimentalizado em campos grandes campos distintos: o campo dos credos e fés e campos da ciências. Dois campos longe de estarem separados pela natureza natural ou sobrenatural (que por definição não existe das coisas), é produto de um convenção dos homens onde ambos os lados fogem não só do confronto um com o outro, num falso acordo de paz pela posse de territórios ou domínios do saber, mas fogem e renunciam a busca da verdade um da ciência dos fatos reais outro dos juízos (não raro feito de credos, crendices e preconcepções) pelos quais a ciência define o que é ou não um fato ou o real — ou rigorosamente presume como tal.

Na verdade essa parte da produção do pensamento cientifico, o advento criativo das hipóteses fica por conta e risco da inspiração e sensibilidade do cientista não está sistematizada. O que existe a sua disposição, são as teorias do conhecimento, que não só objeto propriamente da ciência, mas da filosofia da ciência, e portanto nas fronteiras ou trincheiras entre esses campos e territórios. E não como critério intrínseco de juízo do que prova do que é falso ou verdeiro, mas sim justamente como produção mais consciente da ciência, incluso como o pensamento que produz juízos falseáveis ou confirmáveis através da experiência sensível, ou empírica, uma busca da verdade atual, ou que atualiza mediante o própria evolução e revolução da própria ciência ou da percepção do seu objeto de conhecimento o universo.

Toda a produção desses juízos e critérios e não só para a ciência, mas para todos os saberes, está nessa zona ainda obscura e cinzenta, relegada pelo própria racionalismo como campo das meras especulações sem base da razão, em nenhuma base cientifica. O campo das meras especulações metaficas, sobrenaturais, paranormais, mundo de credos, lendas, credos mitos, lendas, campo fertil para imaginação e ficção e encenação de charlatões, ilusionistas, enganadores profissionais etc… Exatamente. e eles os impostores agradecem. O maior erro da história da lucidez da humanidade, ao qual o obscurantismo e terror que se vive nas suas sombras, e de projetá-las agradece. O maior erro não só da ciência, mas da própria fé. A primeira por confundir e abandonar esse campo fundamental às preconcepções de todas as coisas, incluso a formação da própria dos fatos aos seus impostores. embuste. O segundo por permitir que os impostores especialistas em impor não só falsas verdades, mas fatos alternativos continuassem a conviver confortavelmente no abrigo desse território das preconcepções. Um acordo confortável para que ambos construíssem seus castelos como autoridades regulares e sentassem e assentassem em cima dos seus respectivos domínios, como poder, mas que tem sido a ruína de ambos frente ao flanco gigantesco que deixaram em aberto a propagação do medo, terror e obscurantismo como poder total: a renuncia da busca da verdade como ciência e consciência. Uma busca por sentido revolucionário e libertário da pulsão da vida cujo vácuo é ocupado perversa reacionário pela corrupção fatal da mania compulsiva possiva de poder.

Uma liberdade de pensamento que busca não apenas conhecer a verdade dos fatos como ciência, mas conhecer a verdade da sua própria condição como consciência. Logo não só não para estar ciente da verdade dos fatos, o que é fundamental, mas estar consciente da sua condição. Até porque a primeira depende e deriva do estado não só de sanidade mas de independência da segunda. Pois do estado de sanidade mental social e cultural sua e do mundo depende vai depender a ideia que se constrói do que é ideia do que é ou não verdade, ciência, fato, sanidade, ciência e fatos, não só como investigação, produção ou busca do conhecimento como ciência, informação ou comunicação, mas como a própria visão entendimento e compreensão e interpretação e sobretudo preconcepção do que verdeiro e falso, do que real e irreal, bom ou ruim, bem e mal.

Um entendimento quer seja investigado e interpretado diretamente da experiencia do mundo ou ditada e narrado pela informação de outras pessoas, não se forma propriamente a partir disto ou daquilo, mas exatamente do que as pessoas a partir de um dado momento da vida já tem na cabeça como a fonte da sua credibilidade e crença, incluso de processamento da razão, de tal modo que quando elas olham e ouvem, acreditando ou não nos que seus próprios olhos veem ou no que os outros lhe contam. Um entendimento que antes de ser processado como dados pela percepção e intelecção dos fatos e suas narrativas, é sejamos conscientes disto ou não formatado como dados da nossa credibilidade ou crença de verdade ou falsidade é já qualificado ou desqualifica, reconhecido ou completamente ignorado como um dado minimamente digno de consideração. Não é falso, nem verdadeiro, é insignificante, desprezível, marginal nulo, invisível, inexistente como objeto ou ser da julgamento. Em outras palavras é seja uma ideia, fato, evento ou mesmo ser vivente um ente já não só já discriminado e segregado, já preconcebido e predeterminado como predescriminado e preapartado como um nada no simbólico a ser confirmado como profecia, ou previsão que se autorealiza no real como pseudo-ciencia ou maldição mesmo.

Sejamos conscientes ou não, são sanidades e insanidades, males e bens, julgamentos de valor, importância sentido e significado existenciais, definições de qualidade, identidade e propriedades, de veracidade, e critérios de verdade, de credibilidade tanto do conhecimento quanto da realidade e irrealidade, naturalidade e sobrenaturalidade dos próprios fatos, eventos fenômenos e suas ocorrências ditas naturais e normais ou são, ou paranormais, anormais, desnaturadas ou sobrenaturais, que se operam efetivam e preconcebem no plano não se opera no campo das luzes da razão e ciência, ou mais precisamente do racionalismo materialista-empirista, mas no campo da episteme ou justamente da essência que autoengendra a concepção desses fenômenos e seus saberes.

Um campo abandonado por esse pensamento científico como sua meta-phisys onde a liberdade de credo e consciência libertária ainda luta bravamente contra os credos e fés autoritários e o necropoder que ainda imperam e proliferam a sombram de ideólogos obscurantistas e charlatões que notem não por acaso os tiranos governam a própria a ciência como profissão, que vivendo apartada dessa realidade nada metafisica que deu as costas, mas real e com necessidades tão reais quanta qualquer outra corpo, alma comunidade, profissão e vocação também cai de joelhos como serva da mesma ditadura das imposturas preconcebidas verdades, uma arte pela arte empregada de estatopatas a troco de cobres.

E como poderia seria diferente?

Se ciência renuncio a busca da verdade, como objeto e objetivo do seu campo de saber para de contentar com uma ideia de verdade de fatos ou no máximo como celeuma na fronteira da sua filosofia dirigida apenas para definir as disputas de paradigmas dentro do seu domínios, fora dele, onde de fato as verdades que interessam prossegue, incluso daquelas que define o próprio valor de bem ou mal da ciência, a realidade do que ela considera fatos e verdades, e dos próprios critérios de verdade; que por sinal nunca foram definidos internamente pelo método cientifico, mas dentro desse campo de busca da verdade tanto como lógica da episteme não só saber mas dos fenômenos que não desaparecem por decreto da lei do método.

Porque o mundo não parou de girar só porque este não era capaz de discernir o que era falso-verdeiro, real-irreal, cognoscível-incognoscível nesse plano do qual emerge a própria ciência como credo na razão ou liberdade de crença na racionalidade como fonte de revelação da verdade- uma outra terminologia para expressar sentimentos do que é a liberdade sagrada para o exercício de uma vocação e saber tão sagrados e dignados de toda fé, enquanto liberdade de enquanto consciência quantos na medida que verdadeiros. E quão tolos foram esses mágicos de Oz aos vestirem e investirem dos mantos e títulos e reverencias dos sacerdotes e reis, mas não deixarem para eles o tutano do qual alimentam seu culto: a carne das povos como massas. Não consigo deixar de pensar no poema de Brechet, quando vejo a crise que não é da democracia, mas do próprio pensamento iluminista, porque terras planas se não é pra construir muro perdão o termo técnico é de cair o cu da bunda e porque deus quis, pois nem pra beliscar presta.

Há quem diga que o médico especialmente o neurologista se acha deus. Há quem diga que é o físico teórico. Outros que arquitetos dizem que são engenheiros, os engenheiros que são os arquitetos. Os advogados juram que são os juízes. E os juízes que são os juízes da supremos tribunais, os povos os reis e governantes tiranos, os sacerdotes dos cultos protestantes os sacerdotes dos cultos. Os ateus os sacerdotes de todos os cultistas, e os crentes os próprios ateus. E por aí vai… mas o poder supremo é de quem? Não é. Está. E está com aquele que dá a primeira e ultima palavra mesmo não sendo a lei da natureza, nem a sua verdade, a toma e convencendo os demais de que é a fonte ou seu intermediário, passa não só a ditar lei, mas a verdade, legislador, governante, juiz, juízo tribunal e as sentenças não só de vida e morte do médico, do sacerdote, do cientista, do analfabeto, ou do rei, mas ditar quem é quem, quem antes mesmo de ser julgado e sentenciado como não mais como sujeito igual em liberdade, mas objeto da autoridade de prejulgamento das ciência das suas verdades sejam elas de credos autoritários, e ele um desposta consciente, ilustrado ou esclarecido, ainda que psicopata, ou crente ensandecido pela sua própria doutrina e doutrinação, viciado e corrompido pelos ares do próprio ópio da suas relações de poder.

Há portanto 3 formas de lidar como a busca do conhecimento da verdade ou episteme Somente a abdicar a essa busca deixando a outros campos e formas de saber. Ou radicalizar esse concentração do saber, não apenas se desqualificando a sua busca, mas desqualificando a busca, e a própria existência desse campo e objetos como algo real ou existente como fenômeno, ou seja não-cientifico ou objeto de credo, mas como insanidade. Um erro brutal.

Primeiro porque ignora que a base da concepção da ciência está na fé da aquisição do conhecimento, ou justamente na pressuposição de que existem causas racionais, reais e verdadeiras que geram os fenômenos, que não se dão nem ao mero acaso nem a vontade de entidades ou sujeitos misticos-transcendentais. De modo que renunciar a tal pressuposto não torna a ciência mais exata, mas apenas mais vulnerável tanto a pressuposições e preconcepções inconscientes sem o menor fundamento, quanto aqueles que qualificam e desclassificam apelando ao mero acaso conforme interesses alheios a própria Ciência, o equivalente materialista-niilista ao coringa dos crentismo-criacionistas, o seu deus ou demiurgo a salvar seus fenômenos destituídos de anima ou movimento próprio e seu saber, mas pode chamar de episteme e sua lógica.

Segundo porque ao ignorar tal busca da verdade, a ciência como liberdade de pensamento racional não apenas perdeu-se do proposito que a constitui, mas tornou-se completamente vulnerável não só a própria ignorancia, mas a ditadura da ignorância que se impõe não só pela força bruta, mas pela manipulação das massas destituidas não só do saber da ciência dos fatos, mas da consciência de como se produzem tanto a ciência da produção dos fatos, não só como ciência, ou informação, mas como preconcepção destes enquanto fatos, incluso nessas massas os próprios cientistas que como meros especialistas de suas áreas, não raros são tão idiotas sobre quanto qualquer leigo e morrem como qualquer outro peixe nessa idiocracia pela boca, ou mais precisamente não só pelo que não entra nela pela mão que a alimenta, mas pelo que sai dela e chega aos ouvidos dos seus idiocratas.

E portanto terceiro, porque repetindo não há nada mais pretensioso e portanto mais necessário do que a consciência, isto é a busca da verdade, a busca pela episteme para além da mero estar ciente bem formado ou informado. Porque tudo o que importa, tudo o que não só tem valor, mas que dá e tira valor, tudo o que atribui significado não só ao que realmente importa, mas antes ao que é real e irreal, que dita o que verdadeiro e falso, está nesse campo de saber do que é essencial dentro ou além de tudo que é aparente, perecível ou efêmero. Um campo que pode ser tanto o dos crendices e preconcepções das falsidades e falsificações ideológicas e imagéticas conscientes ou não, ou da consciência da lógica da ciências dos fatos e logo dos padrões de autogeração e autodeterminação essenciais da realidade sensível. Pois é nesse plano consciente ou não desse campo da produção dos conceitos que tanto se desqualifica, ignora invisibiliza, marginaliza, perverte, nega e renega o que deveria ser obvio evidente, impossibilita o possível, e insensibiliza e desfaz tudo que é natural e real, ao mesmo tempo que preconcebe, inventa, credita, fideliza, encena, encena, espetaculariza e iludibria, manipula e enfim concretiza tudo que nem sequer existe e impõe se como única realidade supostamente possível a monstruosidade que nem deveria ser aventada, não está na mera observação ou verificação ou previsão determinista da lógica dos fenômenos, mas na lógica que confere sentido e significado as coisas e suas ideias.

Faço questão de repetir: não há nada mais pretensioso e fundamental do que do que a busca da (cons)ciência da verdade. Porque é no cosmos da episteme que as entidades elementares e leis universais que formam os átomos, campos e forças fundamentais que compõe as ideias basilares das coisas que são bases a concepção de todas as outras coisas, sejam elas crendices, fés, opiniões ou ciências ou pseudo-ciencia, ensinamentos motivados por buscas sinceras da verdade em respeito e exercício da liberdade de credo e razão ou manipulações descaradas da boa-fé alheia justamente serviço do proposito a libertação do saber: doutrinação e amestramento ao poder da autoridade.

É na ciência e consciência da episteme através da olhos da semiótica que lhe servem ao mesmo tempo de telescópio e microscópio que podemos inteligir esses mundo de forças, movimentos e relações invisíveis ao olho nu, e que compõe já de forma inerente a sua definição o sentido existencial das coisas, ou mais precisamente como ente define o ser o fenômeno observado como objeto em função simultânea à sua própria existência e função existencial. Ou seja como ele define não só o que é real, irreal, o que falso, verdadeiro, mas existe, e não existe, mas o que é, e não é ele. Ou por extensão o que é seu, e não é. O que é bom ou mau, são ou insano, e em generalização o que bem e mal. Algo que antes de ser objeto da ética, ou de guia do comportamento desta ou daquele saber ou profissão. Ou mesmo da moral como um saber em geral. É uma conceituação que emerge não de investigações racionais e empíricas, mas desse senso e noção do que se supõe verdadeiro e real, ou falso e irreal a respeito da natureza e do saber, e portanto como juízo e juiz tanto da própria verdade quanto sanidade da visão do mundo.

Parte 3: Olhai os lírios do campo

Maior loucura portanto do que presumir entidades imaginárias sobrenaturais, ou mesmo apostar na desesplicação da pressuposição no mero acaso, coincidências e aleatoriedade como fator determinante ou solução adhoc para salvar o determinismo, é ignorar e renegar como crente fanático a episteme e sua busca, deixando a proprioconcepção da verdade dos fatos, eventos e essencial da realidade sensível aos obscurantismo dos canalhas que não são só solidariamente insensíveis a realidade dos seres e fenômenos dotados de sensibilidade mas estão cagando e andando se eles são ou não dotados de qualquer anima ou essência, se existe ou não um padrão que gera a vida e liberdade, ou qualquer verdade, ciência ou consciência, porque a unica verdade, ciência que existe para ele é aquele que seu ego dita e manipula e impõe como vontade de poder, e porque o único o fato que lhe interessa é do phatos da sua psique, o psico-phatos a realidade desse psicopata que não está mais desconectado só da realidade dos seres sensíveis, mas da sua essência, não dá a mínima para a vida, liberdade, natureza ou seu sentido existencial, conhecimento ou verdade, salvo se servirem a satisfação das suas taras, fantasias e manias compulsivas-possessivas de poder.

Um mal da psique. Porém não só o mal daquele que alucina vivendo em bolhas ou negação do outro, ou da realidade, mas o mal também daquele que autoritária e violentamente sai do seu mundo de fantasia para impo-la a força de violência bruta ou manipulação contra a vida, liberdade e vontade dos demais, agora como pesadelo acordado, sofrimento e realidade desnaturada e artificial. Um pesadelo que pode ser eventual e circunstancial, mas que se banalizado como hábito, normalizado por uso, costumes, como rito, disseminado como culto, transmitido como cultura, institucionalizado como estado, imposto como lei, e finalmente tomado por todos como única realidade conhecida desde o nascimento até a morte se torna a própria realidade artificial concreta e insensível, ou distopia.

Distopia propositadamente confundida e contrabandeada como progresso civilizacional, quando em verdade é o oposto: progresso dos domínios e dominação via domesticação dos alienados, a base fanática insana e alucinada do reino e governo dos idiotas pelos idiotas através da perversão antropofágica e necrófila da natureza e suas pulsões vitais livres, empáticas e gregárias pela banalização, normalização, normatização e institucionalização da mania possessiva compulsiva de morte tanto como: (a) império da lei e da ordem e monopólio da violência sobre o bem comum o corpo e Estado artificial de hierarquização teratológica da imbecilização, brutalização e desumanização do homem pelo homem quanto (b) a própria cultura sacrificial escravagista e genocida de idolatria e holocausto da vida e liberdade em nome do poder total e egolatria dos todos poderosos feito a imagem e semelhança dos predadores-parasitas que ditam e objetificam as ideias do mundo e do alheio e dos fatos quanto a sua preconcepção das verdades, ou segundo a satisfação: a idiocracia.

A progressiva difusão do amestramento por idiotização servil, a base do governo espetacular dos idiotas pelos idiotas, a idiocracia, através da sistematização da egolatria psicopática com delírios de supremacia de fundo tanto histórico-materialista quanto mistico-transcendental taras e fantasias de perpetuidade memorial, monumental, eugenista, divinista que são fatores determinantes (e predeterministas) para uma infinidade de males e misérias da humanidade tomadas como normais, mas que são sua normose e o mal teratológico e degenerativo da humanidade. Uma patologia que afeta não só a mente, a natureza, mas sua, tanto como episteme, ou busca da verdade dos fatos nas ciências da psique e da phisys como da lógica da própria episteme (auto)geradora dos fenômenos e consequentemente da busca dessa ciência ou simplesmente consciência, no método e objeto que ela se encontra: o ethos da realidade sensível que se concretiza pela práxis da ações-relações-transformações das próprias formas perecíveis em informação às novas e diversas formas complexas manifestas liberdade-gregárias autoorganizadas, ou simplesmente Vida.

Vida que emerge não ao acaso mas a partir da episteme que se continuamente se cria e recria e atualiza nas fomas que nasce para morrer para fazer informação a episteme da natureza autogeradora da rede da vida. Formas e padrões que assim a matéria não desaparecem ou aparecem do nado, ou ao acaso, ou retornam se razão para o principio como se não tivesse existido sem nenhum nexo ou sentido, mas que uma vez constituídos como novo padrão não só informativo, mas significativo, isto é de sentido ou lógica da episteme da constituição das formas se agrega a gênese atemporal desta potencia dos fenômenos sempre viva e original autocriativa do novo e atual como presente sempre transcendente e transexistente.

E mais louco que esse idiocrata só mesmo nós os idiotas que deixamos o campo da concepção de tudo que importa, o mundo da manipulação não só das mentes, mas dos corações abertos a seu desejos de não só de morte, mas de matar. Abertos não só como fé, ou ciência, mas como falta de fé na ciência como busca da verdade que de fato liberta: a consciência da Liberdade como episteme, tanto como como lógica da verdade dos conhecimento quanto razão da essência dos fenômenos, ou simplesmente o espirito das coisas, incluso o sentimento, a fé a razão, o entendimento e enfim a comunhão. De paz, por favor, porque de gente pregando guerra e discórdia para se perpetuar ou tomar o poder o mercado está cheio.

Porque novamente e agora como critica a própria pretensão desse escrito que portanto não deve ser jamais tomada como presunção de conhecimento, porque não o é. Não é verdade, mas sua busca: nada mais importante do que definir o que é bem e mal, o que é falso e verdadeiro, e o que é real e irreal. Assim quando proponho a dedução tanto da sanidade e insanidade e da definição do bem e do mal quanto da própria verdade e sua busca não apenas como conhecimento do saber, mas como conhecimento da própria verdade como realidade presente nos fenômenos sensíveis pelo exercício não só da observação mas da prática da capacidade empática como ato e relação e experiência solidaria os seres dotados da mesma essência que lhes dá anima sensibilidade, por oposição da sua degeneração e perversão do pulsões universais e elementares libertárias e gregárias como a compulsão de morte e poder psico-phatos pelos psico e estatopatas, o faço como é enquanto narrativa a manifestação da minha consciência que no papel não passa de um credo, que pode ser um mapa completamente falso ou verdadeiro de um campo que como ciência só pode ser tomado por aquele que chega ao mesmo lugar, e vendo com os olhos da sua proprioconcepção constitui não a mesma, mas a sua livre consciência.

Já o quanto esse senso e noção do real é de fato verdadeiro isso é que se descobre por um outro método imprescindível não só a ciência, mas a vida: acertos e erros e correções, soluções que não raro implica em começar tudo de novo, não exatamente do principio, e não exatamente da mesma forma, mas exatamente a partir do fim exatamente de nenhuma outra forma: senão aquela que “uma vez eliminado o que [antes era] impossível, o que restar [ou advir], não importa o quão improvável, deve ser a verdade” ainda que suas probabilidades fossem matematicamente nulas, ou em outras palavras um milagre. A diferença básica entre o inventar ficções e traze-las como a realidade encenação ou monstruosidades, ou transformar a natureza não como formas representações e estruturas teratológicas, mas como padrões lógicos informacionais essenciais que formam agora o nova episteme da sua atual formação.

Então fica a diga quando alguém disser para você que tem vai lhe dar uma verdade que liberta, é mentira. Nada disso liberta, nem salva, ninguém, são só sinais de aviso, muito deles falso pra cacete. Então aviso geral: a verdade que libertá, não é fé, nem ciência, é consciência. E essa meu amigo não se recebe nem de graça nem compra com mundos e fundos, mas só se chega doando e doando-se e de graça. Não não vale esperar recompensa de vida eterna, doando-se mesmo que a paga seja continuar sofrendo e se fudendo não só aqui e agora mas por toda a eternidade. Não é o produto de uma contabilidade que se recebe contabiliza, ou tenta transferir para ver se seu eu não morre ou sobrevive em algum lugar. Mas justamente o resultado da metamorfose da forma em informação, no que é efêmero e perecível, o que envelhece e perece, no que é sempre novo, vivo e atual a transformação em si, ou sua anima, não como anulação do sentido da história de vida, mas como transcendência do patrimônio material ao imaterial: o fato que não se apaga com o tempo ainda que ninguém mais o veja ou se lembre, uma verdade que portanto não se transfere como fardo monumental nem memorial hereditário entre gerações, mas como principio essencial a constituição da autodeterminação autogeração das novas formas mais complexas de existências não por acaso, agora criadas a partir desse legado para elas essencial a nada mais nada menos sua vida e liberdade. Já quanto sentido delas e destino delas, essa é uma verdade que pertence a elas determinar e é o que elas farão, conscientes ou não, querendo ou não, mesmo se vierem a renunciar ao governo da sua vontade, ou propriconcepção da verdade e consciência, porque quem assim o faz entrega sua sua liberdade a quem irá manipular até suas vontades, mas enquanto não estiver completamente morto nada pode impedir de reincidir a qualquer momento a verdade que só lhe pertence enquanto é tempo: liberdade de pensamento, liberdade de manifestação, liberdade de consciência, liberdade de comunhão, liberdade de paz.

Liberdade como verdade. E verdade como vida em liberdade. E vida em liberdade como verdade. Vida livre de privações e carestias e expropriação e exploração imposições e coerções. Livre de violências e violações, livre de relações sem consenso, mantidas a força de ameaça da prisão, da fome, do abandono, da exclusão, marginalização e extermínio. Liberdade como libertação. Um bem que requer um porque e para quem e para quem, mesmo quando para todos sem discriminações nem apartheid. Liberdade e libertação dos males, misérias insanidades, taras, compulsões e psicopatias do poder e autoritarismo. Liberdade como verdade, proprioconcepção, propriedade e usufruto do bem comum.

Liberdade como metis, ethos, psique e episteme gregárias e solidárias. Credo ciência e consciência libertárias.

Liberdade a verdade que liberta: a criadora e criativa: a da vida.

Algo como já dizia a tão abusada e pouco usada sabedoria da civilização ocidental cristã que não manda olhar para os templos de Salomão que em toda a glória da sua sabedoria jamais mas para a beleza de um simples lírio do campo que como pássaros não trabalha e nem fiam e ainda sim nunca lhes faltou o que necessitam. Ou pelo menos assim ainda o era até então. O que não nos impede de entender aqui e agora em palavras e gestos o que isso quer dizer: Olhai os lírios do campo.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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