LEI DE SEGURANÇA NACIONAL CONTRA CALERO. BOATO?

FATO: TEMER está “indignado” por ter sido gravado apenas “arbitrando um conflito”. Qual porque tanta indignação então?

O problema é que o conflito que o dito presidente estava arbitrando era entre um ministro amigo pessoal seus pedindo favores mais pessoais ainda a outro, estranho no ninho, que se negava em tornar-se cúmplice desse crime flagrante de uso do poder.

Eis o “boato” gravíssimo para que o Presidente-que-não-é, desmentir:

Tradução em populeis: Temer está indignado por terem gravado ele, o dito presidente fazendo coisas que não deveria fazer.

Não sei, porque mas isso me lembra um caso recente de um outro presidento(a) gravado fazendo o que não devia por um outro “amigo”, de muita gente, e que também “anularam” a prova. Só não me lembro se quem gravou, foi enquadrado em alguma lei de segurança nacional. Não acho que não. se eu me lembro bem tinha um juiz envolvido, não sei bem… tenho memória curta…

Ironias e boatos(?) a parte, só sei o seguinte: as únicas pessoas que com honestidade intelectual podem defender Temer agora, são as mesmas que defenderam com unhas e dentes a honestidade de sua companheira e cabeça ade chapa. Quem pediu a cabeça dela, se tiver um pingo de vergonha na cara, ou não for um completo monumento a hipocrisia desonestidade, ao ódio cego e seletivo vai pedir o impeachment dele. Ou melhor a cassação da desgraçada chapa, mais não se salva sem prescrição ou anistia das suas indignidades.

Mas não estou escrevendo para pedir por um mínimo de coerência e honestidade de ninguém. Quem quiser bancar o militante fanático ensandecido que se dane é um problema seu, desde que fique na defesa dos seus bandidos favoritos e tiranos de estimação, e não no ataque dos meus direitos. É até profilático.

Estou escrevendo para o perigo que é apelação para a leis de segurança nacional. Na verdade a simples menção dela como boato ainda que falso, mas que já não soa mais como completamente absurdo já deveria sinal de alerta máximo. Pois é como a palavra “guerra civil”, “terceira guerra mundial” e “nazismo” “fascismo” e outras desse naipe. Se você algum tempo atrás meramente, e estou falando de pouquíssimo tempo atrás introduzisse esses termos num assunto minimante sério, ou pretensamente sério, você perdia instantaneamente a credibilidade. Defender esse tipo de tese, mesmo nas argumentações mais lucidas, tinha o mesmo efeito que tem ainda hoje defender por exemplo o mundo é governado por governo oculto mais avançado de seres estrangeiros ou até mesmo alienígenas superiores; ou ainda por um seres supremo e absolutos e onipotentes do além; ou pior que mesmo não sendo deveria ser governado por uma raça superior a todas as demais, seus preconceitos divinos; entre outras coisas do gênero. Ou melhor tem cada vez menos. Porque a unica razão para o que era absurdo ontem e continua absurdo hoje, não ser mais uma ameaça tão absurda assim é justamente esse fato: o numero de loucos e insanos está crescendo exponencialmente.

Verdade seja dita. esses loucos e fanáticos nunca desapareçam, nem essas ideias deixarem de ser populares entre eles, mas a fragilidade e falência e sobretudo o próprio absurdo e exponenciação da perversão do que supostamente deveria ser a normalidade está alimento essa inconsciência coletiva e produzindo o efeito manada como só os momentos de crise somados a letargia da lucidez conseguem produzir.

Estamos acordando (woke) mais rápido que nunca na história, mas até como contra-reação a imbecilidade zumbi está se disseminando mais rápido ainda. Dito isso vamos agora ao ponto de uma destas preconceitos que funciona como gatilho as pessoas contaminadas ou melhor condicionadas por essa cultura estadista e seu culto irracional ao poder: a doença da razão de estado, no caso aqui propagada pelo o vírus da lei de segurança nacional.

Sim, vírus tanto no sentido de doença epidêmica que contamina parasita e mata o organismo hospedeiro. Quanto vírus como código de programação (no caso mental) que invade um sistema e passa a comandar parcial ou totalmente suas funções operacionais- geralmente para fins destrutivos. A comparação não é uma analogia forçada pois os 3 procedimentos são essencialmente os mesmos.

A lei de segurança nacional é dos foros privilegiados o mais criminoso, porque atrás deste subterfúgio a Segurança Nacional o tirano-criminosos que controlo Estado se arroga ilegitimamente o direito de violar qualquer direito fundamental; classificar como sigiloso seus crimes; e pior criminalizar quem os denuncias. Essas razão de Estado não é invenção só de ditaduras não, mas de qualquer falsa democracia decadente. Vide o caso Snowden-Manning que nem o Obama o mister nice president guy pode perdoar. Claro que Presidentes podem ser legais e perdoar, mas banqueiros, como fez Clinton, não “traidores da pátria” ou o que no caso é exatamente a mesma coisa delatores de crimes dos agentes de Estado. É das lorotas do estadismo, patriotismo a mais sórdida: porque é possível esconder até genocídio, tortura e ainda por cima perseguir a liberdade de informação. Sua moral se sustenta na inversão de valores que conduz ao totalitarismo tipo Big Brother: não é o estado e seus agentes que devem ser transparentes é o cidadão que deve ser vigiado e calado. Uma mistura de lei do silêncio, ninguém viu, nada ninguém ouviu nada, e se ouviu cala a boca porque senão quem roda é você com a máxima da tirania: que as razão de Estado justificam qualquer crime.

É o modelo americano de fascismo, que já existe muito antes de Trump fazer suas apologia e abrir a caixa de pandora dos racistas e supremacistas: não nego que existam direitos humanos e fundamentais, americanos não são juspositivistas, apenas digo que a segurança nacional é um valor superior que a vida humana especialmente a de um não-americano ou um traidor que ao trair sua pátria se torna um não-nacional. A perversidade dessa fraude lógica, as sagradas razões de Estado é validar o crimes contra a os direitos humanos e humanidade não apenas apelando para a supremacia do nacional-estadismo mas simultaneamente para a desumanização do não-cidadão ou não-patriota. Vejam o quão perigosa é a maquina do Estado-Nacional, basta um parafuso solto para ela se tornar um nacional-estadismo, e só um parafuso a menos para decair em totalitarismo.

Mais uma vez é impossível não ver a ingenuidade de crer que o Estado não irá proteger os seus membros, nem o perigo da reação desse sistema de proteção imunológico de imputabilidade dos crimes poder frente a circunstancias mais perigosos para a manutenção desse organismo artificial. Há lógica de autodefesa desse sistema é tremendamente perigosa a sociedade e a humanidade: pois quanto maior o risco e a necessidade estatal de preservar o seu corpo, mais agressiva e expropriadora será tanto a repressão das liberdades que são uma ameça quanto a requisição das propriedades e riquezas necessárias a manutenção desses sistema de vigilância, repressão e expropriação dessa máquina devorada da própria sociedade que a sustenta.

A razão de estado é só racional no nome. Ela é estupida irracional destrutiva e não sem sustenta sem um fidelidade inocente ou fanática dos que serão devorados por ela, ou o que é a mesma coisa por sua obediência sempre estupida frente a um estado que cada serve menos a sociedade, para se servir cada vez mais dela, e o pior de tudo passa a legalizar isso e criminalizar qualquer resistência a violação dos direitos humanos e naturais. O caminho mais curto não só para as ditaduras de fato, mas para o totalitarismo. Fascismo.

Fascismo… eis uma daquelas palavras que de tão usada e abusada pela esquerda (também de viés autoritária) para difamar e “desconstruir” adversários, que acabou virando xingamento. Uma palavra tão abusada para rotular teorias conspiratórias e encobrir esquemas, alguns deles tramados entre eles e seus amigos fascistas que acabou perdendo completamente o sentido original e sua força. Fascista, não é um xingamento, nem um sinônimo pejorativo para populistas ou extremistas de direita. Fascista é antes de tudo uma definição daqueles que de defendem o nacionalismo e o estadismo como um poder que a tudo justifica em si mesmo, dos crimes mais banais (para eles) que eles já perderam até a noção, até os mais absurdos e desumanos quando nós junto com eles perdemos complementarmente o pouco que resta da nossa: Tudo no Estado, Nada Contra o Estado, e nada fora do Estado. E aí de quem se colocar contra especialmente o segundo mandamento fascista.

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Propinas e favores são naturais

Quando perguntado sobre o caso, Geddel reagiu como se não tivesse feito nada errado. “Qual a imoralidade que há em tratar desse tema com um colega meu?”, disse. Vários políticos saíram em sua defesa. O deputado Paulinho da Força (SD), por exemplo, classificou o escândalo de exagero. “Ele pediu um favor e virou um escândalo. No Brasil, todo mundo pede favor”, disse.

“É uma repetição bufa do que aconteceu na Itália durante a Operação Mãos Limpas, nos anos 90. Prefeitos presos não conseguiam entender o que haviam feito de errado. Para eles, propinas e favores eram naturais”, afirma o filosófo e professor de ética Roberto Romano.

“Boa parte da classe política legisla em causa própria e está cada vez mais divorciada da população. Não há mais a exibição de uma república democrática, mas de uma tirania política. Tiranos são os que usam os bens dos governados como se fossem seus. Os governantes encaminham medidas amargas para a população ao mesmo tempo em que um ministro pede a suspensão de uma medida em benefício próprio”, completou.

https://noticias.terra.com.br/brasil/caso-geddel-escancara-fosso-entre-politicos-e-expectativas-da-populacao,9dcd174ff9a22ead66cb4d23f91b1c5aks4vgxy0.html

Fosse meus caros amigos era em 2013, caso ninguém tenha percebido, eles continuam a cavá-lo. E não é porque são idiotas, é porque onde o inocente útil e inútil vê um fosse eles enxergam uma vala comum. E quem se importa? Como ensina a historia do Brasil depois tudo termina em anistia. E que a geração morta, perdida e enterrada na clandestinidade que se foda. Brasil ame-e, deixe-o… ou morra.

Porque no final das contas sempre se podem fundar uma velha nova república onde a Arena vira MDB e o MDB se preciso volta a ser a Arena ainda que se para enganar os desavisados que compram embalagem e propaganda e não conteúdo volte a se chamar: MDB.

http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pmdb-discute-voltar-a-ser-chamado-mdb-da-epoca-da-ditadura,10000090847

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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