Janot faltou a aula básica sobre desobediência e sobrevivência civil: “não pegue a arma”

E nem diga, se um dia pensou, que quis pegar nela, a não ser que queria exatamente isso: ser imolado em praça pública pelo monopólio da violência.

Se Janot sacou que iria sofrer um assassinato DE REPUTAÇÃO (que fique bem claro), conhecedor da máquina que serviu, não é improvável que tenha se adiantado ao linchamento inevitável que viria; ou, se não ao contrário não sabendo jogar sem as prerrogativas dos privilégios da proteção dela, errou feio, nada disso, importa. Porque uma coisa é certa: Faltou na aula de resiliência, resistência, desobediência e sobrevivência dos povos sob a ditadura dos estatopatas e suas fantásticas fábricas de psicoses e atos desesperados: não pegue a arma. Até porque essa não é uma aula teórica mas prática que ou se aprende na escola da vida, ou morre. Porque quem planta discórdia, agressão, privação, loucura e violência para vender a institucionalização da repressão, correção punitiva como solução não quer paz nem muito menos solidariedade com a carestia, mas mais violência e privações. E quem cai nessa armadilha morre, ou acaba matando ou provocando a morte de inocentes. Por isso na luta contra o terrorismo estatal seja o doméstico ou internacional, uma regra é universal: DON´T PICK THE GUN.

Não siga o exemplo de Janot, até porque pode não ser exemplo, mas armadilha. Por que no final das contas ele não cometeu crime nenhum. E você, suponho que não seja procurador, e ele mesmo sendo um ex, não se engane não é um zé ninguém. Por isso não pegue a arma, nem sonhe em pegar em uma. E se sonhar, não seja bobo não conte, especialmente se não for branco, ou mesmo achando que é um, porque brancura não se mede pelo que se acha, mas pelos olhos de quem vai te julgar e sentenciar justamente porque tem armas e tribunais, legais ou não, para fazê-lo.

E se nada disso é suficiente para entender que isso é uma ratoeira, lembre-se que se arma fosse coisa boa, nascia em árvore e não era plantada a preço de banana porque de graça não se dá nem esmola. Se liga na armadilha. Por que se hoje as pessoas encontram mais fácil uma pistola, do que um prato de comida. Bala, do que batata. Coca-cola do que água pura, é porque tem gente não só ganhando, é só porque tem gente bancando para que outras morram e não para que elas sobrevivam.

E é por isso que crack é mais barato que remédio, não é que estão pouco se ligando para quem vive ou morre. Estão é muito atento exatamente para qual a origem, gene, CEP, credo, de quem vive, sobrevive, por quanto tempo vive, qual a qualidade da sua vida, se morre cedo, se já vai tarde, como morre, se está se reproduzindo, em que quantidade, porque sim, porque não, se deve reproduz mais, ou menos, nem reproduzir, trabalhar menos, trabalhar é mais, sequer nascer, ou morrer logo de uma vez por todas.

Não, não se engane. O crime é confesso: na cabeça deles nada nem cai do céu, nem brota do chão, nem chuva, nem planta, só bomba e mina. Nada é de graça nessa vida, nem as armas, nem as mortes. E se vem barato demais, ou de graça é porque o preço é nada mais nada menos do que sua própria vida e liberdade, que no final das contas, no livro caixa dessa contabilidade macabra dá no mesmo. Posses de gente pilhada e escravizada capitaliza como posses e poder para eles, e senzala e vala quando não servir mais seja porque desobediente, seja porque descartado com lixo, vala para você, sua família e sua gene. Capitalismo? Não, eugenismo genocida mesmo, disfarçada e contrabandeando seja no capitalismo ou socialismo estatal, mas pode chamar de Idiocracia do Holocausto.

Porque a base é o culto sacrificial dos marginalizados como bode expiatório para o bem comum de todos (os demais), marginalizados que morrem e não matam em holocausto vibrando e delirando junto com os demais idiotas: idolatrando o supremacismo ególatra do culto fanático a personalidade dos todos poderosos com seus eternos salvadores: seus supremos idiocratizadores. E isso não só em tempos de guerra, mas também em tempos de suposta pax. A diferença é que territórios supostamente ocupados e pacificados, o holocausto é mais lento, velado e concentro em campos longe dos olhos e corações, porque o que os olhos e corações não vêem, não creem a base do senso e noção dos comuns quando miseráveis não só de pão, mas de conhecimento, mas ricos em circo e demanda de contrapartidas para receber migalhas em troca de submissão e fidelização a arte do governar gentes, não por acaso identifica a de reduzir animais livres em domesticados.

Logo, quer fazer um ato verdadeiramente revolucionário? pegue aquele papel hoje em dígitos virtuais que você ia ser tomado como imposto e ia ser usado para comprar armas ou sabe-se lá o que, aquele dinheiro que você daria para uma igreja e não entregue na mão de nenhum atravessador, nem de ONG, vá e entregue a uma pessoa que você conhece em mãos de uma pessoas precisa mais sem pedir nada em troca, de preferencia sem que ela nem fique sabendo quem é você ou tenha que se sentir agradecida.

Não transfira responsabilidades para atravessadores, chame as suas para você, e deixa que as pessoas tenham a mesma chance de assumir as liberdades deles como elas são não só como direitos mas responsabilidades, porque mesmo que elas errem, é levantando e caindo que a gente aprende a andar, e não sendo com cabrestos, amarras e tutelas ou pior levando porretes a vida inteira que as gentes crescem. Pelo contrário é assim que se entortam.

De modo quando não se tornam completos idiota carentes, viram os monstros mal-amado cheio de ódio, os loucos furiosos que não se pode nem contrariar sem perigo de morte, e tanto mais perigosos quanto mais exércitos de fiéis idiotas especialmente armados tiver a disposição das ordens para satisfazer as suas vontades, incluso as taras e manias e compulsões possessivas por morte, violação e poder- que caso não se saiba quando deixam de ser fantasias para se tornar pesadelos bem concretos só tem um lugar para se realizar na carne, couro e no lombo do alheio literalmente como coitado.

Ou então ignorem. E se conforme em virar ou assassino ou cadáver, senão aqui e agora, pior além. E não estou me referindo as posteridades dos legados patrimonialistas materialistas, biológicos, históricos e materialistas; nem muito menos dos espirituais, misticos e transcendentais. Mas da natureza das coisas que não vem do nada como se nada nunca tivesse existido antes, nem volta como se nada tivesse acontecido depois, mas inevitavelmente segue, sempre segue… seja por você e agora também por causa de você, ou pelo contrário apesar de você e finalmente livre de você. Uma escolha que é sempre sua.

Porque a vida sempre segue como origem da gênese eterna da autocriação de toda existência: como a liberdade da informação como força de vontade da transformação e como metamorfose da diversidade: ou simplesmente o novo.

Novo paradigma que portanto não se dá nem pela ditaduras autoritárias de nenhum preconceptor de predetederminação de movimentos, trajetórias e historicidades alheias predestinadas sejam eles os pregadores de arquitetos de universos, ou os materialista niilistas dos vendedores de sortes e acasos e coincidência que nunca por acaso nem por coincidência como dados viciados e desonestos favorecem suas pseudo-ciência e racionalizações de fatos e verdades para todo o universo conhecido e reconhecido… ou seja o deles, é claro.

Novo paradigma da(cons)ciência, libertário-gregário, panárquico (na falta de criatividade para nome melhor), que é feito portanto da proprioconcepção e autodeterminação do seu próprio destino e movimento como produto da liberdade como motor constituintes dos fenômenos e seus saberes integrados não só como ciência mas a essência das suas concepções de julgamento não só verdade, mas da episteme do próprio senso e noção da realidade que antes de ser objeto do logos é o padrão constituinte de todas razões e formulações. Episteme da existência, mas pode chamar de alma matter do mundo fenomenológico: Liber ou simplesmente Liberdade.

Vida que ao contrário dos pregadores do culto da violência holocausto não se faz do sacrifício do alheio, mas só do próprio e não por entidades ideológicas do mundo imaginário mas por vidas e liberdades do mundo concreto porque sensível, e sensível porque sentem e sofrem, e sente sofrem porque são dotadas de anima, porque dotadas de forças e livres vontades próprias que lhe dão vida.

O oposto dos corpos e máquinas artificiais e burocráticas e seus estatopatas em chefe que não tem senso nem noção nem da realidade do outro nem do mundo sensível porque são desprovidas de sensibilidade natural e inteligência solidárias. A maquina por falta de ligação com a rede da vida, o ser vivo pela perda dos instintos gregários e capacidades empáticas de respostas solidárias vive de semear psicoses para reafirmar a ditadura da sua estatopatia com norma e normalidade, ou o que é a mesma coisa, o sistema que se perpetua de colocar o bode na sala para vender a sua expiação o seu holocausto remédio amargo e ele claro como quem irá ditar a prescrição deste mal necessário: o supremo todo poderoso e salvador da pátria.

Um sistema que não consegue ser reformado nem por dentro porque é feito do monopólio da violência, nem por fora quando cai ou simplesmente não tem como fugir da armadilha da sua violência que o retroalimenta. Porque não se esqueça, ou não confunda a legitima defesa com a agressão ou o mover a míngua em completa privação de todas as liberdades mais básicas incluso a de ganhar a vida honestamente e em paz, quando já não existe nem renda seja porque não há trabalhos nem propriedades, mas só carestias em meio a não só a riqueza honesta ao roubo e locupletação.

Uma realidade que cada vez mais brasileiros não só os mais pobres começam a entendem mais e melhor suas causas dos seus males dessas sua condição social, política, cultural, miserável e insana, mas intelectual, mental e solidária e humana não só desigual, mas absolutamente contraditória e absurda que beira a alucinação, histeria e pânico. Condições ideais para a propagação repetição não só da história como farsa, mas da própria farsa como história, ordem e progresso como papel e norma inscrita nas cartas e bandeiras, e desordem, retrocesso e normose gravadas a ferro e fogo na carne do povo.

A base da perpetuação da estatização da loucura e da loucura estatal: disseminar industria da miséria em todos os sentidos para colher exércitos de desesperados não só para servir, mas também para atacar, as tiranias. Porque tiranias precisam de exércitos para matar e morrer, não só em todos os campos mas dos dois lados. Afinal uma guerra não se faz com um lado só lado atacando, mas com dois.

E se você que neste jogo de xadrez dos mais canalhas são os reis que se postam atrás dos peões, lembre-se que peças não se movem sozinhas, e canalha mesmo não é quem banca ou manipula este ou aquele rei, mas ambos, porque é dono do jogo e do tabuleiro e até do teatro onde os otários ficam torcendo e vibrando por cada peça sacrificada desse jogo não raro combinado e ai daquele que denunciar porque ainda por cima apanha dos macacos de auditório e de ambas torcidas organizadas, sem perceber que eles também não passam de peças sendo manipuladas e sacrificadas nesse Big Brother do Big Brother da vida real que agora tem deep fake que imbeciliza ainda melhor. Porque quanto maior a verossimilhança mais fácil vender a “verdade alternativa” pela ilusão cinematográfica, isto é pela rápida sucessão de imagens estáticas que causa a impressão de movimento, ou se preferir mudança que não nada muda, apenas se projeta mimética e introjeta catarticamente que babando só assiste sua própria vida passar com filme na sua própria frente.

E portanto qualquer semelhança entre a farsa midiática e a política não, não é mera coincidência, nem no showbussiness da política doméstica nem muito menos da industria do mercado muito mais rica do mercado politico hollywoodiano internacional.

Mas vamos voltar a sair das minhas viagens lunáticas para outros mundos, porque nem todos que sonham com outros mundos querem só encontrar o novo mundo para continuar predando e parasitando…

Sedaka, mesmo e não Sinatra, porque não é tempo de apologia “as propostas irrecusáveis”.

E voltemos para a Terra, para a dura realidade do nosso Planeta, em especial a do nosso mundo e da nossa terra. Onde estávamos e empacamos mesmo?

Sim… Janot.

Como já disse Janot não só não é negro, como não é nenhum Martir nem o Luther King, que dirá então Malcolm X. Que por sinal nunca foi preto da casa a defender que seu povo se deixasse ser imolado. Porque desobediência civil não é o cair na pregação do lobo ou raposas que dizem que quando um não quer dois não brigam. Muito pelo contrário, quando um parte para cima, e outro deixa é massacre, linchamento e genocídio. Porém também não por outro lado partir para a agressão ou segregação, os métodos do parasita e predador. E novamente não por acaso e coincidência justamente quando voltou da sua peregrinação pelo mundo e descobriu que a solução para a falacia das falsas soluções tanto do esperar pelo dia do abate como gado quanto do empurrar fieis para morrer na linha de frente para depois capitalizar sobre seus cadáveres como mártires da causa e usá-los como moeda de troca na barganha com seus assassinos não era o caminho que ele pregava o pegar em armas. Mas outra revolução completamente diferente expressa em tantas línguas e credos e culturas quanto são as pessoas do mundo, neste dia antes que pudesse trazer o que havia aprendido agora como cidadão do mundo: foi assassinado.

Segue a carta, leitura impar:

Mas não se deixe enganar porque ele não renunciou sua aguçada leitura do problema mas apenas antiga solução. Democracia é hipocrisia.

E veja lá o que você está querendo insinuar com isso. Porque a ditadura do “você sabe com quem você está falando?” voltou. E trouxa de quem acredita que isso não é uma idiocracia, porque nem o pau nem a Ciência de Francisco é a mesma de Chico. De modo que se o de cima sobe o de baixo desce, as denuncias e investigações idem: também só descem, nunca podem subir. E tem gente que estuda pra isso, para virar crente de outras doutrinas.

Então moral da farsa histórica: Revolução não se faz nem passando fogo, nem deixando passar fogo, mas com não dando e sim devolvendo o pão roubado da mesa a quem pede o que é seu por direito. Afinal quem é que dá pedras e pauladas a quem pede pão? Ou pior quer ensinar o pescador a pescar sem nunca ter pescado um peixe na vida, mas confiscou o barco, tomou a vara, e de quebra cercou a praia? Quem é que chama de ladrão quem não paga para viver da sua pesca? Vagabundo quem quer pescar para ele e com tarrafa? Invasor, quem expulso ousar a botar na praia que outrora foi sua? E ladrão quem ousa pescar sem pagar o arrego do dono da boca, perdão, da praia? Quem será que toma e mantém o território na bala e depois ainda criminaliza e manda prender ou passar fogo em quem ousar tentar viver ou pescar na outra praia, agora sua e somente dele? Oh, que mundo bárbaro será este, será que da sharia do ISIS que não conhece a bondade e fraternidade cristã e civilidade da democracia ocidental?

Se você acha que o problema é cristianismo ou islamismo, o mundo ocidental ou oriental, ou pior que o problema é da hipocrisia da democracia, é a democracia. Então você não entende nem o que é democracia, nem crise, a critica pela falta de autocritica. Não entende que o problema que a crise sistêmica da democracia é produto da sua hipocrisia, ou que é a mesma coisa da falta de sistematização da sua ou melhor da nossa autocritica como atualização constante da própria democracia como um regime popular e não populista e nem muitos autocrático. Ou seja, a crise da democracia não se cura com menos democracia, mas com mais.

Justamente o oposto do que todos não só todos projetos de poder como partido pregam, mas todos os poderes constituídos como instituições exigem e os detentores das dívidas e provedores dos dividendos tanto de um quanto outro demandam: que calemos a boca, paremos de pedir mais democracia, e ou nos contentemos com sistema que está aí, peçamos a volta de tudo exatamente como era antes, ou o que teremos e aprenderemos como lição por nossa desobediência é que quem reclama por mais liberdade e menos opressão ganha mais repressão e mais ditadura.

Justamente, portanto, o oposto da armadilha que os dois polos ideológicos partidários simbiontes autoritários especializados em disseminação a divisão, discórdia e terrorismo pregam: que apaguemos memórias e imploremos a volta de ditaduras para continuar eternamente a esperar e idolatrar salvadores da pátria deste ou daquele partido, não importa, desde que esperamos de joelhos, perplexos, mas nunca de pé com dignidade. Ou seja que tudo volte como estava para continuar exatamente como sempre foi: uma miséria eugenista mal disfarçada e mal velada como farsa descarada, mas finge que você é, acredita e não fala nada senão eles te aplicam um corretivo e te colocam no seu devido lugar.

Aliás em você só não, em todo mundo, para que esse povo desobediente aprenda de uma vez por todas a não reclamar, e vejam o que acontece com as pessoas quando elas dão ouvidos a esses subversivos que querem mais liberdades. A velha estratégia de culpar a vítima, estupra-se e diz que foi a vitima que se ofereceu. E se ela gritar mate-a e diz que a culpa também foi dela porque se aguentasse calada ainda estaria viva.

(…) Em tempos de crise e agitação, e portanto reclamação por liberdade não a basta e eles só trazer a repressão de volta. Não, isso não é suficiente. É preciso mais. Eles querem mais de você. Não basta apenas reprimir. A coerção, a repressão, a constrição, a mera imposição da força não é bastante, porque a violência bruta tortura, mata, quebra, mas não domestica, não amestra, não divide, não aparta, não desintegra, não extingue esperanças, nem o anseio por liberdade.

Não. É preciso que aquele que ousou falar, que ousou levantar os olhos e olhar para o futuro, ousou desobedecer, se manifestar, não só se arrependa do dia que se expressou, se afirmou, é preciso que ele se humilhe, se odeie, e seja odiado por se afirmar como livre, é preciso mais. Eles querem que aquele ousou se levantar e gritar nas ruas implore; implore não só por perdão, implore por misericórdia, implore para que as ditabrandas voltem como remédio amargo e o protejam contra o mal maior do terror do caos das ditaduras que eles supostamente causaram e provocaram ao ousar pedir e desafiar sua suprema autoridade.

Eles não querem só seu arrependimento por querer liberdade. Eles querem mais: eles que você implore. Sonhe, fantasie, estime, idolatra, mas sobretudo e todas as coisas implore. Implore pela volta das ditaduras e tiranos de estimação, não importa qual. Não basta apenas lulistas e bolsonarianos alucinados e fanáticos clamando pelo siga o chefe. Abandonando toda ideia de futuro, para se refugir no seu “de volta ao passado” onde “tudo era menos pior”. Eles querem todos presos nesse alucinação amargurada e terrorista contra a liberdade, onde qualquer “ditadura menor” é melhor do que “aquela que pode vir” se alguém ousar sonhar em reclamar sua identidade, emancipação e liberdade.

Eles querem todos se culpando e amaldiçoando como pretos da casa o dia em que os negros fizeram seu levante e todos foram punidos, por causa da teimosia e egoismo desses desobedientes. Cedendo a lógica de estuprador dos autoritários e reacionários que dizem que a culpa é sempre de quem não se submete calado a sua violação e tirania, provocando sua ira, quando tudo que é preciso fazer é calar e deixar-se ser currado sem denunciar até porque agora denunciar é abuso.

A pedagogia do medo e terrorismo estatal.

Pedra para quem pede pão. Soco na cara para quem quer beijar seu amor na rua. Fome e desemprego para quem quer escolher seu trabalho segundo sua vocação e não privações. Veneno e queimadas para quem pede rios e florestas limpas. Estupro para mulher que pede para liberdade do seu corpo. Morte a pessoa que pede liberdade para escolher seu sexo. Chibatada e sniper para o negro que pede igualdade. Trabalho até a velhice para a juventude que ousa se levantar contra a ditadura dos velhos malditos que vivem de sugar a vida das novas gerações. Morte sem amparo ao velho que trabalhou toda uma vida. Uma lição dada pelo donos da casa grande e repetida pelos pretos da casa, para a senzala-mundi: odeie e renegue quem é; se divida, se amaldiçoe mutuamente e culpe quem se ama livremente; despreze e renegue quem não se curva ajoelha, queime quem não implora não só pelos seus pecados mas pelos pecados que até não cometeu; cuspa e apedreje quem não se arrepende de ter se levantado, enforque quem não pede perdão por não se ajoelhar, persiga quem não implora para ser ser amado e cuidado e salvo pelos senhores todo poderosos que o violam violentam e tiranizam. Fodam com o fodido, coitem o coitado, e currem com ainda mais violência o currado que tenta fugir do curral, porque é por causa da desobediência e irreverência deles que hoje todos sofrem e são punidos, penitenciados e corrigidos ainda mais.

A estratégia de domesticação de lavagem cerebral norte coreana onde quem não só é proibido fugir, mas até se matar, porque quem vai é punido é a família do coitado. Um mundo da disseminação da discórdia culpa e renegação da liberdade onde quem se levanta por solidariedade irá se arrepender se culpar e ser culpado por tamanho “egoismo”, irá se odiar e odiar por ter lutado pela liberdade, se torturar e ser torturado até confessar que a liberdade é o maior erro, e a servidão ao menor dos males é o bem maior, até implorar pela volta de algum salvador, não importa qual desde que romancie, fantasia e adore o passado, presente e futuro como sua servidão “voluntária”.

(…) De modo que o erro desta geração, e não me refiro a que embarcou no mitologia messiânica, mas a libertária, será justamente se arrepender e de deixar se convencer que é melhor uma ditadura de merda qualquer, melhor viver sem saber dos males, acreditando que o que os olhos não vem o coração não sente, e morrer vivendo como um perfeito servo-idiota “feliz” numa matriz mentirosa, do buscar a matriz da liberdade da verdade, e a verdade da liberdade. Morrer se esquecendo que vida é liberdade. Caindo de novo na armadilha cognitiva do poder.

De tal modo que se há alguma verdade em nossa constituição é tão somente na sua premissa: todo poder emana do povo e para o povo, e logo a ele cabe dizer não só quem fica ou sai, mas como deve se governar e portanto se rebelar contra toda forma de tirania. E quando digo ele o povo, não digo os mortos, digo os vivos, cada nova geração que tem o direito de fazer e refazer seus governos e constituições de acordo com as necessidades do seu tempo e lugar e não dos desejos e vontades de quem não está nem aqui nem agora. Governar-se em tempo real, não retrogrado, ultrapassado ou num futuro imaginário programado logicamente para nunca chegar.

Se há erro portanto este é acreditar que seja melhor viver na tirania de uma senzala paternalista do que na tirania de outra mais explicita. Dizer que a liberdade matou o paciente, é a mesma coisa que dizer o tratamento do câncer e não o câncer matou o paciente. Dizer que é melhor viver numa tirania menor do que ir até o fim enfrentar a tirania sem suas mascara, é o mesmo coisa que dizer que é melhor viver sofrendo na merda até morrer com um enorme parasita na sua, do que se tratar e viver ou morrer com dignidade por todo o tempo que durar sua vida senão lutando contra essa doença pelo menos não a alimentando como se fosse seu bichinho de estimação. ou pior você o dele.

Quem caiu no conto do sebastianismo. Ok. Pode chorar que faz bem para alma. Mas quem não comprou golpe, que não entre no pior de todos. Principalmente se ainda tiver toda uma vida pela frente. Não, em hipótese alguma jamais deixem que te vendam a ideia que se deve ter vergonha de manifestar, expressar exigir a liberdade que sempre pertencem a sua geração. Não deixem que os erros, fracassos, frustrações e sobretudo as taras e perversões de uma velha, matem o que é de uma nova geração: o direito de pedir passagem. Pedir não. exigir. Porque não é futuro que pertence ao novo é a todos que estão aqui agora presentes como iguais. A voz, a decisão, o direito de decidir emancipadamente no seu tempo e lugar sem tutores. Tem é que botar o bloco na rua mesmo…

Nunca se arrependam nem jamais implore por que é seu por direito: Liberdade. Porque quem pede libertação para quem vive e ganha das suas privações vai ganhar só uma coisa: só mais privações até voltar a implorar por tiranias. Liberdades não são benesses são conquistas, e mesmo quando dadas de solidariamente são sempre responsabilidades sociais que se assumem e nunca obrigações que se impõe ao custo da contrapartida de nada, sobretudo da obediência de quem recebe. Por isso que das tiranias a mais perigosa não é nem aquela que aponta a arma para sua cara e diz abertamente que de despreza e vai te matar. Essa você ao menos sabe quem enfrenta. A mais perigosa nunca é a que atira no peito e na cara, mas a traíra que atira na nuca ou nas costas não raro no campo de batalha. Especialidade dos alpinistas de hierarquia que sempre eliminam os outros para se perpetuar no poder, mas pode chamar pelo nome clássico: lideranças que nunca estão na linha frente. Mas sempre na velhaguarda montados na nova.

Porque nesta vida só uma coisa é motivo de arrependimento: as liberdades que não manifestam para concretizar as relações consensuais e comunhões de paz que ficam para trás para morrem em sonho. Já perdão quem deve pedir são eles, aqueles que se vitimizam, os tiranos que sentem de fato lesados como se suas prerrogativas arrogantes fossem mesmo direitos e não privilégios criminosos legalizados.(…)- Temer se “arrependeu” de ter apoiado o golpe?

Pois é. Se tem uma coisa que esse pessoal não é, é santo, nem mártir. E não dão ponto sem nó. E tolo de quem acredita em coincidências destas declarações justamente na hora de jogar a pá de cal nos amigos ou inimigos. Algo que só sabemos com certeza depois pelo que Janot receberá de bom ou ruim pelo que disse e fez, e sobretudo de quem. Independente.

Por isso tenho certeza que mudanças virão, mas não desse caos e planejado travestido de lei e ordem delirante que aí está, mas da ciência de uma nova consciência, e a consciência de uma nova ciência que é tão epistemologicamente libertária quanto o fenomenologicamente gregária e vice-versa. Porque não tem mais o vice e versa é operação mental já a princípio da universalidade e o fundamento da liberdade não.

E Paz. Algo que só estabelece por relações mantidas a força por poder e autoridade, mas só as livres fundadas na consensualidade. Sem agressão nem imolação, e sobretudo sem holocaustos dos povos a margem das capitais , nem nas florestas nem nas metrópoles. Paz com ciência e consciência. Livre da ditadura e ditadores do dizer quem somos e não podemos ser, para onde estamos indo e não podemos chegar, livre, voluntária e consciente para chamar para si a responsabilidade da tomada de ação social para onde realmente queremos ir e quer realmente queremos ser.

Porque no dia que já tememos os governos, não seremos governados, já somos governados; e pelos nossos piores medos e assombrações algumas inclusive com corpos, e corporações. Porque como diria o outro “eles são muitos e seu nome é legião”- Uma figura hiperbólica de linguagem, mas que ajuda a entender o inferno que é viver nesse holocausto urbano.

Eis aí uma verdade que liberta e ajuda a entender o que é viver tentando fugir dessa armadilha de estatopatas:

Isso sim registro histórico da verdeira Brasil e foda-se o PC.

Por isso fecho esse escrito como um tributo a todos aqueles que conseguiram sobreviver a esse holocausto da forma mais especial que uma vida pode aspirar e inspirar: ser mensagem, conhecimento e informação… Movimento, véio, corre que ninguém pega, não porque está sempre se movendo a velocidade da própria luz- outra metáfora para a essência da ins, trans, metas formações:

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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